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segunda-feira, 28 de março de 2022

OLAVO DE CARVALHO - NINGUÉM era mais inteligente que a IGREJA -

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“O estudo levará você ao Cristo” Hugo de São Vitor https://youtu.be/ixjDzi4wF-Q?t=1843

Empresário - "Você está achando que só quem lhe dá dinheiro é Satanás." https://youtu.be/ixjDzi4wF-Q?t=2226  

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Trecho da aula 34, postado pelo Artur Silva já nem sei há quantos anos:

"Convém relembrar: a falsa dualidade de vida prática e estudo que dá origem à religião burguesa e o grande objectivo do COF. Acontece que, dessa dualidade burguesa de vida prática e estudo, surge a religião burguesa, que é a coisa mais abominável e demoníaca que alguém já inventou. Os burgueses vão todos para o inferno! Quando Jesus Cristo disse: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus”, era disso que ele estava falando. A religião burguesa é o seguinte: “Aqui tem o plano de salvação da minha alma, e aqui tem o plano do conhecimento; o que interessa é ser uma boa pessoa, é não pecar, é rezar, confessar, comungar, daí eu vou para o céu. Conhecimento? Ah, isso é coisa para intelectuais” ou “é uma coisa mundana”. Ora, vocês ouviram aqui o começo – que eu li para vocês – do Didascálicon, de Hugo de São Vitor, onde ele diz: “O estudo levará você ao Cristo”. Quando ele diz – na tradução – a sapiência, o termo está bem aplicado. A sapiência não é o simples conhecimento, matéria de conhecimento, mas é a segunda pessoa da Trindade, é o Logos divino. Hugo de São Vitor diz que o estudo levará você a isso. Clemente de Alexandria dizia: “A filosofia é o pedagogo que leva você ao Cristo”. Volte ao começo da nossa aula e você entenderá por que o conhecimento faz isso. Porque é o conhecimento que cria os vários prismas pelos quais você pode olhar a sua alma e ter um conhecimento, ainda que vago, da forma total que ela está adquirindo, e é isso que você vai mostrar a Deus na confissão. Sabendo, é claro, que Deus conhece a sua forma total muito melhor do que você a conhece, e que, cada vez que você tentar mostrar a forma total para Ele, Ele a completará, até o ponto que você agüenta saber no momento. https://olavodecarvalhofb.wordpress.com/2019/11/04/cof-34/

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De Sócrates a Júlio Lemos (A filosofia e seu inverso II)

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Mas o filodoxo não se define só por sua oposição à pessoa do filósofo, e sim, ainda que sem percebê-lo, ao próprio fundamento último da filosofia platônica (e, por extensão, de toda a filosofia cristã): “Platão, explica Voegelin, fala do filodoxo como o homem que não pode suportar a idéia de que ‘o belo, ou o justo, ou o que quer que seja, sejam um e o mesmo.’”[9] Voegelin lembra a sentença de Xenófanes: “O Um é o Deus”. Podemos também evocar os “transcendentais” de Duns Scot, Unum, Verum, Bonum, que se convertem uns nos outros. Tanto em Platão quanto em Aristóteles ou em toda a filosofia escolástica, o Supremo Bem não é um “valor”, muito menos uma “criação cultural”, mas a realidade suprema, o ens realissimum, fundamento primeiro e objeto último de todo conhecimento.

A repulsa que isso causa à sensibilidade moderna é notória. Desde Kant, a separação abissal e intransponível entre “realidade” e “valor” consagrou-se como um dogma incontestável da mitologia universitária, sem que ninguém perceba que ela se auto-anula no momento em que, professando expressar um dado incontornável da realidade, se consagra como um valor cultural.

Max Weber, hipnotizado pela visão do abismo intransponível, mas ansiando por encontrar um fundamento moral que justificasse sua busca da verdade científica, chegou a cair numa crise de paralisia nervosa, ficando cinco anos inutilizado num sofá, por não conseguir escapar do engano trágico que fazia de uma situação histórica passageira um princípio fundante de todo conhecimento científico. A “independência entre as esferas de valores”, como ele a chamava, é o dogma central da filodoxia. 

https://olavodecarvalho.org/de-socrates-a-julio-lemos-a-filosofia-e-seu-inverso-ii/

terça-feira, 18 de abril de 2017

Chegou a hora de acabar com o capitalismo de compadrio e com a democracia corrompida - POLÍBIO BRAGA



NIVALDO CORDEIRO - Carne Fraca: regulação e corrupção
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/03/nivaldo-cordeiro-carne-fraca-regulacao.html




Isso já é o processo de fusão do poder financeiro e estatal.

SOCIALISMO E A ECONOMIA DOS FAVORES  -  OLAVO DE CARVALHO
https://youtu.be/pimboe3Oqt4

ESQUEMA PARA OLIGOPÓLIO - Denúncia de abate clandestino no Fantástico antecedeu a campanha publicitária da Friboi.  Nivaldo Cordeiro chama a atenção para o esquema de oligopolização  https://youtu.be/7X5DNFkkKRc

Operação Carne Fraca: Monopólios & Capitalismo de Compadrio http://criticanacional.com.br/2017/03/19/operacao-carne-fraca-monopolios-capitalismo-de-compadrio/

POLÍBIO BRAGA - Entenda os aspectos policiais, políticos e econômicos da Operação Carne Fraca.
https://youtu.be/WrTGUFWmjg4

FRIBOI, A CANIBAL. A VERDADE POR TRÁS DA "CARNE FRACA" https://youtu.be/R1H9LpBvgjg

CAPITALISTAS TECEM A CORDA COM QUE OS COMUNISTAS VÃO ENFORCÁ-LOS - OLAVO DE CARVALHO http://conspiratio3.blogspot.com.br/2016/06/o-capitalistas-tecem-corda-com-que-os.html

"O poder judiciário não vale nada, o que vale são as relações entre as pessoas" Lula
https://youtu.be/AJuAJPRlHLo

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CORRUPÇÃO COMPRA PODER COMUNISTA
OLAVO DE CARVALHO - Com o objetivo de sustentar a tese do direitismo petista o comentarista tem de estreitar propositadamente o seu horizonte de visão até que nada caiba nele além de um “esquema de corrupção” do qual se beneficiam, junto com o PT, alguns grandes grupos bancários e empresariais. Para fazer disso um “direitismo” é preciso operar no corpo da realidade alguns cortes drásticos, suprimindo: (a) o fato de que o esquema tem financiado o crescimento das organizações de esquerda até o ponto em que só elas, e mais partido nenhum, podem apresentar candidatos à presidência; (b) o fato de que as verbas do Estado brasileiro têm sido usadas generosamente para salvar o movimento comunista na América Latina e na África, injetando vida nova em regimes ditatoriais economicamente moribundos;
(c) o fato de que essas mesmas verbas alimentam o crescimento da “revolução cultural” gramsciana em todas as áreas da vida social, promovendo sistematicamente a derrubada dos valores que na perspectiva gramsciana representam a “ideologia burguesa”; (d) o fato de que o dinheiro público fomenta o crescimento ilimitado de “movimentos sociais” criminosos, cada vez mais reconhecidos como entidades imunes à aplicação das leis. E por aí vai. As vantagens financeiras que alguns banqueiros e empresários têm levado nesse esquema não são nada mais que as migalhas que o próprio Lênin recomendava atirar a uma burguesia idiota o bastante para abdicar de todo poder político próprio – e até de um discurso ideológico próprio - em troca de um dinheiro sujo que só serve para escravizá-la cada vez mais à liderança esquerdista.
É só suprimir esses fatos, e pronto: transferida a patifaria lulista para a “direita”, o público está preparado para contentar-se com um antipetismo higienizado, castrado, apolítico, incapaz de trazer qualquer dano às organizações de esquerda, mas bem capaz de salvá-las do desastre que elas mesmas criaram. http://www.olavodecarvalho.org/semana/150526dc.html

 
A DIREITA A SERVIÇO DA ESQUERDA Dentre as muitas coisas verdadeiras ditas pelo sr. Fernando Henrique Cardoso entre uma mentira e outra, esta merece a maior atenção: "Não existe direita no Brasil, no sentido clássico do conceito... O pensamento conservador filia-se a uma tradição ocidental que estabelece como pilares da ordem a família, a propriedade, os costumes. O nosso conservadorismo não é nada disso. Tem a ver com clientelismo, patrimonialismo, uso indevido dos recursos do Estado. Ele não é composto de um ideário, e sim de aproveitadores. Por que a 'direita', no Brasil, apóia todos os governos, não importa qual? Na história recente, ela apoiou os militares, apoiou o Sarney, apoiou o Collor, apoiou a mim, apóia o Lula. Porque seus integrantes não são de direita. Essa gente toda só quer estar perto do Estado, tirar vantagens dele."
Só faltou ele acrescentar – e por isso acrescento eu – que esse é o mais grave problema do Brasil. Desde logo, só a economia capitalista pode gerar prosperidade, mas o sucesso dessa economia depende diretamente da conduta da classe capitalista. Ora, é precisamente a essa classe que o ex-presidente se refere. Se ela própria insiste em se tornar dependente do Estado, por interesses imediatistas e pela relutância covarde em se expor plenamente aos riscos da livre concorrência, ela condena o capitalismo brasileiro à atrofia perpétua. Não tem sentido um sujeito prosternar-se ante a autoridade governamental e depois reclamar que ela o oprime com sobrecarga de impostos e de exigências burocráticas. Se você quer independência, tem de agir com independência. No Brasil os ricos gritam "Enxuguem o Estado!", mas querem continuar nadando na piscina das verbas oficiais. Assim não dá.
http://www.olavodecarvalho.org/semana/070409dc.html 

 
POR QUE O NAZISMO ERA SOCIALISMO E POR QUE O SOCIALISMO É TOTALITÁRIO (...) capitalismo de estado ou capitalismo de compadrio ou capitalismo intervencionista ou socialismo fabiano. Isto é, em um primeiro momento, os grandes capitalistas pretendem acabar com a livre concorrência corsorciando-se ao estado vigente (qualquer semelhança entre os investimento do BNDES às empresas amigas do rei, ou a proposição de parcerias público-privadas não é mera coincidência). Simultaneamente, outras forças concorrem com essa proposição de tomada do poder para estabelecer um "bem maior" às custas dos outros (No brasil, Bolsa "sei lá o que" é o reflexo imediato disso). Num segundo momento existe uma indefinição: ou os ex-capitalistas (aqueles que querem ajuda do estado para acabar com a concorrência) cooptam todo o poder político (capitalismo de estado - socialismo fabiano) ou outras forças (como o grupo da caridade forçada) fazem essa cooptação ou mesmo uma combinação desses grupos (o caso brasileiro). Assim, prevalece a máxima de Jean-Baptiste Say: "O estado é a ficção em que todos pensam que podem viver às custas dos outros". Todos querem sua casquinha e viverem às custas dos outros, seja pela derrocada da concorrência seja pela caridade imposta!
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=98

(...) tudo que nesse manisfesto de G. Feder faz é uma interpretação marxista (ou algo muito próximo do marxismo) dos fatos. Ele conta sobre
1)O grande poder dos financistas do mundo mediante seu consorciamento com o estado, 2)alteração da moralidade antes vigente, 3)exemplos históricos de como isso aconteceu e de como isso leva à concentração de renda e 4)defende uma teoria objetiva do valor (isso parece que não morre) em que as coisas devem valer em proporção a uma unidade objetiva, no caso, o trabalho.
O que ele não conta: Os itens 1, 2 e 3 estão diretamente associados não ao capitalismo liberal, mas sim ao capitalismo de estado ou capitalismo de compadrio ou capitalismo intervencionista ou socialismo fabiano. Isto é, em um primeiro momento, os grandes capitalistas pretendem acabar com a livre concorrência corsorciando-se ao estado vigente (qualquer semelhança entre os investimento do BNDES às empresas amigas do rei, ou a proposição de parcerias público-privadas não é mera coincidência). Simultaneamente, outras forças concorrem com essa proposição de tomada do poder para estabelecer um "bem maior" às custas dos outros (No brasil, Bolsa "sei lá o que" é o reflexo imediato disso). Num segundo momento existe uma indefinição: ou os ex-capitalistas (aqueles que querem ajuda do estado para acabar com a concorrência) cooptam todo o poder político (capitalismo de estado - socialismo fabiano) ou outras forças (como o grupo da caridade forçada) fazem essa cooptação ou mesmo uma combinação desses grupos (o caso brasileiro). Assim, prevalece a máxima de Jean-Baptiste Say: "O estado é a ficção em que todos pensam que podem viver às custas dos outros". Todos querem sua casquinha e viverem às custas dos outros, seja pela derrocada da concorrência seja pela caridade imposta!
O item 4 é a defesa de uma teoria objetiva do valor em que o valor é o trabalho. Não se sabe por que meios (porque "uma intensiva campanha de esclarecimento" não diz muita coisa, haja vista que todos esclarecimentos sobre o malefício do fumo, por exemplo, não o erradicou) defende que o valor das coisas deve ser proporcional ao trabalho empregado, por si só, é só uma perda de tempo (e particularmente eu não tenho nada contra você perder seu tempo tentando convercer pacificamente pessoas a alocarem baseadas nesse valor específico, desde que você mantenha-se pacífico e promova a paz). Jamais você conseguirá fazer a maioria das pessoas a pagar a mais por 1kg de feijão de tal marca porque ele emprega mais pessoas que seu concorrente, assim como você não consegue fazer com que a maioria das pessoas façam caridade voluntariamente. O valor das coisas é subjetivo e se você pretende influenciar essa subjetividade ao seu gosto, que o faça de modo pacífico. Você verá que fracassará fragorosamente.
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:1t4jfwNyaJgJ:www.mises.org.br/FileUp.aspx%3Fid%3D98+&cd=2&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=br

CAPITALISMO DE ESTADO "A última etapa da revolução proletária é a constituição do proletariado como classe dominante... O proletariado servir-se-á da sua dominação política para arrancar progressivamente todo o capital da burguesia, para centralizar todos os meios de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado..."
Aí não existe, no mais mínimo que seja, o antagonismo que aquelas duas inteligências iluminadas acreditaram enxergar entre o Estado e o proletariado: o Estado é o proletariado organizado, o proletariado organizado é o Estado. E o proletariado organizado não é outra coisa senão o Partido.
A profecia da "autodissolução do Estado" na apoteose dos tempos é somente uma figura de linguagem, um jogo de palavras, uma pegadinha infernal. Marx explica que, como tudo pertencerá ao Estado, este já não existirá como entidade distinta, mas a própria sociedade será o Estado. http://www.olavodecarvalho.org/semana/130602dc.html  

 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

CAPITALISTAS TECEM A CORDA COM QUE OS COMUNISTAS VÃO ENFORCÁ-LOS - OLAVO DE CARVALHO



Por que sou insuportável

Olavo de Carvalho Diário do Comércio, 14 de janeiro de 2009

Marx descrevia a socialização dos meios de produção como um processo longo e complexo, que poderia se arrastar por muitas gerações. Nenhum partido comunista em seu juízo perfeito deve subir ao poder e logo no dia seguinte baixar um decreto: “Agora é o comunismo, turma. Fica abolida a propriedade privada.” Ao contrário: seja operada por meios pacíficos ou com farto recurso à violência, a transição é sempre lenta, irregular, intercalada de mil e uma concessões ao capital privado até que a elite comunista tenha se assenhoreado de todos os instrumentos de controle político, social, educacional e cultural, sem chance para o ressurgimento das forças reacionárias e conservadoras. O ideal é deixar a economia capitalista intacta e funcionando a pleno vapor até que a tomada do poder em todas as áreas da vida seja completa e irreversível.

Como a elite empresarial e os políticos “de direita” ignoram isso por completo – a maioria não leu nem sequer o Manifesto Comunista –, todos já começam a celebrar o triunfo do capitalismo tão logo um governo ou partido comunista dê sinal de se acomodar ao livre mercado, ainda que parcialmente. Ficam tão felizes com esse arranjo que nem reparam que a concessão no campo econômico vem junto com o avanço do controle hegemônico em todas as demais áreas. Que lhes importa que a militância comunista domine as escolas ou as instituições de alta cultura, se eles continuam ganhando dinheiro e até recebem alguns favores do governo esquerdista? Foi tendo isso em vista que Lênin disse: “A burguesia tece a corda com que a enforcamos.” É claro que a posição privilegiada do empresariado na sociedade não consiste só no direito de encher os bolsos, mas na obrigação de garantir que as próximas gerações desfrutem da mesma liberdade que o capitalismo lhes assegurou. Mas poucos, se algum chega a tanto, entendem que, sem um conjunto de valores culturais socialmente favoráveis à liberdade econômica e, mais ainda, sem os canais e instrumentos para a defesa e preservação desses valores, o capitalismo vai-se reduzindo pouco a pouco a uma concessão estatal provisória, até que se torne tão fraco politicamente que possa ser destruído da noite para o dia sem que um só protesto se levante contra o advento do comunismo.


 Se querem saber, portanto, a que distância estamos desse advento, não perguntem se as empresas capitalistas estão prosperando. Perguntem quantos partidos políticos, jornais e canais de TV são abertamente anticomunistas. Quantos discursam habitualmente contra o martírio pérpétuo de prisioneiros políticos na China, na Coréia do Norte ou em Cuba em vez de fazê-lo contra as meras incomodidades que os tagarelas da esquerda alardeiam como “tortura” em Guantanamo? Quantos defendem a instituição da família e a moral tradicional? Quantos denunciam a perseguição anticristã e antijudaica? Quantos protestam contra a doutrinação comunista nas escolas? Quantos se recusam a colaborar com a demagogia gayzista e abortista ou com a eterna promoção de semi-intelectuais de esquerda à condição de representantes máximos da alta cultura? Quantos, ao menos, recusam adaptar-se ao vocabulário “politicamente correto”?

Resposta: nenhum. No Brasil, nenhum. Em todos esses setores, a fase da conquista da hegemonia, tal como descrita por Antonio Gramsci, já passou. O que se observa aí é o domínio total e absoluto, o controle draconiano da formação de opiniões, a ditadura mental onipotente e incontestada.

Enquanto isso, é preciso dar à massa idiota a ilusão de que a liberdade ainda existe. Isso se obtém por dois meios:

1) Reservam-se, na mídia e nos partidos, dois ou três lugares para os discordes e resistentes, de modo que seu mero contraste com a maioria satisfeita lhes dê ares de excêntricos amalucados, fazendo deles, mais que a exceção a confirmar a regra, um instrumento de legitimação inversa do estado de coisas. A estratégia gramsciana previa isso, dando a essas raridades o nome de “aberrações” e agradecendo sua ajuda involuntária à imposição dos novos padrões de normalidade. A única saída decente, para os que foram colocados nesse papel, é denunciar insistentemente a própria situação que lhes foi imposta, até que se tornem ainda mais aberrantes do que convém aos autores da manobra. O preço disso, é claro, é a discriminação aberta, o boicote ostensivo.

2) Abre-se oportunidade para um número um pouco maior de falsos conservadores, incumbidos de ocupar o espaço com argumentos em favor do livre mercado, perfeitamente inofensivos na atual fase da estratégia comunista, e com generalidades insossas sobre democracia, constitucionalismo, ordem jurídica, etc., sem tocar jamais nas questões substantivas que mencionei acima.

Infelizmente, entre jovens que assistiram a meus cursos e conferências, sem se tornar por isso meus estudantes genuínos, abundam os que se dispõem a exercer esse papel abjeto, satisfeitos de ver-se bem recebidos onde fui rejeitado, e acreditando-se por isso uma “alternativa superior”, mais moderninha, serena e equilibrada, ao cada vez mais insuportável Olavo de Carvalho.


http://www.olavodecarvalho.org/semana/090114dc.html


CORRUPÇÃO CAPITALISTA E CORRUPÇÃO COMUNISTA - OLAVO DE CARVALHO
https://youtu.be/RQCIQtXcEjc

CHINA EXPORTA INSTRUMENTOS DE TORTURA - isso é capitalismo comunista!
https://youtu.be/TlmHCeyAVQ8
 
O CAPITALISMO DEGENERADO PELA GUERRA CULTURAL - Olavo de Carvalho
https://youtu.be/Wy3Xm0mNB-0
 
UM DISCURSO PARA DONALD TRUMP 
http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2016/06/um-discurso-para-donald-trump.html

 https://www.youtube.com/user/Blogdelinks/search?query=CAPITALISMO+COMUNISMO