Subversão: teoria, aplicação, e confissão de um método -
Sinopse- Este é o primeiro volume do compêndio de trabalhos do ex-agente do
KGB Yuri Aleksandrovich Bezmenov. Trata-se de um manual de
Contra-Subversão elaborado a partir da eloquente experiência acumulada
de um insider, combinada ao seu senso de verdade irrefreável e ordenada graças à sua capacidade analítica singular.
O exame atento desses trabalhos proverá ao leitor o
condicionamento intelectual básico para perfurar o ambiente da dolosa
confusão que nesta época sitia – em níveis insuportáveis – as populações
em praticamente todo o mapa mundial, ao menos nos países que ainda são
parte do chamado mundo livre. Este é o primeiro material desse gênero, e
que agora é disponibilizado para o público internacional –
especializado e leigo – em caráter de acesso irrestrito.https://www.audaxeditorial.com/product-page/subvers%C3%A3o-teoria-aplica%C3%A7%C3%A3o-e-confiss%C3%A3o-de-um-m%C3%A9todo-yuri-aleksandrovich-bezm
Na tarde de 22 de outubro de 1962, um homem indefinido foi repentinamente retirado das ruas de Moscou pela KGB. Ele estava sob vigilância sob suspeita de traição. Assim terminou a carreira de Oleg Penkovsky de espionagem para os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Penkovsky é considerado um dos ativos mais valiosos da história da Agência.
Penkovsky o Espião
Penkovsky era um coronel do GRU - inteligência militar soviética - e o oficial soviético de mais alto nível a espionar para os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha até então. Durante seu tempo no exército, Penkovsky ficou desiludido com o regime soviético. Ele sentia que Nikita Krushchev estava liderando a União Soviética no caminho da destruição com sua busca incessante de espalhar o comunismo por todo o mundo. Penkovsky queria ajudar a prevenir uma guerra nuclear entre as superpotências, então ele se ofereceu para espionar para os Estados Unidos e o Reino Unido.
Em abril de 1961, Penkovsky estabeleceu contato com Greville Wynne - um empresário britânico. Poucos dias depois, Penkovsky se reuniu com dois oficiais de inteligência britânicos e dois americanos para passar informações sobre a União Soviética durante uma viagem a Londres. Penkovsky viajava com frequência para a Grã-Bretanha e a França como representante de uma delegação de pesquisa científica soviética e continuou a se encontrar com seus manipuladores da CIA e do MI-6 para longas sessões de esclarecimento. Em Moscou, ele entregou material documental em reuniões com a esposa de um oficial destacado na embaixada britânica.
Durante o período em que Penkovsky repassou informações aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha, ele:
Falou com os entrevistadores por cerca de 140 horas, entregou vários rolos de filme, e
Fotografias transmitidas de um número significativo de documentos secretos para a CIA e o MI-6.
As sessões de interrogatório de Penkovsky produziram cerca de 1.200 páginas de transcrições, nas quais a CIA e o MI-6 tiveram cerca de 30 tradutores e analistas trabalhando. As informações do coronel eram imensamente valiosas, ajudando a dissipar as preocupações sobre a superioridade estratégica soviética e mostrando que os Estados Unidos tinham vantagem em sistemas de mísseis.
Prevenindo uma Guerra Nuclear
No verão de 1962, a União Soviética implantou mísseis nucleares em Cuba. Os soviéticos acreditavam que os Estados Unidos não detectariam os mísseis até que fosse tarde demais para agir. Penkovsky forneceu planos detalhados e descrições dos locais de lançamento em Cuba. Sem essa informação, teria sido muito difícil identificar quais mísseis estavam nos locais de lançamento e rastrear sua prontidão operacional.
Durante a crise dos mísseis cubanos, as informações de Penkovsky deram à administração Kennedy insights técnicos sobre os mísseis nucleares soviéticos implantados em Cuba que ajudaram na busca de uma eventual solução diplomática. Por causa de Penkovksy, Kennedy sabia que tinha três dias antes que os mísseis soviéticos estivessem totalmente funcionais para negociar uma solução diplomática. Por esta razão, Penkovsky é creditado por alterar o curso da Guerra Fria.
Além de informações sobre os locais de lançamento de mísseis em Cuba, Penkovsky repassou informações sobre os planos soviéticos para Berlim à CIA e ao MI-6. Essas informações foram usadas por analistas até a década de 1980.
Captura, Julgamento e Execução
Até hoje, não está claro quem ou o que implicou Penkovsky. Alguns acreditam que George Blake informou a KGB sobre o trabalho de Penkovksy para os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Nesse ponto, a KGB começou a vigiar Penkovsky. Os oficiais da KGB estavam estacionados em apartamentos acima e do outro lado do rio da casa de Penkovksy. Após um longo período de vigilância, a KGB prendeu Penkovsky e o levou a julgamento por traição e espionagem.
*** Os testemunhos de seus companheiros descrevem a morte horrível de Oleg, que foi torturado e jogado vivo em um crematório . Foi um castigo selvagem que os soviéticos se comprometeram a revelar para que outros espiões em potencial fossem vistos refletidos nas cinzas de Penkovski, que foram lançadas em uma vala comum.
Oleg Penkovski era coronel do GRU, a inteligência militar soviética, quando foi preso em 1962 . Ele foi torturado e executado de forma selvagem alguns meses depois. Segundo o depoimento de um colega, ele foi amarrado a uma prancha e aos poucos foi colocado em um crematório. Suas cinzas foram jogadas em uma vala comum.
O "pecado" que levou à terrível vingança do GRU foi a descoberta da traição de Penkovski , que durante vários anos repassou à CIA informações altamente confidenciais sobre guerra química, projeto e construção de mísseis e estratégia militar do Kremlin . Foi esse oficial soviético quem deu à Agência centenas de fotos dos locais dos mísseis de médio alcance que a URSS estava instalando em Cuba. Esses testes desencadearam a chamada "crise dos mísseis" em 1962, que terminou quando Khrushchev teve que retirar as armas da ilha para evitar uma guerra com os Estados Unidos.
Em 1962, o coronel soviético Oleg Penkovsky desafiou seu país para salvar o mundo da guerra nuclear - então pagou por seu heroísmo com a vida.
Enquanto
o presidente Kennedy e o primeiro-ministro soviético Nikita Kruschev se
desafiavam a lançar armas nucleares na TV, um espião soviético
amplamente esquecido mudou o curso da história das sombras.
Oleg Penkovsky
era um desertor do Reino Unido-EUA, em uma posição extremamente
importante no sistema soviético. Sua posição era tal que não só foi
capaz de fornecer informações sobre o que os soviéticos aprenderam sobre
o Ocidente, mas também sobre as reais capacidades dos soviéticos. Um
livro, The Penkovsky Papers , foi preparado, postumamente, com a ajuda da inteligência americana. [1]
Uma comissão do Senado de 1976 afirmou que "o livro foi preparado e
escrito por ativos de agências que se basearam em materiais de casos
reais." Muito do material fornecido por Penkovsky foi desclassificado e
está disponível em https://web.archive.org/web/20080501184323/http://www.foia.cia.gov/search.asp; pesquise o banco de dados com a palavra de código "IRONBARK", que retornará um grande número de documentos.
Oleg Penkovski, ex-espião soviético, afirmou em suas Confissões, que a maior parte da atividade do governo comunista é
espionagem, cooptação de agentes estrangeiros, suborno + chantagem, subversão, desinformação,
interferência em outros países.
"Somos todos espiões." "Todos
quantos vivem no Ocidente devem entender bem uma coisa: a espionagem é
efetuada pelo governo soviético em escala tão gigantesca, que uma pessoa
de fora tem dificuldade em compreendê-la inteiramente. SER INGÊNUO E
SUBSTIMÁ-LA É GRAVE ERRO." Oleg penkoviski
*
OLEG PENKOVSKI TENTOU ALERTAR O OCIDENTE sobre o belicoso e traiçoeiro espírito comunista.
"O
governo de Khruschev é de aventureiros. São demagogos e mentirosos
cobrindo-se com a bandeira da luta pela paz. Khruschev não renunciou à
guerra: está pronto a iniciá-la se as circunstâncias lhe forem
favoráveis. Isto não se deve permitir."
"Os líderes
soviéticos sabem precisamente que o mundo ocidental e, particularmente,
os americanos não desejam uma guerra atômica. É esse desejo de paz dos
meus amigos ocidentais que ele procura usar em seu próprio proveito. É
ele que quer provocar uma guerra, pois esta abriria caminho para
subjugar o mundo inteiro."
"Sempre me perguntei a mim
mesmo: por que o Ocidente confia em Khruschev? É difícil compreender.
Nós da GRU, reunidos, conversamos e escarnecemos: Que tolos, acreditaram
em nós uma vez mais! É claro que o Ocidente tem que prosseguir nas
conversações, mas, de outro lado, cumpre manter uma orientação FIRME.
Não recuem um só passo dessa orientação, façam Khruschev saber que
passou o tempo de dar ouvidos a sua psicose militar. Em hipótese alguma
lhe façam concessóes. Isto apenas lhe permitiria ganhar tempo e
prolongar sua existência."
"Khruschev não falará tão grosso
se sentir que o Ocidente está disposto a seguir uma linha dura. Quando
ele ouviu as categóricas declarações a respeito de Berlim, feitas por
Kennedy, Macmillan, De Gaule, Adenauer e Strauss, sua reação foi a mesma
que em 1961: não gostou. Não contava que as potência ocidentais
tomassem atitude tão firma e se achassem dispostas a adotar todas as
represálias possíveis. O governo soviético esperava que o Ocidente
reagisse da forma costumeira: "...vamos esperar um pouco; além do mais,
eles possuem numerosos mísseis e nós, realmente, não temos fundamento
para iniciar hostilidades por causa da Alemanha..." "
Oleg Penkovski , "As Confissões de Penkovski".
*
"O governo de Khruschev é de aventureiros. São demagogos e mentirosos cobrindo-se com a bandeira da luta pela paz. Khruschev não renunciou à guerra: está pronto a iniciá-la se as circunstâncias lhe forem favoráveis. Isto não se deve permitir."
"Os líderes soviéticos sabem precisamente que o mundo ocidental e, particularmente, os americanos não desejam uma guerra atômica. É esse desejo de paz dos meus amigos ocidentais que ele procura usar em seu próprio proveito. É ele que quer provocar uma guerra, pois esta abriria caminho para subjugar o mundo inteiro." "Sempre me perguntei a mim mesmo: por que o Ocidente confia em Khruschev? É difícil compreender. Nós da GRU, reunidos, conversamos e escarnecemos: Que tolos, acreditaram em nós uma vez mais! É claro que o Ocidente tem que prosseguir nas conversações, mas, de outro lado, cumpre manter uma orientação FIRME. Não recuem um só passo dessa orientação, façam Khruschev saber que passou o tempo de dar ouvidos a sua psicose militar. Em hipótese alguma lhe façam concessóes. Isto apenas lhe permitiria ganhar tempo e prolongar sua existência." "Khruschev não falará tão grosso se sentir que o Ocidente está disposto a seguir uma linha dura. Quando ele ouviu as categóricas declarações a respeito de Berlim, feitas por Kennedy, Macmillan, De Gaule, Adenauer e Strauss, sua reação foi a mesma que em 1961: não gostou. Não contava que as potência ocidentais tomassem atitude tão firma e se achassem dispostas a adotar todas as represálias possíveis. O governo soviético esperava que o Ocidente reagisse da forma costumeira: "...vamos esperar um pouco; além do mais, eles possuem numerosos mísseis e nós, realmente, não temos fundamento para iniciar hostilidades por causa da Alemanha..." Oleg Penkovski , "As Confissões de Penkovski".
RECRUTAMENTO DE TRAIDORES: PRIMEIRO, SUBORNO; DEPOIS, CHANTAGEM.
" O verdadeiro fim do estabelecimento de "ligações" sociais é o recrutamento de novos agentes. No efetuar essas reuniões e contatos, a atenção especial da GRU se dirige a pessoas de posição oficial interessante ou com acesso a informações necessárias e, bem assim, a pessoas com "tendências democráticas", que, por sua ingenuidade política, constituam presa fácil para a propaganda comunista"
"No recrutar, a GRU utiliza-se principalmente de incentivos materiais, chantagem e toda espécie de pressões e ameaças. Existem, evidentemente, agentes que são recrutados em bases ideológicas, mas estes representam a menor porcentagem do total. No processamento do candidato, o oficial de operações atua na base de dois princípios: primeiro estabelece relações amistosas; segundo, cria condições que façam o candidato sentir-se reconhecido ao serviço secreto."
"Na execução de seu trabalho, o oficial de operações deve colocar o candidato em situação tal que não possa, em quaisquer circunstancias, rejeitar o recrutamento. Para chegar a este resultado, o oficial de operações deve providenciar para que o candidato, tendo recebido pequenas incumbências e mensagens a transmitir, se veja envolvido em algum trabalho de espionagem antes mesmo de ser efetivamente recrutado."
Oleg Penkovski , "As Confissões de Penkovski".
*
O desertor da SVR/KGB Sergei Tretyakov disse ao jornalista Pete Earley,
"Quero alertar os americanos. Como povo, você é muito ingênuo em
relação à Rússia e suas intenções. Você acredita que porque a União
Soviética não existe mais, a Rússia agora é sua amiga. Não é, e posso
mostrar como o SVR está tentando destruir os EUA até hoje e ainda mais
do que a KGB fez durante a Guerra Fria."[x]https://jrnyquist.blog/2022/07/19/the-inversion-of-jordon-peterson/
*
"Os comunistas sempre agiram cautelosamente quando confrontados por
poderes fortes, e agressivamente quando tentados pala fraqueza." (Do livro de Anatoliy Golitsyn, "Meias Verdades, Velhas Mentiras")
*
Olavo de CarvalhotegdeS · A
imensidão de detalhes colhidos e não muito bem compreendidos pelo
Patschiki sobre a minha vida mostra a dedicação com que o serviço de
inteligência comunista dominador das nossas universidades se ocupa
daqueles a quem deseja destruir. Confundir pesquisa acadêmica com
espionagem comunista é obrigatório no nosso establishment acadêmico.
*
OLAVO DE CARVALHO
- "Quem ainda não percebeu que os maiores genocidas do mundo adoram
usar a palavra "genocida" em sentido figurado e fora de contexto para
aplicá-la a seus adversários e dar, por esse miserável truquinho verbal,
a impressão de que estes são tão monstruosos quanto eles?" - https://twitter.com/opropriolavo/status/1374570396314394624
*
"Numa
análise do livro de Orwell (1984), Alain Besançon argumenta que a
sociedade totalitária imaginada por esse autor só pode ser compreendida
em termos teológicos. Pois é uma sociedade fundada numa negação
transcendental, numa recusa da condição humana, para a qual não há nem
pode haver nenhuma réplica. Nessa sociedade só há poder, e a finalidade
do poder é obter mais poder. Onde deveria haver amor, há apenas sua
ausência; no lugar da lei, da obrigação, da amizade, da responsabilidade
e do justo também ocorre o mesmo. A verdade é definida pelo poder, e a
realidade é apenas um constructo do poder. As pessoas podem ser
"vaporizadas", pois sua existência foi sempre provisória, uma captura
momentânea no fluxo da ausência de sentido. A linguagem volta-se contra
si mesma, de modo que sempre fracassará sua tentativa de ter algum
sentido. A novilíngua desconstrói a palavra; assim ninguém fala ou
escreve por meio dela senão o poder. (...) A máquina de 1984 põe, de
modo infalível e suave, um sinal de negação em tudo o que faz sentido,
em todos os valores e em todas as coisas compreensíveis, amáveis e
demasiadamente humanas." Roger Scruton
In
an analysis of Orwell's book, Alain Besançon argues that the
totalitarian society envisioned by this author can only be understood in
theological terms. For it is a society founded on a transcendental
denial, a refusal of the human condition, for which there is and cannot
be any replica. In that society there is only power, and the purpose of
power is to obtain more power. Where there should be love, there is only
its absence; in the place of law, obligation, friendship,
responsibility and the just, the same is also true. Truth is defined by
power, and reality is only a power construct. People can be "vaporized"
because their existence has always been temporary, a momentary capture
in the flow of meaninglessness. The language turns against itself, so
that its attempt to make any sense will always fail. The novilanguage
deconstructs the word; so no one speaks or writes through it but power.
(...) The 1984 machine infallibly and gently puts a sign of negation on
everything that makes sense, on all values and on all things that are
understandable, kind and too human. Roger Scruton
.
*
Olavo de Carvalho · Só
imbecis presunçosos totalmente desprovidos de cultura marxista podem
acreditar em "relações pragmáticas" com Rússia e China. Tanto para o
governo russo quanto para o chinês, NADA é independente dos seus planos
de expansão imperialista. NADA. O conceito fundamental do marxismo
chama-se TOTALIDADE. Isso está infinitamente acima da compreensão de
"pragmáticos".
O estudo do marxismo e a compreensão das estratégias
comunistas exigem INTELIGÊNCIAS SUPERIORES, não mentes repletas de
chavões da moda.
Olavo de Carvalho - Só um positivista -- isto é, um imbecil -- pode acreditar que existem negócios politicamente neutros com nações comunistas.
O que os comunistas mais adoram no Ocidente é a presença desse tipo de imbecis em postos de governo
Olavo de Carvalho · A
idéia mais estúpida e mais criminosa que a elite acadêmica espalhou
pelo mundo é que o progresso da ciência e da tecnologia aumenta o "poder
da humanidade sobre a natureza material". Muito mais, muito antes, e
até como condição indispensável para que esse efeito alegadamente
maravilhoso possa produzir-se, o progresso mencionado aumenta O PODER DE
UNS HOMENS SOBRE OS OUTROS.
Quem pode decentemente ignorar que
civilizações tidas como portadoras de conhecimentos científicos
superiores até à imaginação moderna foram, todas, sem exceção,
civilizações demoníacas baseadas na escravidão e nos sacrifícios
humanos?
Olavo de Carvalho · Gosto
muito dos vídeos da Débora Barbosa, mas o equivalentismo forçado entre
CIA e KGB é uma concessão absurda ao espírito da mídia.
A KGB não é
um "serviço de espionagem". É, internamente, uma polícia política
totalitária e um órgão de controle social, enquanto a CIA não tem
autorização nem para atuar dentro do territ;ório americano; e, no
Exterior, a KGB é um órgão de guerra cultural em massa desde a década de
20, ao passo que a PRIMEIRA iniciativa da CIA na área não veio antes de
1956, o famoso "Congresso pela Liberdade da Cultura" em Berlim.
Olavo de Carvalho · Para
piorar, não há termos de comparação possível entre a penetração
decisiva da KGB no GOVERNO americano (v. Diana West, "American Betrayal)
e a da CIA em meios estudantis e intelectuais de Moscou desprovidos de
todo poder político e reduzidos à marginalidade.
Olavo de Carvalho · "O
Brasil é um exemplo claríssimo da desproporção entre CIA e KGB.
Enquanto há meio século a mídia inteira grita contra a intervenção da
CIA no golpe de 1964 sem poder apontar UM NOME SEQUER de agente
americano lotado no Brasil na época, mais de TRÊS MIL agentes soviéticos
infiltrados em altos escalões do governo brasileiro já foram
identificados, e até hoje ninguém reclama de "intervenção da KGB"."
Se as regras para a atuação das agências de inteligência são continuamente transgredidas, cria-se um poder acima de todos e da própria lei, que futuramente vai comandar o país. Como aconteceu com a KGB que hoje manda na Rússia.
O ex-agente André Soares (não sei se é esquerdista) fala da ABIN:
O trágico “acidente” da morte do ministro do STF Teori Zavascki poderia ter sido evitado. Mesmo assim, dificilmente ele escaparia das “teorias da conspiração” denunciadas por mim contra o STF e MPF, que não estão sendo levadas a sério
A TRÁGICA MORTE DE TEORI ZAVASCKI E O FUTURO DA LAVA-JATO - 19/01/2017
Uma História oculta do Mal
POR QUE NINGUÉM SE INTERESSA PELOS ARQUIVOS SOVIÉTICOS AINDA NÃO LIDOS?
Claire Berlinski
Embora Mikhail Gorbatchev seja idolatrado no Ocidente, os arquivos ainda não traduzidos sugerem uma figura muito mais sombria
Na consciência coletiva do mundo, a palavra "nazista" é um sinônimo do mal. É amplamente reconhecido que a ideologia dos nazistas - nacionalismo, anti-semitismo, o estado autárquico, o conceito do Führer - levou diretamente aos fornos de Auschwitz. Não se reconheceu tão bem, nem de longe, que o comunismo levou, de forma igualmente inexorável, em todas as partes do globo onde foi aplicado, a fome, tortura e campos de trabalho escravo. E nem é amplamente reconhecido que o comunismo foi responsável pela morte de uns 150 milhões de seres humanos durante o século 20. O mundo permanece inexplicavelmente indiferente e desinteressado a respeito da mais mortífera ideologia na história da humanidade.
Como prova desta indiferença, considere os arquivos soviéticos, que ninguém leu. Pavel Stroilov, um russo exilado em Londres, tem em seu computador 50 000 documentos super-secretos do Kremlin, ainda não traduzidos nem publicados, a maioria datando do final da Guerra Fria. Ele os roubou em 2003 e fugiu da Rússia. Muitos ainda se lembram de um tempo em que eles teriam valido milhões para a CIA eles certamente contam uma história do comunismo e seu colapso que o mundo precisa conhecer. E no entanto, ele não consegue encontrar ninguém que os recolha a uma biblioteca de reputação, publique-os ou financie sua tradução. Na verdade, ele não consegue encontrar ninguém que se tenha lá muito interesse neles.
E há o dissidente soviético Vladimir Bukovsky, que já passou 12 anos nas prisões, campos de trabalho e psikhushkas - hospitais psiquiátricos políticos - da URSS, após ser condenado por reproduzir literatura anti-soviética. Também ele posui uma enorme coleção de documentos roubados e contrabandeados dos arquivos do Comitê Central do Partido Comunista, os quais, como diz ele, "contêm as origens e os fins de todas as tragédias de nosso século sangrento." Estes documentos estão disponíveis online em bukovsky-archives.net*, mas a maioria não está traduzida. Eles estão desorganizados não há sumários não há um mecanismo de busca ou um índice. "Eu os ofereço de graça para os mais influentes jornais e periódicos do mundo, mas ninguém quer publicá-los," diz Bukovsky. "Os editores dão de ombros com indiferença: E daí? Quem liga para isso?”
Os originais da maioria dos documentos de Stroilov continuam nos arquivos do Kremlin, onde, como a maior parte dos documentos super-secretos do período pós-Stálin da União Soviética, eles continuam vetados ao público. Eles incluem, diz Stroilov, transcrições de quase todas as conversas entre Gorbachev e seus homólogos estrangeiros - centenas deles: um registro diplomático quase completo de uma era e que não está disponível em nenhum outro lugar. Há observações do Politburo anotadas por Georgy Shakhazarov, um assessor de Gorbachev, e pelo membro do Politburo Vadim Medvedev. Há o diário de Anatoly Chernyaev — o principal assessor de Gorbachev e vice-líder do órgão conhecido antigamente como o Comitern — o qual vai de 1972 até a queda do regime. Há relatórios dos anos 60 da autoria de Vadim Zagladin, vice-líder do Departamento Internacional do Comitê Central até 1987 e consultor de Gorbachev até 1991. Zagladin era tanto diplomata quanto espião, encarregado de coletar informações secretas, espalhar desinformação e promover a influência soviética.
Quando Gorbachev e seus assessores foram removidos do Kremlin, eles levaram consigo cópias não-autorizadas destes documentos. Os documentos foram escaneados e arquivados nos arquivos da Fundação Gorbachev, um dos primeiros think tanks da Rússia moderna, onde um punhado de pesquisadores simpáticos e selecionados tiveram acesso limitado a eles. Então, em 1999, a fundação abriu uma pequena parte do arquivo a pesquisadores independentes, incluindo Stroilov. As partes centrais da coleção permaneceram restritas os documentos só podiam ser copiados com a autorização por escrito do autor e Gorbachev recusava-se a autorizar quaisquer cópias que fossem. Mas havia uma falha na segurança da fundação, como Stroilov explicou para mim. Quando havia algo de errado com os computadores, como frequentemente ocorria, ele conseguia ver o responsável pela área de informática digitar a senha que dava acesso à rede da fundação. Lentamente e em segredo, Stroilov copiou o arquivo e o enviou para locais seguros em várias partes do mundo..
Na primeira vez em que ouvi falar dos documentos de Stroilov, perguntei-me se não seriam falsificações. Mas em 2006, tendo avaliado os documentos com a cooperação de proeminentes dissidentes soviéticos e espiões da época da Guerra Fria, alguns juízes britânicos concluíram que podia-se acreditar em Stroilov e deram aval a seu pedido de asilo político. Desde então a própria Fundação Gorbatchev reconhece a autenticidade dos documentos.
A história de Bukovsky é semelhante. Em 1992, o governo do presidente Boris Yeltsin o convidou para testemunhar na Corte Constitucional da Rússia, em um caso envolvendo a a constitucionalidade do Partido Comunista. O Arquivo do Estado Russo concedeu a Bukovsky acesso a seus documentos, para ele preparar seu testemunho. Usando um scanner manual, ele copiou milhares de documentos e os contrabandeou para o Ocidente.
O Estado Russo não pode processar Stroilov nem Bukovsky por quebra de direitos autorais, já que o material foi produzido pelo Partido Comunista e pela União Soviética, nenhum dos quais existe mais. Entretanto, se tivesse permanecido na Rússia, Stroilov acredita que poderia ter sido assediado judicialmente por revelar segredos de estado ou por traição. O historiador militar Igor Sutyagin está agora cumprindo 15 anos de prisão em um campo de trabalhos forçados pelo crime de coletar recortes de jornal e outros materiais de fontes abertas e mandá-los para uma empresa de consultoria britânica. O perigo que Stroilov e Bukovsky enfrentaram foi real e sério eles supuseram - ao menos é o que se imagina - que o mundo daria atenção àquilo pelo qual eles tinham arriscado tanto para conseguir.
Stroilov afirma que seus documentos "contam uma história completamente diferente sobre o fim da Guerra Fria. A visão 'geralmente aceita' da história daquele período consiste quase que inteiramente em mitos. Estes documentos são capazes de destruir cada um destes mitos." Será? Eu não saberia dizer. Eu não leio russo. Dos documentos de Stroilov, eu só vi os poucos que foram traduzidos para o inglês. Certamente, eles não devem ser tomados por seu valor de face eles foram, afinal de contas, escitos por comunistas. Mas a possibilidade de que Stroilov esteja correto certamente deveria causar grande curiosidade.
Os documentos, por exemplo, apresentam uma imagem muito mais sombria de Gorbachev do que a que se criou dele. Em um documento, ele ri com o Politburo da derrubada do vôo 007 da Korean Airlines pela URSS, em 1983 - um crime não só monstruoso, mas que pôs o mundo muito perto de um Armagedon nuclear. Estes minutos de uma entrevista com no Politburo, em 4 de outubro de 1989, são igualmente perturbadores:
Lukyanov informa que o número verdadeiro de vítimas na Praça da Paz Celestial foi de 3 000 pessoas.
Gorbachev: Temos que ser realistas. Eles, com nós, precisam se defender. Três mil... E daí?
E uma transcrição de uma conversa de Gorbachev com Hans-Jochen, líder do Partido Social-Democrata da Alemanha Ocidental, mostra Gorbachev defendendo as tropas russas no massacre de manifestantes pacíficos em Tiblisi, em 9 de abril de 1989.
Os documentos de Stroilov também contêm transcrições das discussões de Gorbachev com muitos líderes do Oriente Médio. Elas sugerem interessantes ligações entre a política soviética e tendências atuais da política externa russa. Eis aqui um trecho de uma conversa que está registrada como tendo ocorrido com o presidente sírio Hafez al-Assad, em 28 de abril de 1990:
H. ASSAD. Para pôr pressão sobre Israel, Bagdá teria que se aproximar de Damasco, porque o Iraque não tem fronteiras comuns com Israel...
M. S. GORBACHEV. Eu também acho...
H. ASSAD. A postura de Israel é diferente, porque a própria religião judaica afirma: a terra de Israel se expande do Nilo ao Eufrates e o seu retorno é uma predestinação divina.
M. S. GORBACHEV. Mas isto é racismo, cobinado com Messianismo!
H. ASSAD. Este é o tipo mais perigoso de racismo.
Não é preciso ser um sonhador para se perguntar se estas discussões podem ser relevantes para nossa compreensão da atual política Russa para uma região de permanente importância estratégica.
Há outros aspectos sob os quais a história que os documentos de Stroilov e Bukovsky contam não acabou. Eles sugerem, por exemplo, que os arquitetos do projeto da integração européia, bem como muitos dos líderes de alto escalão da União Européia, estavam inquietantemente próximos da URSS. Isto levanta questões importantes sobre a natureza da Europa atual - questões que podem ser colocadas, quando os americanos consideram a Europa como um modelo de política social ou quando eles buscam a cooperação diplomática européia em assuntos centrais de segurança nacional.
De acordo com os relatos de Zagladin, por exemplo, Kenneth Coates, que de 1989 a 1998 foi um representante britânico no Parlamento Europeu, procurou Zagladin em 9 de janeiro de 1990 para discutir que constituia uma verdadeira fusão gradual do Parlamento Europeu com o Soviet Supremo. Coates, diz Zagladin, explicou que "a criação de uma infraestrutura de cooperação entre os dois parlamento(s) ajudaria a isolar os direitistas no Parlamento Europeu (e na Europa), aqueles que estão interessados na queda da URSS." Coates trabalhou como presidente do Subcomitê de Direitos Humanos do Parlamento Eropeu, de 1992 a 1994. Como é que a Europa pode ter recebido conselhos de um homem que aparentemente desejava "isolar" os interessados na queda da URSS e procurou extender a influência soviética sobre a Europa?
Ou considere um relato sobre Francisco Fernández Ordóñez, que liderou a integração da Espanha à Comunidade Européia, enquanto era ministro do exterior. Em março de 1989, de acordo com estes documentos, ele explicou a Gorbachev que "o sucesso da perestroika significa só uma coisa — o sucesso da revolução socialista em condições atuais." Dezoito meses depois, Ordóñez disse a Gorbachev: "Eu sinto um nojo intelectual quando eu tenho que ler, por exemplo, trechos de documentos do ‘G7’ em que os problemas da democracia, da liberdade da personalidade humana e a ideologia da economia de mercado são colocados no mesmo nível. Como socialista, eu não posso aceitar umaa tal equação." O mais chocante talvez seja que a imprensa da Europa Oriental relatou que os documentos de Stroilov sugerem que [o presisente socialista francês] François Mitterran fez manobras juntamente com Gorbachev para assegurar que a Alemanha se unificaria como uma entidade socialista e neutra, sob um condomínio Franco-Soviético.
Os registros de Zagladin também observam que o ex-líder do Partido Trabalhista Britânico, Neil Kinnock, contatou Gorbachev - sem autorização, enquanto era líder da oposição - através de um emissário secreto, para discutir a possibilidade de freiar o programa Trident de mísseis nucleares do Reino Unido. O registro do encontro de alguns minutos entre Gorbachev e o emissário, o deputado Stuart Holland, é o seguinte:
Na opinião [de Holland], a União Soviética deveria estar muito interessada na liquidação dos 'Tridents', porque, além de outras coisas, o Ocidente - quer dizer, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França - teriam uma séria vantagemsobre a União Soviética, depois que o tratado START estivesse completo. Será preciso eliminar esta vantagem... Ao mesmo tempo, Holland observou que, é claro, nós pedemos pensar seriamente sobre a realização desta idéia se o Partido Trabalhista chegar ao poder. Ele disse que Thatcher... nunca concordaria com nenhuma redução do armamento nuclear.
Kinnock foi vice-presidente da Comissão Européia de 1999 a 2004 e sua esposa, Glenys, agora é a ministra da Grã-Bretanha para a Europa. Gerald Batten, membro do Partido da Independência do Reino Unido, comentou sobre a relevância do episódio: “Se o relato passado ao Sr.. Gorbachev for verdadeiro, isto significa que Lord Kinnock procurou um dos inimigos da Grã-Bretanha a fim de buscar aprovação em relação à política de defesa de seu pertido e, se ele tivesse sido eleito, da política de defesa da Grã-Bretanha," disse Batten ao Parlamento Europeu, em 1999. "Se este relato for verdadeiro, então Lord Kinnock seria culpado de traição."
Um caso semelhante é o da Baronesa Catherine Ashton, que agora é ministra do exterior da União Européia e foi tesoureira da Campanha da Grã-Bretanha pelo Desarmamento Nuclear entre 1980 e 1982. Os documentos oferecem provas de que esta organização recebeu "fundos não-identificados" da União Soviética durante os anos 80. Os documentos de Stroilov também sugerem que o governo do atual comissário espanhol da União Eruopéia para assuntos monetários, Joaquín Almunia, apoiou entusiasticamente o projeto soviético de unificar a Europa e a Alemanha em um "lar comum europeu" socialista e se opôs fortemente à independência dos estados bálticos e da Ucrânia.
Talvez você não se surpreenda ao ler que proeminentes políticos europeus tinham estas opiniões. Mas por que isto? É impossível imaginar que figuras que tivessem tido ligações tão estreitas com o Partido Nazista - ou que seja com a Ku Klux Klan ou com o regime do apartheid Sul-Afrinca — estariam nas posições mais elevadas na Europa de hoje. As regras são diferentes, aparentemente, para os companheiros de viagem comuninstas. "Nós temos hoje um partido socialista não-eleito administrando a Europa", Stroilov me disse. "Aposto que nem a KGB consegue acreditar."
E o que dizer da descrição de Zagladin de suas transações com nosso próprio vice-presidente atual em 1979?
De forma não-oficial, (o senador Joseph) Biden e o (senador Richard) Lugar diseram que, no final das contas, eles não estavam muito preocupados em resolver os problemas deste ou daquele cidadão tanto quanto estavam em mostrar ao público americano que eles de fato se importam com os "direitos humanos."... Em outras palavras, os interlocutores admitiram diretamente que o que está acontecendo é uma espécie de espetáculo, que eles não se importam em absoluto com o destino da maioria dos assim chamados dissidentes.
Espantosamente, o mundo mostrou muito pouco interesse pelos arquivos soviéticos, que ninguém leu. Este parágrafo sobre Biden é um bom exemplo. Stroilov e Bukovsky foram co-autores de um artigo sobre ele na revista online FrontPage de 10 de outubro de 2008 passou despercebido. Os americanos consideraram o episódio tão desinteressante nem os oponentes políticos de Biden tenteram transformá-lo em capital político. Imagine, se puder, o que deve ser ter passado os melhores anos de sua vida em um hospital psiquiátrico soviético só para depois saber que Joe Biden agora é vice-presidente dos Estados Unidos e que todo mundo está se lixando.
O livro de Bukovsky sobre a história que estes documentos contam, Jugement à Moscou, foi publicado em francês, russo e umas poucas outras línguas eslavas, mas não em inglês. A Random House comprou o manuscrito e nas palavras de Bukovsky, tentou "me obrigar a reescrever o livro inteiro a partir da perspectiva política esquerdista liberal." Bukovsky respondeu que "devido a certas peculiaridades de minha biografia, eu sou alérgico à censura política." O contrato foi cancelado, o livro nunca foi publicado em inglês e nenhum outro editor mostrou interesse nele. Ninguém tampouco quis publicar UERSS, um panfleto de Stroilov e Bukovsky sobre as raízes soviéticas da integração européia. Em 2004, um minúsculo editor britânico publicou uma versão abreviada do panfleto e ele, também, passou despercebido.
Stroilov tem uma longa lista de queixas sobre jornalistas que inicialmente mostraram interesse nos documentos, apenas para dizer a ele depois que os editores tinham declarado que a história era insignificante. Às vésperas da visita de Gorbachev à Alemanha para a celebração dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, diz Stroilov, ele ofereceu à imprensa alemã os documentos que mostravam Gorbachev de pouco lisonjeira. Ninguém quis. Na França, notícias sobre os documentos mostrando Miterrand e Gorbachev para transformar a Alemanha em um estado cliente socialista motivaram alguns rumores de curiosidade e nada mais. A vasta coleção de Bukovsky sobre o patrocínio soviético do terrorismo, palestino ou não, em sua ampla maioria ainda não foi publicado.
Stroilov diz que ele e Bukovsky procuraram Jonathan Brent, da Yale University Press, que possui um importante projeto ediorial sobre a história da Guerra Fria. Ele afirma que a princípio Brent ficou entusiasmado e pediu a ele que escrevesse um livro, baseado nos documentos, sobre a primeira Guerra do Golfo. Stroilov diz que escreveu os seis primeiros capítulos, despachou eles e nunca mais teve notícias de Brent, a pesar de lhe mandar e-mail em cima de e-mail. "Eu só posso especular a respeito do que tanto o apavorou naquele livro," Stroilov me diz.
Eu também perguntei a Brent e não recebi resposta. Isto não quer dizer nada as pessoas são ocupadas. Eu estou menos inclinado a acreditar em tentativas complexas de suprimir a verdade do que a crer em indiferença e em preocupações com outras coisas. Stroilov vê nestes eventos "um tipo de tabu, o vago princípio de que no sistema é melhor deixar deitados os cachorros adormecidos, não jogar pedras em um telhado de vidro e não falar de corda em casa de enforcado." Eu suspeito que seja algo ainda mais perturbador: ninguém liga mesmo.
“Eu sei que vai chegar o momento," diz Stroilov, "em que o mundo vai ter que olhar estes documentos com muito cuidado. Simplesmente não podemos escapar disto. Não podemos seguir adiante enquanto não encararmos o que aconteceu no século 20. Mesmo agora, não importa o quanto tentemos ignorar a história, todas estas questões volta e meia retornam.."
As questões volta e meia retornam, é verdade, mas poucos se lembram que eles já foram questionados e poucos se lembram como era a resposta. Ninguém fala muito sobre as vítimas do comunismo. Ninguém constrói memoriais às multidões assassinadas pelo Estado Soviético. (Em seu livro amplamente ignorado, A Century of Violence in Soviet Russia [Um século de violência na Rússia soviética], Alexander Yakovlev, o arquiteto da perestroika sob Gorbachev, coloca o número entre 30 e 35 milhões.)
De fato, muitos subscrevem os princípios essenciais da ideologia comunista. Políticos, acadêmicos, estudantes, até o taxista ocasional que é auto-didata ainda se opõe à propriedade privada. Muitos continuam encantados com as idéias de planejamento econômico central. Stálin, de acordo com as pesquisas de opinião, é uma das figuras históricas mais populares na Rússia. Um número nada desprezível de jovens em Istambul, onde eu vivo, se descreve orgulhosamente como comunista eu conheci pessoas assim no mundo inteiro, de Seattle a Calcutá.
Nós insistimos acertadamente na total desnazificação nós denunciamos violentamente os que agora tentam reviver a ideologia dos nazistas. Mas o mundo demonstra um perigoso fracasso em reconhecer a história monstruosa do comunismo. Estes documentos deveriam ser traduzidos. Eles deveriam ser recolhidos a uma biblioteca e cuidadosamente avaliados por estudiosos. Sobretudo, eles deveriam ser bem conhecidos por um público que parece ter se esquecido do que foi a União Soviética. Se eles contêm o que Stroilov e Bukovsky dizem - e todas as evidências sugerem que sim -, esta é a obrigação de qualquer um que se importe um mínimo com a hisória, a política externa e os muitos e muitos milhões de mortos.
Claire Berlinski, uma das editoras do City Journal, é uma jornalista americana que vive em Istambul. Ela é autora de : There Is No Alternative: Why Margaret Thatcher Matters [Não há escolha: porque Margareth Thatcher é importante]. Artigo Publicado no City Journal, Original: A Hidden History of Evil - Why doesn’t anyone care about the unread Soviet archives?. Tradução e links*: Dextra
http://www.heitordepaola.com/imprimir_materia.asp?id_materia=2313
****
"O mundo Ocidental como um todo, e os Estados Unidos em particular, se equivocaram seriamente sobre a natureza das mudanças no mundo comunista. Não estamos testemunhando a morte do comunismo, mas uma nova ofensiva estratégica de desinformação."Anatoliy Goliytsyn
"É preciso estar disposto a todos os sacrifícios e, inclusive, empregar todos os estratagemas, ardis e processos ilegais, silenciar e ocultar a verdade." Lênin
Os Problemas Enfrentados pelos Analistas Ocidentais Por ANATOLIY GOLITSYN
O mundo não-comunista devota esforço considerável ao estudo do mundo
comunista, e por boa razão, pois a política ocidental com relação àquele
depende das avaliações que faz da situação a partir dali. Muitas
instituições devotadas ao estudo de problemas comunistas surgiram nos
Estados Unidos, na Grã-Bretanha, na França e em outros países. À parte dos estudos históricos tradicionais da Rússia e China prérevolucionárias, novas especialidades foram inventadas, tais como a “sovietologia” ou a
mais limitada ”kremlinologia”, que enfoca especificamente uma instância
de formulação política na União Soviética.
Especialidades análogas estabeleceram-se nos campos de “monitoramento da China” e de estudos da Europa oriental.
Os resultados dos estudos ocidentais são válidos apenas se dois tipos
de dificuldades forem superados com pleno sucesso: as dificuldades
gerais, que brotam da preocupação com o segredo e sigilo demonstrada
pelos regimes comunistas e as dificuldades especiais, que surgem do uso
que os comunistas fazem da desinformação. A falha dos atuais estudos
ocidentais deve-se, em larga medida, à incapacidade de sequer perceber o
segundo conjunto de dificuldades.
As Dificuldades Gerais
As dificuldades e obstáculos gerais que surgem no caminho dos estudos
ocidentais derivam da natureza dos regimes comunistas e são amplamente
reconhecidas no Ocidente. Têm destaque dentre essas dificuldades, as
seguintes: A tomada de medidas especiais de prevenção de vazamento de informações secretas relativas a problemas de formulação política, tais como o pagamento de 15% adicionais aos salários dos oficiais e de outros altos-funcionários da KGB, pela manutenção do sigilo. . A existência de serviços de segurança imensamente poderosos, devotados à proteção de segredos de estado e à supressão da verdadeira liberdade de expressão. . O monopólio do partido e do estado sobre a mídia e a disseminação de informação seletiva para consumo interno e externo. .
Controle e vigilância efetivos sobre as embaixadas, jornalistas
estrangeiros e visitantes aos países comunistas, bem como de seus
contatos nesses países.
Em princípio, essas medidas não
constituem novidade; elas são concomitantes a todos os sistemas
totalitários, que as aplicam com variados graus de eficiência e por meio
de várias técnicas.
Ainda que essas dificuldades compliquem o estudo das políticas e regimes comunistas pelo Ocidente, elas não o tornam impossível. Estudiosos e especialistas ocidentais
acumularam experiência no trato dessas dificuldades. Os relatos de
testemunhas oculares, ex-habitantes do mundo comunista e agora
residentes no Ocidente, provaram-se de extrema utilidade para o estudo
sério dos regimes comunistas e de seus problemas no passado. 5 Se
essas dificuldades fossem as únicas, as avaliações ocidentais da
situação no mundo comunista poderiam ser mais ou menos precisas;
todavia, há outras dificuldades especiais.
O
reconhecimento desse fato pode ser encontrado, p.ex., no “The Communist
Party of the Soviet Union” (Random House, Nova York, 1960), de Leonard
Shapiro, p.542: “O segredo com o qual a URSS tem sido capaz de cercar a
si mesma veio abaixo, em larga medida pelo testemunho dado por milhares
de cidadãos soviéticos, desalojados durante a guerra e que para casa não
retornaram. Pela primeira vez, um sério estudo acadêmico da história, política e economia soviéticas, fornecia aos países não-comunistas uma
base para contrapor-se à propaganda soviética antiocidental.”
As Dificuldades Especiais: Desinformação
As dificuldades especiais derivam dos esforços deliberados dos governos comunistas em desviar e induzir ao erro os estudos e avaliações ocidentais. Tais esforços são
conhecidos como desinformação (em russo, dezinformatziya). A “Great
Soviet Encyclopædia” diz que a palavra é formada a partir de duas raízes
francesas, dé(s), que implica em remoção ou eliminação, e information,
significando conhecimento6. A GSE define desinformação como sendo a
disseminação de dados falsos através da mídia, com o propósito de
desviar a atenção da opinião pública. Ela chega a ponto de dizer que é a
imprensa capitalista que faz amplo uso da desinformação para enganar a
população mundial e retratar como defensiva a nova guerra em preparação
pelo bloco imperialista anglo-americano, e também para retratar como
agressiva a pacífica política da União Soviética e de outras democracias
populares.
Em termos gerais, esta teria sido uma definição bastante precisa da desinformação se os alegados papéis dos blocos “imperialista” e soviético tivessem sido invertidos.
De fato, a desinformação foi usada em variados escopos ao longo da
história da União Soviética.
A preocupação primeira deste
livro é o uso da desinformação estratégica por parte dos comunistas. O
termo significa o esforço sistemático de disseminação de falsas
informações e de distorção ou retenção de informações, a fim de dar
falsa imagem da situação real no mundo comunista, bem como das políticas
ou planos de ação deste. O objetivo geral e essencial desse esforço é
enganar e influenciar o mundo não-comunista, pondo em risco as políticas deste ao induzir os adversários ocidentais a contribuir desavisadamente para a consecução dos objetivos comunistas. Desde 1958, um programa de operações de desinformação político-estratégicas foi posto a efeito. Seus propósitos foram o de criar condições favoráveis à implementação da política de longo alcance do bloco comunista, impedir a adoção de contra medidas eficazes pelo mundo não-comunista e assegurar ganhos estratégicos para o mundo comunista. Uma compreensão do programa de desinformação é crucial para a análise correta da situação no mundo comunista, mas sua existência foi, ou ignorada, ou subestimada no Ocidente. Este livro é uma tentativa de explicar, com base nas informações privilegiadas do autor e na nova metodologia, o papel do programa de desinformação e das técnicas nele empregadas.
As diferenças entre os sistemas comunista e não-comunista quanto às reações a crises internas e quanto às políticas externas, determinam os diferentes papéis da desinformação em seus respectivos sistemas. Os sistemas democráticos, sendo mais abertos e, portanto, inerentemente mais estáveis politicamente, não precisam esconder nem as crises internas que ocorrem de tempos em tempos e nem os meios pelas quais são resolvidas. As crises vêm a público e não há como escondê-las. A crise de Watergate é emblemática. A condição principal para a solução de tal crise seria torná-la pública; logo, não há lugar para a desinformação. Ainda que os governos democráticos, em certa medida, administrem notícias com o intuito de projetar uma imagem melhor de sua performance, o uso de métodos clandestinos ou especiais é passível de ser descoberto e explorado pela oposição na próxima campanha eleitoral. Na política externa, governos democráticos podem praticar a desinformação em escala limitada, de acordo com os objetivos nacionais também limitados e normalmente defensivos, e ainda assim, a desinformação tende a ser em escala moderada e restrita aos campos militar e de contra-espionagem. Nos regimes comunistas, o papel da desinformação é inteiramente diferente. Ele é condicionado em parte pela instabilidade inerente aos sistemas comunistas. A vulnerabilidade política dos regimes comunistas, sua preocupação com a estabilidade e seus métodos não-democráticos de resolver crises internas, obriga-os a usar a desinformação em larga escala a fim de esconder e dispersar as ameaças a sua existência e a apresentar a si mesmos sob uma luz favorável, como se fossem formas estáveis de sociedade. O papel interno da desinformação é, de um lado, o de esconder os métodos não-democráticos, antinacionais, extralegais e até mesmo criminosos de resolver as crises internas, e de outro, o de minimizar ou neutralizar atividades internas anti-regime, ao mesmo tempo em que previne ou neutraliza qualquer tentativa externa de fomentar ou explorar tais atividades.
O papel especial da desinformação é intensificado pelo caráter agressivo e ambicioso da política externa comunista. Esta tem como objetivos a promoção e estabelecimento de regimes comunistas em países não-comunistas ao redor do mundo, através do apoio à oposição de extrema-esquerda, da obtenção de alianças políticas temporárias, da exploração e aprofundamento de quaisquer crises internas que possam ocorrer e mesmo da geração de crises artificiais. A fim de ser bem sucedida, tal política precisa de uma cobertura e fachada que distorça e mascare a percepção de seus objetivos específicos, de suas táticas e manobras, enquanto cria nos países alvo as condições favoráveis à consecução desses objetivos. A desinformação provê essa cobertura e fachada, além de um meio deexercer influência. É a combinação da agressividade à desinformação que resulta no caráter conspiratório da política comunista. Esta combinação não é assunto sujeito à especulação, mas uma realidade existente e constante nas atividades comunistas. Ela não pode ser ignorada arbitrariamente pelos governos e estudiosos ocidentais sem que isso afete seriamente a exatidão e o realismo de suas avaliações do mundo comunista. O escopo e a escala da atividade de desinformação por parte dos regimes comunistas são virtualmente ilimitados. Não há qualquer obstáculo legal ou político às operações de desinformação.
Um estado policial, com sua autoridade centralizada, seu controle total sobre os recursos materiais e humanos, sua irrestrita habilidade em executar manobras e súbitos desvios políticos e sua imunidade às pressões de uma opinião pública organizada, oferecem àquele, tremendas vantagens nas operações de desinformação quando comparado a um sistema democrático.
Dado o controle total que exercem sobre a mídia, os governos comunistas não precisam temer qualquer publicidade adversa: eles podem dizer uma coisa em público e o oposto em privado, completamente impunes. Eles podem também usar, para propósitos de desinformação, todas as instalações, recursos e pessoal dos serviços de segurança e inteligência, os quais operam numa escala e grau de imunidade sem paralelo no Ocidente.
Consideradas essas vantagens, não é surpresa que os regimes comunistas se engajassem na desinformação no nível de política de estado e como parcela bastante significativa de suas atividades. Eles têm oportunidades ilimitadas de praticar a desinformação total, isto é, de usar todos os tipos e canais possíveis de e para a desinformação.
As operações de desinformação comunista são controladas a partir dos mais altos escalões do governo. Elas servem de sustentação aos interesses da política de longo alcance; e suas formas, padrões e objetivos são, portanto, determinados pela natureza da política em dado período.
Do livro - NOVAS MENTIRAS EM LUGAR DAS VELHAS
A Estratégia Comunista de Dissimulação e Desinformação
Por ANATOLIY GOLITSYN
HISTÓRIA SECRETA DE ANATOLIY GOLITSYN
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/07/a-historia-secreta-de-anatoliy-golitsyn.html DESINFORMAÇÃO - DISFARÇA A FRAQUEZA EM FORÇA E A FORÇA EM FRAQUEZA - ANATOLIY GOLITSYN
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/09/desinformacao-disfarca-fraqueza-em.html DESINFORMAÇÃO - UM EXEMPLO NA HISTÓRIA COMUNISTA (PRA VARIAR): NEP, o jogo sujo da Rússia soviética para baixar a guarda do Ocidente
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/09/desinformacao-um-exemplo-na-historia.html ALGUNS DADOS ELEMENTARES SOBRE O MOVIMENTO COMUNISTA - OLAVO DE CARVALHO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/01/alguns-dados-elementares-sobre-o.html "É preciso estar disposto a todos os sacrifícios e, inclusive, empregar todos os estratagemas, ardis e processos ilegais, silenciar e ocultar a verdade." Lênin
45 METAS DO COMUNISMO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/09/45-metas-do-comunismo-agenda-corruptora.html
DESINFORMAÇÃO http://conspiratio3.blogspot.com.br/search/label/DESINFORMA%C3%87%C3%83O DESINFORMAÇÃO E OS SERVIÇOS DE INTELIGENCIA:
"Durante a União Soviética, a KGB era um Estado dentro do Estado. Agora, a KGB é o Estado"
Ion Pacepa
De acordo com o tenente-general romeno Ion Pacepa, o oficial de inteligência mais alto escalão para sempre defeito do bloco soviético, "a Rússia de hoje é a primeira ditadura de inteligência na história."
Além disso:
"A própria idéia de que a União Soviética foi derrotada é desinformação em si. A União Soviética mudou o seu nome e derrubou a fachada do marxismo, mas permaneceu o mesmo samoderzhaviye, a forma histórica de autocracia russa na qual um czar está rodando o país com a ajuda de sua polícia política ... Durante a União Soviética, a KGB era um Estado dentro do Estado. Agora, a KGB é o Estado. "
Paceba fez os comentários durante uma longa e entrevista explosiva com Chama Books realizadas via e-mail no último livro do ex-oficial de inteligência romena, " desinformação "(avaliação aqui ), revelando como a União Soviética empregou a estratégia de minar a liberdade, a atacar a religião e promover o terrorismo em todo o mundo.
http://www.theblaze.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif "Mais de 6.000 ex-agentes da KGB estão percorrendo os governos federais e locais da Rússia. A União Soviética tinha um oficial da KGB para cada 428 cidadãos. Em 2004, a Rússia tinha um oficial do FSB para cada 297 cidadãos.
(...)
Certifique-se de ler toda a nossa entrevista com o tenente-general Pacepa, em que discutimos temas que vão desde a ligação da KGB ao anti-semitismo eo terrorismo islâmico, como corolário, a campanha que remarca o Papa Pio XII como "Papa de Hitler", impressões do Paceba do presidente Barack Obama, seus pensamentos sobre ligação da Rússia à Bombing Boston e muito mais.
http://www.theblaze.com/blog/2014/02/10/highest-ranking-soviet-bloc-intel-officer-to-ever-defect-russia-today-is-the-first-intelligence-dictatorship-in-history/ *
"O grande arquiteto da desinformação sistemática foi Felix Edmundovitch Dzerzhinsky, criador da primeira polícia secreta soviética, a Tcheka. Quando Lênin perguntou, ainda em 1918 a Dzerzhinsky, sobre qual a estratégia que deveria ser adotada para influenciar o resto do mundo, recebeu como resposta: "diga sempre o que eles querem ouvir, minta, minta sempre e cada vez mais. De tanto repetir as mentiras elas acabam sendo tomadas como verdades".
"Esta expressão, levemente modificada, foi copiada por Paul Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda e do Esclarecimento do Povo do III Reich a quem foi atribuída, erroneamente e provavelmente de má-fé, a autoria. " Heitor de Paola
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/03/a-mentira-coletivamente-partilhada.html *
GENERAL DOS EUA ALERTA PARA PRESENÇA RUSSA NA AMÉRICA http://www.folhapolitica.org/2014/03/general-dos-eua-alerta-para-aumento-da.html Folha Política: General dos EUA alerta para aumento da influência militar da Rússia na América...
http://www.folhapolitica.org/2014/03/russia-avanca-negociacoes-para-aumentar.html
"Mentira foi o princípio que pôs em marcha o
regime totalitário." "A força incomparável de Soljenitsyn está ligada à
sua pessoa, ao que define sua mensagem: a recusa incondicional da
mentira. Pode acontecer que não se possa dizer a verdade, ele repete,
mas sempre se pode recusar a mentira. O regime soviético parece-lhe
perverso como tal porque institucionaliza a mentira: o despotismo chama,
a si mesmo, liberdade, a imprensa subjugada a um partido finge ser
livre e, no momento da Grande Purgação, Stalin declarou que a
Constituição era a mais democrático do mundo. A voz de Solzhenitsyn
alcança longe e alto, porque não se cansa de nos chamar de volta à
perversidade intrínseca do totalitarismo." https://conspiratio3.blogspot.com/2019/06/comunismo-ideologia-mentira-e.html
*
"O mundo Ocidental como um todo, e os Estados Unidos em particular, se
equivocaram seriamente sobre a natureza das mudanças no mundo comunista.
Não estamos testemunhando a morte do comunismo, mas uma nova ofensiva
estratégica de desinformação." Anatoliy Golitsyn
https://conspiratio3.blogspot.com/2018/01/finalmente-republicaram-o-livro.html
*
Eu não sei muito sobre a Ucrânia, mais sei, há muito
tempo, que a KGB é a mestra da desinformação. Desinformação não é só uma
mentira posta para circular nas esferas-alvo, é uma operação complexa,
cara, às vezes longamente preparada, envolvendo várias etapas.
"Por exemplo, a onda de pânico da mídia européia ante a “ameaça
neonazista” na Alemanha cessou quando, com a reunificação do país, os
documentos da Stasi vieram à tona, mostrando que os principais
movimentos neonazistas na Alemanha Ocidental e até alguns nas nações
vizinhas eram fantoches criados e subsidiados pelo governo comunista da
Alemanha Oriental para despistar operações de terrorismo e assassinatos
políticos (o atentado ao Papa João Paulo II foi um caso típico: leiam
The Time of the Assassins de Claire Sterling e Le KGB au Coeur du
Vatican, de Pierre e Danièle de Villemarest). "
PSEUDO-JUSTIÇA COMUNISTA "Como
são feitos os julgamentos políticos? Primeiramente, por sugestão de
funcionários do partido, a polícia determina que alguém é "inimigo" das
condições existentes, e que pelo menos suas idéias e conversas com
amigos íntimos representam um perigo, no mínimo, para as autoridades
locais. A providencia que se segue é o preparo da eliminação legal
deste inimigo. ISSO É FEITO POR MEIO DE UM PROVOCADOR, que leva a
vítima a fazer "declarações embaraçosas", a tomar parte em organizações
ilegais, ou coisas semelhantes; ou então, servindo-se de uma
testemunha falsa, que dirá o que a polícia desejar. A MAIORIA DAS
ORGANIZAÇÕES ILEGAIS NOS REGIMES COMUNISTAS É CRIADA PELA POLÍCIA
SECRETA, COMO ARMADILHA PARA OPOSICIONISTAS, que ficam sujeitos então à
ação policial. O governo comunista não evita que os cidadãos
"suspeitos" cometam crimes e violem a lei, na realidade ele os leva a
esses crimes e violações." (A NOVA CLASSE - MILOVAN DJILAS)