CENSURA, DITADURA, POLITICAMENTE CORRETO

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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

2006-12-11 Olavo de Carvalho - TRUE OUTSPEAK



https://youtu.be/lWBfkplOePc

O PT e o PSDB por Olavo de Carvalho. A verdade dói...




PT e PSDB são os dois grandes pilares do esquerdismo nacional, Se um cai, o outro não se sustenta. Ambos nos impuseram a "Nova República", o MST, o abortismo, a ideologia de gênero, a propaganda comunista nas escolas, a destruição da educação nacional, a paparicação dos criminosos, a beatificação dos terroristas, o desarmamento civil, a tolerância para com o narcotráfico etc. Segundo o próprio FHC, não têm divergências ideológicas, brigam apenas pela partilha de cargos, e nenhum dos dois pretende que isso mude no mais mínimo que seja.
https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/627380474080697

Os Pingos nos Is - 17/11/2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Os Pingos nos Is - 15/11/2017


CONTROLE SOCIALISTA DA INFORMAÇÃO - OLAVO DE CARVALHO


 
 
OLAVO DE CARVALHO - "A esquerda domina hegemonicamente A MÍDIA NACIONAL INTEIRA há mais de meio século. É o império da mentira onipresente, incessante, obsessiva."
 
Editor-executivo da Folha admite que jornal é formado pela “elite de esquerda”
Em artigo publicado no último domingo (12), o editor-executivo do jornal “Folha de São Paulo”, Sérgio Dávila, admitiu que o jornal é formado majoritariamente pela “elite de esquerda”. De acordo com o texto “Haddad hostiliza imprensa por não admitir crítica“, o ex-prefeito petista de São Paulo “governou para uma jovem elite intelectual progressista de esquerda e as redações são formadas em sua maioria por uma elite intelectual de jovens progressistas de esquerda”.
 
 
 
 
OLAVO DE CARVALHO - Na esquerda brasileira já não existe, desde há muito tempo, pensamento individual. Tudo ali se decide em grupos, reuniões, debates internos em redes que formam o discurso ideológico destinado a criar e manter a hegemonia, o controle do movimento sobre o curso da vida social e política.

Decorridas algumas décadas da adoção desse estilo gramsciano de viver e pensar, é inevitável que cada participante da rede, desde os seus líderes e mentores intelectuais mais destacados até o último militante e tarefeiro, projetem a imagem da sua experiência sobre o que quer que lhe pareça personificar “o adversário”.

Como, por outro lado, a esquerda domina hegemonicamente toda a mídia, o show business e o sistema de ensino, essa visão das coisas se alastra por toda parte e se torna o modo normal e normativo de interpretar todas as ações humanas.

Graças a esse fenômeno, chegamos ao ponto em que já ninguém mais consegue distinguir entre a influência difusa de um escritor, cujas idéias e palavras se impregnam num vasto círculo de leitores sobre o qual ele não exerce o menor controle, e as palavras-de-ordem de um líder de partido ou guru de movimento político.

É como se Aleksander Soljenítsin fosse uma espécie de Leonid Brejnev da oposição, cercado de um Politburô, de uma KGB, de um departamento de propaganda e de toda uma estrutura partidária e governamental oposta ao sistema de comando oficial.

Encontro-me, hoje, no centro dessa fantasia psicótica. Tudo o que faço e digo, por pessoalíssimo e original que seja, é interpretado como se fosse fruto de deliberações estratégicas no seio de um movimento “de direita”; e, quanto mais minhas palavras se difundem espontaneamente pela sociedade e meus livros alcançam um sucesso considerável, tornando-se símbolos aglutinadores de sentimentos populares difusos, mais a esquerda inteira me enxerga como um temível chefe de partido, o membro e representante de um comitê diretivo, empenhado em transmitir palavras-de-ordem a toda uma militância obediente e disciplinada – exatamente aquilo que todos os intelectuais de esquerda são.

Por esse motivo, ninguém a quem as minhas opiniões desagradem imagina sequer a possibilidade de combatê-las pelos meios normais do debate intelectual, mas todos se empenham em mobilizar contra mim os instrumentos apropriados, antes, a destruir uma carreira política de deputado, senador ou presidente da República: os protestos coletivos, as movimentações de massa, a gritaria da militância organizada e, é claro, as campanhas virulentas de assassinato de reputação.

A anormalidade monstruosa desse estado de coisas salta aos olhos de qualquer observador isento, mas, nos próprios círculos de esquerda, parece a coisa mais normal e corriqueira do mundo combater um movimento político pelos meios usuais do combate político, sem ver que contra ela não se levanta um político ou uma organização de massas, mas apenas um escritor independente, sem respaldo partidário ou organizacional, sem patrocinadores, sem aparato de propaganda e sem outro auxílio que não o da sua esposa e de dois dos seus filhos. A desproporção de forças, nesse confronto, é tal, que não se pode descrevê-la senão com a imagem empregada por Sebastião Castellio para resumir a disputa entre ele e a ditadura de João Calvino em Genebra: o mosquito contra o elefante.

Muitos líderes intelectuais e figuras de destaque nos círculos esquerdistas ajudaram a tecer em torno de mim essa imagem mitológica que já se consolidou numa campanha de caça ao Olavo de Carvalho.

Entre os culpados por esse estado de coisas destaca-se o sr. Caetano Veloso, que nunca abriu a boca a meu respeito para discutir minhas opiniões, mas para fazer delas a cristalização estereotipada de um movimento político que, na imaginação dele, se formou e atua exatamente como o “coletivo” da esquerda, apenas com sinal ideológico trocado.

Tão natural lhe parece esse modo de ver, que daí ele tira conclusõs factuais totalmente fantasiosas, como por exemplo a de que “orquestrei” a vinda do deputado Jair Bolsonaro aos EUA, com a qual não tive absolutamente nada a ver e da qual participei apenas como conferencista, a convite do presidente do Inter-American Institute, Jeffrey Nyquist.

Também é inevitável que, nessa fantasia paranóica, minhas opiniões pessoais, em vez de ser compreendidas conforme as escrevi pessoalmente, apareçam mescladas e indistintas com as de pessoas, grupos e organizações com os quais não tenho contato absolutamente nenhum e pelos quais não nutro sequer alguma simpatia.
https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/926229097529165

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Há certas questões nas quais o óbvio tem de ser insistentemente proclamado contra a tagarelice que busca dissolvê-lo:
https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10155793665912192

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Entrevista com Cristian Derosa hoje no Terça Livre - A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/03/entrevista-com-cristian-derosa-hoje-no.html

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A MANIPULAÇÃO SOCIAL PELA DISTORÇÃO DA LINGUAGEM -  CRISTIAN DEROSA
https://youtu.be/XCigQqKly6g
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"NOTÍCIA FALSA" É O TERMO QUE ANUNCIA A MAIS VASTA OPERAÇÃO DE CENSURA DA OPINIÃO QUE JÁ SE VIU - OLAVO DE CARVALHO http://conspiratio3.blogspot.com.br/2016/12/noticia-falsa-e-o-termo-que-anuncia.html

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POR QUE A DIREITA, QUE É MAIORIA, NÃO TEM VOZ? - FELIPE MOURA BRASIL
https://youtu.be/EKyxV1HsrQs
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A verdade é censurada pela censura à opinião.

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Esse processo de mundialização deverá se desenrolar até seu resultado lógico: a adoção de uma língua internacional, prelúdio da destruição das culturas e das mentalidades locais.
"Uma das questões que devem ser examinadas é a do desenvolvimento, para essa sociedade global, de uma língua internacional que reforce e promova uma cultura internacional. A Unesco deveria um estudo específico sobre este assunto." (Unesco - International symposium and round table)
Pascal Bernardin - Maquiavel Pedagogo
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terça-feira, 14 de novembro de 2017

BRASIL PARALELO - HISTÓRIA - CAPÍTULO 2










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Esse processo de mundialização deverá se desenrolar até seu resultado lógico: a adoção de uma língua internacional, prelúdio da destruição das culturas e das mentalidades locais.
"Uma das questões que devem ser examinadas é a do desenvolvimento, para essa sociedade global, de uma língua internacional que reforce e promova uma cultura internacional. A Unesco deveria um estudo específico sobre este assunto." (Unesco - International symposium and round table)
Pascal Bernardin - Maquiavel Pedagogo

#BoletimDaNoite: A mídia contra os patriotas

domingo, 12 de novembro de 2017

HITLER E O DESARMAMENTO - LIVRO


Benedito Gomes Barbosa Jr.
8 de novembro · São Paulo ·

Estou aqui com a cara enfiada no "Hitler e o Desarmamento" e, acreditem, não há praticamente uma única página que não tenha informações essenciais e histórias horripilantes. Vejam o inicio da parte IV Reichskristallnacht.

Capítulo 10
Prelúdio de outubro: a prisão dos judeus armados

"No dia 4 de outubro de 1938, a poucas semanas da Noite dos Cristais (Reichskristallnacht),a polícia de Berlim prendeu Alfred Flatow. Seu crime: ser judeu e ter posse legal de armas de fogo. A polícia sabia que ele possuía armas de fogo, pois ele aceitara registrá-las em 1932, sob o decreto de Weimar. Flatow foi um dos muitos que foram detidos e entregues à Gestapo. Mais tarde ele seria deportado para morrer em um campo de concentração.

A polícia talvez não houvesse percebido que detera um ginasta de escalão internacional, que conquistara o ouro para a Alemanha nas Olimpíadas de 1896: primeiro lugar nas barras paralelas e segundo lugar na barra fixa."
Link para compra do livro, nos comentários!
https://www.facebook.com/bene.barbosa.35/posts/913448768802477

Hitler e o Desarmamento
Stephen P. Halbrook
Vide Editorial 

Sinopse

Hitler e o Desarmamento

Neste livro, o autor analisa a importância da política desarmamentista executada pelo regime nazista dentro do seu projeto de tomada de poder, mostrando como Hitler e sua polícia política desarmaram a população judaica da Alemanha, bem como toda e qualquer pessoa que fosse considerada um “inimigo do Reich” — desde muito antes de ascenderem ao governo.

A política nazista de proibição da posse de armas de fogo ajudou a consolidar o poder de Hitler na Alemanha e a intensificar a perseguição aos judeus, facilitando as prisões e deportações e prenunciando algumas das medidas mais cruéis adotadas durante a guerra.
http://livraria.mvb.org.br/hitler-e-o-desarmamento

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Um governo que quer proteger a população, mas não tem essa capacidade, NÃO A DESARMA. Se a desarma, é porque NÃO QUER proteger a população, ao contrário. Nesse sentido, o Estatuto foi muito bem sucedido.

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OLAVO DE CARVALHO - "Lênin, Stalin, Mussolini, Hitler, Fidel Castro e agora Nicolas Maduro: todos desarmaram primeiro a população e depois armaram as milícias do Partido."

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A AGENDA POLITICAMENTE CORRETA DE HITLER, O ESQUERDISTA - ABORTO, DESARMAMENTO, EUTANÁSIA, CENSURA ...
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/03/aborto-desarmamento-eutanasia-censura.html

DESARMAMENTO E GENOCÍDIO NA HISTÓRIA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/07/desarmamento-e-genocidios-na-historia.html

Porte de armas de uso restrito passa a ser crime hediondo
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/10/porte-de-armas-de-uso-restrito-passa.html

DESARMAMENTO PRECEDE A DITADURA - JAIR BOLSONARO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/08/desarmamento-precede-ditadura-jair.html

ONG DESARMAMENTISTA "VIVA RIO" TENTA APAGAR SEU ENVOLVIMENTO NO DESARMAMENTO E GENOCÍDIO VENEZUELANO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/08/ong-desarmamentista-viva-rio-tenta.html 

PORTE DE ARMA DE USO "RESTRITO" PASSA A SER CRIME HEDIONDO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/10/porte-de-armas-de-uso-restrito-passa.html

O POVO BRASILEIRO ESTÁ PROIBIDO DE SE DEFENDER - OLAVO DE CARVALHO
https://youtu.be/j7A3XRYASAw

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Até agora, Jair Bolsonaro é o único candidato que reconhece que o maior PERIGO que paira sobre nós é a ditadura e não a corrupção.  A corrupção é um componente dela assim como é a criminalidade,  a depredação moral, a censura, a deformação da cultura e da inteligência, a substituição de todos os critérios por poder. O poder como critério máximo produz uma sociedade deformada e abre caminho para o comando de psicopatas. E o politicamente correto está sendo a ferramenta ideal, uma pseudo-moralidade, para nos desarmar em todos os níveis e substituir critérios reais por ENGODOS que estão concretizando a agenda da corrupção, da criminalidade, da depredação moral, da censura, da deformação da cultura e da inteligência,  da substituição da verdade por poder... 
Alguns dizem que
BOLSONARO não entende tão bem de economia, mas eu pergunto: tem outro que compreende esta REALIDADE? Nem mesmo os psicopatas que estão por trás desta agenda têm idéia da destruição total que resultará dela.

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SENADORES QUEREM NOS JOGAR NA CADEIA PELO PORTE DE FACAS, TESOURAS... QUEM VAI NOS DEFENDER DELES?
OS MAIORES CRIMES FORAM COMETIDOS PELO ESTADO,
E SEU PODER CRESCENTE É UMA AMEAÇA REAL,
A MAIOR QUE A HUMANIDADE JÁ ENFRENTOU.
Esse perigo, que nos cerca exatamente agora, é bem mais concreto
que as armas do cidadão cumpridor destas leis absurdas. 
O que é que os senadores farão a respeito?
O fato é que essas decisões são politico-ideológicas e não visam o bem da sociedade. Os "debates" e suas conclusões são realizados num ambiente de informações controladas, sonegadas pela esquerda, onde a verdade não tem chance. Há muito tempo que as verdades só circulam, cada vez mais censuradas, na Internet. A criminalidade é arma revolucionária e bandidos do andar de cima fazem as leis que os bandidos do andar debaixo agradecem.
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/10/senadores-querem-criminalizar-o-porte.html

sábado, 11 de novembro de 2017

LIVRO "1964 - O ELO PERDIDO" - O BRASIL NOS ARQUIVOS DO SERVIÇO SECRETO COMUNISTA



1964 O Elo Perdido
O Brasil nos Arquivos do Serviço Secreto Comunista
 
Prefácio de Olavo de Carvalho ao livro de Mauro Abranches sobre a atuação da KGB no Brasil
Olavo de Carvalho
25 de outubro de 2017

Este livro, sozinho, vale mais do que toda a bibliografia consagrada sobre os acontecimentos de 1964.

PREFÁCIO
Olavo de Carvalho

Condensando um zunzum que já circulava em jornais comunistas e em teses do Comitê Central do PCB, o livro do jornalista Edmar Morel, O Golpe Começou em Washington, publicado pela Editora Civilização Brasileira em 1965, lançou, já no seu título, o mantra que desde então foi repetido incansavelmente em artigos, reportagens, livros, teses universitárias, filmes, especiais de TV e vídeos do youtube: o movimento que removeu do cargo o então presidente João Goulart foi, no essencial, uma trama do governo americano, uma brutal intervenção estrangeira dos assuntos nacionais, uma manobra da CIA urdida para derrubar um governo nacionalista cujas reformas ameaçavam os interesses do capital imperialista.

A Civilização Brasileira era a maior editora comunista do país, dirigida pelo militante histórico Ênio Silveira, e Edmar Morel, tendo servido ao famigerado Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura Vargas, soube adaptar-se rapidamente aos novos ares após a queda do ditador: ganhou do governo soviético uma viagem a Moscou, que relatou num livro de 1952. Ninguém ignora o que essas viagens significam na longa história das cooptações e recrutamentos.

Não é humanamente possível fazer a lista das publicações e produções que endossaram a tese de Edmar Morel. Praticamente nenhum jornal, canal de TV ou universidade, no Brasil (e algumas no exterior) falhou em repeti-la com a constância de um devoto recitando preces jaculatórias. Mais recentemente, a tese ganhou o apoio de celebridades americanas, entre as quais Noam Chomsky, e, entre inumeráveis filmes que confirmavam a mesma versão dos acontecimentos, pelo menos um recebeu um prêmio nos EUA.

Tão vasta, contínua e prestigiosa unanimidade é de molde a desencorajar, no nascedouro, qualquer objeção que possa colocá-la em dúvida.

No entanto, toda essa vistosa e idolatrada construção, em que se empenharam tantos cérebros, tantas verbas públicas e tantos patrocínios privados, é posta abaixo e reduzida a pó mediante uma simples pergunta: Como é possível que a CIA tenha exercido tão profunda e avassaladora influência no curso da história nacional em 1964, se até agora não apareceu, na imensa bibliografia a respeito, o nome de um único agente daquela organização que estivesse lotado no Brasil na época? Nem unzinho só.

Como é possível tanta ação sem nenhum agente?

Inversa e complementarmente, a teoria moreliana do golpe de 1964 baseia-se na premissa – tão unânime e indiscutida quanto ela mesma – de que não havia nem séria infiltração comunista no governo João Goulart, nem o menor risco de uma revolução comunista, nem muito menos qualquer ingerência soviética nos assuntos nacionais. A importância vital deste livro reside em que demole a porretadas esse mito, mostrando que, em contraste com a ausência total de homens da CIA operando no Brasil naquela ocasião, os agentes da KGB nas altas esferas da República eram, documentadamente, centenas, talvez milhares. O governo Goulart nunca foi senão uma ponta-de-lança do imperialismo soviético.

Mauro Abranches é um tradutor brasileiro residente na Polônia, dominador tanto da língua polonesa quanto da checa, e não faz aqui obra de polêmica, muito menos de acusação: lê e resume documentos de fonte primárias – sobretudo do serviço checo de inteligência, a STB — com extrema idoneidade científica e tem o cuidado de não sair carimbando ninguém de “agente da KGB”, nem mesmo quando há razões de sobra para fazê-lo, enfatizando, antes, que muitas pessoas mencionadas nesses documentos não passam de inocentes úteis, levados a colaborar com a subversão comunista sem seu pleno consentimento e às vezes sem clara consciência do que se passava. Ainda assim, o panorama que ele traça da presença soviética no governo João Goulart ultrapassa as dimensões da mera “infiltração” e justifica falar, mesmo, de “ocupação”.

Sem nenhum exagero, a narrativa oficial de 1964 é uma inversão completa e cínica da realidade, dando foros de certeza ao que é mera conjetura, quando não invencionice, e ocultando montanhas de fatos decisivos.

Este livro, sozinho, vale mais do que toda a bibliografia consagrada sobre os acontecimentos de 1964. E uma pergunta que ele suscita inevitavelmente é: quanto dessa bibliografia não foi inspirado ou produzido, justamente, pelos mesmos agentes soviéticos aqui nomeados e fichados?

Antes mesmo das revelações aqui estampadas, os rombos da narrativa canônica já eram tão gigantescos que, para não vê-los, era preciso um considerável esforço de auto-hipnose.

Vinha, em primeiro lugar, a crença geral de que Goulart fora derrubado, não por ser um joguete nas mãos dos comunistas, mas por ser um patriota, um nacionalista, cujas “reformas de base” constituíam um acinte e uma ameaça aos interesses do capital imperialista.

Mas como podia ser isso, se o malfadado presidente jamais apresentou um único projeto de “reforma de base”, todas as iniciativas nesse sentido partindo do Congresso contra o qual ele tanto esbravejava?

Como observei em artigo de 25 de maio de 2014, a “ lei mesma da remessa de lucros, que teria sido a ‘causa imediata’ do golpe, só o que Goulart fez com ela foi sentar-se em cima do projeto, que acabou sendo aprovado por iniciativa do Congresso, sem nenhuma participação do presidente. Se a fúria do capital estrangeiro contra essa lei fosse a causa do golpe, este teria se voltado não contra Goulart e sim contra o Congresso – Congresso que, vejam só, aprovou o golpe e tomou, sem pressão militar alguma, a iniciativa de substituir Goulart por um presidente interino”.

Outro simulacro de prova em favor da tese da “intervenção imperialista” foi a ajuda que algumas entidades americanas – não a CIA – deram à resistência parlamentar e jornalística anti-Goulart. Ninguém, entre os que apelavam a esse argumento, fez jamais a seguinte pergunta: se os tais agentes do imperialismo ianque exerciam tanta influência sobre o Congresso e a grande mídia, reunindo condições para um impeachment do presidente, com uma transição legal e pacífica, por que iriam recorrer ao método traumático e desnecessário da intervenção militar?

Para sustentar que “o golpe começou em Washington” seria preciso provar, não que o governo americano ajudou a fomentar uma gritaria difusa contra a situação, mas que os agentes dele participaram ativa e materialmente da conspiração militar em si, entrando em reuniões secretas de generais e discutindo com eles os detalhes estratégicos e táticos da mobilização final. Mas, se não existe sequer indício da presença de um único agente da CIA no território nacional, como poderia haver provas de que essa criatura inexistente fez isso ou aquilo?

A tese consagrada mistura, numa síntese confusa mais conveniente aos objetivos da propaganda que aos da ciência histórica, a ação pública com a ação secreta, a atmosfera política geral com as iniciativas concretas dos militares e, fundindo tudo sob a mágica do símbolo “interesse imperialista”, enxerga uma autoria única e central por trás de processos não só diversos, como antagônicos.

De fato, quando o general Mourão partiu de Minas Gerais com suas tropas, ninguém, absolutamente ninguém num Congresso que estava ansioso para se livrar do incômodo presidente, tinha a menor idéia de que houvesse alguma iniciativa militar em andamento.

Longe de tramar o golpe, os americanios estavam, isto sim, apostando no que se destinava a ser e poderia ter sido uma alternativa parlamentar à intervenção militar. No mesmo artigo citado, escrevi:

“Todos os jornais do país, até hoje, usam como prova da cumplicidade americana (com o golpe) a gravação de uma conversa telefônica na qual o embaixador Lincoln Gordon pedia ao presidente Lyndon Johnson que tomasse alguma providência ante o risco iminente de uma guerra civil no Brasil. Johnson, em resposta, determinou que uma frota americana se deslocasse para o litoral brasileiro. Fica aí provado… que os americanos foram, se não os autores, ao menos cúmplices do golpe. Mas, para que essa prova funcione, é necessário escamotear quatro detalhes: (1) A conversa aconteceu no próprio dia 31 de março, quando os tanques do general Mourão Filho já estavam na rua e João Goulart já ia fazendo as malas. Não foi nenhuma participação em planos conspiratórios, mas a reação de emergência ante um fato consumado. 2) A frota americana estava destinada a chegar aos portos brasileiros só em 11 de abril. Ante a notícia de que não haveria guerra civil nenhuma, retornou aos EUA sem nunca ter chegado perto das nossas costas. (3) É obrigação constitucional do presidente dos EUA enviar tropas imediatamente para qualquer lugar do mundo onde uma ameaça de conflito armado ponha em risco os americanos ali residentes. Se Johnson não cumprisse essa obrigação, estaria sujeito a um impeachment. (4) As tropas enviadas não bastavam nem para ocupar a cidade do Rio de Janeiro, quanto mais para espalhar-se pelos quatro cantos do país onde houvesse resistência pró-Jango e dar a vitória aos golpistas.”

A insistência obstinada numa tese impossível explica também o silêncio atordoante com que mídia e o establishment bem-pensante em geral receberam a revelação do então chefe da KGB no Brasil, Ladislav Bittman, de que essa mesma tese fora inventada pela própria espionagem soviética, mediante documento falso enviado a todos os jornais na ocasião. De 2001 a 2014, várias vezes tentei, em vão, chamar a atenção da classe jornalística para o livro de memórias em que o agente checo faz essa confissão explosiva.

O silêncio cúmplice, o comodismo, a mistura promíscua e obscena de jornalismo com militância esquerdista, conseguiram bloquear, por meio século, o acesso do povo brasileiro não só a fatos como a meras perguntas que pudessem abalar a mitologia dominante.

Mas agora a brincadeira acabou. Não só este livro memorável traz a prova cabal e definitiva do engodo, mas surge numa situação bem diversa daquela em que o país viveu nos últimos cinquenta e tantos anos. Hoje há um público mais consciente, que, desmoronada a farsa do comunopetismo, já não se verga, com mutismo servil, ante a opinião do beautiful people jornalístico e universitário.

O trabalho paciente e consciencioso de Mauro Abranches vai, com certeza, encontrar uma platéia atenta e sensível, madura para desprezar o argumentum auctoritatis e sobrepor, à lenda, a realidade.

Notas: 1. Não preciso relembrar aqui os freqüentes e discretíssimos episódios de carreiras universitárias abruptamente encerradas pela ousadia de contestar esse ou qualquer outro dogma do credo esquerdista. ———– 2. V. http://www.olavodecarvalho.org/falsificacao-integral/.

3. V. meu artigo “Sugestão aos colegas”, de 17 de fevereiro de 2001, http://www.olavodecarvalho.org/sugestao-aos-colegas/.

4. Como se verá no presente livro, a KGB, nos países do Terceiro Mundo, não atuava diretamente, mas através dos serviços secretos dos países satélites; no Brasil, a STB, serviço de inteligência da Tchecoslováquia.

Tags:Brasil, comunismo, Desinformação, ditadura, Esquerdismo, História, KGB

http://midiasemmascara.org/artigos/destaques/prefacio-de-olavo-de-carvalho-ao-livro-de-mauro-abranches-sobre-a-atuacao-da-kgb-no-brasil/

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 Paulo Eduardo Martins  · “Um memorando da CIA, também tornado público, sugere que Oswald falou com um agente da KGB na embaixada da Rússia na Cidade do México, em 28 de setembro de 1963. Segundo o documento, ele falou com Valeriy Vladimirovich Kostikov, um conhecido espião russo que trabalhava que trabalhava num setor responsável por assassinato e sabotagem. Depois, Oswald ligou para a embaixada e perguntou, em russo, se havia "algo de novo sobre o telegrama para Washington"
https://www.facebook.com/PauloEduardoOficial/posts/1749853988367157
DIVULGAÇÃO SELETIVA?
http://m.dw.com/pt-br/eua-mant%C3%AAm-sigilo-de-parte-de-arquivos-sobre-morte-de-kennedy/a-41133320

STB NO BRASIL
http://stbnobrasil.com/pt/category/artigos-em-portugues-pt
https://www.facebook.com/brasilstb/

O Brasil nos arquivos do bloco soviético - MAURO ABRANCHES - STB
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/04/exclusivo-o-brasil-nos-arquivos-do.html

Censores da Wikipédia apagam artigo sobre ações da StB no Brasil
http://edmundosoares.wixsite.com/avivaralembranca/single-post/2016/05/08/Censores-da-Wikip%C3%A9dia-apagam-artigo-sobre-a%C3%A7%C3%B5es-da-StB-no-Brasil

NA TOMADA DE PODER COMUNISTA, EMPRESÁRIOS SÃO USADOS E JOGADOS NO LIXO - A ERA DOS ASSASSINOS
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/08/na-tomada-de-poder-comunista.html

Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU): um plano para a escravização global da humanidade sob os pés das grandes corporações
http://tradutoresdedireita.org/agenda-2030-da-organizacao-das-nacoes-unidas-onu-um-plano-para-a-escravizacao-global-da-humanidade-sob-os-pes-das-grandes-corporacoes/

O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE QUILOMBOLAS E INDÍGENAS PARA NÃO SER UM IDIOTA

Rodrigo Jungmann trata do "direito da guerra"

DESARMAMENTO - ESSE VÍDEO EXPLICA O PORQUE DO RECORDE DE LATROCÍNIOS NO BRASIL DEPOIS QUE O PT ASSUMIU O PODER.

HEITOR DE PAOLA - A EXPANSÃO DA CHINA E A POLÍTICA DE TRUMP



A expansão da China e a política de Trump - 10/11/2017
https://soundcloud.com/rvox_org/a-expansao-da-china-e-a-politica-de-trump-10112017

BOLSONARO CONDENADO a pagar 150 MIL!!! - NANDO MOURA