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sábado, 24 de fevereiro de 2018

CORONEL PAES DE LIRA ALERTA CONTRA O PLEBISCITO SOBRE DESARMAMENTO!

Esta convocação para consulta pública não é sobre o Estatuto do Desarmamento, como o título dá a entender, mas sobre um plebiscito que decidiria sobre o estatuto. Caso a votação fosse confiável. 

Qualquer votação feita em sistema eletrônico pode ser facilmente fraudada. Já houve consultas publicas fraudadas no senado que, aliás, também já nos traiu MUITAS vezes.
 
Coronel Paes de Lira é CONTRA, e explica que já vencemos um referendo que foi desrespeitado pelo Estado. Para que outro?  Para tentar diminuir sua força e razão. Quem precisa de um plebiscito para lhes dar argumento são os contrários ao direito de legítima defesa.


Senador propõe plebiscito sobre Estatuto do Desarmamento: iniciativa inoportuna.




Mais um Projeto do Senado para plebiscito sobre o Estatuto do Desarmamento




O ESTATUTO DO DESARMAMENTO PARA REDUZIR O CRIME É ELE MESMO CRIMINOSO.

Senado abre consulta pública sobre revogar estatuto do desarmamento
População pode opinar sobre proposta do senador Wilder Morais (PP-GO)Leia mais:
https://oglobo.globo.com/brasil/senado-abre-consulta-publica-sobre-revogar-estatuto-do-desarmamento-21808136
Consulta Pública
PDS 175/2017 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO (SF) nº 175 de 2017
Convoca plebiscito sobre a revogação do Estatuto do Desarmamento.
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=130695

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Ideias Legislativas populares


Voto impresso em 100% das urnas
1.911 apoios nas últimas 24 horas

ÁLVARO DIAS, DESARMAMENTISTA, QUER EXAME DE SANIDADE MENTAL PARA PRESIDENCIÁVEIS PRÓ-ARMAS
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2018/02/alvaro-dias-desarmamentista-pede-exame.html

A CRIMINALIDADE CRESCE PORQUE É ESTRATEGIA REVOLUCIONÁRIA - OLAVO DE CARVALHO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2018/02/a-criminalidade-cresce-porque-e.html

A ALIANÇA ENTRE COMUNISTAS E MUÇULMANOS NA VENEZUELA https://youtu.be/brLgb7yuWRk

LUKE DE HELD - Desmistificando Mentiras esquerdistas. O Policial pode e deve se antecipar a ação do criminoso.
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2018/02/luke-de-held-desmistificando-mentiras.html



domingo, 22 de junho de 2014

DECRETO 8243 - O GRANDE SILENCIO DA MAIORIA DESORGANIZADA - DEMÉTRIO MAGNOLLI

 

Demétrio Magnolli - O povo organizado

A finalidade do Decreto 8.243 é moldar uma 'sociedade civil' adaptada às estratégias de poder do governo
 
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) converteu-se numa linha de montagem de artefatos ideológicos. Entre tantos países, escolheu a Venezuela chavista como sede de sua única filial no exterior. Num relatório produzido pela filial, lê-se o seguinte: "O modelo bolivariano afasta-se, sem dúvidas, da democracia representativa despolitizadora que predomina ainda hoje no mundo. Supera o modelo idealizado pelos pais fundadores da república norte-americana". As duas frases ajudam a decifrar o sentido do decreto presidencial que instaura a "democracia participativa". 
As palavras cruciais são "democracia representativa despolitizadora". De fato, o princípio da representação sustenta-se sobre o pressuposto de que os cidadãos têm outros afazeres além da política. A maioria esmagadora das pessoas consagra o seu tempo ao trabalho produtivo, aos estudos, ao lazer, aos afetos e aos amores. Os militantes políticos, pelo contrário, dedicam-se essencialmente à carreira política, que enxergam como fonte de poder, prestígio, dinheiro ou (raramente) como ferramenta para a "reforma do mundo". O Decreto 8.243, dos "conselhos participativos", procura reduzir a abrangência da "democracia representativa despolitizadora". É um golpe dos militantes políticos contra as pessoas comuns, cuja "participação" perde valor nos centros de decisão de políticas públicas. 
O conceito de sociedade civil (ou "esfera pública") é objeto de complexas discussões filosóficas, mas existe um consenso básico enunciado por Habermas: a autoridade estatal não faz parte dela. O governo brasileiro, contudo, baixou um decreto que oferece uma definição oficial de sociedade civil ("o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações"). Em todo o debate sobre o Decreto 8.243 não há nada mais chocante do que a ausência de um grito coletivo de indignação da sociedade civil diante dessa suprema arrogância estatal. No Brasil, o Estado nasceu antes da nação e, de certo modo, a esculpiu segundo suas conveniências. Uma prova da persistente fragilidade de nossa sociedade civil encontra-se nesse silêncio --e, mais ainda, na recepção calorosa do decreto por intelectuais que ganham a vida falando sobre a sociedade civil. 
A finalidade do Decreto 8.243 é moldar uma "sociedade civil" adaptada às estratégias de poder do governo: o "povo organizado", no dialeto dos militantes. Na prática, a seleção dos "coletivos" e "movimentos sociais" com assento nos "conselhos participativos" equivale à atribuição de rótulos de legitimidade oficial a determinadas lideranças sociais. Sob o lulopetismo, o Estado não apenas define a sociedade civil, mas também traça os seus contornos, excluindo os "indesejáveis" da esfera pública. "Participação"? Não: a "democracia participativa" pretende restringir a fiscalização social do Estado aos associados ideológicos do governo. 
O Decreto 8.243 nasce no solo arado pela crise de legitimidade do sistema político-partidário e pela desmoralização do poder parlamentar. A "sociedade civil" que o decreto delineia tem a vocação de operar como um parlamento paralelo. Gilberto Carvalho, nomeado secretário-geral da "sociedade civil" estatizada, não mente quando diz que o embrião dessa "democracia participativa" já existe, na forma de "conselhos" e "conferências nacionais" controlados por "movimentos sociais" financiados, direta ou indiretamente, pelo governo.
 
No final do segundo mandato de Lula, realizou-se a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), um encontro desses "movimentos sociais" promovido pelo governo. A Confecom aprovou o "controle social da mídia" --isto é, no dialeto dos militantes, a censura à imprensa. Para florescer, a "sociedade civil" estatizada precisa amordaçar a sociedade civil.