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sábado, 10 de novembro de 2018

LOBÃO NO PÂNICO - "Gilberto Gil começou muito rico no Ministério e acabou biliardário", di...

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Reviravolta em 2016: Lobão vira a casaca e pede PERDÃO a Gil, Caetano e Chico - https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/03/1754578-lobao-pede-perdao-a-chico-gil-e-caetano-por-criticas-desonestas.shtml  

 
TOTALITARISMO CULTURAL


 
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TRIAGEM COMUNISTA PARA A FACULDADE - O ENEM continua petista | Marco Antonio Villa https://conspiratio3.blogspot.com/2018/11/triagem-comunista-para-faculdade-o-enem.html

* "No lugar da objetividade, temos apenas "inter-subjetividade "- em outras palavras, consenso. Verdades, significados, fatos e valores são agora considerados negociáveis. O curioso, entretanto, é que este subjetivismo de mente louca anda de mãos dadas com uma vigorosa censura. Aqueles que colocam o consenso no lugar da verdade encontram-se distinguindo o verdadeirodo falso consenso. Assim, o consenso que Rorty assume exclui rigorosamente todos os conservadores, tradicionalistas e reacionários ". ROGER SCRUTON  
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OLAVO DE CARVALHOO vigor cultural de um país depende de um e um só fator: a liderança intelectual tem de pertencer aos melhores e mais capacitados, não àqueles cuja fraqueza e inépcia buscam proteção no apoio grupal, na solidariedade corporativa e na mobilização de exércitos de mexeriqueiros. A “revolução cultural” inspirada em Antonio Gramsci, com sua idéia abjeta do “intelectual coletivo”, fez com que a primeira dessas alternativas se tornasse inviável e a segunda prevalecesse necessariamente, obrigando a classe dita intelectual – acadêmica e midiática – a reduzir-se a um bando de saguis odientos e amedrontados, que fogem ao confronto intelectual de um contra um e se refugiam na maledicência coletiva, desesperadoramente uniforme, repetitiva e imbecil.

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"A interproteção mafiosa de carreiristas semianalfabetos unidos por ambições grupais e partidárias tornou-se critério de qualificação intelectual?"
http://www.olavodecarvalho.org/o-imperio-da-ignorancia/
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"Para corromper o indivíduo basta ensiná-lo a chamar ‘direitos’ os seus desejos pessoais e ‘abusos’ os direitos alheios."
Nicolás Gómez Dávila
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Piada satânica
Outro dia um amigo meu me perguntou se eu não havia reparado que, no intervalo de uma geração, condutas descritas pela psiquiatria como neuróticas e até psicóticas passaram a ser aceitas como normais. Não apenas como normais – respondi –, mas como normativas, louváveis e obrigatórias. Os passos seguintes são: (a) marginalizar e criminalizar toda reação de repulsa; (b) tornar a repulsa psicologicamente impossível, expelindo-a do repertório das condutas admitidas na sociedade.            

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NOMENKLATURA, CORRUPÇÃO ESTRATÉGICA 
O que não percebem é que, em ambos os casos, se trata da aplicação de um mesmo princípio básico da estratégia revolucionária, que é a progressiva substituição do sistema de legitimidades vigente por um novo sistema fundado na solidariedade partidária mafiosa. Não se trata nem de sugar vantagens ocasionais para o MST, nem de proteger improvisadamente um criminoso vermelho de colarinho branco. Estas são apenas oportunidades para a aplicação do princípio. Ao postular abertamente vantagens ilícitas para seus protegidos ou festejar descaradamente a impunidade do corrupto-mor, o esquema esquerdista dominante está enviando à nação uma mesma mensagem, que os analistas de plantão podem não perceber, mas que cala fundo no subconsciente do povo e impõe, com a força do fato consumado, o império da nova lei. Traduzida em palavras, a mensagem diz: “A velha ordem constitucional acabou. O Partido-Príncipe está acima de todas as leis. Ele é a fonte única de todos os direitos e obrigações.
Em todas as revoluções socialistas, essa mudança do eixo da autoridade é ao mesmo tempo o mecanismo básico e o objetivo essencial. Na Rússia, anos de boicote à administração oficial e de parasitagem das suas prerrogativas pelos sovietes antecederam a proclamação explícita de Lênin ao voltar do exílio: “Todo o poder aos sovietes”.”
http://www.olavodecarvalho.org/mais-sabios-que-deus/ 

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INTERPROTEÇÃO MAFIOSA
Suponha que você seja um juiz de Direito. Até algum tempo atrás, isso garantia poder, segurança e liberdade. Agora, depende de que você sentencie de acordo com a vontade do Esquema. Se você o contraria, logo descobre que grupos de pressão mandam mais que uma sentença judicial. De algum modo, todas as sentenças já vêm prontas, assinadas pelo Esquema. As outras são inócuas.
Nem falo dos empresários. Podem ganhar dinheiro a rodo, mas toda a sua influência no poder consiste em tentar ser úteis ao Esquema, que os tolera como um mal provisório.
E se você é um general de Exército, dê graças aos céus de que o Esquema lhe garanta ainda um lugarzinho no palanque, em troca das condecorações que você deu a comunistas, terroristas aposentados e ladrões notórios.
Um simples posto na diretoria de “movimento social” dá mais poder que tudo isso junto. Coloca você acima das leis, dos Direitos Humanos, da Constituição, dos Dez Mandamentos e das exigências da aritmética elementar (num país que tem 50 mil homicídios por ano, as mortes de duzentos homossexuais no meio dessa massa de vítimas não consta oficialmente como prova de uma epidemia de violência anti-gay?).
Os novos meios de subir e cair já são uma realidade, já são a nova estrutura social. Quarenta anos de revolução cultural anestesiaram a população para que a aceitasse sem um pio, sem um vago sentimento de desconforto sequer. Essa etapa está encerrada. A revolução social já veio, já está aí, e a única reação do povo e das elites é procurar desesperadamente um lugarzinho à sombra dela, a abençoada proteção do Esquema. 
http://www.olavodecarvalho.org/semana/110810dc.html
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OLAVO DE CARVALHO  Ora, um dos fronts mais importantes da estratégia revolucionária de Antonio Gramsci é aquele que se empenha em “ocupar espaços” nas instituições de cultura, educação e jornalismo, expelindo os adversários e colocando em seu lugar os militantes e colaboradores do Partido — os ativistas culturais. O objetivo final é ocupar todos os espaços, de modo que não existam mais intelectuais – nos dois sentidos do termo – fora do controle do Partido. Todos os meios são válidos para isso: o boicote, a difamação, a marginalização, a interproteção mafiosa, a monopolização partidária do mercado de trabalho. Mas a tática mais perversa, mais costumeira e mais eficiente é atrair sobre meros ativistas culturais o prestígio que a palavra “intelectual” tem na sua acepção comum. Elevado à condição de autoridade, o ativista cultural torna-se automaticamente uma força automultiplicadora, expandindo a aura de “intelectual” sobre outros ativistas culturais iguais a ele e negando-a a intelectuais genuínos que o Partido considere pessoas inconvenientes. Prosseguida a operação pelo tempo necessário, o Partido torna-se, através dos ativistas culturais bem colocados, a única instância julgadora capaz de conferir ou negar a condição de “intelectual” a quem bem entenda. Atingido esse ponto, a sociedade está madura para aceitar como intelectual em sentido estrito, como opinador abalizado, qualquer semi-analfabeto a quem o Partido confira esse rótulo, bem como, complementarmente, a tratar estudiosos sérios como caracteres aberrantes e atípicos, alheios à comunidade intelectual “oficial” e respeitável. 

A “ocupação de espaços” não tem nada a ver com a luta das idéias, com o enfrentamento leal no campo dos debates públicos. Antes do advento dela, o intelectual de esquerda tinha de concorrer em pé de igualdade com seus adversários de direita, tinha de mostrar cultura, domínio do idioma e alguma seriedade. O gramscismo dispensou-o desse esforço, colocando em lugar da disputa de idéias a guerra pela conquista de posições. Daí por diante já não se trata de provar superioridade intelectual, mas de subtrair ao adversário todos os meios de concorrer. O gramscismo é a institucionalização do golpe baixo em lugar do debate intelectual. Daí por diante, o que leva o nome de “debate” é apenas a conversação interna entre militantes e simpatizantes do Partido, com alguma abertura para os indecisos e pusilânimes, mas sem nenhuma chance para o ingresso dos inconvenientes, sobretudo se altamente qualificados.
Não é preciso dizer que no Brasil esse ponto já foi atingido há muito tempo, e ele corresponde à total destruição não somente da vida intelectual genuína, mas da simples possibilidade de haver uma. 

É apenas como sintoma banal desse estado de coisas que se pode entender uma iniciativa como a coleção “Intelectuais do Brasil”, paga com dinheiro público pela Universidade Federal de Minas Gerais, na qual entram como figuras representativas Chico Buarque de Hollanda, Leonardo Boff e outros tipos que numa situação normal seriam apenas folclóricos. A presença do sr. Gilberto Gil no Ministério da Cultura ilustra exatamente o mesmo fenômeno, e nada é preciso dizer da redução de todos os cursos de filosofia e ciências humanas, nas universidades públicas e privadas, ao nível de escolinhas de formação de militantes. 

Na medida em que a vida intelectual superior é o patrimônio mais valioso de uma nação, a apropriação de espaços pela estratégia gramsciana é uma atividade criminosa em altíssimo grau, muito mais grave, pelas suas conseqüências históricas devastadoras, do que o desvio de dinheiro público ou o financiamento oficial a invasões de terras. 
http://www.olavodecarvalho.org/ocupando-espacos/

sábado, 25 de junho de 2016

PSICOPATAS NÃO PODEM LARGAR O PODER



A EXPANSÃO DA PATOCRACIA
(patocracia = ditadura de psicopatas ou outros anômalos)

Um padrão de erro muito comum é a argumentação de que líderes supostamente autocráticos de países afetados por essa patocracia possuem poder real de decisão sobre áreas que, de fato, não possuem. Milhões de pessoas, incluindo ministros e membros do parlamento, refletem sobre o dilema de saber se tal governante não poderia, sob certas circunstâncias, modificar suas convicções um pouco e renunciar aos seus sonhos de conquistar o mundo. Essas pessoas continuam a esperar que esse seja um eventual desfecho. Aqueles com experiência pessoal em tais sistemas podem tentar persuadi-los de que tais sonhos, embora decentes, não possuem fundamento na realidade, mas ao mesmo tempo eles sentem uma falta de argumentos concretos de sua parte. Tal explicação é um fato impossível dentro da esfera dos conceitos da linguagem psicológica natural; somente uma compreensão objetiva do fenômeno histórico e de sua natureza anômala permite lançar uma luz sobre as causas da falsidade permanente desse fenômeno patológico macrossocial. As ações desse fenômeno afetam uma sociedade inteira, começando com os líderes e se infiltrando em cada cidade pequena, vila, fábrica, negócio ou fazenda. A estrutura patológica social cobre gradualmente o país inteiro, criando uma "nova classe" dentro da nação. Essa classe privilegiada de anômalos se sente permanentemente ameaçada pelos "outros", isto é, pela maioria das pessoas normais. Nem mesmo os patocratas nutrem qualquer ilusão sobre a existência, em seu destino pessoal, de um retorno para o sistema das pessoas normais.

Uma pessoa normal privada do privilégio de uma posição elevada buscará encontrar e executar algum trabalho que a permitirá ganhar a vida. Mas os patocratas nunca possuem quaisquer possibilidades residuais para se adaptarem às demandas do trabalho normal. Se as leis do homem normal forem reinstituídas, eles e os seus pares poderão estar sujeitos a julgamento, incluindo uma interpretação moralizante de seus desvios psicológicos. Eles seriam ameaçados com a perda da liberdade e da vida, e não somente uma perda de posição e privilégios. Uma vez que são incapazes de tal tipo e sacrifício, a sobrevivência de um sistema que é o melhor para eles torna-se um imperativo moral. Tal ameaça deve ser combatida por meio de toda e qualquer esperteza política e psicológica, implementadas sem escrúpulos em relação àquelas outras pessoas "de qualidade inferior", que chegam a surpreender pela sua depravação.

Em geral, essa nova classe está na posição de purgar os seus líderes se seus comportamentos colocarem em risco a existência desse sistema. Isso pode ocorrer, particularmente, se a liderança desejar ir muito além no compromisso com a sociedade das pessoas normais, uma vez que suas qualificações os tornam essenciais para a produção. Essa situação é uma ameaça mais direta aos escalões inferiores da elite patocrática do que propriamente aos líderes. A patocracia sobrevive graças ao sentimento de estar ameaçado pela sociedade das pessoas normais, assim como também por outros países nos quais várias formas de sistema do homem normal persistem. Para os governantes, permanecer no topo é, então, o problema clássico de "ser ou não ser".

Nos podemos formular uma questão mais cuidadosa: algum dia pode esse sisterna renunciar à expansão política e territorial exterior e se contentar com as suas posses presentes? O que aconteceria se tal estado de coisas garantisse a paz interna, a ordem correspondente, e uma prosperidade relativa dentro da nação? A maioria impressionante da população do país faria o uso aprimorado de todas as possibilidades emergentes, tirando vantagem de suas qualificações superiores para lutar por um escopo cada vez maior de atividades; graças à maior taxa de natalidade, seu poder aumentaria . Essa maioria se ligaria a alguns filhos das classes privilegiadas que não herdaram os genes patológicos. O domínio da patocracia seria enfraquecido imperceptivelmente, mas de forma contínua, finalmente levando a uma situação onde a sociedade das pessoas normais chega ao poder. Essa é uma visão de pesadelo para os psicopatas.

Assim, a destruição biológica, psicológica, moral e econômica da maioria das pessoas normais torna-se, para os psicopatas, uma necessidade "biológica". Muitos meios servem para esse fim, começando com campos de concentração e incluindo a guerra com um inimigo bem armado, obstinado, que destruirá e debilitará o poder humano jogado sobre ele, especialmente aquele poder que amedronta os governos patocratas: os filhos das pessoas normais, enviados para lutar por uma "causa nobre" ilusória. Uma vez que estejam mortos, os soldados serão então decretados heróis a serem reverenciados em hinos de triunfo, que são úteis na criação de uma nova geração fiel à patocracia e sempre disposta a encarar a morte para protegê-la. Qualquer guerra travada por uma nação patocrática tem duas frentes, a interna e a externa. A frente interna é mais importante para os líderes e para a elite governante, e a ameaça interna é o fator decisivo relacionado ao desencadeamento da guerra. Ao ponderar se devem ou não iniciar uma guerra contra um país patocrático, as outras nações precisam levar em consideração o fato de que tal guerra pode ser utilizada como um algoz contra as pessoas normais cujo poder crescente representa um risco incipiente à patocracia. Afinal de contas, os patocratas dão pouca atenção ao sangue e ao sofrimento das pessoas que eles consideram não ser da mesma espécie.

PONEROLOGIA: PSICOPATAS NO PODER Andrew Lobaczewski



OLAVO DE CARVALHO · "A sorte dos psicopatas é que as pessoas normais em geral não acreditam que existam seres humanos tão maus."

"As ações desse fenômeno afetam uma sociedade inteira, começando com os líderes e se infiltrando em cada cidade pequena, vila, fábrica, negócio ou fazenda. A estrutura patológica social cobre gradualmente o país inteiro, criando uma "nova Classe" dentro da nação. Essa classe privilegiada de anômalos se sente permanentemente ameaçada pelos "outros", isto é, pela maioria das pessoas normais. Nem mesmo os patocratas nutrem qualquer ilusão sobre um retorno para o sistema das pessoas normais. Uma pessoa normal privada do privilégio de uma posição elevada buscará encontrar e executar algum trabalho que a permitirá ganhar a vida. Mas os patocratas nunca possuem quaisquer possibilidades residuais para se adaptarem às demandas do trabalho normal. Se as leis do homem normal forem reinstituídas, eles e os seus pares poderão estar sujeitos a julgamento, incluindo uma interpretação moralizante de seus desvios psicológicos. Eles seriam ameaçados com a perda da liberdade e da vida, e não somente uma perda de posição e privilégios. Uma vez que são incapazes de tal tipo de, sacrifício, a sobrevivência de um sistema que é o melhor para eles torna-se um imperativo moral. Tal ameaça deve ser combatida por meio de toda e qualquer esperteza política e psicológica, implementadas sem escrúpulos em relação àquelas outras pessoas "de qualidade inferior", que chegam a surpreender pela sua depravação. " Andrew Lobaczewski 

"Os velhos políticos corruptos limitavam-se a roubar. O PT transformou o roubo em sistema, o sistema em militância, a militância em substitutivo das leis e instituições, rebaixadas à condição de entraves temporários à construção da grande utopia. Todo partido que se volte contra “a sociedade”, prometendo remoldá-la de alto a baixo – se não reformar a natureza humana mesma – coloca-se, instantaneamente, acima dos critérios morais vigentes nessa sociedade, e não pode se submeter a eles senão em aparência, rindo, por dentro, da ingenuidade dos que o tomam por adversário normal e leal. Não é possível destruir o sistema e obedecer às suas regras ao mesmo tempo, só usar as regras como camuflagem provisória da destruição. Ora, o sistema, como tudo o que é humano, comporta igualmente sua dose de injustiças, de erros, de escândalos, e sua parcela de moralidade, de ordem, de lealdade. Todo sistema consiste num equilíbrio precário entre a desordem e a ordem. Nenhuma inteligência sã ignora que só é possível reprimir ou controlar o primeiro desses aspectos fortalecendo o segundo. Toda tentativa de mudar integralmente o sistema, seja pela subversão revolucionária abrupta, seja pelo lento e progressivo solapamento das bases institucionais, começa por destruir o equilíbrio e portanto a ordem, sob a promessa vã de um futuro sem desequilíbrio nem desordem." OLAVO DE CARVALHO 2005 http://www.olavodecarvalho.org/semana/050625globo.htm

FASES DA OCUPAÇÃO DE UM GRUPO NORMAL POR OUTRO MALIGNO (PSICOPATA, MAFIOSO, NAZISTA, COMUNISTA)
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2016/06/fases-da-contaminacao-e-ocupacao-de-um.html

O Que É Ser Comunista por Olavo de Carvalho http://www.militar.com.br/blog25335-O-Que-%C3%89-Ser-Comunista-por-Olavo-de-Carvalho

SOCIALISMO REAL
http://conspiratio3.blogspot.com.br/search/label/SOCIALISMO%20REAL

A VERDADEIRA META COMUNISTA: A NOVA CLASSE
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2016/12/nomenklatura-de-burocratas-milovan.html

Discurso épico de Viktor Orban contra globalistas
https://youtu.be/X9X9kXmyssM


PT VEIO PARA SE ETERNIZAR NO PODER - OLAVO DE CARVALHO
https://youtu.be/KDMLAUOGj0I

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O QUE É NOMENKLATURA ? MICHAEL S. VOSLENSKY FALA DA CRIAÇÃO DA CLASSE PRIVILEGIADA COMUNISTA


Contudo, vamos já aprofundar melhor o conceito de "Nomenclatura". Este nada tem a ver com as ciências exatas, mas tem alguma relação com a gestão administrativa. Para ser mais preciso: com a gestão, tal como é desenvolvida nos países do "socialismo real", a toda-poderosa administração política, isto é, essencialmente os órgãos políticos e os secretariados de comitês centrais dos partidos comunistas no poder. É a este estado de fato que se refere a única definição da Nomenclatura que foi publicada até agora na União Soviética. Encontramo-la num manual intitulado A EDIFICAÇÃO DO PARTIDO:

"A Nomenklatura constitui a lista dos postos mais importantes; as candidaturas são previamente examinadas, recomendadas e sancionadas por um comitê do Partido, do bairro, da cidade, da região, etc. É preciso igualmente a concordância do comitê do Partido para que sejam liberadas de sua funções as pessoas admitidas a fazer parte da Nomenklatura do referido comitê. A Nomenklatura compreende pessoas que ocupam postos-chaves."

Este livro fala, pois, dos felizes titulares desses postos-chaves na URSS? Não. Mas tocamos a verdade de mais perto. A definição publicada oficialmente, que nada mais faz do que mascarar o verdadeiro conteúdo do conceito de Nomenclatura, é puramente formal.

O acadêmico Sakharov escreveu: "Se bem que em nosso país não se façam pesquisas sociológicas sobre este tema, ou, pelo menos, que os resultados delas sejam mantidos secretos, pode-se afirmar que apareceu, no início dos anos 20 ou 30, uma camada social particular, formada por homens do Partido e burocratas — a Nomenclatura segundo o nome que ela deu a si mesma, é a 'nova classe' como a chamou Milovan Djilas — classe social que se instalou definitivamente no poder nos anos do pós-guerra."

Nosso livro trata, então, dessa nova classe? Sim. Ele revela a parte essencial de um sistema que se intitula a si mesmo de "socialismo real".


Uma sociedade sem antagonismos?  
A teoria de Milovan Djilas

A literatura soviética cita freqüentemente essas palavras patéticas de Lênin: "Mas, temos o direito de ser orgulhosos, e o somos com efeito, pela felicidade de termos sido escolhidos para começar a construção do Estado soviético, começar assim uma nova época da história mundial, época de dominação de uma nova classe." Lênin retoma freqüentemente a expressão "nova classe": "A ditadura do proletariado é a guerra sem quartel da nova classe contra um inimigo mais poderoso do que ela: a burguesia." Num de seus últimos trabalhos, em agosto de 1921, escreveu literalmente: "Todo o mundo sabe que a Revolução de Outubro realmente desencadeou forças novas, uma nova classe."

A Nova Classe foi o título que Milovan Djilas, político e teórico iugoslavo, deu ao livro no qual faz uma análise teórica do problema "dos administradores" da sociedade socialista. Sua carreira lhe confere uma experiência única: Djilas foi não somente um "administrador" durante anos, como também membro do Politburo do Comitê Central, o santo dos santos de todo partido comunista, e esteve mesmo à sua frente. "Percorri todo o caminho que pode trilhar um comunista", escreveu ele, "de baixo da escada até o cume, de funções locais até funções nacionais, depois internacionais, da fundação do Partido até a realização daquilo que se chama de sociedade socialista."

Eis resumida a teoria de Djilas: após a vitória da revolução socialista, o aparelho do Partido Comunista se transforma em uma nova classe dirigente. Esta burocracia monopoliza o poder do Estado e se apropria de todos os bens pela nacionalização. Resultado: apropriando-se de todos os bens de produção, a nova classe torna-se uma classe exploradora, tripudia sobre toda a moral e instala sua ditadura pelo terror e o controle ideológico total. Os que mais lutaram pelo ideal revolucionário, os que exigiram as maiores liberdades, se transformam em horríveis reacionários assim que assumem o poder. O único elemento positivo a levar em conta na nova classe é o de elevar o nível econômico dos países pouco desenvolvidos por uma industrialização maciça e uma melhoria geral do nível cultural (? sem verdades circulantes???). Mas, seu sistema econômico se caracteriza por uma enorme dissipação, e sua cultura se assemelha, traço por baço, à propaganda política. Djilas conclui: "Quando a nova classe deixar a cena da história — e isto acontecerá — deixará menos saudades do que todas as classes que a precederam."

(...) Vocês o sabem agora. O programa do Partido Comunista da União Soviética prometia que, antes de 1980, uma sociedade comunista sem classes teria sido edificada para o essencial. Desde 1936, a sociedade soviética é definida como uma sociedade "sem antagonismos". Ora, hoje, em 1980, ainda não se pode dizer que as classes e os antagonismos de classes tenham sido suprimidos: a sociedade soviética continua antagonista.

Lênin e Stalin criaram uma "NOVA CLASSE", cuja base foi a organização dos revolucionários profissionais. Depois que esta organização se apoderou do poder, viu-se aparecer a Nomenclatura de Stalin, que se tornou a classe dirigente da União Soviética.

A Nomenclatura é uma classe de exploradores e de privilegiados. Foi o poder que lhe permitiu ascender à riqueza e não a riqueza que lhe permitiu ascender ao poder. A política da Nomenclatura consiste em assentar seu poder ditatorial no plano interno e estendê-lo ao mundo inteiro. A Nomenclatura tem certas realizações positivas em seu ativo. Mas, ela se transforma cada vez mais em uma classe parasitária. Do ponto de vista histórico, seu rendimento social é nulo, e seu desejo obstinado de dominação mundial é cheio de riscos de guerras.

Se quisessem deter esse perigo, todos os países que estão sob a tutela de Moscou deveriam praticar resolutamente uma política de paz e de segurança, uma política sem medo e sem ilusões. Para levar a cabo tal política, é importante conhecer bem a natureza profunda da Nomenclatura. Este livro terá atingido seu objetivo se contribuir efetivamente para torná-la conhecida.

Texto extraído do livro abaixo:





A VERDADEIRA META COMUNISTA: A NOVA CLASSE
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2016/12/nomenklatura-de-burocratas-milovan.html


O ataque à meritocracia, e a consequente substituição desta por uma triagem derivada de relações de poder, é a fórmula certeira para a construção da hierarquia de psicopatas que comandam com mãos de ferro a sociedade socialista.


A DESTRUIÇÃO DA MERITOCRACIA É CRIME HEDIONDO CONTRA O FUTURO - A SELEÇÃO DOS PIORES  
https://youtu.be/Pja0JQ5iIlQ

SOCIALISMO É CONCENTRAÇÃO DE PODER http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/07/socialismo-e-concentracao-de-poder-e.html

DERRUBAR A MERITOCRACIA ABRE CAMINHO PARA PSICOPATAS NO PODER - MARO FILÓSOFO
https://youtu.be/6mD61Ibfd-4

A NOVA CLASSE SOCIALISTA - UMA CLASSE ACIMA DA LEI http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/09/a-nova-classe-socialista.html

QUANDO VC SE CURVA A UM TIRANO, ELE TE ODEIA AINDA MAIS
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/12/quando-voce-se-curva-um-tirano-ele-te.html

PODER ABSOLUTO - A KGB AINDA AMEAÇA O MUNDO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/09/poder-absoluto-kgb-ainda-ameaca-o-mundo.html

A SABOTAGEM POLITICAMENTE CORRETA DO BRASIL CONTINUA
 
http://folhacentrosul.com.br/regioes/8564/professores-criticam-aprovacao-de-lei-que-dispensa-curso-superior-para-dar-aula-em-ponta-grossa

PONEROLOGIA: PSICOPATAS NO PODER
http://conspiratio3.blogspot.com.br/search/label/PONEROLOGIA


O QUE É NOMENKLATURA ? MICHAEL S. VOSLENSKY FALA DA CRIAÇÃO DA CLASSE PRIVILEGIADA COMUNISTA http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/08/o-que-e-nomenklatura-michael-s-voslensky.html

NA TOMADA DE PODER COMUNISTA, EMPRESÁRIOS SÃO USADOS E JOGADOS NO LIXO - A ERA DOS ASSASSINOS  http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/08/na-tomada-de-poder-comunista.html

VEJA TAMBÉM:

ANATOLIY GOLITSYN - NOVAS MENTIRAS EM LUGAR DAS VELHAS ´PDF http://www.4shared.com/document/hlWD9O6f/novas-mentiras-velhas_-_anatol.htm
http://pt.scribd.com/doc/39146285/Novas-Mentiras-Velhas-Anatoli-Golytsin

* O ENGODO DA PERESTROIKA - ANATOLIY GOLITSYN E PROFECIAS DE FÁTIMA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/10/o-engodo-da-perestroika-anatoliy.html

* A HISTÓRIA SECRETA DE ANATOLIY GOLITSYN - COMUNISMO EM REDE E A FARSA DA QUEDA DA URSS
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/07/a-historia-secreta-de-anatoliy-golitsyn.html

*A Era dos Assassinos — A nova KGB e o fenômeno Vladimir Putin http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/russia/14598-a-era-dos-assassinos--a-nova-kgb-e-o-fenomeno-vladimir-putin.html


Áudio sobre o totalitarismo na China atual:
https://soundcloud.com/rvox_org/boletim-radiovox-o-epoch-time-03052014
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NOMENKLATURA - A NOVA CLASSE - O SOCIAISMO REINA
http://blogsemmascara.blogspot.com.br/2007/12/o-socialismo-reina.html
http://www.midiasemmascara.org/search.html?searchword=NOVA+CLASSE&searchphrase=exact

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Até que ponto essa alegação é intelectualmente respeitável e moralmente admissível? O ideal socialista é, em essência, a atenuação ou eliminação das diferenças de poder econômico por meio do poder político. Mas ninguém pode arbitrar eficazmente diferenças entre o mais poderoso e o menos poderoso sem ser mais poderoso que ambos: o socialismo tem de concentrar um poder capaz não apenas de se impor aos pobres, mas de enfrentar vitoriosamente o conjunto dos ricos. Não lhe é possível, portanto, nivelar as diferenças de poder econômico sem criar desníveis ainda maiores de poder político. E como a estrutura de poder político não se sustenta no ar mas custa dinheiro, não se vê como o poder político poderia subjugar o poder econômico sem absorvê-lo em si, tomando as riquezas dos ricos e administrando-as diretamente. Daí que no socialismo, exatamente ao contrário do que se passa no capitalismo, não haja diferença entre o poder político e o domínio sobre as riquezas: quanto mais alta a posição de um indivíduo e de um grupo na hierarquia política, mais riqueza estará à sua inteira e direta mercê: não haverá classe mais rica do que os governantes. Logo, os desníveis econômicos não apenas terão aumentado necessariamente, mas, consolidados pela unidade de poder político e econômico, terão se tornado impossíveis de eliminar exceto pela destruição completa do sistema socialista. E mesmo esta destruição já não resolverá o problema, porque, não havendo classe rica fora da nomenklatura , esta última conservará o poder econômico em suas mãos, simplesmente trocando de legitimação jurídica e autodenominando-se, agora, classe burguesa. A experiência socialista, quando não se congela na oligarquia burocrática, dissolve-se em capitalismo selvagem. Tertium non datur . O socialismo consiste na promessa de obter um resultado pelos meios que produzem necessariamente o resultado inverso. 
Basta compreender isso para perceber, de imediato, que o aparecimento de uma elite burocrática dotada de poder político tirânico e riqueza nababesca não é um acidente de percurso, mas a conseqüência lógica e inevitável do princípio mesmo da idéia socialista.
Este raciocínio está ao alcance de qualquer pessoa medianamente dotada, mas, dada uma certa propensão das mentes mais fracas para acreditar antes nos desejos do que na razão, ainda se poderia perdoar a essas criaturas que cedessem à tentação de “fazer uma fezinha” na loteria da realidade, apostando no acaso contra a necessidade lógica. 
Ainda que imensamente cretino, isso é humano. É humanamente burro insistir em aprender com a experiência própria, quando fomos dotados de raciocínio lógico justamente para poder reduzir a quantidade de experiência necessária ao aprendizado. 
O que não é humano de maneira alguma é rejeitar a um tempo a lição da lógica que nos mostra a autocontradição de um projeto e a lição de uma experiência que, para redescobrir o que a lógica já lhe havia ensinado, causou a morte de 100 milhões de pessoas.

Nenhum ser humano intelectualmente são tem o direito de apegar-se tão obstinadamente a uma idéia ao ponto de exigir que a humanidade sacrifique, no altar das suas promessas, não apenas a inteligência racional, mas o próprio instinto de sobrevivência. 
Tamanha incapacidade ou recusa de aprender denuncia, na mente do socialista, o rebaixamento voluntário e perverso da inteligência a um nível infra-humano, a renúncia consciente àquela capacidade de discernimento básico que é a condição mesma da hominidade do homem. Ser socialista é recusar-se, por orgulho, a assumir as responsabilidades de uma consciência humana.


LÊNIN SÓ USAVA UM VERBO: MATAR!

sábado, 12 de julho de 2014

SOCIALISMO É CONCENTRAÇÃO DE PODER, É OPRESSOR E CORRUPTOR POR NATUREZA -

SOCIALISMO É OPRESSOR E CORRUPTOR POR NATUREZA

PADRE PAULO RICARDO E OLAVO DE CARVALHO
65 - Manifestantes, estão usando vocês!
http://youtu.be/VIHdTiXaYvo
SOCIALISMO É CONCENTRAÇÃO DE PODER - OLAVO DE CARVALHO http://youtu.be/g5yYml8C6nA
O Poder - Parte 1 http://youtu.be/HQPV0ZCOCVQ

Breve comentário sobre a Introdução da grande obra: O PODER: história natural de seu crescimento. JOUVENEL, Bertrand. " Sobre o poder "Hoje, mascarado por seu anonimato, ele pretende não ter existência própria, ser apenas o instrumento impessoal e sem paixão da vontade geral."
A NOVA CLASSE SOCIALISTA - UMA CLASSE ACIMA DA LEI http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/09/a-nova-classe-socialista.html
PONEROLOGIA:PSICOPATAS NO PODER
IGUALDADE NÃO É JUSTIÇA E DESIGUALDADE NÃO É POBREZA


 O ideal socialista é, em essência, a atenuação ou eliminação das diferenças de poder econômico por meio do poder político. Mas ninguém pode arbitrar eficazmente diferenças entre o mais poderoso e o menos poderoso sem ser mais poderoso que ambos: o socialismo tem de concentrar um poder capaz não apenas de se impor aos pobres, mas de enfrentar vitoriosamente o conjunto dos ricos. Não lhe é possível, portanto, nivelar as diferenças de poder econômico sem criar desníveis ainda maiores de poder político. E como a estrutura de poder político não se sustenta no ar mas custa dinheiro, não se vê como o poder político poderia subjugar o poder econômico sem absorvê-lo em si, tomando as riquezas dos ricos e administrando-as diretamente. Daí que no socialismo, exatamente ao contrário do que se passa no capitalismo, não haja diferença entre o poder político e o domínio sobre as riquezas: quanto mais alta a posição de um indivíduo e de um grupo na hierarquia política, mais riqueza estará à sua inteira e direta mercê: não haverá classe mais rica do que os governantes. Logo, os desníveis econômicos não apenas terão aumentado necessariamente, mas, consolidados pela unidade de poder político e econômico, terão se tornado impossíveis de eliminar exceto pela destruição completa do sistema socialista. E mesmo esta destruição já não resolverá o problema, porque, não havendo classe rica fora da nomenklatura , esta última conservará o poder econômico em suas mãos, simplesmente trocando de legitimação jurídica e autodenominando-se, agora, classe burguesa. A experiência socialista, quando não se congela na oligarquia burocrática, dissolve-se em capitalismo selvagem. Tertium non datur . O socialismo consiste na promessa de obter um resultado pelos meios que produzem necessariamente o resultado inverso. 
Basta compreender isso para perceber, de imediato, que o aparecimento de uma elite burocrática dotada de poder político tirânico e riqueza nababesca não é um acidente de percurso, mas a conseqüência lógica e inevitável do princípio mesmo da idéia socialista.
Este raciocínio está ao alcance de qualquer pessoa medianamente dotada, mas, dada uma certa propensão das mentes mais fracas para acreditar antes nos desejos do que na razão, ainda se poderia perdoar a essas criaturas que cedessem à tentação de “fazer uma fezinha” na loteria da realidade, apostando no acaso contra a necessidade lógica. 
Ainda que imensamente cretino, isso é humano. É humanamente burro insistir em aprender com a experiência própria, quando fomos dotados de raciocínio lógico justamente para poder reduzir a quantidade de experiência necessária ao aprendizado. 
O que não é humano de maneira alguma é rejeitar a um tempo a lição da lógica que nos mostra a autocontradição de um projeto e a lição de uma experiência que, para redescobrir o que a lógica já lhe havia ensinado, causou a morte de 100 milhões de pessoas. 


Nenhum ser humano intelectualmente são tem o direito de apegar-se tão obstinadamente a uma idéia ao ponto de exigir que a humanidade sacrifique, no altar das suas promessas, não apenas a inteligência racional, mas o próprio instinto de sobrevivência. 
Tamanha incapacidade ou recusa de aprender denuncia, na mente do socialista, o rebaixamento voluntário e perverso da inteligência a um nível infra-humano, a renúncia consciente àquela capacidade de discernimento básico que é a condição mesma da hominidade do homem. Ser socialista é recusar-se, por orgulho, a assumir as responsabilidades de uma consciência humana. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

QUANDO VOCE SE CURVA A UM TIRANO ELE TE ODEIA AINDA MAIS



Quando você se curva a um tirano, ele te odeia ainda mais
Durante a Guerra Fria, a KGB era um estado dentro do estado, mas agora a KGB é o estado.

Segundo o Departamento de Estado, o assassinato do embaixador Christopher Stevens e dos três oficiais americanos encarregados de defendê-lo foi uma reação impulsiva, repentina e não planejada a um filme de baixo orçamento chamado “A Inocência dos Muçulmanos”. Isso não passa de uma canção de ninar de conto de fadas para fazer dormir a indignação americana. A única reação a esta fantasia parece ter sido entre os líderes terroristas muçulmanos, que a entenderam como uma ordem para atacar impunemente as nossas embaixadas em todo o mundo. A embaixada americana no Paquistão está agora sob cerco. Milhares de outros muçulmanos “furiosos” estão gritando “Morte à América” e queimando bandeiras americanas na frente das nossas embaixadas no Egito, Indonésia, Sudão, Kwait, Afeganistão, Tunísia, Iêmen, Alemanha e Grã-Bretanha, para citar só algumas.
 

Durante os meus anos no topo do serviço de inteligência do bloco soviético, infelizmente conheci muito bem diversos tiranos, e é fato que eles desprezam quem se curva diante deles. Em abril de 1978, o presidente Jimmy Carter aclamou Nicolae Ceausescu, o désposta comunista romeno, como um “grande líder nacional e internacional”. Eu estava de pé ao lado dos dois na Casa Branca, e mal podia acreditar no que ouvia. Horas depois, estava no carro com Ceausescu, saindo da Casa Branca. Ele pegou uma garrafa com álcool e o passou por todo o rosto, em reação a ter sido afetuosamente beijado pelo presidente americano no Salão Oval. Com nojo, Ceausescu disparou uma ofensa contra Carter.
Três meses mais tarde, o presidente Carter assinou o meu pedido de asilo político, e eu disse a ele quem realmente era Ceausescu, e como havia reagido àquele beijo na Casa Branca. Entretanto, na memorável data de 19 de julho de 1979, vi pela TV, incrédulo, o presidente Carter repetir o gesto. Ele beijou carinhosamente Leonid Brezhnev nas duas faces durante o primeiro encontro deles, em Viena.
Também é fato que Brezhnev desprezava as pessoas que se curvavam a ele. Cinco meses após o infame beijo Carter-Brezhnev, uma equipe terrorista da KGB assassinou Hafizullah Amin, primeiro-ministro do Afeganistão, educado nos Estados Unidos, e o substituiu por uma marionete russa. Em seguida, a União Soviética invadiu o Afeganistão, e o presidente Carter protestou timidamente boicotando os Jogos Olímpicos em Moscou. Este novo sinal da fraqueza americana incentivou o regime Taliban e o terrorismo de Osama bin Laden.

Na década de 1990, o governo americano praticamente ignorou o primeiro assalto de bin Laden ao World Trade Center, os atentados a bomba contra as embaixadas americanas na África e o ataque ao destroyer USS Cole. No mesmo período, confiamos as nossas tarefas de segurança nacional e de política externa às mãos das Nações Unidas – cuja resposta veio no dia 3 de maio de 2001, quando a ONU expulsou os Estados Unidos da Comissão de Direitos Humanos.

Mal havíamos colocado os pés no século XXI quando os terroristas de bin Laden desencadearam uma implacável guerra contra o nosso país, com os catastróficos ataques terroristas de 11 de setembro. Logo depois, a Coréia do Norte retirou-se do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, expulsou os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica e deu início a uma venenosa campanha anti-americana. “Vamos exterminar os nossos inimigos declarados, os imperialistas americanos!” é o slogan coreano estampado nos habitáculos dos jatos, nas cabines dos marinheiros e nos postos de sentinela do exército.

Quando Ronald Reagan se tornou presidente, os Estados Unidos estavam sendo tratados com desprezo pelos tiranos mais insignificantes ao redor do mundo. A União Soviética marchava em Angola, Vietnã, Cuba, Etiópia, Síria, El Salvador, Nicarágua, Peru e, é claro, no Afeganistão. O presidente Reagan reverteu esta situação chamando os tiranos e as suas tiranias pelos seus verdadeiros nomes, e os tratando como tal. Você se lembra do “Império do Mal”? Segundo a agência de notícias soviética TASS, estas palavras demonstravam que Reagan era um “anti-comunista lunático e belicoso”. Mas foi precisamente este “anti-comunista lunático” o vencedor da Guerra Fria de 44 anos e foi ele quem restabeleceu a grandeza aos Estados Unidos.

Infelizmente, em 1993, tivemos outro presidente sem personalidade, que retomou a política de Carter de se curvar ante os déspotas comunistas. Em 22 de abril de 2000, durante a Semana Santa, entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa, agentes do presidente Bill Clinton prenderam e mandaram de volta para a Cuba comunista um menino de seis anos, que havia sobrevivido miraculosamente a um naufrágio no qual morrera a sua mãe; ela estava tentando livrar o filho único da tirania de Fidel Castro.

Para Fidel, o esperto e fotogênico Elián González era um “traidor” que podia se tornar um símbolo de liberdade tanto para os exilados de Miami quanto para o povo de Havana, e prejudicar a imagem de Castro no país e no exterior. Assim, tão logo Elián foi encontrado vagando pelo oceano em uma bóia, Fidel Castro reuniu 300 mil cubanos nas ruas de Havana para protestar contra o “sequestro” de Elián pelos Estados Unidos. Fidel tentou, então, atrair Elián de volta – como Ceausescu havia tentado me atrair quando escapei da Romênia. As duas avós de Elián foram despachadas para os Estados Unidos levando álbuns com fotos dos parentes do menino, de colegas de escola, casa, cachorro, papagaio e da carteira escolar vazia “aguardando o seu retorno”. Cuba deu às avós roupas novas e pagou as despesas da viagem. Elas estavam, é claro, acompanhadas por agentes cubanos coordenando cada um dos seus movimentos nos Estados Unidos.

Elián, por si, não caiu nos truques de Castro. Infelizmente, o presidente Clinton e a sua procuradora geral, Janet Reno, engoliram a isca, e o menino voltou para Cuba. Logo em seguida, o Pravda começou a exultar: “como o rompimento de um grande dique, a queda americana na direção do marxismo está acontecendo com velocidade de tirar o fôlego, contra o pano de fundo dos passivos e infelizes não-pensantes – desculpe-me, caro leitor –, quero dizer: do povo.” [2]

Elián González tornou-se um símbolo internacional de liberdade. Hoje, a casa em Miami onde ele viveu como uma criança livre é um museu simples, no qual os visitantes podem ver um relicário popular para o menino – agora, um prisioneiro de 19 anos de idade numa ilha comunista de mortos de fome. O uniforme escolar de Elián ainda está pendurado no armário ao lado de muitas roupas que ele nunca teve a chance de usar. Também está em exposição uma foto gigante da Associated Press mostrando um agente federal americano apontando uma arma automática para Elián, escondido num guarda-roupas. [3]




De acordo com as leis internacionais, as nossas embaixadas são parte do território dos EUA, e um ataque armado contra uma embaixada americana é considerado um ato de guerra contra os Estados Unidos. Até o momento, tudo indica que o ataque armado contra o nosso consulado em Benghazi foi planejado e executado por terroristas. Se isto for comprovado, o assassinato do embaixador Christopher Stevens foi, realmente, um ato de guerra contra os Estados Unidos.

Um sentinela da segurança líbia no consulado, ferido gravemente no assim chamado ataque “espontâneo”, testemunhou que “não havia uma única mosca do lado de fora” até 9:35 da noite, quando pelo menos 125 homens armados atacaram o complexo vindos de todas as direções. Lançaram granadas de mão enquanto gritavam “Deus é grande”.  Feriram o sentinela, e em seguida foram para as vilas que fazem parte do complexo do consulado.
Por sua vez, o presidente interino da Líbia, Mohamed el-Megarif, disse que os terroristas escolheram uma “data específica” para o ataque, e que “estrangeiros” participaram dele.

O nosso embaixador na Líbia foi assassinado no dia 11 de setembro de 2012, dia de luto nos Estados Unidos pela morte de quase três mil americanos, também vítimas de terroristas islâmicos. Acontece que este dia é, na verdade, a celebração de um aniversário importante para o Kremlin – 125 anos do nascimento de Feliks Dzerzhinsky, o fundador da KGB, agora renomeada FSB.

Esteve o Kremlin envolvido no assassinato do nosso embaixador na Líbia? Ainda não sabemos. Mas sabemos que o embaixador foi morto com armas e munição russas. Também sabemos da propensão do Kremlin e de suas agências de inteligência pelo uso do simbolismo, uma arma emocional habilmente manejada por todos os czares russos e pelos seus sucessores comunistas.

O emblema da União Soviética era formado pela foice e pelo martelo para simbolizar a aliança entre o proletariado e os camponeses. O emblema da KGB era uma espada e um escudo, simbolizando os seus deveres: colocar os inimigos do país sob a espada e abrigar e proteger a revolução comunista. A maior parte das organizações terroristas financiadas pela KGB eram chamadas de movimentos de “libertação” para simbolizar o compromisso do Kremlin de libertar o resto do mundo da “tirania americana”. A Organização para Libertação da Palestina no Oriente Médio (criada e financiada pela KGB), o Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN), criado pela KGB com a ajuda de Fidel Castro (que depois se envolveu profundamente em sequestro de pessoas e aviões, atentados a bomba e guerrilha), e o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, criado pela KGB em 1964 com a ajuda de Ernesto “Che” Guevara, são apenas alguns deles.



Acima de tudo, é fato que o chefe da KGB, Yury Andropov, e os seus vice-reis do leste europeu, abriram uma garrafa de champagne para comemorar a explosão da bomba terrorista na Zion Square em Jerusalém no dia 4 de julho de 1975, que deixou 15 mortos e 64 feridos. Foi um insulto direto aos Estados Unidos, cuja data nacional é o Quatro de Julho. Também é significativo que o primeiro ataque ao World Trade Center de Nova Iorque, concebido para derrubar a Torre Norte sobre a Torre Sul e gerar uma carnificina, aconteceu no dia 26 de fevereiro de 1993, quando o Kremlin celebrava os 41 anos do primeiro teste nuclear soviético. O ataque suicida contra o destroyer USS Cole, no qual morreram 17 marinheiros e ficaram feridos 39, ocorreu no dia 12 de outubro de 2000. Era o aniversário do início da principal ofensiva israelense, ocorrida em 1973, decisiva para a vitória na guerra do Yom Kippur. O significado das fracassadas tentativas dos atentados a bomba em Detroit e Nova Iorque no Natal de 2009 não precisa de explicação.

Por fim, sabemos que, durante a Guerra Fria, a KGB era um estado dentro do estado, mas agora a KGB é o estado. Em 2003, três anos após o antigo oficial da KGB Vladimir Putin se sentar, com estardalhaço, no trono do Kremlin, cerca de seis mil oficiais aposentados da KGB – a organização responsável pelo massacre de 20 milhões de pessoas apenas na União Soviética – ocupavam o governo federal e os governos locais da Rússia.

Não estou mais no olho do furacão, nem tenho inside information para saber se o criminoso ataque ao nosso consulado em Benghazi foi concebido pelos antigos oficiais da KGB, hoje governantes da Rússia. Mas o nosso FBI é uma excelente organização, capaz de descobrir a resposta. Infelizmente, por razões políticas, a administração e os líderes do Partido Democrata têm tirado conclusões rápido demais, sem conhecer a verdade. Para eles, o prestígio e a segurança da administração parecem ser muito mais importantes do que o prestígio e a segurança dos Estados Unidos.

Os americanos são pessoas orgulhosas do seu país e o amam com ternura. Esperemos que em novembro eles escolham proteger a segurança e o prestígio dos Estados Unidos, e não da administração atual.

Notas:
Nota do Tradutor: o artigo original tem mesmo duas notas [1], ambas sem indicação no corpo do texto.

[1] Sang-Hun Choe, “N. Korea fuels hatred of all things American,” The Associated Press, January 15, 2003, internet edition.
[1] President Nicolae Ceausescu’s State Visit to the USA: April 12-17, 1978, English version. Bucharest: Meridiane Publishing House, 1978, p. 78.
[2] “American capitalism gone with a whimper,” Pravda, April 27, 2004.
[3] Elián González saga still vivid for many, 10 years later,” CNN, April 22, 2010.



Publicado no PJ Media em 22 de setembro de 2012.
Ion Mihai Pacepa, general da Securitate, a polícia política romena, é o oficial de mais alta patente que desertou do bloco comunista.

Tradução: Ricardo Hashimoto
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domingo, 29 de setembro de 2013

PODER ABSOLUTO - A KGB AINDA AMEAÇA O MUNDO


A última vez em que falei com Alexander foi por telefone, em 8 de novembro de 2006. Por volta das 5 horas da manhã, horário de Boston, recebi um telefonema do Novaya Gazeta de Moscou, pedindo que comentasse a informação, recém-chegada, de que Alexander fora envenenado. Pedi que voltassem a me chamar mais tarde e disquei para o celular de Alexander. Àquela altura, ele já estava num hospital em Londres. Disse-me que havia perdido cerca de 15 quilos e que seu corpo recusava alimentos ou líquidos. Mas sua voz estava bem forte, e conversamos por pelo menos quinze a vinte minutos, talvez mais. 

Naquele dia, Alexander ainda achava que conseguiria sobreviver à tentativa de assassinato. Tinha conhecimento de que havia sido envenenado; sabia que fora obra do Serviço Federal de Segurança (FSB - agência russa de serviços de informação que sucedeu ao KGB para assuntos internos) da Rússia e estava convencido de que a ordem partira do presidente Vladimir Putin. Mas também estava certo de que não morreria e de que o pior já havia passado. Não lhe fiz muitas perguntas, supondo que estivesse debilitado demais para analisar a situação e esclarecer minhas dúvidas. "Dentro de poucos dias estarei em casa", disse-me ele. "Poderemos voltar a conversar." 

No dia 23 de novembro, Alexander Litvinenko morreu. Ele havia chegado ao posto de tenente-coronel da unidade especial de combate ao crime organizado do Serviço Federal de Segurança. Era sua profissão. Era sua vida.

Eu o conhecia desde 1998. Foi um período muito difícil para ele. Recebera uma árdua incumbência de seus superiores e, pela primeira vez na vida, não sabia o que fazer. A ordem era matar um judeu russo riquíssimo que acumulara muito dinheiro durante a era Yeltsin. Seu nome era Boris Berezovsky, na época funcionário do governo: secretário-executivo da Comunidade de Estados Independentes. 

Alexander tomou sua decisão. Procurou Berezovsky e o inteirou da ordem. Denunciou o caso numa entrevista coletiva, afirmando que generais do alto comando do FSB estavam indo de encontro à lei, dando ordens ilegais a seus subordinados. Foi o fim da carreira de Alexander no FSB, então comandado por Vladimir Putin. Ele foi demitido. Eu o conheci no dia em que se preparava para essa polêmica entrevista coletiva. Alexander era um homem cheio de energia. Atleta, não fumava nem bebia — coisa muito rara para um russo. Nós conversamos muito. Eu acabava de chegar a Moscou, onde não vivia desde 1978 (quando emigrei para os Estados Unidos). Tudo era novo para mim, e eu estava disposto a ouvir. Ele passou várias horas contando-me histórias de sua vida. Muitas eram apavorantes, pois ele trabalhava para o poderoso FSB e levava uma vida muito difícil. Certas histórias não me agradavam nem um pouquinho: histórias de atrocidades do exército russo na Chechênia, falando de chechenos queimados ou enterrados vivos, com descrições detalhadas de torturas. 

Ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, seria punido por sua "traição" naquela entrevista coletiva, e que nem mesmo o rico e influente Boris Berezovsky poderia ajudá-lo. E estava certo. Em 1999, Alexander foi detido e encarcerado por um "crime" fictício que teria cometido anos antes, segundo a alegação do governo. Acabou inocentado e libertado. Mas passou muitos meses na prisão. 

Quando ele foi libertado em 2000, eu já havia deixado a Rússia e o Sr. Putin já se tornara presidente. Eu não gostei do que Putin estava fazendo na Rússia já a partir do início do seu mandato, quando dissolveu a câmara alta do Parlamento, restabeleceu o antigo hino soviético e promoveu a altos cargos governamentais seus antigos amigos e colegas do FSB. Lembro-me sempre de uma de minhas primeiras conversas com Alexander, no escritório de Boris Berezovsky em Moscou. Alexander disse que, se Putin chegasse ao poder, promoveria expurgos. Muita gente seria morta ou detida. "Sinto que é o que ele vai fazer. Também vai nos matar a todos. Podem acreditar em mim. Eu sei o que estou dizendo." Isto ocorreu provavelmente em janeiro de 2000 (Putin, que estava no cargo, interinamente, desde dezembro, seria eleito presidente em maio). Como Alexander podia saber que seria detido? Como percebeu tão cedo as intenções de Putin, quando outros ainda o consideravam um moderno líder democrático? 

No início de 2000, eu estava envolvido em meu novo estudo, investigando as explosões ocorridas em setembro de 1999 em prédios residenciais de toda a Rússia, que haviam causado a morte de mais de 300 pessoas. Foi o maior atentado terrorista jamais cometido na Rússia.

Cheguei à conclusão de que esses atentados haviam sido promovidos pelo serviço especial russo, mas atribuídos aos chechenos para justificar o início da segunda guerra na Chechênia (que efetivamente começou pouco depois dos atentados, em 23 de setembro de 1999). Mas havia muitas coisas que eu não sabia nem entendia. Eu precisava de Alexander. Decidi então pegar um avião para Moscou para encontrá-lo e pedir sua ajuda. Conversamos a noite inteira. Ele me disse que algo muito semelhante às explosões de 1999 ocorrera em Moscou em 1996, antes das eleições presidenciais anteriores. "Descubra tudo o que puder sobre Max Lazovsky. Ele era agente do FSB e foi incumbido da campanha terrorista de 1996. Se conseguir descobrir como Lazovsky atuava, como foi montada sua organização, poderá entender tudo. Mas tome cuidado, Yuri. Se alguém descobrir que você está investigando Lazovsky, você será morto, pois logo entenderão que você está interessado em 1999, e não em 1996. Mas a chave de tudo é Lazovsky e seu sistema."

Deixei Moscou na manhã seguinte, levando comigo anotações que se transformaram no esqueleto de nosso livro A explosão da Rússia: Uma conspiração para restabelecer o terror do KGB. Foi minha última viagem à Rússia. Naquela mesma noite em Moscou, também falamos da fuga de Alexander. Ele havia sido libertado da prisão, mas era vigiado pelo FSB 24 horas por dia. Durante o dia, era seguido por dois carros, com três pessoas em cada um. À noite, havia sempre um carro de plantão. Pude vê-lo com meus próprios olhos quando o visitei, Ele não tinha futuro na Rússia, e sua próxima detenção era apenas uma questão de tempo. Ele não era homem de ficar esperando uma nova detenção, Decidiu fugir da Rússia e conseguiu atravessar a fronteira. Sua mulher, Marina, e seu filho, Anatoly, tinham passaportes estrangeiros e saíram da Rússia legalmente, para passar as férias na Espanha. A essa altura, Litvinenko já chegara à Turquia, o único país no qual podia entrar sem necessidade de visto. Lá, esperou pela família, que chegou no dia seguinte. Uma semana depois, os três desembarcaram no aeroporto londrino de Heathrow, pedindo asilo político. Chegara ao fim a grande fuga. Era o dia 1' de novembro de 2000. 

Escrevemos a primeira versão do nosso livro no ano seguinte. Vários capítulos de "A explosão da Rússia" foram publicados numa edição especial do jornal russo Novaya Gazeta, e o livro também serviu de base para o documentário "O Assassinato da Rússia". Para nossa grande decepção, tanto o filme quanto o livro foram proibidos na Rússia. Com o confisco de uma partida

e 5.000 exemplares de 'A explosão da Rússia" entre a Letônia e Moscou, a primeira edição foi enterrada. Os russos que pudessem ou desejassem encontravam o texto na internet, mas a versão impressa permaneceu inacessível.  

Desde então, foram mortas várias pessoas que nos ajudaram com o livro ou no contrabando para Moscou de fitas do documentário proibido. Vladimir Golovlyov e Serguei Yushenkov, membros do parlamento russo (a Duma), nos ajudavam a transportar as fitas proibidas para Moscou e a organizar exibições públicas do filme. Ambos foram mortos a tiros. Golovlyov foi abatido em 21 de agosto de 2002, e Yushenkov, em 17 de abril de 2003. Yuri Schekochikhin, também membro do parlamento russo e vice-editor-chefe do Novaya Jazera, onde trabalhava Anna Politkovskaya, assassinada recentemente, foi envenenado. Ficou em estado de coma por algum tempo e morreu em 3 de julho de 2003. Eu o conhecera em Zagreb, na Croácia, em junho de 2001, e lhe havia entregado um manuscrito de "A explosão da Rússia", para publicação em seu jornal.  

Apesar desses assassinatos, demos prosseguimento ao nosso trabalho e coletamos mais material para o livro. Fizemos o máximo que pudemos. Tentamos permanecer vivos e em segurança — Alexander na Grã-Bretanha e eu nos Estados Unidos. Mas não conseguimos. Perdi o meu colega, seis anos depois de seu desembarque em Londres. No dia 1° de novembro de 2006, ele foi envenenado, e este prefácio é assinado apenas por mim.


Yuri Felátinsky 12 de dezembro de 2006




A ÁRVORE GENEALÓGICA DO Serviço Federal de Segurança da Federação Russa (FSB FR) dispensa comentários. Desde os primeiros anos do poder soviético, os organismos de punição criados pelo Partido Comunista mostraram-se implacáveis e impiedosos. Desde o início, os atos dos indivíduos que trabalhavam nesses departamentos passavam ao largo dos valores e princípios da humanidade comum. A partir da revolução de 1917, a polícia política da Rússia soviética (mais tarde a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, URSS) funcionou como um mecanismo inexorável de aniquilamento de milhões de pessoas; na verdade, essas estruturas jamais tiveram outras funções, pois o governo nunca lhes atribuiu qualquer outra atividade prática ou política, nem mesmo em seus períodos mais liberais. Nenhum outro país civilizado jamais teve algo comparável com as agências de segurança de Estado da URSS. Exceto no caso da Gestapo na Alemanha nazista, nunca houve uma outra polícia política que dispusesse de suas próprias divisões operacionais e investigativas ou seus centros de detenção, como por exemplo a prisão do FSB em Lefortovo.  

Os acontecimentos de agosto de 1991 — quando uma onda de indignação popular derrubou o sistema comunista — demonstraram claramente que a liberalização das estruturas políticas da Rússia inevitavelmente levaria ao enfraquecimento e talvez até à proibição do KGB (Comitê de Segurança do Estado). O pânico entre os dirigentes das agências coercitivas do Estado neste período traduziu-se em numerosos e não raro incompreensíveis casos de desmantelamento de antigas agências de serviços especiais e criação de novas. No dia 6 de maio de 1991, era criado o Comitê de Segurança de Estado da República da Rússia, tendo V. V. Ivanenko na presidência, paralelamente ao KGB de toda a federação, nos termos do protocolo assinado pelo presidente russo, Boris Yeltsin, e o presidente do KGB da URSS, V. A. Kriuchkov. No dia 26 de novembro, o KGB da Rússia foi transformado em Agência de Segurança Federal (AFB). Uma semana depois, em 3 de dezembro, o presidente URSS, Mikhail Gorbachev, assinava um decreto "Da Reorganização das Agências de Segurança do Estado". Com base nesta lei, seria criado um novo Serviço Interdepartamental de Segurança (MSB) da URSS, a partir da estrutura do KGB, que era abolido.  

Simultaneamente, o velho KGB, como uma hidra de múltiplas cabeças, dividia-se em quatro novas estruturas. O Primeiro Departamento (central), que cuidava da inteligência externa, foi reconstituído separadamente no Serviço de Inteligência Central, mais tarde batizado de Serviço de Inteligência Externa (SVR). O Oitavo e o Décimo Sexto Departamentos (encarregados das comunicações governamentais, codificações e reconhecimento eletrônico) foram transformados no Comitê de Comunicações Governamentais (a futura Agência Federal de Informação e Comunicações Governamentais) . serviço da guarda de fronteira transformou-se no Serviço Federal de Fronteiras (FPS). O antigo Nono Departamento do KGB transformou-se em Departamento da Guarda Pessoal do Gabinete do Presidente da RSFSR.* O antigo Décimo Quinto Departamento passou a ser o Serviço de Segurança Governamental e Guarda Pessoal da RSFSR (República Socialista Federativa Soviética da Rússia, nome oficial da Rússia na era soviética). Estas duas últimas estruturas seriam posteriormente transformadas no Serviço de Segurança do Presidente (SBP) e no Serviço Federal de Guarda Pessoal (FSO). Um outro serviço especial supersecreto também foi separado do antigo Décimo Quinto Departamento do KGB: o Departamento Presidencial Central de Programas Especiais (Gusp). 

No dia 21 de janeiro de 1992, Yeltsin assinou um decreto autorizando a criação de um Ministério da Segurança (MB), a partir das estruturas da AFB e do MSB. Ao mesmo tempo, era constituído um Ministério da Segurança e    do Interior, que, no entanto, logo seria dissolvido. Em dezembro de 1993, o MB era, por sua vez, rebatizado de Serviço Federal de Contra-inteligência (FSK), e em 3 de abril de 1995, Yeltsin assinou o decreto "Da Formação de um Serviço Federal de Segurança na Federação Russa", pelo qual o FSK era transformado no FSB.  Esta longa seqüência de atos de reestruturação e mudanças de nomes destinava-se a proteger a estrutura organizacional das agências de segurança do Estado, ainda que de forma descentralizada, frente aos ataques dos democratas, juntamente com a estrutura para preservar o pessoal, os arquivos e os agentes secretos.

Um importante papel no empenho de salvar o KGB da destruição foi desempenhado por Ievgueni Savostianov (em Moscou) e Serguei Stepashin (em Leningrado), ambos com fama de democratas, que foram nomeados para reformar e controlar o KGB. Na verdade, contudo, os dois foram primeiro infiltrados no movimento democrático pelas agências de segurança do Estado e só mais tarde foram designados para cargos de direção nos novos serviços secretos, para impedir a destruição do KGB pelos democratas.  

Embora, com o passar dos anos, muitos funcionários que trabalhavam em tempo integral ou como prestadores de serviço no KGB-MB-FSK-FSB tenham se transferido para o mundo dos negócios ou da política, Savostianov e Stepashin conseguiram preservar a estrutura global. Além disso, o KGB estivera anteriormente sob o controle político do Partido Comunista, que de certa maneira funcionava como um freio às atividades das agências especiais, pois nenhuma operação importante era possível sem a autorização do Politburo. Depois de 1991, o MB-FSK-FSB começou a operar na Rússia de forma absolutamente independente e sem controles, à parte o controle exercido pelo FSB sobre seus próprios agentes. Sua disseminada estrutura predatória já não era mais contida nos limites da ideologia ou da lei. 

Depois do período de confusão resultante dos acontecimentos de agosto de 1991 e da equivocada expectativa de que os agentes do antigo KGB cairiam no mesmo ostracismo que o Partido Comunista, os serviços secretos deram-se conta de que a nova era, livre da ideologia comunista e do controle do partido, oferecia certas vantagens. O antigo KGB pôde lançar mão de seus amplos recursos de pessoal (tanto oficiais quanto extra-oficiais) para posicionar seus agentes em praticamente todas as esferas de atividade no vasto território do Estado russo. 

Antigos elementos de destaque no KGB começaram a aparecer nos mais altos escalões do poder, não raro sem ser notados pelos não iniciados: os primeiros eram agentes secretos, mas logo viriam também antigos funcionários ou funcionários ainda em serviço. Na linha de apoio a Yeltsin, desde o início dos acontecimentos de agosto de 1991, estava Alexander Vasilievich Korjakov, ex-guarda-costas de Yuri Andropov, presidente do KGB e secretário-geral do Partido Comunista. O coronel aposentado do GRU Bogomazov chefiava o serviço secreto do Grupo Mikom, e o vice-presidente do Grupo Financeiro e Industrial era N. Nikolaev, que passara vinte anos no KGB e chegara a trabalhar sob as ordens de Korjakov.

Filipe Denisovich Bobkov, general de quatro estrelas e primeiro vice-presidente do KGB da URSS, que na era soviética fora por muito tempo o chefe da chamada "quinta linha" do KGB (investigação política), foi empregado pelo magnata Vladimir Gusinsky. A "quinta linha" contabilizava entre seus maiores êxitos a expulsão do país de Alexander Isaevich Soljenitsyn e Vladimir Konstantinovich Bukovsky, assim como a detenção, durante muitos anos, daqueles que pensavam e diziam o que consideravam certo e não o que o partido ordenava que pensassem e dissessem. Anatoly Sobchak, prefeito de Leningrado (São Petersburgo) e destacado líder do movimento reformista na Rússia, era apoiado por outro homem do KGB, Vladimir Putin. Nas palavras do próprio Sobchak, isto significava que "o KGB controla São Petersburgo". 

A maneira como todo este esquema foi montado veio a ser detalhadamente descrita pelo diretor do Instituto Italiano de Política e Economia Internacional, Marco Giaconi, que ensina em Zurique. "As tentativas do KGB de assumir o controle das atividades financeiras de várias empresas seguem sempre o mesmo padrão. A primeira etapa tem início quando gângsteres tentam vender proteção ou usurpar direitos. Em seguida, agentes especiais dirigem-se a essas empresas para oferecer ajuda na solução de seus problemas. A partir desse momento, a empresa perde a independência para sempre. Inicialmente, uma empresa que cai na armadilha do KGB encontra dificuldades para conseguir crédito, podendo inclusive sofrer graves reveses financeiros. Posteriormente, pode receber concessões comerciar em setores como alumínio, zinco, alimentos, celulose e madeira, recebendo um forte estímulo para seu próprio desenvolvimento. É nesse estágio que vem a ser infiltrada por antigos agentes do KGB, tornando-se também uma nova fonte de renda para a organização." 

O período entre 1991 e 1996 demonstrou, contudo, que as empresas russas, apesar de violentamente saqueadas pelos serviços de segurança do Estado (que agiam abertamente, mas também através do crime organizado, sob o controle global dos serviços secretos), conseguiram em breve período transformar-se numa força política independente que de forma alguma estava permanentemente sob o controle do FSB. Depois que em 1993 Yeltsin conseguiu acabar com o parlamento pró-comunista, que tentava brecar as reformas liberais na Rússia, os dirigentes do antigo KGB, agora no comando do MB e do FSK de Yeltsin, decidiram desestabilizar e comprometer seu regime e suas reformas exacerbando deliberadamente a situação de criminalidade na Rússia e fomentando conflitos nacionais, sobretudo no norte do Cáucaso, o elo mais frágil do Estado multinacional russo.

 Simultaneamente, era lançada nos meios de comunicação uma vigorosa campanha no sentido de que o empobrecimento da população e o aumento das atividades criminosas e nacionalistas resultavam da democratização política, e a única maneira de evitar esses excessos estaria na rejeição, pela Rússia, das reformas democráticas e dos modelos ocidentais, passando o país a seguir seu próprio caminho de desenvolvimento, baseado na ordem pública e na prosperidade geral. O que essa propaganda realmente promovia era uma ditadura semelhante ao modelo nazista. Dentre todos os ditadores, grandes e pequenos, esclarecidos e sanguinários, foi escolhido como modelo o mais apresentável e menos óbvio, o general chileno Augusto Pinochet. Por algum motivo se acreditava que se surgisse uma ditadura na Rússia, não seria pior que a do Chile de Pinochet. A experiência histórica demonstra, contudo, que a Rússia sempre escolhe a pior alternativa possível. Até 1996, os serviços de segurança do Estado lutavam contra os reformistas democráticos, pois consideravam que a pior

ameaça era configurada numa ideologia democrática, que exigia a imediata aplicação de radicais reformas econômicas e políticas pró-ocidentais baseadas nos princípios da economia de mercado, assim como a integração política e econômica da Rússia à comunidade dos países civilizados. Após a vitória de Yeltsin na eleição presidencial de 1996, quando o mundo dos negócios da Rússia mostrou pela primeira vez sua força política ao rejeitar o cancelamento das eleições democráticas e o estabelecimento de um estado de emergência (exigências feitas pela facção pró-ditadura, por homens como A.  Korjakov, o chefe do FSO, M. I. Barsukov, e outros da mesma laia) e, soretudo, obteve a vitória de seu próprio candidato, os serviços de segurança o Estado passaram a ter como alvo principal de sua ofensiva a elite russa de negócios. A vitória de Yeltsin nas urnas em 1996 foi seguida pelo surgimento, primeira vista inexplicável, de campanhas de propaganda para denegrir a reputação dos principais empresários russos. Na vanguarda dessas campanhas estavam alguns rostos bem conhecidos das agências de segurança. 

A língua russa incorporou uma nova palavra, "oligarca", embora fosse evidente que nem mesmo o mais rico indivíduo do país podia ser considerado um oligarca no sentido literal, pois carecia do componente básico da oligarquia: poder. Tal como anteriormente, o verdadeiro poder continuava nas mãos dos serviços secretos. 

Gradualmente, com a ajuda de jornalistas que também eram agentes do FSB e do SBP e de todo um exército de escribas inescrupulosos sedentos de sensacionalismo, os poucos "oligarcas" do mundo dos negócios da Rússia passaram a ser chamados de ladrões, escroques e até assassinos. Enquanto isso, os criminosos realmente perigosos, assenhoreando-se de um verdadeiro poder oligárquico e embolsando bilhões em dinheiro jamais registrado em contabilidade regular, estavam aboletados em suas mesas de diretores nas agências coercitivas do Estado russo: o FSB, o SBP, o FSO, o SVR, o Departamento Central de Inteligência (GRU), a Promotoria Geral, o Ministério da Defesa (MO), o Ministério do Interior (MVD), a alfândega, a polícia fiscal, assim por diante. 

Estes eram os verdadeiros oligarcas, os cardeais cinzentos e os gerentes as sombras no mundo dos negócios russos e na vida política do país. Detinham o verdadeiro poder, ilimitado e sem controles. Protegidos pelo fato de pertencerem aos serviços de segurança, eram verdadeiramente intocáveis. Abusavam rotineiramente das prerrogativas de seus cargos, levando propinas, roubando, acumulando capital e envolvendo seus subordinados em atividades criminosas.

Este livro tenta mostrar que os problemas mais fundamentais da Rússia moderna não decorrem das reformas radicais do período liberal dos mandatos de Yeltsin como presidente, mas sim da resistência declarada ou clandestina oposta a essas reformas pelos serviços secretos russos. Foram eles que desencadearam a primeira e a segunda guerras na Chechênia, para desviar a Rússia do rumo da democracia, em direção à ditadura, ao militarismo e ao chauvinismo. Foram eles que organizaram uma série de atentados terroristas em Moscou e outras cidades russas, como parte de suas operações destinadas a criar as condições para essas duas guerras. 

As explosões de setembro de 1999, e especialmente o atentado terrorista frustrado em Ryazan no dia 23 de setembro, constituem o tema central deste livro. Essas explosões constituem a mais clara pista para acompanhar as táticas e a ESTRATÉGIA DAS AGÉNCIAS RUSSAS DE SEGURANÇA DE ESTADO, CUJO OBJETIVO FINAL É O PODER ABSOLUTO.

Este livro trata da tragédia que se abateu sobre todos nós, trata de oportunidades e vidas perdidas. Destina-se àqueles que, reconhecendo o que aconteceu, não têm medo de influir no futuro. 

Depois da publicação de trechos do livro no Novaya Gazeta e do lançamento da edição americana em Nova York, fomos insistentemente questionados sobre nossas fontes. Gostaríamos de assegurar aos leitores que o livro não contém fatos inventados nem afirmaçõe sem fundamento. Concluímos, no entanto, que, em vista da atual situação na Rússia — estando ativos na liderança do país muitos funcionários governamentais que suspeitamos terem estado envolvidos na organização, execução e aprovação das atrocidades terroristas de setembro de 1999 —, seria prematuro dar a público os nomes de nossas fontes. Ao mesmo tempo, declaramos que essas fontes seriam imediatamente reveladas a qualquer comissão russa ou internacional constituída para investigar as atrocidades terroristas de setembro de 1999. Nossa posição mantém-se inalterada: todos os documentos utilizados na redação deste livro serão fornecidos àqueles que se empenharem de forma imparcial em descobrir o que aconteceu.
Extraído do livro abaixo: