Seguidores

Mostrando postagens com marcador HEGEL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HEGEL. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

OLAVO DE CARVALHO X FRIEDRICH HEGEL

 

 

*

Suprimida a Lei Natural, o comunismo desencadeia o mal sem limites:

Encíclica Divinis Redemptoris
Horrores do Comunismo na Espanha

"Não é esta ou aquela igreja destruída, este ou aquele convento arruinado; mas, onde quer que lhes foi possível, todos os templos, todos os claustros religiosos, e ainda quaisquer vestígios da religião cristã, posto que fossem monumentos insignes de arte e de ciência, tudo foi destruído até os fundamentos! E não se limitou o furor comunista a trucidar bispos e muitos milhares de sacerdotes, religiosos e religiosas, alvejando dum modo particular aqueles e aquelas que se ocupavam dos operários e dos pobres; mas fez um número muito maior de vítimas em leigos de todas as classes, que ainda agora vão sendo imolados em carnificinas coletivas, unicamente por professarem a fé cristã, ou ao menos por serem contrários ao ateísmo comunista. E esta horripilante mortandade é perpetrada com tal ódio e tais requintes de crueldade e selvajeria, que não se julgariam possíveis em nosso século.
Ninguém de são critério, quer seja simples particular, quer homem de Estado, cônscio da sua responsabilidade, ninguém absolutamente, repetimos, pode deixar de estremecer de sumo horror, se refletir que tudo quanto hoje está sucedendo na Espanha, pode amanhã repetir-se também em outras nações civilizadas.
Nem se pode asseverar que semelhantes atrocidades são conseqüências fatais de todas as grandes revoluções, como excessos esporádicos de exasperação, comuns a qualquer guerra: não, são frutos naturais do sistema, cuja estrutura não obedece a freio algum interno. Um freio é necessário ao homem, tanto individualmente como socialmente considerado; e é por isso que até os povos bárbaros reconheceram o vínculo da lei natural, esculpida por Deus na alma de cada homem. E, quando a observância dessa lei foi tida por todos como um dever sagrado, viram-se nações antigas atingir um tal esplendor de grandeza, que espanta, ainda mais até do que é razão, aqueles que só superficialmente compunham os documentos da história humana. Mas quando se arranca das mentes dos cidadãos a própria idéia de Deus, necessariamente os veremos precipitar-se na crueldade mais selvagem, e na ferocidade dos costumes."

 

*  *  *  *  *  *

O PERIGO REAL DA CENSURA 

A verdade desaparece sem a liberdade de buscá-la. O conhecimento deixa de existir sem a possibilidade de testá-lo ou debatê-lo plenamente. Todas as liberdades e direitos dependem da liberdade de expressão, são defendidos por ela e sem ela estão ameaçados. A censura danifica imensamente mais do que mentiras e os males que ela alega evitar. A censura é o que dá CREDIBILIDADE e longa vida à mentira porque impede o fact checking popular. O que se pode esperar dessa censura se os poderes que nos calam pela força não podem nos calar por argumentos? Se os mentirosos são os censores? O que eles já disseram sobre o risco abissal da censura? Da CONCENTRAÇÃO DE PODER nas mãos de quem controla a informação? Este, sim, é o maior perigo que a História já documentou. 

https://conspiratio3.blogspot.com/p/triagem-filtragem-confronto-de.html

*

 

TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html

*

A mentira repetida mil vezes só vira "verdade" sem críticas e sem perguntas. Nenhuma outra opção deve emergir nas mentes. Eles sabem que a democracia se faz pelo debate livre, pela livre concorrência de ideias, pela busca da verdade. É ISTO o que elege os melhores. E este é o problema deles. O comunismo é um sistema psicopático, sem verdade e sem a liberdade de buscá-la. Onde só existe a voz dos censores. Vão ter de inventar uma democracia como aquela da Coréia do Norte.  https://conspiratio3.blogspot.com/p/triagem-filtragem-confronto-de.html

*

"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho

"Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa." G. K. Chesterton

RELATIVIZAR A VERDADE, ABSOLUTIZA A OPINIÃO. E aqueles que relativizam a verdade querem sua voz absolutizada.

REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE.

Ela está em perigo de extinção permanente, substituída por ideologias e pretextos. 

domingo, 28 de setembro de 2014

A DESORDEM, A INVENÇÃO DE SISTEMAS (FILOSÓFICOS, POLÍTICOS, IDEOLÓGICOS) E A "MORTE" DE DEUS


TEXTO DE ERIC VOEGELIN

A realidade da ordem não é descoberta minha. Refiro-me à ordem da realidade, conhecida pelo gênero humano desde que temos os primeiros registros escritos, e há ainda mais tempo com as pesquisas arqueológicas que nos desvelam símbolos gravados em monumentos já no Paleolítico. Ordem é a estrutura da realidade como experienciada pelo homem, bem como a sintonia entre o homem e uma ordem não fabricada por ele, isto é, a ordem cósmica. Esses insights sobre a estrutura e o problema do ajuste – ou, como disse, da sintonia – já estão presentes em documentos literários egípcios do terceiro milênio a.C. Do mesmo milênio egípcio datam as expressões literárias da experiência da desordem. Um exemplo destas últimas é a emergência de um ceticismo radical em relação à ordem cósmica, em um momento marcado pela experiência cotidiana de uma sanguinária desordem tomando conta das ruas. Ilustra-o o famoso Diálogo de um suicida com sua alma, que analisei em meu estudo "Immortality: Experiente and Symbol" [Imortalidade: experiência e símbolo]. Nessas experiências de desordem social e cósmica, a ordem reduz-se ao âmbito do indivíduo, e talvez nem mesmo aí possa ser encontrada. Essas experiências produzem estados extremos de alienação, nos quais a morte pode aparecer como a libertação de uma prisão ou como a convalescença da doença mortal que é a vida. Desde o terceiro milênio a.C., praticamente nada mudou nesses simbolismos fundamentais da alienação.

A categorização dessas experiências, contudo, é bastante tardia. Até onde sei, o conceito de alienação (allotriosis) foi criado pelos estóicos e muito usado, mais tarde, por Plotino. Na psicopatologia estóica, allotriosis é um estado de retirada do próprio eu, o qual se constitui pela tensão entre o homem e o plano divino da existência. Uma vez que, tanto na filosofia clássica quanto na estóica, o plano divino da existência é o logos ou fonte de ordem neste mundo, a retirada do eu, constituído por essa força ordenadora, é um recuo da razão na existência. O resultado, neste caso, é o uso da razão, que o homem evidentemente continua a possuir, para justificar sua existência no estado de alienação. Foi até esse ponto que chegaram os estóicos na psicopatologia da alienação.

As categorias estóicas podem ser aplicadas a fenômenos ideológicos modernos, cuja base experiencial para compreender a realidade é o estado de alienação, e já não mais a tensão entre o humano e o divino. Sistemas como o de Hegel, por exemplo, são sistematizações de um estado de alienação; é inevitável que culminem na morte de Deus, não porque Deus tenha morrido, mas porque houve uma rejeição da razão divina na revolta egofânica. Não é possível se revoltar contra Deus sem se revoltar contra a razão e vice-versa. Essas interpretações, elaboradas a partir de uma existência corrompida e não mais aberta à realidade do plano divino, precisam afastar a experiência desse plano de qualquer consideração sobre a realidade. Desse procedimento, resultam fenômenos típicos.
Entre eles, o mais importante é a construção de sistemas. Fenômeno eminentemente moderno, o sistema teve sua modernidade encoberta pela opinião dominante de que ele era a forma por excelência do filosofar. Essa visão se enraizou tanto que acabou por eclipsar a realidade da filosofia não sistemática.


Fala-se, rotunda e irrefletidamente, em um sistema platônico, aristotélico ou tomista, a despeito do fato de que esses filósofos estremeceriam de horror diante da idéia de que sua investigação empírica da realidade pudesse resultar em um sistema. Se algo esteve sempre claro para um pensador como Platão, que sabia distinguir entre as experiências do ser e as do não-ser e admitia a existência de ambos os tipos, era que, para o bem ou para o mal, a realidade não era um sistema. Se o sujeito constrói um sistema, a falsificação da realidade é, portanto, inevitável.

Um tema de pesquisa que deveria ser valorizado no campo da política moderna é a elaboração de um inventário pormenorizado das falsificações sistemáticas; elas são manifestações importantíssimas da desordem no mundo contemporâneo. Mas é evidente que há uma resistência descomunal à realização dessas pesquisas, posto que quem deveria empreendê-las é justamente quem precisaria, em primeiro lugar, reconhecer em seu próprio pensamento sistemático uma falsificação da realidade, e descartá-lo. Ainda assim, tão vigorosa é a recente expansão do conhecimento histórico, seja no tocante à política, seja no que diz respeito aos fenômenos intelectuais e espirituais, que não é absurdo prever (desconsiderando a possibilidade de catástrofes sociais de maior envergadura que alçariam ao poder uma seita totalitária sistematizante) que os dias dos sistematizadores de plantão e suas falsificações desestruturantes estão contados.



IDEOLOGIA, MENTIRA E TOTALITARISMO - ERIC VOEGELIN 
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/09/ideologia-e-totalitarismo-eric-voegelin.html

*

Meditação e consciência
Olavo de Carvalho
http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/15470-2014-10-05-01-22-03.html

*
"O bolchevismo não é meramente uma doutrina política, é também uma religião, com dogmas elaborados e escrituras inspiradas. Quando Lênin deseja provar uma suposição, ele o faz citando, sempre que possível, textos de Marx e Engels. Um comunista completamente amadurecido não é apenas um homem que acredita que a terra e o capital devem pertencer a todos, e seus produtos distribuídos tão equitativamente quanto possível. É também um homem que mantém certo número de crenças dogmáticas, tal como o materialismo filosófico, por exemplo, que podem ser verdadeiras, mas não podem ser conhecidas com certeza por um espírito científico. Esse hábito, de ter certeza partidária sobre assuntos passíveis de dúvidas é um dos que, desde a Renascença, têm surgido gradualmente no mundo, afogando aquela tendência ao ceticismo construtivo e proveitoso que constitui a atitude científica." (Bertrand Russell)