Abertura do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança e Conferência do professor e historiador italiano Roberto De Mattei sobre a Batalha de Lepanto. Primeira conferência do Simpósio Internacional de Estudos e Ação Contra-Revolucionária promovido pelo IPCO neste Carnaval de 2021.
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É bom ter um psiquiatra ministro para lidar com loucos e psicopatas nos governos.
YURI BESMENOV https://youtu.be/_64nsDfIzmk?t=3307
DITADURA DO RELATIVISMO - ROBERTO DE MATTEI https://youtu.be/_64nsDfIzmk?t=647
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DITADURA DO RELATIVISMO - ROBERTO DE MATTEI
"É minha convicção que o grande debate do nosso tempo não é de natureza política nem económica, mas de carácter cultural, moral e, em última análise, religioso. Trata-se de um conflito entre duas visões do mundo: a visão daqueles que acreditam que há princípios e valores imutáveis, inscritos por Deus na natureza do homem; e a visão daqueles que sustentam que não existe coisa alguma que seja estável e permanente, mas que todas as coisas são relativas ao tempo, aos lugares, às circunstâncias.
Não existindo valores absolutos nem direitos objectivos, a vida humana reduz-se a uma espasmódica procura do prazer e à satisfação egoísta de instintos e "necessidades" subjectivas, contrabandeadas sob a forma dos novos "direitos". A vontade de poder dos indivíduos e dos grupos torna-se então a única lei da sociedade, constituindo-se, como afirma Bento XVI, "uma ditadura do relativismo, que não reconhece coisa alguma como definitiva, e que propõe como medida última o próprio eu e os seus caprichos".
A reivindicação da liberdade absoluta para o homem transforma-se assim numa ditadura férrea, pior do que todas as outras tiranias que a história conheceu - como já afirmava no século XIX Donoso Cortés, prevendo, em consequência da perda dos princípios religiosos, "a constituição de um despotismo que será o mais gigantesco e o mais absoluto de quantos já existiram na memória dos homens".
A oposição à ditadura do relativismo passa necessariamente pela redescoberta da lei natural divina que foi o fundamento da civilização cristã, tendo-se constituído na Europa ao longo da Idade Média, e difundido, a partir de então, para todo o mundo. As raízes cristãs da sociedade não são, deste ponto de vista, apenas históricas, mas sobretudo constitutivas, como é constitutiva para a alma humana a vida sobrenatural da graça, que tem a sua fonte em Jesus Cristo, "pedra angular" da sociedade e da história
Estas ideias simples, que são o fio condutor de intervenções realizadas em diversos momentos e locais, ao longo dos últimos dois anos, poderão constituir uma chave interpretativa útil para uma compreensão da profunda crise do nosso tempo. O pensamento que estas páginas pretendem ecoar é o daphilosophia perennis,integrada no Magistério tradicional da Igraja, mas também nos ensinamentos dos grandes autores contra-revolucionários dos séculos XIX XX, em particilar nos do Prof. Plínio Correa de Oliveira , a cuja memória desejo dedicar este volume. " Roberto de Mattei 2007 https://pt.scribd.com/document/369600167/A-Ditadura-Do-Relativismo-Roberto-de-Mattei
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Suprimida a Lei Natural, o comunismo desencadeia o mal sem limites:
Encíclica Divinis Redemptoris Horrores do Comunismo na Espanha "Não
é esta ou aquela igreja destruída, este ou aquele convento arruinado;
mas, onde quer que lhes foi possível, todos os templos, todos os
claustros religiosos, e ainda quaisquer vestígios da religião cristã,
posto que fossem monumentos insignes de arte e de ciência, tudo foi
destruído até os fundamentos! E não se limitou o furor comunista a
trucidar bispos e muitos milhares de sacerdotes, religiosos e
religiosas, alvejando dum modo particular aqueles e aquelas que se
ocupavam dos operários e dos pobres; mas fez um número muito maior de
vítimas em leigos de todas as classes, que ainda agora vão sendo
imolados em carnificinas coletivas, unicamente por professarem a fé
cristã, ou ao menos por serem contrários ao ateísmo comunista. E esta
horripilante mortandade é perpetrada com tal ódio e tais requintes de
crueldade e selvajeria, que não se julgariam possíveis em nosso século. Ninguém
de são critério, quer seja simples particular, quer homem de Estado,
cônscio da sua responsabilidade, ninguém absolutamente, repetimos, pode
deixar de estremecer de sumo horror, se refletir que tudo quanto hoje
está sucedendo na Espanha, pode amanhã repetir-se também em outras
nações civilizadas. Nem se pode asseverar que semelhantes
atrocidades são conseqüências fatais de todas as grandes revoluções,
como excessos esporádicos de exasperação, comuns a qualquer guerra: não,
são frutos naturais do sistema, cuja estrutura não obedece a freio
algum interno. Um freio é necessário ao homem, tanto individualmente
como socialmente considerado; e é por isso que até os povos bárbaros
reconheceram o vínculo da lei natural, esculpida por Deus na alma de
cada homem. E, quando a observância dessa lei foi tida por todos como um
dever sagrado, viram-se nações antigas atingir um tal esplendor de
grandeza, que espanta, ainda mais até do que é razão, aqueles que só
superficialmente compunham os documentos da história humana. Mas quando
se arranca das mentes dos cidadãos a própria idéia de Deus,
necessariamente os veremos precipitar-se na crueldade mais selvagem, e
na ferocidade dos costumes."
https://www.youtube.com/channel/UCM7kYCm55U9YN2Z_0Ulce7w/vídeos Desde
sua convocação até os dias presentes, o Concílio Vaticano II suscitou
inúmeras controvérsias que certamente darão margem a discussões futuras. Para
que possamos conhecer os bastidores desse marcante evento na História
da Igreja, onde conservadores e progressistas travaram uma grande luta, o
prof. de Mattei, como historiador, oferece um contributo ímpar em sua
obra “O Concílio Vaticano II – uma história nunca escrita”, através de
uma rigorosa reconstrução do Concílio em suas raízes e consequências,
baseada sobretudo em documentos, arquivos, diários, correspondências e
testemunhos daqueles que foram os seus protagonistas. No Brasil,
o tema vem tomando corpo, e merece de nossa parte uma singular atenção.
Para compreender seu desenrolar até o presente momento será de grande
valia ouvirmos a abordagem objetiva e clara do renomado historiador
italiano, nesta oportunidade única e inédita que se realizará na
nossa Terra de Santa Cruz.
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O historiador e jornalista italiano Roberto de Mattei,
nascido em 1948, é um dos mais destacados líderes católicos
contemporâneos. É professor de História da Igreja e do Cristianismo
na Universidade Europeia de Roma, na qual é o coordenador da Escola de
Ciências Históricas. Entre 2004 e 2011 foi por duas vezes
vice-presidente do principal organismo estatal italiano de apoio às
ciências, o Conselho Nacional de Pesquisa. Membro do Conselho de
Administração do Instituto Histórico para a Idade Moderna e
Contemporânea e da Sociedade Geográfica Italiana, ele colabora com
o Comitê Pontifício de Ciências Históricas. Foi agraciado com a insígnia
da Ordem da Santa Sé de São Gregório Magno, em reconhecimento pelos
seus serviços prestados à Igreja.
Em 2010, Roberto de Mattei
publicou o livro O Concílio Vaticano II – Uma história nunca escrita, o
qual lhe valeu o mais prestigioso prêmio italiano para livros
históricos: o Acqui Storia/2011.