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domingo, 24 de janeiro de 2016

DESINFORMAÇÃO - LIVRO DE ION MIHAI PACEPA - A PRINCIPAL ARMA COMUNISTA


DESINFORMAÇÃO - ION MIHAI PACEPA & RONALD J. RYCHLAK

O citado ataque infamante aos Estados Unidos e suas igrejas não tinha de fato nada de surpreendente. Reflete como o Kremlin tem ao longo de séculos preferido alcançar suas políticas internas e externas por meio de logros complexos. Religião freqüentemente comparece nas operações de líderes russos tradicionalmente cínicos, os quais têm se considerados o único deus de que a humanidade precisa.

Historicamente, a manipulação de religião realizada pelo Kremlin com vistas a seus próprios objetivos políticos data do século XVI. Quando Ivan IV, o Terrível, coroou-se a si próprio em 1547 como primeiro tzar russo, também fez de si próprio o chefe da Igreja Ortodoxa Russa, como foi reconhecido pelo patriarca de Constantinopla em 1591. 0 Principado de Moscou só recentemente foi libertado pela destruição do Império Bizantino pelos turcos, e foi deste último que Ivan herdou a idéia de uma "sinfonia da Igreja e do Estado". A diferença era que, em vez de ter um imperador e um patriarca – como em Bizâncio –,, o próprio Ivan tomou os dois títulos. Essa fusão de funções persistiu com todos os tzares, até Nicolau II; com todos os líderes soviéticos, de Vladimir Lênin e Boris Yeltsin; e ainda vive na Rússia atual de Vladimir Putin.

Ivan IV também foi o primeiro líder da Rússia a estabelecer a sua própria polícia política, a Oprichnina ou coorte separada. Criada em 1564 sob a direção pessoal de Ivan, foi usada principalmente para controlar os aristocratas que ameaçavam o seu reino. Essa tradição também prosseguiu, mudando muitas vezes de nome, até a ameaçadoramente familiar KGB (Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti ou Comitê de Segurança de Estado) da União Soviética e mais além, a atual FSB (Federaínaya Sluzhba Bezopasnosti ou Serviço Federal de Segurança). A polícia política da Rússia sempre foi responsável por manter a ordem na Igreja e no Estado, de acordo com os comandos determinados pelo homem sentado no trono do Kremlin.

Até a Segunda Guerra Mundial, a Rússia era basicamente isolacionista – talvez inescrutável a estrangeiros –, com mais amor por resolver problemas indireta e clandestinamente do que lidando de frente, mas não era considerada uma ameaça pelo resto do mundo. Séculos atrás, os tzares russos não eram particularmente meticulosos acerca de esconder suas mãos quando realizavam operações de engodo. Seus horizontes políticos terminavam nas fronteiras russas, e eles sabiam que os camponeses russos tinham fé infinita em seu tzar e em sua religião ortodoxa, que aquele representava. No século XIX, por exemplo, Astolphe, Marquês de Custine, escreveu bastante sobre sua viagem à Rússia. Ele se queixou da "destreza em mentir" e da "naturalidade em dissimular" que encontrou em 1839, por exemplo, quando o tzar tentou impressionar o visitante francês com um espetáculo de iluminação no palácio imperial. Essa exibição fora planejada de modo a ocultar o fato de que centenas de espectadores se afogaram quando uma borrasca súbita virou seus barcos. "Ninguém jamais saberá a verdade", escreveu em seu diário, "e os jornais não irão sequer mencionar o desastre – isso incomodaria a tzarina e tornaria o tzar culpado". Ao fim de sua viagem, Custine concluiu: "Tudo na Rússia é engodo".

Foi durante o período que precedeu a Segunda Guerra Mundial que o líder do Kremlin começou a pensar seriamente em dominação mundial e em melhorar a organização e encargos de seu serviço de inteligência estrangeiro. Em qualquer outro lugar do mundo, serviços de inteligência estrangeiros estavam em primeiro lugar dedicados a coletar informação para ajudar seus chefes de Estado a conduzir as relações exteriores, mas na Rússia, e mais tarde por toda a esfera de influência russa, essa atividade sempre foi mais ou menos irrelevante. Aí o objetivo era manipular o futuro, não apenas aprender sobre o passado. Em específico, a idéia é fabricar um novo passado para alvos inimigos, de modo a alterar o modo como o mundo os percebe. Além de mirar governantes ocidentais – em particular dos Estados Unidos, hoje em dia –, o Kremlin veio a compreender as religiões ocidentais como ameaças perigosamente hostis.

Isso nos traz ao título deste livro. Desde a Segunda Guerra Mundial, desinformação tem sido a mais eficiente arma do Kremlin em sua guerra contra o Ocidente, especialmente contra a religião ocidental. Josef Stálin inventou essa "ciência" secreta, dando-lhe seu nome à francesa e fingindo que era uma prática imoral do Ocidente. Como este livro mostrará, o Kremlin caluniou em segredo, e com sucesso, prelados católicos de destaque, culminando no Papa Pio XII; quase conseguiu assassinar João Paulo II; inventou a teologia da libertação, uma doutrina marxista que voltou muitos católicos europeus e latino-americanos contra o Vaticano e os Estados Unidos; promoveu o anti-semitismo e o terrorismo internacional; e inspirou rebeliões anti-americanas no mundo islâmico.

Apesar do desaparecimento do comunismo soviético, desinformação e seu aparato internacional camuflado ainda seguem muito bem, obrigado. Continuam a distorcer o modo como milhões de pessoas vêem os Estados Unidos, ainda manipulam a religião – qualquer religião – e desempenham papel importante na promoção do terrorismo internacional de hoje.

Mao Tsé-Tung sentiria orgulho. Ele ficou famoso por dizer que uma mentira repetida cem vezes se torna uma verdade.

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Em março de 1953, Stálin morreu de maneira infame, enquanto tentava ficar sóbrio em uma sauna abrasadora depois de uma longa bebedeira com o seu amigo íntimo Nikita Khrushchev. Hoje, poucos russos gostam de admitir que um dia cultuaram Stálin. Tampouco se poderia encontrar muitos admiradores de nazistas na Alemanha pós-Segunda Guerra Mundial. Mas, no dia 6 de maio de 1953, 4 milhões de pessoas choraram no funeral de Stálin, na Praça Vermelha. Sirene. soaram, sinos dobraram, carros buzinaram e o trabalho cessou em todo o país. Todo o bloco soviético sentiu que uma era da história passava para o esquecimento com esse homem cujo nome fora sinônimo de comunismo. Nessa época, eu já era um agente de inteligência do bloco soviético. Não tinha, contudo, consciência de que a imagem de um líder soviético era importante a ponto de ir longe quanto fosse necessário – até mesmo ao ponto de matar ou aprisionar milhões de pessoas, reescrever a história, destruir instituições, manipular a religião e modificar tradições – no esforço de beatificar a si próprio ou de demonizar seus competidores e inimigos. Bem pouco depois disso, entretanto, fui designado para o círculo interno do enorme maquinário de dezinformatsiya do déspota, o qual era responsável por toda aquela construção de imagem. O sucessor de Stálin, Nikita Khrushchev, iniciou seu reinado mandando executar todos os líderes da polícia política de Stálin como traidores, de maneira a parecer que condenava os crimes de seu antecessor. Isso se tornara um rito de sucessão na União Soviética. Apenas um dos oito chefes do serviço de segurança de Estado soviético que serviram entre 1917 e 1954 sabe-se que morreu naturalmente – Semen Ignatyev, que desapareceu em 1953, tendo reaparecido em um cargo de província e morrido de causas naturais em 1983. Feliks Dzerzhinsky, o fundador dessa organização, morreu de maneira suspeita de um acesso súbito em 1926, depois de uma discussão com Stálin.[2] Os demais foram ou envenenados (Vyacheslav Menzhinsky em 1934) ou executados como traidores ou espiões (Genrikh Yagoda em 1938, Nikolay Yezhov em 1940, Lavrenty Beriya e Vsevolod Merkulov em 1953 e Viktor Abakumov em 1954). Para manter-se seguro, Khrushchev também executou seu chefe de espionagem, Vladimir Dekanozov, substituindo-o pelo General Aleksander Sakharovsky, o conselheiro-chefe de inteligência soviética para a Romênia, o qual fora meu chefe de facto e mentor na Romênia. Isso me levou ao círculo interno de Khrushchev. Ao longo dos anos seguintes, eu seria empurrado até o topo do serviço de inteligência estrangeiro da Romênia e me envolveria em alguns dos mais importantes projetos de política externa de Krushchev, desde sua brutal repressão da insurreição húngara de 1956 à sua construção do Muro de Berlim e deflagração da crise dos mísseis cubanos. Do livro "DESINFORMAÇÃO" de Ion Mihai Pachepa

Do livro "DESINFORMAÇÃO" de Ion Mihai Pachepa

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Quem foi Che Guevara?
http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/15547-quem-foi-che-guevara.html

Ion Mihai Pacepa vê uma nova Guerra Fria
http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/15019-ion-mihai-pacepa-ve-uma-nova-guerra-fria.html

DESINFORMAÇÃO - ION MIHAI PACEPA - AGORA EM PORTUGUÊS O LIVRO-BOMBA QUE REVELA A MAIOR ARMA DOS COMUNISTAS PARA DESTRUIR A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL
http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2015/11/agora-em-portugues-o-livro-bomba-que.html  

Mais:
DESINFORMAÇÃO
http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao.html
 
KGB
http://www.midiasemmascara.org/component/search/?searchword=KGB&searchphrase=exact&areas[0]=tags

ION MIHAI PACEPA nasceu em 28 de outubro de 1928 em Bucareste, Roménia. É um ex-general três estrelas da Securitate (a polícia secreta da Romênia comunista) que desertou para os Estados Unidos em julho de 1978. Ele é o desertor de maior patente do antigo Bloco de Leste, e tem escrito livros e artigos sobre o funcionamento interno dos serviços de inteligência comunista.
No momento da sua deserção, General Pacepa tinha simultaneamente o posto de conselheiro do presidente Nicolae Ceauşescu, chefe do seu serviço de inteligência estrangeiro e secretário estadual de Ministério do Interior da Roménia. Tendo refugiado-se na embaixada americana em Bonn, na Alemanha, ele foi levado secretamente em avião militar para os Estados Unidos depois que o presidente Jimmy Carter aprovou o seu pedido de asilo político.
Posteriormente, trabalhou na CIA em várias operações contra o antigo Bloco de Leste. A CIA descreveu sua colaboração como "uma contribuição importante e única para os Estados Unidos da América".
Ion Mihai Pacepa foi general da polícia secreta da Romênia comunista, antes de pedir demissão do seu cargo e fugir para os EUA no fim da década de 70. Considerado um dos maiores “detratores” de Moscou, Pacepa concedeu entrevista a ACI Digital e revelou a conexão entre a União Soviética e a Teologia da Libertação na América Latina

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A KGB no Brasil
Quem leu o meu artigo “A história proibida”, publicado no último número do Digesto Econômico (http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/15061-2014-03-24-19-05-45.html) , não deve perder o vídeo “O Brasil nos arquivos de espionagem do bloco soviético” (http://www.youtube.com/watch?v=Dbt1rIg8FbI ), que o confirma integralmente com documentos de fonte primária revelados pela primeira vez no mundo. http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/15060-2014-03-24-18-58-37.html

LADISLAV BITMAN

A KGB e a Desinformação Soviética – Ladislav Bittman
http://livrosconservadores.com.br/a-kgb-e-a-desinformacao-sovietica-ladislav-bittman/

OLAVO DE CARVALHO - Neste filme importantíssimo, aparece o Ladislav Bittman, chefe do escritório da KGB no Brasil, inventor da lenda de que o Golpe de 1964 foi tramado em Washington:
https://youtu.be/PrNrflwyIEc


Comunismo e Nazismo: farinha do mesmo saco
O general Ion Mihai Pacepa analisa o livro definitivo sobre duas “pestes bubônicas”
https://www.epochtimes.com.br/comunismo-nazismo-farinha-mesmo-saco/


YURI BEZMENOV

ESTRATÉGIAS DE ESPIONAGEM, INFILTRAÇÃO, MANIPULAÇÃO, DESINFORMAÇÃO, DESTRUIÇÃO - YURI BEZMENOV
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/11/estrategias-de-espionagem-infiltracao.html


ANATOLIY GOLITSIN

A HISTÓRIA SECRETA DE ANATOLIY GOLITSYN - COMUNISMO EM REDE E A FARSA DA QUEDA DA URSS
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/07/a-historia-secreta-de-anatoliy-golitsyn.html  

DESINFORMAÇÃO -KGB E A ESTRATÉGIA DA MENTIRA EM ESCALA PLANETÁRIA - NOVAS MENTIRAS EM LUGAR DAS VELHAS
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/09/novas-mentiras-em-lugar-das-velhas.html

DESINFORMAÇÃO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/search/label/DESINFORMA%C3%87%C3%83O

OU SE TEM MERITOCRACIA, OU SE TEM INFILTRAÇÃO E APARELHAMENTO COMUNISTA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2016/01/ou-se-tem-meritocracia-ou-se-tem.html


SOCIEDADE DA DESCONFIANÇA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/o-incentivo-delacao-e-o-totalitarismo.html

Medidas Ativas Soviéticas - Taticas de desinformação (contra-informação)
https://youtu.be/UwF_eN2xztM

Tão logo Sejna desertou rumo ao Ocidente e viu como os americanos não tinham qualquer contra-estratégia, ele escreveu: “Não consegui encontrar qualquer unidade, qualquer objetivo consistente ou estratégia entre os países ocidentais. Não é possível enfrentar o sistema soviético e sua estratégia com pequenas ações táticas. Pela primeira vez passei a acreditar que a União Soviética conseguiria atingir seus objetivos — algo que não acreditava na Tchecoslováquia.” http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/15743-2015-03-31-19-03-10.html

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