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segunda-feira, 20 de abril de 2026

OLAVO DE CARVALHO - O NOVO MUNDO TOTALITÁRIO IMPOSTO GRADUALMENTE - MANIPULAÇÃO PELO POLITICAMENTE CORRETO

 

 

OLAVO DE CARVALHO - É uma sociedade de uma intimidação psicológica geral, uma espécie de chantagem geral, não na base de uma ameaça, alguma ameaça efetiva, mas na base do ah, "nós não vamos gostar mais de você". E se não gostar de você, meu filho, você não vai subir na profissão, né? O cara do Banco da Esquina não vai te dar crédito para você comprar seu automóvel novo e assim por diante você tá ferrado, né? Quer dizer, a desaprovação não é só psicológica, ela se traduz em atos a longo prazo, não é isto? Então, este tipo de criatura, vamos dizer plástica, adaptável, dócil, né, e muito fraca, mas que quando somada em coletividades muito grande se torna perigosa. Este, este é o tipo que aumentado e aprofundado foi adotado como norma para a nova ordem mundial. 

Dos traços de personalidade que são fomentados, o que é mais fomentado é a rápida adaptação a novos moldes de julgamento e conduta. Tão, logo adotada nova norma por uma elite que determina que agora tem que ser assim, né? Isso se espalha imediatamente pela mídia, porque houve uma concentração enorme dos meios de comunicação. Foram todos comprados por meia dúzia de sujeito, então você tem todos os jornais, de repente se tornaram iguais e os canais de televisão também se tornaram iguais, né? E aquele que for diferente, então automaticamente fica com ar de coisa maluca, né? Então a velocidade a adaptação a estas mudanças culturais é considerado um traço importantíssimo, imprescindível. Ou seja, a total falta de caráter é o requisito fundamental para o bom cidadão da nova ordem mundial. Então se disseram para ele: "Olha, agora você não pode mais designar, por exemplo, o ser humano como man". Você tem que dizer man and woman. Ora, você aqui essas espécies animais inteiras são designadas por um dos seus membros, que simbolicamente simboliza todos os outros, Você fala a baleia, você não fala a baleia e o baleio, né? Você fala o elefante, você não fala o elefante e a elefanta. E a mesma coisa aplicava para o ser humano, que é uma espécie animal, entre outras. Então, no caso, você fala as hienas e não as hienas e os hienos. Então, quando você designa uma espécie, quando você fala o leão, você fala o leão e não fala o leão e a leoa, no caso do ser humano, o que designa é, vamos dizer, o o o membro da espécie masculina, homem. Isso quase universalmente, mas de repente isso foi considerado uma gravíssima falta de educação. 

Ora, digo, um hábito milenar não pode ser uma falta de educação, porque esse hábito milenar foi incorporado por inúmeras civilizações, inúmeras literaturas e aquilo que é de uso geral durante milênios, quem pode dizer que é uma falta de educação, não é isso? Você precisa então quebrar com o hábito milenar e criar uma nova norma do nada. Que você tente fazer isso. Digo, bom, todos nós temos o direito de tentar fazer com que os nossos julgamentos e os nossos critérios se sobreponham à norma vigente e podemos então fazer propaganda daquilo, lutar por aquilo. Mas geralmente este processo de transformação leva séculos. Você quer introduzir, vamos dizer, um novo hábito, bom, você vai lutando por aquilo, aquilo se dissemina e gradativamente a sociedade se adapta à aquilo. Hoje em dia, com a concentração dos meios de comunicação, o que o pessoal faz é que este processo seja instantâneo. Então, tão logo a elite decidiu que a norma é aquela, todo mundo tem que se adaptar imediatamente. E se você não se adapta, o processo de exclusão e de discriminação entra em funcionamento de maneira imediata,  automática, avaçaladora e irreversível. Então, significa o seguinte, qualquer que seja a nova norma adotada, você tem que se você tem que adotá-la do dia para a noite. E pior, tem que adotá-la com sinceridade do fundo do coração, porque se desconfiarem que você está apenas com grande boca para fora, vão denunciá-lo também como hipócrita. Então isso quer dizer o seguinte: você tem que ser sinceramente feminista, gaysista, abortista, quotista racial, etc, etc. E sobretudo, vamos dizer, a primeira dessas grandes modificações que foi adotada foi o antitabagismo. Então, a elite americana inteira, 20 anos atrás, todo mundo fumava. Você fumava nos tribunais, fumava nos hospitais, só não fumava na igreja durante o culto, não é isso? Eh, e também se eu não fumava na UTI, tá certo? Mas no hospital eu normalmente fumava, né? Eh, você pega, por exemplo, os filmes do julgamento Nuremberg, tá todo mundo lá fumando, né? Aqui tem o famoso filme do Julgamento Scopes, do que é homem da teoria da evolução. Tá todo mundo fumando, não é isso? de repente decretaram: É feio. As pessoas se adaptaram a isso, vamos dizer, com tal profundidade, que elas não concebem a hipótese de que aquilo que faziam antes seja normal. Virou anormal. Então, aqui basta o sujeito puxar um cigarro e imediatamente ele é mal visto por todo mundo. Veja, mensagens políticas ou culturais importantíssimas e válidas podem ser invalidadas instantaneamente porque o sujeito fumou um cigarro. E o incrível é a velocidade com que as pessoas se adaptam a isso. Elas se adaptam a isso e creem nisso como se tivessem crido naquilo sua vida inteira, como se fosse uma coisa que tá na Bíblia, não é isso? Então, vamos dizer, esse é um dos motivos pelos quais eu não aceito nenhuma conversa antitabagista perto de mim. Esse é o principal motivo. Fala: "Olha, eu não sou, eu não pertenço a esse tipo de personalidade e jamais pertencerei. Eu faço minhas próprias escolhas e eu abro o caminho para a minha própria vida. E eu não admito que ninguém queira mandar em mim acima, além de Deus, ninguém manda em mim. Eu já disse que assim, o público para o qual eu escrevo é Deus. Eu tô esperando o julgamento dele. Estou esperando que ele use os meus escritos como pretexto para me dar salvação no juízo final. É só este leitor que eu estou tentando agradar, não é isso? Então, isso quer dizer que qualquer conversa antitabagística para cima de mim, ela já é insultosa na base, porque a pessoa está supondo que eu também devo me adaptar a esta plasticidade de caráter que hoje se tornou norma. Olha, eu não mudo só porque as pessoas querem que eu mude. Eu não mudo só porque as pessoas olharam feio e disseram que não vão mais gostar de mim"(...) Olha, eu só tenho medo de uma coisa que vem depois da morte. Esse chama juízo final. Agora, a morte mesmo não significa nada, né? Então, quer dizer que eu não tenho a menor possibilidade de eu me adaptar a esta nova sociedade e virar uma criatura plástica que tão logo as pessoas criem uma nova norma e começam a me olhar feio. Se eu não cumpro, eu vou tremendo os alicerces dizer: "Ah, não, por favor, me amem". Tá certo? Eu não vou fazer isso, tá entendendo? Isso aí é uma palhaçada, tá? Então eu me permito continuar jogando as coisas tal como as joguei durante 50 anos. Eu acho que qualquer coisa que você fez durante 50 anos virou um um direito adquirido. É. 

(...) Então, olha, um conservador, que eu saiba, é um sujeito que respeita sobretudo a propriedade privada, não é isso? Então a propriedade privada é o seguinte: se o dono do lugar, que é um lugar privado, particular, admite que você fume lá dentro, muito bem, se ele não admite, você não pode fazer. Por exemplo, você entra dentro de um carro. De quem é o carro? É do fumante. Então ele admite que você fume. Ou fumante ou ou não fumante solidário. É. Agora o cara não fuma e não gosta de cigarro, então ele proíbe e você não pode falar nada porque o carro é dele. Então este princípio os conservadores em massa já haviam abdicado e não perceberam que é o abdicando disso é abdicar de tudo, tá certo? Então a longo prazo, estão condenados e não vão se levantar enquanto não aprenderem essas coisas, não é isso? 

Agora, o fato é que, vamos dizer, esta implantação da nova civilização, ela não é feita por propaganda ostensiva, ela é feita por mudança dos códigos. Hoje tudo é feito de maneira indiretamesmo a implantação de uma ditadura. Não é como Hitler, Mussolini que chega lá e diz: "Agora tá tudo proibido", né? Eh, não é assim mais. Você não muda o regime, você não muda o nome do regime, você muda a coisa, muda a sociedade inteira através de pequenos regulamentos administrativos cujos efeitos políticos não são evidentes à maioria de num primeiro momento, mas que somados resultam na criação de uma situação onde o estado se sobrepõe à sociedade. E onde ele determina tudo, tudo, tudo na sociedade sem que a sociedade possa se levantar contra ele. É curioso que, vamos dizer, a situação totalitarismo é definida por isto, quando o Estado é mais forte do que a sociedade, quando a sociedade não tem meios de se articular contra o Estado. Isto é o totalitarismo. Ora, isto é perfeitamente compatível com a existência de eleições. Então as pessoas dizem, por exemplo, que o Brasil é uma democracia porque tem eleições. Eu digo, tem eleições, meu filho, mas tente criar um partido de oposição. Leva 20 anos só para eles aceitarem ler o seu requerimento. E daí fazem tantas exigências, gente. Esse pessoal que tá tentando montar o partido federalista há 30 anos, pergunte para eles se é possível. Então, por outro lado, vamos dizer, uma resistência cultural é também quase impossível, porque todos os canais de ação cultural estão na mão do mesmo governante. Então, você tem uma situação que o Jacob Talmon chamava a democracia totalitária. Nesse grande livro, as origens da democracia totalitária. O conceito democracia totalitária é de Rousseau. A democracia totalitária já está em vigor, não neste ou naquele país, mas na quase totalidade deles. Aqui (EUA) está montada imperfeitamente. No Brasil está montada perfeitamente. Isso quer dizer que certas mudanças que aqui, por exemplo, dariam anos de conflito e de briga, no Brasil são implantadas da noite para o dia sem que ninguém possa dizer "A". Por exemplo, houve um plebiscito quanto à venda de armas, não é isso? E a proibição das armas foi derrotada no plebiscito, derrotada por 80%, né? No entanto, ela continua em vigor. Tente comprar uma arma para ver se é possível no Brasil. Como é que eles fazem isso? Eles fazem uma lei proibindo você de ter armas? Não. Eles simplesmente colocam, não, não são leis, são decretos administrativos, decisões administrativas, decisões de chefes de departamento. Criam um obstáculo aqui, outro ali, outro ali, outro ali. No fim fica impossível. É assim que se faz uma ditadura hoje. Então as pessoas entram dentro de uma ditadura e elas não ousam chamar de ditadura. Por quê? Porque tem eleições. Então, quer dizer, você ainda não tem a noção da democracia totalitária. Você não sabe nem que isso existe. Já está dentro dela e ainda pensa que é uma democracia normal. Quando a democracia totalitária é o tipo de regime mais ditatorial que pode existir, porque a pressão não é exercida sobre você diretamente pelo governo, mas por uma rede de canais de atuação social controlado pelo governo, que são muito diferente de um policial batendo na tua porta. É a população inteira em torno que te oprime. Então você não tem para onde correr. Isso já tá implantado no Brasil, né? aqui está sendo implantado rapidamente, né? 

Outra coisa, as mudanças nunca são mudanças estruturais repentinas, são por, vamos dizer, pontos específicos que vão sendo mudados. Então, por exemplo, ontem eu recebi um e-mail com a lista dos projetos de controle das entidades religiosas que estão sendo estão para ser votados no na Câmara de Deputados e Senado.  Então, um projeto proíbe isso, o outro proíbe aquilo, o outro proíbe isso, outro proíbe. Por exemplo, um projeto proíbe você fazer qualquer crítica. Você não pode dizer que o homossexualismo é pecado, você não pode dizer que sodomia é pecado, né? Você vai ter que dizer que Sodoma e Gomorra é um lugar maravilhoso, agradável a Deus, etc., né? Você não pode dizer, por exemplo, que bruxaria é ruim. Por exemplo, eu li no livro do Pierre Verger, né, que a cultura ioruba tem lá ritos para você derrubar, fazer cair o pênis do adversário. Você não gosta do sujeito, você faz lá um rito,  vai cair o peru do seu fulano. Tem outros ritos feitos pra pessoa morrer, tá certo? Então, digo, se esses ritos não funcionam, eles são charlatanismo. E se eles funcionam, eles são homicídio. Hum. Homicídio é agressão. Você não pode dizer isso, embora seja uma verdade óbvia. Por enquanto ainda pode, ainda não está proibido, tá certo? Mas as leis que proíbem isso já estão sendo viabilizadas. Tem uma outra lei que determina que as igrejas têm que pagar impostos sobre o dinheiro coletado. Ora, em primeiro lugar, isso é quase impossível, porque não se sabe da onde veio o dinheiro, né? Por exemplo, tem lá uma caixinha onde você põe o dinheiro quando sai da missa. Não tem nome, não tem nada. Eh, isso quer dizer que o dinheiro que você deu para uma obra que você considera santa e divina agora passa a ser do governo. Então, se o governo é, por exemplo, um governo comunista, você ao contribuir para a Igreja Católica, você está contribuindo para o Partido Comunista. Pelo código de direito canônico, um católico contribui para um partido comunista está automaticamente excomungado. Então estão pondo você numa situação de excomunhão automática. Basta isso para você liquidar a igreja. Por exemplo, o Frei Beto diz que é um sujeito tão bom, uma alma tão caridosa, que ele usou da sua influência em Cuba para convencer o Fidel Castro a permitir que os católicos se inscrevessem no Partido Comunista. Olha como ele é bom. Só que quando se inscreve no Partido Comunista, tá automaticamente comungado. Então ele concedeu a todos os católicos de Cuba o direito à excomunhão. É assim que se faz as coisas. É por pequenas modificações. As modificações que vêm no ensino e no jornalismo, então são uma coisa monstruosa. Só que se você nasceu no meio desse processo, você não sabe como era antes. Você não sente a diferença. Só se você estudar a história e se você obtiver o recuo intelectual necessário para ver isso. Criar a possibilidade desse recuo é o que eu estou tentando aqui. 

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 NEM ECONOMIA LIBERAL NEM MORAL JUDAICO-CRISTÃ - "Não pode ter nem economia liberal... Por quê? Porque isso aí corroeria, vamos dizer, tornaria vulnerável de novo o poder do establishment, ele estaria novamente à mercê da economia de mercado em vez de controlá-la. E também não pode ter a moral judaico cristã porque se você tem uma moral estabelecida de ordem tradicional, então o povo se comporta de acordo com aquela moral. E você, para dirigir o curso dos acontecimentos históricos é preciso que você invente a moral. Para você mudar a conduta das pessoas, você tem que ter os meios de em poucos anos trocar os valores morais delas de modo que elas aceitem aquilo que antes consideravam inaceitável." Olavo de Carvalho 

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"As novas técnicas não têm nada a ver com retórica e propaganda. Baseiam-se inteiramente nas chamadas “ciências da gestão”: engenharia social, marketing, gerenciamento, psicologia comportamental, programação neurolinguística, Storytelling, Social Learning e Reality Building.
Um dos efeitos mais diretos da aplicação dessas técnicas em escala de massas é a disseminação epidêmica de um estado crônico de “dissonância cognitiva”, um quadro mental descrito pioneiramente por Leon Festinger em 1957. Dissonância cognitiva é conflito entre as crenças e a conduta.
Dissonâncias cognitivas temporárias são normais e até desejáveis no desenvolvimento humano. Quando o quadro se torna crônico, rompe-se a unidade da consciência moral e o indivíduo tem de buscar fora dele mesmo, na aprovação grupal ou na repetição de slogans ideológicos, um sucedâneo da integridade perdida. Ao espalhar-se entre a população, a incapacidade de julgar realisticamente a própria conduta resulta na queda geral do nível de moralidade, assim como na disseminação concomitante da criminalidade e das condutas destrutivas, mas isso, segundo os engenheiros sociais, é um preço módico a pagar pela dissolução do senso comum e pela implantação dos novos modelos de conduta desejados.

OLAVO DE CARVALHO
PERDENDO O SENSO

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O MAIOR DOS PERIGOS
 Olavo de Carvalho - "Qualquer observador atento pode notar que, quando mais um slogan ou chavão da nova moralidade que se pretende impor à humanidade aparece no programa do globalismo fabiano, ele é imediatamente adotado por toda a mídia mundial, e as opiniões diferentes, que até a véspera circulavam normalmente como expressões respeitáveis, são repentinamente marginalizadas e expostas à execração pública como sintomas de radicalismo ou doença mental. Hoje basta você ser contra o aborto para tornar-se imediatamente suspeito de nazismo ou de intenções terroristas. A velocidade crescente com que as idéias mais extravagantes e incongruentes se impõem do dia para a noite como padrões obrigatórios de normalidade anuncia para breve a extinção de toda possibilidade de debate franco sobre o que quer que seja. Não é preciso dizer que essas idéias são criações de mentes psicopáticas e, como contrariam a experiência real mais direta e óbvia, resultam, quando se arraigam na linguagem corrente e exorcizam toda veleidade de pensamento alternativo, em espalhar por toda a sociedade o fingimento histérico como norma de comportamento e padrão formativo das personalidades, trazendo como conseqüência inevitável o embrutecimento da consciência moral e a disseminação das condutas criminosas. Também não é preciso dizer que o caos decorrente é em seguida reaproveitado como pretexto para a imposição de normas ainda mais psicopáticas e destrutivas."

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"De acordo com a fórmula de Stalin, a crítica era o mesmo que oposição; a oposição inevitavelmente implicava conspiração; a conspiração significava traição. Algebricamente, portanto, a mais leve oposição ao regime ou a falha em reportar tal oposição era equivalente ao terrorismo". (Vladimir Tismaneanu, "O Diabo na História")


A CRÍTICA ameaça o castelo de cartas ideológico totalitário, a prisão do pensamento.

 

 

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 Continuem orando 

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Quando é que Trump vai mexer com a CENSURA do GOOGLE?  O povo é ignorante por PRIVAÇÃO do conhecimento que nós estamos impedidos de compartilhar!

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🔴 LIVRO "PONEROLOGIA - PSICOPATAS NO PODER" - A. Lobaczewski 

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COMO A VENEZUELA CAIU NA ARMADILHA SOCIALISTA  https://conspiratio3.blogspot.com/2026/01/eu-ajudei-expor-o-narcotrafico-na.html

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"A violência, o cinismo e a determinação da elite revolucionária não têm limites. Combatê-la com meias-medidas é fortalecê-la." Olavo de Carvalho

"Todo psicopata é , por definição,  psicologicamente invencível. Por mais que você lhe mostre seus erros e prove seus crimes, ele continuará não só proclamando inocência, mas cantando vitória. " Olavo de Carvalho
 

"Hoje entendo que o esquerdismo não é um ideal, uma crença, uma filosofia: é uma doença moral horrível, a substituição do senso instintivo do bem e do mal por um conjunto de artifícios lógicos que, por etapas, vão levando da mera perversão à inversão completa, à santificação do mal e à condenação do bem." Olavo de Carvalho 

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TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais severamente do que qualquer outra coisa." 

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"TUDO, na vida intelectual, depende de uma distinção clara entre o que você SABE, o que lhe PARECE RAZOÁVEL, o que você ACHA e o que você apenas IMAGINA. Os quatro discursos de Aristóteles." Olavo de Carvalho 

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"Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque é casa rebelde."   Ezequiel 12:2

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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho

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"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas"  "Por vossa mansidão divina, ó Jesus manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça."

GRANDES PROMESSAS https://youtu.be/TuAsi3ZTrZI 

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REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE. Ela está em perigo de extinção, substituída por ideologias e pretextos.  

sábado, 22 de janeiro de 2022

BRUNA TORLAY - O COMUNISMO ESTÁ VIVO OU OBSOLETO? - MUTAÇÕES COMUNISTAS - ESTRATÉGIAS

 

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"Isso não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz." 2 Cor. 11:14  

"Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores." Mateus 7:15

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"O mundo Ocidental como um todo, e os Estados Unidos em particular, se equivocaram seriamente sobre a natureza das mudanças no mundo comunista. Não estamos testemunhando a morte do comunismo, mas uma nova ofensiva estratégica de desinformação." Anatoliy Golitsyn https://conspiratio3.blogspot.com/2018/01/finalmente-republicaram-o-livro.html

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 A FALSA QUEDA DO COMUNISMO https://youtu.be/KLJIhqGp16A?t=3540 

LIVRO - Gorbachev and the Collapse of the Soviet Communist Party: por Euvgeny Novikov https://www.amazon.com.br/Gorbachev-Collapse-Soviet-Communist-Party/dp/0820422878

LIVRO - PASCAL BERNARDIN - IMPÉRIO ECOLÓGICO - Mas às “contradições internas” da  perestroika  e ao exame crítico de suas conseqüências é preciso acrescentar a revolução pedagógica, verdadeiro programa de lavagem cerebral em escala mundial. Como explicar que tal revolução, de conseqüências incalculáveis, possa ter sido instaurada com o apoio ativo de 155 países e por volta de 20 organizações intergovernamentais? Como explicar que um programa mundial de modificação deliberada dos valores, atitudes e comportamentos, fortemente carregado com tons de coletivismo, tenha podido ser adotado com tanta facilidade?  As páginas seguintes tentarão projetar alguma luz sobre essas questões. A preparação da Perestroika  nos tomará algum tempo. Ela foi exposta em algumas obras dentre as quais é preciso citar: Du nouveau à l’Est? Niet   de Hubert Bassot,  Jugement à Moscou  de Vladimir Boukovsky,  Le Phénix rouge  de Brian Crozier et al. , Tromperie sur les étiquettes  de Hans Graf Hyun, Gorbachev and the Collapse of the Soviet Communist Party  de Euvgeny Novikov e Patrick Bascio, assim como  Les fins du communisme  de François Thom. Uma menção especial deve ser feita àobra notável de Anatoliy Golitsyn intitulada New Lies for Old e sua continuação,  The Perestroika Deception, que apresentaremos mais à frente. Insistiremos no teor revolucionário da  perestroika e suas relações com o globalismo. Mas, é preciso ainda lembrar, essas questões quetocam todos  os domínios não poderiam ser tratadas aqui à exaustão. https://www.academia.edu/42299886/O_IMP%C3%89RIO_ECOL%C3%93GICO_ou_A_subvers%C3%A3o_da_ecologia_pelo_globalismo 

Vídeo completo da conferência do Dr. Flávio Gordon sobre “Globalismo e comunismo”

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Tenho observado a censura crescer na Internet desde, pelo menos, o marco civil imposto pela dilma. Fora da Internet, nos meios de comunicação de massa, cultura e educação, só a esquerda fala há décadas. 

A esquerda tem esse componente antidemocrático essencial em seu DNA, o da "igualdade" que impede de conviver com as diferenças. Ela precisa exterminar tudo o que não é ela. As democracias precisam da verdade, que orienta o confronto das diferenças. A esquerda não reconhece a verdade como critério, só o poder. 

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O movimento revolucionário utiliza armas de guerra em tempos de paz, pratica a guerra mascarada, a traição e a enganação permanente. O comunismo deixa de existir se não forjar um inimigo e um mal absolutos que justifiquem a guerra que ELE É. O Ocidente cristão está sendo derrotado por ignorar este nível de perversidade. Não é possível ter noção do que é comunismo sem uma noção do que é o MAL. https://conspiratio3.blogspot.com/2021/12/olavo-de-carvalho-ernesto-araujo-bras.html

 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

MEIOS E FINS, BEM E MAL, CRIME E CASTIGO NA OBRA DO EX-REVOLUCIONÁRIO DOSTOIEVSKY




Desde a primeira vez que li CRIME E CASTIGO, o que mais me impressionou foi o fato de alguém, como o personagem Raskólnikov, acredite que a racionalidade possa prever ou mesmo dar conta de Toda a Realidade. Que, no final das contas, todos os malévolos meios possam ser justificados e santificados se logicamente levam ao almejado "Bem".

 É chocante que este absurdo, esta loucura, seja tão real e mortal quanto epidêmica na nossa época. Por isso vou postar alguns excertos de Dostoievsky, um ex-socialista, que conheceu por dentro o movimento revolucionário na sua pátria, Rússia. Primeiro colocarei algo sobre a obra acima citada "CRIME E CASTIGO", e depois alguns trechos de "OS DEMÔNIOS"  que enfoca um pouco do inicial movimento revolucionário que levou o comunismo à Rússia.  

Houve um tempo que, em minha ignorância, considerei socialismo e comunismo como regimes políticos, e como uma opção a mais para um governo. Mas agora, depois de colher outras informações e ligar alguns pontos, encaro-os como um movimento duradouro, nascido nas classes privilegiadas e intelectuais,  planejado no estrangeiro, em sociedades secretas como a Maçonaria Illuminati, de índole expansionista, globalista, e intrinsecamente TOTALITARISTA, tanto na prática como na teoria. Está totalmente vinculado com os planos da Nova Ordem Mundial. Para chegar a isso tive que juntar fatos que estavam separados por décadas na minha memória. Mas essa é uma outra história.
 


 
Em 1847 Dostoiévski começa a freqüentar o círculo Petrachévski, nome de um grupo secreto de socialistas utópicos, fundado em 1845, cujos membros se reuniam em casa de M. B. Butachévitch-Petrachévski, a fim de discutir problemas políticos e ler literatura socialista, proibida. De suas ligações com o grupo, resultará, mais tarde, a sua prisão. No Contemporâneo, em artigo intitulado "Visão da Literatura Russa em 1846", escrevia V. G. Bielínskii : "Se voltarmos os olhos para os notáveis trabalhos de ficção em prosa que apareceram em revistas e outros periódicos durante o ano passado, seremos imediatamente atraídos por Pobre Gente, novela que trouxe fama súbita a um nome até então desconhecido em literatura. Em julho, Dostoiévski sofre a primeira crise violenta de epilepsia. Em 1848, interessando-se por suas teorias socialistas, Dostoiévski aproxima-se mais de Petrachévski, e em dezembro assiste, em casa deste, a uma conferência sôbre fourierismo e comunismo. Em 1849, a 23 de abril, Dostoiévski é prêso e recolhido à fortaleza de Pedro e Paulo, em São Petersburgo, acusado de conspirar contra o govêrno juntamente com os membros do círculo Petrachévski. A 16 de novembro Dostoiévski é condenado à morte. A 22 de dezembro, diante do pelotão de fuzilamento, anuncia-se que o Imperador resolvera comutar-lhe a pena de morte em prisão na Sibéria, com trabalhos forçados. A 24, num comboio de prisioneiros, Dostoiévski inicia a longa viagem entre São Petersburgo e Omsk.

1850 — A 23 de janeiro Dostoiévski chega ao seu destino: a cidade de Omsk, onde passará quatro anos completamente isolado do mundo. "Omsk é uma pequena cidade, quase sem árvores; um calor excessivo, vento e poeira no verão e, no inverno, um vento glacial. Não vi o campo." "Manda-me o Corão, Kant (Crítica da Razão Pura), Hegel, sobretudo sua História da Filosofia. Meu futuro depende de todos esses livros. Mas sobretudo mexe-te para obter-me transferência para o Cáucaso. Indaga de pessoas bem informadas onde poderei publicar meus livros e que providências seriam necessárias. De resto, não conto publicar coisa alguma antes de dois ou três anos. Mas daqui até lá ajuda-me a viver, conjuro-te." (Carta a Mikhail, cit.)
 

Em 1866, sob o título Crime e Castigo, começa a aparecer em folhetins no Mensageiro Russo. Decerto, os quatro anos que passara entre criminosos de toda espécie na Sibéria, deviam familiarizar Dostoiévski com um dos grandes problemas humanos: o da culpa e do castigo. Em si mesmo, o romancista tivera ocasião de estudá-lo. Bem se sabe como ele, embora não havendo tomado parte ativa nas confabulações revolucionárias de Petraschévski, julgara-se culpado e acabara por receber a pena com a mais perfeita resignação cristã. Os diversos tipos de condenados com os quais convivera na prisão ter-lhe-iam mostrado o crime sob as mais diversas formas.  

0 grande tema estava a trabalhá-lo, já bastante amadurecido, quando, naqueles dias angustiosos de 1865 o escritor resolveu abordá-lo. Mas esse tema não será apenas o do crime e do castigo, da culpa e da expiação: será, numa transposição metafísica, o problema do Bem e do Mal — o grande assunto da obra dostoièvskiana.  

Raskólnikov, o herói de Crime e Castigo, um estudante pequeno-burguês, com a mente cheia de leituras mal digeridas, sentindo-se com capacidade para realizar grandes coisas, para tornar-se, afinal, um ser útil aos semelhantes, e vendo-se sem cursos, em situação precária, raciocina da seguinte forma: - ali está aquela velha usurária, é uma avarenta sórdida, já decrépita, da qual não pode advir nenhum proveito para o mundo nem para a humanidade. Se ele a matar e apoderar-se do dinheiro que ela tem guardado, continuará os estudos, dispensará o auxílio necessário à mãe e à irmã que estão em bem triste situação e conseguirá os meios para servir à coletividade. Tudo depende de um gesto: matar a velha. Será isso um crime? Para que serve essa velha? É um piolho, um ser inútil. Há um Erro no equilíbrio do mundo: ele o corrigirá, suprimindo aquela coisa miserável que está atrapalhando, embaraçando. Mas aquela coisa miserável é uma vida, uma vida humana. Não importa. Constituirá a vida humana um valor absoluto? De forma alguma. Desde a mais remota antiguidade, os grandes chefes de Estado, os grandes generais, nunca hesitaram em matar milhares de pessoas, quando encontraram pela frente um motivo que os Justificasse. E ninguém os considerou criminosos; pelo contrário, ergueram-lhes estátuas e a posteridade lhes glorifica o nome. Não foi o que aconteceu com Napoleão? Jamais hesitou em verter o sangue de inocentes para atingir os fins a que sei propunha. E, como ele, quantos indivíduos superiores se consagraram benfeitores da humanidade pelo preço de inúmeras vidas? 0 que se torna necessário, acima de tudo, é ser superior, pertencer à raça dos Napoleões, sobrepor-se à estreiteza dos limites humanos. Assim raciocinando, Raskólnikov sente-se arrebatado por uma verdadeira voragem; também pertence à raça dos Napoleões, nada lhe deterá os passos. Pretende atingir um fim, há um obstáculo no caminho; não é êle uma criatura forte e porque forte, livre? Não tem a liberdade de remover o obstáculo? Pois assim o fará. 

Vai e mata a velha; elimina também a companheira desta última; mata e rouba. Estava tudo consumado. Fizera como os fortes, como os conquistadores. Mas agora começa o seu suplício, a sua tortura. 0 remorso? 0 arrependimento? Não. Raskólnikov não se arrepende. Reconhece que a velha era um piolho. O que o aflige é a idéia que dentro dele vai tomando vulto até dominá-lo completamente: a incerteza angustiante do motivo pelo qual agira. Seria mesmo visando o bem que praticara o mal? Não passariam de meros pretextos as razões com que procurara justificar o crime? Então, por que matara, na verdade? Para saber se podia matar, para experimentar a própria força, a própria liberdade? Mas há limites para a liberdade humana. 0 homem não tem o direito de tirar a vida do seu semelhante. Só Deus pode matar. E os conquistadores, os Napoleões, não se valeram legitimamente desse direito? Foi invocando exemplo que Raskólnikov matou e agora sente a ilegitimidade do seu ato. Cometido o crime, o estudante não consegue mais justificar-se perante a própria consciência.  

Teoricamente, estava tudo certo, mas, a teoria logo falhou na prática, quando ele, tendo o propósito de matar somente a velha, foi obrigado a matar também a companheira desta; falharam-lhe os planos, o esquema que havia organizado com todo o rigor lógico para atingir o Bem. Bastava remover um obstáculo — eliminar um piolho — e à última hora surge novo obstáculo, torna-se imprescindível matar outro piolho, todo o sistema se desconcerta e quem se presumia super-homem se transforma em mísero joguete das situações. Porque a vida, no seu curso vertiginoso e inconsciente, escapa a toda lógica: quando se pretende fazer o bem, vem-se a fazer o mal, um crime determina outro, um desencadear incoercível de forças. Não teria acontecido o mesmo com tantos conquistadores, com os tais super-homens? De uma guerra para salvar a França, Napoleão foi levado a outra, a mais outra, impelido pela avalancha que ele próprio provocara. Assim, Raskólnikov parece compreender que, na verdade, não há super-homens, todos são mesquinhas criaturas; escravas da condição humana. Quis valer-se arbitràriamente da liberdade, quis desafiar Deus, fazendo o que só Deus pode fazer, e perdeu a partida. Tudo que há de humano nele protesta contra o crime. Seu suplício prossegue no esforço desesperado para abafar por meio do raciocínio, da lógica, a revolta da consciência... Raskólnikov insiste na certeza de que não cometeu um crime e isso não lhe basta para libertá-lo do sentimento de culpa. Num diálogo terrível, trágico, consigo mesmo, erra ele às tontas pelas ruas de Petersburgo, sempre a remoer a idéia do que fizera, a repisar o assunto, a procurar o convívio de policiais, atraído por uma espécie de ímã irresistível até suscitar a desconfiança do juiz Porfírii que, senhor da situação, prevê matemàticamente o momento em que aquele triste ser humano, acossado pela consciência, confessará o crime.

É quando intervém a figura suave de Sônia, uma prostituta infeliz, que pelo amor e pelo sofrimento se une a Raskólnikov. O estudante conta-lhe tudo, procurando agarrar-se aos seus especiosos argumentos: "Matei um piolho!.. . " Mas a instintividade de Sônia, a humanidade profunda dessa pobre sofredora, acabam,_ por falar-lhe à consciência. O único livro que Dostoiévski lera, outrora, no cárcere, fôra o Evangelho. E esse livro o convencera de que pecara, fazendo-o suportar resignadamente os quatro anos de degrêdo, como uma provação necessária à paz íntima, sem a qual não poderia viver. São os versículos do Evangelho a falar também agora à alma torturada de Raskólnikov, mostrando-lhe a inutilidade de todos os argumentos, quando pecamos contra a lei moral e destruímos assim a nossa própria vida. 

"Foi a mim mesmo que matei, quando matei a velha!" — exclamava, em determinado momento o estudante. É preciso pois sofrer, curvar-se ao castigo. Só a penitência resgata a culpa e pode salvar os que morreram para Deus. Mas mesmo depois de entregar-se à justiça, de ser condenado ao degrêdo na Sibéria, para onde segue ao lado de Sônia, que quis compartilhar com ele da mesma pena, Raskólnikov não se mostra arrependido. No fundo continua ele na certeza de que o seu desastre resultou do fato de não ter conseguido tornar-se um super-homem. O romancista deixa os dois infelizes na volta do caminho, anunciando uma alvorada.

A história dessa alvorada, isto é, do arrependimento de Raskólnikov, Dostoiévski prometeu contá-la, mais tarde, em livro que não chegou a escrever. Há quem julgue haver ele com isso mostrado a impossibilidade de resolver o problema. Porque o arrependimento implicaria a crença em Deus, questão essencial o nunca suficientemente solucionada de toda a obra dostoièvskiana. 

Já se tem comentado o fato do enrêdo de Crime e Castigo resumir-se, no fundo, numa intriga de romance policial. Também de romance policial muito terá Os Demônios, história de uma conspiração fracassada; e as mil páginas densas e apaixonantes de Os Irmãos Karamázov poderiam reduzir-se ainda a este enigma de novela detetivesca: Quem matou o velho Fiódor? Essas aproximações, na realidade, quase nada exprimem. Por tal processo poder-se-ia identificar com os gêneros literários mais inferiores uma infinidade de obras-primas. Fala-se, igualmente, na influência do romance-folhetim, sobretudo Eugène Sue, sôbre Dostoiévski, e o professor francês Pierre Dournes, num livrinho para estudantes, Comment lire Dostoievski, não hesita em apontar sugestões dos Mistérios de Paris — protótipo do roman-feuilleton — no Crime e Castigo. É uma maneira leviana de deformar certos pontos de vista críticos. André Bellessort, em artigo no Candide, que não tenho aqui à mão, por volta de 1935, aludia a um pitoresco episódio ao qual, talvez, se teria reportado Pierre Dournes ao formular o juizo acima. Lia-se, certo dia, num salão parisiense, o trecho do Crime e Castigo — recentemente traduzido para o francês — em que aparece a figura de Sônia, unida pelo sofrimento a Raskólnikov, quando alguém na roda exclamou, num transporte de surprêsa: — Mas é a "Fleur de Marie"!

É a "Fleur de Marie'... A exclamação causou escândalo a todos. Comparar a personagem de Dostoiévski a uma heroína de Eugène Sue!... Em última análise, porém, observava Bellessort, não deixava mesmo de haver semelhança.

 Decerto, o autor do Crime e Castigo sofreu algumas influências do romantismo, cujos padrões ainda subsistiram até os meados do século XIX. Sônia, identificada com a "Fleur de Marie", dos Mistérios de Paris, tem muito do tipo da "boa prostituta", que o romantismo pôs em voga, como o tipo do "bom selvagem". É a criatura infeliz, que vive no pecado e a quem o pecado não corrompe. Mas de que maneira Dostoiévski renovou esse personagem convencional, que novas cores lhe emprestou, quanta humanidade lhe transmitiu! Também em Raskólnikov é possível distinguir os traços do "bom criminoso" ou do "criminoso superior" outro herói essencialmente romântico e byroniano, muito explorado na época e do qual êle já tinha um modêlo mesmo na Rússia no Eugênio Onéguin, de Púchkin. Em 1832, Lord Lytton, o autor de últimos Dias de Pompéia, publicava um romance, Eugène Aran, sustentando a tese de que do crime poderia resultar o bem para a sociedade. E já antes, em 1816, Charles Nodier — um dos iniciadores do romantismo na França — na novela Jean Sbogar pintava o tipo de um salteador de estrada, cavalheiresco e generoso. Numa espécie de mistificação literária, Charles Nodier chegou a publicar pequena coleção de máximas de Jean Sbogar, nas quais pretendia compendiar as bases de um anarquismo político-social. Dostoiévski possivelmente as leu, nela colhendo sugestões para as teorias de Raskólnikov, que no fundo não passa de um anarquista, ou niilista, como se dizia, então, na Rússia.

 


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DOSTOIEVSKY, EX-REVOLUCIONÁRIO CONTA TUDO EM OS DEMÔNIOS

DOSTOIEVSKY, EX-REVOLUCIONÁRIO CONTA TUDO EM OS DEMÔNIOS 
"Pelo que compreendi — e era impossível não o compreender — o senhor, uma vez, de início, e outra vez mais tarde falou com bastante eloqüência — embora por demais teóricamente — da vasta rede que cobre a Rússia inteira e da qual nosso grupo é uma das malhas. Cada um desses grupos, fazem prosélitos e se ramificando até ao infinito, por meio de uma propaganda sistemática, deve sabotar o poder das autoridades locais, espalhar a desordem pelo campo, provocar escândalo, estimular o cinismo e a incredulidade, suscitar o desejo de um melhor destino, e enfim, recorrer aos incêndios como a um método eminentemente popular para, no momento oportuno, mergulhar o país no desespêro. Serão essas exatamente as suas palavras? Procurei gravá-las todas. Não é esse o programa que nos comunicou como delegado de um tal de Comitê Central que nós ainda não conhecemos e que nos parece quase fantástico? "


http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/05/dostoievsky-publicou-os-demonios-em.html

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É evidente que entre a democracia e o socialismo existe uma oposição. Não existe a mínima possibilidade da existência combinada do socialismo e da democracia. Ainda, infelizmente, a democracia permite que o socialismo seja criado de forma indireta.
Assim, não se pode pensar, como já se propôs algumas vezes, em deixar o socialismo tentar suas experiências a fim de por em evidência sua fraqueza. Ele geraria imediatamente o cesarismo, que suprimiria rapidamente todas as instituições democráticas. Não é no futuro, mas hoje, que os democratas devem combater seu temível inimigo, o socialismo. Ele constitui um perigo contra o qual deveriam se unir todos os partidos sem exceção.
Pode-se contestar o valor teórico das instituições que nos regem, pode-se desejar que a marcha das coisas seja outra, mas tais desejos devem permanecer platônicos. Diante do inimigo comum todos deveriam se unir, quaisquer que sejam suas aspirações. (...)
Certamente que as ideias democráticas não têm, sob o ponto de vista teórico, uma base científica mais sólida do que as ideias religiosas. Mas essa lacuna, que não teve outrora nenhuma influência na sorte de uma, não poderia entravar o destino da outra. O gosto pela democracia é universal em todos os povos, qualquer que seja a forma de seu governo. Estamos, aqui, portanto, diante de uma das grandes correntes sociais que seria inútil querer represar. O principal inimigo da democracia atualmente, o único que poderia vencê-la, é o socialismo.

(Psicologia do Socialismo) Gustave Le Bon

 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O GOOGLE SABE O QUE VOCÊ ESTEVE PENSANDO - ELE CONHECE VOCÊ MELHOR QUE VOCÊ MESMO

  “O Google sabe o que você estava pensando”, diz Assange


A internet se transformou no maior instrumento de vigilância já criado e a liberdade que ela representa está ameaçada. A avaliação é de Julian Assange, criador do WikiLeaks, que há sete meses vive na Embaixada do Equador em Londres - Quito lhe concedeu asilo, mas os britânicos não lhe deram salvo-conduto para que vá ao aeroporto e deixe o país. Assange seria extraditado para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. O australiano recebeu a reportagem do jornal O Estado de S.P aulo, 03-02-2013, para falar sobre seu livro Cypherpunks, Liberdade e o Futuro da Internet, que está sendo lançado no Brasil pela Boitempo Editorial.

Eis a entrevista.

A web está numa encruzilhada?


Tecnologia produz poder, a ponto de a história da civilização humana ser a história do desenvolvimento de diferentes armas de diferentes tipos. Por exemplo, quando rifles eram as armas dominantes ou navios de guerra ou bombas atômicas. Desde 1945, a relação entre as superpotências era definida por quem tinha acesso a armas atômicas. Hoje, a internet redefiniu as relações de força antes definidas pelas armas. Todas as sociedades que têm qualquer desenvolvimento tecnológico, que são as sociedades influentes, se fundiram com a internet. Portanto, não há uma separação entre sociedade, indivíduos, Estados e i nternet. A internet é hoje o alicerce da sociedade e conecta os Estados além das fronteiras. Conhecimento é poder. Outras coisas também são poder, mas ela deu muito poder a pessoas que antes não tinham. Agindo contra essa força está a vigilância em massa criada por parte do Estado.

De que forma ocorre essa vigilância?

A comunicação entre indivíduos ocorre pela internet. Sistemas de telefone estão na internet, bancos e transações usam a internet. Colocamos nossos pensamentos mais íntimos na internet, detalhes, como o diálogos entre marido e mulher e até nossa posição geográfica. Enfim, tudo é exposto na internet. Isso significa que grupos envolvidos na vigilância em massa realizam uma apropriação enorme de conhecimento. Esse é o maior roubo da história. A tecnologia está sendo desenvolvida para essa vigilância em massa e vendida por empresas de países como a França, que vendeu um sistema de vigilância para o regime de Muamar Kadafi. Na África do Sul, há um sistema desenhado para gravar de forma permanente todas as ligações que entram e saem do país e as estocam por apenas US$ 10 milhões ao ano. Está ficando barato. A população mundial dobra a cada 20 anos. O custo de vigilância está caindo pela metade a cada 18 meses.

Muitos acreditam que a PRIMAVERA ÁRABE só ocorreu graças à internet. O que o sr. acha?

Há uma série de histórias de um longo trabalho de ativistas, sindicatos e até clubes de futebol que tiveram um papel importante na Tunísia e no Egito, os Ultras. O ativismo pan-arábico é algo novo e potencializado pela web. Diferentes ativistas em diferentes países se conectaram pela web, trocando dados, identificando quem era bom e quem era mau. O movimento dos Ultras veio da Itália para clubes da Tunísia e Egito pela internet. O WikiLeaks jogou muita informação que foi atacada pelos regimes na Tunísia e no Egito. Mas houve também informações disseminadas por esses países e, mais importante ainda, disseminadas para fora desses países, a tal ponto que ficou difícil para EUA e Europa defenderem seus aliados.

O sr. aponta para o poder de Facebook e Google. Como esses sites são usados contra civis?

O Google sabe o que você estava pensando. E sabe o que você pensou no passado, porque quando você quer saber algum detalhe, busca no Google. Sites que têm Google Adds, ou seja, todos os sites, registram sua visita. O Google sabe todos os sites que você visitou, tudo o que você buscou. Ele te conhece melhor que você. Você sabe o que você buscou há dois dias? Não. Mas o Goo gle sabe. Alguém pode dizer: o Google só quer vender publicidade. Mas, na realidade, todas as agências de inteligência dos EUA têm acesso ao material do Google. Eles acessaram isso em nosso caso.






Como fizeram isso?

Usaram cartas da agência de segurança nacional e mandados para buscar os dados de e-mail das pessoas envolvidas em nossa organização. Isso saiu do Google, da conta do Twitter, onde pessoas entraram para acompanhar nossa conta. No caso do Facebook, é algo impressionante. As pessoas estão fazendo bilhões de horas de trabalho gratuito para a CIA. Colocando na rede seus amigos, suas relações com eles, seus parentes, relatando o que estão fazendo, dizendo que viram aquela pessoa naquela festa, outra naquela loja. É um incrível instrumento de controle. Países como a Islândia têm uma penetração no Facebook de 88%. Mesmo que você não esteja no Facebook, seu irmão está e está relatando sobre você.

Como o sr. explica o fato de pessoas de diferentes culturas e religiões estarem dispostas a revelar suas vidas na web?

Você pode dizer: bom, estou fazendo isso de forma voluntária e é mais importante estabelecer conexões sociais do que se preocupar com o aparato de um Estado totalitário. Mas isso não é verdade. Pessoas querem compartilhar algo com meus amigos e amigos de meus amigos, mas não com meus amigos e com a CIA. As pessoas estão sendo enganadas.

Mas a censura na China, no Irã e em Cuba não mostra que a web é mais ameaçadora para esses regimes que para os civis?
Pessoas censuram por um motivo. Porque têm medo ou querem ter mais poder. Norma lmente, eles querem manter o poder. O Irã censura porque teme que iranianos sejam influenciados por material de fora do país. E quem publica isso? Bom, alguns são dissidentes genuínos, mas também há empresas de fachada, criadas por israelenses e americanos. Denunciamos essas empresas no WikiLeaks. Mas acho que é saudável que governos tenham medo das pessoas. É ótimo que a China esteja com medo do que sua população pense. A China baniu o WikiLeaks em 2007. Pelo que sabemos, foi o primeiro país a bani-lo. Temos travado uma guerra para superar o firewall chinês.

Qual sua avaliação sobre o argumento de que os documentos divulgados pelo WikiLeaks foram obtidos de forma ilegal?

Generais não definem a lei. Ou ao menos não deveriam. Se falamos da situação americana, foi perfeitamente legal.

A obtenção dos documentos?

Sim, a forma com que foram obtidos. Militares americanos não têm direito de acobertar crimes. Não podem usar a confidencialidade de documentos para manter um crime sigiloso. Às vezes, a polícia tem de manter algo secreto. Uma investigação sobre a máfia deve ser mantida em sigilo. Outras organizações, como editores e jornais, têm a responsabilidade perante o público de publicar informação que o ajude a entender o mundo.

Como vê o comportamento dos governos latino-americanos diante da internet e da imprensa?

É bem variado e há vários problemas. Comparado com o restante do mundo, a região está bem.

O presidente (do Equador) Rafael Correa ataca muito a imprensa. O qu e o sr. acha disso?

Deveria atacar mais. A primeira responsabilidade da imprensa é a precisão e a verdade. O grande problema na América Latina é a concentração na mídia. Há seis famílias que controlam 70% da imprensa no Brasil, mas o problema é muito pior em vários países. Na Suécia, 60% da imprensa é controlada por uma editora. Na Austrália, 60% da imprensa escrita é controlada por (Rupert) Murdoch. Portanto, quando falamos em liberdade de expressão, temos de incluir a liberdade de distribuição, uma das coisas mais importantes que a internet nos deu.

O sr. é herói ou criminoso?

Sou apenas um cara. Todos vivemos só uma vez. Todos temos responsabilidade de viver de acordo com nossos princípios. Tento fazer isso. Não preciso me definir. Na verdade, quando as pe ssoas se definem, na maioria das vezes, estão mentindo.

Por que o sr. não volta à Suécia (onde é acusado de crime sexual)?

Seria extraditado para os EUA. Os EUA têm processo contra mim e o WikiLeaks. O governo diz em seus documentos internos que a investigação é de tamanho e natureza sem precedentes. É algo sério que envolve mais de uma dúzia de agências.

O sr. disse que publicará cerca de um milhão de documentos em 2013. Algo sobre o Brasil?

Sim. Publicaremos muito sobre o Brasil neste ano.

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Veja também:

Qual o maior serviço secreto do mundo?
http://youtu.be/Bf5NUOKr0Uo
     
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O PONTO ZERO DA TERRA ESTÁ ACESSANDO SEU BLOG
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/o-ponto-zero-da-terra-o-que-existe-no.html

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Os perigos do google como unico filtro da realidade
http://andersoncabral.blogspot.com.br/2008/06/os-perigos-do-google-como-unico-filtro.html

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Facebook Is Spying on You
http://www.bottomlinepublications.com/content/article/self-improvement/facebook-is-spying-on-you?utm_campaign=_BRLgluB8xAMGQT

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Videos com o dono do Google, Eric Schmidt, como personagem:

Don't Be Evil?
http://www.youtube.com/watch?v=--Ckz_O6oE0

Mr Schmidt Goes To Washington
http://www.youtube.com/watch?v=IBMPphy9gFg
 
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http://www.delinks.blogspot.com.br/