Eu não aceitaria que fizessem isso comigo nem com a VERDADE. A falta da verdade está deixando todo mundo meio louco, sem a clareza e o sentido que traz propósito, coragem e resiliência.
Olavo de Carvalho comenta a descoberta do sobrevivente do campo de concentração, o psiquiatra Viktor Frankl: "O sentido da vida, concluiu Frankl, era o segredo da força de alguns
homens, enquanto outros, privados de uma razão para suportar o
sofrimento exterior, eram acossados desde dentro por um tirano ainda
mais pérfido que Hitler – o sentimento de viver uma futilidade absurda." https://olavodecarvalho.org/a-mensagem-de-viktor-frankl/
"Não há como escapar dessa
alternativa quando se aceita apostar 100 milhões de vidas num ameno e
respeitoso joguinho de idéias. Tão logo entra nisso, com boa-fé e sem se
dar conta das implicações morais de sua decisão, você se desliga de sua
consciência profunda – que percebe essas implicações perfeitamente bem –
e passa a raciocinar só com a periferia de seu ser pensante.Rompido o elo entre o coração e a máquina de tagarelar, você já é um esquizóide ao menos honorário: e quando a patologia adquirida começa a se manifestar em sintomas – um sentimento de culpa difusa, um medo sem razão, umas inibições súbitas e inexplicáveis – você já não tem a menor condição de saber de onde eles vieram." https://olavodecarvalho.org/brincar-de-genocidio/
Logicamente falando, só há dois motivos possíveis para continuar
respeitando uma ideologia depois que ela matou 100 milhões de pessoas:
ou você admite que esse resultado letal foi um desvio acidental de
percurso, um detalhe supérfluo na evolução histórica de um lindo ideal,
ou parte logo para a legitimação ostensiva do genocídio. Ou você defende
o marxismo mediante a SUPRESSÃO DO NEXO ESSENCIAL ENTRE FATOS E IDÉIAS QUE É A PRÓPRIA BASE DELE, ou o enaltece mediante um argumento que faz
dele uma apologia do crime. No primeiro caso, você é um idiota; no
segundo, é um monstro de amoralidade e frieza. Não há como escapar dessa
alternativa quando se aceita apostar 100 milhões de vidas num ameno e
respeitoso joguinho de idéias. https://olavodecarvalho.org/brincar-de-genocidio/
Não
é admissível aceitar a mentira e os mentirosos que a acompanham. O
Brasil acolherá o Mal a céu aberto e será vítima de todas as suas
injustiças.
*
"A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons." Papa Leão XIII
"Quando o bem da Religião ou da Pátria corre perigo, a ninguém é lícito ficar inativo". Papa Pio XII
"Não reprovar um erro é o mesmo que aceitá-lo." Papa Félix III
“O PT, como digo há anos, não veio para alternar-se no poder com
outros partidos — muito menos com os da ‘direita’ — segundo o rodízio
normal do sistema constitucional-democrático. Ele veio para destruir
esse sistema, para soterrá-lo para sempre nas brumas do passado,
trocando-o por algo que os próprios petistas não sabem muito bem o que
há de ser, mas a respeito do qual têm uma certeza: seja o que for, será
definitivo e irrevogável. https://olavodecarvalho.org/quando-aprenderao/
"Quanto
menos resistência haja ao comunismo, mais inimigos imaginários o
governo comunista vai matar." "Os que esperam do comunismo um jardim dos
prazeres estão sempre entre as vítimas do novo regime quando ele sai
do papel para a realidade. Isso aconteceu na URSS, na China, em Cuba, no
Vietnam, no Camboja, etc." Olavo de Carvalho
Não
é admissível aceitar a mentira e os mentirosos que a acompanham. O
Brasil acolherá o Mal a céu aberto e será vítima de todas as suas
injustiças.
A falta
da verdade está deixando todo mundo meio louco, sem a clareza e o
sentido que traz propósito, coragem e resiliência.
Olavo de
Carvalho comenta a descoberta do psiquiatra Viktor Frankl, sobrevivente do campo de concentração: "O sentido da vida, concluiu Frankl, era o
segredo da força de alguns
homens, enquanto outros, privados de uma razão para suportar o
sofrimento exterior, eram acossados desde dentro por um tirano ainda
mais pérfido que Hitler – o sentimento de viver uma futilidade absurda."
https://olavodecarvalho.org/a-mensagem-de-viktor-frankl/
*
"A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons." Papa Leão XIII
"Quando o bem da Religião ou da Pátria corre perigo, a ninguém é lícito ficar inativo". Papa Pio XII
"Não reprovar um erro é o mesmo que aceitá-lo." Papa Félix III
“O PT, como digo há anos, não veio para alternar-se no poder com
outros partidos — muito menos com os da ‘direita’ — segundo o rodízio
normal do sistema constitucional-democrático. Ele veio para destruir
esse sistema, para soterrá-lo para sempre nas brumas do passado,
trocando-o por algo que os próprios petistas não sabem muito bem o que
há de ser, mas a respeito do qual têm uma certeza: seja o que for, será
definitivo e irrevogável. https://olavodecarvalho.org/quando-aprenderao/
BRINCAR DE GENOCÍDIO
Logicamente falando, só há dois motivos possíveis para continuar
respeitando uma ideologia depois que ela matou 100 milhões de pessoas:
ou você admite que esse resultado letal foi um desvio acidental de
percurso, um detalhe supérfluo na evolução histórica de um lindo ideal,
ou parte logo para a legitimação ostensiva do genocídio. Ou você defende
o marxismo mediante a supressão do nexo essencial entre fatos e idéias
que é a própria base dele, ou o enaltece mediante um argumento que faz
dele uma apologia do crime. No primeiro caso, você é um idiota; no
segundo, é um monstro de amoralidade e frieza. Não há como escapar dessa
alternativa quando se aceita apostar 100 milhões de vidas num ameno e
respeitoso joguinho de idéias.
Tão logo entra nisso, com boa-fé e sem se
dar conta das implicações morais de sua decisão, você se desliga de sua
consciência profunda – que percebe essas implicações perfeitamente bem –
e passa a raciocinar só com a periferia de seu ser pensante. Rompido o
elo entre o coração e a máquina de tagarelar, você já é um esquizóide ao
menos honorário: e quando a patologia adquirida começa a se manifestar
em sintomas – um sentimento de culpa difusa, um medo sem razão, umas
inibições súbitas e inexplicáveis – você já não tem a menor condição de
saber de onde eles vieram.
Todas as neuroses, dizia Igor Caruso, são
produzidas pela repressão da consciência moral, da voz interior que nos
indica o sentido profundo de nossas escolhas e a lógica implacável de
suas conseqüências. Quando você sufoca a voz da consciência, é essa
lógica que você expele de seu horizonte de visão. Por não querer arcar
com o peso da escolha moral consciente, você entrega as rédeas de seu
destino à mecânica do inconsciente – ou ao primeiro que, em torno,
deseje pegá-las. E quem mais desejaria pegá-las que o manipulador que
sonha em conduzi-lo pela argola do nariz, como um boi sonso, a
transigências e complacências que lúcido e consciente você não poderia
aceitar de maneira alguma?
Então, ao admitir que matar ou não matar
100 milhões de pessoas é apenas uma livre escolha entre “linhas
ideológicas”, você já nem pode se dar conta de que isso é o mesmo que um
assassino declarar que entre ele e sua vítima nada mais se passou que
uma divergência quanto à interpretação do Código Penal.
Contra essa insinuação, subentendida na
exigência acima referida, é preciso reiterar com todo o vigor: a
condenação do comunismo não é um ato político ou ideológico, é um ato
moral. Não é livre escolha, é obrigação elementar e indeclinável como a
condenação do nazismo e do fascismo. A moral transcende infinitamente a
esfera das ideologias e dos jogos de poder. Submetê-la a essa esfera é
prostituí-la, e ninguém a prostitui mais que o comunista que, após tê-la
assim subjugado, alardeia querer “ética na política”, com uma piscadela
maliciosa ao círculo dos iniciados que sabem aonde ele quer chegar com
isso.
Logicamente
falando, só há dois motivos possíveis para continuar
respeitando uma ideologia depois que ela matou 100 milhões de pessoas:
ou você admite que esse resultado letal foi um desvio acidental de
percurso, um detalhe supérfluo na evolução histórica de um lindo ideal,
ou parte logo para a legitimação ostensiva do genocídio. Ou você defende
o marxismo mediante a SUPRESSÃO DO NEXO ESSENCIAL ENTRE FATOS E IDÉIAS
QUE É A PRÓPRIA BASE DELE, ou o enaltece mediante um argumento que faz
dele uma apologia do crime. No primeiro caso, você é um idiota; no
segundo, é um monstro de amoralidade e frieza. Não há como escapar dessa
alternativa quando se aceita apostar 100 milhões de vidas num ameno e
respeitoso joguinho de idéias. https://olavodecarvalho.org/brincar-de-genocidio/
"Nunca houve nem nunca haverá um comunista bem intencionado, pela simples
razão de que o comunismo nega, na base, todo princípio moral e o
substitui por uma nova “ética” em que não há outro Bem Supremo acima dos
interesses da Revolução, nem outra obrigação moral superior à de fazer
crescer, por todos os meios, o poder do Partido. " https://olavodecarvalho.org/quem-paga/
RELATIVISMO, MENTIRA E COERÇÃO O IMPÉRIO DA VONTADE OLAVO DE CARVALHO
- O relativismo militante é um véu de análise racional feito para
camuflar a imposição, pela força, de uma vontade irracional. Sua função é
cansar, esgotar e calar a inteligência para abrir caminho ao “Triunfo
da Vontade”. É um método de discussão inconfundivelmente nazista. Se
você estudar Nietzsche direitinho, verá que toda a filosofia dele não é
senão a sistematização e a apologética desse método, hoje adotado pela
tropa inteira dos ativistas politicamente corretos. Por trás de toda a
sua estudada complexidade, a estratégia do nietzscheísmo é bem simples:
trata-se de dissolver em paradoxos relativistas a confiança no
conhecimento objetivo, para que, no vácuo restante, a pura vontade de
poder tenha espaço para se impor como única autoridade efetiva.
Descontada a veemência do estilo pseudoprofético, não raro inflado de
hiperbolismo kitsch , não há aí novidade nenhuma. É o velho Eu soberano
de Fichte, que abole a estrutura da realidade e impera sobre o nada. É a
velha subjetividade transcendental de Kant, que dita regras ao universo
em vez de tentar conhecê-lo. https://conspiratio3.blogspot.com/2021/08/a-verdade-relativa-abre-espaco-para-o.html
Será que esse cara não selecionou sádicos ou psicopatas para direcionar os resultados???
EM BUSCA DE SENTIDO, livro de Viktor Frankl, relata um pouco da sua vida nos campos de concentração nazistas e conclui que o resultado dessa experiência pode ser um aprendizado positivo.
O Fenômeno PITESTI (1949-1951) - (denominado "reeducação" pelo Securitate) - Essa operação diabólica de despersonalização e assassinato moral começou em dezembro de 1949 na Penitenciária P i t e s t i e continuou, em menor intensidade, nas penitenciárias Gherla e Targu-Ocna. O experimento é considerado único na panóplia de métodos projetados para destruir a pessoa humana.https://conspiratio3.blogspot.com/2020/02/experimento-de-pitesti.html
Psicopatas desconsideram a natureza humana, mas se deleitam com nosso sofrimento enquanto tentam nos tornar massa de modelar nas suas mãos.
*
Assim é o comunismo/socialismo/globalismo/eurasianismo, sempre
operando clandestina e sordidamente contra a sociedade. Sempre. Não
adianta pensar que um dia farão as coisas direito, pois o poder que
cresce é o que seleciona os piores. Leiam sobre o experimento Pitesti, onde eles tentam
quebrar os limites humanos de resistência ao mal.
A DESCONFIANÇA generalizada gera a sociedade atomizada, condição básica para o totalitarismo.
TÉCNICA DA ATOMIZAÇÃO - O TOTALITARISMO (COMUNISMO, NAZISMO) PRECISA
ELIMINAR TODOS OS LAÇOS SOCIAIS E FAMILIARES - HANNAH ARENDT
Desde os tempos antigos, a imposição da igualdade de condições aos
governados constituiu um dos principais alvos dos despotismos e das
tiranias, mas essa equalização não basta para o governo totalitário,
porque deixa ainda intactos certos laços não políticos entre os
subjugados, tais como LAÇOS DE FAMÍLIA e de interesses culturais comuns.
O totalitarismo deve chegar ao ponto em que tem de acabar com a
existência autônoma de qualquer atividade que seja, mesmo que se trate
de xadrez. Os amantes do “xadrez por amor ao xadrez”, adequadamente
comparados por seu exterminador aos amantes da “arte por amor à arte”,
demonstram que ainda não foram absolutamente atomizados todos os
elementos da sociedade, cuja UNIFORMIDADE INTEIRAMENTE HOMOGÊNEA É
CONDIÇÃO FUNDAMENTAL PARA O TOTALITARISMO.
A atomização da massa na sociedade soviética foi conseguida pelo uso
de repetidos expurgos que invariavelmente precediam o verdadeiro
extermínio de um grupo. A fim de destruir todas as conexões sociais e
familiares, os expurgos eram conduzidos de modo a ameaçarem com o mesmo
destino o acusado e todas as suas relações, desde meros conhecidos até
os parentes e amigos íntimos. A “culpa por associação” é uma invenção
engenhosa e simples; logo que um homem é acusado, os seus antigos amigos
se transformam nos mais amargos inimigos: para salvar a própria pele,
prestam informações e acorrem com denúncias que “corroboram” provas
inexistentes. Em seguida, tentam provar que a sua amizade com o acusado
nada mais era que um meio de espioná-lo e delatá-lo como sabotador,
trotskista, espião estrangeiro ou fascista. Uma vez que o mérito é
“julgado pelo número de denúncias apresentadas contra os camaradas”, é
óbvio que a mais elementar cautela exige que se evitem todos os contatos
íntimos com aqueles que sejam obrigados, pelo perigo da própria vida, à
necessidade de arruinar a de outrem. Em última análise, foi através do
desenvolvimento desse artifício, até os seus máximos e mais fantásticos
extremos, que os governantes bolchevistas conseguiram criar uma
sociedade atomizada e individualizada como nunca se viu antes, e a qual
nenhum evento ou catástrofe poderiam por si só ter suscitado.
Os movimentos totalitários são organizações maciças de indivíduos
atomizados e isolados. Distinguem-se dos outros partidos e movimentos
pela exigência de lealdade total, irrestrita, incondicional e
inalterável de cada membro individual. Essa exigência é feita pelos
líderes dos movimentos totalitários mesmo antes de tomarem o poder e
decorre da alegação, já contida em sua ideologia, de que a organização
abrangerá, no devido tempo, toda a raça humana. Contudo, onde o governo
totalitário não é preparado por um movimento totalitário (como foi o
caso da Rússia em contraposição com a Alemanha nazista), o movimento tem
de ser organizado depois, e as condições para o seu crescimento têm de
ser artificialmente criadas de modo a possibilitar a lealdade total que é
a base psicológica do domínio total. Não se pode esperar essa lealdade a
não ser de seres humanos completamente isolados que, desprovidos de
outros laços sociais — de família, amizade, camaradagem — só adquirem o
sentido de terem lugar neste mundo quando participam de um movimento,
pertencem ao partido.
A lealdade total só é
possível quando a fidelidade é esvaziada de todo o seu conteúdo
concreto, que poderia dar azo a mudanças de opinião. Os movimentos
totalitários, cada um ao seu modo, fizeram o possível para se livrarem
de programas que especificassem um conteúdo concreto, herdados de
estágios anteriores e não totalitários da sua evolução. Por mais radical
que seja, todo objetivo político que não inclua o domínio mundial, todo
programa político definido que trate de assuntos específicos em vez de
referir-se a “questões ideológicas que serão importantes durante
séculos” é um entrave para o totalitarismo.
O verdadeiro objetivo do fascismo era apenas a tomada do poder e a
instalação da “elite” fascista no governo. Já o totalitarismo jamais se
contenta em governar por meios externos, ou seja, através do Estado e de
uma máquina de violência; graças à sua ideologia peculiar e ao papel
dessa ideologia no aparelho de coação, o totalitarismo descobriu um meio
de subjugar e aterrorizar os seres humanos internamente.
A atomização da
massa na sociedade soviética foi conseguida pelo uso de repetidos
expurgos que invariavelmente precediam o verdadeiro extermínio de um
grupo. A fim de destruir todas as conexões sociais e familiares, os
expurgos eram conduzidos de modo a ameaçarem com o mesmo destino o
acusado e todas as suas relações, desde meros conhecidos até os parentes
e amigos íntimos. A “culpa por associação” é uma invenção engenhosa e
simples; logo que um homem é acusado, os seus antigos amigos se
transformam nos mais amargos inimigos: para salvar a própria pele,
prestam informações e acorrem com denúncias que “corroboram” provas
inexistentes. Em seguida, tentam provar que a sua amizade com o acusado
nada mais era que um meio de espioná-lo e delatá-lo como sabotador,
trotskista, espião estrangeiro ou fascista.
MÁRIO FERREIRA DOS SANTOS ESCREVEU:
"O embotamento, que se nota na sensibilidade moral de grande parte da população a tais fatos, é mero barbarismo. Os chamados "escândalos" já não escandalizam! Publicam-se nos jornais as notícias mais espantosas de atos de corrupção, e não há qualquer estremecimento mesmo superficial da epiderme. Aceita-se tudo isso como algo natural e normal. Ladrões da pior espécie são elevados a altos postos, e muitos são reeleitos em campanha memoráveis. Toda a vida pregressa desses indivíduos não faz enrubescer o rosto de milhares e até milhões de eleitores. Enquanto o inverso é o que se vê. Os políticos mais limpos e dignos veem ameaçadas as suas reeleições, e muitos entram no esquecimento porque seus nomes não estiveram em manchetes de jornais, nem sofreram acusações de crimes dessa espécie. A honestidade é vista como algo ridículo, e o homem crédulo, o homem de boa fé, o homem digno, é motivo de para programas humorísticos. Grande parte dessas figuras é apresentada como sendo verdadeiros hipócritas que, na hora precisa, lançam mão do alheio. A intenção é clara: pôr a dúvida sobre a decência, sobre a honestidade, sobre a honra. Não se respeita mais a honorabilidade de ninguém. "
"O que se observa nos períodos de decadência dos ciclos culturais é o aumento desmedido da negatividade em relação aos principais valores. Tende-se a negar tudo quanto de superior o ciclo admirou e realizou. Há uma completa inversão da escala de valores e todos os setores são atingidos pela ação negativa. Os princípios religiosos, que constituem os fundamentos do ciclo, são abalados pelas doutrinas negativistas, que não se contentam apenas em pôr em dúvida, mas em negar peremptoriamente o que até então era aceito, admitido e venerado. Não pára aí a ação negativista. Ela busca atingir, sobretudo, os costumes, negando a validez ética a determinados atos e modos de proceder, e estabelecendo que outros devem ser preferidos, o que invade o campo das relações humanas e põe em risco o que até então mais aproximava os homens. Não é de admirar que períodos decadentistas e de alheamento aos princípios morais sejam os períodos em que os homens mais se afastaram uns dos outros, e que a ATOMIZAÇÃO SOCIAL aumenta a ponto de não haver mais possibilidade de compreensão entre dois seres humanos, que não podem mais "dialogar", e assistimos aos "diálogos de surdos", em que uns não entendem mais os outros. A barbarização revela-se aí, ameaçando abranger a totalidade da sociedade. "
"À exclamação dos romanos: "bárbaros extramuros!" (os bárbaros estão fora dos muros das cidades, da civilização) hoje podemos responder: "bárbaros intramuros!" (os bárbaros já se acham dentro do âmbito cercado pelos muros, em plena civilização, assumindo aspectos, vestindo-se com trajes civilizados, mas atrás dessa aparência, atuando desenfreadamente para dissolver nossa cultura)."
"Os elementos ativos corruptores, guiados por uma inteligência, de vontade maliciosa, sempre souberam aproveitar-se do barbarismo como instrumento para solapar a cultura. E hoje, mais do que nunca, manejam-no com uma habilidade de estarrecer, dispondo de meios capazes para tal, imprimindo ao trabalho corruptivo uma intensidade e um âmbito nunca atingidos em momento algum."
Mário Ferreira dos Santos
INVASÃO VERTICAL DOS BÁRBAROS
*
Viktor Frankl por exemplo, o nunca assás louvado psiquiatra judeu, que
no inferno dos campos de concentração descobriu que um sentido da vida é
mais necessário ao homem do que a liberdade mesma. Frankl disse a um
público norte-americano: “Não foram apenas alguns ministérios de Berlim
que inventaram as câmaras de gás de Maidanek, Auschwitz, Treblinka: elas
foram preparadas nos escritórios e salas de aula de cientistas e
filósofos niilistas, entre os quais se contavam e contam alguns
pensadores anglo-saxônicos laureados com o Prêmio Nobel. É que, se a
vida humana não passa do insignificante produto acidental de umas
moléculas de proteína, pouco importa que um psicopata seja eliminado
como inútil e que ao psicopata se acrescentem mais uns quantos povos
inferiores: tudo isto não é senão raciocínio lógico e consequente.” (Sêde de Sentido, trad. Henrique Elfes, São Paulo, Quadrante, 1989, p. 45.)https://olavodecarvalho.org/rorty-e-os-animais/
Olavo de Carvalho Primeira Leitura, novembro de 2005
Freud assegurava que,
reduzido à privação extrema, o ser humano perderia sua casca de
espiritualidade e poria à mostra sua verdadeira natureza, comportando-se
como um bicho. Victor Emil Frankl, psiquiatra, judeu e austríaco como
Freud, não acreditava nisso, mas não teve de inventar uma resposta ao
colega: encontrou-a pronta no campo de concentração de Theresienstadt
durante a II Guerra Mundial. Ali, reduzidos a condições de miséria e
pavor que no conforto do seu gabinete vienense o pai da psicanálise nem
teria podido imaginar, homens e mulheres habitualmente medíocres
elevavam-se à dimensão de santos e heróis, mostrando-se capazes de
extremos de generosidade e auto-sacrifício sem a esperança de outra
recompensa senão a convicção de fazer o que era certo. A privação
despia-os da máscara de egoísmo biológico de que os revestira uma moda
cultural leviana, e trazia à tona a verdadeira natureza do ser humano: a
capacidade de autotranscendência, o poder inesgotável de ir além do
círculo de seus interesses vitais em busca de um sentido, de uma
justificação moral da existência. Uma recente viagem a Filadélfia, onde a Universidade da Pennsylvania
comemorava com um ciclo de conferências o centenário de nascimento do
criador da Logoterapia, trouxe-me a lembrança animadora de que na
história das idéias tudo se dá como na vida dos indivíduos: mesmo a
extrema indigência espiritual consolidada por séculos de idéias
deprimentes não impede que, de repente, a consciência do sentido da vida
ressurja com uma força e um brilho que pareciam perdidos para sempre. A
evolução do pensamento moderno, de Maquiavel ao desconstrucionismo, é
marcada pela presença crescente do fenômeno que denomino "paralaxe
cognitiva": o hiato entre o eixo da experiência pessoal e o da
construção teórica. Cada novo "maître à penser" esmera-se em criar
teorias cada vez mais sofisticadas que sua própria vida de todos os dias
desmente de maneira flagrante. A "análise existencial" de Frankl, a
contrapelo do "existencialismo" de Heidegger e Sartre que é uma apoteose
da paralaxe, recupera o dom de raciocinar desde a experiência direta,
que ao longo da modernidade foi renegada pelos filósofos e só encontrou
refúgio entre os poetas e romancistas. O que Frankl descobriu em Thesienstadt foi que além do desejo de
prazer e da vontade de poder existe no homem uma força motivadora ainda
mais intensa, a "vontade de sentido": a alma humana pode suportar tudo,
exceto a falta de um significado para a vida. Ao contrário, dizia
Frankl, "se você tem um porquê , então pode suportar todos os comos ".
A privação de sentido origina um tipo de neurose que Freud e Adler não
haviam identificado, e que é a forma de sofrimento psíquico mais
disseminada no mundo de hoje: a neurose noogênica , isto é, de
causa espiritual, marcada pelo sentimento de absurdo e vacuidade. A
análise existencial é a redescoberta da lógica por trás do absurdo, a
reconquista do estatuto espiritual humano que torna a vida digna de ser
vivida. A logoterapia é a técnica psicoterápica que faz da análise
existencial uma ferramenta prática para a cura das neuroses noogênicas. Uma pesquisa da Biblioteca do Congresso mostrou que "Man's Search for
Meaning", a mistura de autobiografia, análise filosófica e tratado
psicoterápico em que Frankl expõe as conclusões da sua experiência no
campo de concentração, é um dos dez livros que mais influenciaram o povo
americano. Se, a despeito disso, a obra de Frankl ainda não alcançou o
lugar merecido nas atenções do establishment acadêmico, é simplesmente porque este é o templo da paralaxe cognitiva.
* * *
Livros de Victor Frankl no Brasil: Em Busca de Sentido (Vozes-Sinodal) Psicoterapia Para Todos (Vozes) A Questão do Sentido em Psicoterapia (Papirus) Um Sentido para a Vida (Santuário) Sede de Sentido (Quadrante) Psicoterapia e Sentido da Vida (Quadrante) A Presença Ignorada de Deus (Vozes-Sinodal) http://www.olavodecarvalho.org/textos/1a_leitura_2005_nov.htm * Descobrir tem mais a ver com perceber do que com construir. "Se vc não sente, a vida perde o sentido." * A SOBERANIA DA CONSCIÊNCIA - A VOZ DA ALMA E A VOZ DO MUNDO http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/04/a-soberania-da-consciencia-voz-da-alma.html
"mais vale saber sem poder provar do que produzir um milhão de provas daquilo que, no fundo, não se intui de maneira alguma. No mais das vezes, a simples afirmação direta do que se enxerga tem mais força do que muitos argumentos. Contra as tentações do erro e da fantasia, não há outra arma senão dizer a verdade com tal clareza, com tal precisão, que nenhuma finta, nenhum rodeio, nenhum jogo de cena ou artifício de palavras possa prevalecer contra ela. Ora, essa clareza não se obtém sem um tremendo esforço de atenção que é quase um exercício ascético. Olhando fixamente para dentro de seu coração, um homem "lê" o que está inscrito na sua consciência íntima, como palavras de um texto supremamente auto-evidente. "