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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

OBAMA ESQUERDISTA VAI FAZER DE CUBA UMA POTÊNCIA, COMO FEZ COM A CHINA, E AINDA VAI AJUDAR A SUSTENTAR O FORO DE SÃO PAULO - OLAVO DE CARVALHO

Não é estranho que Obama procure "amizade" com a ditadura Castro no mesmo instante que o Brasil começa a buscar apoio internacional contra ela 
e o Foro De São Paulo?


DE OLAVO DE CARVALHO:
Se abrir relações diplomáticas e comerciais com uma ditadura comunista pudesse fomentar a liberdade, a China seria hoje uma democracia. Obama repete o erro criminoso de Richard Nixon, adquirindo para os EUA "o melhor inimigo que o dinheiro pode comprar". Em poucos anos, Cuba será uma potência econômica e militar invejável, sem democratizar-se no mais mínimo que seja – excetuada, é claro, a hipótese de uma revolução popular, que é exatamente o que o governo americano tenta evitar mediante a tábua de salvação atirada in extremis a uma ditadura moribunda.

Além do Brasil e das Farc, o Foro de São Paulo terá agora mais um patrono bilionário: os EUA, por intermediação de Cuba. Os políticos conservadores e os refugiados cubanos em Miami podem se esforçar para dar outro rumo ao encadeamento das causas e efeitos, mas isso será como colocar rédeas num dragão.
Ao apoiar a iniciativa do governo Obama, o Papa Francisco prova mais uma vez sua completa falta de discernimento político.
http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/tres_notinhas_da_semana

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Se os nazistas tivessem permanecido aliados da União Soviética em vez de trair o pacto Ribentropp-Molotov, nenhum deles teria sido executado em Nuremberg e "nazista" não seria nome feio. Os comunistas impuseram o seu padrão de "justiça" a todo o mundo ocidental. Por mais crimes que cometam, o universo inteiro corre para limpar a sua reputação. Graças aos bons préstimos do Papa Bergoglio, os crimes da ditadura cubana serão premiados e os cubanos terão, na mais rósea das hipóteses, a esperança de uma smartmaticocracia.
https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/419538071531606

O melhor que pode acontecer a Cuba é os emigrados voltarem, cheios de dinheiro, e criarem um movimento anticastrista poderoso, que não tema desembocar numa revolução. Mas o governo Obama tudo fará para que isso não aconteça.
https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/419516438200436

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 “A ideia de que o fim do embargo vai levar à abertura democrática é absurda.” Mas pode levar Obama a passar férias em Cuba também
http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/12/20/a-ideia-de-que-o-fim-do-embargo-vai-levar-a-abertura-democratica-e-absurda-mas-pode-levar-obama-a-passar-ferias-em-cuba-tambem/

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UNIÃO DAS FORÇAS ARMADAS DA AMÉRICA DO SUL PARA ENFRENTAR OS EUA...
http://youtu.be/Vl6puRshmAE

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FORO DE SÃO PAULO, UNASUL EXPONDO O BRASIL A FORÇAS ESTRANGEIRAS - LEVY FIDELYX  
http://youtu.be/WJ2oqja7wN8

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UNASUL - EXÉRCITOS COMUNISTAS NO BRASIL, PEC 51, OMISSÃO DA VERDADE E A PÁTRIA GRANDE 
http://youtu.be/GU22mm8GCZ4

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 Ex-gerente da Petrobras reafirma que toda a cúpula sabia de desvios
 http://oglobo.globo.com/brasil/ex-gerente-da-petrobras-reafirma-que-toda-cupula-sabia-de-desvios-14880692#ixzz3MNtsfeXj

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TOFFOLI, PRESIDENTE DO TSE, AGE COMO ADVOGADO DO PT 
http://www.psdb.org.br/o-advogado-pt-analise-itv/

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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

FIDEL ACHAVA QUE OS EUA PODIAM NOS INVADIR PARA BRECAR A INVASÃO COMUNISTA

Os gringos estão para invadir o Brasil, mas não se preocupem: Cuba e a Venezuela, com a ajuda da Rússia, da China, do Hamas e do Hezbollah, se anteciparão e ocuparão preventivamente o nosso território, protegendo a nossa democracia contra o imperialismo fascista. NÃO TENHAM A MENOR DÚVIDA de que ESSE é o sentido da mensagem do sr. Fidel Castro ao anunciar que os EUA "estão preparando um dispositivo militar" para "deter o desenvolvimento da América Latina". Também não se espantem de que essa mensagem venha a ser repetida por aquelas MESMAS inteligências iluminadas que, para provar que a ameaça comunista é pura "teoria da conspiração", asseguram que as relações entre o Brasil e os EUA são hoje as melhores de todos os tempos, quase um caso de amor.

FIDEL ACHAVA QUE OS EUA PODIAM NOS INVADIR PARA BRECAR A INVASÃO COMUNISTA? QUE BOM! Mas o Obama não é de esquerda?
Será que aqui vai virar um tabuleiro de xadrez onde se inicia uma guerra envolvendo o bloco comunista que não vai querer largar este osso? Por que essa corja não vive sua vida e deixa de ser imperialista?  Quem vive para controlar a vida dos outros é porque não sabe viver a sua. E nem sequer sabe o que é vida.
EUA estão dispostos a invadir o Brasil, diz Fidel - 2005

Rússia negocia presença militar na América Latina

PF aponta elo entre PCC e Hezbollah - Documentos mostram que criminosos estrangeiros abriram canais para o envio de armas a grupo brasileiro -  http://oglobo.globo.com/brasil/policia-federal-aponta-elo-entre-faccao-brasileira-hezbollah-14512269

BOLIVARIANISMO: Governo Lula sabia do envio de soldados e blindados da Venezuela para acabar com a oposição boliviana em 2007 e 2008, mas optou por ficar calado. Pior: deixou aviões militares da Venezuela a sobrevoar 114 vezes, de forma ilegal, o espaço aéreo do país

CONIVÊNCIA DIPLOMÁTICA
Documentos vazados do Itamaraty revelam que, ao saber do envio de tropas e blindados venezuelanos para massacrar a oposição na Bolívia, em 2007 e 2008, o governo do PT preferiu abafar o caso
Reportagem de Duda Teixeira publicada em edição impressa de VEJA
A autodeterminação dos povos significa que uma nação não pode se intrometer nos assuntos internos de outra. Neste ano, esse princípio foi usado, corretamente, para condenar a Rússia pela invasão da Crimeia e pelo envio de paramilitares para o leste da Ucrânia.
Apesar de se apresentar como defensora do princípio da autodeterminação, a diplomacia brasileira se absteve, em reunião da ONU, de repudiar o intervencionismo do governo russo. Documentos confidenciais revelam que o Brasil tem a mesma postura de conivência em crises internas que envolvem os vizinhos da América do Sul.
Em 2007, a Venezuela sobrevoou o espaço aéreo brasileiro para enviar soldados e viaturas militares para ajudar a Bolívia a massacrar protestos populares. Como os governos boliviano e venezuelano são ideologicamente afinados com o brasileiro, o caso foi abafado. Parte dessa história aparece em um relatório confidencial do Ministério da Defesa do Brasil.
O texto narra a visita de militares e do ministro da Defesa Nelson Jobim à Venezuela entre 13 e 14 de abril de 2008. O documento faz parte de um pacote de 397 arquivos surrupiados do sistema de e-mails do Itamaraty e disponibilizados na internet por hackers, em maio passado.
Segundo o relatório, após desembarcarem em Caracas, os representantes brasileiros se reuniram na manhã do dia 14 na casa do embaixador Antônio José Ferreira Simões para acertar os ponteiros antes do encontro com o chanceler Nicolás Maduro, hoje presidente da Venezuela. Cada aparte dos presentes foi registrado no papel.
Em determinado momento, o general Augusto Heleno, comandante militar na Amazônia, perguntou se os demais sabiam de aviões Hercules C-130 que transportavam tropas venezuelanas para a Bolívia. O embaixador Simões interveio: “Uma denúncia brasileira de presença de tropas venezuelanas na Bolívia pode piorar a situação”.
(CLIQUE PARA AMPLIAR A IMAGEM)
O documento do Ministério da defesa revela as viagens venezuelanas pelo espaço aéreo nacional
Enquanto isso, o governo de Evo Morales continuava enviando tropas e milícias para lutar contra opositores no Estado de Pando, na fronteira com o Acre.
Em dezembro de 2007, um cargueiro Hercules C-130 da Força Aérea Venezuelana tivera problemas técnicos e aterrissou em Rio Branco, no Acre, vindo da Bolívia. A Polícia Federal vistoriou a aeronave, não encontrou armas nem munição e permitiu que o avião seguisse para a Venezuela.
Os documentos vazados mostram que isso era só a ponta do iceberg. Na conversa na casa do embaixador, o general Heleno afirmou que “há presença não apenas de venezuelanos na Bolívia, mas também de cubanos, com interesse operacional”. Segundo o tenente ­brigadeiro Gilberto Burnier, durante a crise, a Venezuela fez 114 voos.
“Informavam que transportavam veículos comerciais, porém foi visto que transportavam viaturas blindadas para transporte de pessoal (VBTP) e outras viaturas militares”, lê-se no documento. No encontro com os venezuelanos, o ministro Nelson Jobim sugeriu que fosse criado um corredor aéreo para “sacar da agenda esse problema”, ou seja, abafar o caso, pois a lei proíbe o sobrevoo de material bélico sobre o território nacional sem autorização.
A proposta contava com o apoio do presidente Lula. Em agosto de 2008, o Diário Oficial da União publicou um memorando pelo qual os venezuelanos se comprometem a pedir autorização para cruzar o espaço aéreo brasileiro. A Venezuela, portanto, continuou enviando tropas e armas sem ser incomodada.
Um mês depois, mais de quinze pessoas morreram em uma guerra campal em Pando, na Bolívia. Alguns agentes da repressão, segundo denúncias de opositores, eram venezuelanos.
Quem comandou a operação foi o atual ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, o mesmo que, posteriormente, em 2010, foi visto saindo com maletas da casa do narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado, em Santa Cruz de la Sierra.

 http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/vasto-mundo/bolivarianismo-governo-lula-sabia-do-envio-de-soldados-e-blindados-da-venezuela-para-acabar-com-a-oposicao-boliviana-em-2007-e-2008-mas-optou-por-ficar-calado-pior-deixou-avioes-militares-da-venez/


QUEM DISSE QUE A MP 657 NÃO TINHA SIDO APROVADA?
DILMA SEMPRE CONSEGUE O QUE QUER, E MAIS UMA VEZ CONSEGUIU.
MP 657 FOI APROVADA ONTEM - FIM DA POLÍCIA FEDERAL E CRIAÇÃO DA "GESTAPO BRASILEIRA"
MP 657/14 - ALERTA AO POVO BRASILEIRO
https://www.facebook.com/lucia.pirozzelli/posts/560639830734739
07/11/2014 MP 657 foi um verdadeiro rolo compressor, diz deputado - Delegados, Governo e Oposição racham a Polícia Federal
http://www.fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/45503


Folha Política: Dilma firma parceria de cooperação militar com a China
http://www.folhapolitica.org/2014/02/dilma-firma-parceria-de-cooperacao.html 

Folha Política: Rússia avança negociações para aumentar presença militar na América Latina
http://www.folhapolitica.org/2014/03/russia-avanca-negociacoes-para-aumentar.html

Folha Política: General dos EUA alerta para aumento da influência militar da Rússia na América...
http://www.folhapolitica.org/2014/03/general-dos-eua-alerta-para-aumento-da.html
 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O POPULISMO NA HISTÓRIA NEOCOMUNISTA BRASILEIRA - OLAVO DE CARVALHO




OLAVO DE CARVALHO DIZ:

(...) Essa é a teoria de Castañeda. Na verdade não é uma teoria. É a simples projeção mecânica da receita tradicional do CFR para os males do mundo: converter os comunistas ao socialismo reformista, fabiano, e construir com eles a utopia globalista que eliminará do planeta as soberanias nacionais, o capitalismo clássico, a democracia constitucional americana e a cultura judaico-cristã, unificando a espécie humana sob o governo de uma casta de planejadores sociais iluminados. Se a América Latina deu errado, foi porque alguns esquerdistas não aderiram a tão lindo programa, preferindo apegar-se a velhos populismos nacionalistas... e anticomunistas. 


Mas vamos por partes. 


No início da década de 90, eu também previ a ascensão da esquerda, mas por motivos bem diversos dos alegados por Castañeda. Equações genéricas, por mais realistas que sejam, nunca dão fundamento a previsões sobre o desenrolar dos fatos. Fatos não são evoluções espontâneas de “tendências dominantes”, mas o resultado de ações concretas de seres humanos. Prevê-los com acerto não depende de farejar “tendências” no falatório da moda, mas de observar quem está fazendo o que. No início da década de 90, a esquerda estava tratando de se unificar, de se organizar em escala continental, de se articular localmente com as quadrilhas de narcotraficantes, internacionalmente com as “redes” globais de informação e com os movimentos radicais islâmicos, de comprar armas e juntar recursos financeiros em escala jamais pensada por qualquer outro movimento político ao longo de toda a história humana, entrando aí o comércio de drogas e a luta pelo domínio quase monopolístico das fontes de subsídios estatais e privados nos EUA e na Europa através de uma infinidade de ONGs. Enquanto isso, a direita continental ocupava-se apenas de (1) desarmar-se ideologicamente, imbuindo-se da crença de que o comunismo morrera e portanto reprimindo em suas fileiras qualquer veleidade anticomunista, acusada de passadista e reacionária; (2) diluir-se politicamente, apostando tudo no sucesso da “esquerda modernizada” e adaptando-se a ela ao ponto de tornar-se mera força auxiliar a serviço dela, como aconteceu nas eleições brasileiras de 1994, 1998 e 2002. Era como se às vésperas de uma luta pelo título mundial de boxe, um dos contendores estivesse tomando proteínas e se adestrando espartanamente, enquanto o outro varasse as noites em farras com mulheres enviadas pelo adversário, a quem por isso considerasse seu bom amigo, encarando com crescente repugnância a perspectiva de esmurrá-lo. 


Descritos os fatos, não era preciso ser muito esperto para prever o desenrolar da situação. Os elementos apontados por Castañeda eram, nisso, secundários ou mesmo irrelevantes. O próprio Castañeda é que não era. Sua pessoa e suas idéias forneceram um poderoso anestésico para a direita, que via nelas a prova de que a esquerda se tornara civilizada e inofensiva (ele não dá o menor sinal de perceber o quanto colaborou para que sua previsão não se realizasse por completo). 


Mas a minha perspectiva ainda diferia da dele num ponto essencial. Que havia na esquerda uma ala modernizada, disposta até a abdicar do marxismo como acontecera com os partidos socialistas europeus, era coisa óbvia. Durante algum tempo os porta-vozes mais tagarelas dessa corrente – Eduardo Mascarenhas, José Arthur Gianotti, Arnaldo Jabor, o próprio Fernando Henrique -- brilharam nos jornais e na TV como se fossem a encarnação viva dos novos tempos. Cada novo comunista ou pró-comunista que se tucanizava era motivo de festa entre os direitistas, mas, significativamente, o sentimento com que estes o recebiam não era de triunfo: era de alívio. Não festejavam a derrota do adversário, mas um vago arremedo de empate técnico que, pro forma, os dispensava de lutar. Comemoravam, antecipadamente, a aposentadoria ideológica da qual em breve estariam desfrutando.


Numa data que não recordo bem, após a vitória de Fernando Henrique, creio que em 1996, tomei parte de um dos célebres almoços de aniversário do jornalista Aristóteles Drummond, um direitista histórico, veterano da Revolução de 64. Essas reuniões eram, na verdade, encontros políticos, ocasiões para tomar o pulso da direita nacional. Nesse dia, sentado ao lado de Eduardo Mascarenhas, ídolo intelectual da esquerda recém-convertido ao tucanismo, observei que a atmosfera geral era de afetuosa abertura aos esquerdistas presentes, quase tão numerosos quanto seus adversários tradicionais. Todos tomavam cuidado para que uma apologia demasiado ostensiva da economia de mercado não parecesse provocação ou acinte aos convidados, ainda mal refeitos da queda da URSS. O único que cantava vitória era Roberto Campos, mas, acrescentava ele, fazendo troça com sua idade avançada, “vitória póstuma”. O gracejo atenuava o contraste e reforçava o sentido geral do encontro: ali não se comemorava uma vitória, mas a paz. Paz unilateral, demissionária, suicida. Enquanto a milhares de quilômetros dali Fidel Castro, Lula e Frei Betto montavam a maior articulação política da história continental, juntando partidos legais e bandos de criminosos armados para o assalto ao poder, a direita cansada de guerra erguia um brinde ao seu direito de voltar para casa e viver de lembranças. Voltei do encontro dizendo para os meus botões: “Hoje a direita nacional festejou seu próprio sepultamento.”

Com a abdicação geral da direita, o cenário passava a dividir-se entre as duas esquerdas, separadas, como observou o próprio Fernando Henrique, apenas por diferenças políticas de ocasião, mas unidas pelo mesmo fundo ideológico, pelas mesmas referências culturais e pelo sentimento de solidariedade mútua alicerçado numa longa história de lutas contra o inimigo comum que, justamente, acabava de abandonar o campo.


Num lapso de tempo brevíssimo, as idéias conservadoras desapareceram do cenário e a uniformidade ideológica total espalhou-se pelo país, formando o panorama que descrevi em O Imbecil Coletivo e cuja expressão eleitoral perfeita se viu em 2002, com uma eleição disputada entre quatro candidatos esquerdistas que, na falta de divergências efetivas, travaram um campeonato de pureza ideológica, cada um tratando de provar que os outros eram menos fiéis às suas origens (situação análoga à que viria a ocorrer no Peru entre Ollanta Humala e Alan García). 


Como o unanimismo reinante era indecente demais para ser proclamado oficialmente, a solução espontânea foi nomear a esquerda moderada como “direita” ad hoc e remover os poucos remancentes da direita genuína para a “extrema direita”, situada em algum lugar incerto entre o passado abominável, o crime hediondo e o nada absoluto.


Fazendo entre as duas esquerdas a mesma comparação de ações respectivas que eu fizera entre a direita e a esquerda no começo da década, notei que a ala radical tratava de expandir formidavelmente sua militância, consolidar sua hegemonia cultural, preparar-se para grandes ações de massa e fortalecer suas alianças continentais no Foro de São Paulo, enquanto a moderada, tucana, se contentava com política eleitoral local e manobras de gabinete. Mais ainda, a esquerda tucana, no poder, fortalecia sua adversária, alimentando o MST com verbas federais, espalhando a propaganda esquerdista nas escolas e atraindo contra si o ódio das Forças Armadas por meio de cortes orçamentários e de prêmios em dinheiro público oferecidos a terroristas aposentados. Era impossível, diante disso, não perceber qual das duas acabaria vencendo. 


Que a esquerda radical seja populista em vez de comunista ou pró-comunista, como pretende Castañeda, é uma idéia tão boba que nem mereceria atenção, se o CFR não a usasse como instrumento para induzir a direita norte-americana a se desarmar ideologicamente a exemplo do que fez a latino-americana. O sr. Castañeda foi útil num caso como está sendo no outro. A palavra “populismo” espalhou-se, como um mantra, pelos círculos do Partido Republicano, ali exercendo um considerável efeito entorpecente. Ninguém jamais viu um cartaz de Getúlio Vargas ou Velasco Ibarra, em vez de Che Guevara e Fidel, brandido pelos jovens enragés do Fórum Social Mundial. Ninguém leu jamais uma única sentença anticomunista – muito menos “virulentamente anticomunista” -- nas atas do Foro de São Paulo, nas cartilhas do MST, nos anais de congressos do PT ou dos movimentos chavistas. A analogia entre Chávez e os velhos “pais dos pobres” é puramente estética, não política ou ideológica. Seu estilo bufão aliás foi copiado menos de Perón ou Batista que do próprio Fidel Castro. A unidade ideológica e estratégica do Foro de São Paulo é uma realidade poderosa, a única realidade política que tem peso no continente. Chamar o neocomunismo de “populismo” só é útil a ele próprio, ajudando-o a crescer mais um pouco sob a camuflagem protetora e a adquirir até algum encanto suplementar aos olhos de alguns militares molengas que, não tendo fibra para suportar com honra as cusparadas da mídia e o desprezo do ambiente impregnado de esquerdismo, já se sentem coitadinhos ao ponto de suspirar, como vagabunda surrada, por um olhar de simpatia do agressor.

Cá entre nós, duvido muito que o próprio Castañeda não saiba de tudo isso. Há idéias que, precisamente por não valerem nada como descrições da realidade, valem muito como instrumentos de manipulação. Não são idéias, são ações políticas. Castañeda sabe quem perde e quem ganha por acreditar na sua versão dos fatos. Ela não tem nada a ver com a realidade, mas serve para aproximar mais ainda o CFR e os comunistas latino-americanos. Afinal, ele só critica neles o nacionalismo, um resíduo direitista. Mas todos sabemos e ele também sabe que esse nacionalismo é só uma fachada para ludibriar militares e induzi-los a colaborar com a absorção das soberanias nacionais no quadro da grande América Latina socialista. A abertura de todas as fronteiras continentais às Farc e aos seqüestradores do MIR chileno, a extensão da jurisdição cubana ao território da Venezuela, as intervenções crescentes e unanimemente aplaudidas do sr. Hugo Chávez na política dos países em torno e a confissão do sr. Lula de que governa o Brasil em parceria secreta com estrangeiros, são provas cabais de que ninguém no Foro de São Paulo liga a mínima para nações e nacionalismo, exceto como instrumentos ocasionais de um anti-americanismo que não contraria em nada os objetivos do CFR. E quando Hugo Chávez adotou como divisa o “bolivarianismo”, ele conhecia o sentido simbólico profundo dessa bandeira, ignorado pela massa que o segue e até pelos “formadores de opinião” da grande mídia nacional e internacional, todos eles, como é notório, cultíssimos e sapientíssimos. Simón Bolívar escreveu em 1832: “As nações que fundei serão eclipsadas após uma demorada e amarga agonia, depois reemergirão como Estados de uma grande república, a América.” É esse o programa do Foro de São Paulo, como aliás é o do CFR. Os Castañedas e similares só fazem onda contra o “populismo nacionalista” porque sabem que ele não existe, mas que, se a direita americana acreditar que ele existe, nada fará contra aquilo que existe. 


artigo na íntegra:
A fraude do populismo continental
Olavo de Carvalho Diário do Comércio, 31 de julho de 2006
http://www.olavodecarvalho.org/semana/060731dc.html



PETIÇÃO NORTE-AMERICANA CONTRA A EXPANSÃO COMUNISTA NO BRASIL 
 https://petitions.whitehouse.gov/petition/position-yourself-against-bolivarian-communist-expansion-brazil-promoted-administration-dilma/V2Y8Dpqm



POPULISMO:  Miguel Otero, dono do último jornal de oposição da Venezuela: “O Brasil está caminhando rumo ao populismo autoritário, cujos líderes querem perpetuar-se no poder”
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/11/populismo-e-o-velho-truque-da-cenoura.html  

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REPÚBLICA X POPULISMO - RESGATE DOS VALORES REPUBLICANOS NO COMBATE ÀS ARBITRARIEDADES ESQUERDISTAS
http://youtu.be/-LgUWMzxnbQ  


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Direita Real vs PSDB
https://plus.google.com/b/100880694649579838737/photos/108766391366097557674/albums/6077891688296347105/6077891693060437650?pid=6077891693060437650&oid=108766391366097557674