“O principal esforço das Big Techs e dos globalistas em geral é impedir-nos, por todos os meios, de formar nossa própria visão do mundo a partir de experiências e sensações diretas, e substituí-las, à força, por estereótipos e chavões obrigatórios, cuja recusa será crime equivalente ao terrorismo.” Olavo de Carvalho
COMUNISTAS DETÉM O MONOPÓLIO DA TECNOLOGIA DA ENGANAÇÃO.
"Os “checadores de fatos” ou left-checkers, quiseram acusar o Terça Livre de fake news sem citar ao menos uma frase da matéria “Presidente exilado da Suprema Corte da Venezuela alerta sobre Smartmatic”, utilizada como base para as acusações."
EM 1992, NUMA AÇÃO ORQUESTRADA, O POLITICAMENTE CORRETO INVADIU A AMÉRICA LATINA
Terminavam os anos 80, o império
soviético cambaleava e, preocupado, o tirano e proprietário de Cuba,
Fidel Castro, em 26 de Julho de 1989, anunciou em discurso público que
Cuba e a revolução cubana seguiriam lutando e resistindo apesar da
possível desintegração da URSS. Quatro meses depois caia o muro de
Berlim e sua declaração foi a antecipação do conclave marxista Foro de
São Paulo, que ele e Lula inaugurariam em 1990. À sua convocatória
compareceram 68 forças políticas pertencentes a 22 países
latino-americanos. Desde então a dita confraria se reuniria regularmente
e apenas 6 anos depois já era integrada por 52 organizações-membros,
entre as quais grupos criminosos como o ELN, Exército de Libertação
Nacional, FARC, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, principal
produtor mundial de cocaína, fornecendo suporte financeiro ao nascente
conluio transnacional. Desde então, o dito Foro e as organizações afins
vêm recrutando, atualizando e reciclando toda a esquerda regional.
O começo dos anos 90 foi um momento
chave para a reinvenção de uma ideologia que já não podia
exibir a "Foice e o Martelo", nem oferecer expropriação de latifúndios,
nem reformas agrárias, nem divagar sobre a mais valia, nem tampouco
seduzir ouvintes com a desgastada luta de classes.
1992 foi o ano que marcou um vertiginoso
ponto de inflexão. Foi quando uma série de movimentos estranhos,
inovadores e aparentemente sem conexão começaram a brotar em distintos
lugares do mundo em geral, e da América Latina em particular. Com o
amparo de 458 ONGs criadas repentinamente para propagar um relato
pré-colombiano fictício, em 12 de Outubro ocorreu na Bolívia a primeira
marcha "indigenista", aproveitando a data exata dos "500 anos de
submissão", na qual já se destacava a liderança do jovem Evo Morales. Um
pouco mais ao sul, na Argentina democrática de 1992, apareceu em cena a
primeira "Marcha do Orgulho Gay", e na cidade do Rio de Janeiro,
levaram-se adiante as sessões de "ecologismo popular" que apareceu com
1500 organizações de todo o mundo para debater e redefinir estratégias,
incluindo a reivindicação da chamada "deusa ecológica". Nesse mesmo ano,
na Venezuela, Hugo Chávez liderou duas tentativas de golpe de Estado,
nas quais pretendia matar o presidente Carlos Pérez, e de fato mataram
20 pessoas. Desse feito extraiu a celebridade para assumir, 7 anos
depois, a liderança do país.
O que ocorreu no mundo em 1992 que
forjou tamanha promoção de movimentos tão inusitados? Por mais que
popularmente se reconheça a queda do muro de Berlim (9.11.1989) como o
marco histórico da queda de um sistema e de uma ameaça (o socialismo), a
realidade é que este foi só o prenúncio do que se materializaria dois
anos depois, em 1992, quando a URSS, sob o comando de Boris Yeltsin,
deixou de existir como tal. Logo, ante a ausência do suporte soviético e
a necessidade de suprir este vazio, todas as estruturas de esquerda
tiveram que fabricar ONGs e organizações de variadas índoles para
acomodar não somente a sua cartilha, mas também a sua militância, suas
bandeiras, seus clientes e suas fontes de financiamento.
Silenciosamente, a esquerda substituiu as balas das antigas guerrilhas
por cédulas eleitorais; trocou seu discurso classista por aforismos
igualitários que ocuparam o extenso território cultural; deixou de
recrutar "trabalhadores explorados" e passou a capturar almas
atormentadas ou marginais, a fim de lançá-las como provocadoras de
conflitos, sob desculpas de aparência nobre, as quais à primeira vista
nada teriam a ver com o stalinismo nem muito menos com o terrorismo
subversivo, mas sim com a "inclusão" e a "igualdade" entre os homens:
indigenismo, ambientalismo, direito-humanismo, garanto-abolicionismo e
ideologia de gênero.
O comunismo não morreu com o
desaparecimento formal de seus Estados pois o mais importante eram as
organizações auxiliares, que já existiam desde muito antes da URSS e que
seguiram existindo depois. Foram poucos os que prestaram atenção a esta
metamorfose e 25 anos depois, a esquerda não somente se apoderou
politicamente de grande parte da América Latina, como também conquistou a
hegemonia nas salas de aula, nas cátredas, nas letras, nos meios de
comunicação e no jornalismo, sequestrando a cultura e modificando a
opinião pública; a revolução deixou de expropriar contas bancárias para
expropriar mentes.
Extraído da Introdução de "O LIVRO NEGRO DA NOVA ESQUERDA", de
Agustin Laje.