"TUDO, na vida intelectual, depende de uma distinção clara entre o que
você SABE, o que lhe PARECE RAZOÁVEL, o que você ACHA e o que você
apenas IMAGINA. Os quatro discursos de Aristóteles."
Olavo de Carvalho
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"Filho
do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e
não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque é casa rebelde." Ezequiel 12:2
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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho
0:10 É muito bom lembrar um fato que é ignorado por todo mundo e que aqueles que sabem gostam de varrer para baixo do tapete: o racismo é um filho da mentalidade científica moderna. Ele é um filho da ciência moderna, o racismo não é filho da religião, não é filho das tradições culturais judaico cristãs, O racismo é totalmente desconhecido até o advento da ciência moderna. Isso é muito bem demonstrado no melhor livro que existe respeito que é "The History of the Race Idea"
(A História da Idéia de Raça), de Eric Voegelin. Na verdade é o único livro que trata deste assunto precisamente sobre esse aspecto: da onde surgiu a idéia de raça. É muito fácil
você perceber que não pode ter racismo se não existe a idéia de identidade racial e que a idéia de identidade racial não podia existir antes que o
conceito biológico de raça aplicado ao ser humano existisse. E isso só aconteceu no século 18 com os biólogos modernos que, tratando o ser humano apenas como espécie animal, então delinearam o conceito atual de raça. Antes disso, pode haver briga entre comunidades, mas jamais definida racialmente. (...) Então o pessoal defensor da mentalidade científica fica arrotando bom sentimento e querendo fazer de conta que o racismo é incompatível com a Ciência. Não senhor, o racismo foi inventado por vocês, pela ciência moderna. Eu não tenho um grande respeito pela ciência
moderna. Eu já estudei bastante a história dela para perceber que ciência e ideologia é uma coisa indiscernível. Agora, você não encontrará frases como essa do seu James Watson em
nenhum livro da doutrina cristã, mas você as encontrará nas obras dos grandes ídolos do movimento progressista, revolucionário, cientificista moderno, como por exemplo Voltaire, Karl Marx e Charles Darwin. Então esses são ídolos intocáveis especialmente Darwin. Mas se James Watson fala esse negócio todo mundo cai de pau. Ora, o que James Watson disse é praticamente uma transcrição de uma frase de Charles Darwin. E Charles diz o seguinte que deram no dia seguinte: numa tribo de índios, os
incapazes, que têm QI mais baixos, mais burrinhos, mais fracos são abandonados e morrem. Ao passo que as nossas políticas sociais
protegem os incapazes, então os incapazes se multiplicam e que isso é contra a evolução, e que isso é um absurdo. O que o Watson está dizendo é quase uma transcrição do que está no livro do Charles Darwin. Então é o seguinte, os caras fazem de conta que a ciência está acima de todas as questões, que a ciência é intocável e que james watson está sendo
infiel à mentalidade da ciência. Não, ele está sendo fiel e não presta por isso mesmo. Ele não preste e Charles Darwin também não presta. Mais ainda, Darwin não apenas disse isso, exatamente isso com relação às políticas sociais, mas ele era favorável à destruição de raças inteiras, ele achava que é um processo evolutivo normal e, no processo de evolução, a raça superior tem que liquidar as inferiores. Isso está
escrito no livro a Descendência do Homem, com todas as letras.
5:13 A ciência moderna nasceu tão entremesclada a idéias ocultistas e preconceito ideológico, é uma coisa inseparável da outra. A ideia de que existe um conhecimento puramente científico, inacessível a essa influência ideológica não tem não, porque para você se livrar desse ranço
ideológico precisa uma coisa que a ciência não lhe fornece, é a autoconsciência crítica. Você precisa ter noção dos seus pecados, ter o exame de consciência. Isso aí não tem ciência que ensine a fazer. Então o que eles fazem, eles apagam a
consciência e põe no lugar da consciência um fetiche chamado ciência e daí mentem pra caramba. Esta mesma coisa de liquidação da raças inferiores, Karl Marx diz a mesma coisa, acha também muito natural que as raças superiores acabem com as raças inferiores.
O episódio do Prêmio Nobel James Watson, suspenso do Laboratório Cold Spring Harbor por ter dito que os negros são inferiores aos brancos, é uma excelente ocasião para fazer recordar à comunidade politicamente correta alguns fatos que ela já conseguiu extirpar da mídia e dos livros didáticos, mas que, por milagre divino ou negligência da censura, ainda estão vivos nos documentos.
O racismo é, por inteiro, uma criação da modernidade, das luzes, da mentalidade científica, ateística e revolucionária, e não das tradições religiosas que formam a base da nossa civilização. Nem haveria como ser de outro modo. Não pode existir um sentimento de superioridade racial sem prévia identidade racial, nem muito menos esta poderia ter surgido antes que o conceito de raça fosse criado pelos biólogos iluministas no século XVIII. E mesmo que eles o tivessem inventado numa época anterior, ele não poderia ter-se transfigurado em instrumento de guerra cultural antes que a classe dos cientistas e dos intelectuais acadêmicos tivesse adquirido, em substituição ao clero, a autoridade pública de suprema instância legitimadora das idéias.
Por isso mesmo, você não encontrará nos dogmas da Igreja, nas sentenças dos Papas ou nas decisões conciliares uma só frase que sugira, nem mesmo de longe, a superioridade dos brancos sobre os negros. Em compensação, encontrará muitas nas obras dos enciclopedistas, de Kant, de Voltaire, de Karl Marx e de Charles Darwin — os gurus máximos das luzes, do progressismo e da revolução. Se Voltaire enriqueceu no comércio de escravos e Kant assegurou que “os negros da África, por natureza, não têm sentimentos acima da frivolidade”, Marx e Darwin, em especial, fazem daquela pretensa superioridade branca um argumento ostensivo em favor do extermínio das “raças inferiores”, que o primeiro considerava necessário ao progresso histórico e o segundo um pressuposto básico da evolução humana, concordando nisso com seu antecessor Herbert Spencer e sendo ecoado fielmente por seus dois principais discípulos, Thomas Huxley e Ernst Haeckel, o que mostra que toda tentativa de separar evolucionismo e racismo é pura maquiagem ex post facto . A rigor, a declaração de James Watson contra os programas sociais, ante a qual os paladinos da boa imagem da ciência tanto se fingem de escandalizados, não passa de uma versão atenuada do seguinte parágrafo de Charles Darwin:
“Entre os selvagens, os fracos de corpo e mente são logo eliminados. Nós, civilizados, fazemos o possível para evitar essa eliminação; construímos asilos para os imbecis, os aleijados, os doentes; instituímos leis para proteger os pobres… Isso é altamente prejudicial à raça humana.”
Se, após ter espalhado no mundo esse apelo genocida, a ideologia progressista-científica tenta inculpar por isso as épocas anteriores que o desconheciam, não há aí nada de estranho: é da essência do movimento revolucionário inverter a ordem do tempo histórico e, com ela, a autoria das ações, transfigurando a inocência alheia em crime e a sua própria abjeção em motivo de vanglória.
Lênin viria a resumir esse procedimento-padrão na máxima: “Acuse-os do que você faz.” Isso é assim nos grandes como nos pequenos lances da história desse movimento. Quando nossos políticos de esquerda fomentam a criminalidade e depois a diagnosticam como criação perversa da “sociedade de classes”, ou quando vão construindo o Mensalão em segredo ao mesmo tempo que brilham ante os holofotes como perseguidores de corruptos, não lhes falta a quem imitar. A tradição revolucionária é o perfeito casamento do crime com a mentira. https://olavodecarvalho.org/entre-o-crime-e-a-mentira/
"TUDO, na vida intelectual, depende de uma distinção clara entre o que
você SABE, o que lhe PARECE RAZOÁVEL, o que você ACHA e o que você
apenas IMAGINA. Os quatro discursos de Aristóteles."
Olavo de Carvalho
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"Filho
do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e
não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque é casa rebelde." Ezequiel 12:2
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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho
"O repórter e a colunista sincronizaram suas tesouras para operar uma drástica cirurgia nas minhas palavras, transmutando-as de “O Brasil não é um país racista” para “Não há racismo no país”, o que é coisa totalmente diversa. Para “existir racismo” num país basta que ali haja racistas, mesmo tímidos e indolentes, mesmo raros e esparsos, mesmo sem poder ou militância, mesmo refugiados no mais fundo do esquecimento e da marginalidade. Nesse sentido, não há um só país do mundo, nem mesmo o Brasil, que possa se dizer totalmente isento de racismo. Um país assim só existe na Terra do Nunca. Mas para um país “ser racista” é preciso que o racismo seja ali uma ideologia operante, ativa, inspiradora de movimentos, partidos e associações. Para um país “ser racista” é preciso que o racismo nele seja crença amplamente aceita por uma parcela significativa da opinião pública e fortemente inscrita nas leis, nos costumes, na cultura popular e erudita. Nada disso acontece no Brasil. (1) Por isso, diante do desafio que lancei a Miriam Leitão – que me apontasse partidos racistas, literatura racista, organizações racistas, militância racista, conflitos de rua entre grupos racistas, que me apontasse, enfim, no Brasil, qualquer coisa similar às manifestações que comprovam a existência do intenso racismo nos EUA, na França, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer desses países arrogantes que hoje querem nos dar lições de “democracia racial” –, a mediadora nada pôde alegar, exceto que, a despeito de minhas objeções, reiterava sua opinião. Em resposta a isso, última palavra da controvérsia foi minha: “Todo ser humano tem o direito de recusar a verdade.”
"Essa fraude hoje é impingida à opinião pública brasileira por iniciativa de nações racistas — tão racistas que para controlar mal e mal o seu racismo tiveram de recorrer a métodos corretivos policiais –, as quais, com o slogan do “Brasil racista”, buscam destruir um valor essencial da nossa identidade nacional, quebrar a unidade moral da nossa população e subjugar este país às suas grotescas imposições culturais globalistas e imperialistas. Rios de dinheiro da Comunidade Econômica Européia, das Fundações Ford e Rockefeller e de empresas estrangeiras como o BankBoston correm hoje para os bolsos de qualquer pseudo-intelectual que queira colaborar com esse empreendimento sinistro, certamente a mais brutal intervenção psicológica que um poder estrangeiro já ousou realizar sobre a cultura nacional. Seja entre os liberais de conveniência, seja nas hostes da esquerda fimgidamente nacionalista, não faltam traidores, sabujos e vendidos que se prestem a fazer esse serviço, uns por dinheiro, outros pela simples vaidade de posar de “politicamente corretos” nas revistas chiques. Se há um tipo de racismo que me parece inteiramente justificado, é este: tenho o maior desprezo por essa raça de canalhas." 15 de abril de 2001 Olavo de Carvalho MENTIRA E RACISMO
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Também não espanta que, mantendo o adversário sob um bombardeio constante de imprecações, ofensas, falsas acusações e apelos sumários ao seu assassinato, a esquerda busque nas mais neutras e inócuas declarações dele um sinal de “hate speech”, de racismo, de homofobia ou de qualquer outra aparência de delito que lhe permita expô-lo à execração pública como um monstro asqueroso e, se possível, privá-lo de sua liberdade e de seus meios de subsistência. Nas universidades americanas, onde a todo momento se ouvem apelos ostensivos ao assassinato de conservadores, basta um destes ou mesmo um professor apolítico insinuar educadamente que talvez os papéis sociais de homens e mulheres sejam distinções naturais em vez de construções culturais arbitrárias, e pronto: o infeliz está sujeito não somente à acusação de racismo e nazismo, mas, por incrível que pareça, a um processo por “assédio sexual”. Não pensem que é exagero meu ou generalização retórica de casos excepcionais. Os processos dessa natureza se disseminaram de tal maneira que a National Association of Scholars, importante entidade de estudiosos conservadores, está espalhando um apelo dramático a todos os reitores de universidades para que coíbam esse uso abusivo das leis de proteção à mulher. Abusivo, é claro, no entender dos conservadores: para o esquerdista – e não me refiro só à extrema-esquerda — é tão natural farejar crime de assédio sexual numa mera hipótese sociológica exposta em sala de aula quanto enxergar uma ameaça iminente de genocídio homofóbico na simples atitude profissional de um psicólogo clínico que tente ajudar a libertar da compulsão homossexual um paciente que lhe peça, que lhe implore para fazer exatamente isso. Novamente, não estou criando hipóteses no ar: o caso da psicóloga Rozangela Justino é (ou deveria ser) bem conhecido no Brasil. Duzentos anos de deformação pejorativa da imagem do “inimigo” desembocam na perseguição tirânica exercida em nome da proteção contra perigos não só inexistentes como até mesmo impensáveis. Embora o extermínio preventivo de adversários hipotéticos tenha sido a prática mais constante da esquerda nas nações sob o seu domínio, é curiosamente a direita que tem a fama de “paranóia”, de enxergar comunistas embaixo da cama. Paradoxo, sim, mas efeito patente da retórica invertida que mencionei acima." Olavo de Carvalho
"TUDO, na vida intelectual, depende de uma distinção clara entre o que
você SABE, o que lhe PARECE RAZOÁVEL, o que você ACHA e o que você
apenas IMAGINA. Os quatro discursos de Aristóteles."
Olavo de Carvalho
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"Filho
do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e
não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque é casa rebelde." Ezequiel 12:2
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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho