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terça-feira, 2 de maio de 2023

LIVRO do Prof. Rodrigo Jungmann - "Marx e Engels: o que não te contaram"

 

VÍDEO - "Marx e Engels: o que não te contaram" https://youtu.be/CZtqvdnQSBA

LIVRO - "Marx e Engels: o que não te contaram" https://www.editorajaguatirica.com.br/produtos/marx-e-engels-o-que-nao-te-contaram/  

"O livro "Marx e Engels: o que não te contaram" reúne cartas e artigos escritos por Karl Marx e Friedrich Engels com leituras de cenários políticos, estabelecimento de princípios de ações para a militância comunista, e também assuntos pessoais e do cotidiano. O interesse nesses temas não sairia do âmbito da especialização acadêmica, e sequer entraria no âmbito da polêmica, não fosse o juízo de valor atribuído a esses intelectuais e a importância que têm na sustentação moral dos movimentos de esquerda. De fato, a esquerda conquistou na imaginação coletiva um pressuposto de superioridade ética que, considerada utópica por alguns (e realizável por outros), mantém-se como um ideal desejável. Porém, se o conteúdo desses escritos revelar algo que coloque em xeque essa superioridade moral, não seria natural duvidar de tais julgamentos de valor? De fato, não condizem com os supostos ideais humanitários progressistas os planos de ação política que visem o extermínio de etnias; o desejo de eliminação de “reacionários”; a proposta de guerra total na Europa como “solução” política; além de opiniões reveladoras de racismo, homofobia e antissemitismo. A obra de Rodrigo Jungmann, portanto, permite o acesso às fontes diretas, devidamente contextualizadas, essenciais para se realizar qualquer estudo em que se busque autenticidade, fidelidade aos fatos históricos, e o resgate das verdadeiras propostas marxistas.
 

Rodrigo Jungmann é formado em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), instituição em que também obteve o seu mestrado. Acabou por doutorar-se em Filosofia pela Universidade da Califórnia. Tem textos publicados sobre temas em Filosofia da linguagem, Filosofia da religião, Ética e Filosofia política. Por falar em política, o presente autor foi por vezes alvo de certas perseguições movidas por extremistas de esquerda. Contudo, é justo reconhecer que tem desfrutado de uma considerável tranquilidade de alguns anos a esta parte. Liberal e sempre otimista, acredita que não há nada nessa obra que deva perturbar nem o seu próprio sossego, nem o de quem quer que seja."

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A esquerda atirou a verdade no lixo:

Iurii Piatakov: "Um bolchevique verdadeiro submergiu a tal ponto sua personalidade na coletividade, "o Partido", que pode fazer o esforço para desligar-se das próprias opiniões e convicções... Ele deve estar pronto para acreditar que preto é branco e que branco é preto, se o Partido assim o exigir."  https://conspiratio3.blogspot.com/2023/05/o-crime-de-ter-vida-privada-orlando.html

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Sobre a moralidade de Karl Marx

Por Ipojuca Pontes


Jornal da Tarde (São Paulo), sábado, 20 de outubro de 2001

Ao criticar Apelo aos Eslavos – escrito em que Bakunin (1814/65), a propósito da criação de uma federação eslava, invoca a fraternidade entre os povos e o respeito as fronteiras entre os Estados soberanos –, Karl Marx (1818/83) afirmou, em 1849, na Nova Gazeta Renana:

“Justiça, liberdade, igualdade, fraternidade, independência: nada mais encontramos no manifesto pan-eslavista além destas categorias mais ou menos morais que, é certo, soam bem, mas não têm nenhum sentido no domínio histórico e político. Os Estados Unidos e México são dois povos soberanos, duas repúblicas. Como é possível que entre duas repúblicas que, segundo a lei moral, deveriam estar unidas por elos fraternos e federais, tenha eclodido uma guerra por causa do Texas, e que a vontade soberana do povo americano tenha empurrado uma centena de milhas mais adiante as fronteiras naturais em razão das necessidades geográficas, comerciais e estratégicas? Bakunin censura os americanos por fazerem uma guerra de conquista que é um duro golpe na teoria fundada na justiça e na humanidade, mas que é conduzida no interesse da humanidade. É uma infelicidade se a rica Califórnia foi arrancada dos mexicanos preguiçosos que não sabiam o que fazer dela? Se os enérgicos yankees, graças a exploração das minas de ouro daquela região, aumentam as vias de comunicação, concentram sobre a costa do Pacífico uma população densa e um comércio em expansão, abrem linhas marítimas, estabelecem uma via férrea de Nova York a São Francisco, abrem pela primeira vez o Pacífico à civilização e pela terceira vez na história dão uma nova orientação ao comércio mundial? A independência de alguns californianos pode sofrer com isso, a justiça e outros princípios morais podem ser feridos – mas isto conta, diante de tais realidades que são o domínio da história universal?”

Para Marx, claro, não contava, e a resposta a Bakunin expressa, com espantosa nitidez, a questão da ética e da moral na doutrina marxista. Não é necessário aqui nenhum esforço para reconhecer que Marx, em nome da real politik, justifica e admite, sem a menor cerimônia, a pilhagem, a exploração e o massacre de “povos preguiçosos” (os mestiços mexicanos) em nome de presumível “domínio histórico universal” empreendido pelos norte-americanos. O que é para o líder anarquista um ato imoral, para Marx não ultrapassa os limites de simples decorrência histórica, pois, segundo entende, os fins justificam os meios.

Analistas costumam ressaltar, repetindo o próprio Marx, que o “socialismo científico” não se ergue sobre uma exigência moral subjetiva, mas em torno de uma teoria objetiva da história – dialética e progressista –, que aceita a expansão colonialista como uma etapa historicamente necessária para a formação do sociedade socialista: a história se faz de contradição, o feudalismo é suplantado pelo capitalismo e o capitalismo, por sua vez, não é o fim da história. Assim, a exigência moral, ou de qualquer conjunto de regras de conduta, seria no capitalismo uma excrescência, embora seja perceptível uma postura moral inseparável à teoria marxista da história: nela tudo é permitido desde que o seja em função da emancipação da classe operária.

Trata-se de um contra-senso, mas só a partir dele poderia aceitar-se o entendimento da moral como mera “ideologia” subordinada a “interesses particulares de classe”, cujas formas “não podem desaparecer a não ser com o desaparecimento total dos antagonismos de classe”, ou seja, com o advento do comunismo e da moral proletária, que se tornaria a moral definitiva da humanidade.

À margem o fato de ampliar o abismo entre a conduta ética e o comportamento político – assunto polêmico e de crescente atualidade –, a instrumentalização da ética no contexto da teoria marxista nos leva ao incontornável questionamento dos meios utilizados para se chegar aos fins revolucionários (o poder) e, por extensão, à necessária pergunta: se os fins justificam os meios, quem justifica os fins quando os meios utilizados são maus?

Parte da resposta talvez venha a ser encontrada no exame da própria conduta de Marx, à luz de dados biográficos reais e longe da imagem mítica partidariamente cultivada, na maneira como se comportava com amigos e familiares e, em especial, nos métodos que empregava no confronto com adversários para impor a doutrina comunista e sua ética de resultados.

A primeira coisa a ressaltar em Marx diz respeito ao caráter impositivo. Marx não pedia, mandava. Não se desculpava, justificava-se. Não dialogava, impunha ou aliciava. Um dos poucos homens com quem conviveu sem brigar, o poeta Heinrich Heine, escreveu que “Marx se julga um Deus Ateu autonomeado”. Quando, por qualquer razão, se impacientava com um circundante – como no caso em que humilhou publicamente o operário Weitling –, partia para explosão verbal. Um observador, Pavel Annenkov, traçou-lhe o perfil: “Falava sempre com palavras imperiosas, que não admitiam contradição, e que se tornavam ainda mais incisivas pela sensação quase dolorosa do tom que perpassava tudo o que dizia. O tom expressava a firme convicção de sua missão de dominar a mente dos homens e de lhes ditar suas leis. Diante de mim erguia-se a encarnação de um ditador democrático.”





Boa demonstração do seu caráter revela-se na polêmica que travou com P. J. Proudhon (1809/65), o socialista francês que o acolheu no exílio, antes de Marx ser expulso de Paris, em 1844. Proudhon tinha se tornado o mestre do socialismo europeu com a publicação de O Que é a Propriedade?, ao ponto de Marx reverenciá-lo, em A Sagrada Família, como criador de “obra que revoluciona a economia política, tornando possível, pela primeira vez, uma verdadeira ciência da economia política”.

Mas Proudhon, desconfiando do caráter de Marx, impregnado de virulência, recusou o convite deste (feito por carta) para ingressar no Comitê Comunista de Correspondência, sediado em Bruxelas. Ponderou, profético, Proudhon:

“Faço profissão pública de um antidogmatismo econômico absoluto. Se o sr. quiser, investiguemos juntos as leis da sociedade, o modo como essas leis se realizam, o processo segundo o qual chegaremos a descobri-la – mas, por Deus, depois de demolir todos os dogmatismos a priori, não pensemos em doutrinar o povo, não caiamos na contradição do v. compatriota Lutero, que, depois de haver derrubado a teologia católica, colocou-se logo, através de anátemas e excomunhões, a criar uma teologia protestante… Façamos uma boa e leal polêmica; demos ao mundo o exemplo de tolerância sábia e previdente, mas não nos tornemos os chefes de uma nova intolerância, não nos coloquemos como apóstolos de uma nova religião, mesmo que essa religião seja da lógica, da razão… Com essa condição entrarei na v. associação – senão, não!

“Devo ainda fazer algumas observações à expressão “momento de ação” (revolucionária) de v. carta. Eu creio que não temos necessidade disso para vencer, e que, conseqüentemente, não devemos colocar a ação revolucionária como meio de reforma social, porque esse meio seria simplesmente um apelo à força, ao arbítrio; em suma, uma contradição.”

A resposta de Marx veio em 1847, com Miséria da Filosofia, depois que Proudhon lançou Sistema das Contradições Econômicas, uma construção antitética que propõe o entendimento da propriedade – a lado de ser uma apropriação indébita – como uma forma de liberdade. No opúsculo, Marx, irado com a recusa e os comentários de Proudhon, reduz a quem antes considerava “o mais notável socialista francês” à mera condição de “socialista utópico”, um “pequeno burguês oscilante entre o capital e o trabalho”.

Sabe-se hoje que o “socialismo científico” de Marx revelou-se tão utópico quanto o do “pequeno burguês” Proudhon, que, a rigor, jamais encarou o socialismo como uma ciência e repudiou sempre qualquer forma de ditadura, em especial a do proletariado. Depois de ler o arrazoado marxista, o francês resumiu-se a anotar num canto de página: “Um tecido de grosserias, calúnias, falsificações e plágios. Marx é a tênia do socialismo.”

De fato, para anular os adversários o pensador alemão tratava a moral comum aos pontapés. O exemplo dos métodos que empregava para neutralizá-los pode ser avaliado no seu desforço contra Bakunin, por quem, segundo o minucioso historiador inglês Robert Payne (Marx, Londres, 1968), nutria inveja acalentada pelo ódio. O anarquista russo (que, no dizer de Bernard Shaw, inspirou Wagner a compor o Siegfried), dono de personalidade incandescente e oratória libertária, desestabilizou, enquanto pôde, o controle que Marx detinha sobre o operariado europeu e, mais tarde, sobre a Associação Internacional de Trabalhadores. Em desacordo com a política ditatorial levada adiante por Marx, Bakunin articulou a formação de uma federação de associações de trabalhadores que logo ganhou adeptos na França, Itália, Espanha, Suíça e outros países europeus.

Sem condições de destruir o prestígio de Bakunin e temendo o seu poder de liderança, Marx, com o objetivo de desmoralizá-lo, publica na Nova Gazeta Renana informação de que o líder russo era um agente secreto da polícia czarista, dando como fonte suposta documentação em mãos da escritora Georg Sand. Ao tomar conhecimento da calunia, Sand, indignada, exigiu imediata retratação. Marx justificou-se afirmando que assim procedia “para defender o movimento socialista dos governos capitalistas”.

Mas não ficou por aí. Durante o congresso da Internacional em Haia, em 1872, ressabiado pela avassaladora atuação de Bakunin e suas idéias desestatizantes, denuncia-o por atos irresponsáveis de fato cometidos pelo terrorista Netchaiev (uma carta de ameaça ao editor de O Capital), sem que Bakunin tivesse participação direta no episódio – o que determina sua exclusão da Internacional.

Reconhecendo, no entanto, a força de Bakunin e certo de que na Europa, cedo ou tarde, a Internacional cairia em mãos deste, Marx, então conhecido como o “Doutor do Terror Vermelho”, numa manobra maquiavélica transfere a sede do seu Conselho Geral para Nova York – o que, em termos práticos, significou o fim da Internacional.

 



Outro traço do caráter de Marx é o que aponta para a completa falta de escrúpulos quando se tratava de alterar dados e informações que, de algum modo, servissem a causa do “socialismo científico”. No discurso inaugural da Internacional, em 1864, Marx, como registra o historiador Leslie Page (K. Marx and Critical Examination of his Works, Londres, 1987), para impressionar os trabalhadores adultera deliberadamente mensagem orçamentária de Gladstone (várias vezes primeiro ministro inglês), de 1863. Na oração, escreveu Gladstone sobre o crescimento da riqueza nacional: “Veria quase com apreensão e dor este inebriante crescimento da riqueza e poderio se acreditasse que está circunscrito a classe conservadora. A condição média do trabalhador inglês, é uma felicidade sabê-lo, melhorou nos últimos 20 anos, a um grau que sabemos extraordinário e que podemos qualificar como sem paralelo na história de qualquer país e de qualquer época.” Marx, mutilando e invertendo tudo, fez Gladstone dizer: “Este crescimento inebriante de riqueza e poderio está totalmente circunscrito a classe dos proprietários.”

Na manipulação de dados estatísticos contidos nos Livros Azuis de Biblioteca do British Museum, publicados pelo governo e fonte para a elaboração dos capítulos XIII e XV de O Capital, a conduta do pai do “socialismo científico” chega a ser, segundo analistas da Universidade de Cambridge (apud Paul Johnson, em Intellectuals, W&N, 1988) de “assombrosa temeridade”, concluindo que “há um desapreço quase criminoso no uso das fontes”, o que coloca “qualquer parte da obra de Marx sob suspeita”. Para comprovar sua verdade, Marx, que durante toda vida jamais entrou numa fábrica, usa material sabidamente desatualizado e elege como exemplo indústrias pré-capitalistas, com mais de 40 anos de atraso, que não tinham condições para incorporar novas maquinarias.

No capítulo de apropriação intelectual Marx ultrapassa os limites da pura desonestidade. Para compor seus escritos eivados de metáforas apocalípticas, toma como seu aquilo que foi criado por outros, sem apontar autoria. De Marat, se apropria da frase “o proletariado não tem nada a perder, exceto os grilhões”. De Heine, “a religião é ópio do povo”; e, de Louis Blanc, via Enfantin, sacou a formula “de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades”. De Shapper, tirou a convocação “trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”, e, de Blanqui, a expressão “ditadura do proletariado”. Até mesmo sua obra mais bem acabada e de efeito vertiginoso, O Manifesto Comunista (1848, em parceria com Engels), tem-se, entre os anarquistas, como plágio vergonhoso do Manifesto da Democracia, de Victor Considérant, escrito cinco anos antes.

Marx considerava que as leis morais não haviam sido criadas para ele – é o que indica o seu modo de agir em vida. Para além das idéias, os métodos por ele empregados influenciaram de modo catalisador a prática comunista, no século 20: sem eles, dificilmente Lênin, Trotski, Stalin, Mao, Fidel, Pol Pot e congêneres encontrariam respaldo moral para justificar seus crimes contra a humanidade. Depois da derrocada da União Soviética, levantada a cortina do terror, viu-se que mais de 100 milhões de pessoas tinham sido destroçadas em nome de uma absurda “moral proletária”, que, estranhamente, parece ainda pontificar como se nada tivesse ocorrido.

O fim da existência de Marx foi patético. Morreu praticamente só, aos 65 anos, depois de percorrer estações balneárias para mitigar o sofrimento físico, lastimando-se de dores generalizadas na laringe, brônquios, tumores, insônia e suores noturnos. Ao médico que dele cuidava, deixou bilhete, no qual dizia “só encontrar certo alívio numa terrível dor de cabeça – pois a dor física é a único ‘estupefaciente’ da dor psíquica”.

Sua família foi a grande vítima. Dos seis filhos que teve com a mulher, Jenny, uma aristocrata, três morreram na primeira infância, em decorrência do estado de penúria a que foram submetidos, e os outros – as filhas Jenny, Laura e Leonor – terminaram a vida cometendo suicídio. O único sobrevivente, Freddy, filho de Marx com a empregada, Helene, nunca reconhecido pelo pai, foi adotado por Engels para “salvar as aparências”. Jenny, a mulher, prematuramente envelhecida pelo sofrimento, morreu aparentemente sem perdoar o marido por ter engravidado a empregada.

Com os pais, Marx não se comportou de modo menos egoísta. Por ocasião da morte do pai, Heinrich, vítima de câncer no fígado, não compareceu ao enterro porque, segundo ele próprio, “não tinha tempo a perder”. Por conta disso, a mãe, Henriette, saturada de pagar suas dívidas, com ele cortou relações, não antes de adverti-lo: “Você devia juntar algum capital em vez de só escrever sobre ele.”

Mas foi ao cometer grosseria com a amigo e provedor de todas as horas, Engels (1820/95), que Marx concedeu a chave para explicação de sua moralidade. Após a morte da companheira amada Mary Burns, Engels escreve ao amigo dizendo-se arrasado pelo fato (Karl Marx, Francis Wheen, Record, 2001). Marx, por carta, responde que a notícia o surpreendeu, mas logo passa a tecer considerações sobre as próprias necessidades pessoais. Engels, magoado com a frieza do outro, suspende dádivas e correspondência. O que leva Marx, apressado, não propriamente a pedir desculpas pela conduta mesquinha, mas a admitir, com franqueza brutal, que “em geral, nessas situações, meu único recurso é o cinismo”.

Ipojuca Pontes é escritor e cineasta

https://olavodecarvalho.org/sobre-a-moralidade-de-karl-marx/

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"Nunca houve nem nunca haverá um comunista bem intencionado, pela simples razão de que o comunismo nega, na base, todo princípio moral e o substitui por uma nova “ética” em que não há outro Bem Supremo acima dos interesses da Revolução, nem outra obrigação moral superior à de fazer crescer, por todos os meios, o poder do Partido. " https://olavodecarvalho.org/quem-paga/  

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"Estas considerações mostram a que ponto a desinformação fazia parte da própria natureza do comunismo, ou melhor - sempre o  paradoxo de MUCCHIELLI - a que ponto o comunismo foi, em suma, uma forma particularmente nociva de desinformação. Não por acaso  os três principais dirigentes da primeira geração escolheram viver sob nomes falsos, mesmo no auge do poder. Lênin, Trotsky e Stalin não eram rostos, mas máscaras de Oulianov, Bronstein e Djougachvili. Será necessário recordar o que dizia ALEXANDER SOLJENITSIN: bastaria que os russos deixassem de mentir e o comunismo afundaria."
(Vladimir Volkoff, PEQUENA HISTÓRIA DA DESINFORMAÇÃO)

 


A esquerda atirou a verdade no lixo:

Iurii Piatakov: "Um bolchevique verdadeiro submergiu a tal ponto sua personalidade na coletividade, "o Partido", que pode fazer o esforço para desligar-se das próprias opiniões e convicções... Ele deve estar pronto para acreditar que preto é branco e que branco é preto, se o Partido assim o exigir."  https://conspiratio3.blogspot.com/2023/05/o-crime-de-ter-vida-privada-orlando.html

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LÓGICA DA INVERSÃO https://youtu.be/6oQivOvO_Hc?t=440

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COINCIDÊNCIAS - "O crescimento do banditismo veio junto com a ascensão política da esquerda, mas isso é mera coincidência. As gangues do morro foram adestradas em técnicas de guerrilha urbana pelos terroristas presos na Ilha Grande, mas é mera coincidência. Hoje são treinadas pelos guerrilheiros das Farc, mas é também coincidência. As Farc e o PT têm uma estratégia comum traçada nas assembléias do Foro de São Paulo? Coincidência. Toda prisão de narcoguerrilheiros ou seqüestradores estrangeiros vem seguida da imediata formação de um círculo de solidariedade e proteção entre seus correligionários da esquerda local? Coincidência, é claro. Se a epidemia de violência urbana cresceu junto com as ONGs de defesa dos direitos dos delinqüentes, alimentadas por poderosas fundações internacionais, quem verá algo mais que uma estúpida coincidência? Acossada pelos ataques da mídia e temerosa de infringir o decálogo politicamente correto, a polícia recua e entrega as cidades ao império dos bandidos, mas, uma vez mais, é pura coincidência. Todos os teóricos do comunismo ensinam que fomentar um estado de desordem e anomia é a melhor maneira de concentrar o poder nas mãos de um partido revolucionário, mas, se tudo se passa exatamente assim no Brasil, é coincidência, coincidência, coincidência e nada mais. "
http://www.olavodecarvalho.org/semana/060302jb.htm

 

SOCIALISMO É A PROMESSA DE OBTER UM RESULTADO POR MEIOS QUE PRODUZEM O RESULTADO INVERSO -  OLAVO DE CARVALHO
https://conspiratio3.blogspot.com/2016/08/socialismo-e-promessa-de-obter-um.html 

segunda-feira, 13 de abril de 2020

LIVRO DE CRÍTICAS À IMPRENSA - Sinopse 9 e 1/2 semanas de Falha: Resenhas urgentes a serviço do Brasil




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9 e 1/2 semanas de Falha: Resenhas urgentes a serviço do Brasil
https://livraria.tercalivre.com.br/falha

Sinopse 9 e 1/2 semanas de Falha: Resenhas urgentes a serviço do Brasil

Que o jornalismo mainstream está em crise é fato notório. Contudo, afirmações genéricas como essas corremos risco de virarem um topos repetido mecanicamente, com os seus fundamentos pulverizados e, muitas vezes, ocultos ou esquecidos, além, é claro, de acabar por convidar os envolvidos a negar ou relativizar o fato.
Esse 9 e ½ semanas de Falha, do filósofo e professor da UFPE Rodrigo Jungmann é uma peça clara, distinta e precisa – como preza todo pensador de treino analítico como Jungmann – de prova do mau jornalismo do jornalão que gosta de se vender como plural e antídoto contra “fake news”, e isso tudo não sem uma verve que certamente vai marcar pelas sacadas bem-humoradas, como o título já faz o leitor notar.
A análise cuidadosa de Jungmann, bravamente escrita e corajosamente publicada pela editora Armada, da produção jornalística da Folha de S. Paulo por 67 dias consecutivos denuncia o viés à esquerda do jornal, dando ao leitor evidência definitiva de que a crise do jornalismo é ainda mais patente e galopante do que se imagina. E agora o ânimo do autor em encarar o prato indigesto por tantas semanas se converte em curiosidade do leitor para conferir e comprovar o diagnóstico! You are fake news!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

RODRIGO JUNGMANN - Por que o livro esquerdista é tão barato?

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O que tem me espantado são os preços incrivelmente altos dos livros de direita. Mas suponho que ainda são fabricados em menor número. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

MAIS MÉDICOS OU MENOS VERGONHA? - RODRIGO JUNGMANN

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Mais Médicos ou Menos Vergonha?
https://youtu.be/wdrK72kA9CE

Rodrigo Jungmann
https://www.youtube.com/channel/UCt72--TzshNlQx4OUMLmrXQ/videos

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JAIR MESSIAS BOLSONARO  - Após Cuba irresponsavelmente retirar-se do Mais Médicos por não aceitar dar liberdade e salário integral aos seus cidadãos, quase 100% das vagas já foram preenchidas por brasileiros. Está claro que o acordo do PT era pretexto para financiar a ditadura membro do foro de São Paulo.
- Há outros acordos suspeitos claramente inviáveis que reforçam a ideia de que nosso país estava disfarçadamente servindo de fonte de renda de partidos alinhados ideologicamente na America Latina, com nossa soberania dando lugar a uma verdadeira submissão ideológica. Não mais!

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Pessoas torturadas na Venezuela afirmam que torturadores eram cubanos -  
https://www.tercalivre.com.br/?p=94188
 
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"Kieron O'Hara relembra-nos como a injustiça, o crime, a guerra civil, a pobreza - todos esses males - são objetivos, e não relativos, porque reconhecíveis e reconhecidos como males por qualquer sociedade. E quando eles ocorrem perante os nossos olhos, é natural que 'males primários' despertem nosso desgosto moral. Trata-se de um sentimento de injustiça que é assim reconhecido imediatamente, instintivamente, naturalmente. E, como defende Scruton, esse é um sentimento que não pode ser eliminado por nenhum poder despótico, nem por nenhum processo de 'reeducação'." 
João Pereira Coutinho - "As Ideias Conservadoras"

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A LIMPEZA DAS LEIS INÚTEIS, ABSURDAS E NOCIVAS
https://conspiratio3.blogspot.com/2017/02/e-preciso-uma-lei-para-limitar-o-numero.html

"CUBANOS QUE ESTÃO DEIXANDO O BRASIL SÃO AGENTES INFILTRADOS" DISSE JAIR BOLSONARO - TERÇA LIVRE

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https://youtu.be/UtVj87YB2gE

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MÉDICOS OU ESPIÕES CUBANOS? - O QUE HÁ POR TRÁS DA DECISÃO DE CUBA; E A MALANDRAGEM CONTRA ONYX E TEREZA CRISTINA - JOICE HASSELMANN
https://conspiratio3.blogspot.com/2018/11/mais-medicos-o-que-ha-por-tras-da.html

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JAIR MESSIAS BOLSONARO  - Após Cuba irresponsavelmente retirar-se do Mais Médicos por não aceitar dar liberdade e salário integral aos seus cidadãos, quase 100% das vagas já foram preenchidas por brasileiros. Está claro que o acordo do PT era pretexto para financiar a ditadura membro do foro de São Paulo.
- Há outros acordos suspeitos claramente inviáveis que reforçam a ideia de que nosso país estava disfarçadamente servindo de fonte de renda de partidos alinhados ideologicamente na America Latina, com nossa soberania dando lugar a uma verdadeira submissão ideológica. Não mais!

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Pessoas torturadas na Venezuela afirmam que torturadores eram cubanos -  
https://www.tercalivre.com.br/?p=94188


"Para corromper o indivíduo basta ensiná-lo a chamar ‘direitos’ os seus desejos pessoais e ‘abusos’ os direitos alheios."
Nicolás Gómez Dávila
   
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O governo comunista cubano mandou seus médicos criarem tumulto político no Brasil
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RODRIGO JUNGMANN - Mais Médicos ou Menos Vergonha?

domingo, 4 de novembro de 2018

NÃO DETURPARAM MARX - RODRIGO JUNGMANN - COMUNISMO MATA

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SOCIALISMO É A PROMESSA DE OBTER UM RESULTADO POR MEIOS QUE PRODUZEM O RESULTADO INVERSO - NÚMEROS MACABROS - OLAVO DE CARVALHO
 https://conspiratio3.blogspot.com/2016/08/socialismo-e-promessa-de-obter-um.html

SÓ SE TEM IGUALDADE ECONÔMICA COM DESIGUALDADE DE PODER POLÍTICO -FLÁVIO MORGENSTERN
https://youtu.be/1g7MxSo09Ng

SOCIALISMO É CONCENTRAÇÃO DE PODER, É DITADURA - OLAVO DE CARVALHO, PADRE PAULO RICARDO https://conspiratio3.blogspot.com/2017/03/socialismo-e-concentracao-de-poder-e.html

COMUNISMO É UM CONCENTRADOR DE RIQUEZAS NAS MÃOS DE UM TIRANO - RODRIGO JUNGMANN https://youtu.be/Dd-ehn1KC7U 

MARX ERA MARXISTA - FRASES DO MANIFESTO COMUNISTA  https://conspiratio3.blogspot.com/2015/08/marx-era-marxista-frases-do-manifesto.html

 

 Clique nas tags, para mais posts do tema. 

O COMUNISMO MENTE MAIS - OLAVO DE CARVALHO
 


Comunismo é genocídio. É genocídio na teoria, é genocídio na estratégia, é genocídio na prática historicamente conhecida e é genocídio nos métodos atuais com que subsiste em Cuba, se fortalece na China e se propaga na Colômbia. É genocídio na apologia da violência por Karl Marx, na técnica leninista do terror sistemático, na arquitetura stalinista e maoísta do Estado-presídio cuja máxima eficiência, segundo técnicos da KGB, foi alcançada em Cuba. O comunismo prega o genocídio, justifica o genocídio, orgulha-se do genocídio e, onde quer que tenha reinado, sempre viveu do genocídio. Discuti-lo respeitosamente é admitir que exista o direito moral à propaganda do genocídio. https://olavodecarvalho.org/brincar-de-genocidio/

sábado, 13 de outubro de 2018

JUNGMANN X JUNGMANN



Jungmann versus Jungmann
https://youtu.be/cDEf8I0aKYk

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As urnas brasileiras são vulneráveis
Walter Del Picchia é professor titular da Escola Politécnica da USP (aposentado)
Eu sei em quem votei. Eles também.
Mas só eles sabem quem recebeu meu voto.


No texto “Professor da USP explica a segurança da biometria nas eleições” (Jornal da USP, 09/04/2018), docente da área do Direito dá a entender que as urnas eletrônicas brasileiras são seguras. Esta afirmação é contrária às evidências, pois testes promovidos pelo próprio TSE-Tribunal Superior Eleitoral demonstraram cabalmente que nossas urnas são fraudáveis. Elas não passam no mais simples teste de Segurança de Dados – matéria complexa e especializada, desconsiderada pelos que afirmam esta inexistente segurança. Como ignorante na área médica, jamais teria eu a coragem de afirmar, menos ainda de publicar, algo sobre cirurgia cardíaca. Pois é o que se faz com grande desenvoltura: leigos divulgam falácias em áreas estranhas, induzindo outros a equívocos. Como nossa urna não é confiável (não é uma opinião gratuita, mas uma constatação técnica de especialistas em Segurança de Dados), os resultados eleitorais também não o serão – e quem sofre é nossa Democracia. A facilidade de fraudes, já denunciada pelo Fórum do Voto Eletrônico desde o início das votações informatizadas em nosso país, foi demonstrada em testes promovidos pelo próprio TSE. No último (Nov/2017), equipes da Unicamp e da Polícia Federal invadiram as urnas e modificaram seus programas, apesar de todos os entraves e limitações de tempo para um teste completo (há vídeos no YouTube sobre os testes). A adoção da biometria em nada modifica esta lamentável situação (até piora…) e a impressão paralela do voto (lei aprovada em 2015 e que o TSE teima em não cumprir!) não foi entendida no citado texto de 09/04.

O fato é que as urnas eletrônicas brasileiras são as mais atrasadas dentre as usadas na dezena de nações que praticam a eleição eletrônica. Elas não permitem saber se o voto gravado corresponde ao voto dado e não possibilitam auditoria. Reivindicamos um sistema eletrônico que dê certeza ao eleitor de que seu voto é secreto e de que foi corretamente computado e ao candidato, que os votos a ele destinados foram recebidos. Como no resto do mundo, uma maior segurança seria obtida com o uso do voto impresso conferido pelo eleitor, com o qual se auditaria estatisticamente o resultado (cerca de 3% das urnas seriam sorteadas e conferidas). Em estudo publicado no site www.votoseguro.org o engenheiro Amilcar Brunazo Filho, coordenador do Fórum do voto-e, entidade suprapartidária, mostra que nossas festejadas urnas estão tecnicamente ultrapassadas (modelos e gerações das máquinas de votar–Fev/2014). Ele descreve os três modelos conhecidos (DRE, VVPAT e E2E), denominando-os como de primeira, segunda e terceira gerações.

Em todo o mundo onde se usa voto eletrônico, excluindo-se o Brasil, modelos de primeira geração já foram abandonados, devido à sua inerente falta de confiabilidade e absoluta dependência do software (ou seja, modificações intencionais ou erros não detectados no software poderiam causar erros não detectados nos resultados da votação).

MAIS EM:
https://jornal.usp.br/artigos/as-urnas-brasileiras-sao-vulneraveis/

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COMO SERIA O SEGUNDO TURNO SEM FRAUDE? - EM NÚMEROS - TERÇA LIVRE
http://conspiratio3.blogspot.com/2018/10/como-seria-o-segundo-turno-sem-fraude.html

FRAUDE, URNAS INAUDITÁVEIS, FAKE NEWS, ELEITORES PERSEGUIDOS - JOICE HASSELMANN E OLAVO DE CARVALHO https://youtu.be/9AVZ0Iq_A2Q



domingo, 4 de março de 2018

RODRIGO JUNGMANN - comenta fatos recentes.



A liberdade de expressão é um direito humano e precisa ser defendida no público e no privado
Está muito claro para qualquer usuário que se aventura na redes sociais: há regras, mas, salvo raras exceções, só são aplicadas contra os inimigos de quem “ocupou” as empresas de TI.
Em outras palavras, a liberdade de expressão é um direito humano. Ou seja, um direito que se encontra acima do Estado, quanto mais das regras da iniciativa privada. Ora… Se um projeto é devidamente repudiado ao fazer uso, por exemplo, de mão de obra escrava, por que a sociedade deveria acompanhar calada a supressão de direito tão fundamental?
https://www.implicante.org/a-liberdade-de-expressao-e-um-direito-humano-e-precisa-ser-defendida-no-publico-e-no-privado/amp/