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terça-feira, 9 de julho de 2024

OLAVO DE CARVALHO - Por que o Comunismo não é tão odiado quanto o nazismo

 

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"O totalitarismo comunista, como organização social, política, cultural, econômica é caracterizado por três elementos. Em primeiro lugar, pela recusa à memória. A aversão, a hostilidade diante da memória o faz mnemófobo. Ele age, por todas as suas instituições, para a destruição da memória. Em segundo lugar, é uma organização que procura a destruição dos valores, e, neste sentido, é axiófobo. E, não em último lugar, detesta o espírito, portanto é uma organização de tipo noofóbica. Portanto, o comunismo é mnemofóbico, axiofóbico e noofóbico.”" (Do Comunismo - O Destino de Uma Religião Política, de Vladimir Tismăneanu)
https://livrariadobernardo.com/do-comunismo 

 

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"Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa." G. K. Chesterton

RELATIVIZAR A VERDADE, ABSOLUTIZA A OPINIÃO. E aqueles que relativizam a verdade querem ter sua voz absolutizada.

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"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas" 

OUTRAS PROMESSAS https://youtu.be/TuAsi3ZTrZI 

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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho

REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE. Ela está em perigo de extinção permanente, substituída por ideologias e pretextos. 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

ACUSAÇÕES DE CRIMES CONTRA GILBERTO DE CARVALHO (caso Celso Daniel)



ACUSAÇÕES DE CRIMES CONTRA GILBERTO DE CARVALHO (caso Celso Daniel)

O brasileiro está sendo condicionado, pelo politicamente correto e outras mordaças ideológicas, a não relacionar os fatos, a não somar 2+2. Não é preciso tomar partido da direita para perceber o que a GANG está fazendo e ouvir o alarme de perigo, mas é preciso somar 2+2. Simples assim. Nos vídeos que mostram o gato caçando, vc pode perdeber que ele se finge de estátua a cada vez que a vítima olha para ele. Mas se ela somar 2+2 vai ser alertada para que cada posição é diferente da anterior e que ele se desloca em sua direção: http://youtu.be/UJl1KxGrTD0 .

Pelo fato de estar perdendo faculdades tão elementares, a população está sendo PREDADA impiedosamente.

Relembrando ainda que o crime e a corrupção são armas estratégicas do movimento revolucionário (PT e aliados do Foro de São Paulo), não só para enriquecimento pessoal e fortalecimento do partido, como também para sabotar a ordem e ao mesmo tempo implantar a nova pirãmide de poder absoluto comunista. 

PT, FARC, NARCOTRÁFICO - CRONOLOGIA DOS CRIMES
http://obrasileouniverso.blogspot.com.br/2010/07/pt-e-farc-uma-cronologia_21.html

OLAVO DE CARVALHO FALA SOBRE A NATUREZA DITATORIAL E TERRORISTA DO PT

Blogueiros e jornalistas mortos durante a 'DEMO cracia' Petista

CRIME E CRIMINOSOS ESTÃO SENDO USADOS CONTRA NÓS PELA ESQUERDA - POLIBIO, BOLSONARO E OLAVO


LULA DECLARA O QUE PRETENDE FAZER COM O PAÍS - URSAL
https://youtu.be/prYwxZC5AuQ
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PT, FARC, NARCOTRÁFICO - CRONOLOGIA DOS CRIMES
http://obrasileouniverso.blogspot.com.br/2010/07/pt-e-farc-uma-cronologia_21.html

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A ERA DOS ASSASSINOS — A NOVA KGB E O FENÕMENO VLADIMIR PUTIN

A Era dos Assassinos — A nova KGB e o fenômeno Vladimir Putin

 

Escrito por Euler de França Belém | 15 Outubro 2013
Internacional - Rússia  
A esquerda brasileira, que fala tanto em privataria, deveria ler a história de como Putin privatiza estatais ou de como estatais privatizadas são retomadas de empresários.
As olimpíadas de inverno de 2014 serão realizadas em Sochi e os aliados de Putin se tornaram proprietários dos melhores negócios da região.

"A Era dos Assassinos — A Nova KGB e o Fenômeno Vladimir Putin" (Record, tradução de Marcelo Schild, 391 páginas), dos historiadores Yuri Felshtinsky e Vladímir Pribilovski, é um livro rico em revelações. Durante o debate entre os candidatos a presidente dos Estados Unidos, o republicano John McCain disse: "Eu vi nos olhos de Putin três letras: KGB". Quem não se interessa pela história da Rússia pode pensar que se trata apenas de uma boa frase de efeito. Depois da leitura de "A Era dos Assassinos", o leitor concluirá que McCain resumiu a história do livro, ou seja, a história recente da Rússia. 
Os historiadores mostram, com uma infinidade de informações, que a Kontora, como é conhecida a KGB (o novo nome é FSB, Serviço de Segurança Federal da Rússia), finalmente conseguiu conquistar o poder na Rússia. É a primeira vez, na história do país, que a corporação, a polícia secreta, detém o controle político e manda na economia. Opositores, sejam políticos ou empresários, são brutalmente assassinados e as investigações dão em nada. Cerca de 50 empresários e banqueiros foram assassinados desde que Putin assumiu o poder. Sob Stálin, a KGB, com outro nome, era forte, mas não tão forte quanto agora. Um dos méritos do livro é mostrar que Putin governa sob controle da KGB. Sua relativa autonomia pode ser comprovada apenas num campo: o gosto extremado e vaidoso por esportes. Putin (ou a KGB) não tem adversários, tem inimigos e, por isso, elimina-os de modo implacável. Alguns são mortos a tiros; outros, envenenados. A jornalista Anna Politkovskaya, que investigou a fundo a guerra da Tchetchênia e desmascarou as mentiras de Putin, foi assassinada. Os aliados de Putin sabiam que o presidente (hoje, primeiro-ministro, mas mandando no presidente Dmitri Medvedev, porque este não desafia a Kontora) detestava Politkovskaya. Resultado: se uniram e, no dia 7 de outubro de 2006, data do aniversário de Putin, mataram a brilhante e corajosa repórter. Tudo indica que os mandantes do crime são a FSB, Ramzan Kadirov e Umar Djabrailov. 

O ex-tenente-coronel Alexander Litvinenko cometeu um crime grave do ponto de vista da KGB: traiu-a. Os traidores são assassinados pela Kontora, em geral de modo cruel. Litvinenko ousou denunciar que a corporação estava se preparando para matar o oligarca Boris Berezovski (o bilionário que tentou mandar no time do Corinthians). Foi preso e, para não morrer, exilou-se na Inglaterra. Acreditou que estava salvo. A KGB localizou-o e o envenenou com Polônio-210, veneno radiativo letal.

Sabe-se que outros jornalistas, intelectuais, políticos e empresários vão morrer. Basta se colocarem em oposição a alguma decisão do governo da KGB. A mídia é hoje quase que inteiramente controlada pelo governo de Putin-Medvedev. A Kontora mudou a legislação e a mídia, quando não está sob censura, é inteiramente controlada pela corporação.

Há outro aspecto pouco discutido a respeito de Putin. A corrupção de Stálin era moral (era perverso, sádico e pragmático) e teria morrido pobre (segundo os autores do livro, provavelmente envenenado). Putin e seu grupo, pelo contrário, são milionários, medularmente corruptos e adeptos da boa vida em tempo integral. A nova Nomenklatura extorque empresários e o próprio Estado. A esquerda brasileira, que fala tanto em privataria, deveria ler a história de como Putin privatiza estatais ou de como estatais privatizadas são retomadas de empresários. Não há segurança jurídica alguma e quem reclama morre ou tem de sair do país.

A deterioração moral chegou a tal ponto que o grupo de Putin é acusado até mesmo de envolvimento com o tráfico de cocaína. "As principais rotas de entrada de cocaína na Europa", segundo os autores do livro, passam pela Rússia. Eles revelam que 1.092 quilos de cocaína, provenientes da Colômbia, desapareceram nas mãos da KGB. Os traficantes de drogas russos mantêm relações cordiais com os aliados de Putin. São protegidos.

As olimpíadas de inverno de 2014 serão realizadas em Sochi e os aliados de Putin se tornaram proprietários dos melhores negócios da região. Como Putin convenceu o ex-presidente do Comitê Olímpico Internacional, o espanhol Juan Antonio Samaranch, a apoiar Sochi para sede das olimpíadas?

Felshtinsky e Pribiloviski revelam que, quando embaixador da Espanha na extinta União Soviética, Samaranch tinha o hábito de comprar antiguidades, atividade considerada ilegal, e, por isso, foi investigado pela KGB. Agentes da Kontora "ofereceram duas opções a Samaranch: ele poderia ser comprometido através de publicações de artigos na imprensa soviética e estrangeira detalhando suas atividades ilegais, o que, sem dúvida, encerraria sua carreira diplomática, ou poderia colaborar com a KGB como agente secreto. Samaranch escolheu a segunda opção".

Samaranch foi eleito presidente do COI, em grande parte, por ter obtido o apoio da KGB, que influenciou os países do Leste Europeu. Mais tarde, o "agente" espanhol retribuiu o favor, agora para Putin, e vetou outros países e concedeu à Rússia o direito de sediar as olimpíadas de inverso de 2014.

Os autores do livro avalizam a tese de que Lênin e sua mulher foram envenenados a mando de Stálin. Leia abaixo sobre a o crueza com que Putin tratou um de seus inimigos, Iuri Shutov.


O caso do inimigo de Putin

O texto a seguir foi extraído do livro "A Era dos Assassinos - A Nova KGB e o Fenômeno Vladimir Putin" (Editora Record), de Yuri Felshtinsky e Vladímir Pribilovski. O título do capítulo é "Iuri Shutov" (páginas 256, 257, 258, 259 e 260).

Ao contrário da descrição do hábito do presidente Putin de não se esquecer dos amigos, devemos comentar sobre como ele lida com os inimigos. Quando Putin se decide a "pôr fim em alguém", ele não descansa até atingir o objetivo.

Quando Putin começou a trabalhar para Sobtchak, em 1990, Sobtchak tinha pessoas trabalhando para ele que, segundo Putin, "desde então, conquistaram notoriedade e prestaram maus serviços a Sobtchak". Putin referia-se acima de tudo a Iuri Shutov, um executivo e político de caráter duvidoso que era o conselheiro extra-oficial do presidente da Lensovet, Sobtchak, durante a primavera e o outono de 1990 (oficialmente, Shutov serviu de conselheiro para Sobtchak por apenas alguns dias, de 5 a 12 de novembro de 1990).

No período soviético, o pequeno burocrata Shutov fora acusado de tentar incendiar a câmara de deputados de Leningrado (Smolny) visando destruir provas de seus delitos financeiros. Ele foi posto na prisão. Durante a Perestróica de Gorbatchev, Shutov foi perdoado e, em seguida, exonerado. Obviamente, ele não pretendera incendiar o Smolny. Depois que Sobtchak o acolheu e o expulsou vergonhosamente mais tarde (aparentemente, sob aconselhamento de Putin), Shutov começou a reunir provas incriminatórias contra Sobtchak e seu círculo mais próximo. Era um período difícil, todos quebravam as leis e havia uma profusão de provas incriminatórias a serem reunidas. Mais tarde, parte do material reunido por Shutov entrou em seu panfleto em forma de livro, "O coração de Sobtchak (Sobchachie serdtse, um trocadilho com o título do famoso romance de Mikhail Bulgakov, Sobachie serdtse, "O coração de um cachorro") e em sua continuação, "Os delitos de Sobtchak, ou Como Todos Foram Roubados" (Sobchachya prokhindiada, ili kak vsekh obokrali). A intenção era a de que os livros fossem as duas primeiras partes de uma trilogia intitulada "Roubo".

Para escrever os livros, Shutov foi ajudado por Mark Grigoriev, um jornalista profissional que publicara certa vez um artigo na revista Ogonyok sobre a tentativa de "incendiar" o Smolny, que contribuíra fortemente para o perdão e a exoneração de Shutov. O escritório de Shutov ficava no Hotel Leningrado. Shutov alugou um quarto para seu co-autor no mesmo hotel, e os dois escritores trabalharam em paz no livro - que, obviamente, não poderia trazer alegrias a Sobtchak.

Em fevereiro de 1991, houve um incêndio no hotel que resultou na morte de Mark Grigoriev. Isso não intimidou Shutov, que prosseguiu obstinadamente com o trabalho que iniciara. De algum modo, ele obtivera uma gravação de uma conversa casual entre Sobtchak e um residente da inteligência francesa na Rússia. Sobtchak pediu que Putin interviesse e impedisse a publicação da conversa. E Putin, utilizando o Diretório Regional de Leningrado para o Combate ao Crime Organizado (Rubop), organizou uma batida no apartamento de Shutov e confiscou a fita com a gravação.

A batida e a busca foram conduzidas de modo ilegal e não-oficial. Na noite de 6 de outubro de 1991, Shutov entrou no próprio apartamento e encontrou ladrões no interior. Quando fugiram da cena do crime, os criminosos quebraram o crânio de Shutov com um martelo. Quando, vários meses depois, em março de 1992, Shutov recebeu a visita de oficiais do governo com um mandado de busca oficial e uma ordem de prisão (por organizar um atentado contra a vida do presidente do Azerbaijáo, Abulfaz Eltcibei, o que era tão verossímil quanto a acusação anterior de tentar incendiar o Smolny), Shutov reconheceu um deles, Dmitri Milin, como um dos ladrões que lhe fraturara o crânio. Acabou sendo descoberto que o segundo "ladrão" era um colega de Milin, Dmitri Shakhanov. Os dois eram oficiais de alto escalão da Rubop de Leningrado. Depois de passar um ano e meio em uma prisão pré-julgamento, Shutov foi inicialmente libertado com a condição de não deixar o país e, em 1996, foi plenamente absolvido por uma decisão da corte do distrito de Vyborgsky, de São Petersburgo.

Nos dois primeiros panfletos anti-Sobtchak (publicados, respectivamente, em 1992 e em 1993), o vingativo Shutov não mencionou uma única vez o nome de Putin. Mas, em 1998, Shutov tornou-se deputado da assembléia legislativa da São Petersburgo e começou a acreditar que agora estava realmente protegido pela imunidade parlamentar, à qual tinha direito por conta de sua posição. Através do jornal Novy Peterburg, o qual patrocinava e onde escrevia uma coluna intitulada "Todos os Homens do Rei", Shutov lançou o rumor de que o novo diretor da FSB, Vladimir Putin, fora chamado de volta da Alemanha Oriental durante o período que passara lá como oficial da inteligência internacional por ofensas traidoras contra a Rússia: "Durante os quase cinco anos em que prestou serviço na Alemanha Oriental, o capitão Putin da KGB não conquistou resultados visíveis. Contudo, foi observado entrando em contato não-sancionado com um membro da rede de agentes inimiga. Depois disso, foi enviado imediatamente para a União Soviética, aonde chegou em um automóvel GAZ-24 Volga usado, comprado na Alemanha Ocidental, com três tapetes produzidos na Alemanha."

No mesmo artigo, Shutov apresentou a própria interpretação do relacionamento entre Putin e Sobtchak, quando Putin era supervisor da KCB na Universidade Estadual de Leningrado e Sobtchak era professor na faculdade de direito da universidade. Segundo Shutov, Sobtchak era um agente freelancer e informante de Putin. Putin "precisava coletar informações para a KGB, trabalhar com agentes empregados pela universidade e recrutar novos informantes... O professor Sobtchak acabou preso na rede de interesses da KGB e informava de bom grado ao assistente pró-reitor, Putin, sobre toda a gama de assuntos que o interessavam. Posteriormente, em 1990, um pequeno fichário contendo os relatórios originais deste informante, escrito à mão, chamado na terminologia burocrática da KGB de ´pasta de trabalho do agente, tornou-se um argumento muito forte em apoio à nomeação de Putin como conselheiro do presidente da câmara de deputados da cidade de Leningrado, Sobtchak".

Os leitores do "Novy Peterburg" nunca descobriram se o que Shutov escrevera era verdade. A resposta de Putin, que na época era diretor da FSB, veio menos de dois meses depois da publicação do controverso artigo de Shutov. Em fevereiro de 1999, por decisão da corte, Shutov perdeu a imunidade parlamentar e foi preso sob suspeita de organizar uma série de crimes graves, incluindo o assassinato de um oficial proeminente da cidade, Mikail Manevitch, em São Petersburgo, em 1997, e o assassinato de uma ativista democrata proeminente, Galina Starovitova, em 1998. Para atacar Shutov, Putin chegou a utilizar o famoso repórter oficial da televisão Mikhail Leontiev, que apareceu no Canal Um da televisão russa exigindo punição para o "bandido e malfeitor".

No entanto, em novembro de 1999, a corte do distrito de Kuybyshev de São Petersburgo alterou as restrições pré-julgamento para uma promessa de não deixar o país e determinou que Shutov fosse libertado da prisão. Shutov foi libertado diretamente do tribunal, mas, alguns minutos depois, homens mascarados e armados invadiram o local. Houve uma briga, durante a qual diversas pessoas ficaram feridas, incluindo um operador de câmera da televisão, cujo braço foi quebrado, e o próprio Shutov, que levou várias coronhadas e socos na cabeça e acabou desmaiando. Segundo Shutov, os homens mascarados levaram-no para o prédio da promotoria municipal e o espancaram. Por causa do espancamento, Shutov perdeu metade da audição e um olho. Médicos independentes não tiveram permissão para entrar na promotoria, enquanto os especialistas médicos do governo diagnosticaram que o acusado estava com a saúde perfeita. No entanto, vários dias depois, foi realizada uma audiência na corte a pedido dos advogados de Shutov, e os paramédicos ambulanciais que haviam sido convocados para a audiência entregaram um relatório médico exigindo a hospitalização imediata de Shutov. Mas, em vez de ser hospitalizado, Shutov foi enviado para a prisão pré-julgamento de São Petersburgo, sendo transferido depois de algum tempo para a prisão de Vyborg.

Inicialmente não estava claro quem organizara a abdução de Shutov do tribunal. Posteriormente, a promotoria municipal de São Petersburgo assumiu a responsabilidade pela ação. A unidade de forças especiais (OMON) que invadira o tribunal fora enviada de Moscou para realizar a operação.

Ativistas de direitos humanos e democratas adotaram uma posição fraca e hesitante em relação ao "caso Shutov", pois as visões antiliberais e antiocidentais de Shutov eram inegáveis e ele provavelmente tinha conexões com o mundo do crime. Apesar do perdão do tribunal e da determinação da Suprema Corte Russa da ilegalidade de Shutov ser mantido preso, apesar da reeleição de Shutov para o parlamento da cidade em 2002, o inimigo pessoal de Putin passou sete (!) anos sendo transferido entre diferentes prisões pré-julgamento sem ser condenado, sendo finalmente condenado à prisão perpétua em fevereiro de 2006 por organizar uma série de assassinatos por contrato de executivos (as acusações de ter assassinado Manevitch e Starovoitova foram retiradas).

Nunca foi descoberto quem matou Manevitch e Starovoitova. Staravoitova foi morta na entrada do prédio onde morava. O assassinato de Manevitch foi executado de modo altamente profissional. O assassino atirou no topo de um prédio alto com um rifle de mira telescópica em um carro que parara em um sinal de trânsito. As balas atravessaram o teto do veículo. A mulher de Manevitch estava com ele no carro no momento do assassinato, mas não foi ferida. Investigadores criminais desenvolveram diversas teorias possíveis em relação ao incidente. Eles também descobriram como Manevitch conhecera quem seria sua futura esposa. Um certo agente da FSB pedira a uma jovem mensageira que pegasse um trem para Moscou e entregasse uma bolsa lacrada a um homem que a encontraria na estação Leningradsky. No trem, um jovem chamado Mikhail sentou-se ao lado da jovem. Eles passaram toda a noite conversando e trocaram números de telefone. Em Moscou, quando desceu do trem, a jovem foi realmente recebida por um homem. Ele pegou a bolsa, afastou-se um pouco e, acreditando que não estava mais sendo visto, jogou a bolsa em uma lata de lixo sem nem abri-la.

O jovem do trem era Mikhail Manevitch. A jovem era sua futura esposa. O agente da FSB que pedira a ela para entregar a bolsa era Vladimir Putin. Só se pode imaginar quem foi "agente" de quem neste incidente e quem foi o "objeto".
 
Publicado no site da revista Bula - http://www.revistabula.com/

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As menções freqüentes da mídia ocidental à "máfia russa" só servem para encobrir dois fatos que os estudiosos da área conhecem perfeitamente bem:
1) A máfia russa é o próprio governo russo, e não outra coisa, e o governo russo é a KGB e nada mais.
2) Desde o começo da década de 90 não há mais máfias nacionais em competição sangrenta, mas uma aprazível divisão de trabalho entre organizações criminosas de todos os países, uma autêntica "pax mafiosa" que, por meio do narcotráfico, do contrabando de armas, da indústria dos seqüestros etc., gerou um poder econômico mundial sem similares ou concorrentes imagináveis.

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1804200509.htm 

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AS ESQUERDAS E O CRIME ORGANIZADO
Olavo de Carvalho 
Comando Vermelho. A História Secreta do Crime Organizado, de Carlos Amorim, é um trabalho de valor excepcional, cuja leitura se recomenda a todos os brasileiros que se preocupem com o futuro deste país. Futuro do qual se pode ter um vislumbre pelas palavras de William Lima da Silva, o "Professor", fundador e guru do Comando Vermelho, citadas à p. 255:
"Conseguimos aquilo que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês [ a polícia ] nas esquinas. Já pensou o que serão três milhões de adolescentes e dez milhões de desempregados em armas?"
http://www.olavodecarvalho.org/livros/neesquerdas.htm

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ESQUERDAS, TERRORISMO E CRIME ORGANIZADO
https://conspiratio3.blogspot.com/2013/06/as-esquerdas-o-terrorismo-e-o-crime.html

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O PODER E SEU CRESCIMENTO
OLAVO DE CARVALHO - Dicas de ciência política:
1. Conquistar mais poder é da essência mesma do poder. O poder que para de crescer está em extinção.
2. Como não existe poder absoluto, mas todo poder contém elementos de debilidade, a luta pela sua conquista, manutenção ou expansão não é jamais direta e linear, mas sinuosa e dialética.
3. Hoje em dia, os meios para a conquista, manutenção e ampliação do poder, usados em dosagens, variações e combinações diversas, são três e não mais de três: a mentira, a corrupção e o homicídio.
Em qualquer análise política essas premissas são indispensáveis.

KGB É O ESTADO - resumo de um dos capítulos do livro "Desinformação"
Durante a Guerra Fria, o KGB era um Estado dentro do Estado. Agora o KGB, rebatizado como FSB, é o Estado. Em 2003, mais de 6.000 ex-agentes do KGB estavam nos governos locais e federal russos, e quase metade das mais altas posições de governo são ocupadas por ex-oficiais do KGB. A União Soviética tinha um agente do KGB para cada 482 cidadãos. Em 2004, a Rússia de Putin tinha um oficial do FSB para cada 297 cidadãos.
http://midiasemmascara.org/arquivos/2016-06-10-19-22-28/
 http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/16558-2016-06-10-19-22-28.html

A ERA DOS ASSASSINOS — A NOVA KGB E O FENÕMENO VLADIMIR PUTIN
Os historiadores mostram, com uma infinidade de informações, que a Kontora, como é conhecida a KGB (o novo nome é FSB, Serviço de Segurança Federal da Rússia), finalmente conseguiu conquistar o poder na Rússia. É a primeira vez, na história do país, que a corporação, a polícia secreta, detém o controle político e manda na economia. Opositores, sejam políticos ou empresários, são brutalmente assassinados e as investigações dão em nada.
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/10/a-era-dos-assassinos-nova-kgb-e-o.html

A ESTRANHA MORTE DE DENIS VORONENKOV
https://youtu.be/Eg68o_cFU94

A ESTRANHA MORTE DE BORIS BEREZOVSKY
http://revistaepoca.globo.com/Mundo/noticia/2013/03/misteriosa-morte-do-magnata-boris-berezovsky.html


O QUE É SOCIALISMO? SOCIALISMO REAL - CRIMES E ARGUMENTAÇÕES DESONESTAS

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O NAZISMO PAGOU PELOS SEUS ATOS, O COMUNISMO NÃO

http://obrasileouniverso.blogspot.com.br/2010/10/vitoria-de-stalin.html

A vitória de Stálin


O filósofo Jean-Paul Sartre escreveu certa vez que, para os homens de sua geração (nascidos no começo do século XX), o evento mais decisivo do século não foram as duas grandes guerras mundiais, mas a ascensão do socialismo e a fundação do Estado comunista na Rússia. Comentando sobre o assunto, o filósofo e teólogo Thomas Molnar afirmou: "A avaliação de Sartre sugere que ocorrências trágicas e catastróficas tais como as guerras modernas, a despeito das profundas cicatrizes deixadas em seus contemporâneos, importam menos em nossa memória coletiva do que eventos que encarnam, ou parecem encarnar, os grandes sonhos e aspirações da humanidade" (Utopia: The Perennial Heresy, New York: Sheed and Ward, p. 1).

De fato, desde a época de Sartre, o Comunismo foi e continua sendo um catalizador de utopias. Por todo o mundo, pessoas continuam a usar a foice e o martelo - estampada em camisetas, bottons, bandeiras - como símbolo de rebeldia e luta por um mundo melhor. Che Guevara, ícone da Revolução Cubana, possui estatuto de santo entre os jovens do mundo todo. Há ainda no Ocidente (e especialmente na América Latina) uma série de partidos declaradamente comunistas, herdeiros da Internacional Socialista dos tempos da União Soviética. E, de um jeito ou de outro, o fato é que o Comunismo enquanto símbolo da luta por justiça e igualdade continua influente, a despeito do fracasso político e econômico dos regimes soviético e chinês.

Tudo se passou de modo bem diferente com uma outra utopia moderna, também socialista (nacional antes que internacional, embora igualmente expansionista), também em busca de um mundo melhor e de uma humanidade renovada, igualmente crente no poder redentor da ciência (agora já biológica, antes que sociológica). Refiro-me, é claro, ao Nazismo ou - um termo que caiu em desuso - ao Nacional-Socialismo. Hoje em dia, o Nazismo definitivamente não é cult, muito menos pop - ainda que grupos neo-nazistas pipoquem aqui ou ali (sobretudo na Europa). Muito pelo contrário, em quase todo o Ocidente, a apologia ao Nazismo é considerada, com muita justiça, um crime grave.

O que terá se passado com essas duas utopias, semelhantes em muitos aspectos, quase contemporâneas, para que recebessem da história tratamento tão desigual? Como o Comunismo pôde, inclusive, ser considerado essencialmente oposto ao Nazismo?

A única resposta que me vem à mente é a seguinte: enquanto o Nazismo foi derrotado, o Comunismo saiu-se o grande vitorioso da Segunda Guerra Mundial. E, como se sabe, são os vitoriosos que costumam contar sua versão da história. Se esse vitorioso for Stálin, então, aí mesmo é que a história sairá do feitio que lhe interessa, mesmo que para isso seja necessário esconder documentos, manipular biografias, cortar retratos. Só recentemente, após a abertura dos arquivos de Moscou, descobriu-se, por exemplo, que Stálin entregou para a Gestapo milhares de judeus que haviam buscado refúgio na URSS, acreditando inocentemente na farsa montada pelo ditador comunista, que publicamente alardeava seu anti-nazismo de propaganda, enquanto, nos bastidores, cooperava intensamente com o Estado-Maior alemão. Mas estou me adiantando.

Ao contrário do que se diz, o Comunismo não acabou com a queda do muro de Berlim. A versão de Stálin ainda é a versão corrente no imaginário popular. Até mesmo o abandono do termo "Nacional-Socialismo" para caracterizar o regime de Hitler - por sugerir uma incômoda proximidade verbal com o "Internacional-Socialismo" - é obra do ditador soviético. E, embora Stálin tenha sido posteriormente criticado pelos comunistas que o sucederam, esses últimos colheram os frutos plantados por ele. Dentre esses frutos, penso que o mais importante foi o sucesso em dissociar historicamente os dois socialismos modernos, o internacional e o nacional. Ao primeiro, coube o privilégio de poder manter intacta e imaculada sua ideologia, independentemente dos crimes  hediondos cometidos contra a humanidade. Depois do regime soviético, outras tentativas de fundar a sociedade comunista se sucederam e ainda se sucedem, todas elas com resultados catastróficos em termos de mortalidade humana (com destaque, é claro, para a Revolução Cultural de Mao Tse Tung). Ao segundo, o Nacional-Socialismo, ao contrário, coube assumir sozinho todo o fardo histórico de suas monstruosidades, que, de modo geral (à exceção de uns poucos fanáticos marginalizados), conspurcaram definitivamente (graças a Deus!) seus ideais. Em suma: o Nazismo pagou um alto preço pelos seus atos, já o Comunismo não.

Ao aliar-se aos EUA para combater os nazistas ao fim da Segunda Guerra, Stálin conseguiu difundir a idéia de que Comunismo e Nazismo eram antagonistas em essência. No entanto, qualquer estudo sério dessas duas grandes utopias modernas revela que, excetuando questões de detalhe, elas eram fundamentalmente gêmeas. O que ocorreu na Segunda Guerra entre comunistas e nazistas foi algo como um conflito entre irmãos, uma disputa entre facções rivais, ambas modernas e revolucionárias, ambas ansiosas por instaurar uma nova ordem mundial (ver Modris Eksteins, A Sagração da Primavera, Rio de Janeiro: Rocco, 1992). Stálin pretendia usar Hitler para destruir a velha ordem européia burguesa e liberal (representada, sobretudo, pela Inglaterra e pela França). O problema é que acordos com fanáticos sempre podem falhar. Nem Stálin nem ninguém poderia imaginar que Hitler fosse atacar a URSS. Mas, ainda assim, Stálin soube capitalizar a sublevação de Hitler em benefício próprio.

A questão é que o Nazismo e o Comunismo rezavam pela mesma cartilha. Ambos acreditavam que, para criar a nova ordem mundial, era sumamente necessário a eliminação de certas categorias de pessoas: os judeus, no caso do nazistas; os burgueses, no caso dos comunistas. Não por acaso, os dois regimes foram os campeões mundiais em genocídio, atingindo, juntos, números até então inéditos na história da humanidade. Segundo o estudo estatístico do cientista político R. J. Rummel, especialista no assunto e autor do livro Death by Governmentos regimes comunista (incluindo URSS e China) e nazista assassinaram, juntos, cerca de 120 milhões de pessoas, isso em pouco mais de 50 anos (ver tabela). Rummel propôs o termo "democídio" para qualificar as mortes provocadas deliberadamente por um governo contra a população civil (ver a homepage do autor).

Mas a contribuição dos nazistas para essa macabra estatística de democídio é até modesta, se comparada aos feitos dos governos de Stálin e Mao Tse Tung. Dos 120 milhões de pessoas mortas por comunistas e nazistas, os regimes soviético e chinês são responsáveis diretos por cerca de 96 milhões, o que representa 80 % daquele total. Ou seja, mesmo o horror do Holocausto não se equipara ao potencial destrutivo dos regimes comunistas. O Comunismo é, sem sombra de dúvida, o grande campeão em genocídio (ou democídio, como o chama Rummel) de toda a história humana. 

Na apresentação de Death by Government, o também estudioso do assunto Irving Louis Horowitz sugere que o estudo de Rummel aponta para "a necessidade de rever nosso senso da profundidade dos horrores cometidos por regimes comunistas contra a humanidade. Os números são tão grotescos quanto a isso que devemos, de fato, revisar nossa sensibilidade acerca do estudo comparativo dos totalitarismos para perceber que, dos dois maiores horrores sistemáticos do século, os regimes comunistas possuem uma considerável vantagem sobre os fascistas no que diz respeito à sua propensão homicida" (Death by Government, New Jersey: Transaction Publishers, 1994, p. xiii).

Diante do exposto acima, resta ainda mais surpreendente que o Comunismo goze de autoridade moral e política (e, em muitos casos, desperte simpatia) ainda nos dias de hoje. Enquanto acusar alguém de nazista é uma ofensa grave, muitos se orgulham de ser chamados de comunistas, ostentando a convicção na justeza de sua causa como um claro indício de força de caráter e "sensibilidade social". Outros, mesmo negando o rótulo, acreditam ter superado ou aprimorado o Comunismo de outrora, desatentos para o fato de que a eterna superação dialética de si próprio é uma característica essencial do movimento comunista desde seus primórdios. 

O fato é que se hoje a apologia do Nazismo dá cadeia, a apologia do Comunismo resulta freqüentemente em cargos e posições de destaque no meio universitário, nas artes, no show business, na indústria cultural. Como foi possível ao movimento comunista manter intacta sua autoridade moral? A resposta é uma só: os comunistas subseqüentes fizeram com Stálin o que esse último fizera com Hitler - demonizaram-no. Transformando Stálin em bode expiatório, o movimento comunista logrou salvaguardar a doutrina, que teria sido traída e aviltada pela brutalidade stalinista. Num golpe retórico algo rousseauniano, o revisionismo comunista concluiu: a doutrina era essencialmente boa, Stálin é que a corrompera. Foi um golpe de mestre! Não que Stálin não fosse, em verdade, um "demônio" (no sentido dostoievskiano do termo)[1]. Mas estava longe de ser o único.

Uma das conseqüências do revisionismo comunista foi a beatificação de certos personagens, paralelamente à demonização de Stálin. Uma vez que Stálin já não servia para representar a maravilhosa ideologia comunista, tratou-se de eleger uma nova figura. Isso foi o que ocorreu com Trótsky, por exemplo. Tendo sido, em determinado momento, um opositor a Stálin, e assassinado de forma brutal a mando dele, Trótsky caía como uma luva para ocupar o papel de mártir do "verdadeiro" Comunismo. Sendo assim, um conflito apenas estratégico e circunstancial entre os dois líderes comunistas, passou a ser representado como uma ruptura fundamental entre um traidor da causa e o seu mais nobre defensor. 

Peço licença ao leitor para abrir um parêntese, a título de curiosidade arqueológica. Há ainda hoje, aqui no Brasil, um punhado de stalinistas renitentes, ansiosos por recuperar a imagem do velho guru. É o caso, por exemplo, do filósofo petista João Quartim de Moraes, professor da Unicamp. Em uma resenha do livro Stálin: um novo olhar, de Ludo Martens (Rio de Janeiro: Revan, 2003), Moraes quase não cabe em si: "Requer coragem intelectual desafiar o maciço e tenaz preconceito que cerca a imagem de Stalin" (ver aqui). Para quem não liga o nome à pessoa, Quartim de Moraes foi integrante da luta armada nos anos de 1960, tendo feito parte da POLOP (Política Operária) e, posteriormente, contribuido na fundação da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária). Quartim de Moraes integrou o "tribunal revolucionário" responsável pelo "justiçamento" (isto é, execução sumária sem direito à defesa) do capitão do Exército norte-americano Charles Rodney Chandler, metralhado na saída de sua residência, na frente da esposa e do filho de quatro anos, por ter sido considerado, pelos terroristas, um agente da CIA. Quartim de Moraes é, hoje, um dos entusiasmados signatários de um tal Manifesto dos Filósofos pró-Dilma Roussef.

Fim do parêntese. A narrativa à qual me referi anteriormente (que dissocia radicalmente Stálin e Trótsky), é claro, não passa de uma total distorção da história da URSS. Como sugere um dos maiores historiadores do marxismo, Leszek Kolakowski: "Trótsky não ofereceu nenhuma forma alternativa de Comunismo ou qualquer doutrina diferente da de Stálin" (Main Currents of MarxismLondon & New York: W. W. Norton, 2005, p. 962). 

Com efeito, foi Trótsky quem, em 1918, seguindo orientação de Lênin, inaugurou os campos de concentração soviéticos, que futuramente serviriam de modelo para os nazistas, e que continuaram a ser usados pelo regime soviético após o fim da Segunda Guerra. Os campos soviéticos foram designados inicialmente para punir os inimigos do Exército Vermelho e os ex-oficiais czaristas relutantes em aderir à Revolução. No entanto, esses locais logo passaram a servir também para a detenção de camponeses insurgentes, pois que submetidos à requisição forçada de grãos por parte do governo revolucionário (uma política que, entre os anos de 1932 e 1933, já com Stálin, resultou na morte por inanição de milhões de ucranianos, na tragédia que ficou conhecida como "Holodomor" ou "A Grande Fome" - ver Robert Conquest, The Harvest of Sorrow, University of Alberta Press, 1986). Estima-se que, por volta de 1921, cerca de 80 % dos detentos nos campos de concentração soviéticos era de camponeses (ver George Leggett, The Cheka: Lenin’s Political Police, Oxford: Oxford University Press, 1981, p. 178).

O Grande Terror não começou com Stálin, apenas foi intensificado por ele. Em 1919, Lênin dissera: "não reconhecemos qualquer liberdade, ou igualdade, ou democracia trabalhista que se oponham aos interesses de emancipar o trabalho da opressão do capital" (ver Robert Conquest, The Great Terror: A Reassessment, New York: Oxford University Press, 2008, p. 6). A Revolução fora feita em nome da classe operária, mas logo a vanguarda do Partido começou a considerá-la indigna de confiança. Lênin insistia que a "violência revolucionária" era também essencial "contra os elementos vacilantes e rebeldes das próprias massas de trabalhadores" (ibid.). 

Em suma, para a doutrina comunista, o trabalhador abstrato e genérico era algo maravilhoso e comovente, mas o trabalhador real, de carne e osso, era um incômodo obstáculo à Revolução. 

Em 1921, estava bastante claro que a maior parte dos trabalhadores russos se opunha ao Partido. Karl Radek, discursando para cadetes do Exército, disse-o com todas as letras: "O Partido é a vanguarda politicamente consciente da classe trabalhadora. Estamos agora num momento em que os trabalhadores, no limite de sua resistência, se recusam a seguir a vanguarda que os conduz à batalha e ao sacrifício (...) Devemos nos render aos clamores dos proletários que atingiram o limite de sua paciência, mas que não compreendem seus reais interesses como nós compreendemos? Seu estado mental é, no presente, francamente reacionário" (ibid.).

Pronto. Tínhamos aí a palavrinha mágica da retórica revolucionária - "reacionário" - usada, agora, contra os próprios supostos beneficiários da Revolução. A acusação de "reacionário" foi uma constante no modus operandi comunista e nazista. "Reacionários" eram os entraves que impediam o advento da nova sociedade, e que, portanto, deveriam ser eliminados. Note-se que o rótulo é extremamente flexível e, manipulado por líderes prepotentes e fanáticos, só poderia conduzir - como conduziu - a um brutal sistema de acusação, perseguição e extermínio em massa. 

Nas palavras de Robert Conquest: "O Partido, apartado de sua justificação social, agora sustentava-se apenas sobre o dogma. Ele tornara-se, no modo mais clássico, um exemplo de seita, um fanatismo. O Partido assumiu que o apoio popular ou proletário podia ser dispensado e que a mera integridade dos pretextos seria adequada, justificando tudo pelo caminho" (ibid. p. 7).

Mas o extermínio como método revolucionário - que ficou evidente ao longo da Revolução Russa - tampouco foi, digamos, apenas uma necessidade pragmática da Revolução. Tal idéia era uma necessidade teórica intrínseca ao projeto comunista desde sua fundação intelectual, com Marx e Engels. 

Argumentando contra movimentos nacionalistas dos povos eslavos, e em favor do imperialismo austro-húngaro, Marx e Engels escreveram, no capítulo XIV de Revolução e Contra-Revolução na Alemanha: "Acabaram, assim, por agora e, provavelmente, para sempre, as tentativas dos eslavos da Alemanha para recuperar uma existência nacional independente (...) estas nacionalidades moribundas, os boémios, os caríntios, os dálmatas etc. tentaram tirar partido da confusão universal de 1848, de modo a restaurar o seu statu quo político do ano de 800 (...) o destino natural e inevitável dessas nações moribundas era de permitir que se completasse este progresso de dissolução e de absorção pelos seus vizinhos mais fortes. Esta não é certamente uma perspectiva muito lisonjeira para a ambição nacional dos sonhadores pan-eslavistas que tinham conseguido agitar uma parte dos boémios e dos eslavos do sul; mas podem eles esperar que a história volte atrás mil anos a fim de agradar alguns grupos humanos tísicos que, em toda a parte do território que ocupam, estão penetrados e rodeados de alemães, que, desde tempos quase imemoriais, não tiveram, para todos os efeitos de civilização, outra língua a não ser a alemã, e a quem faltam as mais elementares condições de existência nacional, o número e a solidez de um território? (...) Depois do seu primeiro esforço, que se evaporou em 1848, e depois da lição que o governo austríaco lhes deu, não é provável que seja feita outra tentativa em ulterior oportunidade. Mas se eles tentarem de novo, com pretextos semelhantes, aliar-se à força contra-revolucionária, o dever da Alemanha é claro. Nenhum país num estado de revolução e envolvido numa guerra externa pode tolerar uma Vendée[2] no seu próprio seio". (Marx & Engels, Revolution and Counter-Revolution: Or, Germany in 1848, London & New York: Cornell University Library, 1848[1896], pp. 99-101). Em "O Conflito Magiar", artigo publicado em 1849 na revista Nova Gazeta Renana, editada por Marx, Engels também criticava os pan-eslavistas: 

"Essas relíquias de nações impiedosamente mantidas sob botas no curso da história, como dizia Hegel, esse lixo étnico [Völkerabfälle, no original] sempre se transforma em porta-estandarte da contra-revolução, e assim permanece até o seu completo extermínio [gänzlichen Vertilgung, no original] ou perda de seu caráter nacional, na medida em que a sua própria existência em geral é, por si mesma, um protesto contra uma grande revolução histórica" (Engels, “The Magyar Struggle”. In: Collected Works of Karl Marx and Friedrich Engels, 1848-49, vol. 8, New York: International Publishers, 1849[1977], p. 234).

Segundo George Watson, historiador da literatura socialista, essa era uma das primeiras vezes na história (senão a primeira) que a idéia de genocídio era advogada de forma tão explícita (ver The Lost Literature of Socialism, Cambridge: The Lutterworth Press, 1998, p. 85).

Em suma, Marx e Engels acreditavam que "nada na história é conquistado sem violência e crueldade implacável" e que, portanto, deveria haver "uma batalha inexorável de vida ou morte contra aqueles eslavos que traíssem a Revolução; uma luta de aniquilação e terror cruel - em defesa não dos interesses da Alemanha, mas dos interesses da Revolução" (Marx e Engels, “Democratic Pan-Slavism”. In: Collected Works of Karl Marx and Friedrich Engels, 1848-49, vol. 8, New York: International Publishers, 1849[1977], p. 378).

Todas as características do Nazismo - racismo, apologia do genocídio, acusações de reacionarismo como pretexto para a eliminação de opositores - se encontravam já no Comunismo, e isso desde sua formulação original. Mas não é só isso. Até mesmo o anti-semitismo e a proposta de uma "solução final" para a "questão judaica" já estavam na obra de Marx, que tendia a identificar, fazendo uso dos estereótipos mais populares, os judeus com o grande capital. 

Assim é que, em "A Questão Judaica", Marx afirmava abertamente: “Qual é o fundamento secular do Judaísmo? A necessidade prática, o interesse egoísta. Qual é o culto secular do judeu? A usura. Qual o seu Deus secular? O dinheiro. Pois bem, a emancipação da usura e do dinheiro, isto é, do judaísmo prático, real, seria a auto-emancipação de nossa época (...) A emancipação dos judeus é, em última análise, a emancipação da humanidade do judaísmo” (Marx, “On the Jewish Question”. In: Karl Marx. Early Writings, London: Penguin Books, 1843[1992], pp. 236-237). 

Adolf Hitler conhecia a obra de Marx. Não por acaso, ele certa vez questionou: "Como, enquanto socialista, não ser um anti-semita?" (George Watson, The Lost Literature of Socialism, Cambridge: The Lutterworth Press, 1998, p. 80).

Em suma, as afinidades ideológicas e pragmáticas entre Comunismo e Nazismo são inegáveis. Antes que o serviço de propaganda soviética viesse a inverter a realidade - contando, para isso, com o auxílio dos "idiotas úteis" (na expressão de Lênin) espalhados por todo o planeta (ver, sobre o assunto, o livro do ex-agente de propaganda da KGB, Ladislav Bittman: The KGB and Soviet Disinformation: An Insider's View, Pergamon-Brassey's International Defense Publishers, 1985) - todos sabiam de tais afinidades. Em 1940, por exemplo, o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt considerava a URSS uma potência do Eixo.

O projeto de ambos os socialistas (internacionais e nacionais) foi brilhantemente profetizado por Alexis de Tocqueville: "O Estado pode fazer à humanidade tudo o que quiser - isso resume suas teorias". Qualquer pessoa relativamente culta seria capaz de perceber aquelas afinidades apenas pela leitura das obras dos principais líderes comunistas e nazistas. Ou seja, as afinidades fazem parte da essência mesma dos dois movimentos (talvez devêssemos chamar de um movimento - o socialismo) desde sua origem.

Após a queda do muro de Berlim, e a abertura dos arquivos de Moscou, a situação se esclareceu ainda mais. As afinidades ideológicas, antes já facilmente identificáveis (e, de fato, identificadas por autores perspicazes, ainda que, graças à propaganda stalinista, ignoradas pelo grande público), revelaram-se muito mais profundas. Na verdade, começou-se a descobrir que não estávamos diante de meras "afinidades", mas de um projeto comum de poder. A ascensão política e militar do Nazismo só foi possível graças a uma colaboração de anos com a URSS, a grande responsável pelo rápido fortalecimento do exército de Hitler.

Essa história tenebrosa, inacessível ao público durante muitos anos, pode ser vista de forma sintética, mas muito contundente, no documentário The Soviet Story, do diretor letão Edvins Snore (disponível no youtube em 9 partes: Parte 1; Parte 2; Parte 3; Parte 4; Parte 5; Parte 6; Parte 7; Parte 8; Parte 9). O documentário, aliás, deveria ser exibido nas aulas de história para crianças e jovens. Sobretudo no Brasil, onde os livros escolares de história costumam pintar o Comunismo com belas tintas.

Para o leitor que, eventualmente, queira se aprofundar no assunto do documentário, eu recomendo o livro The Red Army and the Wehrmacht: How the soviets Militarized Germany, 1922-33, and Paved the Way for Fascism, dos historiadores russos Yuri Dyakov & Tatyana Bushuyeva (New York: Prometheus Books, 1995), que confirmam as pesquisas anteriores de Ernst Topitsch e Viktor Suvorov

Fruto de uma minuciosa pesquisa nos arquivos de Moscou, o livro mostra como, nos anos que antecederam a Segunda Guerra, o regime soviético investiu no rearmamento secreto da Alemanha e cedeu parte do território da URSS para que as tropas alemães se reestruturassem, longe da vigilância franco-britânica. Como se sabe, ingleses e franceses, vitoriosos na Primeira Guerra, haviam imposto à Alemanha - por meio do Tratado de Versalhes - pesadas punições e humilhações, incluindo o desarmamento forçado.

Dizem os autores do livro: "Até recentemente, temas 'inconvenientes' eram esmagados pela censura ideológica, e ainda hoje o caminho até eles é espinhoso. A ideologia oficial orientou seus seguidores a justificar suas próprias falhas por meio de outras pessoas. Até hoje observa-se o fenômeno da substituição de uma mentira ou meia-verdade por outra. A verdade não deixa de ser revelada porque é difícil encontrá-la, mas porque não é afirmada. Mas é chegado o momento de contar às pessoas uma amarga verdade: que nada menos do que o fascismo real assolou o nosso país, e que o totalitarismo que comandou o destino das pessoas na URSS e na Alemanha foi uma das razões para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Sob muitos aspectos, o fascismo de Hitler foi estimulado por Stálin. Poucos historiadores sabem que o Wehrmacht alemão (Reichswehr)[3] saiu das restrições de Versalhes para se restabelecer em nosso solo. Na URSS, sob condições ultra secretas, medidas militares conjuntas foram tomadas, campos de pouso foram construídos, tanques e aviões eram operados. A nata do Wehrmacht fascista foi treinada lá. Isso tudo foi atestado em documentos. Os documentos disponíveis chocam até mesmo profissionais, mas eles constituem apenas uma parte dos segredos ocultados das pessoas" (op. cit. pp. 9-10).

Enfim, fica cada vez mais claro que Comunismo e Nazismo fazem parte de uma mesma história de terror, e que os conflitos que os dividiram ao fim da Segunda Guerra Mundial foram um estremecimento excepcional em relações outrora amistosas e de cooperação. O respeito imerecido que o Comunismo ainda goza nos dias de hoje só pode ser explicado, portanto, como fruto de uma deliberada cegueira ideológica por parte de seus apologistas. Com uma historiografia cada vez mais abundante sobre os horrores dos regimes soviético e chinês (para não falar em Cambodja, Cuba, diversos países da África etc.) é inadmissível que haja ainda gente disposta a dar mais uma chance ao projeto, como se as tragédias concretas dele resultantes tivessem sido meros acidentes e desvios de uma bela utopia. É incrível que uma doutrina famosa por postular, justamente, a conexão íntima entre teoria e prática (como postula o marxismo) possa ter sido re-interpretada por seus adeptos de modo a servir ao argumento contrário: o de que a prática concreta dos regimes comunistas não teve qualquer relação com o fundamento teórico da doutrina. Citando novamente os autores da obra acima referida: "A ideologia oficial orientou seus seguidores a justificar suas próprias falhas por meio de outras pessoas". 

O problema do pensamento utópico quando aplicado à realpolitik não são os desvios da utopia. O problema é a utopia mesma, sobretudo quando serve de parâmetro para julgar a realidade presente. O pensamento utópico deveria ser proibido para maiores de 18 anos, pois a irmã gêmea do sonho costuma ser a auto-permissividade. Os exemplos históricos do Comunismo e Nazismo deveriam ser o bastante para derrubar um conhecido dito popular: "sonhar não custa nada". Depende... No caso socialista, custou muito!

Já está mais do que na hora de difundir as descobertas da historiografia soviética pós-1989 para o grande público, derrubando de vez a versão fraudulenta propagandeada por Stálin. O que, até o momento, tem impedido tal realização é a cega obstinação de intelectuais, jornalistas, formadores de opinião em geral, na recusa em lidar com sua própria consciência. Muitos se recusam a amadurecer e ver desfeitos seus sonhos e utopias de juventude. Mas essa é a sua responsabilidade - fazer com que a foice e o martelo, em vez de desfilar livremente no peito dos jovens desavisados, passe a ocupar o mesmo lugar que o de sua camarada, a suástica: a lata de lixo da história. E que, sempre juntas, as duas nunca mais saiam de lá! É claro que sempre haverá um ou outro que, assim como o filósofo petista João Quartim de Moraes, sentem uma atração irresistível por revirar o lixo em busca de alimento.




Notas:
[1] Em nota à edição brasileira de "Os Demônios", de Dostoiévski, o tradutor Paulo Bezerra comenta: "O primeiro nome de guerra de Stálin foi 'Biesochvilli', uma aglutinação de biês, isto é, demônio, com chvilli, sufixo formador de nome em georgiano" (Os Demônios, São Paulo: Editora 34, 2004, p. 7).
[2] Alusão ao motim contra-revolucionário na Vendée (província ocidental da França), desencadeado em 1793 pelos realistas franceses, que utilizaram o campesinato desta província para a luta contra a Revolução.
[3] Reichswehr era o nome do conjunto das forças armadas alemãs num período entre as duas guerras mundiais, entre 1919 e 1935, posteriormente rebatizada de Wehrmacht.

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HITLER ❤️ STALIN 💔 MUSSOLINI

Os teóricos políticos do nazismo sempre afirmaram enfaticamente que o "Estado ético" de Mussolini e o "Estado Ideológico" de Hitler não podem ser mencionados no mesmo fôlego."

Disse Goebbels acerca da diferença entre o fascismo e o nacional-socialismo: “[O fascismo] é […] completamente diferente do nacional-socialismo. Enquanto este último desce até as raízes, o fascismo é superficial” “[O Duce] não é um revolucionário como o Führer ou Stálin. Está tão preso ao povo italiano que lhe faltam as amplas qualidades de um revolucionário em escala mundial”

" Himmler expressou a mesma opinião num discurso pronunciado em 1943 numa Conferência de Oficiais Comandantes: “O fascismo e o nacional-socialismo são fundamentalmente diferentes, […] não há absolutamente nenhuma comparação entre eles como movimentos espirituais e ideológicos”

Hitlers Tischgespräche , p. 113. Nessa obra encontramos ainda numerosos exemplos que demonstram que, ao contrário de certas lendas do pós-guerra, Hitler nunca pretendeu defender “o Ocidente” contra o bolchevismo, mas sempre esteve disposto a unir-se aos “vermelhos” para destruir o Ocidente, mesmo durante a luta contra a União Soviética. Sabemos hoje que Stálin foi repetidamente advertido quanto ao iminente ataque de Hitler à União Soviética. Mesmo quando o adido militar soviético em Berlim o informou quanto ao dia do ataque nazista, Stálin recusou-se a crer que Hitler violaria o tratado.

Extraído do livro AS ORIGENS DO TOTALITARISMO, de H. Arendt

 
 

CITAÇÕES ELUCIDATIVAS - OLAVO DE CARVALHO
Como todos os maiores jornais, revistas, canais de TV e universidades deste país acham uma questão de honra não só tratar os comunistas como pessoas de bem, mas insistem sempre em contratar algumas dúzias deles, pagando-lhes altos salários para que adornem o comunismo e sua história com as cores das mais altas virtudes morais e teologais, julguei oportuno reproduzir aqui algumas declarações típicas do pensamento comunista, para que os leitores que ainda o ignoram saibam, afinal, do que se trata:


“Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.” (V. I. Lênin)
“Somos favoráveis ao terror organizado – isto deve ser admitido francamente.” (V. I. Lênin)
“O comunismo não é amor. É o martelo com que esmagamos nossos inimigos.” (Mao Dzedong)
“O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona o revolucionário para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar: nossos soldados têm de ser assim.” (Che Guevara)
"Até agora os camponeses não foram mobilizados, mas, através do terrorismo e da intimidação, nós os conquistaremos." (Che Guevara)
“Aos slogans sentimentalistas da fraternidade, opomos aquele ódio aos russos, que é a principal paixão revolucionária dos alemães. Só conseguiremos garantir a Revolução mediante a mais firme campanha de terror contra os povos eslavos.” (Friedrich Engels)
“A principal missão dos outros povos (exceto os alemães, os húngaros e os poloneses) é perecer no Holocausto revolucionário... Esse lixo étnico continuará sendo, até o seu completo extermínio ou desnacionalização, o mais fanático portador da contra-revolução.” (Karl Marx)
Diante dos feitos dessas criaturas, nem todos os observadores tiraram conclusões simpáticas como aquelas que são diariamente repassadas ao nosso público como verdades de Evangelho pelo establishment jornalístico e educacional. Vejam aqui alguns exemplos:
“Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade.” (Fernando Pessoa)
“Um comunista é como um crocodilo: quando ele abre a boca, você não sabe se ele está sorrindo ou preparando-se para devorar você.” (Winston S. Churchill)
“Ninguém pode ser comunista e preservar um pingo de integridade pessoal.” (Milovan Djilas)
“Comunismo é barbárie.” (James Russell Lowell)
“Eles (os comunistas) não precisavam refutar argumentos adversos: preferiam métodos que terminavam antes em morte do que em persuasão, que espalhavam antes o terror do que a convicção.” (Hannah Arendt)
“A política gnóstica (nazismo e comunismo) é autodestrutiva na medida em que seu desrespeito pela estrutura da realidade leva à guerra contínua: o sistema de guerras em cadeia só pode terminar de duas maneiras: ou resultará em horríveis destruições físicas e concomitantes mudanças revolucionárias da ordem social, ou, com a natural sucessão de gerações, levará ao abandono do sonho gnóstico antes que o pior tenha acontecido.” (Eric Voegelin)
“No meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir, nem convencer, nem informar,  mas humilhar e, para isso, quanto menos ela correspondesse à realidade, melhor. Quanto as pessoas são forçadas a ficar em silêncio enquanto ouvem as mais óbvias mentiras, ou, pior ainda, quando elas próprias são forçadas a repetir as mentiras, elas perdem de uma vez para sempre todo o seu senso de probidade... Uma sociedade de mentirosos castrados é fácil de controlar.” (Theodore Dalrymple)
“Chegamos ao extremo limite dos horrores com o comunismo, o socialismo, o niilismo, deformidades horríveis da sociedade civil e quase a sua ruína.” (Leão XIII)

“O comunismo destitui o homem da sua liberdade, rouba sua personalidade e dignidade e remove todas as travas morais que impedem as irrupções do instinto cego.” (Pio XI)

         
http://www.heitordepaola.com/imprimir_materia.asp?id_materia=639

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LIVRO NEGRO DO COMUNISMO: Crimes, Terror, Repressão
https://conspiratio3.blogspot.com/2013/11/o-livro-negro-do-comunismo-crimes.html

VENEZUELA - CAMILA ABDO - LIVRO NEGRO DO COMUNISMO E YURI BEZMENOV
https://conspiratio3.blogspot.com/2019/02/venezuela-camila-abdo.html

O EXPERIMENTO PITESTI
https://conspiratio3.blogspot.com/2020/02/experimento-de-pitesti.html

NINGUÉM MATOU MAIS COMUNISTAS QUE OS PRÓPRIOS COMUNISTAS - OLAVO DE CARVALHO - LUIZ FELIPE PONDE
https://conspiratio3.blogspot.com/2013/11/ninguem-matou-mais-comunistas-que-os.html

FLAGELO RUSSO
https://flagelorusso.blogspot.com/2020/02/hiroshima-e-chernobyl-dois-pesos-e-duas.html

VERDE: A NOVA COR DO COMUNISMO
https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/