TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais
do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua
natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como
ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também
uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é
viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao
mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais
severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
Domingo, 25 de Outubro de 2020 Solenidade de Cristo Rei
Senhor Presidente,
Permita-me que me dirija a si nesta hora em que o destino do mundo
inteiro está ameaçado por uma conspiração global contra Deus e contra a
humanidade. Escrevo-lhe como Arcebispo, como Sucessor dos Apóstolos,
como ex-Núncio Apostólico nos Estados Unidos da América. Escrevo-lhe no
silêncio das autoridades civis e religiosas: queira acolher estas minhas
palavras como a «a voz de quem grita no deserto» (Jo 1, 23).
Como tive oportunidade de lhe escrever na minha carta de Junho
passado, este momento histórico vê desdobradas as forças do Mal numa
batalha impiedosa contra as forças do Bem; forças do Mal que parecem
poderosas e organizadas diante dos filhos da Luz, desorientados e
desorganizados, abandonados pelos seus líderes temporais e espirituais.
Ouvimos multiplicar-se os ataques de quem quer demolir as próprias
bases da sociedade: a família natural, o respeito pela vida humana, o
amor pela pátria, a liberdade de educação e de negócio. Vemos os líderes
das Nações e os líderes religiosos cederem a este suicídio da cultura
ocidental e da sua alma cristã, enquanto, aos cidadãos crentes, são
negados os direitos fundamentais em nome de uma emergência de saúde que
cada vez mais se revela como instrumental para o estabelecimento de uma
desumana tirania sem rosto.
Um plano global, denominado Great Reset,
está em curso. O artífice é uma elite que quer subjugar toda a
humanidade, impondo medidas coercivas para limitar drasticamente as
liberdades dos indivíduos e dos povos. Em alguns países, este projecto
já foi aprovado e financiado; noutros, ainda está num estágio inicial.
Por trás dos líderes mundiais, cúmplices e executores deste projecto
infernal, estão personagens sem escrúpulos que financiam o World Economic Forum e o Event 201, promovendo a sua agenda.
O objectivo do Great Reset é a imposição de uma ditadura
sanitária com o intuito de impor medidas liberticidas, escondidas por
trás de tentadoras promessas de garantir um salário universal e de
cancelar as dívidas dos indivíduos. O preço dessas concessões do Fundo
Monetário Internacional deveria ser a renúncia à propriedade privada e a
adesão a um programa de vacinação COVID-19 e COVID-21 promovido por
Bill Gates com a colaboração dos principais grupos farmacêuticos. Além
dos enormes interesses económicos que movem os promotores do Great Reset,
a imposição da vacinação será acompanhada da obrigatoriedade de um
passaporte sanitário e de uma identificação digital, com o consequente
rastreamento dos contactos de toda a população mundial. Aqueles que não
concordarem em submeter-se a estas medidas serão confinados em campos de
detenção ou em prisão domiciliária e todos os bens ser-lhes-ão
confiscados.
Senhor Presidente, imagino que esta notícia já seja do seu conhecimento: em alguns Países, o Great Reset
deverá ser activado entre o fim deste ano e o primeiro trimestre de
2021. Para tanto, estão previstos novos bloqueios, oficialmente
justificados por umas supostas segunda e terceira vagas da pandemia. O
senhor sabe bem quais foram os meios utilizados para semear o pânico e
legitimar as limitações draconianas das liberdades individuais,
provocando, de modo hábil, uma crise económica mundial. Esta crise serve
para tornar irreversível, nas intenções dos seus artífices, o recurso
dos Estados ao Great Reset, dando o golpe final num Mundo de
que se pretende apagar completamente a existência e a própria memória.
Mas este Mundo, Senhor Presidente, traz consigo pessoas, afectos,
instituições, fé, cultura, tradições, ideais: pessoas e valores que não
agem como autómatos, que não obedecem como máquinas, porque dotados de
uma alma e de um coração, porque estão unidos, entre si, por um vínculo
espiritual que haure a sua força do alto, daquele Deus que os nossos
adversários querem desafiar, como, no início dos tempos, fez Lúcifer com
o seu “non serviam”.
Muitos – sabemo-lo bem – incomodam-se com este apelo ao embate entre o
Bem e o Mal, o uso de tons “apocalípticos” que, segundo eles, exasperam
as almas e acentuam as divisões. Não é surpreendente que o inimigo se
sinta descoberto justamente quando acredita que alcançou a cidadela para
ser conquistada sem ser perturbado. É surpreendente, porém, que não
haja ninguém a lançar o alarme. A recção do deep state a quem denuncia o seu plano é descomposta e incoerente, mas compreensível. Justamente quando a cumplicidade dos media mainstream conseguiu tornar quase indolor e inobservada a passagem para a Nova Ordem Mundial, vieram à luz enganos, escândalos e crimes.
Era fácil, até há poucos meses, rebaixar, como “teóricos da
conspiração”, aqueles que denunciavam esses planos terríveis, que agora
vemos ser executados nos mínimos detalhes. Ninguém, até Fevereiro
passado, teria pensado que se chegaria ao ponto de, em todas as nossas
cidades, os cidadãos serem presos pelo simples facto de quererem
caminhar na rua, respirar, manter aberto o próprio negócio, ir à Missa
ao domingo. No entanto, isso acontece em todo o Mundo, mesmo naquela
Itália do cartão-postal que muitos Americanos consideram como um pequeno
país encantado, com os seus antigos monumentos, as suas igrejas, as
suas cidades encantadas, as suas características aldeias. E, enquanto os
políticos estão barricados nos seus palácios a promulgar decretos como
os sátrapas persas, as actividades vão à falência, as lojas fecham, a
população é impedida de viver, de se mover, de trabalhar, de rezar. As
desastrosas consequências psicológicas desta operação já se manifestam, a
começar pelos suicídios de empresários desesperados e pelos nossos
filhos que são segregados dos amigos e dos companheiros para seguir
aulas em frente a um computador.
Na Sagrada Escritura, São Paulo fala-nos «daquele que detém» a manifestação do mistério da iniquidade, o kathèkon
(2 Ts 2, 6-7). Na esfera religiosa, esse obstáculo é a Igreja e, em
particular, o papado; na esfera política, é quem impede a instauração da
Nova Ordem Mundial.
Como já é evidente, aquele que ocupa a Sé de Pedro, desde o início,
traiu o seu papel para defender e promover a ideologia globalista,
apoiando a agenda da deep church, que o escolheu entre as suas fileiras.
Senhor Presidente, o senhor afirmou claramente que quer defender a Nação – One Nation under God, as liberdades fundamentais, os valores não negociáveis que, hoje, são negados e combatidos. É o senhor, Caro Presidente, «aquele detém» o deep state, o assalto final dos filhos das trevas.
Para isso, é necessário que todas as pessoas de boa vontade sejam
persuadidas da importância histórica das próximas eleições: não tanto
para este ou aquele ponto do programa político, mas antes porque é a
inspiração geral da sua acção que melhor materializa – neste particular
contexto histórico – aquele mundo, aquele nosso mundo, que se quereria
eliminar com um lockdown. O seu adversário também é o nosso: é o Inimigo da humanidade, aquele que é «assassino desde o princípio» (Jo 8, 44).
Em torno assim reúnem-se, com confiança e coragem, aqueles que o
consideram o último presídio contra a ditadura mundial. A alternativa é
votar num personagem manipulado pelo deep state, gravemente
comprometido em escândalos e corrupção, que fará aos Estados Unidos o
que Jorge Mario Bergoglio está a fazer à Igreja, o Primeiro-Ministro
Conte à Itália, o Presidente Macron à França, o Primeiro-Ministro
Sánchez à Espanha e assim por diante. A facilidade de manobrar Joe Biden
– como a dos Prelados do “círculo mágico” vaticano – permitirá que seja
usado sem escrúpulos, permitindo que poderes ilegítimos interfiram na
política interna e nos equilíbrios internacionais. É evidente que quem o
manobra já tem alguém pior do que ele pronto para substituí-lo assim
que surgir a oportunidade.
E, no entanto, neste quadro sombrio, neste avanço aparentemente
inexorável do “Inimigo invisível”, emerge um elemento de esperança. O
adversário não sabe amar e não entende que não basta garantir um salário
universal ou cancelar as hipotecas para subjugar as massas e
convencê-las a deixar-se marcar como gado. Este povo, que por muito
tempo suportou os abusos de um poder odioso e tirânico, está a
redescobrir que tem uma alma; está a compreender que não está disposto a
negociar a sua liberdade com a homologação e a eliminação da sua
identidade; começa a compreender o valor dos laços familiares e sociais,
os vínculos de fé e de cultura que unem as pessoas honestas. Este Grest Reset
está destinado ao fracasso porque quem o planificou não entende que
ainda há pessoas dispostas a sair às ruas para defender os seus
direitos, para proteger os seus entes queridos, para dar um futuro aos
seus filhos. A desumanidade niveladora do projecto globalista
despedaçar-se-á miseravelmente diante da oposição firme e corajosa dos
filhos da Luz. O inimigo tem Satanás ao seu lado, que não sabe mais do
que odiar. Nós temos do nosso lado o Senhor Omnipotente, o Deus dos
exércitos alinhados para a batalha, e a Santíssima Virgem, que esmagará a
cabeça da antiga Serpente. «Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?» (Rm 8, 31).
Senhor Presidente, o senhor sabe muito bem o quanto os Estados Unidos
da América, nesta hora crucial, são considerados o antemural contra o
qual se desencadeou a guerra declarada pelos partidários do globalismo.
Recoloque a sua confiança no Senhor, fortalecido pelas palavras do
Apóstolo: «De tudo sou capaz naquele que me dá força» (Fl 4,
13). Ser instrumento da Divina Providência é uma grande
responsabilidade, à qual, certamente, corresponderão as necessárias
graças de estado, ardentemente imploradas por tantos que o apoiam com as
suas orações.
Com este celeste desejo e a certeza das minhas orações por si, pela
Primeira-Dama e pelos seus colaboradores, chegue até vós, de todo o
coração, a minha Bênção.
God bless the United States of America!
+ Carlo Maria Viganò
Arcebispo Titular de Ulpiana
antigo Núncio Apostólico nos Estados Unidos da América
(tradução por Dies Irae)
*
URGENTE: Pronunciamento de Dom Viganò sobre a Crise na Igreja e no mundo
LIVRO "MARX E SATÃ" - A Editora Monergismo acaba de anunciar a publicação do livro "Marx e Satã", do pastor romeno Richard Wurmbrand. Não há momento mais oportuno para conhecer este livro.
Wurmbrand foi perseguido, torturado e preso por 14 anos na Romênia comunista. Em "Torturado por amor a Cristo", ele narra parte de seu sofrimento, mas narra também a fé, o esmero e o vigoroso testemunho da igreja subterrânea, que se reunia clandestinamente, mesmo em meio à perseguição.
Na obra que finalmente sai em português em versão integral, com tradução do incansável Elpídio Fonseca, Wurmbrand vai além da narrativa pessoal e analisa os próprios escritos de Marx. Como ele deixa claro, a perseguição ao cristianismo é uma consequência direta das ideias de Marx. Qualquer tentativa de compatibilizar marxismo e cristianismo não é só uma incoerência lógica ou teológica — é uma profanação da fé e um escárnio do martírio de tantos irmãos que foram vítimas do regime comunista.