Havia um professor em um grande colégio com alunos
estrangeiros de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma
estava no laboratório, o professor notou um jovem africano do
intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se
doessem. O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno
respondeu que tinha uma bala alojada nas costas pois tinha sido alvejado
enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo onde estavam
tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um “outro mundo
possível”.
No
meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha
pergunta: “O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?”
O
professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta
engraçada. O jovem disse que não era piada. E contou:- “Você captura
porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando
algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho doado.
Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca, mas
só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se
acostumam com a cerca, ele voltam a comer o milho e você coloca um
outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer.
Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta
deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao
milho fácil e as cercas começam a vir sozinhos pela entrada. Você então
fecha a porteira e captura o grupo todo.”
“Assim,
rapidamente, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e
dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o
milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que
esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a
servidão.
”O
jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele via
acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para onde queria e
espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda,
bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de “proteção”, cotas
para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para
não plantar, programas de “bem-estar social”, medicina e medicamentos
“gratuitos”, sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda
contínua das liberdades, migalha a migalha. Devemos sempre lembrar que
“Não existe esse negócio de almoço grátis” e também que “não é possível
alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o
fizesse”