"Hoje entendo que o esquerdismo não é um
ideal, uma crença, uma filosofia: é uma doença moral horrível, a
substituição do senso instintivo do bem e do mal por um conjunto de
artifícios lógicos que, por etapas, vão levando da mera perversão à
inversão completa, à santificação do mal e à condenação do bem." Olavo de Carvalho https://conspiratio3.blogspot.com/2023/05/olavo-de-carvalho-forca-diabolica-que.html
*
TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais
do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua
natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como
ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também
uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é
viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao
mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais
severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
*
"Filho
do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e
não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque é casa rebelde." Ezequiel 12:2
*
"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho
OLAVO DE CARVALHO - "Ideológicamente o eurasismo é diferente do
comunismo, mas, como definiu Karl Marx, ideologia é um vestido de idéias
a encobrir um esquema de poder. O esquema de poder na Rússia trocou de vestido, mas continua o mesmo." https://youtu.be/ZpjwJ_jRpMo?t=3483
A
direita depende da verdade e a verdade depende da direita. Se não
fizermos nada por ela, a mentira e a censura nos transformarão na
esquerda totalitária que tanto nos horroriza.
* * *
"Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa." G. K. Chesterton
RELATIVIZAR A VERDADE, ABSOLUTIZA A OPINIÃO. E aqueles que relativizam a verdade querem sua voz absolutizada.
IRON MOUNTAIN REPORT "Nos anos 50, grupos globalistas bilionários – os metacapitalistas,
como os chamo, aqueles sujeitos que ganharam tanto dinheiro com o
capitalismo que agora já não querem mais se submeter às oscilações do
mercado e por isso se tornam aliados naturais do estatismo esquerdista –
tomaram a iniciativa de contratar algumas dezenas de intelectuais de
primeira ordem para que escolhessem a vítima das vítimas, alguém em cuja
defesa, em caso de ameaça, a sociedade inteira correria com uma
solicitude de mãe, lançando automaticamente sobre todas as objeções
possíveis a suspeita de traição à espécie humana. Depois de conjeturar
várias hipóteses, os estudiosos chegaram à conclusão de que ninguém se
recusaria a lutar em favor da Terra, da Mãe-Natureza. Foi a partir de
então que os subsídios começaram a jorrar para os bolsos de ecologistas
que se dispusessem a colaborar na construção do mito do planeta ameaçado
pela liberdade de mercado. As conclusões daquele estudo foram
publicadas sob o título de Report from Iron Mountain – a prova viva de
que o salvacionismo planetário é o maior engodo científico de todos os
tempos. O escrito foi publicado anonimamente, mas o economista John
Kenneth Galbraith, do qual não há razões para duvidar nesse ponto,
confirmou a autenticidade do documento ao confessar que ele próprio
fizera parte daquele grupo de estudos e ajudara a redigir as conclusões." https://conspiratio3.blogspot.com/2021/03/olavo-de-carvalho-animais-ecologia.html
*
Olavo de Carvalho - "Os
acontecimentos mais básicos dos últimos cinqüenta
anos são: primeiro, a ascensão de elites
globalistas, desligadas de qualquer interesse nacional
identificável e empenhadas na construção não
somente de um Estado mundial mas de uma pseudocivilização
planetária unificada, inteiramente artificial, concebida
não como expressão da sociedade mas como instrumento
de controle da sociedade pelo Estado; segundo, os progressos
fabulosos das ciências humanas, que depositam nas
mãos dessas elites meios de dominação social jamais
sonhados pelos tiranos de outras épocas." http://www.olavodecarvalho.org/semana/091217dc.html
*
Nossos líderes empresariais e
políticos ainda vivem na época em que toda menção ao assunto podia ser
tranqüilamente rejeitada, com um sorriso de desdém, como “teoria da
conspiração”. No entanto, há pelo menos dez anos a ONU já declarou
oficialmente sua intenção de consolidar-se como administração
planetária: “Os problemas da humanidade já não podem ser resolvidos
pelos governos nacionais. O que é preciso é um Governo Mundial. A melhor
maneira de realizá-lo é fortalecendo as Nações Unidas” (Relatório sobre
o Desenvolvimento Humano, 1994).
O projeto do governo mundial é originariamente comunista (v. Elliot R.
Goodman, O Plano Soviético de Estado Mundial, Rio, Presença, 1965), e os
grupos econômicos ocidentais que se deixaram seduzir pela idéia,
esperando tirar proveito dela, sempre acabaram financiando movimentos
comunistas ao mesmo tempo que expandiam globalmente seus próprios
negócios. As fundações Ford e Rockefeller são os exemplos mais notórios.
Nesses como em outros casos, a contradição entre o interesse econômico
envolvido e as ambições políticas de longo prazo é origem de inumeráveis
ambigüidades que desorientam o observador e, se ele é preguiçoso, o
induzem a não pensar mais no assunto. https://conspiratio3.blogspot.com/2015/11/o-projeto-do-governo-mundial-e.html
*
ESTRATÉGIA GLOBALISTA - "Uma
vez implementadas, tais linhas de crítica serão futuramente punidas e
punidas com prisão e / ou reeducação! (...) O Presidente da Comissão
Europeia e, portanto, o mais alto político europeu, apresentou
abertamente a estratégia por trás dessa abordagem antidemocrática no
Spiegel já em 1999: “Nós decidimos algo, então colocamos na sala e
esperamos um pouco para ver o que acontece. Se não houver grandes gritos
e revoltas, porque a maioria deles não entende o que foi decidido,
então continuamos - passo a passo, até que não haja mais volta ”. Doze
anos depois, ele acrescentou: "Quando as coisas ficam sérias, você tem
que mentir."https://conspiratio3.blogspot.com/2021/01/caio-alemao-nom-invisivel-e.html
OLAVO
DE CARVALHO - "De fato, cada vez mais e mais opiniões entram na
classificação de "discursos de ódio". No fim só sobrarão, isentos da
suspeita de ódio, os discursos de ódio ao cristianismo, que matam 150
mil pessoas anualmente por puro amor." "Se porventura o movimento
popular sair vencedor, como parece que vai acontecer, e de eleições
novas e limpas emergir um presidente de verdade em vez dessa farsante
semi-analfabeta, AÍ A BRIGA SE TRANSFERIRÁ PARA O PLANO INTERNACIONAL, e
será preciso muito apoio do povo ao novo governante para que ele
resista às pressões que inevitavelmente tentarão fazê-lo submeter os
interesses nacionais aos de poderosas forças estrangeiras. Afinal, o
comunopetismo, com seus esforços de dissolver as soberanias nacionais
num monstrengo chamado "Pátria Grande", está perfeitamente alinhado e
submisso aos planos da Nova Ordem Global que ele diz combater, e que
visam precisamente à INTEGRAÇÃO MUNDIAL POR MEIO DE GRANDES INTEGRAÇÕES
REGIONAIS. Os autonomeados senhores do mundo não ficarão felizes de ver a
queda do seu querido pupilo, e tudo farão para que o novo presidente
seja como ele." https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10153193907347192
.
Vão extinguir a democracia com o argumento que
precisam eliminar mentiras. É a liberdade que faz a triagem das
mentiras, das suspeitas, das opiniões, até chegar ao conhecimento.
Eliminar mentiras pela censura não garante a presença de verdades, mas,
ao contrário, a presença de verdades GARANTE a eliminação de mentiras. E
a verdade é o que desaparece com a censura.
O crime é suprimir a informação relevante, e isso acontece de cima para baixo, dos poderes para o povo.
Censura à maioria é um perigo maior do que qualquer ameaça que ela pretenda evitar.
*
Censura é recurso de quem tem o poder mas não os argumentos e quer o
PODER ACIMA DA VERDADE:
Lenin não fazia nenhuma tentativa de persuadir seus oponentes durante
uma disputa. Ele não se comunicava diretamente com eles, preferia
fazê-lo com aqueles que assistiam ao conflito, de forma a comprometer e
ridicularizar seus adversários. (Vassily Grossman - citado em
Ponerologia: Psicopatas no Poder)
"Lênin ensinava seus discípulos a não discutir com o
adversário para refutar-lhe as idéias, mas para destruí-lo social e
economicamente, ou mesmo fisicamente." Olavo de Carvalho ·
"O
mundo Ocidental como um todo, e os Estados Unidos em particular, se
equivocaram seriamente sobre a natureza das mudanças no mundo comunista.
Não estamos testemunhando a morte do comunismo, mas uma nova ofensiva
estratégica de desinformação." Anatoliy Golitsyn https://conspiratio3.blogspot.com/2018/01/finalmente-republicaram-o-livro.html
A China não confiará nas armas nucleares para conquistar o mundo - Por Lev Navrozov - 2009
Se
a China usar seu pequeno estoque nos Estados Unidos ou na Rússia,
qualquer um dos países usará seu vasto estoque de armas nucleares na
China e o eliminará da terra.
Por
outro lado, descobriu-se que são necessários 20 gramas de armas
genéricas supertermotóxicas para levar a morte a 6,7 bilhões de
pessoas, ou seja, a população mundial.
Chi
Haotian mostrou em seus discursos que a China prefere armas químicas e
biológicas, cuja produção foi universalmente proibida no Ocidente por
motivos morais.
Os
donos da China querem atacar o poder humano inimigo ao invés de seus
edifícios. Este último pode ser usado para acomodar os escravos chineses
vitoriosos.
Por
outro lado, a Rússia e os EUA têm mais armas nucleares do que a China.
Seu ataque nuclear à China pode levar à devastação do país atacado. A
possibilidade de troca de tais devastações pode levar à paz mundial, mas
os donos da China não estão atrás da paz mundial - eles estão atrás do
império mundial chinês.
RED COCAINE Cocaína Vermelha - A Narcotização da América Joseph Douglass Descrição do livro
“A fraude e as drogas são nossas duas principais estratégias na guerra contra o capitalismo.”
Nikita Khrushchev.
Droga Vermelha apresenta o planejamento estratégico chinês e soviético para desestabilizar o capitalismo ocidental por meio da distribuição de drogas como arma química contra os jovens burgueses, mas principalmente, contra a juventude americana. O objetivo de longo prazo seria a destruição da família burguesa e a formação de uma geração incapaz de assumir postos de comando em empresas.
Ao contrário dos livros de teorias conspiratórias, Joseph D. Douglass não apresenta teoria alguma, mas provas, documentos oficiais dos países envolvidos, testemunhos de desertores e depoimentos de traficantes em processo de julgamento.
O autor dá uma visão panorâmica das ações cubanas na América Latina, especialmente na atuação das FARC em conjunto com a política cubana de exportação de cocaína e de outras drogas para os EUA. Revela também como no início dos anos 1950, Mao Tse-tung e Chou En-lai se encarregaram de planejar um grande esquema de tráfico de drogas, vendidas a preço baixo para os soldados americanos na Coréia e no Japão.
Cocaína Vermelha - A Narcotização da América Joseph Douglass
REVISÃO DA ESTRATÉGIA REVOLUCIONÁRIA GLOBAL CONTINUA O analista soviético, um boletim de inteligência estratégica,
fornece um antidoto necessário para os pensamentos “politicamente
corretos e, portanto, confusos, sobre os desenvolvimentos
revolucionários nos chamados” antigos países do bloco soviético e suas
consequências para o mundo inteiro. Aplicando a metodologia analítica
explicada por Anatoliy Golitsyn em "New Lies for Old"
e
"The perestroika Deception",
esta publicação, criada em 1972, analisa as atividades dos formuladores
de políticas leninistas continuados na perspectiva da implementação de
sua estratégia de longo alcance. Concentra-se no rápido progresso que
estão fazendo, no contexto da falsa descontinuidade de 1989-91 e a
mentira de que o comunismo era “abandonado”, para a realização dos
objetivos de controle revolucionário global inalterados de Lênin.
Para
os herdeiros de Lênin procurar nada menos que o progressivo
enfraquecimento, decaptação e integração de estados-nação e sua
substituição fragmentada por intrincadas estruturas "cooperativas"
transfronteiriças e regionais que se destinam a ser parte do quadro para
o Governo Mundial. Esta "Nova Ordem Social Mundial" será, por
definição, uma ditadura socialista global. Aqueles no Ocidente,
especialmente os decisores políticos, os banqueiros, os clérigos e os
formadores de opinião que estão colaborando de fato com os
revolucionários em curso na continuação de sua estratégia contínua de
“cooperação-chantagem” - seja conscientemente como agentes de
influência, ou involuntariamente como o que Lênin c!amou “idiotas úteis”
- para impiedosamente impelir o futuro da civilização estão fornecendo
um tapete vermelho para os revolucionários que se disfarçam como seus
compan!eiros de armas, mas que secretamente procuram sua queda. Tais
colaboradores ignoram a realidade maligna da “guerra” contemporânea
chamada paz.
Foi
o presidente George Bush que reciclou a frase leninista “Nova Ordem
Mundial” de Gorbac!ev. Outros fornecedores deste slogan revolucionário
incluem Karl Marx e Henry Kissinger, que observou: "O NAFTA é um
importante passo para a Nova Ordem Mundial”. E falou em um jantar dos
embaixadores das Nações Unidas em 14 de setembro de 1994, observou David
RocKefeller: Esta “janela de oportunidade” atual, durante a qual um
projeto mundial verdadeiramente pacífico e interdependente pode ser
construído, não estará aberto por muito tempo. Já existem forças
poderosas no trabalho que ameaçam destruir todas as nossas esperanças e
esforços para criar uma estrutura duradoura de cooperação global”. Quer o
senhor deputado Rockefeller e os colaboradores de fato similares
compreendam a sua política de “tapete vermel!o”, está aberto a um debate
legítimo, o que é claro é que a “cooperação global” na prática
significa, e pretende significar, “coletivização global” a própria
essência do comunismo.
"Em 1932, William Z. Foster, então líder do Partido Comunista dos EUA. escreveu em seu livro Hacia America Soviética que o objetivo do comunismo era o estabelecimento de uma "Nova Ordem Social Mundial". Em 1985, dois aparatchiks soviéticos, F. Petrenko e V. Popov, explicaram (na Política Externa Soviética, Objetivos e Princípios, Progress Publishers, Moscou) que o passo de transição para a "Nova Ordem Mundial" envolve a fusão das nações recém-cativas em Governos regionais.
Em 1942, Stalin escreveu: "À medida que um número cada vez maior de nações caem para a revolução, torna-se possível reuní-las sob um regime mundial comunista." Lênin escreveu que o objetivo dos comunistas era "uma futura união de todas as nações em um único mundo...sistema". Este objetivo permanece inalterado. O ponto é, diz Yelena Bonner, a viúva de Andrei Sakharov, que o objetivo comunista é fixo e imutável - nunca desvia um pouco do seu objetivo de dominação mundial, mas se os julgarmos apenas pela direção em que parece ir, seremos enganados."
Cocaína Vermelha - A Narcotização da América Joseph Douglass
*
O sonho comunista de contaminar o mundo com a própria doença, mencionado por Cyril E. Black no livro Anatomia da Subversão:
"Em
1958, por exemplo, eu tive ocasião de perguntar a Khrushchev acerca das
possíveis formas de governo, economia, idiomas e organização em geral,
quando os princípios marxistas de sociedade como a que imperava na URSS
fossem adotados no resto do mundo. Ele nem por um momento negou a
presunção que estava por baixo desta pergunta realmente explosiva - o
sucesso da revolução mundial - e respondeu que ainda era cedo para se
dizer como seria um Estado comunista mundial. Quando se chegar a esse
ponto, disse ele, seriam encontrados os meios e formas adequados. Ele
considerava o Estado mundial ainda no mundo da fantasia e dizia que
ainda era impossível dizer como seriam os arranjos de organização em
detalhes. Afirmou que os princípios gerais já estavam delineados em
Marx, Engels e Lenin." Cyril E. Black encontrou-se com o psicopata* Nikita Khrushchev em 1958, quando membro de uma delegação para observar as eleições na URSS. * SEMINÁRIO GLOBALISMO https://escritoralexandrecosta.com.br/2019/06/24/seminario-globalismo/
* OS DONOS DO MUNDO Olavo de Carvalho As forças históricas que hoje disputam o poder no mundo articulam-se em três projetos de dominação global: o “russo-chinês” (ou “eurasiano”), o “ocidental” (às vezes chamado erroneamente “anglo-americano”) e o “islâmico”. Cada um tem uma história bem documentada, mostrando suas origens remotas, as transformações que sofreu ao longo do tempo e o estado atual da sua implementação. Os agentes que os personificam são respectivamente: 1. A elite governante da Rússia e da China, especialmente os serviços secretos desses dois países. 2. A elite financeira ocidental, tal como representada especialmente no Clube Bilderberg, no Council of Foreign Relations e na Comissão Trilateral. 3. A Fraternidade Muçulmana, as lideranças religiosas de vários países islâmicos e alguns governos de países muçulmanos. http://www.olavodecarvalho.org/os-donos-do-mundo/
As forças históricas que hoje
disputam o poder no mundo articulam-se em três projetos de dominação
global: o “russo-chinês” (ou “eurasiano”), o “ocidental” (às vezes
chamado erroneamente “anglo-americano”) e o “islâmico”.
Cada um tem uma história bem
documentada, mostrando suas origens remotas, as transformações que
sofreu ao longo do tempo e o estado atual da sua implementação.
Os agentes que os personificam são respectivamente:
1. A elite governante da Rússia e da China, especialmente os serviços secretos desses dois países.
2. A elite financeira ocidental, tal
como representada especialmente no Clube Bilderberg, no Council of
Foreign Relations e na Comissão Trilateral.
3. A Fraternidade Muçulmana, as lideranças religiosas de vários países islâmicos e alguns governos de países muçulmanos.
Desses três agentes, só o primeiro pode
ser concebido em termos estritamente geopolíticos, já que seus planos e
ações correspondem a interesses nacionais e regionais bem definidos. O
segundo, que está mais avançado na consecução de seus planos de governo
mundial, coloca-se explicitamente acima de quaisquer interesses
nacionais, inclusive os dos países onde se originou e que lhe servem de
base de operações. No terceiro, eventuais conflitos de interesses entre
os governos nacionais e o objetivo maior do Califado Universal acabam
sempre resolvidos em favor deste último, que que hoje é o grande fator
de unificação ideológica do mundo islâmico.
As concepções de poder global que esses
três agentes se esforçam para realizar são muito diferentes entre si
porque brotam de inspirações heterogêneas e às vezes incompatíveis.
Embora em princípio as relações entre
eles sejam de competição e disputa, às vezes até militar, existem
imensas zonas de fusão e colaboração, ainda que móveis e cambiantes.
Este fenômeno desorienta os observadores, produzindo toda sorte de
interpretações deslocadas e fantasiosas, algumas sob a forma de “teorias
da conspiração”, outras como contestações soi disant “realistas” e “científicas” dessas teorias.
Boa parte da nebulosidade do quadro
mundial é produzida por um fator mais ou menos constante: cada um dos
três agentes tende a interpretar nos seus próprios termos os planos e
ações dos outros dois, em parte para fins de propaganda, em parte por
genuína incompreensão.
As análises estratégicas de parte a
parte refletem, cada uma, o viés ideológico que lhe é próprio. Ainda que
tentando levar em conta a totalidade dos fatores disponíveis, o esquema
russo-chinês privilegia o ponto de vista geopolítico e militar, o
ocidental o ponto de vista econômico, o islâmico a disputa de religiões.
Essa diferença reflete, por sua vez, a composição sociológica das classes dominantes nas áreas geográficas respectivas:
1) Oriunda da Nomenklatura
comunista, a classe dominante russo-chinesa compõe-se essencialmente de
burocratas, agentes dos serviços de inteligência e oficiais militares.
2) O predomínio dos financistas e banqueiros internacionais no establishment ocidental é demasiado conhecido para que seja necessário insistir sobre isso.
3) Nos vários países do complexo islâmico, a autoridade do governante depende substancialmente da aprovação da umma
– a comunidade multitudinária dos intérpretes categorizados da religião
tradicional. Embora haja ali uma grande variedade de situações
internas, não é exagerado descrever como “teocrática” a estrutura do
poder dominante.
Assim, pela primeira vez na história do
mundo, as três modalidades essenciais do poder – político-militar,
econômico e religioso – encontram-se personificadas em blocos
supranacionais distintos, cada qual com seus planos de dominação mundial
e seus modos de ação peculiares. Isso não quer dizer que cada um não
atue em todos os fronts, mas apenas que suas respectivas visões
históricas e estratégicas são delimitadas, em última instância, pela
modalidade de poder que representam. Não é exagero dizer que o mundo de
hoje é objeto de uma disputa entre militares, banqueiros e pregadores.
Praticamente todas as análises de
política internacional hoje disponíveis na mídia do Brasil ou de
qualquer outro país refletem a subserviência dos “formadores de opinião”
a uma das três correntes em disputa, e portanto o desconhecimento
sistemático de suas áreas de cumplicidade e ajuda mútua. Esses
indivíduos julgam fatos e “tomam posições” com base nos valores
abstratos que lhes são caros, sem nem mesmo perguntar se suas palavras,
na somatória geral dos fatores em jogo no mundo, não acabarão
concorrendo para a glória de tudo quanto odeiam. Os estrategistas dos
três grandes projetos mundiais estão bem alertados disso, e incluem os
comentaristas políticos – jornalísticos ou acadêmicos – entre os mais
preciosos idiotas úteis a seu servico.