TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais
do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua
natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como
ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também
uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é
viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao
mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais
severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
Um
comportamento frequente da esquerda ao ser implicada em algum crime é
negá-lo e rebatê-lo ANTES mesmo de saber do que se trata. Foi assim com a
facada, o ministro Jungmann loguinho veio com a declaração "foi um lobo
solitário". Agora, Moraes disse que não vai investigar, vai acusar
Bolsonaro de tumultuar o processo eleitoral. Se ele quisesse PAZ
bastaria ser TRANSPARENTE. Todos aceitam explicações claras, provadas e
demonstradas.
Até hoje não sei por que a apuração não é televisionada de perto.
Se a supressão (= censura) da propaganda eleitoral é
crime eleitoral
GRAVE porque impediu que o povo fosse informado a respeito de Bolsonaro,
e
ficasse apenas com a versão lulista, então o que dizer da CENSURA do TSE
à Jovem Pan, jornalistas e canais de direita? Da censura das redes à direita, SEMPRE À DIREITA? É um crime maior
ainda! Você não pode saber em quem vc está votando! Vc não pode saber do
mal relacionado ao Lula e do bem realizado por Bolsonaro. E, sobretudo,
vc está proibido de saber
que está escolhendo entre democracia e comunismo!
Mas vc pode saber o que os que te calam para ser eleitos serão os mesmos que te calarão depois de "eleitos". Que os que mentem e abusam nas eleições hoje, serão os mesmos que abusarão e te escravizarão amanhã. Eles são assim.
Fraude elege psicopatas. E os maus serão piores quando
tiverem todo o poder.
*
OLAVO DE CARVALHO - O SUMIÇO DAS INFORMAÇÕES É O FATOR DECISIVO DA TRAGÉDIA BRASILEIRA https://youtu.be/8nnsY-fLTdA
*
Olavo de Carvalho
Durante meio século a quadrilha comunotucanopetista dominou o Brasil
com uma política de tramóia elitista que excluía da vida pública a quase
totalidade do povo brasileiro. Ela nunca imaginou que esse povo seria
capaz de se mobilizar por iniciativa própria, livre do comando
autoritário dos órgãos bilionários da comunicação de massas. O ódio que,
frustrada em sua ambição de mando absoluto, ela sente oor esse povo, é
ódio sem limites, insano, delirante, assassino. Ela sabe que, se o resto
de poder que ainda lhe resta lhe escapar das mãos, todos os seus crimes
serão revelados e punidos. SERÁ A SUA MORTE. ELA JAMAIS SE CONFORMARÁ
COM ISSO. Não há violência, não há trapaça, não há golpe que ela deixará
de empregar para tentar escapar do destino.
*
A SÍNDROME DE AL CAPONE"(1) Quem são os campeões absolutos na produção de
discursos de indignação moral no mundo? Os comunistas. (2) Quem são os
campeões absolutos na prática do genocídio, da tortura, das prisões em
massa, do assassinato de inimigos políticos, da escravização de
populações inteiras? Também os comunistas. Há nisso, é claro, um
elemento de premeditação manipulatória: “Xingue-s do que você é,
acuse-os do que você faz.” Mas isso é só na cabeça dos mandantes
supremos, dos engenheiros sociais pavlovianos, dos próceres da KGB, da
Stasi ou da DGI. Nas almas dos militantes, o que veio de cima como
truque publicitário se converte em reação emocional espontânea, num modo
de ser e de sentir habitual e automático, sem premeditação alguma: cada
um deles sente que esmigalhar as cabeças dos adversários é uma
obrigação moral sublime, uma graça santificante." Olavo de Carvalho https://conspiratio3.blogspot.com/2016/08/socialismo-e-promessa-de-obter-um.html
OLAVO DE CARVALHO 2004 - "Tudo indica
que no PT a retórica de acusação moralista e a promiscuidade com o crime
não são dois aspectos contraditórios. São peças perfeitamente
articuladas de uma engrenagem gigantesca voltada para um só objetivo: a
conquista do poder total por todos os meios possíveis e imagináveis,
pouco importando se lícitos ou ilícitos." http://www.olavodecarvalho.org/semana/040222zh.htm
*
ÉTICA SOCIOPATA "Um
partido que, em seus planos estratégicos, se propõe implantar no país
um regime comunista de tipo cubano, mas em sua propaganda escamoteia
esse dado essencial e vende uma imagem ideologicamente inócua de
probidade administrativa, está, com toda a evidência, introduzindo um
grave desvio de foco nas discussões públicas. O PT, de fato, parece ter
menos corruptos que os outros partidos. Ao sugerir, porém, que essa
diferença o torna especialmente apto a governar com lisura num regime
democrático, ele omite que ela é apenas um subproduto da disciplina
revolucionária voltada à destruição desse regime. Todo partido
revolucionário é, nesse sentido aparente, “honesto”: não porque respeite
as leis e a ordem, mas porque os rigores da guerra contra a lei e a
ordem não lhe permitem o luxo de sacrificar a estratégia geral a
ambições individuais. Ele não pode dizer isso em público, mas pode se
aproveitar dessa mesma circunstância para fazer da luta em favor da
moral a mais perfeita camuflagem de uma radical insinceridade. (...)
Corruptio optimi pessima: não há improbidade administrativa que possa se
comparar, na malignidade de seus efeitos profundos, a essa propositada
deformação da inteligência moral de um povo. " http://www.olavodecarvalho.org/semana/sociopatica.htm
*
A CORRUPÇÃO SEMPRE ESTEVE NOS PLANOS PETISTAS OLAVO
DE CARVALHO - A construção do sistema nacional de roubalheira petista
não começou em 2003, nem é um desvio acidental da linha partidária. Vem
do início dos anos 90. É parte integrante da estratégia de conquista
progressiva do poder total, que passa pela destruição sistemática da
ordem pública e pela parceria ignóbil entre partidos esquerdistas e
organizações criminosas no Foro de São Paulo. Não há um só dirigente do
PT ou de qualquer outro partido de esquerda que não saiba disso, nem
jornalista que o ignore. Por isso mesmo conseguiram escondê-lo tão bem.
(...) Não há limites para a mendacidade, a malícia, a perversidade e o
grotesco da mente revolucionária. Seu único deus é o Poder, sua única
moral é a da vitória a todo preço. O resto é jogo dialético para
estontear o adversário. Continuem confiando nessa gente e ela lhes
roubará tudo, a liberdade, a bolsa, a vida e o último resíduo de
dignidade, como roubou no Leste Europeu e em Cuba. E, se vocês acham que
existe algum esquerdista mais honesto que o outro, não estão de todo
errados: o antecessor é quase sempre um pouco menos canalha do que o
sucessor. http://www.olavodecarvalho.org/semana/060907jb.html
*
OLAVO
DE CARVALHO - 2000 - "Se você vê a propaganda do PT, o que [os
candidatos dele] falam em palanques, anúncios, artigos e discursos na
Câmara, é uma coisa. Se você lê o material interno, discutido em
congressos do PT, é outra. Para fora eles falam em combate à corrupção,
em democracia. Dentro, eles falam em tomada do poder, em luta de
classes, em toda aquela velha conversa comunista. É um partido que por
dentro é uma coisa, por fora, é outra. Isso já é uma coisa de uma
desonestidade tão grande, que nem vejo como um partido desses possa
existir legalmente. É o único partido que adquiriu os meios e o direito
de agir na esfera legal e na ilegal. Por um lado participa de eleições,
por outro lado, tem ramificações [clandestinas] e apóia o movimento
armado. Ou uma coisa ou outra. Ou você participa da esfera legal, das
eleições, ou você parte para a esfera ilegal e pega em armas e faz uma
revolução armada. Agora, o PT tem o direito de atuar nas duas frentes.
(...) E veja: incentivar a corrupção para depois denunciá-la é uma coisa
característica [dos comunistas]. A atividade cultural da esquerda,
dentro das escolas, sobre a mente popular, visa sempre destruir o centro
de valores, o centro de moral." http://www.olavodecarvalho.org/textos/petismo.html
*
Olavo de Carvalho "Qualquer pretenso analista político que não entenda que a corrupção
sistêmica é parte integrante de um projeto de conquista do poder total,
que esse projeto está intimamente ligado a terrorismo, narcotráfico e
contrabando de armas, e que o comando da coisa vem de Cuba por meio dos
encontros reservados do Foro de São Paulo é um idiota útil na mais
bondosa das hipóteses."
*
Olavo de Carvalho "Vamos falar o português claro. Durante várias décadas vivemos sob o controle tirânico de uma quadrilha que suprimia toda opinião adversária, roubava dinheiro público à vontade, promovia o banditismo e se associava a organizações criminosas estrangeiras. De repente, quando ela perde o poder, toda essa imensidão de maldade vira simples divergência ideológica respeitável?"
"O clássico estudo de Bertrand de Jouvenel, Du Pouvoir, Histoire
Naturelle de sa Croissance (1949), demonstrou de uma vez por todas que o
crescimento do poder do Estado, com a consequente atrofia das
liberdades individuais, é a mais nítida constante da História ocidental
moderna, pouco importando se falamos de “democracias” ou de “ditaduras”." Olavo de carvalho
*
O
PODER - "Antes ele queria apenas o seu dinheiro (através dos impostos),
o seu sangue (através da guerra) e a livre-iniciativa (através da
burocracia); agora, quer nada mais nada menos do que a sua alma. " (Bertrand de Jouvenel)
Crítica de "O Poder - História Natural de seu Crescimento" (...)
"O Poder" mostra as marcas do tempo da sua redação, mas vai além, muito além. Tornou-se também uma profecia dos nossos tempos.
O
livro destrói qualquer espécie de ingenuidade que se possa ter a
respeito desta palavrinha mágica chamada "Poder". Graças à cumplicidade
dos intelectuais e, claro, dos políticos, o Poder - escrito em
maiúscula, como se fosse uma entidade viva, com uma lógica
idiossincrática, quiçá misteriosa - cresceu exponencialmente no final do
século 19 e início do 20.
Antes
ele queria apenas o seu dinheiro (através dos impostos), o seu sangue
(através da guerra) e a livre-iniciativa (através da burocracia); agora,
quer nada mais nada menos do que a sua alma.
Como
bom profeta, De Jouvenel mostra que isso aconteceu sem que ninguém
suspeitasse. Na verdade, o argumento mais perturbador é o de que
deixamos o Poder invadir nossa vida íntima porque gostamos disso.
Usar
o termo "gostar" é um eufemismo. A palavra certa é "idolatrar". É nesta
distinção que De Jouvenel supera, por exemplo, Elias Canetti em "Massa e
Poder" e se iguala a Ortega y Gasset em "A Rebelião das Massas".
Como
Ortega, o escritor francês reconhece que o ser humano só se torna pleno
quando aceita a sua existência como um constante naufrágio, repleto de
incerteza. O Poder inverte as expectativas: dê a sua alma, ele diz, que
darei a segurança que você precisa para continuar a sua vidinha com a
paz e o conforto que merece.
O
homem democrático aceitou o pacto sem reclamações. Entre a dor e o
nada, em vez de escolher a primeira, ficou com o segundo, disfarçado de
grandes oportunidades e de sonhos jamais realizados.
Parece
um vaticínio terrível, e é. Mas De Jouvenel mostra que a solução existe
na capacidade do homem escolher e conquistar a sua própria liberdade - e
mantê-la sob constante vigilância. O Poder quer permanecer a qualquer
custo, independente das ideologias de esquerda e de direita; e o ser
humano também, com a diferença de que ele sempre esteve acima de tudo
isso.
Afinal,
se não fosse por esse bom combate, valeria a pena viver tal história?
Ou será que já escolhemos viver com "pacotes de emergência", um atrás do
outro, esperando a prisão sem aviso?
MARTIM VASQUES DA CUNHA é editor da revista "Dicta&Contradicta" e doutorando pela USP.
O Poder - História Natural de seu Crescimento
AUTOR Bertrand de Jouvenel
EDITORA Peixoto Neto
*** A ELITE QUE VIROU MASSA A implantação de políticas de controle
totalitário – da economia, da cultura, da religião,
da moral, da vida privada – mostrou-se plenamente compatível
com a subsistência do processo eleitoral formal, hoje
tido como suficiente para conferir a uma nação
o título de “democracia”. Com esse nome
ou o de “democracia de massas”, a ditadura por
meios democráticos tornou-se praticamente o regime
universal. http://www.olavodecarvalho.org/semana/081201dce.html
A INVEJA REVOLUCIONÁRIA O "proletariado do espírito" é, como
já observava Otto Maria Carpeaux (A Cinza do Purgatório, 1943), a classe
revolucionária por excelência. Desde a Revolução Francesa, os movimentos
ideológicos de massa sempre recrutaram o grosso de seus líderes da multidão dos
semi-intelectuais ressentidos. http://www.olavodecarvalho.org/semana/030826fsp.htm
A CENSURA IDEOLÓGICA IMPULSIONA A MÁQUINA TOTALITÁRIA
"O
efeito da ideologia marxista é precisamente colocar o Estado comunista
no caminho da dominação. Ninguém acredita que ele deveria dominar, muito
menos aqueles que se desculpam por seus "erros" e "desvios". Nem
qualquer cidadão de um Estado cornunista deseja aumentar seu poder de
forma tão alarmante. Mas ninguém sabe como pará-lo, já que NENHUMA RAZÃO
PARA PARÁ-LO PODE SER PROFERIDA sem penalidade instantânea." (Roger
Scruton)
Este discurso foi proferido no 20º congresso do partido comunista da URSS em Moscou em 25 de fevereiro de 1956.
[Lenin] detectou em Stalin a tempo aquelas características negativas que resultaram posteriormente em graves conseqüências. Temendo o destino futuro do partido e da nação soviética, VI Lenin fez uma caracterização completamente correta de Stalin. Ele ressaltou que era necessário considerar transferir Stalin da posição de secretário geral, porque Stalin era excessivamente rude, não tinha uma atitude adequada em relação a seus camaradas e era caprichoso e abusou de seu poder.
Um
fato digno de nota é que medidas repressivas extremas não foram usadas
contra os trotskistas, os zinovievitas, os bukharinitas e outros durante
o curso da furiosa luta ideológica contra eles. A luta [na década de 1920] foi por motivos ideológicos.
Mas alguns anos depois, quando o socialismo em nosso país era
fundamentalmente construído, quando as classes exploradoras eram
geralmente liquidadas, quando a estrutura social soviética havia mudado
radicalmente, quando a base social para movimentos políticos e grupos
hostis ao partido havia se contraído violentamente, quando a ideologia
há muito que os opositores do partido foram derrotados politicamente -
então a repressão contra eles começou.
Foi precisamente durante esse período (1935-1937-1938) que nasceu a
prática da repressão em massa através do aparato do governo, primeiro
contra os inimigos do leninismo - trotskistas, zinovievitas,
bukharinitas, há muito derrotados politicamente pelo partido - e,
posteriormente, também contra muitos comunistas honestos, contra os
quadros do partido que suportaram a carga pesada da guerra civil e os
primeiros e mais difíceis anos de industrialização e coletivização, que
lutaram ativamente contra os trotskistas e os direitistas da linha
partidária leninista.
Stalin originou o conceito "inimigo do povo".
Esse termo automaticamente tornou desnecessário a comprovação dos erros
ideológicos de um homem ou homens envolvidos em uma controvérsia.
Possibilitou o uso da repressão mais cruel, violando todas as normas de
legalidade revolucionária, contra qualquer pessoa que discordasse de
Stalin, contra aqueles que eram suspeitos apenas de intenção hostil,
contra aqueles que tinham má reputação.
O conceito "inimigo do povo" eliminou, na verdade, a possibilidade de
qualquer tipo de luta ideológica ou divulgação de opiniões sobre esta ou
aquela questão, mesmo que sejam de natureza prática.
No geral, a única prova de culpa realmente usada, contra todas as
normas da ciência jurídica atual, foi a "confissão" do próprio acusado. Como a investigação subseqüente provou, "confissões" foram adquiridas através de pressões físicas contra o acusado.
Isso levou a violações flagrantes da legalidade revolucionária e ao
fato de que muitos indivíduos totalmente inocentes - [pessoas] que no
passado haviam defendido a linha do partido - se tornaram vítimas.
Devemos afirmar que, em relação às pessoas que em seu tempo se opuseram
à linha partidária, muitas vezes não havia razões suficientemente
sérias para sua aniquilação física. A fórmula "inimigo do povo" foi introduzida especificamente com o objetivo de aniquilar fisicamente esses indivíduos.
É fato que muitas pessoas que mais tarde foram aniquiladas como
inimigas do partido e pessoas trabalharam com Lenin durante sua vida. Algumas dessas pessoas haviam cometido erros durante a vida de Lenin, mas, apesar disso, Lenin se beneficiou de seu trabalho; ele os corrigiu e fez todo o possível para mantê-los nas fileiras do partido; ele os induziu a segui-lo.
Nesse sentido, os delegados ao congresso do partido devem se
familiarizar com uma nota não publicada de VI Lenin dirigida ao
politburo do comitê central em outubro de 1920. Delineando os deveres da
comissão de controle [do partido], Lenin escreveu que a comissão
deveria ser transformada em um verdadeiro "órgão do partido e da
consciência proletária.
"Como um dever especial da comissão de controle, recomenda-se um
relacionamento profundo e individualizado com, e às vezes até um tipo de
terapia, para os representantes da chamada oposição - aqueles que
sofreram uma crise psicológica por causa do fracasso em suas atividades
soviéticas." Deve ser feito um esforço para acalmá-los, explicar-lhes o
assunto da maneira usada entre os camaradas, encontrar para eles
(evitando o método de emitir ordens) uma tarefa para a qual eles são
psicologicamente adequados. relacionados a esse assunto devem ser
formulados pelo departamento organizacional do comitê central etc. "
Todo mundo sabe como Lenin era inconciliável com os inimigos
ideológicos do marxismo, com aqueles que se desviaram da linha correta
do partido.
Ao mesmo tempo, porém, Lênin, como é evidente no documento apresentado,
em sua prática de dirigir a parte exigiu o contato mais íntimo da parte
com pessoas que haviam demonstrado indecisão ou não conformidade
temporária com a linha do partido, mas a quem ela era. possível retornar
ao caminho da festa. Lenin aconselhou que essas pessoas fossem educadas pacientemente sem a aplicação de métodos extremos.
A sabedoria de Lenin ao lidar com as pessoas era evidente em seu trabalho com os quadros.
Um relacionamento completamente diferente com as pessoas caracterizava Stalin.
As características de Lenin - trabalho paciente com as pessoas,
educação teimosa e meticulosa delas, a capacidade de induzir as pessoas a
segui-lo sem usar compulsão, mas sim através da influência ideológica
sobre elas de todo o coletivo - eram totalmente estranhas a Stalin.
Ele descartou o método leninista de convencer e educar; abandonou o
método de luta ideológica pelo de violência administrativa, repressões
em massa e terror.
Ele agia em escala cada vez maior e mais teimosamente através de órgãos
punitivos, ao mesmo tempo em que violava todas as normas de moralidade e
leis soviéticas existentes.
O comportamento arbitrário de uma pessoa incentivou e permitiu arbitrariedade em outras.
Prisões em massa e deportações de muitos milhares de pessoas, execução
sem julgamento e sem investigação normal criaram condições de
insegurança, medo e até desespero.
Isso, é claro, não contribuiu para a unidade das fileiras do partido e
de todos os estratos dos trabalhadores, mas, pelo contrário, provocou
aniquilação e expulsão do partido dos trabalhadores leais, mas
inconvenientes a Stalin.
Nosso partido lutou pela implementação dos planos de Lenin para a construção do socialismo. Esta foi uma luta ideológica.
Se os princípios leninistas tivessem sido observados durante o curso
dessa luta, se a devoção do partido a princípios tivesse sido habilmente
combinada com uma preocupação afiada e solícita pelas pessoas, se não
tivessem sido repelidos e desperdiçados, mas atraídos para o nosso lado,
certamente não teríamos tido. uma violação tão brutal da legalidade
revolucionária e muitos milhares de pessoas não teriam sido vítimas do
método do terror.
Métodos extraordinários seriam então utilizados apenas contra aquelas
pessoas que de fato haviam cometido atos criminosos contra o sistema
soviético.
Vamos relembrar alguns fatos históricos.
Nos dias anteriores à revolução de outubro, dois membros do comitê
central do partido bolchevique - Kamenev e Zinoviev - declararam-se
contra o plano de Lenin para um levante armado.
Além disso, em 18 de outubro eles publicaram no jornal menchevique
Novaya Zhizn uma declaração declarando que os bolcheviques estavam se
preparando para uma revolta e que a consideravam aventureira.
Kamenev e Zinoviev assim divulgaram ao inimigo a decisão do comitê
central de organizar o levante, e que o levante havia sido organizado
para ocorrer em um futuro muito próximo.
Isso foi uma traição contra o partido e contra a Revolução.
Nesse sentido, VI Lenin escreveu: "Kamenev e Zinoviev revelaram a
[Mikhail] Rodzyanko e [Alexander] Kerensky a decisão do comitê central
de seu partido sobre a insurreição armada ... Ele colocou perante o
comitê central a questão de Zinoviev e Expulsão de Kamenev da festa. "
No entanto, após a grande revolução socialista de outubro, como é sabido, Zinoviev e Kamenev receberam posições de liderança.
Lenin os colocou em posições nas quais eles executavam as tarefas mais
responsáveis do partido e participavam ativamente do trabalho do
partido principal e dos órgãos soviéticos. Sabe-se que Zinoviev e Kamenev cometeram vários outros erros graves durante a vida de Lenin. Em seu "testamento", Lenin advertiu que "o episódio de Zinoviev e Kamenev em outubro não era, naturalmente, um acidente". Mas Lenin não colocou a questão de sua prisão e certamente não o de seus disparos.
Ou, tomemos o exemplo dos trotskistas.
Atualmente, após um período histórico suficientemente longo, podemos
falar sobre a luta com os trotskistas com total calma e podemos analisar
esse assunto com objetividade suficiente. Afinal, em torno de Trotsky havia pessoas cuja origem não pode de forma alguma ser atribuída à sociedade burguesa. Parte deles pertencia à intelligentsia do partido e uma certa parte foi recrutada dentre os trabalhadores. Podemos citar muitos indivíduos que, na época, se uniram aos trotskistas;
no entanto, esses mesmos indivíduos participaram ativamente do
movimento operário antes da revolução, durante a própria revolução
socialista de outubro e também na consolidação da vitória dessa maior
das revoluções. Muitos deles romperam com o trotskismo e retornaram às posições leninistas. Era necessário aniquilar essas pessoas?
Estamos profundamente convencidos de que, se Lenin tivesse vivido, um
método tão extremo não teria sido usado contra nenhum deles.
Tais são apenas alguns fatos históricos.
Mas pode-se dizer que Lenin não decidiu usar os meios mais severos
contra os inimigos da revolução quando isso era realmente necessário? Não; ninguém pode dizer isso.
Vladimir Ilyich exigiu acordos inflexíveis com os inimigos da revolução
e da classe trabalhadora e, quando necessário, recorreu impiedosamente a
esses métodos.
Você se lembrará apenas da luta de VI Lenin com os organizadores
socialistas revolucionários do levante anti-soviético, com os kulaks
contra-revolucionários em 1918 e com outros, quando Lenin, sem
hesitação, usou os métodos mais extremos contra os inimigos.
Lenin usou tais métodos, no entanto, apenas contra inimigos de classe
reais e não contra aqueles que cometem erros, que erram e a quem foi
possível liderar através de influência ideológica e até manter a
liderança.
Lenin usou métodos severos apenas nos casos mais necessários, quando as
classes exploradoras ainda existiam e se opunham vigorosamente à
revolução, quando a luta pela sobrevivência estava decididamente
assumindo as formas mais nítidas, inclusive incluindo uma guerra civil.
Stalin, por outro lado, usou métodos extremos e repressões em massa no
momento em que a revolução já era vitoriosa, quando o estado soviético
era fortalecido, quando as classes exploradoras já estavam liquidadas e
as relações socialistas estavam enraizadas solidamente em todas as fases
da economia nacional, quando nosso partido se consolidou politicamente e
se fortaleceu numericamente e ideologicamente.
É claro que aqui Stalin mostrou em toda uma série de casos sua intolerância, sua brutalidade e seu abuso de poder.
Em vez de provar sua correção política e mobilizar as massas, ele
frequentemente escolhia o caminho da repressão e da aniquilação física,
não apenas contra inimigos reais, mas também contra indivíduos que não
haviam cometido nenhum crime contra o partido e o governo soviético. Aqui não vemos sabedoria, mas apenas uma demonstração da força brutal que outrora havia alarmado VI Lenin.
Ultimamente, especialmente após o desmascaramento da quadrilha de
Beria, o comitê central analisou uma série de assuntos fabricados por
essa quadrilha. Isso revelou uma imagem muito feia da vontade brutal ligada ao comportamento incorreto de Stalin.
Como os fatos provam, Stalin, usando seu poder ilimitado, se permitiu
muitos abusos, agindo em nome do comitê central, sem pedir a opinião dos
membros do comitê nem mesmo dos membros do politburo do comitê central; muitas vezes ele não os informava sobre suas decisões pessoais em relação a assuntos muito importantes do partido e do governo.
Considerando a questão do culto de um indivíduo, devemos antes de tudo
mostrar a todos que mal isso causou aos interesses de nosso partido.
Vladimir Ilyich Lenin sempre enfatizou o papel e o significado do
partido na direção do governo socialista dos trabalhadores e camponeses; ele viu nisso a principal pré-condição para uma construção bem-sucedida do socialismo em nosso país.
Apontando para a grande responsabilidade do partido bolchevique, como
partido no poder do estado soviético, Lenin pediu a observância mais
meticulosa de todas as normas da vida partidária; ele pediu a realização dos princípios da colegialidade na direção do partido e do estado.
A colegialidade da liderança decorre da própria natureza de nosso
partido, um partido construído sobre os princípios do centralismo
democrático.
"Isso significa", disse Lenin, "que todos os assuntos do partido sejam
resolvidos por todos os membros do partido - diretamente ou por meio de
representantes - que, sem exceção, estão sujeitos às mesmas regras; além
disso, todos os membros administrativos, todos os colegiados diretores,
todos os titulares de cargos partidários são eletivos, devem prestar
contas de suas atividades e são recuperáveis ".
Sabe-se que o próprio Lenin ofereceu um exemplo da mais cuidadosa observância desses princípios.
Não havia tanta importância que o próprio Lenin decidisse isso sem
pedir conselho e aprovação da maioria dos membros do comitê central ou
dos membros do politburo do comitê central.
No período mais difícil para o nosso partido e nosso país, Lenin
considerou necessário convocar regularmente congressos, conferências
partidárias e sessões plenárias do comitê central em que todas as
questões mais importantes foram discutidas e onde as resoluções,
cuidadosamente elaboradas pelo coletivo de líderes, foram aprovados. · Reproduzido com a permissão da família de Nikita Khrushchev
A comissão familiarizou-se com uma grande quantidade de materiais nos arquivos da NKVD e com outros documentos.
Ele estabeleceu muitos fatos relativos à fabricação de casos contra
comunistas, a acusações falsas e a abusos flagrantes da legalidade
socialista, que resultaram na morte de pessoas inocentes.
Tornou-se aparente que muitos ativistas soviéticos e econômicos do
partido, que em 1937-1938 foram considerados "inimigos", na verdade
nunca foram inimigos, espiões, destruidores etc., mas sempre foram
comunistas honestos. Eles foram apenas estigmatizados [como inimigos].
Freqüentemente, não mais capazes de suportar torturas bárbaras, eles se
acusavam (por ordem dos juízes / falsificadores de investigação) de
todos os tipos de crimes graves e improváveis.
A comissão apresentou ao presídio do comitê central materiais longos e
documentados relativos a repressões em massa contra os delegados ao 17º
congresso do partido e contra membros do comitê central eleito nesse
congresso. Esses materiais foram estudados pelo presídio.
Foi determinado que dos 139 membros e candidatos do comitê central
eleitos no 17º congresso, 98 pessoas, ou seja, 70%, foram presas e
fuziladas (principalmente em 1937-1938). (Indignação no salão.) Qual era a composição dos delegados no 17º congresso?
Sabe-se que 80% dos participantes votantes do 17º congresso aderiram ao
carrinho durante os anos de conspiração antes da revolução e durante a
guerra civil, ou seja, antes de 1921. Por origem social, a massa básica
dos delegados ao congresso era trabalhadores (60% dos membros votantes).
Por
esse motivo, é inconcebível que um congresso tão composto pudesse ter
eleito um comitê central no qual a maioria [dos membros] provaria ser
inimiga do partido.
As únicas razões pelas quais 70% dos membros do comitê central e
candidatos eleitos no 17º congresso foram rotulados como inimigos do
partido e do povo porque os comunistas honestos foram caluniados, as
acusações contra eles foram fabricadas e a legalidade revolucionária foi
seriamente minada.
O mesmo destino encontrou não apenas os membros do comitê central, mas
também a maioria dos delegados no 17º congresso do partido.
Dos 1.966 delegados com direito a voto ou consultivo, 1.108 pessoas
foram presas sob a acusação de crimes anti-revolucionários, ou seja,
decididamente mais do que a maioria.
Este fato mostra quão absurdas, selvagens e contrárias ao senso comum
foram as acusações de crimes contra-revolucionários cometidos, como
agora vemos, contra a maioria dos participantes do 17º congresso do
partido.
(Indignação no corredor.)
Devemos lembrar que o 17º congresso do partido é conhecido historicamente como o congresso dos vencedores. Os delegados ao congresso eram participantes ativos na construção de nosso estado socialista;
muitos deles sofreram e lutaram por interesses partidários durante os
anos pré-revolucionários na conspiração e nas frentes da guerra civil; eles lutaram com seus inimigos com coragem e, muitas vezes, sem olhar para o rosto da morte.
Como, então, podemos acreditar que essas pessoas poderiam ser "duplas" e
se uniram aos campos dos inimigos do socialismo durante a era após a
liquidação política de zinovievitas, trotskistas e direitistas e após as
grandes realizações da construção socialista ? Este foi o resultado do abuso de poder por Stalin, que começou a usar o terror em massa contra os quadros do partido. Por que as repressões em massa contra ativistas aumentaram cada vez mais após o 17º congresso do partido?
Foi porque naquela época Stalin havia se elevado tanto acima do partido
e acima da nação que ele deixou de considerar o comitê central ou o
partido. Stalin ainda considerava a opinião do coletivo antes do 17º congresso.
Após a completa liquidação política dos trotskistas, zinovievitas e
bukharinitas, no entanto, quando o partido alcançou a unidade, Stalin em
um grau cada vez maior parou de considerar os membros do comitê central
do partido e até os membros do plitburo. Stalin pensou que agora ele poderia decidir todas as coisas sozinho e que tudo que ele precisava eram estatísticos. Ele tratou todos os outros de tal maneira que eles só podiam ouvi-lo e elogiá-lo.
Após o assassinato criminal de Sergey M Kirov, começaram as repressões
em massa e os atos brutais de violação da legalidade socialista.
Na noite de 1º de dezembro de 1934, por iniciativa de Stalin (sem a
aprovação do plitburo - que foi dada dois dias depois, casualmente), o
secretário da presidência do comitê executivo central, [Abel] Yenukidze,
assinou a seguinte diretiva: "1. As agências de investigação são orientadas a acelerar os casos dos acusados de preparação ou execução de atos de terror.
"2. Os órgãos judiciais são instruídos a não suspender a execução de
sentenças de morte pertencentes a crimes desta categoria, a fim de
considerar a possibilidade de perdão, porque o presídio do comitê
executivo central da URSS não considera possível o recebimento de
petições desse tipo.
"3. Os órgãos do comissariado de assuntos internos [NKVD] são
instruídos a executar as sentenças de morte contra criminosos da
categoria acima mencionada imediatamente após a aprovação das
sentenças." Essa diretiva tornou-se a base para atos de abuso em massa contra a legalidade socialista. Durante muitos dos processos judiciais fabricados, os acusados foram acusados de "preparação" de atos terroristas;
isso os privou de qualquer possibilidade de que seus casos pudessem ser
reexaminados, mesmo quando declararam perante o tribunal que suas
"confissões" eram garantidas à força e quando, de maneira convincente,
refutaram as acusações contra eles.
Deve-se
afirmar que até hoje as circunstâncias do assassinato de Kirov ocultam
muitas coisas inexplicáveis e misteriosas e que exigem um exame mais
cuidadoso.
Há razões para suspeitar que o assassino de Kirov, [Leonid] Nikolayev,
tenha sido assistido por alguém dentre as pessoas cujo dever era
proteger a pessoa de Kirov.
Um mês e meio antes do assassinato, Nikolayev foi preso por
comportamento suspeito, mas ele foi libertado e nem sequer revistado.
É uma circunstância incomumente suspeita que, quando o Chekist
designado para proteger Kirov estivesse sendo levado para um
interrogatório, em 2 de dezembro de 1934, ele foi morto em um 'acidente'
de carro no qual nenhum outro ocupante do carro foi ferido.
Após o assassinato de Kirov, os principais funcionários da NKVD de
Leningrado receberam sentenças muito leves, mas em 1937 eles foram
baleados. Podemos assumir que eles foram baleados para encobrir os traços dos organizadores do assassinato de Kirov. (Movimento no corredor.)
As repressões em massa cresceram tremendamente desde o final de 1936,
depois que um telegrama de Stalin e [Andrey] Zhdanov, datado de Sochi em
25 de setembro de 1936, foi endereçado a [Lazar] Kaganovich,
[Vyacheslav] Molotov e outros membros do politburo. O conteúdo do telegrama era o seguinte:
"Consideramos absolutamente necessário e urgente que o camarada
[Nikolay] Yezhov seja nomeado para o cargo de comissário do povo para
assuntos internos. [Genrikh] Yagoda definitivamente se provou incapaz de
desmascarar o bloco trotskista-zinovievita. A OGPU está quatro anos
atrasada. Isso é observado por todos os trabalhadores do partido e pela
maioria dos representantes da NKVD. " https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=https://www.theguardian.com/theguardian/2007/apr/26/greatspeeches2&prev=search
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Nosso inimigo, o Estado
Este livro está na base dos pensamentos libertário e conservador americanos, já que foi tomado por uma espécie de manifesto contra o poder abusivo do Estado sobre o poder social organizado.
O autor, talvez o primeiro a se autoproclamar “libertário”, explica que seu propósito com esse livro é levantar a questão se o enorme esgotamento do poder social que presenciamos em todos os lugares não sugere a importância de saber mais do que sabemos sobre a natureza essencial da instituição que absorve tão rapidamente esse volume de poder — o Estado.
Leitura imprescindível para compreender os fundamentos do pensamento conservador moderno, especialmente em sua vertente americana e mais alinhada ao libertarianismo.
Sobre o autor:
Albert Jay Nock (1870–1945) foi um escritor, editor, pedagogo e crítico social americano, um dos primeiros a se autoproclamar “libertário”, ferrenhamente contrário ao New Deal, e que serviu de inspiração para os movimentos conservador e libertário dos Estados Unidos. Seus trabalhos mais conhecidos são este Nosso inimigo, o Estado e Memoirs of a Superfluous Man.
Ficha Técnica:
Número de Páginas: 176
Editora: Vide Editorial
Idioma: Português
ISBN: 9788595070424
Dimensões do Livro: 14 x 21 cm
O PODER - BERTRAND DE JOUVENEL
http://conspiratio3.blogspot.com/2016/12/o-poder-antes-ele-queria-seu-sangue-o.html O
Poder inverte as expectativas: dê a sua alma, ele diz, que darei a
segurança que você precisa para continuar a sua vidinha com a paz e o
conforto que merece.
O
homem democrático aceitou o pacto sem reclamações. Entre a dor e o
nada, em vez de escolher a primeira, ficou com o segundo, disfarçado de
grandes oportunidades e de sonhos jamais realizados. Parece
um vaticínio terrível, e é. Mas De Jouvenel mostra que a solução existe
na capacidade do homem escolher e conquistar a sua própria liberdade - e
mantê-la sob constante vigilância. O Poder quer permanecer a qualquer
custo, independente das ideologias de esquerda e de direita; e o ser
humano também, com a diferença de que ele sempre esteve acima de tudo
isso.
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A GNOSE, DILACERAÇÃO DE CRISTO, DILACERAÇÃO DO HOMEM – Stefano Fontana
A gnose é uma heresia que confunde as ideias sobre heresia; é uma heresia enganosa que influencia negativamente todo o processo de distinção/separação entre verdade e erro. É por isso que a Gnose tem sido vista como “a heresia de todas as heresias”, o mesmo que Pio X dizia do modernismo, que era e é uma heresia gnóstica. A gnose é camaleônica e multifacetada, apresenta-se de maneiras diferentes e, portanto, penetra mais profundamente, muitas vezes de forma inadvertida. Ao ocultar seu perigo, ele é aceita por aquilo que não é, tendo também conseguido fazer com que, na Igreja, não fale mais de heresia.
(...)
A contenção da natalidade politicamente programada; o empenho conjunto de organizações internacionais para o crescimento zero ou abaixo de zero; a convergência dos grandes centros financeiros, das cortes internacionais de justiça e dos poderes políticos transnacionais para impor o aborto como um direito; a esterilização; a destruição de embriões humanos; o planejamento da substituição de povos inteiros por meio da imigração; o propósito de superar as religiões confessionais para chegar-se a uma única religião mundial sincrética ou genericamente humanística, de acordo com o projeto maçônico; a perseguição do cristianismo e, especialmente, do catolicismo, encurralado entre a afirmação da própria identidade e a submissão ao mundo: são aspectos macroscópicos e planetários da Gnose contemporânea, que observadores como Michel Schooyans, Marguerite Peeters, Gabriele Kuby e Riccardo Cascioli têm mostrado com clareza, e tudo isto muito bem documentado pelos Relatórios Anuais sobre a Doutrina Social da Igreja no mundo, do Observatório Cardeal Van Thuan (http://www.vanthuanobservatory.org/eng/).
Esta é a Nova Desordem Mundial ou, como também é chamada, a Sociedade Aberta. A aceitação da homossexualidade, mesmo em círculos católicos; o fato de que o exercício da sexualidade fora do casamento seja visto com normalidade; ou o fato de que mais de 70 por cento dos católicos já não mais considerem a masturbação como um pecado, são efeitos da longa influência do Gnosticismo.
Quem acredita poder ser salvo espiritualmente, contribuindo para a aprovação de leis e políticas contra o direito natural, está dissociando o Cristo criador do Cristo redentor: é o que pretende o Gnosticismo.
"O clássico estudo de Bertrand de Jouvenel, Du Pouvoir, Histoire
Naturelle de sa Croissance (1949), demonstrou de uma vez por todas que o
crescimento do poder do Estado, com a consequente atrofia das
liberdades individuais, é a mais nítida constante da História ocidental
moderna, pouco importando se falamos de “democracias” ou de “ditaduras”." Olavo de carvalho
*
O PODER - "Antes ele queria apenas o seu dinheiro (através dos impostos), o seu sangue (através da guerra) e a livre-iniciativa (através da burocracia); agora, quer nada mais nada menos do que a sua alma. " (Bertrand de Jouvenel)
Crítica de "O Poder - História Natural de seu Crescimento" (...) "O Poder" mostra as marcas do tempo da sua redação, mas vai além, muito além. Tornou-se também uma profecia dos nossos tempos.
O livro destrói qualquer espécie de ingenuidade que se possa ter a respeito desta palavrinha mágica chamada "Poder". Graças à cumplicidade dos intelectuais e, claro, dos políticos, o Poder - escrito em maiúscula, como se fosse uma entidade viva, com uma lógica idiossincrática, quiçá misteriosa - cresceu exponencialmente no final do século 19 e início do 20.
Antes ele queria apenas o seu dinheiro (através dos impostos), o seu sangue (através da guerra) e a livre-iniciativa (através da burocracia); agora, quer nada mais nada menos do que a sua alma.
Como bom profeta, De Jouvenel mostra que isso aconteceu sem que ninguém suspeitasse. Na verdade, o argumento mais perturbador é o de que deixamos o Poder invadir nossa vida íntima porque gostamos disso.
Usar o termo "gostar" é um eufemismo. A palavra certa é "idolatrar". É nesta distinção que De Jouvenel supera, por exemplo, Elias Canetti em "Massa e Poder" e se iguala a Ortega y Gasset em "A Rebelião das Massas".
Como Ortega, o escritor francês reconhece que o ser humano só se torna pleno quando aceita a sua existência como um constante naufrágio, repleto de incerteza. O Poder inverte as expectativas: dê a sua alma, ele diz, que darei a segurança que você precisa para continuar a sua vidinha com a paz e o conforto que merece.
O homem democrático aceitou o pacto sem reclamações. Entre a dor e o nada, em vez de escolher a primeira, ficou com o segundo, disfarçado de grandes oportunidades e de sonhos jamais realizados.
Parece um vaticínio terrível, e é. Mas De Jouvenel mostra que a solução existe na capacidade do homem escolher e conquistar a sua própria liberdade - e mantê-la sob constante vigilância. O Poder quer permanecer a qualquer custo, independente das ideologias de esquerda e de direita; e o ser humano também, com a diferença de que ele sempre esteve acima de tudo isso.
Afinal, se não fosse por esse bom combate, valeria a pena viver tal história? Ou será que já escolhemos viver com "pacotes de emergência", um atrás do outro, esperando a prisão sem aviso?
MARTIM VASQUES DA CUNHA é editor da revista "Dicta&Contradicta" e doutorando pela USP.
O Poder - História Natural de seu Crescimento
AUTOR Bertrand de Jouvenel
EDITORA Peixoto Neto
*** A ELITE QUE VIROU MASSA A implantação de políticas de controle
totalitário – da economia, da cultura, da religião,
da moral, da vida privada – mostrou-se plenamente compatível
com a subsistência do processo eleitoral formal, hoje
tido como suficiente para conferir a uma nação
o título de “democracia”. Com esse nome
ou o de “democracia de massas”, a ditadura por
meios democráticos tornou-se praticamente o regime
universal. http://www.olavodecarvalho.org/semana/081201dce.html
A INVEJA REVOLUCIONÁRIA O "proletariado do espírito" é, como
já observava Otto Maria Carpeaux (A Cinza do Purgatório, 1943), a classe
revolucionária por excelência. Desde a Revolução Francesa, os movimentos
ideológicos de massa sempre recrutaram o grosso de seus líderes da multidão dos
semi-intelectuais ressentidos. http://www.olavodecarvalho.org/semana/030826fsp.htm
A CENSURA IDEOLÓGICA IMPULSIONA A MÁQUINA TOTALITÁRIA
"O efeito da ideologia marxista é precisamente colocar o Estado comunista no caminho da dominação. Ninguém acredita que ele deveria dominar, muito menos aqueles que se desculpam por seus "erros" e "desvios". Nem qualquer cidadão de um Estado cornunista deseja aumentar seu poder de forma tão alarmante. Mas ninguém sabe como pará-lo, já que NENHUMA RAZÃO PARA PARÁ-LO PODE SER PROFERIDA sem penalidade instantânea." (Roger Scruton)