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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

DESARMAMENTO E POSSE DE ARMA: O QUE A IMPRENSA OMITE - TERÇA LIVRE

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ARMAS E REVOLUÇÃO PASSIVA
Nenhuma inteligência sã pode aceitar discutir, a sério, se a proibição da venda de armas ajudará a reduzir a criminalidade

OLAVO DE CARVALHO

Se os meios de produção constituem o critério econômico da divisão de classes, o fator que assegura a uma classe o seu papel dominante na sociedade não é a posse deles, e sim a dos meios de destruição. Eis por que as revoluções que têm por meta nominal a mudança da estrutura econômica não tomam nunca por alvo prioritário a conquista das fábricas e dos bancos, mas sim a das instalações militares. Não a da riqueza, mas a das armas que a garantem. Nenhum materialista histórico esteve jamais embriagado de economicismo a ponto de negar essa obviedade.

Se nos períodos de paz e normalidade a riqueza financeira é um meio importante de conquistar e conservar o poder, nos de desordem e violência só um tipo de riqueza importa: a posse das armas. Nessas horas, mais pode o pobre armado do que o rico desarmado.

A lei que confere o monopólio da posse de armas a certas categorias de cidadãos representa, portanto, nada menos que uma revolução, o estabelecimento de um novo critério de estratificação social, de uma nova divisão de classes. Doravante, o povo brasileiro estará dividido em duas castas -os armados e os desarmados. Ao mais mínimo abalo da ordem cotidiana, essa distinção se mostrará mais decisiva, na prática, do que aquela que separa os pobres e os ricos, os letrados e os iletrados, os famosos e os anônimos.

Eis por que nenhuma inteligência sã pode aceitar discutir, a sério, se a lei de proibição da venda de armas ajudará ou não a reduzir a criminalidade. Ela não tem rigorosamente nada a ver com a diminuição da criminalidade, e é impossível que seus autores, todos versados em Marx, Gramsci e até Weber, não saibam disso. O combate à criminalidade é apenas o pretexto publicitário para fazer o povo aceitar, com plena inconsciência de seus efeitos, a mutação mais profunda e mais violenta que a sociedade brasileira já sofreu ao longo de toda a sua história. Que transformação tão drástica possa ser impingida pacificamente ao país enquanto os olhos da opinião pública estão desviados para discussões laterais -eis a manifestação vivente da "revolução passiva" preconizada por Gramsci, entre cujos seguidores se encontram o governador Anthony Garotinho, o dr. Carlos Minc, os próceres todos da campanha "Rio Desarme-se" e, "last but not least", o sr. presidente da República.

E, se coisa de tal monta não foi assinalada por nenhum observador num país que detém talvez o recorde mundial de cientistas sociais "per capita", é porque estes se dividem em duas categorias: os que não são capazes de percebê-la e os que, por desejá-la ardentemente, torcem para que ninguém mais a perceba. A revolução passiva é dita passiva precisamente porque não dói nem chama a atenção, mas vai penetrando insensivelmente, centímetro a centímetro, como a lâmina num tecido previamente anestesiado. A divisão do país entre os armados e os desarmados pressupõe uma outra, anterior, que a condiciona: a divisão dos brasileiros entre os gramscianos e os otários.

Entre os primeiros, o mais "soft" e, portanto, o menos desonesto é o sr. presidente da República, o qual, numa mensagem para os raros bons entendedores, reconheceu que, como instrumento para o combate ao banditismo, a nova lei é apenas "simbólica". Evidentemente, não ocorreu a nenhum dos demais perguntar-lhe por que uma lei simbólica tinha sido encaminhada ao Congresso em regime de urgência nem se, considerada como instrumento para alguma finalidade totalmente diversa, a nova lei não teria algum efeito menos simbólico e mais direto.

Que essa finalidade nada tem a ver com o controle do banditismo é a coisa mais óbvia do mundo. Cassar uma autorização só afeta quem precisa dela, e nenhum quadrilheiro esperou jamais autorização do Estado para usar armas. Ademais, todas as armas em posse do crime organizado já são ilegais, sendo inócuo colocar fora da lei o que nunca esteve dentro dela. Mas o efeito nulo que a proibição terá sobre todos os grupos que, por sua natureza, já atuam voluntariamente fora da lei (inclusive os bandos de guerrilheiros rurais) contrasta dramaticamente com a profundidade e a amplitude da mudança que ela desencadeará sobre a vida de todos os demais brasileiros, de todos os brasileiros que querem viver dentro da lei.

Essa mudança pode-se enunciar da maneira mais simples: aprovada a nova lei, haverá uma nova sociedade no Brasil, com novos dominadores e novos dominados. O mais rico dos brasileiros poderá contratar um segurança, mas não se defender dele se ele decidir, de repente, passar para o lado dos sequestradores. O dinheiro será impotente, o prestígio será indefeso, a autoridade moral se tornará o discurso risivelmente inofensivo dos profetas desarmados: o único meio de acesso ao poder será ingressar na polícia, nas Forças Armadas ou numa quadrilha de traficantes.

E a nova classe dominante não terá somente o monopólio dos meios de matar, mas também o da seleção de seus próprios membros: quem aceita ou rejeita um candidato a policial é a polícia; um candidato a quadrilheiro, a quadrilha. Por sua constituição mesma como monopolista (e monopolista da única força decisiva), a classe dos novos senhores será mais fechada, mais exclusivista e mais corporativista do que todas as suas antecessoras. E, o que é infinitamente mais grave, não haverá entre quem tem e quem não tem poder os graus intermediários que hoje matizam as diferenças hierárquicas: ao contrário do que acontece com o dinheiro, o poder político e a fama, que podem vir em quantidades maiores ou menores, entre o armado e o desarmado nenhum meio-termo é concebível.

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz17069910.htm
 

sexta-feira, 7 de março de 2014

TERRAS ROUBADAS COM O USO DA FUNAI, ONGS, RELIGIOSOS, FALSOS ÍNDIOS, PRETEXTOS...


Não é um caso isolado, não é só uma máfia de invadir terras, comece a somar 2 + 2 e chegará a uma ampla estratégia da derrubada da Lei e tomada do poder pelo PT, Foro de São Paulo, e esquerdas em geral. Perdemos o hábito de relacionar as coisas, e isso é um outro assalto planejado e executado via engenharia social. Pesquisem.


 José Joaquim do Nascimento muda o semblante quando fala do sítio da família em Japorã, um pequeno município de Mato Grosso do Sul. Apesar dos 91 anos, as lembranças permanecem intactas: “Meu passatempo era cuidar do sítio. Pescar, plantar mandioca, batata, cuidar do gado....”. Encravada no coração da crise criada pela Funai na região, a terra de Zé Alagoano, como ele é conhecido, foi uma das primeiras a ser invadidas pelos guaranis-caiovás. Da casa simples, sobrou apenas uma foto. Índios armados de porretes e facões invadiram a propriedade. Zé Alagoano deixou quase tudo para trás. Até chegou a recuperar a posse da terra na Justiça. Em outubro passado, porém, o sítio foi novamente invadido pelos índios. Hoje, ele limpa terrenos baldios para complementar a aposentadoria.

Funai e religiosos missionários jogam índios contra agricultores em Mato Grosso do Sul

Em nome de uma ideologia primitivista, a Funai e os religiosos do Cimi jogam índios contra pequenos agricultores e até assentados do Incra em Mato Grosso do Sul. Estão semeando ventos que vão produzir uma tempestade no campo

Robson Bonin

O cenário bucólico no município de Iguatemi, em Mato Grosso do Sul, onde hoje mora o agricultor José Joaquim do Nascimento, é apenas aparente. Em outubro passado, a 17 quilômetros dali, Zé Alagoano, como é conhecido esse senhor de 91 anos de idade, foi expulso pela segunda vez do seu sítio. Armados de porretes e facões, índios guaranis-caiovás cercaram a casa da família e ameaçaram atear fogo em tudo, caso a família não abandonasse imediatamente as terras. Um caminhão arrumado às pressas levou os poucos e rústicos móveis. Zé Alagoano deixou para trás as galinhas, uma vaca leiteira e um motor do pequeno engenho de farinha. Nos dias seguintes, os índios depredaram a propriedade. Até as madeiras do telhado e as esquadrias das portas e janelas foram arrancadas, transformando a antiga casa em um monte de ruínas. Amparado por advogados de um vizinho, ele conseguiu a reintegração de posse das terras recebidas do governo e cultivadas pela família há mais de cinquenta anos. Com receio de que a ação policial possa gerar um confronto, as autoridades se recusam a cumprir a ordem judicial.

A convivência entre índios e agricultores na região é historicamente pacífica. O que mudou para pior - muito pior - o convívio foi a decisão da Funai, por razões políticas e ideológicas, de criar no Brasil uma “questão indígena”. Nada mais fácil. Afinal, quem pode ser contra a defesa dos selvagens puros e inocentes diante do poder econômico e da maldade intrínseca do homem branco europeu, esse predador nato, mercantilista frio, pronto a matar para roubar até satisfazer sua fome de riquezas? Essa narrativa é cativante. Mas ela é apenas isso, uma narrativa. Na vida real, o que se observa é que a Funai e seus aliados no Conselho Indigenista Missionário (Cimi) estão levando a manipulação política das populações indígenas a níveis intoleráveis, ilegais e em franco desafio à Constituição. Na vida real, o que ocorre é que a Funai e o Cimi estão insuflando os índios não apenas contra as grandes propriedades e o agronegócio. Agora as vítimas são pequenos produtores de agricultura familiar - brasileiros pobres e trabalhadores que vivem em áreas que nunca pertenceram aos índios e nem sequer são disputadas pelas lideranças indígenas. Incentivados pelos funcionários da Funai, os índios promoveram neste ano 105 invasões, 67 delas em Mato Grosso do Sul. Eles invadiram terras de reservas demarcadas ocupadas por fazendeiros? Não. Invadiram terras que eram comprovadamente habitadas por índios em 1988, ano-base para os processos legais de demarcação de acordo com a Constituição brasileira? Não. Eles invadiram terras que os antropólogos e os religiosos do Cimi decidiram pelos critérios deles que devem ser entregues aos índios. Os critérios da Funai e do Cimi são bastante peculiares. Com base neles, estão sendo reivindicadas como reservas indígenas áreas produtivas e até cidades em Minas Gerais, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

No domingo 8, o produtor rural Ivagner José Varago pensou duas vezes antes de tomar uma decisão: posar para uma fotografia na porteira da Fazenda São José, invadida pelos índios em outubro. Ameaçado de morte, ele não voltava ao local desde o dia em que fora forçado a abandonar a casa na calada da noite. “Durante a madrugada, os índios cortavam as cercas, matavam o gado, botavam fogo no pasto, a gente não podia sequer sair”, conta o produtor, que agora mora com a mãe na cidade. “É uma sensação muito dolorosa, de revolta, de impotência, você não poder entrar na sua propriedade”, diz ele, observando o vaivém dos índios. Dono da propriedade desde 1979, Varago conta que já gastou boa parte das economias da família para pagar advogados e peritos que auxiliam no processo de reintegração que tramita na Justiça. “A gente sabe que o culpado não é o índio. Os responsáveis por isso são essas ONGs, a Funai e o Cimi, que envenenam a cabeça deles.” Do lado dos índios, a insatisfação é a mesma: “Nunca tivemos conflito com os fazendeiros. Os dois lados querem resolver essa questão. O problema é que o governo fica enrolando. A Funai só vai resolver isto aqui depois que acontecer alguma coisa. Depois que morrer alguém. Aí vão olhar aqui”, diz o índio Karajá.

Na semana passada, um evento em Campo Grande marcou o início de um movimento dos agricultores para arrecadar recursos para financiar manifestações, pagar honorários de advogados e ampliar a segurança nas propriedades ameaçadas. Isolado em sua fazenda e sem a garantia de segurança policial no caso de um confronto com os índios, Leonardo Palmieri disse a VEJA que está disposto a ir às últimas consequências para defender o que é seu: “Isto aqui virou uma terra sem lei. Eu nunca pensei que tivesse de comprar uma arma para me proteger dentro da minha própria casa. Os fazendeiros de Sidrolândia estão dispostos a morrer dentro da terra deles. Eles têm habeas corpus preventivo, armas registradas e estão seguindo a lei. Já que a Força Nacional não nos ampara, a polícia diz que não pode vir aqui, então nós temos de nos defender sozinhos”. Em Brasília, tenta-se tirar da Funai o monopólio sobre a demarcação de terras indígenas. O governo quer a participação de outros órgãos no processo. A proposta, apresentada em junho por Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, foi atacada ferozmente pela Funai e pelo Cimi. Mas é vital que se chegue a algum critério civilizado, legal, amparado pela Constituição, um marco jurídico que garanta a integridade das propriedades agrícolas vizinhas às reservas indígenas demarcadas - e uma política indigenista que preserve a saúde, a cultura e o bem-estar dos descendentes das populações pré-colombianas do Brasil.




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Manual de Guerrilha do MST
Programa: boletim Rádio Vox,Tema : terrorismo no campo é teologia da missão integral

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

PT ESTÁ IMPORTANDO E USANDO ÍNDIOS PARA ROUBAR TERRAS DE AGRICULTORES E COMPRAR VOTOS INDÍGENAS!




 Mercado&Cia 25/11/13 - Entrevista com João Paulo Pastório
http://youtu.be/IF4sizgqMTc

Publicado em 25/11/2013


Confira a entrevista com João Paulo Pastório na 2ª Edição do programa Mercado&Cia com apresentação de João Batista Olivi.
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Questão Indígena: Em Vicente Dutra (RS), conflito com índios foi minimizado após reunião com a Funai de Passo Fundo (RS). Indígenas resolveram desobstruir rodovia e população se retirou das ruas, mas houve a iminência de um sério conflito. Invasões continuam no estado, bem como a insegurança para os produtores.



DESARMAMENTO E TERRORISMO NO CAMPO - Lobão, Bene Barbosa e Nelson Barretto
http://youtu.be/Y_TVQ0yEDbs





MST
FUNAI


"No congresso comunista de 1922, já diziam que a propriedade deveria ser destruída primeiro pelo campo. E por isso, toda essa insistência na reforma agrária."

O que se via nos assentamentos e o que se vê hoje, são favelas rurais. Se o Brasil tivesse feito a reforma agrária, hoje o Brasil não teria com o que se alimentar, porque hoje o governo tem que fornecer cesta básica e bolsa família. Como é que as cidades viveriam?
Raposa Serra do Sol está um flagelo: prostituição, alcoolismo, suicídio, miséria, lixo.
"Nações" indígenas dentro da nação brasileira. A Constituição reconhece as terras que os índios ocupam, e não ocupavam desde 1500.
http://coturnonoturno.blogspot.com.br...
A FUNAI e o CIMI querem isolar o índio como se fosse um jardim zoológico. O índio não quer isso. Mas o Brasil assinou o acordo da ONU de terras indígenas, e com base nisso as ONGs reivindicam um outro estado soberano para essas terras, como se forre outro país. Nem os militares podem entrar. Mas o índio precisa de autorização para andar em nossas estradas? Não, o índio é um brasileiro, e todo brasileiro tem o direito de ir e vir. Os produtores rurais são invadidos e saqueados pelos índios. Mato Grosso do Sul está com 80 fazendas invadidas. Os índios já deixaram de ser índios, trabalham nas cidades. Eles não ocupam a imensa área reservada para eles e a FUNAI e o CIMI não permitem que se associem com produtores rurais, eles procuram incentivar uma rivalidade entre indígenas e produtores. É O DIVIDIR PARA CONQUISTAR. O Brasil está sendo dividido em grupos antagõnicos, enquanto eles brigam o estado reina sobre todos.

Como nós chegamos aqui? Primeiro foi a pregação, a hegemonia do discurso, durante 10, 15 anos, de que desarmamento era bom, e arma é coisa de maus. E não se reagia a esse discurso. Segundo, foi a espera do "salvador da pátria", de alguém com iniciativa para fazer alguma coisa. ISSO É MUITO PERIGOSO, tende a nos expor a aproveitadores populistas, como foi na Venezuela, está sendo na Argentina e em outros países. Mas estamos quebrando a hegemonia desse discurso. HOJE TEMOS A INTERNET.

LIGAÇÃO MST - FARC - CRIME ORGANIZADO
Em nenhum país a reforma agrária socialista deu certo. O México fez a reforma agrária antes da URSS, e agora estão fazendo uma anti-reforma agrária. Idem para a China, que matou milhões de fome com a reforma. As terras dadas á reforma agrária no Brasil já é quase o dobro da terra agrícola, e são terras que não produzem. 13% do território nacional está demarcado para os índios que, no entanto, estão na miséria. E pretendem demarcar mais 12% do território nacional.

Zumbi era escravocrata. Quilombola é o seguinte: o artigo 68 da constituição bras. diz que se deve dar o título de propriedade para os remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando a sua terra. Não era para desapropriar ninguém, era para emitir o título de propriedade para aquelas populações que ocupavam aquelas terras desde a libertação dos escravos. Mas o decreto 4887 do Lula fez uma nova interpretação para esse artigo; quilombola é todo aquele que se auto declara quilombola; Se ele chega, por ex., aqui em Brasília vai no Shopping e diz aqui funcionou um quilombo, junta mais 4 ou 5 pessoas, vai na Fundação Palmares, tira a certidão de quilombo, e o INCRA depois desapropria! Passa por cima do direito de propriedade (recorrendo a outro direito de propriedade politicamente correto). Só que tem um agravante, a terra se torna coletiva e isso é voltar á escravidão. Os próprios negros recusam e está havendo uma grande revolta contra isso.

O BRASILEIRO NÃO SABE O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL. (E NEM É PARA SABER!)


Mais em:http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/11/desarmamento-e-terrorismo-no-campo-o.html