Olavo de Carvalho · A
lição mais óbvia dos últimos acontecimentos é simples e irrecusável: a
única maneira de haver ordem e paz no Brasil é A ELITE OBEDECER O POVO.
Será isso tão dificil, tão estranho, tão escandaloso? Por que aqueles
que vivem jurando que amam a democracia ficam tão chocadinhos quando de
repente ela aparece?
#BoletimDaManhã
Allan Dos Santos entrevista Alexandre Magno, procurador do Banco Central, diretor jurídico da
ANED (https://www.aned.org.br/),
e conselheiro da Fundação Global de Educação Dociliar. Trabalhou no
MEC, MinC e expõe a gravidade e complexidade dos problemas do MEC.
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OLAVO DE CARVALHO · O
vigor cultural de um país depende de um e um só fator: a liderança
intelectual tem de pertencer aos melhores e mais capacitados, não
àqueles cuja fraqueza e inépcia buscam proteção no apoio grupal, na
solidariedade corporativa e na mobilização de exércitos de
mexeriqueiros. A “revolução cultural” inspirada em Antonio Gramsci, com
sua idéia abjeta do “intelectual coletivo”, fez com que a primeira
dessas alternativas se tornasse inviável e a segunda prevalecesse
necessariamente, obrigando a classe dita
intelectual – acadêmica e midiática – a reduzir-se a um bando de saguis
odientos e amedrontados, que fogem ao confronto intelectual de um
contra um e se refugiam na maledicência coletiva, desesperadoramente
uniforme, repetitiva e imbecil.
NOMENKLATURA, CORRUPÇÃO ESTRATÉGICA O
que não percebem é que, em ambos os casos, se trata da aplicação de um
mesmo princípio básico da estratégia revolucionária, que é a progressiva
substituição do sistema de legitimidades vigente por um novo sistema
fundado na solidariedade partidária mafiosa. Não se trata nem de sugar
vantagens ocasionais para o MST, nem de proteger improvisadamente um
criminoso vermelho de colarinho branco. Estas são apenas oportunidades
para a aplicação do princípio. Ao postular abertamente vantagens
ilícitas para seus protegidos ou festejar descaradamente a impunidade do
corrupto-mor, o esquema esquerdista dominante está enviando à nação uma
mesma mensagem, que os analistas de plantão podem não perceber, mas que
cala fundo no subconsciente do povo e impõe, com a força do fato
consumado, o império da nova lei. Traduzida em palavras, a mensagem diz:
“A velha ordem constitucional acabou. O Partido-Príncipe está acima de
todas as leis. Ele é a fonte única de todos os direitos e obrigações. Em
todas as revoluções socialistas, essa mudança do eixo da autoridade é
ao mesmo tempo o mecanismo básico e o objetivo essencial. Na Rússia,
anos de boicote à administração oficial e de parasitagem das suas
prerrogativas pelos sovietes antecederam a proclamação explícita de
Lênin ao voltar do exílio: “Todo o poder aos sovietes”.” http://www.olavodecarvalho.org/mais-sabios-que-deus/
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INTERPROTEÇÃO MAFIOSA Suponha que você seja um juiz de Direito. Até algum tempo
atrás, isso garantia poder, segurança e liberdade. Agora, depende de que
você sentencie de acordo com a vontade do Esquema. Se você o contraria,
logo descobre que grupos de pressão mandam mais que uma sentença
judicial. De algum modo, todas as sentenças já vêm prontas, assinadas
pelo Esquema. As outras são inócuas.
Nem falo dos empresários. Podem ganhar dinheiro a rodo,
mas toda a sua influência no poder consiste em tentar ser úteis ao
Esquema, que os tolera como um mal provisório.
E se você é um general de Exército, dê graças aos céus de
que o Esquema lhe garanta ainda um lugarzinho no palanque, em troca das
condecorações que você deu a comunistas, terroristas aposentados e
ladrões notórios.
Um simples posto na diretoria de “movimento social” dá
mais poder que tudo isso junto. Coloca você acima das leis, dos Direitos
Humanos, da Constituição, dos Dez Mandamentos e das exigências da
aritmética elementar (num país que tem 50 mil homicídios por ano, as
mortes de duzentos homossexuais no meio dessa massa de vítimas não
consta oficialmente como prova de uma epidemia de violência anti-gay?).
Os novos meios de subir e cair já são uma realidade, já
são a nova estrutura social. Quarenta anos de revolução cultural
anestesiaram a população para que a aceitasse sem um pio, sem um vago
sentimento de desconforto sequer. Essa etapa está encerrada. A revolução
social já veio, já está aí, e a única reação do povo e das elites é
procurar desesperadamente um lugarzinho à sombra dela, a abençoada
proteção do Esquema. http://www.olavodecarvalho.org/semana/110810dc.html
“A alta cultura é a autoconsciência de uma sociedade. Ela contém as
obras de arte, literatura, erudição e filosofia que estabelecem o quadro
de referência compartilhado entre as pessoas cultas.” “A alta cultura é uma conquista precária, e dura apenas se apoiada por
um senso da tradição e pelo amplo endosso das normas sociais
circundantes. Quando essas coisas evaporam, a alta cultura é substituída
por uma cultura de falsificações. A falsificação depende em certa
medida da cumplicidade entre o perpetrador e a vítima, que juntos
conspiram para acreditar no que não acreditam e para sentir o que são
incapazes de sentir.” Roger Scruton https://www.tercalivre.com.br/por-que-roger-scruton-fara-muita-falta/
"O pesadelo de povos inteiros trucidados ante o olhar indiferente
do mundo e os sorrisos sarcásticos dos bem-pensantes repete-se,
igualzinho ao dos anos 30. Oito milhões de ucranianos
ameaçados por Stalin poderiam ter sobrevivido se o New York Times não
assegurasse que estavam em boas mãos. Seis milhões de judeus poderiam
ter sido poupados, se na Inglaterra o sr. Chamberlain, nos EUA os
comunistas comprados pelo pacto Ribbentropp-Molotov e na França uma
esquerda católica podre, sob a liderança do açucarado Emmanuel Mounier,
não garantissem que Adolf Hitler era da paz. A credibilidade dos
apaziguadores é uma arma letal a serviço dos genocidas. Mas hoje não é
preciso nem mesmo desmentir o horror. Ninguém sabe que ele existe. O
mundo estreitou-se às dimensões de uma telinha de TV, de uma manchete de
jornal. O que não cabe nelas está fora do universo. A mídia elegante
tornou-se o maior instrumento de controle e manipulação jamais concebido
pelos supremos tiranos. Joseph Goebbels e Willi Munzenberg eram apenas
amadores. Acreditavam em propaganda ostensiva, quando hoje se sabe que a
simples alteração discreta do fluxo de notícias basta para gerar nas
massas uma confiança ilimitada nos manipuladores e o ódio feroz a bodes
expiatórios, sem que ninguém pareça tê-las induzido a isso. O tempo das
mentiras repetidas está superado. Entramos na era da inversão total." Olavo de Carvalho http://olavodecarvalho.org/para-alem-da-satira/ J.R. GUZZO O
esforço do homem, durante séculos e séculos, para aumentar o seu grau
de conhecimento está sendo substituído por um esforço contrário, lamenta
J. R. Guzzo no portal Metrópoles. E o pior é que esse esforço contrário
viceja dentro das universidades, supostos centros do conhecimento:
Vivemos, hoje, uma praga talvez sem precedentes na história: o
esforço do homem, durante séculos e séculos, para aumentar o seu grau de
conhecimento está sendo substituído por um esforço contrário. Isso
mesmo: há um movimento cada vez mais potente , em todo o mundo, para
diminuir o que o ser humano conhece. Ele se manifesta naquilo que se
chama de “realidade alternativa”.
Que diabo é isso? É a repetição maciça de crenças que se apresentam
com um atraente uniforme de ciência, mas não passam disso – crenças.
Grupos montados na universidade, em institutos de pesquisa, em órgãos de governo que administram a ciência, em ONGs,
etc. separam uma ideia, uma convicção ou um princípio do seu agrado, e
tratam de transformar esse pacote em verdade científica.
Depois de muita massagem nos fatos, muitos milhões investidos na
construção da realidade que lhes interessa e muito barulho na mídia,
acabam por anunciar que isso ou aquilo está “provado”. Ponto: o que era
fé virou ciência. Os desejos do grupo foram “validados” pela massa de
pesquisas que fizeram e passam a ser apresentados como se fossem mais um
teorema de Pitágoras.