Seguidores

Mostrando postagens com marcador FERREIRA GULLAR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FERREIRA GULLAR. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ATRASO IDEOLÓGICO - FERREIRA GULLAR

 


ATRASO IDEOLÓGICO - FERREIRA GULLAR FOLHA DE SP - 08/11

A maneira mais fácil e também mais desonesta de contestar opiniões que divergem das nossas é tentar desacreditá-las. Tal procedimento, além de torpe, é prejudicial à elucidação de questões que muitas vezes envolvem interesses fundamentais. Isso ocorre frequentemente quando estão em jogo problemas políticos e ideológicos, o que dificulta o entendimento de problemas vitais para o país.

Faço essas considerações porque acredito que uma das funções do jornalismo é informar e contribuir para o esclarecimento das questões de interesse público.

Eu, que militei no Partido Comunista Brasileiro, convencido de que o marxismo era o caminho para a construção de uma sociedade fraterna e justa, deixei de acreditar nisso em consequência das experiências que vivi e do próprio fracasso daquele projeto revolucionário em nível nacional e internacional.

Já tive oportunidade de manifestar minha opinião sobre esse fato, mas, qualquer que seja o diagnóstico, a verdade é que o grande sonho da sociedade proletária se desfez definitivamente. Há, porém, os que não desistem de suas convicções e há também os que se aproveitam da boa-fé das pessoas para substituir o sonho socialista pelo que intitulo de "populismo de esquerda", que se constata hoje em alguns países da América Latina, como Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador e Brasil.

Em cada um desses países, o tal populismo assume uma forma específica, mas em todos eles o discurso ideológico substitui a luta da classe operária contra a burguesia pela luta dos pobres contra os ricos, que Lula apelidou de "elite branca".

Esse populismo se caracteriza, de um lado, por programas assistencialistas e, de outro, por um discurso anticapitalista que, como no caso do Brasil, é só para inglês ver, uma vez que seus principais sócios são grandes empresas. A operação Lava Jato revelou à opinião pública brasileira a extensão do "conluio" montado pelo governo populista, em aliança com empresários, para saquear a Petrobras e outras empresas estatais.

A ação desse populismo de esquerda no governo do país é a causa principal da situação caótica a que o Brasil foi arrastado nestes quase 13 anos de gestão petista. O Programa Bolsa Família, montado com objetivo eleitoral, se atenuou a carência de famílias miseráveis, em vez de resolver o problema da pobreza, estimula uma grande massa de trabalhadores a não mais trabalhar.

Por outro lado, o programa Minha Casa, Minha Vida constrói conjuntos residenciais muitas vezes em lugares inacessíveis e de péssima qualidade (muitos deles já estão caindo aos pedaços). Também, neste caso, a troca de interesses deixa as construtoras à vontade para usarem o material mais barato e construírem de qualquer forma, já que o governo não as fiscaliza, pois são todos amigos.

O aumento das famílias atendidas pelo Bolsa Família –calculado em mais de 30 milhões– e os gastos com o programa Minha Casa, Minha Vida podem ser a razão que levou Dilma a violar a lei de responsabilidade fiscal, tomando empréstimo de bancos públicos sem condições de ressarci-los.

Quando Aécio Neves, na campanha eleitoral, denunciou o estado crítico das finanças do país, ela o chamou de mentiroso e garantiu que a situação das contas era ótima. Ganhou as eleições e logo começou a fazer o contrário do que afirmara. Mas o desastre dos governos petistas não se limita aos gastos demagógicos e à corrupção. Atinge a estrutura econômica do país, anulando-lhe o crescimento e provocando desemprego e inflação.

Aliando demagogia e incompetência, os petistas deram pouca atenção aos Estados Unidos e à Europa – parceiros comerciais importantes do Brasil– e voltaram-se para o mercado sul-americano –o Mercosul. Para agravar nossa situação econômica daqui para diante, os Estados Unidos e o Japão montaram uma aliança comercial que representa 40% do comércio mundial e da qual estamos fora. E fora também estaremos de outra aliança, que incluirá os norte-americanos e os europeus.

Nisso é que dá atraso ideológico somado a incompetência

***

Comunismo é luta pelo poder. Toda a atividade petista tem um objetivo: transferir os poderes distribuídos na sociedade para uma única mão, a deles.



 O REINO DO SUBJETIVISMO - OLAVO DE CARVALHO - RELAÇÕES DE PODER PREDOMINAM SOBRE A RELAÇÃO COM A REALIDADE  http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/10/comunismo-o-reino-do-subjetivismo-olavo.html
*
MASSAS DE MANOBRA, IDIOTAS ÚTEIS E PSICOPATETAS FAZEM O CAOS E A REVOLUÇÃO SEM QUERER, PARA OS PSICOPATAS - O GOLPISMO DE ESQUERDA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/09/massas-de-manobra-idiotas-uteis-e.html
*
O PRIMEIRO EXPERIMENTO SOCIALISTA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/10/o-primeiro-experimento-socialista.html
*
ESTRATÉGIA CLOWARD-PIVEN - PLANO PARA DERRUBAR UM PAÍS PELA ECONOMIA
https://youtu.be/EmFDcRfTfTU  
*
BOLSAS-ESMOLA E ARMADILHAS. OU COMO SE CAPTURAM PORCOS SELVAGENS
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/12/bolsa-esmola-e-armadilhas-ou-como-se.html
*
Populismo autoritário: projeto de transformar Brasil em Venezuela segue curso
http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/democracia/populismo-autoritario-projeto-de-transformar-brasil-em-venezuela-segue-curso/
*
“BOLSA HOJE, FOME AMANHÔ
http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/vasto-mundo/miguel-otero-dono-do-ultimo-jornal-de-oposicao-da-venezuela-o-brasil-esta-caminhando-rumo-ao-populismo-autoritario-cujos-lideres-querem-perpetuar-se-no-poder 

 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A MENTIRA COMO MÉTODO - Ferreira Gullar,



Não adianta se submeter ao medo e aceitar as mentiras, 
pois é assim que o comunismo vai te fazer de palhaço. 
Para sempre.

"É preciso empregar todos os estratagemas, ardis e processos ilegais, silenciar e ocultar a verdade." (Lênin)




 A MENTIRA COMO MÉTODO, por Ferreira Gullar, escritor, no jornal Folha de S. Paulo

Eles sabem que estão mentindo e, sem qualquer respeito próprio, repetem a mentira por décadas. Tenho com frequência criticado o governo do PT, particularmente o que Lula fez, faz e o que afirma, bem como o desempenho da presidente Dilma, seja como governante, seja agora como candidata à reeleição.

Esclareço que não o faço movido por impulso emocional e, sim, na medida do possível, a partir de uma avaliação objetiva. Por isso mesmo, não posso evitar de comentar a maneira como conduzem a campanha eleitoral à Presidência da República. Se é verdade que os candidatos petistas nunca se caracterizaram por um comportamento aceitável nas campanhas eleitorais, tenho de admitir que, na campanha atual, a falta de escrúpulos ultrapassou os limites.

Lembro-me, como tanta gente lembrará também, da falta de compromisso com a verdade que tem caracterizado as campanhas eleitorais do PT, particularmente para a Presidência da República.

Nesse particular, a Petrobras tem sido o trunfo de que o PT lança mão para apresentar-se como defensor dos interesses nacionais e seus adversários como traidores desses interesses. Como conseguir que esse truque dê resultado?

Mentindo, claro, inventando que o candidato adversário tem por objetivo privatizar a Petrobras. Por exemplo, Fernando Henrique, candidato em 1994, foi objeto dessa calúnia, sem que nunca tenha dito nada que justificasse tal acusação. Em 2006, quem disputou com Lula foi Geraldo Alckmin e a mesma mentira foi usada contra ele. Na eleição seguinte, quando a candidata era Dilma Rousseff, essa farsa se repetiu: ela, se eleita, defenderia a Petrobras, enquanto José Serra, se ganhasse a eleição, acabaria com a empresa.

É realmente inacreditável. Eles sabem que estão mentindo e, sem qualquer respeito próprio, repetem a mesma mentira. Mas não só os dirigentes e o candidato sabem que estão caluniando o adversário, muitos eleitores também o sabem, mas se deixam enganar. Por isso, tendo a crer que a mentira é uma qualidade inerente ao lulopetismo.

Quando foi introduzido, pelo governo do PSDB, o remédio genérico - vendido por menos da metade do preço do mercado - o PT espalhou a mentira de que aquilo não era remédio de verdade. E os eleitores petistas acreditaram: preferiram pagar o triplo pelo mesmo remédio para seguir fielmente a mentira petista.

Pois é, na atual campanha, não apenas a mesma falta de escrúpulo orienta a propaganda de Dilma, como, por incrível que pareça, conseguem superar a desfaçatez das campanhas anteriores. Mas essa exacerbação da mentira tem uma explicação: é que, desta vez, a derrota do lulopetismo é uma possibilidade tangível.

Faltando pouco para o dia da votação, Marina tem menos rejeição que Dilma e está empatada com ela no segundo turno - e o segundo turno, ao que tudo indica, é inevitável.

Assim foi que, quando Aécio parecia ameaçar a vitória da Dilma, era ele quem ia privatizar a Petrobras e acabar com o Bolsa Família. Agora, como quem a ameaça é Marina, esta passou a ser acusada da mesma coisa: quer privatizar a Petrobras, abandonar a exploração do pré-sal e acabar com os programas assistenciais. Logo Marina, que passou fome na infância.

E não é que o Lula veio para o Rio e aqui montou uma manifestação em defesa da Petrobras e do pré-sal? Não dá para acreditar: o cara inventa a mentira e promove uma manifestação contra a mentira que ele mesmo inventou! Mas desta vez ele exagerou na farsa e a tal manifestação pifou.

Confesso que não sei qual a farsa maior, se essa, do Lula, ou a de Dilma quando afirmou que, se ela perder a eleição, a corrupção voltará ao governo. Parece piada, não parece? De mensalão em mensalão os governos petistas tornaram-se exemplo de corrupção, a tal ponto que altos dirigentes do partido foram parar na cadeia, condenados por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Agora são os escândalos da Petrobras, saqueada por eles e por seus sócios na falcatrua: a compra da refinaria de Pasadena por valor absurdo, a fortuna despendida na refinaria de Pernambuco, as propinas divididas entre o PT e os partidos aliados, conforme a denúncia feita por Paulo Roberto Costa, à Justiça do Paraná.

Foi o Lula que declarou que não se deve dizer o que pensa, mas o que o eleitor quer ouvir. Ou seja, o certo é mentir.


texto de Ferreira Gullar http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2014/09/1522976-a-mentira-como-metodo.shtml

*
O desafio é achar um lugarzinho onde não haja corrupção neste governo.

LISTA DA CORRUPÇÃO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/06/lista-da-corrupcao-petista.html

*

Ato falho ou sinceridade cínica, Dilma alega no debate da Globo que “todo mundo pode cometer corrupção” - *Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

 A mentira como método político - RODRIGO CONSTANTINO
http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/socialismo/a-mentira-como-metodo-politico/

*
Deputado diz que "tem dedo forte dos petistas dos Correios" na campanha de Dilma 
http://youtu.be/D5W54-l9A58

MAIS UM FLAGRA NOS CORREIOS
https://www.facebook.com/video.php?v=1555969434618661&set=vb.100006168586238&type=2&theater

***


Engenharia da confusão
Olavo de Carvalho  
http://www.olavodecarvalho.org/semana/080314dce.html
 
O psicólogo russo Ivan Pavlov ( 1849 - 1936 ) demonstrou que a estimulação contraditória é a maneira mais rápida e eficiente de quebrar as defesas psicológicas de um indivíduo (ou de um punhado deles), reduzindo-o a um estado de credulidade devota no qual ele aceitará como naturais e certos os comandos mais absurdos, as opiniões mais incongruentes.

Isso funciona de maneira quase infalível, mesmo que os estímulos sejam de ordem puramente cognitiva e sem grande alarde emocional (frases contraditórias ditas numa seqüência camuflada, de modo a criar uma confusão subconsciente). Mas é claro que funciona muito mais se o sujeito for submetido ao impacto de emoções contraditórias fortes o bastante para criar rapidamente um estado de desconforto psicológico intolerável. Esse mesmo desconforto serve de camuflagem, pois a vítima não tem tempo de averiguar que a contradição vem da fonte, e não do seu próprio interior, de modo que ao estado de aflição vêm somar-se a culpa e a vergonha. A reação automática que se segue é a busca desesperada de um novo padrão de equilíbrio, isto é, de um sentimento mais abrangente que pareça comportar em si, numa síntese dialética, as duas emoções inicialmente vivenciadas como contraditórias, e que ao mesmo tempo possa aliviar o sentimento de vergonha que o indivíduo sente perante a fonte estimuladora, que a esta altura ele toma como seu observador crítico e seu juiz.

Se o leitor examinar com certa atenção o discurso esquerdista, verá que ele procura inspirar no público, ao mesmo tempo, o medo e a compaixão. Esta dupla de sentimentos não é contraditória em si, quando cada um deles se coloca num plano distinto, como acontece na tragédia grega, onde os espectadores sentem compaixão pelo herói e medo da engrenagem cósmica que o oprime. Mas, se o objeto de temor e de compaixão é o mesmo, você simplesmente não sabe como reagir e entra num estado de “dissonância cognitiva” (termo do psicólogo Leon Festinger), a um passo da atonia mental que predispõe à subserviência passiva.

Digo medo e compaixão, mas nunca de trata de emoções simples e unívocas, e sim de duas tramas emocionais complexas que prendem a vítima ao mesmo tempo, tornando-a incapaz de expressar verbalmente a situação e sufocando-a numa atmosfera turva de confusão e impotência.

Na política revolucionária, a estimulação contraditória toma a forma de ataques terroristas destinados a intimidar a população, acompanhados, simultaneamente, de intensas campanhas de sensibilização que mostram os sofrimentos dos revolucionários e da população pobre que eles nominalmente representam. As destruições de fazendas pelo MST são um exemplo nítido: a classe atacada fica paralisada entre dois blocos de sentimentos contraditórios – de um lado, o medo, a raiva, o impulso de reagir, de fugir ou de buscar proteção; de outro, a compaixão extorquida, a culpa, o impulso de pedir perdão ao agressor.

Não é coincidência que a primeira descrição científica desse mecanismo tenha sido obra de um eminente psicólogo russo: o emprego da estimulação contraditória já era uma tradição no movimento revolucionário quando Ivan Pavlov começou a investigar o assunto justamente nos anos em que se preparava a Revolução Russa. Seus estudos foram imediatamente absorvidos pela liderança comunista, que passou a utilizá-los para elevar a manipulação revolucionária da psique às alturas de uma técnica de engenharia social muito precisa e eficiente, capacitada para operações de grande porte com notável controle de resultados.

Nas últimas quatro décadas, com a passagem do movimento revolucionário da antiga estrutura hierárquica para a organização flexível em “redes” informais com imenso suporte financeiro, o uso da estimulação contraditória deixou de ser uma exclusividade dos partidos comunistas e se disseminou por toda sorte de organizações auxiliares – ONGs, empresas de mídia, organismos internacionais, entidades culturais -- cuja índole revolucionária não é declarada ex professo , o que torna o rastreamento da estratrégia unificada por trás de tudo um problema muito complexo, transcendendo o horizonte de consciência das lideranças empresariais e políticas usuais e requerendo o concurso de estudiosos especializados. Em geral, os liberais e conservadores estão formidavelmente desaparelhados para enfrentar a situação: esforçam-se para conquistar o público mediante argumentos lógicos em favor da democracia e da economia de mercado, quando o verdadeiro campo de batalha está situado muito abaixo disso, numa zona obscura de paixões irracionais administradas pelo adversário com todos os requintes da racionalidade e da ciência.

Em artigos vindouros ilustrarei o emprego da estimulação contraditória por vários “movimentos sociais”: feminista, gayzista, abortista, ateísta, ecológico, etc.



ILMA É SUICÍDIO! Comunismo é suicídio! Nenhum povo em sã consciência quer uma ditadura totalitária  escravocrata para o seu país. Só mesmo com muita engambelação para conseguirem isso, com muito roubo, assassinato, mentira, muita TRAIÇÃO. Comunismo é traição à humanidade dentro de cada um. O que estão fazendo com o Brasil, com a América e com o mundo é um verdadeiro crime contra a humanidade, e as pessoas que colaboram são cúmplices. Pena que muitas delas só vão saber o que fizeram depois de engolidas pelo monstro que criaram. E os únicos felizes com o resultado serão os psicopatas no poder, que não sabem apreciar uma vida normal sem guerra pelo poder.

 A verdade não está sendo dita.  As pessoas estão perdendo a capacidade de perceber o óbvio e o que é importante, e de reagir a isto.  A manada está rumando para o abate, devidamente entorpecida. Se  a TV, a imprensa, a grande mídia não cumpre seu papel de vigiar e alertar, de falar sobre o que SABE ser verdade, a sociedade simplesmente não acredita no que vê!!! As pessoas estão com um comportamento esquizofrênico! Elas não acreditam no que todos os instintos, inteligência e percepção estão lhe dizendo, ELAS ACREDITAM NA TV! E a TV as está traindo! 

Justamente por causa desse crédito, a mídia é um instrumento para manipular e manter a verdade fora das consciências. É até pior que a traição do congresso, pois se a verdade estivesse passando na TV, as pessoas se mexeriam. Mas como elas vão se mexer se a própria voz da autoridade não se mexe, não expressa o perigo? Deve ser porque está tudo bem...

 Da mesma forma que nosso próprio governo nos ataca com atos vis e leis absurdas, destruindo o estado de direito e as instituições que nos defendem, atacam a lógica e a nossa percepção dos fatos com mentiras óbvias. E não reagimos. O politicamente correto é uma arma deste tipo, que serve para nocautear a consciência, para nos imbecilizar, como diz Olavo de Carvalho. 

Por isso repito: comunismo não sobrevive num ambiente honesto e de livre expressão da opinião. A verdade, que é mortal para ele, é a nossa arma. Por isso, não se cale. Expresse-se, diga o que vê, o que sente. Não temos a imprensa agora, então sejamos nós essa voz da sociedade que vai recontituir a sanidade perdida.

E não espere até que seja tarde.


 “Os comunistas devem lembrar-se de que falar a verdade é um preconceito pequeno-burguês; uma mentira, por outro lado, é muitas vezes justificada pelo fim.” Lenin 



"O mundo viu o espetáculo impressionante de lutadores de aço, na barra do tribunal, confessarem crimes, quase pedindo o favor de fuzilá-los. Ninguém compreendia um Bukharin, um Zinovief, um Radek, um Tomsky reconhecerem que mereciam a pena de morte, que eram bandidos fascistas e que só Stalin era o verdadeiro amigo do povo. A imprensa mundial, através dos seus repórteres, gaguejou, espantada, diante dos julgamentos inauditos. Vishinsky, tipo saído das infectas alfurjas do Santo Ofício medieval, enredava, no cipoal de interrogatórios infames, o espírito torturado dos prisioneiros. Um desses prisioneiros, Ter-Vaganian, chegou a declarar a certa altura do inquisitório:  "Vocês sugerem que eu não pense e confie cegamente no Comitê Central, porque o Comitê Central percebe tudo mais claramente do que eu. Mas o fato é que, por minha própria natureza, não consigo parar de pensar. E quando penso, chego à inevitável conclusão de que as declarações transformando os velhos bolchevistas em um bando de assassinos causará danos incalculáveis, não só ao nosso país e ao Partido, como também à causa do socialismo em todo o mundo".  Extraio esta e outras citações, que se seguirem, da enorme obra de Roberto Conquest — O Grande Terror, livro que não foi escrito ao correr da pena da reportagem, mas argamassado de copiosa documentação, selecionada ao crivo da mais objetiva imparcialidade histórica. Na sua leitura, assiste-se o triturar dos espíritos nas roscas do engenho totalitário, coordenando as pressões físicas e morais num processo que suplanta tudo que se conhece na história dos sistemas de tortura. Lê-se, à pág. 304 da obra citada: "O interrogatório começava quase invariavelmente, não com uma acusação, mas com uma pergunta: será que você pode me dizer as hipóteses que formulou quanto ao motivo de sua prisão? — Dizem que isto se baseava em um questionário usado pela Santa Inquisição. Um dos mais infames inquisidores da curriola, chamado Yezhov, elaborou o seu método próprio, merecendo elogios dos peritos e que consistia em atribuir à vítima a tarefa de construir sua própria culpa. " 
(Do livro TEMAS POLÊMICOS, de Djacir Menezes )