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quarta-feira, 7 de março de 2018

Ceará vai receber Centro de Inteligência da Polícia Federal, diz Raul Jungmann




2005 - EM DEBATE SOBRE O REFERENDO DO DESARMAMENTO, RAUL JUNGMANN DISSE: 
Raul Jungmann: "Veja, o Estado hoje tem uma política de segurança que é falha. É uma política de segurança que nos deixa, sem sombra de dúvida, muito angustiados, quando não com medo. Entretanto, a política e a posição do sim é melhorar exatamente este estado, ou seja, melhorar as políticas públicas. O não fica na denúncia, fica exatamente em dizer: “Nada funciona, nada presta” etc e etc por quê? Ele vai criar um pavor, vai criar um medo, que vai paralisar as pessoas e jogar as pessoas na busca de uma saída individual para um problema que é coletivo. Quando nós fizemos o estatuto do desarmamento [pega nas mãos o estatuto do desarmamento], a gente queria exatamente dar condições para que a política pública e as policiais melhorassem a sua capacidade de intervenção. Foi o que nós fizemos, está certo? Já exatamente o pessoal do não votou contra por quê? Porque, em larga medida, entende que deve-se dar direitos que na verdade levam a supressão dos direitos dos outros. Por exemplo, é direito um marido embriagado tirar a vida de uma mulher com uma arma? É direito alguém numa briga de trânsito tirar a vida de outro? É direito deixar uma arma em casa ao alcance de uma criança para que isso possa acontecer? Evidentemente que esse direito tem que ser restringido. No nosso caso, volto a dizer: Não estamos aqui mexendo em nada inconstitucional. Na Constituição não existe o direito ao uso de arma, mas existe, sim, o direito ilimitado e irrestrito à vida. Agora, se o cidadão vai se defender dessa ou daquela maneira e se ele vai se defender com este ou aquele meio, é questão que efetivamente cabe discussão e cabe modificação, mas não [faz gesto de negativo com os dedos] tocamos na Constituição nem direitos seja de quem quer que for."
http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/72/entrevistados/debate_referendo_armas_2005.htm

A frase "Ele vai ... jogar as pessoas na busca de uma saída individual para um problema que é coletivo."  foi o que me chamou a atenção.  Já é a segunda vez que me deparo com esse discurso de Jungmann, expondo sua crença no coletivo como solucionador de problemas. Há um vídeo, que não localizei, com uma declaração semelhante de que hoje todas as resoluções têm que passar pelo coletivo. Isso é demais preocupante, comunista, se ele não considera o indivíduo como causa e meta do coletivo. O indivíduo é a parte sensível da sociedade, como diz Huxley, a que vai sofrer as consequências. E é a sua parte criativa também. 


LEMBRANDO as medidas de censura que estavam planejando:

2017 - TSE e Exército estudam acordo para monitorar fake news nas eleições
O assunto foi discutido hoje (25) numa reunião entre o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, e os ministros da Defesa, Raul Jungmann; do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, e da Justiça, Torquato Jardim.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-10/tse-e-exercito-estudam-acordo-para-monitorar-fake-news-nas-eleições


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2016 - A nomeação de Raul Jungmann para Ministro da Defesa foi uma enorme decepção e deve ser visto com muita preocupação pelos chamados CAC (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) que dependem diretamente das portarias emitidas pelo Exército. Não me agrada nem um pouco ter à frente desta estratégica pasta, que envolverá diretamente a indústria bélica nacional, alguém que em 2005, pouco antes do referendo realizado onde 64% da população disse NÃO ao desarmamento, alguém que propôs como alternativa ESTATIZAR as indústrias de armas e munições pátrias e fazê-las produzir implementos agrícolas! E por falar em agricultura, não podemos esquecer que Jungmann foi Ministro do Desenvolvimento Agrário, de 1996 a 2002, no governo de Fernando Henrique Cardoso e foi justamente nessa época que o MST se tornou esse mostro que conhecemos hoje. No perfil do novo Ministro - onde estou “democraticamente” bloqueado – já pululam manifestações em favor do direito de defesa do cidadão. A posição dele, neste aspecto é inequívoca e ele não mudará.
http://www.cadaminuto.com.br/noticia/286925/2016/05/13/novos-ministros-da-defesa-e-da-justica-flores-ou-espinhos

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Raul Jungmann em 2010: "Coordenei o grande referendo pelo desarmamento que ajudou a reduzir a violência e as mortes por armas de fogo." ?????
https://youtu.be/EqDky2WgwFY?t=1m9s

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Como a esquerda usa o “fact-checking” para controlar a informação que circula na internet - Nas mãos e locais errados, o fact-checking pode sim virar um instrumento de censura
https://www.politicas.info/marlosapyus/artigo/como-a-esquerda-usa-o-fact-checking-para-controlar-a-informacao-que-circula-na-internet/amp

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O PROGRAMA RADAR DA MÍDIA traz no final um comentário de José Carlos Sepúlveda sobre o risco totalitário que corremos com a criação desse Ministério da Segurança.
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2018/03/radardamidia-05032018.html

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VÃO USAR O CASO DA VERADORA MORTA PARA ACABAR COM A PM? https://www.facebook.com/partido10brasil/videos/942999875866501/

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"O imbecil coletivo não é, de fato, a mera soma de um certo número de imbecis individuais. É, ao contrário, uma coletividade de pessoas de inteligência normal ou mesmo superior que se reúnem movidas pelo desejo comum de imbecilizar-se umas às outras. Se é desejo consciente ou inconsciente não vem ao caso: o que importa é que o objetivo geralmente é alcançado. Como? O processo tem três fases. Primeiro, cada membro da coletividade compromete-se a nada perceber que não esteja também sendo percebido simultaneamente por todos os outros. Segundo, todos juram crer que o recorte minimizados assim obtido é o único verdadeiro mundo. Terceiro, todos professam que o mínimo divisor comum mental que opera esse recorte é infinitamente mais inteligente do que qualquer indivíduo humano de dentro ou de fora do grupo, já que, segundo uma autorizada porta-voz dessa entidade coletiva, "a psicanálise, com o conceito de inconsciente, e o marxismo, com o de ideologia, estabeleceram limites intransponíveis para a crença no poderio total da consciência autônoma, enfatizando seus limites". Assim, se um dos membros da coletividade é mordido por um cachorro, deve imediatamente telefonar para os demais e perguntar-lhes se foi de fato mordido por um cachorro. Se lhe responderem que se trata de mera impressão subjetiva ( o que se dará na maioria dos casos, já que é altamente improvável que os cachorros entrem num acordo de só morder as pessoas na presença de uma parcela significativa da comunidade letrada ), ele deve incontinente renunciar a considerar esse episódio um fato objetivo, podendo porém continuar a falar dele em público, se o quiser, a título de expressão pessoal criativa ou de crença religiosa. Para o imbecil coletivo, tudo o que não possa ser confirmado pelo testemunho unânime da Intelligentzia, simplesmente não existe." (O IMBECIL COLETIVO, de Olavo de Carvalho)
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VEREADORA PRISCILA COSTA DEFENDE A MENOR MINORIA DE TODAS: O INDIVÍDUO
 http://conspiratio3.blogspot.com.br/2018/03/vereadora-priscila-costa-defende-menor.html

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A CRIMINALIDADE CRESCE PORQUE É ESTRATÉGIA REVOLUCIONÁRIA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2018/02/a-criminalidade-cresce-porque-e.html
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RAFAEL ROSSET- "as políticas democidas da esquerda são as responsáveis por cada uma das 60 mil vidas tiradas todos os anos no Brasil. O progressismo não pode mais ser tratado como simples ideologia, e sim como desastre natural, uma verdadeira calamidade pública. O Brasil não precisa de uma onda conservadora. O Brasil necessita, urgentemente, de um tsunami conservador, de um choque de realidade." https://www.facebook.com/rafael.rosset/posts/10212997623913557 http://sensoincomum.org/author/rafael-rosset/
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INTERVENÇÃO NO RIO - "DIREITOS HUMANOS" X SEGURANÇA PÚBLICA https://youtu.be/5iNPTiooC4M

O comunista Raul Jungmann admitiu que a Segurança Pública está falida, mas não expôs os autores dessa obra. OS "DIREITOS HUMANOS" FALIRAM A SEGURANÇA PÚBLICA COM DESARMAMENTO, IMPUNIDADE E POLICIAIS AMARRADOS.
E atentem: em todo o Ocidente, o politicamente correto tem disfarçado o conluio de autoridades com o crime organizado e o terrorismo, que não são realmente combatidos. Eles fabricam a "crise", eles propõem a solução para a "crise": centralizar poder. Mais poder para o governo federal e para a ONU.

Está registrado no PNDH-3, uma agenda da ORCRIM, a desmilitarização da PM. Tudo que essa gente faz tem o objetivo de aumentar seu poder. Você confia em autores cujo projeto sem fundamento prevê o sacrifício de milhares ou até zilhões de vidas humanas?
Antes de qualquer mudança, precisamos apenas ver as velhas leis sendo cumpridas.

Resposta ao post do presidente Temer sobre a intervenção federal - Vocês criam o problema e vocês impõem a "solução". A criminalidade foi e está sendo fabricada por vocês, que, acobertados por "direitos" politicamente corretos, NÃO A COMBATEM REALMENTE, ao contrário, combatem a sociedade favorecendo quem a ataca. E mais, ainda por cima matam a inteligência do povo com manipulação, mentiras e ocultação dos fatos. Não acredito nesse teatro de intervenção. Se quisessem combater o crime, isso seria visível, as instituições funcionariam normalmente defendendo a vida, a transparência democrática seria praticada e as decisões teriam lógica. O que nós temos hoje na política são farsantes, impostores cumprindo uma agenda alienígena totalmente contrária ao compromisso com a nação, com os brasileiros e até mesmo com a humanidade. O inferno os aguarda.

Por isso voto em Bolsonaro, ele não é um psicopata politicamente correto.

domingo, 22 de outubro de 2017

O FORO DE SÃO PAULO - BRASIL PARALELO



Carlos Bolsonaro
55 minTrecho do seriado #BrasilParalelo, o Foro de São Paulo e o esquema de poder.
"A ditadura Perfeita terá as aparências da Democracia, uma prisão sem muros na qual os Prisioneiros não sonharão nem mesmo com a fuga. Um verdadeiro sistema de escravatura onde, graças ao consumo e divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão"
Aldous Huxley.
- Via BolsoAmigos (instagram)

https://www.facebook.com/cbolsonaro/videos/1426724934042948/
 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Wir (1982) - We - Zamyatin



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"Nós é um romance distópico escrito entre 1920 e 1921 pelo escritor russo Yevgeny Zamyatin. A estória é narrada por um matemático que conta para um interlocutor no passado como é a sua sociedade perfeita, porém profundamente opressora, em que vive no século XXX. Ao tomar contato com um grupo opositor que luta contra o ¨Benfeitor¨, o regente supremo do Estado Único, o narrador passa por conflitos ao perceber as imperfeições desse sistema que julgava até então perfeito. O autor inspirou-se na revolução russa de 1905 e 1917 e no período em que trabalhou supervisionando a construção de navios na Inglaterra. O livro foi publicado pela primeira vez em 1924, em inglês, nos EUA, mas ficou censurado na URSS até a abertura do regime soviético em 1988."
https://leiturasparalelas.wordpress.com/2013/10/28/nos-yevgeny-zamyatin/

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"Orwell não está só nesse esforço. Dois outros escritores, o russo Zamyatin em seu livro Nós, e Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo, exprimiram o sentimento do presente e uma advertência para o futuro de maneiras muito similares à de Orwell. Essa trilogia do que pode ser chamado de “utopias negativas” de meados do século XX é o contraponto à trilogia das utopias positivas mencionadas anteriormente, escritas no século XVI e XVII."
http://pesquisdemica.blogspot.com.br/2016/11/erich-fromm-sobre-1984-de-george-orwell.html

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NÓS de Zamyatin
https://www.youtube.com/results?search_query=zamyatin+NOS

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Yevgeny_Zamyatin

Yevgeny Ivanovich Zamyatin (Евге́ний Ива́нович Замя́тин por vezes traduzido para português como Eugene Zamyatin ou Eugene Zamiatine ou Ievguêni Zamiátin) (Lebedian, 1 de fevereiro de 1884 - Paris, 10 de março de 1937) foi um escritor russo, famoso pelo seu romance Nós, a história de um futuro distópico que influenciou os romances Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, 1984, de George Orwell e Anthem, de Ayn Rand.

Zamyatin também escreveu vários contos, na forma de contos de fadas, que constituíram uma crítica satírica do regime comunista russo. Um exemplo é uma história na qual o presidente de câmara decide que para fazer toda a gente feliz terá de fazer toda a gente igual. Começa por forçar toda a gente, ele próprio incluído, a viver num grande quartel, depois a rapar os cabelos para ser iguais aos calvos, e finalmente a tornar-se mentalmente deficientes para igualizar os níveis de inteligência com os deficientes mentais.
(...)
Zamyatin apoiou a Revolução de Outubro, mas tornou-se crítico da censura praticada pelos bolcheviques. Os seus trabalhos foram-se tornando cada vez mais críticos do regime e cada vez mais suprimidos à medida que a década de 1920 ia avançando. Por fim, os seus trabalhos foram banidos e ele foi proibido de publicar, em especial depois da publicação de Nós num jornal de emigrados russos, em 1927.

Morte
Obteve a autorização de Estaline para abandonar a Rússia em 1931, depois de Gorki ter intercedido por ele, e instalou-se em Paris com a sua mulher, onde morreu na pobreza em 1937, devido a um infarto, aos 53 anos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Yevgeny_Zamyatin

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Trechos do TEORIA E PRÁTICA DO COLETIVISMO OLIGÁRQUICO de Emmanuel Goldstein, do livro 1984 de George Orwell
"Os membros do Partido passam a vida, do nascimento à morte, sob o controle da Polícia das Ideias. Mesmo quando sozinhos, nunca podem ter certeza de que estão sós. Onde quer que estejam, dormindo ou acordados, trabalhando ou descansando, no banho ou na cama, podem ser inspecionados sem aviso e sem tomar conhecimento de que estão sendo inspecionados. Nada do que fazem é indiferente. Seus amigos, suas distrações, seu comportamento para com esposa e filhos, a expressão de seus rostos quando estão sozinhos, as palavras que murmuram no sono, mesmo os movimentos característicos de seus corpos, são rigorosamente escrutinados. Não apenas seus delitos efetivos, mas toda excentricidade, por menor que seja, toda mudança de hábitos, todo maneirismo nervoso que apresente a possibilidade de ser sintoma de um conflito interno, não deixam de ser detectados. Eles não têm liberdade de escolha sobre coisa nenhuma. Por outro lado, seus atos não são regulamentados por lei nem por qualquer outro código de conduta claramente formulado. Na Oceânia não existe lei. Os pensamentos e os atos que, se descobertos, significam morte certa não são formalmente proibidos, e os infinitos expurgos, detenções, torturas, aprisionamentos e vaporizações não são infligidos na qualidade de castigo para crimes de fato cometidos, sendo apenas a obliteração de pessoas que talvez pudessem cometer um crime em algum momento futuro. De um membro do Partido exige-se que tenha não apenas a opinião certa, mas os instintos certos. Muitas das crenças e atitudes que se esperam dele jamais são expostas com clareza — e não poderiam sê-lo sem que as contradições inerentes ao Socing ficassem visíveis. Se esse membro do Partido for uma pessoa naturalmente ortodoxa (em Novafala um benepensante), em toda e qualquer circunstância saberá, sem precisar pensar, qual é a crença verdadeira e qual a emoção desejável. De qualquer forma, porém, um elaborado treinamento mental aplicado na infância e relacionado às palavras criminterrupção, negribranco e duplipensamento, em Novafala, o deixa sem desejo nem capacidade de pensar muito profundamente em qualquer assunto."
http://planetalibro.net/leerlibro/orwell-george-1984_pt/349
Criminterrupção significa a capacidade de estacar, como por instinto, no limiar de todo pensamento perigoso. O conceito inclui a capacidade de não entender analogias, de deixar de perceber erros lógicos, de compreender mal os argumentos mais simples, caso sejam antagônicos ao Socing, e de sentir-se entediado ou incomodado por toda sequência de raciocínio capaz de enveredar por um rumo herético. Em suma, criminterrupção significa burrice protetora. Mas burrice não basta. Ao contrário, a ortodoxia em sentido pleno exige um controle tão absoluto sobre os próprios processos mentais quanto o do contorcionista sobre o próprio corpo. A sociedade oceânica repousa, em última análise, na crença de que o Grande Irmão é onipotente e o Partido infalível. Mas, dado que na realidade o Grande Irmão não é onipotente e o Partido não é infalível, existe a necessidade de adotar-se o tempo todo uma flexibilidade incessante no tratamento dos fatos. A palavra-chave, no caso, é negribranco. Como tantas outras palavras em Novafala, ela tem dois sentidos mutuamente contraditórios. Aplicada a um adversário, alude ao hábito que esse adversário tem de afirmar desavergonhadamente que o negro é branco, em contradição com os fatos óbvios. Aplicada a um membro do Partido, manifesta a leal disposição de afirmar que o negro é branco sempre que a disciplina do Partido o exigir. Mas significa ao mesmo tempo a capacidade de acreditar que o negro é branco e, mais, de saber que o negro é branco, e de esquecer que algum dia julgou o contrário. Isso exige uma alteração contínua do passado, tornada possível pelo sistema de pensamento que realmente abrange tudo o mais e que é conhecido em Novafala como duplipensamento.
http://planetalibro.net/leerlibro/orwell-george-1984_pt/350
A modificação do passado é necessária por duas razões, uma das quais secundária e, por assim dizer, preventiva. A razão secundária é que o membro do Partido, tal como o proletário, tolera as condições vigentes em parte porque não dispõe de termos de comparação. Deve ser afastado do passado, assim como deve ser afastado de países estrangeiros, porque é necessário que acredite que está em melhor situação do que seus antepassados e de que o padrão médio de conforto material aumenta ininterruptamente. Mas, de longe, a razão mais importante para que se reajuste o passado é a necessidade de salvaguardar a infalibilidade do Partido. Não se trata apenas de atualizar constantemente discursos, estatísticas e registros de todo tipo para provar que as previsões do Partido se confirmam em todos os casos. Trata-se também de não admitir em hipótese nenhuma a ocorrência de alterações na doutrina ou no alinhamento político. Porque mudar de opinião, ou mesmo de atitude política, é uma confissão de fraqueza. Se, por exemplo, a Eurásia ou a Lestásia (conforme o caso) for o inimigo de hoje, então é necessário que esse país sempre tenha sido o inimigo. E se os fatos atestarem algo diferente, então é preciso alterar os fatos. Dessa forma, a história é constantemente reescrita. Essa falsificação diária do passado, levada a efeito pelo Ministério da Verdade, é tão necessária para a estabilidade do regime quanto o trabalho de repressão e espionagem realizado pelo Ministério do Amor
http://planetalibro.net/leerlibro/orwell-george-1984_pt/351
A mutabilidade do passado é o ponto central da doutrina do Socing. Afirma-se que os fatos passados não têm existência objetiva e que sobrevivem apenas em registros escritos e nas memórias humanas. O passado é tudo aquilo a respeito do que há coincidência entre registros e memórias. Considerando que o Partido mantém absoluto controle sobre todos os registros e sobre todas as mentes de seus membros, decorre que o passado é tudo aquilo que o Partido decide que ele seja. Decorre ainda que, embora seja possível alterar o passado, o passado jamais foi alterado em nenhuma instância específica. Isso porque nas ocasiões em que é recriado na forma exigida pelas circunstâncias, a nova versão passa a ser o passado, e nenhum outro passado pode ter existido algum dia. Esse sistema funciona inclusive quando — como acontece muitas vezes — o mesmo fato precisa ser profundamente alterado diversas vezes no mesmo ano. Em todas as ocasiões, o Partido detém a verdade absoluta, e fica evidente que o absoluto jamais poderia ter sido diferente do que aquilo que passou a ser. Veremos que o controle do passado depende acima de tudo do treinamento da memória. Garantir que todos os registros escritos estão de acordo com a ortodoxia do momento é um mero ato mecânico. Mas é necessário lembrar-se que os fatos se passaram da maneira desejada. E caso seja necessário reorganizar nossas memórias ou alterar os registros escritos, também será necessário esquecer que o fizemos. O modo como se produz isso pode ser aprendido, como qualquer outra técnica mental. E ele é aprendido pela maioria dos membros do Partido: certamente por todos os que são ao mesmo tempo inteligentes e ortodoxos. Em Velhafala isso recebe o nome muito direto de “controle da realidade”. Em Novafala é o duplipensamento, embora o termo duplipensamento também abranja muitas outras coisas.
http://planetalibro.net/leerlibro/orwell-george-1984_pt/352
Duplipensamento significa a capacidade de abrigar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias e acreditar em ambas. O intelectual do Partido sabe em que direção suas memórias precisam ser alteradas; em consequência, sabe que está manipulando a realidade; mas, graças ao exercício do duplipensamento, ele também se convence de que a realidade não está sendo violada. O processo precisa ser consciente, do contrário não seria conduzido com a adequada precisão, mas também precisa ser inconsciente, do contrário traria consigo um sentimento de falsidade e, portanto, de culpa. O duplipensamento situa-se no âmago do Socing, visto que o ato essencial do Partido consiste em usar o engodo consciente sem perder a firmeza de propósito que corresponde à total honestidade. Dizer mentiras deliberadas e ao mesmo tempo acreditar genuinamente nelas; esquecer qualquer fato que tiver se tornado inconveniente e depois, quando ele se tornar de novo necessário, retirá-lo do esquecimento somente pelo período exigido pelas circunstâncias; negar a existência da realidade objetiva e ao mesmo tempo tomar conhecimento da realidade que negamos — tudo isso é indispensavelmente necessário. Mesmo ao usar a palavra duplipensamento é necessário praticar o duplipensamento. Porque ao utilizar a palavra admitimos que estamos manipulando a realidade; com um novo ato de duplipensamento, apagamos esse conhecimento; e assim por diante indefinidamente, com a mentira sempre um passo adiante da verdade. Em última instância, foi graças ao duplipensamento que o Partido foi capaz — e, até onde sabemos, continuará sendo por milhares de anos — de deter o curso da história.
http://planetalibro.net/leerlibro/orwell-george-1984_pt/353
Nem é preciso dizer que os praticantes mais sutis do duplipensamento são aqueles que inventaram o duplipensamento e sabem que ele é um vasto sistema de logro mental. Em nossa sociedade, aqueles que estão mais informados sobre o que ocorre são também os que estão mais longe de ver o mundo como ele é. Em geral, quanto maior a compreensão, maior o engodo; quanto maior a inteligência, menor a saúde mental. (...) Nem é preciso dizer que os praticantes mais sutis do duplipensamento são aqueles que inventaram o duplipensamento e sabem que ele é um vasto sistema de logro mental. Em nossa sociedade, aqueles que estão mais informados sobre o que ocorre são também os que estão mais longe de ver o mundo como ele é. Em geral, quanto maior a compreensão, maior o engodo; quanto maior a inteligência, menor a saúde mental. (...) Esse estranho entrelaçamento de opostos — conhecimento com ignorância, cinismo com fanatismo — é um dos principais traços da sociedade oceânica. A ideologia oficial está impregnada de contradições, mesmo quando não há nenhuma justificativa prática para elas. Assim, o Partido rejeita e avilta cada um dos princípios originalmente defendidos pelo movimento socialista, e trata de fazê-lo em nome mesmo do socialismo. Exorta um desprezo pela classe operária sem equivalente nos últimos séculos e obriga seus membros a usar um uniforme que em outros tempos caracterizava os trabalhadores manuais e que por isso mesmo foi adotado. Erode sistematicamente a solidariedade da família e chama seu líder por um nome que é um apelo direto ao sentimento de lealdade familiar. Mesmo os nomes dos quatro ministérios que nos governam exibem uma espécie de descaramento na inversão deliberada dos fatos. O Ministério da Paz cuida dos assuntos de guerra; o Ministério da Verdade trata das mentiras; o Ministério do Amor pratica a tortura; e o Ministério da Pujança lida com a escassez de alimentos. Essas contradições não são acidentais e não resultam da mera hipocrisia: são exercícios deliberados de duplipensamento. Pois somente reconciliando contradições é possível exercer o poder de modo indefinido. É a única maneira de quebrar o antigo ciclo. Se quisermos evitar para sempre o advento da igualdade entre os homens — se quisermos que os Altos, como os chamamos, mantenham para sempre suas posições —, o estado mental predominante deve ser, forçosamente, o da insanidade controlada.
http://planetalibro.net/leerlibro/orwell-george-1984_pt/355

"Para entender qual é o verdadeiro sentido da obra de Eric Blair (a.k.a. "GEORGE ORWELL"), é preciso conhecer a história da vida dele. A foto abaixo foi feita em 1937, durante a Guerra Civil Espanhola; quando ele ingressou como voluntário nas tropas do grupo guerrilheiro Marxista P.O.U.M. (Partido Obrero de Unificación Marxista)." Kleber Verraes
https://www.facebook.com/kleber.verraes/posts/793072920884429



segunda-feira, 29 de abril de 2013

SE NÃO INVESTIRMOS EM CONSCIÊNCIA, O TOTALITARISMO SERÁ INEVITÁVEL?

"Vemos, pois, que a tecnologia moderna tem conduzido à concentração do poder econômico e político, e ao desenvolvimento de uma sociedade controlada (inflexivelmente nos Estados totalitários, polida e imperceptivelmente nas democracias) pelo Alto Negócio e pelo Alto Governo." Aldous Huxley



SE NÃO INVESTIRMOS EM CONSCIÊNCIA, TEREMOS QUE INVESTIR EM CONTROLE TOTALITÁRIO?

A superpopulação não é o problema, o problema não é quantitativo, mas qualitativo, é de comportamento e falta de Consciência (atenção, percepção, autoconhecimento, espiritualidade).


Radicalizando, pense, por exemplo, como seria se a população mundial fosse constituída de sábios e santos, como Ramana Maharshi e madre Teresa de Calcutá, que consumiriam sabiamente e mais ajudariam do que dificultariam a vida na Terra. E, ao contrário, o estrago que psicopatas predadores como Hitler, Stalin, Khan, Mao, Napoleão impõem à sociedade faria com que 100 deles já lotassem o planeta.

E agora, ainda, tem o agravante da tecnologia que alarga velozmente o círculo dos efeitos de nossas ações e dá um crescente poder de destruição nas mãos de qualquer um! Então, se não crescermos em Consciência, deveremos ser controlados com o uso do próprio poder tecnológico que estamos criando, ou nos destruiremos com ele? Esse não é um bom motivo que os Illuminati podem alegar para pôr em marcha sua agenda de dominação global?

Aldous Huxley, no "Regresso ao Admirável Mundo Novo" (artigo abaixo) expõe a relação entre superpopulação, superorganizações e totalitarismo. Mas ele não inclui o elemento Consciência em sua equação. Ele afirma que a superpopulação dá origem à superprodução da qual só a elite de grandes capitalistas (mega e metacapitalistas) pode dar conta, o que inicia um processo irreversível de eliminação dos pequenos (produtores, comerciantes) e concentração de poder financeiro que acaba engolindo (comprando!) o poder político que supostamente deveria proteger os cidadãos. Deu pra perceber que o poder político corrompido deriva de homens (materialistas) que se vendem.






Não é estranho que os vastos recursos empregados agora para nos controlar, nunca foram disponibilizados para o desenvolvimento da Consciência? Ao contrário, tudo foi feito para infantilizar nosso espírito, afunilar o campo de percepção, reduzir a inteligência a um amontoado de habilidades? É óbvio que não querem que tenhamos sequer a noção do quadro geral. Então temos de fazer por nós mesmos, EM POUCO TEMPO.

Acorde! Não espere que saia nos jornais, corra atrás da informação enquanto vc pode.

 

Existe uma frase mais ou menos assim: "Todos se queixam da falta de memória, mas ninguém da falta de juízo." Hoje, a corja que nos controla pede mais e mais poder, mas acha que tem juízo suficiente. E, como diz Olavo de Carvalho, a ignorância não sabe que é ignorante. E ““Burrice e maldade jamais foram termos antagônicos.””  
Muito poder e pouco juízo é a fórmula para o desastre.

*
"Um sábio que conheci dizia que o pecado tem três etapas: a ignorância, a fraqueza, a maldade. A presente fraqueza moral brasileira é fruto de décadas de ignorância planejada. Só falta um pouco para que a nação passe à última etapa, aderindo a uma ética de Josés Dirceus e celebrando o maquiavelismo petista como a manifestação suprema e única do bem e das virtudes."
 
““Não há covardia mais torpe que a covardia da inteligência, a burrice voluntária, a recusa de juntar os pontos e enxergar o sentido geral dos fatos.””

““Se a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude, o cinismo é a afirmação ostensiva do vício como virtude.””

““As portas do espírito só se abrem à perfeita sinceridade de propósitos.””

Olavo de Carvalho

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Abaixo, um excerto de "REGRESSO AO ADMIRÁVEL MUNDO NOVO", interessante livro de Aldous Huxley:

"Muitos historiadores, sociólogos e psicólogos escreveram longamente, e com profundo pesar, sobre o preço que o homem do Ocidente tem de pagar e continuará pagando pelo progresso técnico. Eles assinalam, por exemplo, que há pouca esperança de que a democracia floresça em sociedades onde o poder econômico e político será progressivamente concentrado e centralizado. Porém, o progresso da tecnologia conduziu e ainda conduz precisamente a concentração e centralização do poder. À medida que o mecanismo de produção em massa se torna mais eficiente, tende a tornar-se mais complexo e mais dispendioso — e, portanto, menos acessível ao homem empreendedor que possui poucos recursos. Além disso, a produção em larga escala não pode funcionar sem uma distribuição em grande escala; a distribuição em grande escala apresenta problemas que só os maiores produtores podem resolver razoavelmente. Em um mundo de produção e de distribuição em grande escala, os Pequenos, com seu fundo insuficiente de capital operante, vêem-se em grande desvantagem. Em competição com os Grandes, perdem seu capital e, finalmente, sua própria existência como produtores independentes; os Grandes engoliram-nos. Quando os Pequenos desaparecem, é cada vez maior o poder econômico que passa a ser manipulado por mãos cada vez menos numerosas.
Sob uma ditadura, o Alto Negócio, que se tornou exeqüível pelo progresso tecnológico e pela conseqüente ruína do Pequeno Negócio, é controlado pelo Estado — isto é, por um grupo pequeno de chefes políticos e de militares, policiais e funcionários civis que executam suas ordens. Numa democracia capitalista, como os Estados Unidos, é controlado pelo que o professor C. Wright Mills chamou de Elite do Poder. Esta Elite do Poder emprega diretamente milhões de trabalhadores do país em suas fábricas, escritórios e armazéns; controla muitos milhões de outros homens, emprestando-lhes dinheiro para a aquisição de seus produtos e, pela posse dos meios de comunicação, influencia os pensamentos, sentimentos e ações de quase toda a gente. Relembrando as palavras de Winston Churchill, nunca tantos foram dirigidos por tão poucos. Estamos, de fato, muito distantes do ideal de Jefferson: uma sociedade francamente livre composta de uma hierarquia de unidades que se autogovernam — "as repúblicas elementares das circunscrições, as repúblicas das comarcas, as repúblicas dos Estados e a República da União, provocando um reforço de autoridade".

Vemos, pois, que a tecnologia moderna tem conduzido à concentração do poder econômico e político, e ao desenvolvimento de uma sociedade controlada (inflexivelmente nos Estados totalitários, polida e imperceptivelmente nas democracias) pelo Alto Negócio e pelo Alto Governo. Mas as sociedades são compostas de indivíduos, e só são boas na medida em que ajudam as pessoas a aproveitar suas potencialidades e as conduzem a uma vida feliz e criadora.




OS PERIGOS DA TECNOLOGIA:
Instituto britânico alerta para riscos de extinção da raça humana
AMEAÇAS SEM PRECEDENTES


Bostrom acredita que entramos em uma nova era tecnológica capaz de ameaçar nosso futuro de uma forma nunca vista antes. Estas são "ameaças que não temos qualquer registro de haver sobrevivido".
O diretor do instituto compara as ameaças existentes a uma arma perigosa nas mãos de uma criança. Ele diz que o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências.
Experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial estão avançando para dentro do território do não intencional e o imprevisível.


Pelas próprias mãos

"Este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade"

Martin Rees, Universidade de Cambridge

A biologia sintética, onde a biologia se encontra com a engenharia, promete grandes benefícios médicos, mas Bostrom teme efeitos não previstos na manipulação da biologia humana.
A nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia também ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Ele tem escrito que governos futuros terão um grande desafio ao controlar e restringir usos inapropriados.
Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou maquinal possa interagir com o mundo externo. Esse tipo de inteligência orientada por computadores pode ser uma poderosa ferramenta na indústria, na medicina, na agricultura ou para gerenciar a economia, mas enfrenta também o risco de ser completamente indiferente a qualquer dano incidental.
Sean O'Heigeartaigh, um geneticista do instituto, traça uma analogia com o uso de algoritmos usados no mercado de ações.


Nick Bostrom (BBC)
Diretor de instituto adverte que riscos são reais e não se trata só de ficção científica

Da mesma forma que essas manipulações matemáticas, argumenta, podem ter efeitos diretos e destrutitovs sobre economias reais e pessoas de verdade, tais sistemas computacionais podem "manipular o mundo verdadeiro".
Em termos de riscos biológicos, ele se preocupa com boas intenções mal aplicadas, como experimentos visando promover modificações genéticas e desmanter e reconstruir estruturas genéticas.
Um tema recorrente entre o eclético grupo de pesquisadores é sobre a habilidade de criar computadores cada vez mais poderosos.
O pesquisador Daniel Dewey, do instituto, fala de uma "explosão de inteligência", em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável.
"A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores", afirma o perito americano, um especialista em super inteligência maquinal que trabalhou anteriormente na Google.

Efeito em cadeia

Juntamente com a biotecnologia e a nanotecnologia, ele afirma que essas novas tecnologias poderiam gerar um "efeito em cadeia, de modo que, mesmo começando com escasos recursos, você pode criar projetos com potencial de afetar todo o mundo".
O Instituto do Futuro da Humanidade em Oxford integra uma tendência centrada em pesquisar tais grantes temas. O Instituto foi uma iniciativa do Oxford Martin School, que abrange acadêmicos de diferentes áreas, com o intuito de estudar os "mais urgentes desafios globais".
Martin Rees, ex-presidente da Sociedade Real de Astronomia britânica é um dos defensores do Centro de Estudos de Risco Existencial e afirma que "este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade".
Nick Bostrom afrima que o risco existencial enfrentando pela humanidade "não está no radar de todo mundo". Mas ele argumenta que os riscos virão, caso estejamos ou não preparados.
"Existe um gargalo na história da humanidade. A condição humana irá mudar. Pode ser que terminemos em uma catástrofe ou que sejamos transformados ao assumir mais controle sobre a nosa biologia. Não é ficção científica, doutrina religiosa ou conversa de bar".

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Crítica à Economia Política do Prof. Benayon
http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0201.htm
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NOVA ORDEM MUNDIAL - O QUE PODEMOS FAZER - OLAVO DE CARVALHO
http://www.youtube.com/watch?v=wxP9xOi4BqI
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Dois estudos sobre Aldous Huxley Olavo de Carvalho
Prefácios a Admirável Mundo Novo e A Ilha
http://www.olavodecarvalho.org/textos/huxley.htm

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A SOBERANIA DA CONSCIÊNCIA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/04/a-soberania-da-consciencia-voz-da-alma.html
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DESCOBRINDO O SENTIDO DA VIDA 
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/08/descobrindo-o-sentido-da-vida.html




"O governo sabe que para controlar, vigiar e seguir a pista da população, deve suprimir o dinheiro em espécie." Daniel Estulin 

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Olavo de Carvalho A idéia mais estúpida e mais criminosa que a elite acadêmica espalhou pelo mundo é que o progresso da ciência e da tecnologia aumenta o "poder da humanidade sobre a natureza material". Muito mais, muito antes, e até como condição indispensável para que esse efeito alegadamente maravilhoso possa produzir-se, o progresso mencionado aumenta O PODER DE UNS HOMENS SOBRE OS OUTROS.
Quem pode decentemente ignorar que civilizações tidas como portadoras de conhecimentos científicos superiores até à imaginação moderna foram, todas, sem exceção, civiizações demoníacas baseadas na escravidão e nos sacrifícios humanos?

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A coisa MAIS DECISIVA para o futuro da democracia em qualquer lugar do mundo é que o povo -- a totalidade dos consumidores, eleitores e pagadores de impostos -- tenha voz ativa na distribuição das verbas de pesquisa científica, hoje monopólio de um reduzido círculo de políticos, burocratas e bilionários. Sem isso, a democracia nunca passará de uma camada de verniz populista adornando um sistema tirânico e prepotente de dominação hierárquica. Quem seleciona o que se pode perguntar e o que se deve calar determina a forma visível do mundo e tem assim o domínio completo da conduta coletiva. O poder intelectual é impessoal e de longo prazo, mas, no cômputo final, é sempre o mais decisivo. Os cientistas devem ser forçados a investigar O QUE O POVO QUER SABER, e não só o que interessa à elite que os comanda.
 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

LAVAGEM CEREBRAL - ALDOUS HUXLEY



LAVAGEM CEREBRAL
ALDOUS HUXLEY
  
No decurso de suas experiências, que marcaram época, sobre os reflexos condicionados, Ivan Pavlov  notou que, quando submetidos a uma tensão física ou psíquica prolongada, os animais de laboratório exibiam todos os sintomas de uma grande depressão nervosa. Recusando-se a afrontar por mais tempo uma situação intolerável, seus cérebros entravam em greve, por assim dizer, e ou deixavam completamente de funcionar (o cão perdia a consciência) ou então lançavam mão da marcha lenta e da sabotagem (o cão comportava-se de modo incoerente, ou exibia o tipo de sintomas físicos que, num ser humano, denominaríamos histéricos).

Alguns animais são mais resistentes à tensão do que outros. Os cães que possuíam o que Pavlov denominava uma constituição "fortemente excitável" soçobravam mais depressa do que os cães dotados de um temperamento simplesmente "vivo" (em oposição ao temperamento colérico ou agitado). Identicamente, os cães "fracamente inibidos" esgotavam sua energia muito mais depressa do que os "tranqüilos e imperturbáveis". Mas até os cães mais resistentes eram incapazes de resistir indefinidamente. Se a tensão fosse suficientemente intensa ou prolongada, o cão acabava por soçobrar de um modo tão abjeto como o animal menos resistente de sua espécie.

As descobertas de Pavlov foram confirmadas da maneira mais aflitiva, e numa escala muito ampla, durante as duas guerras mundiais. Em conseqüência de uma única experiência catastrófica, ou de uma série de terrores menos violentos mas freqüentemente repetidos, os soldados apresentam um determinado número de problemas psicofísicos. Inconsciência temporária, agitação extrema, letargia, cegueira ou paralisia funcional, respostas inteiramente desconexas para o estímulo dos acontecimentos, alterações estranhas de comportamento — todos os sintomas que Pavlov observara em seus cães ressurgiram entre as vítimas do que foi denominado na Primeira Guerra Mundial "neurose de guerra" e, na Segunda, "fadiga de guerra".

Cada homem, como cada cão, tem o seu limite de resistência. A maior parte dos homens atinge esse limite após trinta dias de tensão, mais ou menos contínua, sob as condições do combate moderno. Os mais fracos sucumbem em quinze dias. Os mais fortes resistem quarenta e cinco ou até cinqüenta dias. Fortes ou fracos, todos finalmente soçobram. Todos, quer dizer, os que gozam de boa saúde. Porque, diga-se com sarcasmo, as únicas pessoas que conseguem suportar indefinidamente a pressão da guerra moderna são os psicopatas. A loucura individual é imune às conseqüências da loucura coletiva.

O fato de cada indivíduo ter um limite de resistência foi conhecido e explorado desde tempos remotos de uma maneira lamentavelmente pouco científica. Em alguns casos, a horrível desumanidade do homem para com o homem foi inspirada pelo amor à crueldade, devido à terrível fascinação que esta exerce.

Com muita freqüência, contudo, o puro sadismo foi abrandado pelo utilitarismo, pela teologia ou por razões de Estado. O castigo físico e outras formas de violência foram infligidos pelos homens da lei com o objetivo de soltar a língua das testemunhas obstinadas; por clérigos, a fim de punir os não-ortodoxos e os impelir a mudar de opiniões; pela polícia secreta, com a finalidade de extrair confissões de pessoas suspeitas de ser hostis ao governo.

(...) Agressões suficientemente amplas para causarem uma completa derrocada cerebral  podem ser efetuadas por meios que, embora abominavelmente desumanos, ficam aquém da tortura física. Seja o que for que tenha ocorrido outrora, parece mais ou menos razoável que a tortura já não é muito aplicada pela polícia comunista atual. Esta inspira-se não no inquisidor ou no SS, mas, sim, no fisiologista e em seus animais de laboratório, devidamente condicionados. Para o ditador e sua polícia, as descobertas de Pavlov têm conseqüências práticas importantes. Se o sistema nervoso central dos cães pode ser levado a soçobrar, o sistema nervoso central dos prisioneiros políticos pode sê-lo da mesma forma. É apenas uma questão de aplicar a quantidade exata de tensão durante o tempo adequado. Ao final do tratamento, o prisioneiro estará em estado de neurose ou de histeria e, portanto, apto a confessar o que os seus captores desejarem que ele confesse.

Contudo, a confissão não é suficiente. Um neurótico incurável jamais será útil a alguém. O ditador inteligente e prático não precisa de um paciente para ser hospitalizado, ou de uma vítima para ser abatida, porém de um convertido que trabalhe pela causa. Voltando-se mais uma vez para Pavlov, o ditador aprende que, no seu caminho para a queda final, os cães se tornam anormalmente sugestionáveis. Quando o paciente se encontra perto do limite de sua resistência cerebral, é fácil impor-lhe novos comportamentos, que permanecem radicados para sempre. O animal em que tais formas de comportamento foram implantadas jamais voltará a ser descondicionado; o que o animal aprendeu sob seu estado de tensão permanecerá como parte integrante de seu ser.

A tensão psicológica pode ser gerada de muitas maneiras. Os cães sentem-se perturbados quando os estímulos são demasiadamente fortes; quando o intervalo entre o estímulo e a resposta habitual é muito longo, e o animal, conservado num estado de suspensão psíquica; quando o cérebro fica confuso pelos estímulos inesperados; quando os estímulos não têm sentido dentro do universo de referências do paciente. Além disso, observou-se que, provocando deliberadamente o temor, a cólera ou a ansiedade, avolumava-se notavelmente a sugestionabilidade do cão. Se essas emoções forem levadas a um elevado grau de intensidade, durante um tempo relativamente longo, o cérebro entra "em greve". Quando isto acontece, podem instalar-se, com bastante êxito, novos padrões de comportamento.



Entre as causas físicas que desenvolvem a sugestionabilidade de um cão acham-se a fadiga, os ferimentos e todas as formas de doença. Para o aspirante a ditador, essas descobertas contêm importantes conseqüências práticas. Essas observações provam, por exemplo, que Hitler estava com a razão ao afirmar que as reuniões em massa eram mais eficientes à noite do que de dia. "Durante o,dia", escreveu Hitler, "a vontade do homem rebela-se com maior energia contra qualquer tentativa de submetê-lo a outras vontades e opiniões. À noite, porém, o homem sucumbe mais facilmente à força dominante de uma vontade mais forte .  Pavlov teria concordado com ele; a fadiga aumenta a sugestionabilidade. (É por esse motivo, entre outros, que as firmas que patrocinam um programa de televisão preferem as emissões noturnas e se prontificam a pagar caro a sua preferência.)

A doença é ainda mais efetiva do que a fadiga, no que tange à intensificação da sugestionabilidade. No passado, os quartos de doentes eram palcos de inumeráveis cenas de conversão religiosa. O ditador do futuro, cientificamente treinado, terá todos os hospitais dos seus domínios prontos para receber som e equipados com almofadas alto-falantes. A persuasão gravada permanecerá no ar vinte e quatro horas por dia, e os pacientes mais ilustres serão visitados por políticos salvadores de almas e transformadores de espíritos, como no passado seus ancestrais eram visitados por padres, freiras e leigos piedosos.

O fato de as emoções fortes e negativas tenderem a aumentar a sugestionabilidade e a facilitar, assim, uma substituição de opiniões, foi anotado e explorado muito antes de Pavlov. Como assinalou o dr. William Sargant em seu tão esclarecedor livro, Battle for the mind, o grande êxito de John Wesley como pregador baseava-se no conhecimento intuitivo do sistema nervoso central.  John Wesley iniciava seu sermão com uma descrição longa e minuciosa dos tormentos a que os seus ouvintes seriam, com certeza, condenados para todo o sempre, a menos que se convertessem. Depois, quando o medo e um sentimento de culpabilidade torturante levavam o auditório à beira, ou até, em alguns casos, à própria depressão cerebral, alterava o tom de voz e prometia a salvação àqueles que cressem e se arrependessem. Com esse método de pregação, Wesley converteu milhares de seres humanos. O pavor intenso e prolongado levava-os a soçobrar e gerava um estado de sugestionabilidade extremamente intensificada. Nessa situação, as pessoas eram capazes de aceitar, sem discussão, as afirmações teológicas do pregador. Depois disso, sua integridade era restabelecida com palavras de consolação, e saíam da provação com sistemas de comportamento novos, e geralmente melhores, implantados de modo indestrutível em seus espíritos e em seu sistema nervoso.

A eficiência da propaganda religiosa e política depende dos métodos aplicados, não das doutrinas ensinadas. Essas doutrinas podem ser verdadeiras ou falsas, sadias ou perniciosas — pouca ou nenhuma diferença faz. Se a doutrinação for efetivada de maneira proporcional ao estado adequado de exaustão nervosa, será eficiente. Sob condições favoráveis, praticamente qualquer pessoa pode ser convertida em qualquer coisa.

Possuímos descrições minuciosas dos métodos empregados pela polícia comunista em seu tratamento dos prisioneiros políticos. A partir do momento em que é detida, a vítima é automaticamente submetida a vários tipos de pressões físicas e psicológicas. É mal alimentada e alojada sem nenhum conforto, não lhe é permitido dormir mais que poucas horas por noite. E é conservada durante esse tempo num estado de tensão psíquica, de incerteza e de aguda apreensão. Dia após dia — ou melhor, noite após noite, porque esses policiais pavlovianos conhecem o valor da fadiga como intensificadora da sugestionabilidade —, é interrogada freqüentes vezes, durante horas seguidas, por interrogadores que se esforçam por amedrontá-la, por confundi-la e por desorientá-la.  Após algumas semanas ou meses de tal tratamento, seu cérebro entra em confusão, e a vítima confessa tudo o que seus captores querem que confesse. Então, se deve ser convertida, e não destruída, oferecem-lhe o conforto da esperança. Se ela aceitar a nova ideologia, pode ser salva — não, certamente, numa vida futura (porque, oficialmente, não há vida futura), mas na vida presente.

Métodos semelhantes, se bem que menos violentos, foram empregados durante a Guerra da Coréia em prisioneiros de guerra. Nos campos chineses onde se achavam, jovens prisioneiros ocidentais foram submetidos sistematicamente a pressões. Dessa forma, pelas mais ínfimas infrações das regras, os transgressores eram encaminhados ao gabinete do comandante, submetidos a interrogatório, tratados com arrogância e humilhados em público. E o processo se repetia, várias vezes, a qualquer hora do dia ou da noite. Essa hostilização seguida acarretava, em sua vítimas, uma sensação de desorientação e de ansiedade permanentes. Para lhes agravar o sentimento de culpa, ordenavam que os prisioneiros escrevessem e voltassem a escrever, com minúcias cada vez mais íntimas, longos relatórios suas de suas infrações. E depois de terem confessado suas culpas, era-lhes ordenado que confessassem as culpas de seus companheiros. O objetivo colimado consistia em criar dentro do  acampamento uma sociedade de pesadelo, onde um espionava e denunciava os outros. A essas pressões mentais acrescentavam-se as pressões físicas da subalimentação, do desconforto e da doença. O aumento de sugestionabilidade assim obtido era explorado habilmente pelos chineses, que saciavam esses cérebros anormalmente receptivos com grandes doses de literatura pró-comunista e anticapitalista. Essas técnicas pavlovianas eram altamente eficazes. Um em cada sete americanos era culpado de grave colaboração com as autoridades chinesas, informam-nos oficialmente, e um entre três, de colaboração técnica.

Não se deve cogitar que esse tipo de tratamento esteja reservado unicamente para os inimigos dos comunistas. Os jovens trabalhadores cuja função era, durante os primeiros anos do novo regime, agir como missionários e organizadores do regime, nas inúmeras cidades e aldeias da China, eram submetidos a um curso de doutrinação muito mais rígido do que aquele a que qualquer prisioneiro de guerra foi sujeito. Em seu livro China under communism, R. L. Walker descreve os métodos através dos quais os dirigentes do partido puderam forjar, a partir de homens e mulheres comuns, os milhares de fanáticos resolutamente devotados que lhes são necessários para propagar a doutrina comunista e fazer obedecer as suas ordens. Sob tal método de treinamento, o “material humano bruto” é remetido para campos especiais, onde é totalmente isolado de seus amigos, famílias e do mundo exterior em geral. Nesses campos ordenam-lhes que executem trabalhos esgotantes, físicos e mentais; nunca permanecem sós, estão sempre em grupos; são incentivados a espionarem-se mutuamente; mandam-lhes que escrevam autobiografias acusatórias; vivem num estado de medo permanente do terrível destino a que podem ser levados devido ao que tenha sido dito sobre eles por informantes ou ao que eles próprios confessaram.    



Nessa situação de crescente sugestionabilidade, fazem-nos seguir um curso intensivo de marxismo teórico e aplicado — um curso em que o fracasso no exame final pode acarretar não importa que sanção, desde expulsão vergonhosa até a permanência num campo de trabalhos forçados, ou mesmo a morte.  Após seis seis meses nessa espécie de treinamento, a prolongada tensão mental e física produz resultados que as experiências de Pavlov  teriam previsto. Um após outro, em grupos inteiros, os pacientes soçobram. Surgem indícios neuróticos e histéricos. Alguns se suicidam, outros (até vinte por cento do total, dizem-nos) adquirem uma doença mental grave. Os que sobrevivem aos rigores do método de conversão surgem com novos e impecáveis padrões de comportamento. Todas as suas ligações com o passado — família, amigos, tradições — foram rompidas. São homens novos, recriados à imagem de seus novos deuses e inteiramente dedicados a seu serviço.

Nas novas comunidades populares da China, ao que parece, os métodos educacionais até agora reservados aos missionários são atualmente usados para todos. Um dia de trabalho de doze horas assegura um estado de permanente exaustão; espionagem, delação e policiais em toda parte geram uma ansiedade crônica; e a forçada repressão dos impulsos sexuais e das e das afeições comuns tende a criar uma profunda e irremediável  frustração. Nos homens, mulheres e crianças manipulados pelos tais métodos por Pavlov, há freqüentemente uma incessante tormenta de comando e asserções dogmáticas incandescentes e hinos de ódio, de horrendos castigos mitigados por milhares de promessas de coisas gloriosas. Quantos milhões se dobrarão sob essa forma de educação resta a ser visto. 

Em todos os países comunistas, dezenas de milhares desses jovens, disciplinados e devotados, são preparados todos os anos em centenas de centros de formação. O que os jesuítas fizeram na Igreja Católica da Contra-Reforma estão a fazê-lo agora esses produtos de um treinamento mais científico e ainda mais rígido, e continuarão, sem dúvida, a praticá-lo nos partidos comunistas da Europa, da Ásia e da África.

Em política, Pavlov parece ter sido um liberal da velha guarda. Mas, por uma estranha ironia da sorte, suas investigações e as teorias nas quais se baseou trouxeram à realidade um grande exército de fanáticos dedicados de alma e coração, de reflexos e de sistema nervoso, à destruição do liberalismo à moda antiga, onde quer que ele se encontre. A lavagem cerebral, tal como é agora praticada, é uma técnica híbrida, em parte dependente, no que se refere à sua eficiência, do emprego metódico da violência, em parte da habilidade de manipulação psicológica. Representa a tradição de 1984 em sua marcha para se tornar a tradição do Admirável Mundo Novo.




E é bem estranho que até hoje esses psicopatas totalitaristas continuem justificando: "TUDO PELO SOCIAL"...
Que eu saiba a sociedade e o Estado é que foram criados para o bem do indivíduo, que é a parte sensível, viva, consciente e em crescimento, não uma abstração. Quando o indivíduo é mutilado, impedido de ser e de crescer, destruído pela sociedade, esta perde sua função, perde seu sentido de ser. É melhor voltar para a selva.




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Veja mais em

Dois estudos sobre Aldous Huxley Olavo de Carvalho
Prefácios a Admirável Mundo Novo e A Ilha
http://www.olavodecarvalho.org/textos/huxley.htm

KGB, PAVLOV E LAVAGEM CEREBRAL
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/12/kgb-governo-pelo-terror-pavlov-lavagem.html

PSICOPOLÍTICA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/04/psicopolitica.html

HIPNOSE EM MASSA / EDUCAÇÃO NA NOVA ORDEM http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/hipnose-em-massa-e-educacao-na-nova.htm

FORMAÇÃO DO IMBECIL COLETIVO PELA EDUCAÇÃO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/formacao-do-imbecil-coletivo-pela.html

O POLÍTICAMENTE CORRETO COMO ARMA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/04/o-politicamente-correto-como-arma.html

O INCENTIVO À DELAÇÃO NO TOTALITARISMO: DIVIDIR PARA CONQUISTAR http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/o-incentivo-delacao-e-o-totalitarismo.html

CRISES, CRIMES E MENTIRAS SÃO FERRAMENTA DE TRABALHO  http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/crimes-e-mentiras-sao-ferramenta-de.html

 
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COMO VENCER UM DEBATE SEM PRECISAR TER RAZÃO - ARTHUR SCHOPENHAUER -
http://livraria.seminariodefilosofia.org/Olavo-de-Carvalho/Como-Vencer-Um-Debate-Sem-Precisar-Ter-Razão/flypage.tpl.html

"é um tratado de patifaria intelectual, não para uso dos patifes e sim de suas possíveis vítimas, isto é, nós, o povo. Obra de um espírito arguto e particularmente sensível aos ardis da malícia humana, é um receituário de precauções contra a argumentação desonesta - aquele tipo de polêmica interesseira onde o que importa não é provar, mas vencer. No Brasil de hoje, a edição deste livro é um empreendimento de saúde pública." Comentado por Olavo de Carvalho

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"O imbecil coletivo não é, de fato, a mera soma de um certo número de imbecis individuais. É, ao contrário, uma coletividade de pessoas de inteligência normal ou mesmo superior que se reúnem movidas pelo desejo comum de imbecilizar-se umas às outras. Se é desejo consciente ou inconsciente não vem ao caso: o que importa é que o objetivo geralmente é alcançado. Como? O processo tem três fases. Primeiro, cada membro da coletividade compromete-se a nada perceber que não esteja também sendo percebido simultaneamente por todos os outros. Segundo, todos juram crer que o recorte minimizados assim obtido é o único verdadeiro mundo. Terceiro, todos professam que o mínimo divisor comum mental que opera esse recorte é infinitamente mais inteligente do que qualquer indivíduo humano de dentro ou de fora do grupo, já que, segundo uma autorizada porta-voz dessa entidade coletiva, "a psicanálise, com o conceito de inconsciente, e o marxismo, com o de ideologia, estabeleceram limites intransponíveis para a crença no poderio total da consciência autônoma, enfatizando seus limites" ( sic )13. Assim, se um dos membros da coletividade é mordido por um cachorro, deve imediatamente telefonar para os demais e perguntar-lhes se foi de fato mordido por um cachorro. Se lhe responderem que se trata de mera impressão subjetiva ( o que se dará na maioria dos casos, já que é altamente improvável que os cachorros entrem num acordo de só morder as pessoas na presença de uma parcela significativa da comunidade letrada ), ele deve incontinente renunciar a considerar esse episódio um fato objetivo, podendo porém continuar a falar dele em público, se o quiser, a título de expressão pessoal criativa ou de crença religiosa. Para o imbecil coletivo, tudo o que não possa ser confirmado pelo testemunho unânime da Intelligentzia, simplesmente não existe."  (O IMBECIL COLETIVO, de Olavo de Carvalho)

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A ROUPA NOVA DO REI  


Não permitas que o CENSOR cale teu SENSOR. A mentira divide e a verdade integra. Depois de matarem uma parte de si, ELES podem matar qualquer coisa. Com as armas da mentira, eles obtém o que querem: a tua MENTE DISSOCIADA, superficial e submissa, preparada para acatar tudo. O caminho de volta é a sinceridade interior, é voltar a dar atenção à tua própria percepção, e pensar dialogando com ela.


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www.delinks.blogspot.com