Equívoco? É por isso que fico com pé atrás com liberais, isentões, com gente que perdeu o senso de proporções e parece ignorar a maldade real à qual deve reagir à altura. Estou lendo o livro de Gustavo Maultasch, "Contra Toda Censura", e já estou com a impressão de que ele é um desses, sem noção do Mal, doente do equivalentismo etc.
Lembrando que o muro é do diabo.
Olavo de Carvalho comenta em:
LULA, QUEIROZ E O MAL - OLAVO DE CARVALHO
"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho
*
Bolsonaro publica vídeo pedindo que todos leiam esse texto e compartilhem ao máximo https://youtu.be/gIM3lwfg4Uo
"Foi
preciso a morte de uma menina, para entendermos onde realmente está o
verdadeiro gabinete do ódio, palavra tão usada para acusar o governo
Bolsonaro.
Onde está esse gabinete?
Nas mãos da esquerda imunda, nas mãos daqueles que sempre acusaram o seu opositor daquilo que sempre fizeram.
Daniel
Penin expõe o poder que a Mynd8 possui, ao agenciar as maiores páginas
de fofoca e influenciadores do Brasil. Segundo sua análise, esse alcance
permite que a empresa comandada pela Fatima Pissarra e sua sócia a
cantora Preta Gil, pudesse cancelar e descancelar pessoas, impulsionar
ou destruir reputações visando lucro e interesses políticos."
TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais
do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua
natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como
ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também
uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é
viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao
mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais
severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
*
"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho
* * *
"Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa." G. K. Chesterton
RELATIVIZAR A VERDADE, ABSOLUTIZA A OPINIÃO. E aqueles que relativizam a verdade querem sua voz absolutizada.
Censura é crime. Censura e desarmamento são impostos apenas por ditaduras.
*
Olavo de Carvalho - "Quando estreei na prática do jornalismo aprendi que a essência da técnica profissional era a capacidade de apreender a importância relativa dos fatos e de discernir entre os verdadeiros e os falsos. Na época, isso não parecia ser objeto de dúvida entre meus colegas. Transcorridos quarenta anos, noto que essa capacidade distintiva elementar foi atrofiada, sufocada e por fim proibida no jornalismo nacional. Não por coincidência, isso aconteceu precisamente nos anos em que os jornalistas passaram a falar obsessivamente de “ética”. É claro que a única ética imperante no jornalismo nacional consiste em mentir a favor do lado certo. A chave do enigma reside portanto em saber o que é que entendem por “lado certo”."
É como diz Ana Henkel: É o EXCESSO de harmonia entre os poderes.
*
Dino quer censura. Isso prova que: 1- não pode nos calar por
argumentos; 2- vai nos calar pela força. É o primeiro passo para o
totalitarismo que usa a força para substituir a razão por mentiras.
Comunistas acusam e exploram as fraquezas humanas de seus inimigos e de
senadores úteis, mas, para si mesmos, consideram muitos destes defeitos
como virtudes. É neste sistema de 2 pesos e 2 medidas gerido por
psicopatas que o senado está nos jogando.
Se
a verdade interessasse aos marxistas, todas as refutações e críticas
válidas fariam parte de um grande debate racional que resultaria em
benefícios à sociedade. Mas o comunismo não é sobre verdade, não é sobre
fatos, sobre racionalidade, razoabilidade, benefícios sociais, marxismo
trata de poder político-ideológico substituindo tudo isso.
Marx já começou como um político marketeiro, mentindo ("Um espectro ronda a Europa, o espectro do comunismo.") para ver se colava. Colou, virou realidade, mas os meios sórdidos levaram aos fins nefastos. Os meios torpes já mostram o que é o marxismo. Só isso já deveria servir de alerta.
O
comunismo inaugura o método da mentira "criativa" e
invalida a verdade como critério, mas a utiliza como disfarce para uma
vontade implacável de poder e controle.
Mas,
diferente
da publicidade usual que conta com o nosso ceticismo, o truque de Marx
vende, embutido em suas promessas, seu próprio método fraudulento para
apagar a noção de verdade. E sem o critério da verdade, que orienta a inteligência e
fundamenta a civilização ocidental,
ficamos completamente desarmados.
O livro de Peter Kreeft, "Sócrates Encontra Marx" traz, no capítulo 3, esse flagra no "Manifesto":
"Sócrates
- Tu disseste: "Um espectro ronda a Europa - o espectro do comunismo.
Todas as potências da velha Europa unem-se numa Santa Aliança para
conjurá-lo (...) O comunismo já é reconhecido como força por todas as
potências da Europa."
Marx - Pois então?
Sócrates - (...)" Com efeito, quando escreveste essas palavras, havia exatamente dois comunistas na Europa: tu e Engels."
"Sócrates: E também teu próximo argumento, o que explica o título "Manifesto", é simplesmente uma mentira descarada: "É
tempo de os comunistas exporem, à face do mundo inteiro, seu modo de
ver e suas tendências, opondo um manifesto do próprio partido à lenda do
expectro do comunismo. Com este fim, reuniram-se em Londres, comunistas
de várias nacionalidades e redigiram o manifesto seguinte."
Não
havia, quando escreveste isso, partido comunista algum em canto nenhum
da terra (...) tampouco "reuniram-se" em Londres algumas pessoas para
produzir este Manifesto - ele é fruto de teu próprio trabalho
solitário."
O
livro de A. James Gregor, "Marxismo, Fascismo e Totalitarismo" registra
um momento interessante em que a lealdade prevalece sobre a verdade, em
que os comunistas expressam sua opção pelo dever da fidelidade ao
movimento acima da verificação dos fatos, acima de tudo:
"Sem
Engels para guiá-los, intelectuais revolucionários não podiam sequer
fingir-se capazes de identificar, com perfeição, o que era uma
"verdadeira" interpretação de uma doutrina intrinsecamente
inconsistente. Com a morte de Engels (1985), toda e qualquer modificação
na doutrina herdada por eles corria o risco de ser vista como
"revisionismo", como forma uma forma de abandono ou corrupção do
marxismo. Dois ou três anos depois da morte de Engels, um dos mais
ilustres de seus intelectuais, Eduard Bernstein, apresentou uma série
de importantes emendas. Ele argumentou que, como era uma iniciativa
científica, o marxismo tinha a obrigação de testar constantemente a
precisão e a confiabilidade de asserções relacionadas a fatos. (...) Publicadas
em 1998, seu pensamento foi considerado heterodoxo e, na Conferência de
Hanover, em 1899, foi rejeitado como ameaçadores para a integridade
ideológica e política do movimento."
E
esta suposta ameaça à fragilidade do sistema suscita a reação oposta de
contra-ameaça? Talvez por isso a comunicação comunista está eivada de
pressão e ameaças veladas aos possíveis infiéis. A ameaça acompanha a
ideologia e a pressão é parte do "conhecimento" comunista.
Nossa sociedade está numa crise, crise de abstinência da verdade, está
sofrendo os efeitos da privação de seu senso natural da verdade. O
problema não é tanto ouvir mentiras e viver dentro da farsa, mas se
dobrar a elas e dizê-las, mentir para si mesmo. Reconhcer esta doença é
a primeira dose do remédio para curá-la.
"A
experiência me ensinou que, quando a maioria bem-pensante aposta que
dois mais dois são cinco, é mais prudente nadar contra a maré e ser
apontado nas ruas como louco. A opinião respeitável pode ser muito
respeitável, mas a matemática é mais." Olavo de Carvalho
"O sistema pós-totalitário toca as pessoas a cada passo, mas fá-lo com
as suas luvas ideológicas calçadas. É por isso que a vida no sistema
está tão permeada de hipocrisia e mentiras: o governo pela burocracia é
chamado de governo popular; a classe trabalhadora é escravizada em nome
da classe trabalhadora; a degradação completa do indivíduo é apresentada
como a sua libertação final; privar as pessoas de informação chama-se
torná-la disponível; o uso do poder para manipular é chamado de controle
público do poder, e o abuso arbitrário de poder é chamado de observação
do código legal; a repressão da cultura é chamada de desenvolvimento; a
expansão da influência imperial é apresentada como apoio aos oprimidos;
a falta de liberdade de expressão torna-se a forma mais elevada de
liberdade; eleições ridículas tornam-se a forma mais elevada de
democracia; banir o pensamento independente torna-se a mais científica
das visões de mundo; a ocupação militar torna-se assistência fraterna.
Porque o regime está cativo das suas próprias mentiras, deve falsificar
tudo. Isso falsifica o passado. Falsifica o presente e falsifica o
futuro. Falsifica estatísticas. Finge não possuir um aparato policial
onipotente e sem princípios. Finge respeitar os direitos humanos. Finge
não perseguir ninguém. Ele finge não temer nada. Ele finge não fingir
nada.
Os indivíduos não precisam acreditar em todas estas
mistificações, mas devem comportar-se como se acreditassem, ou devem
pelo menos tolerá-las em silêncio, ou dar-se bem com aqueles que
trabalham com eles. Por esta razão, porém, eles devem viver dentro de
uma mentira. Eles não precisam aceitar a mentira. Basta que tenham
aceitado a sua vida com ela e nela. Pois por este mesmo facto, os
indivíduos confirmam o sistema, cumprem o sistema, fazem o sistema, são o
sistema." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
*
"O mínimo que pode ser dito é que não estamos negociando com um
sistema de crenças sustentadas racionalmente. Como tento mostrar, as
proposições importantes do pensamento de esquerda são precisamente aquelas que
NÃO PODEM SER QUESTIONADAS. O marxismo-leninismo, por exemplo, reivindica que
suas crenças fundamentais têm o estatuto de ciência, ainda que seja claro para
qualquer observador neutro que essas crenças foram colocadas ALÉM da ciências,
num reino de absoluta autoridade, que jamais poderá ser acessado pelos não
iniciados." Roger Scruton
*
É claro que os primeiros ressentidos (revolucionários) morrerão,
muitos deles vítimas da máquina que construíram para destruir os outros.
Talvez algum deles morra de causas naturais, embora uma das lições da
história recente seja a descoberta de que são poucos. Por fim, a máquina
passará a funcionar em piloto automático, e seu software se
solidificará em seu hardware. Este é o estágio final do totalitarismo,
um estágio que não foi alcançado pelos jacobinos nem pelos nazistas, mas
apenas pelos comunistas. Em tal circunstância, que Václav Havel ousou
chamar de "pós-totalitária", a máquina controla a si mesma e é
abastecida por sua própria destilação do ressentimento original. As
pessoas aprendem a "viver dentro da mentira", como disse Havel, e
praticam suas traições cotidianas com uma condescendência rotineira,
pagando sua dívida com a máquina e esperando que alguém, em algum lugar,
saiba como desligá-la. (Texto com base em "ARGUMENTOS PARA O
CONSERVADORISMO" de Roger Scruton)
*
JUSTIÇA SOVIÉTICA - "Tal como a ideologia, o código legal funciona como uma desculpa.
Envolve o exercício básico do poder na nobre vestimenta da letra da lei;
cria a agradável ilusão de que a justiça é feita, a sociedade é
protegida e o exercício do poder é objetivamente regulado. Tudo isto é
feito para ocultar a verdadeira essência da prática jurídica
"pós-totalitária": a manipulação total da sociedade. Se um observador
externo que nada soubesse sobre a vida na Checoslováquia estudasse
apenas as suas leis, seria totalmente incapaz de compreender aquilo de
que nos queixamos. A manipulação política oculta dos tribunais e dos
procuradores públicos, as limitações impostas à capacidade dos advogados
para defenderem os seus clientes, o carácter fechado, de facto, dos
julgamentos, as acções arbitrárias das forças de segurança, a sua
posição de autoridade sobre o poder judicial, a aplicação absurdamente
ampla de várias secções deliberadamente vagas desse código e, claro, o
total desrespeito do Estado pelas secções positivas desse código (os
direitos dos cidadãos): tudo isto permaneceria oculto ao nosso
observador externo. " Excerto do texto de 1978, "O Poder dos Sem-Poder", de Václav Havel, que
tenta explicar ao mundo o que é o totalitarismo soviético. https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais
do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua
natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como
ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também
uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é
viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao
mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais
severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho
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"Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa." G. K. Chesterton
RELATIVIZAR A VERDADE, ABSOLUTIZA A OPINIÃO. E aqueles que relativizam a verdade querem sua voz absolutizada.
DE ONDE VEM ESSA NOVA ONDA DE CENSURA? E COMO NÓS PODEMOS COMBATÊ-LA? Para articular a defesa contra a censura, os defensores da liberdade de expressão precisam voltar aos fundamentos: afinal, por que a liberdade de expressão é tão importante? Por que não se deve confiar ao Estado a função de definir o que pode ou não pode ser dito? Quais os limites da liberdade de expressão? E por que é bom, para as próprias minorias e para a própria democracia, que se reconheça a liberdade de expressão inclusive para o discurso de ódio e de ataque às instituições democráticas? Com clareza, precisão e diversos exemplos históricos, Gustavo Maultasch explora esses temas e explica por que precisamos, agora mais do que nunca, realizar um debate amplo e corajoso sobre o tema da liberdade de expressão.
*
O AUTOR
Para GUSTAVO MAULTASCH, o tema da liberdade de expressão tem um sentido especial. Judeu e neto de sobreviventes do Holocausto, há muitos anos tem refletido sobre a
complexa relação entre liberdade de expressão e discursos extremistas.
Hoje é diplomata e escritor, e foi Network Fellow do Edmond J. Safra
Center for Ethics, da Universidade de Harvard (2013-2014). É bacharel em
direito pela UERJ, mestre em diplomacia pelo Instituto Rio Branco e
doutor em administração pública pela Universidade de Illinois-Chicago.
Neste livro, buscamos expor a estrutura, os métodos e a manipulação
existente na máfia dos checadores que trabalham em defesa da menor e
mais poderosa minoria do. mundo: os bilionários. O viés de suas
checagens já se tornou tão evidente e escandaloso, que pouca gente ainda
duvida. Mesmo assim, além da descrição estrutural e administrativa de
alguns órgãos de mídia voltados ao fact-checking, este livro conta,
ainda, com uma relação de falsas checagens e sua contextualização, o que
dará ao leitor uma ideia clara do quanto a mentira pode ser
apresentada sob o disfarce da luta contra a mentira.
O poder da palavra. Em "Introdução às Linguagens Tota litárias: Teoria e
Transformação do Relato", que a editora Perspectiva publica em sua
coleção Estudos, Jean-Pierre Faye avança, entre poético e crítico, pela
topologia dos relatos ideológicos do fascismo e do nazismo e a
transformação que este último encobria sob o véu do jargão, partindo dos
mitos basilares da nacionalidade francesa. Enfrentando este paradoxo,
em que relato contrapõe-se a relato, para desvelar a visão de mundo
peculiar a cada um deles e para encobrir os projetos criminosos que o
duce e o führer concebiam sob esta linguagem e executavam na sua ação
política. Gentile e Mussolini; Schmitt, Heidegger e Hitler. Ao leitor,
que o acompanha nesta jornada, está aberta a possibilidade de aprender a
reconhecer, na sutil alteração de uma palavra, a reinterpretação
maliciosa da história, em toda a sua potencialidade devastadora. Somos,
assim, conduzidos ao terreno pantanoso da linguagem do relato, pela
crítica da razão e da economia narrativa que esclarece as condições
da produção e da circulação dos relatos e seu poder próprio, em que o
relato da ação age sobre a própria ação e, mais ainda, onde um relato
falso, de algo que não aconteceu, gera um acontecimento verdadeiro,
real. Ontem como hoje, nos diferentes dialetos que sucederam e
continuam a tentar instaurar o domínio desta linguagem, nos cinco
continentes.
Censura e Liberdade de Expressão (Flavio Morgenstern)
*
Livro "Amordaçados - uma História da Censura e de Seus Personagens" -
Julia Pimentel Mendes de Carvalho - 2013 - Durante seus mais de 512
anos de existência, o Brasil passou apenas 14
deles - entre 1988 e 2002 - em plena liberdade de expressão. Este livro
resulta de um ano de pesquisas sobre os processos de censura prévia ao
teatro abertos pela Divisão de Diversões Públicas do Estado de São
Paulo. Foi dividido em duas partes: a primeira reconstrói a história da
censura desde os tempos coloniais até os dias de hoje; a segunda
apresenta os perfis de dois autores perseguidos - Joracy Camargo e
Nelson Rodrigues - e de um censor que abominava a perseguição - João
Ernesto Coelho Neto. Foi possível criar hipóteses sobre o motivo pelo
qual cada veto foi realizado, mas talvez o mais interessante tenha sido
perceber que a imprensa combateu a censura às artes muito menos do que
podia. Não foram poucos os jornalistas que defenderam algum tipo de
controle sobre a criação intelectual e artística no país. E-BOOK https://www.manole.com.br/amordacados-1-edicao/p
*
Olavo de Carvalho
- "Quando estreei na prática do jornalismo aprendi que a essência da
técnica profissional era a capacidade de apreender a importância
relativa dos fatos e de discernir entre os verdadeiros e os falsos. Na
época, isso não parecia ser objeto de dúvida entre meus colegas.
Transcorridos quarenta anos, noto que essa capacidade distintiva
elementar foi atrofiada, sufocada e por fim proibida no jornalismo
nacional. Não por coincidência, isso aconteceu precisamente nos anos em
que os jornalistas passaram a falar obsessivamente de “ética”. É claro
que a única ética imperante no jornalismo nacional consiste em mentir a
favor do lado certo. A chave do enigma reside portanto em saber o que é
que entendem por “lado certo”."