"No âmago das palavras Direita e Esquerda, há algo de substancioso e de autenticamente expressivo. Como até de insubstituível ao menos enquanto o uso comum não consagrar outros vocábulos que os substituam.
Começo fazendo notar que no significado dessas duas palavras correlatas nem tudo é imprecisão. Nele há uma zona clara. Definida esta, será possível detectar, "de proche en proche", o fio da meada que conduz, através dos significados menos claros, até uma elucidação final do que "direita" e "esquerda" querem dizer.
"Os
termos “esquerda” e “direita” só têm sentido objetivo quando usados na
sua acepção originária de revolução e contra-revolução respectivamente."
A mentalidade revolucionária
Olavo de Carvalho
(...)
Entre
outras confusões que este estudo desfaz está aquela que reina nos
conceitos de “esquerda”e “direita”. Essa confusão nasce do fato de que
essa dupla de vocábulos é usada por sua vez para designar duas ordens de
fenômenos totalmente distintos. De um lado, a esquerda é a revolução em
geral, e a direita a contra-revolução. Não parecia haver dúvida quanto a
isso no tempo em que os termos eram usados para designar as duas alas
dos Estados Gerais. A evolução dos acontecimentos, porém, fez com que o
próprio movimento revolucionário se apropriasse dos dois termos,
passando a usá-los para designar suas subdivisões internas. Os
girondinos, que estavam à esquerda do rei, tornaram-se a “direita” da
revolução, na mesma medida em que, decapitado o rei, os adeptos do
antigo regime foram excluídos da vida pública e já não tinham direito a
uma denominação política própria. Esta retração do “direitismo”
admissível, mediante a atribuição do rótulo de “direita” a uma das alas
da própria esquerda, tornou-se depois um mecanismo rotineiro do processo
revolucionário. Ao mesmo tempo, remanescentes contra-revolucionários
genuínos foram freqüentemente obrigados a aliar-se à
“direita”revolucionária e a confundir-se com ela para poder conservar
alguns meios de ação no quadro criado pela vitória da revolução. Para
complicar mais as coisas, uma vez excluída a contra-revolução do
repertório das idéias politicamente admissíveis, o ressentimento
contra-revolucionário continuou existindo como fenômeno psico-social, e
muitas vezes foi usado pela esquerda revolucionária como pretexto e
apelo retórico para conquistar para a sua causa faixas de população
arraigadamente conservadoras e tradicionalistas, revoltadas contra a
“direita” revolucionária imperante no momento. O apelo do MST à
nostalgia agrária ou a retórica pseudo-tradicionalista adotada aqui e
ali pelo fascismo fazem esquecer a índole estritamente revolucionária
desses movimentos. O próprio Mao Dzedong foi tomado, durante algum
tempo, como um reformador agrário tradicionalista. Também não é preciso
dizer que, nas disputas internas do movimento revolucionário, as facções
em luta com freqüência se acusam mutuamente de “direitistas” (ou
“reacionárias”). À retórica nazista que professava destruir ao mesmo
tempo “a reação” e “o comunismo” correspondeu, no lado comunista, o
duplo e sucessivo discurso que primeiro tratou os nazistas como
revolucionários primitivos e anárquicos e depois como adeptos da
“reação” empenhados em “salvar o capitalismo” contra a revolução
proletária. Os
termos “esquerda” e “direita” só têm sentido objetivo quando usados na
sua acepção originária de revolução e contra-revolução respectivamente.
Todas as outras combinações e significados são arranjos ocasionais que
não têm alcance descritivo mas apenas uma utilidade oportunística como
símbolos da unidade de um movimento político e signos demonizadores de
seus objetos de ódio. Nos
EUA, o termo “direita” é usado ao mesmo tempo para designar os
conservadores em sentido estrito, contra-revolucionários até à medula, e
os globalistas republicanos, “direita” da revolução mundial. Mas a
confusão existente no Brasil é muito pior, onde a direita
contra-revolucionária não tem nenhuma existência política e o nome que a
designa é usado, pelo partido governante, para nomear qualquer oposição
que lhe venha desde dentro mesmo dos partidos de esquerda, ao passo que
a oposição de esquerda o emprega para rotular o próprio partido
governante. Para
mim está claro que só se pode devolver a esses termos algum valor
descritivo objetivo tomando como linha de demarcação o movimento
revolucionário como um todo e opondo-lhe a direita
contra-revolucionária, mesmo onde esta não tenha expressão política e
seja apenas um fenômeno cultural. A
essência da mentalidade contra-revolucionária ou conservadora é a
aversão a qualquer projeto de transformação abrangente, a recusa
obstinada de intervir na sociedade como um todo, o respeito quase
religioso pelos processos sociais regionais, espontâneos e de longo
prazo, a negação de toda autoridade aos porta-vozes do futuro
hipotético. Nesse
sentido, o autor destas linhas é estritamente conservador. Entre outros
motivos, porque acredita que só o ponto de vista conservador pode
fornecer uma visão realista do processo histórico, já que se baseia na
experiência do passado e não em conjeturações de futuro. Toda
historiografia revolucionária é fraudulenta na base, porque interpreta e
distorce o passado segundo o molde de um futuro hipotético e aliás
indefinível. Não é uma coincidência que os maiores historiadores de
todas as épocas tenham sido sempre conservadores. Se,
considerada em si mesma e nos valores que defende, a mentalidade
contra-revolucionária deve ser chamada propriamente “conservadora”, é
evidente que, do ponto de vista das suas relações com o inimigo, ela é
estritamente “reacionária”. Ser reacionário é reagir da maneira mais
intransigente e hostil à ambição diabólica de mandar no mundo. http://www.olavodecarvalho.org/semana/070813dc.html
*
Olavo de Carvalho em "O IMBECIL COLETIVO" escreve:
Behemot e Leviatã, na gravura de William Blake, o primeiro imperando pesadamente sobre o mundo, o maciço poder de sua pança firmemente apoiado sobre as quatro patas, o segundo agitando-se no fundo das águas, derrotado e temível no seu rancor impotente. Não usei a gravura de Blake por boniteza, mas para indicar que atribuo a esses símbolos exatamente o sentido que lhes atribuiu Blake. Detalhe importante, porque essa interpretação não é nenhuma alegoria poética, mas, como assinalou Kathleen Raine em Blake and Tradition, a aplicação rigorosa dos princípios do simbolismo cristão. Na Bíblia, Deus, exibe Behemot a Jó (40:10), dizendo: “Eis Behemot, que criei contigo.” Aproveitando a ambiguidade do original hebraico, Blake traduz o “contigo” por from thee, “de ti”, indicando a unidade de essência entre o homem e o monstro: Behemot é a um tempo um poder macrocósmico e uma força latente na alma humana. Quanto a Leviatã, Deus pergunta “Porventura poderás puxá-lo com o anzol e atar sua língua com uma corda?” (Jó, 40:21), tornando evidente que a força da revolta está na língua, ao passo que o poder de Behemot, como se diz em 40:11, reside no ventre. Maior clareza não poderia haver no contraste de um poder psíquico e de um poder material: Behemot é o peso maciço da necessidade natural, Leviatã é a infranatureza diabólica, invisível sob as águas — o mundo psíquico — que agita com a língua.
O sentido que Blake registra nessas figuras não é uma “interpretação”, na acepção negativa que Susan Sontag dá a essa palavra: é, como deve ser toda boa leitura de texto sacro, a tradução direta de um simbolismo universal. Para Blake, embora Behemot represente o conjunto das forças obedientes a Deus, e Leviatã o espírito de negação e rebelião, ambos são igualmente monstros, forças cósmicas desproporcionalmente superiores ao homem, que movem combate uma à outra no cenário do mundo, mas também dentro da alma humana. No entanto, não é ao homem, nem a Behemot, que cabe subjugar o Leviatã. Só o próprio Deus pode fazê-lo. A iconografia cristã mostra Jesus como o pescador que puxa o Leviatã para fora das águas, prendendo sua língua com um anzol. Quando, porém, o homem se furta ao combate interior, renegando a ajuda do Cristo, então se desencadeia a luta destrutiva entre a natureza e as forças rebeldes antinatu-rais, ou infranaturais. A luta transfere-se da esfera espiritual e interior para o cenário exterior da História. É assim que a gravura de Blake, inspirada na narrativa bíblica, nos sugere com a força sintética de seu simbolismo uma interpretação metafísica quanto à origem das guerras, revoluções e catástrofes: elas refletem a demissão do homem ante o chamamento da vida interior. Furtando-se ao combate espiritual que o amedronta, mas que poderia vencer com a ajuda de Jesus Cristo, o homem se entrega a perigos de ordem material no cenário sangrento da História. Ao fazê-lo, move-se da esfera da Providência e da Graça para o âmbito da fatalidade e do destino, onde o apelo à ajuda divina já não pode surtir efeito, pois aí já não se enfrentam a verdade e o erro, o certo e o errado, mas apenas as forças cegas da necessidade implacável e da rebelião impotente. No plano da História mais recente, isto é, no ciclo que começa mais ou menos na época do Iluminismo, essas duas forças assumem claramente o sentido do rígido conservadorismo e da hübris revolucionária. Ou, mais simples ainda, direita e esquerda.
*
"Já estou com o saco cheio desses pretensos eruditos em teorias da
conspiração segundo os quais direita e esquerda não existem, só existe o
poder soberano das sociedades secretas, que “criam” essas duas
corrrentes para controlar a massa ignara. Isso é de uma inépcia
histórica formidável. Direita e esquerda não são “criadas” pelas
sociedades secretas, mas existem dentro delas e ali disputam o poder
sobre essas sociedades, não raro de forma violenta e mortífera. Santo
Agosrtinho ensinava que nada agrada mais aos demônios do que exagerar o
poder que eles têm." https://olavodecarvalhofb.wordpress.com/category/notas/page/31/
*
O. CARVALHO – Esquerda é toda corrente que
legitima suas pretensões ambiciosas em nome de um futuro hipotético.
Direita é quem legitima promessas modestas com base na experiência
passada. https://olavodecarvalho.org/usp-e-templo-de-vigarice/
*
Os
comunistas sempre se orgulharam de ser confessadamente ideológicos num
mundo onde tudo, segundo eles, era ideologia. Agora descobriram que
podem obter vitórias posando de superiores a ideologias e usando o
termo "ideólogo" como xingamento para depreciar seus inimigos. https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10159575887987192
O
comunismo é o ÚNICO movimento político de alcance mundial, contra cujo
poder avassalador pouco ou nada seus concorrentes locais puderam e podem
fazer. E é o único que há décadas obtém vitória em cima de vitória por
meio do velho truque diabólico de fingir que não existe. https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10159575882212192
Gente, é muito
simples: a
direita se baseia em conhecimento, e a esquerda, em poder. A verdade favorece a direita e a mentira favorece a esquerda. A direita não sobrevive sem uma quantidade mínima de sinceridade, honestidade e verdades presentes na sociedade e, ao contrário, a esquerda não sobrevive nessa atmosfera tóxica de liberdade onde ela anseia desesperadamente pela censura.
Direita é a normalidade obrigada a se tornar
um movimento
político para reagir à guerra, declarada e clandestina, da esquerda
contra
ela. A normalidade, que é expressão da natureza humana,
quando atacada se torna a direita. Por isso ela sempre é maioria, mesmo
em baixo das botas
de um tirano.
Como diz prof. Olavo, a civilização tem sido o
fruto de um lento processo que a prepotência esquerdista pretende
derrubar. Tudo em nome de um sonho delirante que sempre acaba em
pesadelo.
"UM HOMEM NÃO É UM SOCIALISTA SE ELE NÃO ODIAR UMA PESSOA OU ALGUMA COISA" Gustave le Bon
*
Scruton trabalhava com uma definição interessante de conservadorismo:
lutar para preservar o que se ama em vez de destruir o que se odeia.
Parece uma definição mais poética que científica, mas faz muito sentido.
“O
radical é incapaz de ver que o “sistema” que ele tenta superar é
consensual, enquanto aquele que seu pensamento almeja não é.”
Scruton me ajudou a ver que apenas
sociedades doentes corrompem os indivíduos; as sociedades saudáveis os
civilizam. A esquerda, tentando destruir o que odeia, apenas transfere o
ressentimento de uma geração a outra. Em As Vantagens do Pessimismo,
falando sobre a Al Qaeda, dá uma luz sobre o que está acontecendo na
disputa entre Irã e os EUA, sendo o Irã um estado que recruta
terroristas:
“Existe
para recrutar ressentidos e dirigir seu ressentimento contra o alvo
habitual, que é aquele que está à vontade no mundo e goza os frutos que
nós, os ressentidos, não conseguimos colher.”
(...) Mas o que esta nova versão traz de mais interessante são os ensaios com que o autor começa e conclui o livro: “O que é a esquerda?” e “O que é a direita?”
Scruton examina, de um ponto de vista conservador, em que se transformou a esquerda após o colapso do comunismo, e como sua ideologia se adaptou ao novo contexto internacional, apropriando-se de novas bandeiras. Mas não é só isso: ele questiona o próprio gradiente ideológico que classifica e distribui todos os temas e opiniões políticas em uma dimensão unilinear, gerando uma percepção distorcida do mundo – de forma que, por exemplo, a preocupação com o “social” passa a ser vista como um valor absoluto e exclusivo da esquerda.
Cria-se, assim, uma assimetria moral, que atribui à esquerda o monopólio da virtude e transforma “direita” em um termo pejorativo: “Por uma incansável campanha de intimidação, os pensadores da esquerda tentaram tornar inaceitável estar à direita”, escreve o autor. “Uma vez identificado com a direita, você está além do argumento, suas visões são irrelevantes, seu caráter é desacreditado e sua presença no mundo é um erro. Você não é um oponente com o qual argumentar, mas uma doença a ser evitada.”
Bastante esclarecedora, nesse sentido, é a percepção de que a nova esquerda abandonou suas bandeiras tradicionais, como a revolução da classe proletária, por outras, muito mais eficazes e atraentes, passando a apresentar-se como portadora exclusiva da defesa dos direitos das minorias – como se as minorias fossem respeitadas nos regimes que ainda se dizem de esquerda.
Sobretudo no meio acadêmico, esse fenômeno vem ganhando contornos assustadores no Brasil, mas não é recente. Já na década de 30 do século passado, respondendo a um ataque de seu colega Edmund Wilson, o escritor F.Scott Fitzgerald afirmou: “O importante é que não se discuta [com os esquerdistas]. Não importa o que você diga, eles encontram mil maneiras de distorcer suas palavras e rebaixá-lo a alguma categoria inferior de ser humano: ‘fascista’, ‘liberal’ (...), desqualificando-o tanto intelectualmente quanto pessoalmente no processo”.
Ao mesmo tempo, valores associados à direita, e até mesmo aquelas normas legais e princípios morais compartilhados que são indispensáveis à vida em sociedade, são relativizados e passam a ser entendidos como meros exercícios de luta por poder classe e dominação. Idem em relação aos conceitos de Estado de direito, da separação dos poderes, do direito à propriedade, reduzidos a ferramentas da perpetuação da dominação burguesa.
Para a esquerda, afirma Scruton, os seres humanos estão sempre divididos em grupos de inocentes e culpados, e a justiça social é algo que precisa ser imposto pelo Estado, por meio de um plano que, ignorando os obstáculos dos direitos e deveres individuais, invariavelmente envolve privar as pessoas de coisas que elas adquiriram por meio de escolhas livres e negociações justas. Governar, assim, torna-se “a arte de tomar e redistribuir as coisas a que supostamente todos os cidadãos têm direito”.
Essa falta de valores compartilhados que caracteriza nossa época leva Scruton a identificar no ressentimento – o “prazer maior em rebaixar os outros que em elevar a si mesmos” – o motor de uma certa esquerda, que já não busca negociar com as estruturas existentes, mas sim torná-las objeto de sua raiva destruidora: “Ela será contra todas as formas de mediação, compromisso e debate, e contra as normas legais e morais que dão voz ao dissidente e soberania ao cidadão comum. Tentará destruir o inimigo, concebido em termos coletivos, como classe, grupo ou raça que até então controlou o mundo e que, agora, precisa ser controlado”.
Já para a direita, segundo o autor, cada indivíduo está ligado a particularidades e contingências, a motivações e vontades que são irredutíveis a qualquer teoria abstrata ou plano econômico quinquenal – daí sua constrangedora (para a esquerda) tendência a rejeitar qualquer plano que sacrifique sua liberdade de escolha e seus direitos, ou que ameace o império da lei e a autonomia de instituições que existem para protegê-lo, não para esmagá-lo.
Em suma, segundo Scruton a premissa da esquerda é que a marcha da História é previsível e controlável, enquanto a da direita é que essa marcha é determinada por desafios novos e imprevisíveis que se colocam a cada dia, e para os quais não existe receita de bolo. Para a esquerda não existe surpresa, e tudo é justificável: até mesmo as atrocidades cometidas por regimes comunistas são minimizadas, colocando-se a culpa nas forças reacionárias que resistem ao socialismo e impedem o seu avanço
https://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/diferenca-entre-esquerda-e-direita-segundo-roger-scruton-entenda.html
*
Roger Scruton se viu novamente atacado pelo que ele chama de "totalitarismo do politicamente correto". Em abril, foi afastado do cargo de uma comissão do governo conservador britânico. O motivo? Uma entrevista à revista esquerdista New Stateman na qual, ficou provado depois, o jornalista havia editado frases para que parecessem racistas ou preconceituosas. "Usaram os mesmos métodos totalitários que eu combati no Leste Europeu, tiraram tudo de contexto. Tentaram me atingir sem que eu tivesse feito nada de errado.", afirma."
"A esquerda se acha dona da verdade, e acham que devem nos calar."
"O conservadorismo advém de um
sentimento que toda pessoa madura compartilha com facilidade: a
consciência de que as coisas admiráveis são facilmente destruídas, mas
não são facilmente criadas. Isso é verdade, sobretudo, em relação às
boas coisas que nos chegam como bens coletivos: paz, liberdade, lei,
civilidade, espírito público, a segurança da propriedade e da vida
familiar, tudo o que depende da cooperação com os demais, visto não
termos meios de obtê-las isoladamente. Em relação a tais coisas, o
trabalho de destruição é rápido, fácil e recreativo; o labor da criação é
lento, árduo e maçante. Esta é uma das lições do século XX. Também é
uma razão pela qual os conservadores sofrem desvantagem quando se trata
da opinião pública. Sua posição é verdadeira, mas enfadonha; a de seus
oponentes é excitante, mas falsa." Roger Scruton
"A Cultura Ocidental é uma criação do
Cristianismo. Retire o Cristianismo e o que sobra de Dante, Chaucer,
Shakespeare, Racine, Victoria, Bach, Titian, Tintoretto...?" Roger Scruton
"A tradição da Esquerda é julgar o
sucesso humano pelo fracasso de alguns. Isso sempre lhe oferece uma
vítima a ser resgatada. No século XIX eram os proletários. Nos anos 60, a
juventude. Depois as mulheres e os animais. Agora o planeta." Roger Scruton
"Uma pessoa que diz que a verdade é relativa, está pedindo para você não acreditar nela." Roger Scruton
"O homem que diz que a verdade não existe está pedindo para que você não acredite nele. Então, não acredite." Roger Scruton
"Ironicamente, talvez a maior
conquista intelectual do partido Comunista tenha sido convencer as
pessoas de que a distinção de Platão entre conhecimento e opinião é
válida e que a opinião ideológica não é meramente distinta do
conhecimento, mas o inimigo do conhecimento, a doença implantada no
cérebro humano e que torna impossível distinguir ideias verdadeiras das
falsas. Essa foi a doença espalhada pelo Partido. E também foi difundida
por Foucault. Pois foi Foucault quem ensinou aos meus colegas a avaliar
cada ideia, cada argumento, cada instituição, convenção ou tradição em
termos de 'dominação' que ele mascara. A verdade e a falsidade não
tinham significado real no mundo de Foucault; tudo o que importava era o
poder." Roger Scruton
"Um mercado pode fazer a alocação
racional dos bens e serviços somente onde há confiança entre os
integrantes, e a confiança só existe onde as pessoas assumem a
responsabilidade por seus atos e se tornam responsáveis por aqueles com
quem negociam. Em outras palavras, a ordem econômica depende de uma
ordem moral." Roger Scruton
"UM HOMEM NÃO É UM SOCIALISTA SE ELE NÃO ODIAR UMA PESSOA OU ALGUMA COISA" Gustave le Bon
“Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.” (V. I. Lênin)
“Somos favoráveis ao terror organizado – isto deve ser admitido francamente.” (V. I. Lênin)
“O comunismo não é amor. É o martelo com que esmagamos nossos inimigos.” (Mao Dzedong)
“O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona o revolucionário para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar: nossos soldados têm de ser assim.” (Che Guevara)
"Os comunistas rejeitam suavizar suas idéias e objetivos. Declaram abertamente que os seus fins só podem ser alcançados pela violenta subversão de toda a ordem social vigente. Que as classes dominantes tremam de medo perante uma revolução comunista!" Marx
“A principal missão dos outros povos (exceto os alemães, os húngaros e os poloneses) é perecer no Holocausto revolucionário... Esse lixo étnico continuará sendo, até o seu completo extermínio ou desnacionalização, o mais fanático portador da contra-revolução.” (Karl Marx)
“Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar motivado
pelo puro ódio. Nós temos que criar a pedagogia do Paredão!” Guevara
Hannah Arendt: "Na prática, o governante totalitário age como alguém que INSULTA persistentemente outra
pessoa até que todo o mundo saiba que ela é sua inimiga, a fim de que
possa, com certa plausibilidade, matá-la em autodefesa." (ORIGENS DO
TOTALITARISMO)
"Existem verdades eternas, como Liberdade, Justiça etc.,
que são comuns a todas as camadas sociais. Já o comunismo quer abolir as
verdades eternas, abolir todas as religiões e toda a moralidade, em vez de
apenas tentar configurá-las de novo. Consequentemente, o comunismo age em
contradição a toda a experiência histórica passada." K. Marx
"Na sociedade burguesa, o passado domina o presente; na sociedade comunista, o presente domina o
passado". Marx
“Eles (os comunistas) não precisavam refutar argumentos adversos: preferiam métodos que terminavam antes em morte do que em persuasão, que espalhavam antes o terror do que a convicção.” (Hannah Arendt)
“Os comunistas devem lembrar-se de que falar a verdade é um preconceito pequeno-burguês; uma mentira, por outro lado, é muitas vezes justificada pelo fim.” Lenin
"É preciso estar disposto a todos os sacrifícios e, inclusive, empregar todos os estratagemas, ardis e processos ilegais, silenciar e ocultar a verdade." Lênin
"Trinta anos de estudos sobre a mentalidade
revolucionária convenceram-me de que ela não é a adesão a este ou àquele
corpo de convicções e propostas concretas, mas a aquisição de certos
cacoetes lógico-formais incapacitantes que acabam por tornar impossível,
para o indivíduo deles afetado, a percepção de certos setores básicos
da experiência humana. A mentalidade revolucionária não é um conjunto de
crenças, é um sistema de incapacidades adquiridas, que começam com um
escotoma intelectual e culminam numa insensibilidade moral criminosa. " Olavo de Carvalho
"No lugar da objetividade, temos apenas "inter-subjetividade "- em outras palavras, consenso.
Verdades, significados, fatos e valores são agora considerados negociáveis. O curioso, entretanto,
é que este subjetivismo de mente louca anda de mãos dadas com uma vigorosa censura.
Aqueles que colocam o consenso no lugar da verdade encontram-se distinguindo o verdadeiro do falso consenso.
Assim, o consenso que Rorty assume exclui rigorosamente todos os conservadores, tradicionalistas e reacionários ".
ROGER SCRUTON
*
É evidente
que entre a democracia e o socialismo existe uma oposição. Não existe a
mínima possibilidade da existência combinada do socialismo e da
democracia. Ainda que, infelizmente, a democracia permita que o socialismo
seja criado de forma indireta.
Assim, não se pode pensar, como já se propôs algumas vezes, em deixar o
socialismo tentar suas experiências a fim de por em evidência sua
fraqueza. Ele geraria imediatamente o cesarismo, que suprimiria
rapidamente todas as instituições democráticas. Não é no futuro, mas
hoje, que os democratas devem combater seu temível inimigo, o
socialismo. Ele constitui um perigo contra o qual deveriam se unir todos
os partidos sem exceção.
Pode-se contestar o valor teórico das instituições que nos regem,
pode-se desejar que a marcha das coisas seja outra, mas tais desejos
devem permanecer platônicos. Diante do inimigo comum todos deveriam se
unir, quaisquer que sejam suas aspirações. (...)
Certamente que as ideias democráticas não têm, sob o ponto de vista
teórico, uma base científica mais sólida do que as ideias religiosas.
Mas essa lacuna, que não teve outrora nenhuma influência na sorte de
uma, não poderia entravar o destino da outra. O gosto pela democracia é
universal em todos os povos, qualquer que seja a forma de seu governo.
Estamos, aqui, portanto, diante de uma das grandes correntes sociais que
seria inútil querer represar. O principal inimigo da democracia
atualmente, o único que poderia vencê-la, é o socialismo.
O comunismo
é um câncer em metástase que deve ser combatido para não se espalhar para o
mundo todo. Esta é sua natureza, sua intenção e sua atividade incessante
DESDE SEMPRE. O livro de Skousen, O COMUNISTA EXPOSTO, lançado em 1958,
tem vários episódios desta expansão (China, Coréia, Cuba,
etc.) com o mesmo modus operandi de: traidores, ignorância, mentiras,
golpes baixos numa guerra assimétrica em que moralidade, tratados e leis servem apenas para amarrar a vítima. É um erro respeitar o comunismo, um sistema de dominação que não respeita nada, diz W. Cleon Skousen em "O Comunista Exposto":
"Fomos induzidos a aceitar a idéia de que o comunismo é uma
expressão legítima de ação política. A verdade é que o comunismo é uma
quadrilha criminosa. É um erro tratar o comunismo como partido político.
Grupos políticos resolvem seus problemas entrando em negociações,
participando de conferências e trabalhando suas diferenças com
compromissos de boa-fé que todos os partidos devem cumprir. Isso nunca funcionou com os comunistas, pois eles usam de
engano, desprezo pelas leis, violação de tratados, intimidação,
subversão e insurreição aberta como ferramentas básicas de conquista. É isso o que
torna o comunismo uma conspiração criminosa. Quando
percebemos que o comunismo é uma operação criminosa, muitos novos
caminhos de ação se abrem diante de nós. Por exemplo, um problema
criminal não é tratado por negociação e compromisso, mas seguindo quatro
etapas: 1. Imobilize o criminoso. 2. Torne-o inofensivo. 3. Ganhe sua confiança. 4. Reabilite-o. W. C. SKOUSEN, O COMUNISTA EXPOSTO https://conspiratio3.blogspot.com/2019/02/livro-do-comunismo-vladimir-tismaneanu.html
Opinião - Penso que a direita é a normalidade obrigada a se tornar um movimento
político para reagir à guerra, declarada e clandestina, da esquerda contra
ela. A normalidade, que é a expressão possível da natureza humana, quando atacada se torna a direita. Por isso ela sempre é maioria, mesmo em baixo das botas
de um tirano.
Como diz prof. Olavo, a civilização tem sido o fruto de um lento processo que a prepotência esquerdista pretende derrubar. Tudo em nome de um sonho delirante que sempre acaba em pesadelo.
*
Estado
grande já é mal sinal. É sinal de que o povo não está no controle e por
isso está sendo controlado e usado cada vez mais. Se o povo não controla o
Estado, o Estado controla o povo.
* A
barreira que nos impede de enxergar
claramente que estão nos empurrando para o matadouro, é que confiamos
mais nas autoridades do que em nossa própria percepção. Mas o
alerta está soando. As contradições, desproporções e refutações
pululam. Os discursos não conseguem fundamentar (o vídeo de Paulo Eneas
aborda essa questão) as medidas ditatoriais, absurdas e muito mais
DESTRUTIVAS que o problema. Mesmo assim, as mentes não somam 2+2, as
pessoas optam pela inércia, mais fatal que o vírus. Outra causa deste torpor é a nossa dificuldade de aceitar a percepção
do mal. Quando ultrapassamos esta barreira, as agressões e os inimigos
aparecem como são e fica mais difícil engolir a isca usual, o mal
disfarçado de bem. O livro de Jeffrey Nyquist, O Tolo e seu Inimigo, trata disso, de como ficamos indefesos diante do inimigo que APAGOU de nossa consciência a noção de inimigo!
Isentões são os "neutros" diante do bem e do mal, da verdade e da mentira, diante do perigo.
Nazismo é coletivista, concentra poder na mão do
Estado, é socialismo. Comunistas não podem dispensar um disfarce, jogam suas feiuras
em cima dos outros e roubam seus méritos.
Gente, é muito
simples: a mentira favorece a esquerda e a verdade favorece a direita. A
direita se baseia em conhecimento, e a esquerda, em poder.
*
Olavo de Carvalho · Já
estou com o saco cheio desses pretensos eruditos em teorias da
conspiração segundo os quais direita e esquerda não existem, só existe o
poder soberano das sociedades secretas, que "criam" essas duas
corrrentes para controlar a massa ignara. Isso é de uma inépcia
histórica formidável. Direita e esquerda não são "criadas" pelas
sociedades secretas, mas existem dentro delas e ali disputam o poder
sobre essas sociedades, não raro de forma violenta e mortífera. Santo
Agosrtinho ensinava que nada agrada mais aos demônios do que exagerar o
poder que eles têm.
*
O IMPÉRIO DA VONTADE OLAVO DE CARVALHO - O
relativismo militante é um véu de análise racional feito para camuflar a
imposição, pela força, de uma vontade irracional. Sua função é cansar,
esgotar e calar a inteligência para abrir caminho ao “Triunfo da
Vontade”. É um método de discussão inconfundivelmente nazista.Se
você estudar Nietzsche direitinho, verá que toda a filosofia dele não é
senão a sistematização e a apologética desse método, hoje adotado pela
tropa inteira dos ativistas politicamente corretos. Por trás de toda a
sua estudada complexidade, a estratégia do nietzscheísmo é bem
simples: trata-se de dissolver em paradoxos relativistas a confiança no
conhecimento objetivo, para que, no vácuo restante, a pura vontade de
poder tenha espaço para se impor como única autoridade efetiva.
Descontada a veemência do estilo pseudoprofético, não raro inflado de
hiperbolismo kitsch , não há aí novidade nenhuma. É o velho Eu
soberano de Fichte, que abole a estrutura da realidade e impera sobre o
nada. É a velha subjetividade transcendental de Kant, que dita regras
ao universo em vez de tentar conhecê-lo. http://www.olavodecarvalho.org/semana/060105jb.htm
*
"Não esqueçamos que foi Lênin quem escreveu, com todas as letras:
"DIZER A VERDADE É UM MESQUINHO PRECONCEITO BURGUÊS."
"Será necessário recordar o que dizia ALEXANDER SOLJENITSIN:
bastaria que os russos deixassem de mentir e o comunismo afundaria."
(Vladimir Volkoff, PEQUENA HISTÓRIA DA DESINFORMAÇÃO)
ELES SEMPRE FIZERAM ISSO. MASCARAM-SE COM AS QUALIDADES DO INIMIGO E O ACUSAM DAS CULPAS DELES. É METODOLOGIA PSICOPÁTICA.
"O fascismo (e sua versão radical, o nazismo) eram categoricamente
anti-comunistas. Nos anos de 1930, o stalinismo fez do anti-fascismo um
pilar de sua propaganda, seduzindo intelectuais e galvanizando
movimentos de resistência em todo mundo. Na verdade, na ausência da
retórica anti-fascista, é difícil imaginar o stalinismo tornando-se um
imã tão extraordinário para indivíduos, quanto mais, inteligentes e
razoáveis. Essas pessoas estavam convencidas de que, ao apoiar os
Frontes Populares, especialmente durante a Guerra Civil Espanhola,
estavam se opondo à barbárie nazista. A máquina de propaganda da
Internacional Comunista defendia os direitos humanos contra as
atrocidades abomináveis perpetradas pelos nazistas, ocultando o fato de,
até 1939, a maior parte dos crimes na Europa terem sido cometidos por
stalinistas na URSS."
(Vladimir Tismaneanu, O Diabo na História) A fórmula "comunismo = anti-fascismo" foi ampliada pela
retórica comunista para atingir seus acusadores: "anti-comunistas =
fascistas". O anti-fascismo tem servido como escudo para ocultar os
crimes comunistas contra a humanidade desde a década de 1940.
"As dificuldades relatadas para um reconhecimento dos crimes em
massa comunistas são devidas às longas décadas de controle pelo Estado,
das informações nesses países, ao atraso na abertura dos arquivos e à
reação nervosa de círculos de esquerdistas na Europa Ocidental ao que
acreditaram ser uma instrumentalização política do passado."
"Jeffrey
Herf, por exemplo, argumentou que "a despeito de algumas exceções,
Courtois tem razão: na academia ocidental, os eruditos que escolhem
focalizar os crimes do comunismo eram e continuam a ser uma minoria, e
enfrentam o perigo de bloqueio da carreira se forem rotulados de
direitistas". (Vladimir Tismaneanu)
Em 1947 a URSS conseguiu retirar "grupos políticos" da definição de
genocídio da ONU para não ser investigada e condenada por seus crimes,
mantendo sua reputação ilesa:
"Ademais, "todos os esboços iniciais da Convenção de Genocídio,
incluindo o esboço inicial do Secretariado da ONU, feito em maio de
1947, incluiam grupos políticos em sua definição. Os soviéticos, os
poloneses e mesmo alguns membros não-comunistas dos comitês da comissão
de redação objetaram"
(Vladimir Tismaneanu, O Diabo na História)
*
"o esquerdismo usa uma linguagem nas
suas discussões internas, outra para falar com o povo, e só na primeira
delas assume sua verdadeira identidade ideológica. Na outra ele dilui
sua imagem em generalidades moralistas, nacionalistas e populistas. É um
discurso maliciosamente escorregadio, que evita o jargão marxista e
impede o povo de identificar a esquerda brasileira com a revolução
neocomunista continental. " Olavo de Carvalho
OLAVO
DE CARVALHO - “O óbvio dos óbvios. Uma democracia não pode ser
instaurada por meios democráticos: para isso ela teria de existir antes
de existir. Nem pode, quando moribunda, ser salva por meios
democráticos: para isso teria de continuar saudável enquanto vai
morrendo.
O
assassino da democracia leva sempre vantagem sobre os defensores dela.
Ele vai suprimindo os meios de ação democráticos e, quando alguém tenta
salvar a democracia por outros meios — os únicos possíveis –, ele o
acusa de antidemocrático.
É assim que os mais pérfidos inimigos da democracia posam de supremos heróis da vida democrática.”
OLAVO DE CARVALHO - "Segundo o Toffonhonho e similares, homofobia é crime, cristofobia é liberdade de expressão."
Os termos "direita" e "esquerda" têm vários níveis de significado, que correspondem a fenômenos reais especificamente diferentes, que os nossos lindos doutrinadores e comentaristas de mídia confundem até chegar à alucinação completa.
1. Desde logo significam “ideologias”, isto é, modelos gerais de sociedade, documentados historicamente em textos e justificados por interpretações da realidade histórico-social modeladas numa linguagem aparentemente científica, mas criadas propositadamente para justificá-los.
2. Vêm em seguida as auto-imagens justificadoras dos grupos políticos ativistas, as quais só correspondem às ideologias muito esquematicamente, apelando não raro à imitação da linguagem adversária, como por exemplo quando uma facção direitista se apresenta como defensora da “justiça social” ou o esquerdista apela a “valores cristãos”.
Esses dois níveis não podem, de maneira alguma ser descritos e analisados com os mesmos conceitos.
3. Num outro nível, existem os grupos e partidos reais, liderança e militância. Suas ações só coincidem com a auto-imagem e com a ideologia de maneira remota e hipotética, pois, mesmo supondo-se que tenham o sincero desejo de realizar as metas ali delineadas, têm de primeiro tomar o poder. Estratégia e tática de tomada do poder confundem ainda mais os vários níveis de discurso, por causa das exigências imediatas da disputa, das alianças e da propaganda.
Temos, portanto, não uma oposição dual, mas uma complexa dialética de SEIS elementos que se combinam das maneiras mais imprevistas em cada situação concreta. A confusão leva os observadores mais inexperientes a desistir de saber o que são direita e esquerda e, portanto, até a negar que elas existam. Essa incapacidade camufla-se, com freqüência, numa afetação de superioridade olímpica, onde o sujeito, justamente por não conseguir entender o fenômeno, acredita que o “superou”.
O dr. Feuerstein destaca, entre as principais deficiências da inteligência humana, a dificuldade de seguir DUAS linhas de raciocínio ao mesmo tempo. Imaginem agora o que os nossos iluminados doutrinários e comentaristas conseguiriam fazer com SEIS linhas simultâneas. Anos de treino no modelo dialético da cruz de seis pontas são o mínimo necessário para fazer de alguém um verdadeiro cientista político.
OLAVO DE CARVALHO - "Direita e esquerda passaram por inúmeras variações e
combinações ao longo dos últimos séculos. Mas, onde quer que se
perfilem com força suficiente para hostilizar-se mutuamente no palco da
política, essa distinção permanece no fundo dos seus discursos: direita é
o que se legitima em nome da antigüidade, da experiência consolidada,
do conhecimento adquirido, da segurança e da prudência, ainda quando, na
prática, esqueça a experiência, despreze o conhecimento e, cometendo
toda sorte de imprudências, ponha em risco a segurança geral; esquerda é
o que se arroga no presente a autoridade e o prestígio de um belo mundo
futuro de justiça, paz e liberdade, mesmo quando, na prática, espalhe a
maldade e a injustiça em doses maiores do que tudo o que se acumulou no
passado."
"Por meio dessa distinção é possível captar a unidade entre diferentes
tipos históricos de direitismo e esquerdismo cuja variedade, de outra
maneira, nos desorientaria. Um adepto do capitalismo liberal clássico,
portanto, podia ser um esquerdista no século XVIII, porque apostava numa
utopia de liberdade econômica da qual não tinha experiência concreta
num universo de mercantilismo e estatismo monárquico. Mas é um
conservador no século XXI porque fala em nome da experiência adquirida
de dois séculos de capitalismo moderno e já não pretende chegar a um
paraíso libertário e sim apenas conservar, prudentemente intactos, os
meios de ação comprovadamente capazes de fomentar a prosperidade geral.
Pode, no entanto, tornar-se um revolucionário no instante seguinte,
quando aposta que a expansão geral da economia de mercado produzirá a
utopia global de um mundo sem violência. Em cada etapa dessas
transformações, o coeficiente de esquerdismo e direitismo de sua posição
pode ser medido com precisão razoável."
"É inevitável, também, que, pelo menos em certos momentos do processo,
esquerdistas e direitistas se equivoquem profundamente no julgamento de
si próprios ou de seus adversários. Da parte dos direitistas, tanto hoje
como ao longo de todo o século XX, a grande ilusão é a da equivalência.
Como estão acostumados à idéia de que direita e esquerda existem como
dados mais ou menos estáveis da ordem democrática, acreditam que essa
ordem pode ser preservada intacta e que para isso é possível “educar” os
esquerdistas para que se afeiçoem às regras do jogo e não tentem mais
destruir a ordem vigente. Pelo lado esquerdista, porém, essa acomodação é
impossível. No mundo dos direitistas pode haver direitistas e
esquerdistas, mas, no mundo dos esquerdistas, só esquerdistas têm o
direito de existir: o advento do reino esquerdista consiste,
essencialmente, na eliminação de todos os direitistas, na erradicação
completa da autoridade do antigo. Foi por essas razões que os EUA
retiraram pacificamente suas tropas dos países europeus ocupados depois
da II Guerra Mundial, acreditando que os russos iam fazer o mesmo,
quando os russos, ao contrário, tinham de ficar lá de qualquer modo,
porque, na perspectiva da revolução, o fim de uma guerra era apenas o
começo de outra e de outra e de outra, até à extinção final do
capitalismo. A sucessão quase inacreditável de fracassos estratégicos da
direita no mundo deve-se, no fundo, a uma limitação estrutural do
direitismo: eliminar a esquerda completamente seria uma utopia, mas a
direita não pode tornar-se utópica sem deixar de ser o que é e
transformar-se ela própria em revolucionária, absorvendo valores e
símbolos da esquerda ao ponto de destruir a própria ordem estabelecida
que desejava preservar. O fascismo, como demonstrou Erik von
Kuenhelt-Leddin no clássico “Leftism: From De Sade and Marx to Hitler
and Marcuse” (1974), nasce da esquerda e arrebata a direita na ilusão
suicida da revolução contra-revolucionária. Ser direitista é oscilar
perpetuamente entre uma tolerância debilitante e acessos periódicos de
ódio vingativo descontrolado e quase sempre vão. Mas a direita no Brasil
está em decomposição há décadas e não tem graça nenhuma falar dela."
"A esquerda, por sua vez, como se apóia integralmente na imagem móvel de
um futuro hipotético, não pode julgar-se a si própria pelos padrões
atualmente existentes, condenados “a priori” como resíduos de um passado
abominável. Seu único compromisso é com o futuro, mas quem inventa esse
futuro e o modifica conforme as necessidades estratégicas e táticas do
presente é ela própria. Por fatalidade constitutiva do seu símbolo
fundador, ela é sempre o legislador que, não tendo autoridade acima de
si, legisla em causa própria, faz o que bem entende e, a seus olhos, tem
razão em todas as circunstâncias, embriagando-se na contemplação
vaidosa de uma imagem de pureza e santidade infinitas, mesmo quando
chafurda num lamaçal de crimes e iniqüidades incomparavelmente
superiores a todos os males passados que prometia eliminar. Ser
esquerdista é viver num estado de desorientação moral profunda,
estrutural e incurável. É mergulhar as mãos em sangue e fezes jurando
que as banha nas águas lustrais de uma redenção divina." https://olavodecarvalho.org/direita-e-esquerda-origem-e-fim/
Os
termos "direita" e "esquerda" têm vários níveis de significado, que
correspondem a fenômenos reais especificamente diferentes, que os nossos
lindos doutrinadores e comentaristas de mídia confundem até chegar à
alucinação completa.
1.
Desde logo significam “ideologias”, isto é, modelos gerais de
sociedade, documentados historicamente em textos e justificados por
interpretações da realidade histórico-social modeladas numa linguagem
aparentemente científica, mas criadas propositadamente para
justificá-los.
2. Vêm
em seguida as auto-imagens justificadoras dos grupos políticos
ativistas, as quais só correspondem às ideologias muito
esquematicamente, apelando não raro à imitação da linguagem adversária,
como por exemplo quando uma facção direitista se apresenta como
defensora da “justiça social” ou o esquerdista apela a “valores
cristãos”.
Esses dois níveis não podem, de maneira alguma ser descritos e analisados com os mesmos conceitos.
3.
Num outro nível, existem os grupos e partidos reais, liderança e
militância. Suas ações só coincidem com a auto-imagem e com a ideologia
de maneira remota e hipotética, pois, mesmo supondo-se que tenham o
sincero desejo de realizar as metas ali delineadas, têm de primeiro
tomar o poder. Estratégia e tática de tomada do poder confundem ainda
mais os vários níveis de discurso, por causa das exigências imediatas da
disputa, das alianças e da propaganda.
Temos,
portanto, não uma oposição dual, mas uma complexa dialética de SEIS
elementos que se combinam das maneiras mais imprevistas em cada situação
concreta. A confusão leva os observadores mais inexperientes a
desistir de saber o que são direita e esquerda e, portanto, até a negar
que elas existam. Essa incapacidade camufla-se, com freqüência, numa
afetação de superioridade olímpica, onde o sujeito, justamente por não
conseguir entender o fenômeno, acredita que o “superou”.
O
dr. Feuerstein destaca, entre as principais deficiências da
inteligência humana, a dificuldade de seguir DUAS linhas de raciocínio
ao mesmo tempo. Imaginem agora o que os nossos iluminados doutrinários e
comentaristas conseguiriam fazer com SEIS linhas simultâneas. Anos de
treino no modelo dialético da cruz de seis pontas são o mínimo
necessário para fazer de alguém um verdadeiro cientista político.
Nazismo é coletivista, concentra poder na mão do
Estado, é socialismo. Comunistas não podem dispensar um disfarce, jogam suas feiuras
em cima dos outros e roubam seus méritos.
Gente, é muito
simples: a mentira favorece a esquerda e a verdade favorece a direita. A
direita se baseia em conhecimento, e a esquerda, em poder.
*
Olavo de Carvalho · Já
estou com o saco cheio desses pretensos eruditos em teorias da
conspiração segundo os quais direita e esquerda não existem, só existe o
poder soberano das sociedades secretas, que "criam" essas duas
corrrentes para controlar a massa ignara. Isso é de uma inépcia
histórica formidável. Direita e esquerda não são "criadas" pelas
sociedades secretas, mas existem dentro delas e ali disputam o poder
sobre essas sociedades, não raro de forma violenta e mortífera. Santo
Agosrtinho ensinava que nada agrada mais aos demônios do que exagerar o
poder que eles têm.
*
"Karl Marx não foi nenhum gênio, nenhum grande pensador, nenhum cientista
social notável. Foi uma besta quadrada, incapaz de dominar os problemas
filosóficos mais elementares e de se orientar no meio da mixórdia
verbal que ele próprio criou. Seu único talento foi o do vigarista
intelectual capaz de angariar prestígio por meio do blefe, do boicote e
da intimidação. Estudem a atuação dele na I Internacional e verão do que
estou falando." https://olavodecarvalho.org/a-direita-a-servico-da-esquerda/
*
"O resultado do referendo sobre as armas, o apoio de parcela expressiva da população à pena de morte e outras indicações mostram que o povo brasileiro é maciçamente de direita no que se refere a cultura, moral, costumes. Mas, como só existem partidos de esquerda, acaba-se votando na esquerda. É hora de criar uma opção partidária de direita. Um verdadeiro partido conservador não tem de defender apenas o livre mercado, mas tem de defender um estilo de vida." https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1502200608.htm
*
"Qual seria o programa de um verdadeiro partido de direita no Brasil? - 1. Anticomunismo. Não queremos comunismo na América Latina. Tchau, tchau e bênção. Adeus, Fidel Castro; adeus, Hugo Chávez, não queremos nada disso; 2. Livre empresa e respeito à propriedade; 3. Moral judaico-cristã; 4. Educação clássica. As pessoas têm de ter os valores fundamentais da civilização; 5. A verdadeira liberdade de discussão. 50% a 50%. Equilíbrio entre as correntes." https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1502200608.htm
*
Quando me perguntam como quebrar a hegemonia esquerdista, a primeira
fórmula que me ocorre é a do poeta austríaco Hugo von Hofmannsthal:
“Nada se torna realidade na política de um país se antes não está
presente, como espírito, na sua literatura.” A palavra “literatura”, aí,
tem a acepção ampla de cultura superior escrita. Criem uma cultura
superior na qual predominem os valores liberais e conservadores, e a
esquerda não terá mais chance na política. Este resultado não se seguirá
automaticamente, é claro, mas sem essa limpeza prévia do terreno mental
nenhuma iniciativa política poderá prosperar contra o esquerdismo
triunfante e monopolístico. https://olavodecarvalho.org/a-direita-autocastrada/
*
"De outro lado, o esquerdismo usa uma linguagem nas
suas discussões internas, outra para falar com o povo, e só na primeira
delas assume sua verdadeira identidade ideológica. Na outra ele dilui
sua imagem em generalidades moralistas, nacionalistas e populistas. É um
discurso maliciosamente escorregadio, que evita o jargão marxista e
impede o povo de identificar a esquerda brasileira com a revolução
neocomunista continental. Até observadores estrangeiros qualificados,
mas que desconhecem os documentos internos do PT e do Foro de São Paulo,
como por exemplo Álvaro Vargas Llosa, Otto Reich e o próprio
subsecretário Tom Shannon, se deixaram enganar por essa falsa aparência,
imaginando o esquerdismo brasileiro como populista em vez de comunista.
A população local, é claro, cai no engodo ainda mais facilmente. Mesmo
entre pessoas letradas é comum a reação: “Lula, comunista? Você está
doido.” O próprio Lula pôde dizer, sem que ninguém o contestasse, que
não apenas nunca foi comunista como não é nem mesmo esquerdista. Essa
declaração seria considerada cínica, inaceitável e até criminosa se a
platéia não ignorasse que o declarante foi fundador e presidente da
maior organização pró-comunista do continente."
"Somem esses três fatores e compreenderão por que um
povo conservador vota em candidatos comunistas: ele não sabe que são
comunistas, não sabe o que há um movimento comunista ativíssimo no
continente, não tem a menor idéia das conseqüências do seu voto. As
eleições brasileiras são uma farsa no sentido mais exato e integral do
termo." https://olavodecarvalho.org/por-que-o-brasileiro-vota-na-esquerda/
Os liberais e conservadores deste país nunca hão de tirar o pé da lama enquanto continuarem acreditando que nada mais os separa dos esquerdistas senão uma divergência de idéias, apta a ser objeto de polidas discussões entre pessoas igualmente honestas, igualmente respeitáveis. A diferença específica do movimento revolucionário mundial é que ele infunde em seus adeptos, servidores e mesmo simpatizantes uma substância moral e psicológica radicalmente diversa daquela que circula nos corações e mentes da humanidade normal. O revolucionário sente-se membro de uma supra-humanidade ungida, portadora de direitos especiais negados ao homem comum e até mesmo inacessíveis à sua imaginação. Quando você discute com um esquerdista, ele se apóia amplamente nesses direitos, que você ignora por completo. A regra comum do debate, que você segue à risca esperando que ele faça o mesmo, é para ele apenas uma cláusula parcial num código mais vasto e complexo, que confere a ele meios de ação incomparavelmente mais flexíveis que os do adversário. Para você, uma prova de incoerência é um golpe mortal desferido a um argumento. Para ele, a incoerência pode ser um instrumento precioso para induzir o adversário à perplexidade e subjugá-lo psicologicamente. Para você, a contradição entre atos e palavras é uma prova de desonestidade. Para ele, é uma questão de método. A própria visão do confronto polêmico como uma disputa de idéias é algo que só vale para você. Para o revolucionário, as idéias são partes integrantes do processo dialético da luta pelo poder; elas nada valem por si; podem ser trocadas como meias ou cuécas. Todo revolucionário está disposto a defender “x” ou o contrário de “x” conforme as conveniências táticas do momento. Se você o vence na disputa de “idéias”, ele tratará de integrar a idéia vencedora num jogo estratégico que a faça funcionar, na prática, em sentido contrário ao do seu enunciado verbal. Você ganha, mas não leva. A disputa com o revolucionário é sempre regida por dois códigos simultâneos, dos quais você só conhece um. Quando você menos espera, ele apela ao código secreto e lhe dá uma rasteira.
Você pode se escandalizar de que um desertor das tropas nacionais seja promovido a general post mortem enquanto no regime que ele desejava implantar no país o fuzilamento sumário é o destino não só dos desertores, mas de meros civis que tentem abandonar o território. Você acha que denunciando essa monstruosa contradição acertou um golpe mortal nas convicções do revolucionário. Mas, por dentro, ele sabe que a contradição, quanto menos explicada e mais escandalosa, mais serve para habituar o público à crença implícita de que os revolucionários não podem ser julgados pela moral comum. A derrota no campo dos argumentos lógicos é uma vitória psicológica incomparavelmente mais valiosa. Serve para colocar a causa revolucionária acima do alcance da lógica.
Você não pode derrotar o revolucionário mediante simples “argumentos”. A eles é preciso acrescentar o desmascaramento psicológico integral de uma tática que não visa a vencer debates, mas a usar como um instrumento de poder até mesmo a própria inferioridade de argumentos. Em cada situação de debate é preciso transcender a esfera do confronto lógico e pôr à mostra o esquema de ação em que o revolucionário insere a troca de argumentos e qual o proveito psicológico e político que pretende tirar dela para muito além do seu resultado aparente.
Mas isso quer dizer que o único debate eficiente com esquerdistas é aquele que não consente em ficar preso nas regras formais num confronto de argumentos, mas se aprofunda num desmascaramento psicológico completo e impiedoso. Provar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado. Faça isso e você fará essa gente chorar de desespero, porque no fundo ela se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem civilizada tecida com a pele do adversário ingênuo. https://olavodecarvalho.org/como-debater-com-esquerdistas/
*
Para se ter uma ideia do problema, experimente-se procurar por alguns
dos principais nomes do pensamento conservador internacional nos bancos
de teses e dissertações da Capes, da BDTD (Biblioteca Digital
Brasileira de Teses e Dissertações) ou de alguma de nossas principais
universidades. Fiz a experiência e o resultado é digno de nota.
Roger Scruton e Russell Kirk, por exemplo, talvez os maiores expoentes
do conservadorismo
britânico e americano, respectivamente, na segunda metade do século XX
(Scruton ainda em plena
atividade), não constam nos registros como objeto de estudo, senão
apenas como raras e esporádicas citações (e, no caso de Kirk, nem mesmo
isso). Simplesmente parece não haver no Brasil trabalhos acadêmicos que
abordem detidamente o pensamento desses dois autores, fundamentais não
apenas por suas ideias, mas também por serem ambos excelentes
historiadores da tradição intelectual conservadora iniciada com Edmund
Burke no século XVIII. Michael Oakeshott, outro clássico daquela tradição, aparece no banco
de dados com apenas um
trabalho dedicado especificamente ao seu pensamento. Irving Babbit,
Richard M. Weaver, Erik von
Kuehnelt-Leddihn, Thomas Sowell, Eugen Rosenstock-Huessy, Theodore
Dalrymple, Irving Kristol, Gertrude Himmelfarb, John Kekes, Kenneth
Minogue, Jean-François Revel, David Horowitz, Roger Kimball, nenhum
desses intelectuais, enfim, figura como objeto de pesquisa nas
universidades brasileiras. Os trabalhos que mencionam alguns deles
(quase sempre de passagem) são raríssimos, dissolvendo-se como gotas de
vinho num oceano de estudos devotados a Marx, Engels, Gramsci, Marcuse,
Lukács, Althusser, Sartre, Foucault, Deleuze, Bourdieu e Paulo Freire.
No domínio das humanidades brasileiras, portanto, a direita não é mais
que uma assombração A CORRUPÇÃO DA INTELIGÊNCIA - Flávio Gordon
*
OPINIÃO - penso que a direita é a normalidade obrigada a se tornar um movimento
político para reagir à guerra, declarada e clandestina, da esquerda contra
ela. A normalidade atacada se torna a direita, essa é a minha impressão
até agora. Por isso ela sempre será maioria, mesmo em baixo das botas
de um tirano.
Todo mundo diz que o normal é haver direita e esquerda. Mas a esquerda usa a "normalidade" democrática para eliminar a direita. E essa agressão é executada na surdina, na calada, com crescente controle da informação. Por isso, antes de tudo, a sociedade precisa SABER o que é a esquerda para decidir se quer abrigar um movimento antidemocrático.
*
Nazismo é coletivista, concentra poder na mão do
Estado, é socialismo. Comunistas não podem dispensar um disfarce, jogam suas feiuras
em cima dos outros e roubam seus méritos.
Gente, é muito
simples: a mentira favorece a esquerda e a verdade favorece a direita. A
direita se baseia em conhecimento, e a esquerda, em poder.
*
Quando os comunistas sobem ao poder na Rússia em 1917, eles trazem
várias décadas de experiência da clandestinidade e nenhuma experiência
da política "normal", da legalidade democrática vigente nos maiores
países europeus e na América. A conseqüência imediata foi que levaram
para o governo as técnicas e hábitos da luta clandestina. "Governo
revolucionário", no caso, veio a significar: governo por meios de ação
clandestinos: ocultação, traição, engodo, perfídia. O lutador
clandestino é aquele que se permite tudo, que não tem compromisso com
nenhuma ordem legal ou moral exterior, que inventa livremente sua regra
conforme os interesses e contingências da luta pelo poder. O que
distinguiu o poder soviético nascente foi menos o emprego da violência
do que o caráter deliberado e calculista da sua brutalidade. Lênin e
Djerzhinzski, o chefe da polícia secreta, estavam persuadidos de que a
violência funcionava sobretudo pelo seu impacto psicológico, pelo terror
que infundia às multidões. Por isto adotaram métodos de uma crueldade
que, para a opinião pública civilizada, era simplesmente inimaginável. http://www.olavodecarvalho.org/semana/clandest.htm
Embora tendo a seu serviço uma quantidade enorme
de organizações e partidos de massa, o comunismo
é substancialmente um movimento clandestino, cujo comando
e cujos planos de ação devem permanecer invisíveis
aos profanos, mesmo nas épocas de legalidade em que
várias organizações comunistas atuam
publicamente sem sofrer a menor perseguição.
O primado da elite clandestina sobre a liderança visível
é, pelo menos desde Lênin, uma cláusula
pétrea da estratégia comunista. É impossível
compreender essa estratégia e as táticas que
a implementam levando em conta somente a atuação
ostensiva dos líderes comunistas mais visíveis
em cada país, sem acesso às discussões
internas e às conexões internacionais de cada
organização. http://www.olavodecarvalho.org/semana/090403dc.html
Também é
compreensível que ninguém tenha feito apelo mais reiterado e constante
a essa camuflagem do que aquele movimento que, desde suas origens,
assumiu a clandestinidade como condição essencial do seu modo de ação e
a duplicidade escorregadia da dialética como seu linguajar oficial.
Refiro-me, é claro, ao movimento comunista. E mais compreensível ainda
é que essa auto-ocultação sistemática tenha redobrado de eficácia desde
o momento em que Antonio Gramsci ensinou a seus companheiros que a
mentira e o fingimento não eram apenas um instrumento tático, por
obrigatório e consagrado que fosse, mas sim a própria natureza íntima,
a essência e a chave do processo revolucionário como um todo. http://www.olavodecarvalho.org/semana/120621dc.html
Infiltração, espionagem, delação, boicote moral podem ser necessários e
inevitáveis a um movimento de oposição que queira sobreviver numa
ditadura. Em regime de liberdade, são práticas intoleráveis,
principalmente em políticos que posam de professores de ética. Quando os
apóstolos da ética citam como um exemplo para o Brasil o que os
americanos fizeram com Nixon após o caso Watergate, esquecem de dizer
que Nixon não caiu por causa de um desvio de verbas, mas por causa da
prática de espionagem. Se a corrupção é um crime, a espionagem é um ato
de guerra, que destrói, pela base, o edifício democrático. http://www.olavodecarvalho.org/livros/nept.htm
O que o sr. presidente admite nesses trechos é que:1º. O Foro de São
Paulo é uma entidade secreta ou pelo menos camuflada ("construída...
para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas
entendessem qualquer interferência política"). http://www.olavodecarvalho.org/semana/050926dc.htm
Reduzir o leque das opções políticas a uma disputa entre comunistas e
socialdemocratas tem sido há meio século o objetivo constante dos
bilionários inventores da Nova Ordem global. O Brasil de hoje é o
laboratório dos seus sonhos. http://www.olavodecarvalho.org/semana/060611zh.html