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domingo, 25 de janeiro de 2015

EXPERIMENTO COM BEBÊS NA ROMÊNIA COMUNISTA




O estudo mais clássico sobre o tema é do neurocientista americano Charles Nelson, realizado em orfanatos da Romênia, frios e paradoxalmente silenciosos. Nelson percebeu que os bebês. deitados sozinhos no berço por horas, raramente choravam e passavam a maior parte do tempo encarando um teto branco. Muitas vezes, balançavam as mãos na tentativa de estimular a si próprios. Alguns dos órfãos eram estrábicos, pois não foram estimulados a desenvolver a capacidade de seguir com os olhos nos primeiros anos de vida. Todas as crianças da instituição cumpriam a mesma rotina: acordavam às 6h30, cochilavam entre 13 e 15 horas e eram colocadas de volta na cama às 20 horas. As interações com adultos eram raras. "Fiquei de coração partido quando cheguei lá. É triste ver dezenas de crianças completamente abandonadas devido a um terrível experimento de engenharia social", disse Nelson a VEJA. Ele se refere às medidas impostas pelo ditador comunista Nicolae Ceausescu, deposto e morto em 1989. Em 1966, Ceausescu proibiu a contracepção, vetou os abortos e criou um imposto celibato — cobrado das famílias que tinham menos de três filhos. O objetivo da medida descabida era construir uma classe trabalhadora numerosa e leal. O resultado alcançado: 170000 crianças vivendo em orfanatos logo ao fim do regime. "As condições eram precárias. As crianças com problemas de desenvolvimento neurológico e doenças infecciosas ficavam em uma ala separada. e muitas vezes amarradas", diz Nelson. "Em outra, dezenas dividiam o mesmo espaço. Quase não tinham amor, carinho e atenção necessários a qualquer bebê."

Para avaliar o impacto desse tipo de cuidado no desenvolvimento infantil, o pesquisador americano acompanhou 136 crianças sem doenças, com idade entre 6 e 31 meses. Metade delas foi adotada ou voltou para a família biológica. A outra metade permaneceu no orfanato.


Existia ainda um grupo de controle composto de crianças que nunca haviam sido abandonadas. Foram estimados por meio de sensores a atividade cerebral, o desenvolvimento emocional e intelectual, a linguagem e a saúde mental. Os resultados se mostraram desoladores. Os órfãos tinham QI cerca de 30 pontos abaixo, uma média de 70 pontos ante os 100 dos que nunca tinham ido para uma instituição. Apresentavam maior incidência de doenças mentais, 56% contra 14%, respectivamente. As crianças das instituições sorriam menos e respondiam pouco à interação social. A capacidade delas de criar laços afetivos também era menor, e sua atividade cerebral tinha reduções significativas. A pesquisa de Nelson demonstrou também que as crianças retiradas dos orfanatos antes de completar 2 anos apresentaram melhores resultados do que aquelas que saíram mais tarde. "Esse estudo fornece a melhor evidência já obtida de que os primeiros anos de vida constituem um período crucial, no qual uma criança precisa receber estímulos, contato emocional e físico. Caso contrário, o desenvolvimento será bloqueado", afirma Nelson.

Embora o cérebro consiga se adaptar e mudar ao longo da vida. essa capacidade diminui gradativamente à medida que o tempo passa. O esforço fisiológico para aprender uma nova atividade é muito maior depois da segunda década de vida do que aos 10 anos e exponencialmente maior quando comparado aos três primeiros anos. Por isso, deve-se investir na construção de habilidades cognitivas, sociais e emocionais o mais cedo possível. Calcula-se que, a cada dólar investido nos primeiros anos de vida, haja uma economia de pelo menos 9 dólares com gastos em saúde mais à frente. "Como regra, qualquer situação adversa que acontece nos primeiros anos de vida é pior do que a que acontece depois", diz Nelson. Entendida a partitura da sinfonia pueril e belíssima dos primeiros anos, a ciência agora busca encontrar mecanismos psicológicos e químicos, por meio de terapias e medicamentos, para dar uma segunda chance ao cérebro dos adultos que foram bebês apresentados à vida de modo torto, sem estimulação, sem cores e sem carinho.


Reportagem completa:
http://www.abradilan.com.br/index.php?m=noticiaFE&id_noticia=561

***

ISTOÉ – Você começou a estudar as crianças nos orfanatos romenos em 2000. A pesquisa continua?

Charles Nelson – Sim. Quando começamos, elas eram bebês de seis meses a dois anos. Agora estão com cerca de 12, e estamos terminando de processar os dados coletados mais recentemente. Esperamos vê-las de novo quando elas começarem a completar 15 anos.  

ISTOÉ – As crianças continuam nas instituições ou foram adotadas?

Nelson – O estudo abrange 136 crianças, de seis orfanatos. Metade, ou seja, 68, foi encaminhada para famílias adotivas temporárias. Uma pequena parte foi devolvida a suas famílias biológicas e algumas poucas foram adotadas permanentemente. A outra metade continuou nas instituições. Também temos um grupo que controla 72 crianças que sempre viveram com suas famílias, para comparação.  

ISTOÉ – Esse processo de institucionalização das crianças começou durante o governo comunista. Qual era o objetivo?

Nelson - Quando o líder comunista Nicolae Ceauşescu assumiu o poder, em 1965, começou um grande experimento de engenharia social. O governo criou uma série de políticas para aumentar a população do país e fortalecer a nação, como tornar ilegal o aborto e qualquer método contraceptivo e cobrar taxas de casais que tinham menos de três filhos. Além disso, convenceu as famílias de que o Estado poderia criar seus filhos com mais competência, e construiu instituições para abrigar essas crianças. Os pais sentiam-se confortáveis em deixar seus filhos nos orfanatos. As famílias tinham muitas crianças e não conseguiam cuidar delas. Então davam para o Estado criar. O país chegou a ter 170.000 crianças “órfãs”. 

ISTOÉ – E depois do fim do regime comunista, em 1989, esses orfanatos continuaram existindo?

Nelson – Sim. Em parte porque a cultura se manteve, os pais sentiam-se confortáveis em mandar seus filhos para as instituições. Isso começou a mudar em 2002, quando apresentamos os primeiros resultados do nosso estudo. As famílias começaram a se sentir envergonhadas quando mostramos que as crianças que colocamos em lares adotivos temporários estavam se desenvolvendo muito melhor. Isso, e mais a pressão da União Europeia, levou ao fechamento de várias instituições, ao aumento da quantidade de lares adotivos e a medidas para desencorajar as famílias a abandonarem suas crianças.  

ISTOÉ – Você já declarou que a experiência de conhecer esses orfanatos foi horrível, porque viu muitas crianças com problemas de desenvolvimento, nanismo, estrabismo, e até amarradas a camas. O que te impressionou mais? 

Nelson – Não sei nem por onde começar. Quando você vê crianças com distúrbios neurológicos, epilepsia, ou outros problemas cerebrais, é de partir o coração. Mas essas doenças acontecem por acidente, infelizmente. Erros durante ou depois da concepção acontecem. O que é desolador, no caso dessas instituições, é que esses problemas foram provocados nessas crianças. Eram bebês normais, que foram abandonados por suas famílias e criados por pessoas que não as queriam. Não foi um acidente da natureza, foi uma tragédia infligida a eles. Foi muito triste ver como elas se desenvolveram mal, ver crianças com QI muito baixo, muito pequenas, que não conseguem conviver bem com outras pessoas e que não têm ninguém que as ame. E também foi triste ver crianças com deficiências físicas severas que não recebiam nenhum tipo de tratamento, que eram praticamente abandonadas para morrer. As coisas melhoraram desde então, mas ainda não estão muito boas.  

ISTOÉ – Esses problemas de crescimento foram causados por má nutrição ou foi por outros fatores?
Nelson – Não foram por causa de desnutrição. Acreditamos que foi por algo que chamamos de “nanismo psicossocial”. Em condições de negligência severa, o cérebro para de produzir o hormônio do crescimento. Crianças nessa situação perdem cerca de um mês de desenvolvimento para cada um ou dois meses de negligência. Em minha primeira visita, vi um bebê que parecia recém-nascido, mas depois me disseram que ele já tinha um ano de idade. Crianças que hoje têm 12 anos têm a altura de uma de seis ou sete. Elas também têm atrasos no desenvolvimento da linguagem, QI muito baixo; cérebros atrofiados e problemas psiquiátricos graves, como ansiedade e transtorno de déficit de atenção. E muitas são o que chamamos de “indiscriminadamente amigáveis”. Podem se sentar no colo de um estranho e até ir embora com ele. Isso acontece porque elas nunca desenvolveram uma relação com ninguém que se importava com elas, é um mecanismo de compensação, uma maneira de conseguirem atenção, porque nunca ninguém prestou atenção nelas.    

ISTOÉ – E as famílias não sabiam como seus filhos estavam sendo tratados?
Nelson – Não. No regime comunista, o que contava era o coletivo, não o individual. Quando começamos nossa pesquisa, muita gente dizia que estávamos perdendo nosso tempo, porque as pessoas confiavam que o governo cuidava melhor das crianças do que elas. Geralmente os bebês abandonados vinham de famílias muito pobres, eram filhos de mães solteiras ou tinham nascido com problemas de saúde. Muitas pessoas no país dizem que nem sabiam da existência desses orfanatos, porque o governo controlava a mídia.  

ISTOÉ – Mas os pais nunca visitavam as crianças? Não percebiam que elas não eram bem tratadas?  
Nelson – Alguns visitavam. E achamos que era até pior, pois a criança passava a saber que tinha uma família que não a queria. Nós questionamos pais e mães, e eles disseram acreditar que os filhos não estavam se desenvolvendo bem porque eram deficientes. Esse era o argumento usado pelas instituições. Essas pessoas acreditavam que não faria diferença se colocássemos as crianças em lares adotivos. Mas, quando fizemos isso, elas melhoraram. Então a população começou a repensar o sistema.  

ISTOÉ – E as crianças que foram para os lares adotivos estão em melhores condições?
Nelson – Enquanto grupo sim, mas as que estão em melhores condições são as que foram encaminhadas antes dos dois anos de idade. Esse é um período sensível. Certas experiências precisam ocorrer em um determinado período de vida para que o desenvolvimento proceda normalmente. Em nosso estudo, descobrimos que, se as crianças são colocadas nos lares adotivos antes dos dois anos, em média, elas conseguem desenvolver o QI, a linguagem e laços de afeto. Para as mais velhas, não houve melhoria, elas estão semelhantes às que ficaram nas instituição. 

ISTOÉ – E por que esse período dos dois anos é tão crítico?
Nelson – Uma das regras que regem o cérebro é que ele depende de experiências para se desenvolver. O cérebro espera essas vivências para completar seu progresso. Se há uma lacuna nessas experiências, esse avanço sai dos trilhos. Nos primeiros anos de vida há um rápido desenvolvimento cerebral. Não que não haja uma evolução depois disso, mas, se pararmos para analisar, muitas de nossas habilidades básicas como andar, falar e pensar são criadas na primeira infância. Desde 2003, tornou-se proibido internar crianças abaixo de dois anos nas instituições na Romênia, a não ser que elas sejam deficientes.   

ISTOÉ – E quanto ao problema de estrabismo que vocês observaram nas crianças. Qual a causa dele?
Nelson – Não chegamos a estudar esse fenômeno formalmente. O que observamos é que cerca de 10% das crianças nas instituições eram vesgas. Por exemplo, se segurarmos um dedo em frente ao nosso rosto e o movermos, os olhos vão acompanhar. Essa habilidade é criada com a prática. Nas primeiras semanas de vida, os bebês treinam o olhar observando o rosto da mãe ou objetos da casa. Nos orfanatos, as crianças ficavam deitadas em seus berços, olhando para o teto branco. Não havia informação para elas praticarem esses movimentos dos olhos. Como resultado, os músculos se enfraquecem. Se a criança passar de dois ou três anos, fica muito difícil reverter essa condição. Lamento não ter pesquisado melhor esse problema, mas em um estudo como esse é preciso definir um foco e algumas coisas acabam sendo deixadas de lado.  

ISTOÉ – O senhor disse que os orfanatos romenos melhoraram desde que o estudo começou. Que mudanças foram colocadas em prática?
Nelson – O governo começou a criar formatos diferentes, como os “lares grupais”. Em vez de montar instituições com centenas de crianças, eles colocam cinco ou seis delas em “apartamentos sociais”, com alguns cuidadores. Provavelmente elas estão em melhores condições do que nos orfanatos, mas não tão bem quanto as que foram para os lares adotivos. Mas ninguém estudou esse sistema para comprovar que é melhor. E os cuidadores não investem tanto esforço, eles agem como babás, não como pais. E outro problema é que os pais dos lares adotivos não estão sendo treinados pelo governo para realizar atividades de desenvolvimento com as crianças.  

ISTOÉ – E as crianças mais velhas, continuam sendo mandadas para orfanatos?
Nelson – O que aconteceu foi o seguinte, quando o governo proibiu a internação de crianças abaixo de dois anos, começou também a fechar instituições e investir mais em lares adotivos. Mas, de alguns anos para cá, com a recessão econômica, o governo diminuiu esse investimento e voltou a colocar as crianças nos orfanatos. Não sabemos dizer por que muitos pais continuam a abandonar seus filhos. Há famílias pobres no mundo todo que não entregam suas crianças para adoção. Soubemos que, até quatro ou cinco anos atrás, a taxa de abandono infantil era igual à de 20 anos atrás. Agora parece que a situação está melhorando, já que o governo começou a promover políticas de incentivo para que os pais mantenham os filhos.   

ISTOÉ – Vocês chegaram a repetir esse estudo em instituições de outros países?
Nelson – Ainda não, mas temos um projeto no Chile. E, como vou para o Brasil no mês que vem para realizar outro trabalho, o Centro para Estudos sobre a América Latina de Harvard está tentando levantar informações sobre o número de crianças institucionalizadas no país. Podemos considerar uma pesquisa no futuro. Sei que o Brasil têm muitas crianças vivendo na pobreza e morando na rua, mas não sei como é a questão do abandono infantil. No Chile há uma lei horrível que determina que crianças abandonadas podem ser colocadas em lares temporários, mas a família que as acolhe não pode adotá-las permanentemente, então elas pulam de uma casa para a outra. 
Artigo completo:
 Charles Nelson"As crianças não tinham quem as amasse"
 http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/315997_AS+CRIANCAS+NAO+TINHAM+QUEM+AS+AMASSE+

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Do ponto de vista do desenvolvimento global da criança, percebe-se que as relações afetivas entre mãe e bebê ganharam destaque e existem vários autores que se dedicaram ao estudo da relação mãe-bebê. As primeiras pesquisas que visavam compreender de forma mais profunda o binômio mãe-filho tiveram origem após o término da Segunda Guerra Mundial. Nesse momento, as crianças órfãs, ou as abandonadas pelas mães, foram usadas como objeto de estudo. Na época, verificou-se que a ausência materna provocava distúrbios em diversas áreas da vida da criança. Trabalhando em um orfanato perto dos Estados Unidos, Spitz (1958) observou que os bebês que eram alimentados e vestidos, mas quase não recebiam afeto, nem eram segurados no colo ou embalados, apresentavam uma síndrome que ele denominou de hospitalismo. Eles apresentavam dificuldades no seu desenvolvimento físico, tinham o rosto vazio de expressão, tinham insônia, faltava-lhes apetite, não ganhavam peso e, aos poucos, iam perdendo interesse por se relacionar, o que na maioria das vezes os levava ao óbito.

Assim se afirmou que a ausência das relações objetais, causada pela carência afetiva, detém o desenvolvimento em todos os setores da personalidade. Quando existe carência das relações objetais fica impossível a descarga de impulsos agressivos naturais, então o bebê volta a agressão para si mesmo, se negando a assimilar a comida, se tornando vítima da insônia. Mais tarde, estas crianças atacam a si próprios, dando cabeçadas contra a parede, arrancando tufos de cabelo, etc. Spitz descreveu o resultado da ausência dos pais e do afeto como fator determinante no desenvolvimento com prognóstico reservado.

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O "HOSPITALISMO" DE RENÉ SPITZ
https://sites.google.com/site/lacospsychelogos/vvv/psicopatologia/a-psicpatologia-e-os-autores---pagina-principal/rene-spitz---hospitalismo

EXPERIMENTO PITESTI
https://conspiratio3.blogspot.com/2020/02/experimento-de-pitesti.html

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A CENSURA É PIOR QUE A MENTIRA. A LIBERDADE DE EXPRESSÃO PERMITE QUESTIONAR, CONFRONTAR E DESMASCARAR A MENTIRA


Nunca antes, na história deste país, se teve tanto medo de se dizer a verdade.  Andrew Lobaczewski, no livro "PONEROLOGIA: PSICOPATAS NO PODER", escreve que a ideologia é um de cavalo-de-Tróia para conduzir a elite psicopática para dentro da comunidade que ela pretende dominar. Ele demonstra um simples fato: o comunismo não sobrevive num ambiente honesto! Num ambiente de livre troca de opiniões e busca da verdade! Verdades e questinamentos em circulação abalam a credibilidade do dogma e do discurso único, indispensável à dominação esquerdista. O que para nós é alimento, para o comunismo é veneno: a verdade e a livre expressão matam o comunismo. 

Só a sociedade que tem a verdade como critério fundamental suporta a diversidade e a liberdade de expressão. Ela precisa disso para descobrir e construir o conhecimento. Não é o que acontece num totalitarismo.

"Quem quer que tente destruir a unidade do estado socialista, quem quer que procure a separação de qualquer de suas partes ou nacionalidades - esse homem é um inimigo, um inimigo jurado dos povos da URSS. E destruiremos cada um desses inimigos, mesmo se ele for um velho bolchevique;destruiremos todos os seus parentes, sua família. Destruiremos implacavelmente quem quer que, por seus atos e pensamentos - sim, seus pensamentos - ameace a UNIDADE do estado socialista." 
(Discurso interno de Stálin citado no livro "O Diabo na História")



O que o senhor tem a esconder? - CARTA AO LEITOR
REVISTA VEJA
É diretamente proporcional a relação entre ser contra a liberdade de expressão e ter um prontuário pessoal e político de coisas erradas a esconder. O exemplo mais recente e completo desse fato é o deputado federal André Vargas, do PT do Paraná, que vinha sendo a vanguarda do atraso na obsessão de submeter a imprensa brasileira à censura oficial sob o eufemismo de "controle social da mídia". Pois não é que o deputado Vargas tem um prontuário de malfeitorias? Um prontuário que vem sendo enriquecido a cada dia com revelações tão ruinosas que só mesmo em um país com imprensa sob censura ele teria alguma chance de sobreviver politicamente. Vargas é a prova viva de que a gana dos radicais em censurar a imprensa tem apenas um verniz ideológico. O objetivo mesmo é poder avançar sobre os cofres públicos sem testemunhas, longe dos olhos e dos ouvidos da nação. É poder associar-se com doleiros, lobistas e empreiteiros corruptos sem se preocupar em ver seus crimes apurados por repórteres e estampados nas páginas das revistas, dos jornais e nos noticiários de televisão. É por isso que esse pessoal defende a volta da censura.

Uma reportagem desta edição de VEJA revela com exclusividade diálogos de André Vargas, que é vice-presidente da Câmara dos Deputados, com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal em uma recente operação contra a lavagem de dinheiro. O petista e o doleiro combinam um golpe no Ministério da Saúde. A certa altura da conversa, o doleiro dá uma pista ao deputado do que sobraria para eles depois do ataque ao cofre do Ministério da Saúde. São planos de desviar para o bolso dinheiro que poderia ser usado para salvar vidas de doentes nos decrépitos hospitais públicos brasileiros. Para encurtar a conversa. o doleiro diz ao petista: "Acredite em mim. Você vai ver o quanto isso vai valer... Tua independência financeira e nossa também, é claro..."

A reportagem de VEJA mostra que o deputado, por não ter ainda conseguido implantar a censura à imprensa no Brasil, teve de recorrer à chantagem na tentativa de evitar que seus crimes viessem a público. Um enviado de Vargas procurou o doleiro preso pela Polícia Federal com o objetivo de comprar seu silêncio. Ao mesmo tempo, anda espalhando na Câmara que, se ele cair, levará "gente de cima junto". Para quem não se lembra, Vargas é aquele senhor bem nutrido, sempre suarento, de óculos de lentes grossas, que disse estar com "vontade de dar uma cotovelada" em Joaquim Barbosa, ministro do STF, quando ele visitou a Câmara. Por essas e por outras, sempre que algum desses radicais vier com a proposta de cercear a liberdade de expressão, a pergunta certa a fazer a ele é: "Mas o que é mesmo que o senhor tem a esconder?"

http://avaranda.blogspot.com.br/2014/04/o-que-o-senhor-tem-esconder-carta-ao.html  

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Václav Havel tem muito a nos dizer sobre uma sociedade sem liberdade e sem verdade:

TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html



O comunismo não sobrevive à liberdade de expressão porque mentiras em circulação não sobrevivem às verdades em circulação. O senso de verdade funciona como o sistema imunológico da sociedade e também do indivíduo. Ao adotar a crença relativista, por exemplo, você inadvertidamente desativa seu sistema imunológico psíquico e se expõe à depressão e a outros distúrbios. Ignorando a importância da verdade, você perde os critérios para a triagem e organização do que entra em sua mente e acaba engolindo todo o tipo de sugestão nociva e autodestrutiva. 




O PERIGO DA CENSURA É MAIOR QUE O DA MENTIRA. PODEMOS DESMASCARAR A MENTIRA CONFRONTANDO INFORMAÇÕES

Agora já não basta a propaganda e a mentira repetida mil vezes para convencer a maioria. Porque existe a Internet, as pessoas se comunicam diretamente, trocam informações, somam, comparam, confrontam. É um processo natural, mas acelerado N vezes pela tecnologia. O resultado dessa intensa acareação, o que antes levava anos vem em horas, dias, semanas, cada vez mais rápido. E o que vai emergindo do agitar da peneira é a verdade, ou as hipóteses mais prováveis para ser investigadas, e uma noção do quadro geral. Um mapa.

Por isso, para manipular a opinião pública, não basta apenas lançar desinformação para circular na rede, é preciso também suprimir verdades, censurar a livre expressão. É preciso surrupiar peças do jogo. 



Se vc está montando um quebra-cabeça, as peças falsas (mentiras) acabam sendo descartadas porque não se encaixam. Mas se faltarem peças (censura), vc pode não conseguir nem sequer uma noção do quadro geral. E é o que está prestes a acontecer com a imposição do marco civil e outras formas disfarçadas de censura.

A guerra cultural, os ataques que o movimento revolucionário vem desferindo contra a civilização, o avanço dos sistemas totalitários têm sido bem sucedidos por causa do secretismo, da ocultação e de medidas que garantem nossa ignorância sobre eles. A Internet livre tem condições de desvendar essa conspiração e revelar a verdadeira face dos psicopatas no poder, graças ao contato entre pessoas. 

Manifeste-se enquanto ainda pode.

A depuração das informações, acelerada pela Internet, é uma atividade natural da mente humana. Repare na reação da sua mente numa noite em que vc está só e ouve um barulho inesperado. Automaticamente ela cria hipóteses e as seleciona, cruzando-as com outras e com as certezas sobre o entorno.  Até os bebês fazem isso (veja o artigo abaixo). Do msmeo jteio que vcoê faz praa ler etsa fasre cosnfua. Aratévs de tnetavtias, heipeósts e csnucloão. Este mesmo fenômeno está se repetindo diante de todos na Internet. Estamos conseguindo fazer emergir aos poucos um certo conhecimento, temos agora um esboço do quadro geral. Sabemos, por exemplo, que somos uma maioria adormecida diante do grande perigo totalitário. Que o alarme já soou para alguns e estes tentam acordar os outros, e que tudo depende disto. A vida das pessoas muda depois disso.



Como já disse alguém, o bisturi na mão de um médico é um instrumento de cura, mas o mesmo bisturi na mão de um criminoso é uma arma perigosa, embora este possa tecer elogios ao instrumento de cura e silenciar a respeito da arma! Não basta entender de informática, Internet, mercado, É PRECISO SABER O QUE É O PT para decidir sobre a questão do Marco Civil! Gente, por que tenho que dizer o óbvio?

O controle da circulação de informações pode trazer consequências das mais nefastas que já apareceram na face da Terra. A supressão de informações e a censura são mais destrutivas para a construção do conhecimento e o acesso à verdade do que a propaganda e a mentira, embora costumem andar juntas, mentira e censura. Com a supressão de opiniões divergentes, a mentira circula livremente, sem obstáculos. 




O governo tem todo o poder para nos engambelar, exceto por umas poucas vozes dissidentes que se chocam com a versão oficial. Por que essas vozes falam tão alto para nós? Porque elas são somadas aos fatos, são elas e a nossa experiência, são elas e nossa intuição a se confirmarem mutuamente. Isso realmente põe em risco a propaganda comunista: num longo prazo, sua sobrevivência depende da censura, pois as verdades à solta funcionam como anticorpos que abatem mentiras pelo confronto. 

"Poder e autoridade são coisas bastante distintas. O poder é imposto coercitivamente, a autoridade é exercida dentro da liberdade. Alguém que possui poder sem ter autoridade constantemente corre o risco de ser deposto pelos próprios subordinados; ao passo que aquele que tem autoridade move multidões e conduz à verdade, mesmo que esteja sozinho. Por isso, aqueles que se baseiam numa pseudo-autoridade para perpetuar suas mentiras precisam criar uma aparência de unanimidade. E, quando isso não é possível, começam a calar todos aqueles cuja autoridade se baseia única e exclusivamente na verdade. Esta homilia foi feita pelo Padre Paulo Ricardo no dia 18 de novembro de 2022 (Memória da Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo), durante Missa na Paróquia Cristo Rei, de Várzea Grande (MT)." https://conspiratio3.blogspot.com/2022/11/padre-paulo-ricardo-mentira-precisa-da.html



A guerra cultural, o politicamente correto, a distorção da linguagem estão tornando cada vez mais difícil dizer a verdade, formular com clareza, em pensamento e palavras, o que se percebe. Por isso, agora, mais que antes, é preciso prestar muita atenção ao sentir, à intuição, porque eles ainda contém aquelas referências ORIGINAIS que parecem falseadas e perdidas. 






MENTIRA E PROPAGANDA ENGANOSA  SÓ FUNCIONAM COM CENSURA. Quando imagem e propaganda importam mais que fatos e atitudes, cria-se a necessidade de controlar a opinião. A palavra se torna arma e a censura é o desarmamento. Abaixo, um comentário de Olavo de Carvalho sobre o poder da palavra numa sociedade politicamente correta, ou seja, que despreza os fatos:

"A América chegou ao ponto em que uma piadinha de mau gosto pode destruir a carreira de um político, mas recrutar mulheres para ser estupradas e depois intimidá-las para que não denunciem o estuprador pode levar alguém à Presidência da República.  A América tornou-se uma sociedade infantilizada, onde as pessoas escolhem seus candidatos pela cor, pelo sexo e pelo critério do quanto mais filho da puta melhor.
Mas não se preocupem. Não é nada que um bom pulsinho eletromagnético, levando todo mundo à mais completa miséria em cinco minutos, não possa corrigir.  Afinal, as pessoas já estão cansadas de destruir a América aos poucos. Estão implorando para a Rússia terminar o serviço rapidinho
."

https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/712604088891668

O "CRIME" DAS PALAVRAS ESTÁ APAGANDO O CRIME REAL - O senso das proporções já era...
Paulo Eneas responde a um comentário de O ANTAGONISTA 
 


 *** 

O movimento comunista conquistou adeptos e destruiu inimigos usando a ISCA dos direitos dos trabalhadores. Além  desta, já utilizou outras, como a ética na política, que lhe abriu terreno para acusações nas CPIs, os dossiês para derrubar reputações e, agora, A ISCA DO POLITICAMENTE CORRETO criam as leis para calar e criminalizar internautas. É o mesmo esquema ardiloso: mobilizar a força ignorante das massas e a opinião pública a seu favor, e legitimar o uso do poder repressor do Estado. Essa é a democracia deles.  Atentem: é sempre um bem ilusório que oculta um MAL REAL. É essa a metodologia comunista para roubar direitos e corromper a alma. Seu poder é extraído desse discurso. Mas, se vc não se contentar com palavras, poderá perceber que atos, fatos e resultados desmentem a propaganda enganosa. Esta é uma diferença entre esquerda e direita: a esquerda precisa controlar a informação.

***

QUANTO MAIS SE DEPENDE DA APARÊNCIA, DA PROPAGANDA E DA MENTIRA, MAIS SE PRECISA DA CENSURA. Uma sociedade esquerdizada não busca a verdade dos fatos, mas se contenta com sugestões e palavras de ordem, é mais suscetível às manipulações pela mídia e autoridades. Mas o povo da Internet é justamente aquele que já não se enquadra aí, está aprendendo a somar 2+2 até ter um resultado coerente e palpável.




APURAR BOATOS, OPINIÕES, FAZ PARTE DA BUSCA DA VERDADE -  
A verdade não vem pronta: primeiro ela é rastreada, confrontada, construída e descoberta através da apuração de boatos, opiniões, suspeitas, fatos dispersos. Como a Imprensa, os estudiosos e o governo hoje já não têm interesse nisso, essa função passou para nós, internautas.  Milhares, talvez milhões de pessoas conversam na Internet e aceleram esse processo natural, que levava anos e podia ser engolido pelo tempo quando era de boca em boca... Por isso a cybercensura é tão danosa, ela bloqueia este processo com o pretexto de que só a verdade pode ser veiculada. É o mesmo que declarar que só a conclusão final é legal, e então criminalizar a atividade que resulta nela. Por isso digo que aqui nada é para ser acreditado e tudo é para ser investigado. 

O comunismo só pode existir mentindo, e a mentira tem pernas longas com a CENSURA. Se as pessoas puderem conversar livremente, a verdade vem à tona e o mentirismo (comunismo) sucumbe. É o que estamos vendo acontecer na Internet: a sociedade num movimento incessante de  buscar, trocar e apurar informações. A verdade é veneno para o comunismo, pois ele depende de ignorância e enganação: quanto mais gente sabe, menos apoio ele tem.

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Neste post, em constante atualização, estou coletando as informações para expor uma idéia que precisa ser investigada. Não sou a pessoa mais indicada para isso, mas os que sabem, podem e devem fazer alguma coisa estão calados, inertes e parecem não se abalar com o princípio totalitário da censura para o controle das informações. 




"A internet e as agências de notícias facilitaram muito o trabalho tradicional do repórter, modificaram-no de forma profunda, não necessariamente para o mal, como alguns sustentam. O jornalista tem agora uma tarefa mais árdua, mas mais estimulante: reunir as peças de um quebra-cabeças que estão espalhadas à vista de todos. Tudo está à mão, mas nem tudo é inteligível. Às vezes certas partes escapam; em outras não é possível relacionar certos fatos. É isso: o repórter agora não é instado a encontrar a informação em primeira mão, mas sobretudo a reelaborá-la, a explicá-la." Roberto Saviano http://www.robertosaviano.it/rassegna/autor-de-gomorra-roberto-saviano-comenta-ligacoes-entre-mafia-italiana-e-brasil/
 http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2012/10/1173715-autor-de-gomorra-roberto-saviano-comenta-ligacoes-entre-mafia-italiana-e-brasil.shtml 


A MENTIRA ESQUERDISTA PRETENDE ELIMINAR A DIFERENÇA ENTRE VERDADE E MENTIRA - OLAVO DE CARVALHO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2016/09/a-mentira-esquerdista-pretende-eliminar.html

A INTERNET NÃO ESTAVA NOS PLANOS GLOBALISTAS - ÍTALO LORENZON  
https://youtu.be/3e59pudMVqg

MENTIRA DÁ CERTO COM CENSURA.
https://youtu.be/cp0u61AZTQ8

A MENTIRA COMO MÉTODO - FERREIRA GULLAR
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/09/a-mentira-como-metodo-ferreira-gullar.html  

ADÉLIA PRADO EXPÕE A DITADURA VELADA E O MEDO DE FALAR http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/07/e-uma-ditadura-disfarcada-diz-adelia.html 

O DESEJO DE CONHECER
http://www.olavodecarvalho.org/semana/110110dc.html  

O PODER DE CONHECER - OLAVO DE CARVALHO  https://conspiratio3.blogspot.com/2013/09/o-poder-de-conhecer-olavo-de-carvalho.html

DOIS AMEAÇADOS PELO MARCO CIVIL? http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/04/marco-civil-uma-afronta-nacao.html

ORÇAMENTO PARA GUERRA VIRTUAL DO PT http://www.folhapolitica.org/2014/01/orcamento-para-guerra-virtual-do-pt-de.html

VÍDEO CENSURADO DO CANAL DO OTÁRIO http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/06/video-censurado-do-canal-do-otario-o.html

Meios de transformação social (parte 2): Norbert Weiner e a matemática do caos https://conspiratio3.blogspot.com/p/matematica-da-desinformacao-norbert.html

http://cristianderosa.wordpress.com/2014/07/09/meios-de-transformacao-social-segunda-parte-norbert-weiner-e-a-matematica-do-caos/

Desinformação comunista e controle da informação http://youtu.be/Wy3gcq_d3G0

"Por isso a liberdade de expressão é tão importante. Sem ela, o conhecimento não caminha como deveria caminhar, a humanidade não evolui como deveria evoluir."

"Porque, se não fosse a capacidade de se comunicar claramente, a humanidade jamais evoluiria, jamais transmitiria para as futuras gerações as lições de toda uma vida, as frutas que melhor matavam a fome, as plantas que findavam em envenenamento, as orações que mais traziam paz de espírito, as trilhas mais seguras, as práticas mais saudáveis, o acúmulo de conhecimento que permite à ciência dar sempre um passo adiante." https://web.archive.org/web/20160810160027/http://www.implicante.org/noticias/colunas/marlos-apyus/ou-a-direita-da-mais-atencao-a-comunicacao-ou-nao-tardarara-a-sumir-novamente/





COMO OS BEBES PENSAM

 "O que os bebês sabem e os adultos desconhecem - Crianças desvendam o  mundo da mesma forma que cientistas. Fazem experimentos, analisam estatísticas e estabelecem teorias". O processo de aprendizagem do cérebro e da ciência são, praticamente, os mesmos: Observação, Experiência, Análise e Teoria. Um artigo muito "feliz" por sinal.
http://mscmarcelosilva.blogspot.com.br/2010/07/aprendendo-com-os-bebes.html

"Nas últimas 3 décadas, cientistas descobriram que bebês sabem bem mais do que podemos imaginar. Além disso, estudos sugerem que os pequenos desvendam o mundo de modo muito semelhante ao dos cientistas: por meio de experimento, de análises estatísticas e formação de teorias intuitivas no ãmbito do mundo físico, biológico e psicológico. É sobre isso que trata o artigo "O QUE OS BEBES SABEM E OS ADULTOS DESCONHECEM", da psicóloga e filósofa Alison Gopnik". 

Vários estudos demonstram que, já em idade pré-escolar, as crianças são capazes de tirar conclusões com base em métodos estatísticos e por meio de observações e experimentação individual
http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,criancas-aprendem-e-pensam-como-cientistas,938414

E recentemente houve uma revolução em nossa compreensão de aprendizagem de máquinas. E tudo isso depende das ideias desse cara, o Reverendo Thomas Bayes, que era um matemático estatístico no século 18. E o que Bayes fez essencialmente foi fornecer um modo matemático usando a teoria da probabilidade de caracterizar e descrever, a maneira como os cientistas descobrem o mundo. Então o que os cientistas fazem é ter uma hipótese que acham que pode funcionar para começar. Eles saem por aí e testam-na contra a evidência. A evidência os faz mudar a hipótese. Então eles testam essa nova hipótese e assim por diante. E o que Bayes mostrou foi um modo matemático para fazer isso. E a matemática está no coração da melhor máquina de aprendizagem que temos agora. E há cerca de 10 anos, eu sugeri que os bebês podiam estar fazendo a mesma coisa.
https://www.ted.com/talks/alison_gopnik_what_do_babies_think/transcript?language=pt-br





O CONHECIMENTO PRECEDIDO DE OPINIÕES, HIPÓTESES E TESTES
 
EXPERTS EM ESTATÍSTICA
No decorrer da última década, pesquisadores começaram a entender muito mais como bebês e crianças pequenas são capazes de aprender com tanta rapidez e perspicácia. Em particular, descobrimos que têm uma extraordinária habilidade de assimilação de padrões estatísticos.  Os pesquisadores Jenny R. Saffran, Richard N. Aslin e Elissa L. Newport, todos então da Universidade de Rochester, demonstraram essa capacidade pela primeira vez em estudos sobre os padrões de sons da linguagem. Eles tocaram sequências silábicas com regularidades estatísticas para alguns bebês de 8 meses. Por exemplo, "bi" podia seguir a sílaba "ro" apenas 30% das vezes, enquanto "da" sempre ocorria na sequência de "bi". Em seguida, tocaram novas séries de sons que podiam ou não seguir esse padrão. Os bebês prestaram atenção mais demoradamente às sequências estatisticamente incomuns. Estudos mais recentes mostram que bebês conseguem detectar padrões estatísticos de tons musicais e cenas visuais, bem como padrões gramaticais mais abstratos. São até capazes de compreender a relação entre uma amostra estatística e população.  

Detectar padrões estatísticos é apenas o primeiro passo na descoberta científica. Mais impressionante ainda é que, assim como cientistas, as crianças usam esses dados para tirar conclusões sobre o mundo. Em uma variante do estudo com bolas de pingue-pongue, envolvendo bebês de 1 ano e 8 meses, foram utilizados sapos verdes e patos amarelos. A pesquisadora tirava cinco brinquedos da caixa e em seguida pedia a uma das crianças que lhe desse um bichinho igual aos que estavam sobre a mesa. Os pequenos voluntários se envolveram plenamente na brincadeira e não demonstraram espontaneamente nenhuma preferência de cor quando a experimentadora retirava mais sapos verdes da caixa de brinquedos onde a maioria era verde. Mas lhe davam especificamente um pato amarelo quando ela retirava mais patos da caixa. As crianças concluíram que sua seleção estatisticamente improvável significava que ela não agia de forma aleatória, mas simplesmente devia preferir patos. 

Em meu laboratório temos investigado como crianças pequenas utilizam evidências estatísticas e experimentações para descobrir causas e efeitos e concluímos que sua maneira de pensar está longe de ser "pré-causal". Nós lhes mostramos um aparelho que chamamos de detector blicket, uma máquina que acende uma luz e toca música quando você deposita certas coisas nela, mas não outras. Com ela, podemos fornecer às crianças padrões de evidências sobre o detector e observar suas conclusões causais. Quais são os objetos do blicket? Em um trabalho com a mestre em estatística e doutora em psicologia cognitiva Tamar Kushnir, diretora do Laboratório de Cognição na Primeira Infância da Universidade Cornell, descobrimos que crianças em idade pré-escolar sabiam aplicar probabilidades para aprender como a máquina funciona. Colocamos várias vezes um de dois blocos sobre o aparelho, e a luz acendia duas em cada três vezes para o cubo amarelo, mas apenas duas em cada seis vezes para o azul. Então demos os blocos às crianças e pedimos que "acendessem a máquina". Embora ainda incapazes de somar ou subtrair, elas escolheram de forma correta quando balançamos o bloco de alta probabilidade sobre o equipamento, ativando-o, mas sem tocá-lo. Embora pensassem que esse tipo de "ação a distância" fosse improvável no início do experimento (nós perguntamos sobre isso), meninos e meninas sabiam como empregar a probabilidade para descobrir fatos inéditos e surpreendentes a respeito do mundo. 

Outro estudo de Laura Schulz envolveu um brinquedo com duas alavancas que faziam aparecer um pato e um fantoche. A um grupo de pré-escolares foi mostrado que o pato surgia quando se pressionava uma alavanca, e o fantoche, ao apertar a outra. O segundo grupo viu que, ao acionar as duas alavancas simultaneamente, os dois brinquedos despontavam, mas as crianças desse grupo nunca tiveram uma chance de ver o que as alavancas faziam separadamente. Em seguida, a pesquisadora fez com que as crianças brincassem com a engenhosa. As do primeiro grupo se entretiveram muito menos que as do segundo. já sabiam como ela funcionava e estavam menos interessadas em investigá-la. A segunda turma deparou com um mistério, brincou espontaneamente com o aparelho e logo descobriu qual alavanca fazia o quê. Esses estudos sugerem que, quando crianças brincam voluntariamente, deixando-se envolver livremente, exploram também causas e efeitos e fazem experimentos — o modo mais eficaz de descobrir como funciona o mundo. 

Obviamente, crianças não fazem experiências nem analisam estatísticas do modo intencional e consciente como cientistas adultos. Entretanto, o cérebro infantil deve estar processando informações inconscientemente de uma maneira que se iguala aos métodos de descobertas científicas. Embora depois da descoberta da elasticidade neural a ideia de que o cérebro funcione como uma máquina tenha se tornado controversa — e, sob muitos aspectos, simplista —, podemos tomar aqui, com ressalvas, a liberdade de compará-lo a um tipo de computador desenvolvido pela evolução e programado por experiência. Cientistas de computação e filósofos começaram a aplicar ideias matemáticas sobre probabilidade para compreender as potentes habilidades de aprendizagem de cientistas — e crianças. Uma nova abordagem para desenvolver programas de computador para aprendizado mecanizado utiliza os chamados modelos probabilísticos, conhecidos também como modelos bayesianos ou redes de Bayes. O programa pode solucionar complexos problemas de expressões genéticas ou ajudar a entender mudanças climáticas. Essa abordagem também levou a novos conceitos sobre como os computadores cerebrais infantis poderiam funcionar. Os modelos probabilísticos combinam duas ideias básicas. Primeiro, aplicam a matemática para descrever as possíveis explicações que as crianças têm para coisas, pessoas ou palavras. Por exemplo, podemos representar o conhecimento causal de uma criança como um mapa das relações causais entre acontecimentos. Para reproduzir essa hipótese, uma seta poderia apontar, por exemplo, "pressione a alavanca azul" para "pato aparece".  

Segundo, os programas sistematicamente vinculam as hipóteses à probabilidade de diferentes padrões de acontecimentos — como os modelos que emergem de experimentos e análises estatísticas na ciência. Suposições que se adéquam melhor aos dados tornam-se mais prováveis. Tenho argumentado que o cérebro infantil também poderia relacionar hipóteses sobre o mundo a padrões de probabilidade. Crianças raciocinam de maneira complexa e sutil, que não pode ser explicada através de simples regras ou associações.

Em pesquisa recente, meu grupo constatou que crianças pequenas que pensam estar sendo instruídas modificam suas análises estatísticas e, consequentemente, podem tornar-se
menos criativas. Nesse caso, a experimentadora mostrou a meninos e meninas de 4 anos que tocava música se elas executassem a sequência correta de ações nele, como puxar uma alça e depois apertar uma lâmpada. A pesquisadora disse a algumas das crianças "não sei como esse brinquedo funciona - vamos descobrir".  E começou a experimentar diante delas várias ações sequenciais longas, algumas das quais terminavam com a sequência curta e produziam música, outras não. Ao pedir às crianças que fizessem o brinquedo funcionar, muitas delas tentaram a série curta e correta, omitindo de forma astuta, movimentos que provavelmente eram supérfluos com base nas estatísticas do que haviam observado. A outro grupo de crianças, a experimentadora disse que ensinaria como o brinquedo funcionava ao lhes mostrar as sequências  que produziam música e as que não o faziam, e ela manuseou o equipamento de acordo com isso. Ao serem solicitadas a fazer o brinquedo funcionar, essas crianças nunca tentaram um atalho de ações. Em vez disso elas imitaram exatamente toda a sequencia mostrada. Elas estariam ignorando as estatísticas do que viram? Talvez não. O comportamento delas é descrito por um modelo bayesiano, em que se espera que o "professor" escolha as sequências mais instrutivas.  
REVISTA MENTE CÉREBRO - 281 



HEGEMONIA

"Por outro lado, a discriminação ideológica nos sistemas comunistas tem a finalidade de proibir outras idéias e de impor as suas. São duas surpreendentes formas de tirania inacreditável, total. O pensamento é a mais criadora das forças: descobre o que é novo. O homem não pode viver nem produzir se não pensar e meditar. Mesmo que possam negá-lo, os comunistas são forçados a aceitar, na prática, esta verdade. Por isso, procuram tornar impossível o predomínio de outro pensamento que não seja o deles.  O homem pode renunciar a muitas coisas, mas tem necessidade de pensar e comunicar seus pensamentos. É um sofrimento profundo ser compelido a silenciar quando se tem necessidade de expressão. OBRIGAR O HOMEM A NÃO PENSAR, A EXPRESSAR PENSAMENTOS QUE NÃO SÃO OS SEUS, É A PIOR FORMA DE TIRANIA.  A limitação da liberdade de pensamento não constitui apenas um ataque a direitos sociais e políticos específicos, mas também ao próprio ser humano como tal." Milovan Djilas – “A Nova Classe”
 
OLAVO DE CARVALHO ·A coisa mais difícil e arriscada, na vida intelectual, é apreender um sistema, uma ordem, uma rede de conexões por trás de dados fragmentários e inconexos. No mínimo é preciso experimentar muitas hipóteses contraditórias até encontrar a que seja menos inviável, e essas hipóteses só acabam se revelando bastante tempo depois dos fatos transcorridos, quando várias tentativas já falharam (as famosas "opiniões dos sábios", que segundo Aristóteles são o começo de toda investigação). Mas, no Brasil, as coisas mal acabam de acontecer e já aparecem mil espertinhos desvendando as conexões mais espetaculares por trás de tudo, sem nem mesmo cogitar de outras hipóteses possíveis. É o método Veadasco de historiografia.
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ROGER SCRUTON - Liberdade de expressão e universidades

"Quando Mill emitiu sua famosa defesa de opinião livre, em "On Liberty", 1869, era amplamente aceito que a livre expressão de pontos de vista divergentes é importante em todas as áreas de investigação, e não  apenas nas ciências naturais. Para citar as palavras agora famosas de Mill:

"O mal peculiar de silenciar a expressão de uma opinião é que   está roubando a raça humana; a posteridade, bem como a geração existente; aqueles que discordam da opinião, ainda mais do que aqueles que a defendem. Se a opinião está certa, eles são privados da oportunidade de mudar do erro para a verdade: se errada, eles perdem, o que é um benefício quase tão grande, a percepção mais clara e impressão mais viva da verdade, produzida por sua colisão com erro.""

Free Speech and Universities - Roger Scruton

WhenMill issued his famous defence of free opinion, in On Liberty, 1869, it was widely accepted that the free expression of dissenting views is important in all areas of enquiry, and not just in the natural sciences. To quote Mill’s now famous words:

"The peculiar evil of silencing the expression of an opinion is, that it is robbing the human race; posterity as well as the existing generation; those who dissent from the opinion, still more than those who hold it. If the opinion is right, they are deprived of the opportunity of exchanging error for truth: if wrong, they lose, what is almost as great a benefit, the clearer perception and livelier impression of truth, produced by its collision with error."  https://www.roger-scruton.com/images/Free_Speech_and_Universities_2.pdf