Thomas Wolfe
Não confundir com Tom Wolfe. Thomas é o grande narrador de Of Time and The River.
http://www.ah.dcr.state.nc.us/sections/hs/wolfe/wolfe.htm

Joseph Conrad
Para você ver como este mundo sem fundamentos é sustentado miraculosamente pela lealdade e pelo senso de dever.
http://www.stfrancis.edu/en/student/kurtzweb/conrad.htm

Pío Baroja
Epicuro foi um filósofo muito micho, mas, se fosse romancista, seria grande – e se chamaria Pío Baroja.
http://es.wikipedia.org/wiki/Baroja

Walter Scott
Ninguém sabe contar uma história como Sir Walter. Ninguém.
http://www.walterscott.lib.ed.ac.uk/

Camilo Castelo Branco
E ninguém sabe escrever em português como Camilo. Nem o Eça.
http://www.citi.pt/cultura/literatura/romance/c_castelo_branco/index.html

Georges Bernanos
Querem saber o que é o catolicismo? Esqueçam os padres e os teólogos - leiam Bernanos.
http://agora.qc.ca/mot.nsf/Dossiers/Georges_Bernanos

Jacob Wassermann
É o Dostoiévski do século XX
http://www.jakob-wassermann.de/

https://olavodecarvalho.org/romancistas-prediletos/
* * * *
Se
a verdade interessasse aos marxistas, todas as refutações e críticas
válidas fariam parte de um grande debate racional que resultaria em
benefícios à sociedade. Mas o comunismo não é sobre verdade, não é sobre
fatos, sobre racionalidade, razoabilidade, benefícios sociais, marxismo
trata de poder político-ideológico substituindo tudo isso.
Marx já começou como um político marketeiro, mentindo ("Um espectro ronda a Europa o espectro do comunismo.") para ver se colava. Colou, virou realidade, mas os meios sórdidos levaram aos fins nefastos. Os meios torpes já mostram o que é o marxismo. Só isso já deveria servir de alerta.
Marx já começou como um político marketeiro, mentindo ("Um espectro ronda a Europa o espectro do comunismo.") para ver se colava. Colou, virou realidade, mas os meios sórdidos levaram aos fins nefastos. Os meios torpes já mostram o que é o marxismo. Só isso já deveria servir de alerta.
O
comunismo inaugura o método da mentira "criativa" e
invalida a verdade como critério, mas a utiliza como disfarce para uma
vontade implacável de poder e controle.
Mas,
diferende
da publicidade usual que conta com o nosso ceticismo, o truque de Marx
vende, embutido em suas promessas, seu próprio método fraudulento para
apagar a noção de verdade. E sem o critério da verdade, que orienta a inteligência e
fundamenta a civilização ocidental,
ficamos completamente desarmados.
O livro de Peter Kreeft, "Sócrates Encontra Marx" traz, no capítulo 3, esse flagra no "Manifesto":
"Sócrates
- Tu disseste: "Um espectro ronda a Europa - o espectro do comunismo.
Todas as potências da velha Europa unem-se numa Santa Aliança para
conjurá-lo (...) O comunismo já é reconhecido como força por todas as
potências da Europa."
Marx - Pois então?
Sócrates - (...)" Com efeito, quando escreveste essas palavras, havia exatamente dois comunistas na Europa: tu e Engels."
Talvez um exagero de Kreeft, já que o movimento revolucionário existia antes de Marx ? Mas as mentiras continuam:
"Sócrates: E também teu próximo argumento, o que explica o título "Manifesto", é simplesmente uma mentira descarada: "É
tempo de os comunistas exporem, à face do mundo inteiro, seu modo de
ver e suas tendências, opondo um manifesto do próprio partido à lenda do
expectro do comunismo. Com este fim, reuniram-se em Londres, comunistas
de várias nacionalidades e redigiram o manifesto seguinte."
Não
havia, quando escreveste isso, partido comunista algum em canto nenhum
da terra (...) tampouco "reuniram-se" em Londres algumas pessoas para
produzir este Manifesto - ele é fruto de teu próprio trabalho
solitário."
É modus operandi: "Ele (Dugin) emprega todos os instrumentos usuais da propaganda
política: a simplificação maniqueísta, a rotulação infamante, as
insinuações pérfidas, a indignação fingida do culpado que se faz de
santo e, last not least, a construção do grande mito soreliano – ou
profecia auto-realizável –, que, simulando descrever a realidade, ergue
no ar um símbolo aglutinador na esperança de que, pela adesão da platéia
em massa, o falso venha a se tornar verdadeiro. " Olavo de Carvalho
O
livro de A. James Gregor, "Marxismo, Fascismo e Totalitarismo" registra
um momento interessante em que a lealdade prevalece sobre a verdade, em
que os comunistas expressam sua opção pelo dever da fidelidade ao
movimento acima da verificação dos fatos, acima de tudo:
"Sem
Engels para guiá-los, intelectuais revolucionários não podiam sequer
fingir-se capazes de identificar, com perfeição, o que era uma
"verdadeira" interpretação de uma doutrina intrinsecamente
inconsistente. Com a morte de Engels (1985), toda e qualquer modificação
na doutrina herdada por eles corria o risco de ser vista como
"revisionismo", como forma uma forma de abandono ou corrupção do
marxismo.
Dois ou três anos depois da morte de Engels, um dos mais
ilustres de seus intelectuais, Eduard Bernstein, apresentou uma série
de importantes emendas. Ele argumentou que, como era uma iniciativa
científica, o marxismo tinha a obrigação de testar constantemente a
precisão e a confiabilidade de asserções relacionadas a fatos.
(...)Publicadas
em 1998, seu pensamento foi considerado heterodoxo e, na Conferência de
Hanover, em 1899, foi rejeitado como ameaçadores para a integridade
ideológica e política do movimento."
E
esta suposta ameaça à fragilidade do sistema suscita a reação oposta de
contra-ameaça? Talvez por isso a comunicação comunista está eivada de
pressão e ameaças veladas aos possíveis infiéis. A ameaça acompanha a
ideologia e a pressão é parte do "conhecimento" comunista.
*
JUSTIÇA SOVIÉTICA - "Tal como a ideologia, o código legal funciona como uma desculpa.
Envolve o exercício básico do poder na nobre vestimenta da letra da lei;
cria a agradável ilusão de que a justiça é feita, a sociedade é
protegida e o exercício do poder é objetivamente regulado. Tudo isto é
feito para ocultar a verdadeira essência da prática jurídica
"pós-totalitária": a manipulação total da sociedade. Se um observador
externo que nada soubesse sobre a vida na Checoslováquia estudasse
apenas as suas leis, seria totalmente incapaz de compreender aquilo de
que nos queixamos. A manipulação política oculta dos tribunais e dos
procuradores públicos, as limitações impostas à capacidade dos advogados
para defenderem os seus clientes, o carácter fechado, de facto, dos
julgamentos, as acções arbitrárias das forças de segurança, a sua
posição de autoridade sobre o poder judicial, a aplicação absurdamente
ampla de várias secções deliberadamente vagas desse código e, claro, o
total desrespeito do Estado pelas secções positivas desse código (os
direitos dos cidadãos): tudo isto permaneceria oculto ao nosso
observador externo. " Excerto do texto de 1978, "O Poder dos Sem-Poder", de Václav Havel, que
tenta explicar ao mundo o que é o totalitarismo soviético. https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html

TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais
do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua
natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como
ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também
uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é
viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao
mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais
severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
*
"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho
* * *
"Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa." G. K. Chesterton
RELATIVIZAR A VERDADE, ABSOLUTIZA A OPINIÃO. E aqueles que relativizam a verdade querem sua voz absolutizada.