"Hoje entendo que o esquerdismo não é um
ideal, uma crença, uma filosofia: é uma doença moral horrível, a
substituição do senso instintivo do bem e do mal por um conjunto de
artifícios lógicos que, por etapas, vão levando da mera perversão à
inversão completa, à santificação do mal e à condenação do bem." Olavo de Carvalho https://conspiratio3.blogspot.com/2023/05/olavo-de-carvalho-forca-diabolica-que.html
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TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais
do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua
natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como
ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também
uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é
viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao
mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais
severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
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"Filho
do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e
não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque é casa rebelde." Ezequiel 12:2
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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho
Em 2020, o mundo parou diante das telas de TV e das telas de
celulares com grande comoção. Em raras ocasiões históricas o jornalismo
obteve tanta atenção. A cobertura jornalística da pandemia, porém, foi
muito mais do que meramente informativa. Da noite para o dia, jornais se
converteram em oráculos de comportamento, conduzindo o julgamento moral
coletivo e individual do mundo inteiro para uma imensa rede de
cooperação.
Isso levou a prática jornalística a apostar no pânico e no medo
social, favorecendo e aplicando toda sorte de punições e perseguições a
quem questionasse minimamente os princípios ditados por entidades
supranacionais como a Organização Mundial da Saúde.
Toda a parcialidade e insuficiência informativa amplamente conhecida
pelo jornalismo, assim como os compromissos éticos com a verdade e com a
prudência sobre possíveis efeitos sociais da comunicação, foram
esquecidos em nome de um efeito admitido como intencional: o medo.
Ressalvas sobre conflitos de interesses envolvendo a OMS, fundações e
grupos financeiros com a indústria farmacêutica, foram rapidamente
rechaçados e rotulados como perigosas teorias conspiratórias, levando
médicos respeitados ao banco dos réus. A influência política do clima
de polarização aprofundou e radicalizou grande parte da imprensa
brasileira e a cobertura noticiosa foi a principal fonte de toda uma
classe política que utilizou o clima de medo para favorecer uma agenda
de perseguição a seus adversários.
Olavo de Carvalho
- "Quando estreei na prática do jornalismo aprendi que a essência da
técnica profissional era a capacidade de apreender a importância
relativa dos fatos e de discernir entre os verdadeiros e os falsos. Na
época, isso não parecia ser objeto de dúvida entre meus colegas.
Transcorridos quarenta anos, noto que essa capacidade distintiva
elementar foi atrofiada, sufocada e por fim proibida no jornalismo
nacional. Não por coincidência, isso aconteceu precisamente nos anos em
que os jornalistas passaram a falar obsessivamente de “ética”. É claro
que a única ética imperante no jornalismo nacional consiste em mentir a
favor do lado certo. A chave do enigma reside portanto em saber o que é
que entendem por “lado certo”."
*
Sim, o problema da esquerda é que a verdade endireita o mundo!
Por
que a opinião se tornou tão influente? Porque os fatos se tornaram
irrelevantes. Recupere o valor da verdade e o peso dos fatos e, então, a
opinião volta ao seu humilde lugar.
A
censura à opinião só faz agravar esta distorção, dando-lhe uma
importäncia demasiada e, inversamente, desconsiderando a realidade
objetiva que a relativiza. Criminalizar a palavra, de uma certa forma descriminaliza a
ação concreta, desvia o foco do crime real. Essa é uma deformação
desejada pela esquerda que extrai seu poder da da ilusão, da confusão e
da mentira.
Se
a verdade interessasse aos marxistas, todas as refutações e críticas
válidas fariam parte de um grande debate racional que resultaria em
benefícios à sociedade. Mas o comunismo não é sobre verdade, não é sobre
fatos, sobre racionalidade, razoabilidade, benefícios sociais, marxismo
trata de poder político-ideológico substituindo tudo isso. Comunismo é um sistema que não inclui a verdade entre seus pilares. A verdade o ameaça.
Marx já começou como um político marketeiro, mentindo ("Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo.") para ver se colava. Colou, virou realidade, mas os meios sórdidos levaram aos fins nefastos. Os meios torpes já mostram o que é o marxismo. Só isso já deveria servir de alerta.
O
comunismo inaugura o método da mentira "criativa" e
invalida a verdade como critério, mas a utiliza como disfarce para uma
vontade implacável de poder e controle.
Mas,
diferende
da publicidade usual que conta com o nosso ceticismo, o truque de Marx
vende, embutido em suas promessas, seu próprio método fraudulento para
apagar a noção de verdade. E sem o critério da verdade, que orienta a inteligência e
fundamenta a civilização ocidental,
ficamos completamente desarmados.
O livro de Peter Kreeft, "Sócrates Encontra Marx" traz, no capítulo 3, esse flagra no "Manifesto":
"Sócrates
- Tu disseste: "Um espectro ronda a Europa - o espectro do comunismo.
Todas as potências da velha Europa unem-se numa Santa Aliança para
conjurá-lo (...) O comunismo já é reconhecido como força por todas as
potências da Europa."
Marx - Pois então?
Sócrates - (...)" Com efeito, quando escreveste essas palavras, havia exatamente dois comunistas na Europa: tu e Engels."
"Sócrates: E também teu próximo argumento, o que explica o título "Manifesto", é simplesmente uma mentira descarada: "É
tempo de os comunistas exporem, à face do mundo inteiro, seu modo de
ver e suas tendências, opondo um manifesto do próprio partido à lenda do
expectro do comunismo. Com este fim, reuniram-se em Londres, comunistas
de várias nacionalidades e redigiram o manifesto seguinte."
Não
havia, quando escreveste isso, partido comunista algum em canto nenhum
da terra (...) tampouco "reuniram-se" em Londres algumas pessoas para
produzir este Manifesto - ele é fruto de teu próprio trabalho
solitário."
O
livro de A. James Gregor, "Marxismo, Fascismo e Totalitarismo" registra
um momento interessante em que a lealdade prevalece sobre a verdade, em
que os comunistas expressam sua opção pelo dever da fidelidade ao
movimento acima da verificação dos fatos, acima de tudo:
"Sem
Engels para guiá-los, intelectuais revolucionários não podiam sequer
fingir-se capazes de identificar, com perfeição, o que era uma
"verdadeira" interpretação de uma doutrina intrinsecamente
inconsistente. Com a morte de Engels (1985), toda e qualquer modificação
na doutrina herdada por eles corria o risco de ser vista como
"revisionismo", como forma uma forma de abandono ou corrupção do
marxismo. Dois ou três anos depois da morte de Engels, um dos mais
ilustres de seus intelectuais, Eduard Bernstein, apresentou uma série
de importantes emendas. Ele argumentou que, como era uma iniciativa
científica, o marxismo tinha a obrigação de testar constantemente a
precisão e a confiabilidade de asserções relacionadas a fatos. (...) Publicadas
em 1998, seu pensamento foi considerado heterodoxo e, na Conferência de
Hanover, em 1899, foi rejeitado como ameaçadores para a integridade
ideológica e política do movimento."
E
esta suposta ameaça à fragilidade do sistema suscita a reação oposta de
contra-ameaça? Talvez por isso a comunicação comunista está eivada de
pressão e ameaças veladas aos possíveis infiéis. A ameaça acompanha a
ideologia e a pressão é parte do "conhecimento" comunista.
Nossa sociedade está numa crise, crise de abstinência da verdade, está
sofrendo os efeitos da privação de seu senso natural da verdade. O
problema não é tanto ouvir mentiras e viver dentro da farsa, mas se
dobrar a elas e dizê-las, mentir para si mesmo. Reconhcer esta doença é
a primeira dose do remédio para curá-la.
"A
experiência me ensinou que, quando a maioria bem-pensante aposta que
dois mais dois são cinco, é mais prudente nadar contra a maré e ser
apontado nas ruas como louco. A opinião respeitável pode ser muito
respeitável, mas a matemática é mais." Olavo de Carvalho
"O sistema pós-totalitário toca as pessoas a cada passo, mas fá-lo com
as suas luvas ideológicas calçadas. É por isso que a vida no sistema
está tão permeada de hipocrisia e mentiras: o governo pela burocracia é
chamado de governo popular; a classe trabalhadora é escravizada em nome
da classe trabalhadora; a degradação completa do indivíduo é apresentada
como a sua libertação final; privar as pessoas de informação chama-se
torná-la disponível; o uso do poder para manipular é chamado de controle
público do poder, e o abuso arbitrário de poder é chamado de observação
do código legal; a repressão da cultura é chamada de desenvolvimento; a
expansão da influência imperial é apresentada como apoio aos oprimidos;
a falta de liberdade de expressão torna-se a forma mais elevada de
liberdade; eleições ridículas tornam-se a forma mais elevada de
democracia; banir o pensamento independente torna-se a mais científica
das visões de mundo; a ocupação militar torna-se assistência fraterna.
Porque o regime está cativo das suas próprias mentiras, deve falsificar
tudo. Isso falsifica o passado. Falsifica o presente e falsifica o
futuro. Falsifica estatísticas. Finge não possuir um aparato policial
onipotente e sem princípios. Finge respeitar os direitos humanos. Finge
não perseguir ninguém. Ele finge não temer nada. Ele finge não fingir
nada.
Os indivíduos não precisam acreditar em todas estas
mistificações, mas devem comportar-se como se acreditassem, ou devem
pelo menos tolerá-las em silêncio, ou dar-se bem com aqueles que
trabalham com eles. Por esta razão, porém, eles devem viver dentro de
uma mentira. Eles não precisam aceitar a mentira. Basta que tenham
aceitado a sua vida com ela e nela. Pois por este mesmo facto, os
indivíduos confirmam o sistema, cumprem o sistema, fazem o sistema, são o
sistema." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
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É claro que os primeiros ressentidos (revolucionários) morrerão,
muitos deles vítimas da máquina que construíram para destruir os outros.
Talvez algum deles morra de causas naturais, embora uma das lições da
história recente seja a descoberta de que são poucos. Por fim, a máquina
passará a funcionar em piloto automático, e seu software se
solidificará em seu hardware. Este é o estágio final do totalitarismo,
um estágio que não foi alcançado pelos jacobinos nem pelos nazistas, mas
apenas pelos comunistas. Em tal circunstância, que Václav Havel ousou
chamar de "pós-totalitária", a máquina controla a si mesma e é
abastecida por sua própria destilação do ressentimento original. As
pessoas aprendem a "viver dentro da mentira", como disse Havel, e
praticam suas traições cotidianas com uma condescendência rotineira,
pagando sua dívida com a máquina e esperando que alguém, em algum lugar,
saiba como desligá-la. (Texto com base em "ARGUMENTOS PARA O
CONSERVADORISMO" de Roger Scruton)
*
JUSTIÇA SOVIÉTICA - "Tal como a ideologia, o código legal funciona como uma desculpa.
Envolve o exercício básico do poder na nobre vestimenta da letra da lei;
cria a agradável ilusão de que a justiça é feita, a sociedade é
protegida e o exercício do poder é objetivamente regulado. Tudo isto é
feito para ocultar a verdadeira essência da prática jurídica
"pós-totalitária": a manipulação total da sociedade. Se um observador
externo que nada soubesse sobre a vida na Checoslováquia estudasse
apenas as suas leis, seria totalmente incapaz de compreender aquilo de
que nos queixamos. A manipulação política oculta dos tribunais e dos
procuradores públicos, as limitações impostas à capacidade dos advogados
para defenderem os seus clientes, o carácter fechado, de facto, dos
julgamentos, as acções arbitrárias das forças de segurança, a sua
posição de autoridade sobre o poder judicial, a aplicação absurdamente
ampla de várias secções deliberadamente vagas desse código e, claro, o
total desrespeito do Estado pelas secções positivas desse código (os
direitos dos cidadãos): tudo isto permaneceria oculto ao nosso
observador externo. " Excerto do texto de 1978, "O Poder dos Sem-Poder", de Václav Havel, que
tenta explicar ao mundo o que é o totalitarismo soviético. https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais
do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua
natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como
ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também
uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é
viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao
mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais
severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho
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"Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa." G. K. Chesterton
RELATIVIZAR A VERDADE, ABSOLUTIZA A OPINIÃO. E aqueles que relativizam a verdade querem sua voz absolutizada.