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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

OLAVO DE CARVALHO - O cristianismo é a origem de todas as revoluções no Ocidente

 

6:04 Então foi por isso que anos atrás  me surgiu a ideia de ver se não havia uma unidade no plano da forma, isso é, da Lógica interna do movimento revolucionário. E esta lógica, toda ela  se baseia, vamos dizer, numa fórmula comum que é repetida igualmente em todos estes casos que é a própria ideia de revolução. Então o que é uma revolução? Uma revolução é uma proposta de refazer a sociedade de alto a baixo por meio da concentração do poder na mão de um grupo de  guias ou intelectuais iluminados. Isto é comum a toda esta gente. E se nós perguntarmos onde começou este negócio, você vê, quando eu comecei   a publicar coisas sobre o movimento revolucionário eu dizia claramente: eu não tenho ideia da origem, eu não sei quando começou. Agora, eu já não posso dizer o mesmo, eu sei quando começou, ou eu sei quando pela primeira vez na história do Ocidente aparece  esta ideia e ela aparece nas revoluções hussitas e taboritas do século XV, que eram movimentos cristãos. E esses movimentos se caracterizavam pela idéia de uma reforma total da sociedade para impor o cristianismo tal como eles o entendiam. Então, tratava-se de certo modo de você apressar o juízo final, ou pelo menos você aplanar o caminho para o senhor. Quer dizer, para apressar a vinda de Cristo, então tínhamos que montar uma sociedade cristã na qual talvez Jesus Cristo se sentisse à vontade, quando na verdade o próprio evangelho diz que quando Cristo voltar não haverá mais fé no mundo. Pelo menos pergunta: haverá ainda fé no mundo quando Cristo voltar? Eu não lembro onde, mas isso tá em algum lugar do Evangelho. Então na verdade a vinda do Cristo é causada  vamos dizer não pelo Império mundial do cristianismo, mas justamente ao contrário, pelo reino do Anticristo. Não é isso? Em segundo lugar, o pessoal também confunde a vinda do Cristo com o fim do mundo. Também tem isso. Não é a mesma coisa. Mas, de qualquer modo, o intuito deles era baseado no que tinham lido nos Evangelhos. Então, esse cidadão chamado  John (Jan) Hus (1372–1415) e um pessoal do movimento chamado taboreta (taboritas) porque se reunia num monte que chamavam de Tábor, copiando o nome da montanha onde Cristo se apresentou para os apóstolos, onde houve a transfiguração do Cristo. E esses movimentos, a ideia deles era  eliminar o mal no mundo mediante a matança dos maus e instaurar, então, o império dos bons. E isso, evidentemente, foi a primeira proposta revolucionária. Você não encontrará  uma ideia similar em parte alguma da história do Ocidente. Na verdade na história do mundo você não tem um precedente (Islã?) Opa eu descobri onde começou esta coisa e esta coisa começa dentro do  cristianismo, com um conteúdo ideológico cristão. Você pode dizer que não era ortodoxo, que era herético, etc. Mas, afinal de conta, o que caracteriza uma heresia é a sua presunção de representar o  verdadeiro cristianismo. Quer dizer, uma doutrina que não seja cristã, que seja extra cristã não pode  ser chamado herética, o marxismo, por exemplo, não é herético, o positivismo não é herético, são apenas outra outras doutrinas estranhas, alheias ou inimigas, mas não são heresias. então  heresia tem de surgir de dentro do cristianismo. Então, se o conteúdo dessas desses primeiros movimentos revolucionários é um conteúdo cristão e, se depois disso, vão surgindo novos e  novos movimentos revolucionários, cada um com um conteúdo ideológico diferente, então, quer dizer, o conteúdo não interessa, o que interessa é o esquema originário e este é o problema, não o conteúdo das  ideologias. Quando você tá aí combatendo o conteúdo das ideologias, bom, aparece outra ideologia revolucionária e outra e outra e outra e outra e outra. Pode até aparecer ideologia revolucionária de tipo Liberal. Por exemplo, o que que tá acontecendo na China senão uma espécie de Revolução Liberal? Onde um governo comunista com estrutura comunista está implantando uma economia Liberal na  sociedade sem que isto afete esquema do Poder Centralizado. Nos anos 90 os sábios iluminados aqui diziam que liberalizando a  economia iria liberalizar o regime. E eu insistia: uma coisa não tem absolutamente nada a ver com outra, porque um regime político não é determinado pela sua base econômica. Isto é uma coisa fundamental, quer dizer, nesse ponto dizer o Marxismo tá 100% errado e, aliás, o Ernesto Laclau é que tem razão, quer dizer o governo comunista  se impõe pela propaganda, independentemente de qual seja a estrutura social que tem embaixo. Tanto que governos comunistas se implantaram em países com estrutura social completamente diferente como,  vamos dizer, a Rússia, a Hungria, Cuba, países da África, etc. etc. Esses países não eram, não tinham a mesma estrutura Econômica, no entanto o Marxismo vai lá e toma conta, quer dizer, o que tem que ver, vamos dizer, por exemplo, a situação de Angola com a situação da China ou de Cuba? São  países completamente diferentes, mas o Marxismo é o mesmo, a ideologia dominante é a mesma, e o meio, o método de governo é também o mesmo. Então, simplesmente, vamos concluir dos fatos Não, não há conexão identificável entre a estrutura econômica da sociedade e a forma  de governo que um grupo iluminado implanta nela. Não quer dizer que não haja relação, mas não há conexão causal identificável. Então isso quer dizer que o Cristão que tenta  diagnosticar a situação atual com base apenas na ideia do humanismo ateu ele está se crecendo de que a coisa surge não fora e contra o cristianismo  mas de dentro do cristianismo. Portanto deve haver algum ponto em que o próprio cristianismo é por sua própria natureza vulnerável a essas coisas. E o ponto onde ele é vulnerável é exatamente a segunda vinda de Cristo, que é uma  coisa que ninguém sabe e o próprio Cristo diz que não sabe. Porque pelo menos ele diz que não sabe quando é a data do fim do mundo. Então, isso quer dizer que todo o universo cristão se funda num ponto que nós ignoramos, que nós não sabemos, e sobre o qual não temos nenhum controle. E onde quer que a situação social, econômica, moral, etc., se torne opressiva ao nível do insuportável, então as pessoas começam a querer o fim do mundo ou querer a segunda vinda do Cristo já!  Então, esse, de certo modo, é a tentação permanente. Isto surge, veja, o movimento revolucionário surge no  século XV, mas a ideia de que a vinda do Cristo é para o dia seguinte surgiu no dia seguinte da morte de Cristo. A primeira geração de cristãos tinha uma discussão enorme sobre isso e o próprio São Paulo Apóstolo não sabe direito o que pensar a esse respeito. Ele não está entre os que esperam a vinda do Cristo no dia seguinte, mas ele também não não contesta isto  francamente. Quer dizer, havia um imenso ponto de interrogação que está presente ainda. Então, vamos dizer, este é o ponto fraco do cristianismo. Cristo prometeu que vai voltar, mas  não disse quando, então, vamos dizer, por mais cristão que você seja, esta é uma situação difícil de aguentar porque ela tira de nós imediatamente toda esperança de um melhoramento  das coisas neste mundo e, na verdade, não é possível você Ser Cristão e ter alguma esperança desse  melhoramento. A ideia de Um Mundo Melhor é uma das ideias mais anticristãs do mundo. Se você é cristão, você tem que entender que o mundo nunca vai melhorar, nunca. Você pode consertar uma coisinha aqui, mas você cria outro problema lá. É sempre assim.

Continua em "Olavo de Carvalho - Descristianização do Ocidente"

 


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KUSTER - O MILENARISMO DE JOAQUIM DE FIORE, ORIGEM DE MUITOS PROBLEMAS NA IGREJA E FORA DELA https://youtu.be/i8jYGISpLs0?t=2582

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"Não há nada de tão estúpido nos dias de hoje que não tenha algum precedente histórico. A Marcha das Vadias e essa baderna gay no Parlamento contra o Marco Feliciano não são exceções. Escandalizar pela obscenidade para solapar a autoridade religiosa foi uma tática usada pelos revolucionários hussitas e taboritas no século XV, com uma prostituta pelada sendo levada de igreja em igreja e colocada nos altares. Assim começaram uma revolução que culminaria no massacre de todas as autoridades municipais em Praga. Os crentes ficaram tão escandalizados que não souberam reagir em tempo. Como dizia uma velha canção americana, “Oh when will they ever learn?” " https://olavodecarvalhofb.wordpress.com/2013/08/

OLAVO DE CARVALHO Por volta do século XV começaram a aparecer na Europa umas seitas de fanáticos que imaginavam estar tão próximos e íntimos de Deus que haviam transcendido a possibilidade de pecar. Por isso, podiam trapacear, roubar, matar e cometer toda sorte de iniquidades sem jamais ir para o inferno e sem poder ser criticados. Historiadores de primeira ordem como Norman Cohn e James Billington mostraram que tudo o que hoje se chama "esquerda" surgiu diretamente dessas seitas e conservou todo o seu espírito autobeatificante e criminoso. Vajam o Lula comparando-se a Jesus Cristo ou leiam qualquer órgão da grande mérdia brasileira e entenderão do que estou falando.

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A revolução abrangente  

Olavo de Carvalho  2013

(...) O segundo traço a que me refiro reside em que o movimento revolucionário não pretende só modificar a situação aqui ou ali, mas dirigir o curso integral da história do mundo. Desde suas origens mais remotas – as rebeliões dos hussitas e taboritas no século 15 – esse movimento já trouxe consigo uma interpretação abrangente da história universal e a ambição, ou necessidade compulsiva, de amoldar a ela, até em seus detalhes mais mínimos, a vida de toda a humanidade vindoura.

Somente uma outra força histórica abraçou meta semelhante: o Islã. Imaginar que a Cristandade teve objetivo similar é uma ilusão de ótica. O cristianismo sempre lutou pela expansão mundial, mas levando a povos e nações uma mensagem de salvação que se dirigia às almas individuais  – sem trazer junto nenhum projeto abrangente de uma nova sociedade, antes adaptando-se plasticamente às mais diversas realidades sociais, culturais e políticas que encontrava pela frente.

O Islã, ao contrário, é por essência um projeto de sociedade, um código civil completo que regula todas relações humanas — sociais, econômicas, familiares, políticas etc. — e, a rigor, apenas  aceita conviver com outras formas de sociedade enquanto não se sente forte o bastante para islamizá-las de alto a baixo e banir do espaço público – e até mesmo da vida privada – tudo o que não seja expressamente determinado pelo Corão.

Não espanta, portanto, que, após se haverem ignorado mutuamente por longo tempo, o Islã e o movimento revolucionário viessem a se dar as mãos tão logo a luta de classes e a luta de raças, nas primeiras décadas do século 20, com o comunismo e o nazismo,  respectivamente, assumiram a feição explícita de uma guerra de culturas e de nações pelo domínio do globo terrestre.

É certo que essa aliança não poderá durar eternamente. Uma luta de morte entre muçulmanos e revolucionários será inevitável tão logo uns e outros se sintam a salvo de seus inimigos comuns. Mas não há um prazo certo para isso acontecer.

 O que importa é que esses dois traços – a indefinição plástica das metas e a universalidade das ambições – asseguram ao movimento revolucionário uma flexibilidade de meios de ação que desnorteia os seus adversários e lhe permite transfigurar derrotas em vitórias como num passe de mágica.

Os exemplos mais notórios são o sucesso político obtido pelo Vietnã do Norte após a destruição quase completa das suas forças militares, o ressurgimento mundial do esquerdismo quando a queda da URSS parecia anunciar a sua extinção próxima e, em escala menor e mais local, o processo em curso que vai transformando as Farc, de grupo guerrilheiro militarmente moribundo, em força política triunfante, legalmente reconhecida.

Em face desse monstro de mil faces e de inumeráveis tentáculos, as resistências que se apresentam são apenas parciais e episódicas, baseadas quase sempre em uma visão paroquialmente estreita dos fatores em jogo, ora inspirada em valores religiosos, ora em sentimentos patrióticos daqui ou dali, ora em interesses econômicos de grupos e facções.

Na verdade,  essas forças de resistência sobrevivem não pelos seus próprios méritos, mas tão somente pelo caráter essencialmente negativo do movimento revolucionário, um movimento que cresce por autodestruição e nada pode construir de estável.

https://olavodecarvalho.org/a-revolucao-abrangente/

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O poder da loucura - I  

Olavo de Carvalho 2011

O discurso comunista mudou muito ao longo dos tempos. Começou declarando que a classe revolucionária, incumbida de destruir o capitalismo, era o proletariado industrial. Desde Herbert Marcuse, acredita que os proletários são uns vendidos e que a tarefa de transformar o mundo cabe aos estudantes, prostitutas, bandidos e drogados (e, no Brasil, aos funcionários públicos, que Marx considerava aliados naturais da burguesia). Começou proclamando que idéias e doutrinas eram apenas um véu de aparências tecido em cima do interesse de classe. Decorrido um século e meio, admite, com Ernesto Laclau, que as classes nem mesmo existem, que são criadas pela propaganda revolucionária conforme os interesses do Partido no momento. https://olavodecarvalho.org/o-poder-da-loucura-i/

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ORIGEM DO COMUNISMO https://conspiratio3.blogspot.com/p/origem-do-comunismo.html  

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O COMUNISMO NA REALIDADE 

27:41  Então isso quer dizer: nós só podemos entender o comunismo como um movimento mundial voltado à conquista do poder em toda parte, pelos meios mais variados e  imprevisíveis e, portanto, com as justificativas ideológicas mais variadas imprevisíveis. Daí a pergunta é: mas se ele não tem unidade ideológica, não há unidade num discurso, onde está a unidade então? Este é o outro item absolutamente fundamental para entender o comunismo. A unidade do comunismo é de tipo hierárquico. Então é obediência a um comando estratégico que determina as variações locais e as controla e administra usando o acelerador e o breque e vários outros instrumentos. O comunismo tem de ser entendido como uma organização material, tão material quanto  um exército ou quanto um Estado, só que é uma organização transnacional, transEstadual, tá certo, e Transcontinental. Por que quando Fidel Castro começa a organizar a sua guerrilha ele convoca a conferência tricontinental? mostra um movimento que abrangia no mínimo três continentes na verdade mais de três. Olavo de Carvalho

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Dúvidas: Se o movimento revolucionário foi inventado por Lúcifer, é bem antigo. Não existem antecedentes revolucionários anteriores ao século XV? Os Cátaros, talvez? Ouvi, de um professor de História, talvez Lucas Lancaster, que a maioria das grandes heresias se originaram do Oriente. Creio que o Islã foi um dos focos. E de Nicholas Hagger, li que elas deram origem às revoluções religiosas e políticas.

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Bruna Torlay "E tanto o genocídio promovido pelo nazismo quanto os genocídios promovidos pelo comunismo têm por base o fato de que a uma casta tudo, aos outros a morte. Esse é o ponto." https://conspiratio3.blogspot.com/2022/02/bruna-torlay-desenhando-o-cancelamento.html

 

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TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html

 

São Paulo precisa de um milagre! 

"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas"  https://youtu.be/Po12Ny6K2kI?t=26

GRANDES PROMESSAS https://youtu.be/TuAsi3ZTrZI 

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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho


REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE. Ela está em perigo de extinção permanente, substituída por ideologias e pretextos. 

segunda-feira, 26 de julho de 2021

TERÇA LIVRE - BOLETIM DA MANHÃ - 26/07/2021- BORBA GATO INCENDIADO PARA APAGAR A HISTÓRIA - FRAUDE ELEITORAL - MAIS ARMAS -

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Por que, em 1984, Winston Smith trabalha no Ministério da Verdade, destruindo os registros de fatos passados? Porque apagar a memória permite ao PODER atomizar a sociedade (extinguindo identidades e os elos sociais) e reescrever a história.

A esquerda não precisa da verdade, a verdade a ameaça. A esquerda precisa de censura para poder mentir e erguer seu Império do Engodo, onde o poder define tudo: o que é verdade, o que é bem e mal, quem são os inimigos a ser cancelados. A esquerda só precisa do poder. 

Acabei de ler um livro "Uma Nova Doença Mental na Urss : a Oposição" onde os autores (Vladimir Boukovsky, etc.) expõem o absurdo artifício de transformar o pensamento dissidente em uma categoria de doença mental, perigosa, passível de internação forçada e, ao mesmo tempo, de PUNIÇÃO, ilegal e portanto sem controle, chegando ao risco de morte. 

Mais sobre isto em: PSICOPOLÍTICA 

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"Todos os registros foram destruídos ou falsificados, todos os livros foram reescritos, todos os quadros foram repintados, todas as estátuas, todas as ruas, todos os edifícios renomeados, todas as datas foram alteradas. E o processo continua dia a dia, minuto a minuto. A história se interrompeu. Nada existe além de um presente interminável no qual o Partido tem sempre a razão.” George Orwell 

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"Então em que os espiões romenos e soviéticos empregavam seu tempo nos anos da Guerra Fria? Gen. Pacepa diria que "enquadrando", ou seja, reescrevendo a história e manipulando registros, documentos etc., a fim de causar acontecimentos. Qual o propósito dessa dezinformatsiya? Ah, ninharias como usar vazamento de informações através da imprensa para destruir a reputação de um líder nacional ou religioso, promover a disseminação do anti-semitismo, criar ressentimento contra os Estados Unidos e Israel no mundo árabe." "Gen. Pacepa escreveu que no bloco soviético havia mais gente trabalhando em DEZINFORMATSIYA do que nas forças armadas ou na indústria de defesa." Do livro DESINFORMAÇÃO

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"O totalitarismo comunista, como organização social, política, cultural, econômica é caracterizado por três elementos. Em primeiro lugar, pela recusa à memória. A aversão, a hostilidade diante da memória o faz mnemófobo. Ele age, por todas as suas instituições, para a destruição da memória. Em segundo lugar, é uma organização que procura a destruição dos valores, e, neste sentido, é axiófobo. E, não em último lugar, detesta o espírito, portanto é uma organização de tipo noofóbica. Portanto, o comunismo é mnemofóbico, axiofóbico e noofóbico.”" (Do Comunismo - O Destino de Uma Religião Política, de Vladimir Tismăneanu)
https://livrariadobernardo.com/do-comunismo 

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"Numa análise do livro de Orwell (1984), Allain Besançon argumenta que a sociedade totalitária imaginada por este autor só pode ser compreendida em termos teológicos. Pois é uma sociedade fundada numa negação transcendental, numa suprema recusa da condição humana, para a qual não há nem pode haver nenhuma réplica. Nessa sociedade só há poder, e a finalidade do poder é obter mais poder. Onde deveria haver amor há apenas uma ausência; no lugar da lei, da obrigação, da amizade, da responsabilidade e do justo também ocorre o mesmo. A verdade é definida pelo poder, e a realidade é apenas um constructo do poder." (Roger Scruton - Argumentos para o Conservadorismo)  

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"Mais de setenta anos atrás o Partido Comunista da URSS instruiu os militantes de todos os partidos comunistas do mundo para que dominassem as cátedras de História e as associações de historiadores de seus países respectivos, assim como todas as redações de dicionários e enciclopédias. Quando Antonio Gramsci teve essa idéia, Stalin já a estava realizando. As consequências propagam-se até hoje, no planeta inteiro."
https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/893021860849889

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A questão é a seguinte: o vandalismo de hoje demonstra a franca disposição em APAGAR A MEMÓRIA NACIONAL, para que a história seja reescrita mantendo-se apenas os elementos ideológicos PERMITIDOS.

Começam substituindo as palavras. “Mas é só uma palavrinha, o que que tem, amigue?”

Depois, vão retirando pessoas “inconvenientes” das redes sociais.

Após, vão queimando estátuas.

Daqui a pouco queimarão os livros, digamos, inoportunos…

Depois, as igrejas – essas reacionárias!

Ao final do processo, queimar pessoas – os inimigos do regime – já não soará tão terrível assim.

“Ruas, pedras comemorativas, estátuas, nomes de ruas – tudo quanto pudesse lançar luz sobre o passado fora sistematicamente alterado.

– Nunca soube que foi uma igreja.” (George Orwell, 1984)

Ludmila Lins Grilo – Especial para o PHVox

https://phvox.com.br/borba-gato-e-a-aniquilacao-do-brasil/ 

A QUEIMA DE LIVROS 

Holocausto foi o nome dado à aniquilação sistemática de milhões de judeus em mãos dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Mas esse acontecimento foi precedido pelo Bibliocausto, a destruição dos livros. "Onde queimam livros, acabam queimando homens", escreveu Heinrich Heine. A destruição de livros em 1933 foi apenas o prólogo da matança que se seguiu. 

A barbárie começou em 30 de Janeiro de 1933, quando o presidente da República de Weimar designou Hitler como chanceler. Hitler, líder do fracassado golpe de Estado de 1923, não perdeu tempo e concebeu uma estratégia de intimidação contra judeus, sindicatos e o resto dos partidos políticos. Em 4 de Fevereiro, a Lei de Proteção do Povo Alemão restringiu a liberdade de imprensa e definiu o esquema de confisco de qualquer material definido como perigoso. No dia seguinte as sedes do Partido Comunista foram atacadas e suas bibliotecas incendiadas. No dia 27, foi a vez do Parlamento Alemão, incendiado, juntamente com seus arquivos. 

No dia seguinte, a mesma lei de "proteção ao povo" foi reformada para legitimar mais medidas aberrantes: autorizou o governo a suspender direitos constitucionais que garantiam liberdades individuais, de expressão e opinião, bem como a liberdade de imprensa e o direito de reunião e formação de associações. O sigilo de comunicação postal foi suspenso, e o governo estava autorizado a conduzir operações de busca e apreensões nas residências. O decreto estabelecia que aquele que estivesse envolvido em "graves tumultos" por meio do uso de armas ou cooperação voluntária com pessoas armadas estaria sujeito à pena de morte ou prisão perpétua.

Então, em eleição manipulada, o Partido Nazista obteve a maioria do novo Parlamento e nasceu o Terceiro Reich.

Goebbels convenceu Hitler sobre a necessidade de levar ao extremo as medidas que estavam sendo executadas e criou o Ministério do Reich para a Educação do Povo e para a Propaganda. Em 8 de Abril enviou um memorando às organizações estudantis propondo dar continuidade à destruição de livros proibidos. Daí em diante o movimento incendiário só cresceu. Intelectuais e alguns dos mais importantes filósofos aderiram. Em 9 de maio Goebbels convocou a classe artística para extirpar os traços judaicos da cultura alemã. Em 10 de maio foram queimados livros em várias cidades: Bonn, Bremen, Breslau, Dreden, Frankfurt, Gottingen, Hannover, Munique, Nuremberg e outras.

O bibliocausto se estendeu Alemanha afora, seguindo o caminho da expansão alemã. Wacław Sierpiński, matemático alemão, que teve suas obras e sua biblioteca arrasadas escreveu: "Eles queimaram a biblioteca da Universidade de Varsóvia que continha milhares de volumes, revistas, obras matemáticas e milhares de reimpressões de livros matemáticos de diversos autores. Todas as edições de Fundamenta Mathematica (32 tomos) e dez tomos de Monografia matemática foram completamente queimados."

(Dos livros História Universal da Destruição dos Livros, de Fernando Baéz, e Hitler e o Desarmamento de Stephen Halbrook) 

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Por que há tantos livros e filmes sobre cada um dos genocidas nazistas, mesmo os mais insignificantes, enquanto sobre os seus concorrentes comunistas reina o mais discreto silêncio, como se a criminalidade comunista existisse apenas como generalidade abstrata sem autores individuais exceto Stalin? Mais se escreveu sobre Goebbels, um medíocre deslumbrado, do que sobre o verdadeiro gênio da propaganda, Willi Munzenberg, criador do sistema comunista de dominação mental das massas. Por que? É simples: as artimanhas de Goebbels são curiosidades do passado histórico, enquanto a rede Munzenberg está viva e atuante em toda a grande mídia ocidental. https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10159303514567192

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E tem mais: para que um punhado de esquerdista pareça ser mais do que é, basta destruir grandes marcos da História. Destruir é muito mais fácil do que construir, e ser esquerdista também é.

A HISTÓRIA SENDO QUEIMADA - INCÊNDIO NO MUSEU NACIONAL - APAGANDO A MEMÓRIA NACIONAL  https://conspiratio3.blogspot.com/2018/09/a-historia-sendo-queimada-museu-nacional.html

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ORVIL - TENTATIVAS DE TOMADA DE PODER - O OUTRO LADO DA HISTÓRIA DO TERRORISMO NO BRASIL - LIVRO https://conspiratio3.blogspot.com/2013/05/orvil-tentativas-de-tomada-de-poder.html

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CENSURA - O ESQUERDISMO SOBREVIVE DA OCULTAÇÃO DE EVIDÊNCIAS https://conspiratio3.blogspot.com/2020/11/censura-o-esquerdismo-sobrevive-da.html

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O perigo da censura é MUITO maior que o de qualquer fake news. Diria que hoje é o maior perigo de todos. Mentiras sobrevivem graças à censura e à falta de informações. É a FALTA de informações, e não o excesso, o que nos atrapalha. A censura apenas blinda as fake news dos poderosos, dos que tem o poder de esclarecer mas preferem censurar. Se o povo não tem liberdade total de opinião, de expressão, ele não pode fazer o que SEMPRE faz: a triagem e o fact checking das informações e a vigilância democrática sobre os poderes. O POVO É O ÚNICO QUE DESEJA A VERDADE. E a internet, por isso, é a pedra no sapato de quem tem muito a esconder.


"Preparem-se. Nos próximos anos a desordem do mundo atingirá o patamar da alucinação permanente e por toda parte a mentira e a insanidade reinarão sem freios. Não digo isso em função de nenhuma profecia, mas porque estudei os planos dos três impérios globais e sei que nenhum deles tem o mais mínimo respeito pela estrutura da realidade. Cada um está possuído pelo que Eric Voegelin chamava "fé metastática", a crença louca numa súbita transformação salvadora que libertará a humanidade de tudo o que constitui a lógica mesma da condição terrestre. Na guerra ou na paz, disputando até à morte ou conciliando-se num acordo macabro, cada um prometerá o impossível e estreitará cada vez mais a margem do possível. A Igreja Católica é a única força que poderia, no meio disso, restaurar o mínimo de equilíbrio e sanidade, mas, conduzida por prelados insanos, vendidos e traidores, parece mais empenhada em render-se ao espírito do caos e fazer boa figura ante os timoneiros do desastre. No entanto, no fundo da confusão muitas almas serão miraculosamente despertadas para a visão da ordem profunda e abrangente que continua reinando, ignorada do mundo. Muitas consciências despertarão para o fato de que o cenário histórico não tem em si seu próprio princípio ordenador e só faz sentido quando visto na escala da infinitude, do céu e do inferno. Essas criaturas sentirão nascer dentro de si a força ignorada de uma fé sobre-humana e nada as atemorizará."
Olavo de Carvalho


ORAI E VIGIAI 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

MANIFESTAÇÕES, PROTESTOS - "Por trás da máscara" com Flávio Morgenstern

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ISCAS DA ESQUERDA PARA A ARMADILHA DA REVOLUÇÃO - CAOS - A MINORIA ORGANIZADA VENCE A MAIORIA DESORGANIZADA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/07/iscas-da-esquerda-para-armadilha-da.html

SEM MENTIRA, NÃO EXISTE COMUNISMO. Eles fazem uma revolução "democrática" e aproveitam a bagunça para dar o golpe totalitário. A revolução é sempre assim, é um conto do vigário, uma armadilha, eles se fingem de democratas e depois do caos, tomam o poder. Destituem um ditador, como no caso de Cuba, para pôr um tirano muito pior no lugar, usando o descontentamento do povo como combustível da luta. É preciso muito cuidado com esses impostores. 
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Não se esqueçam: em TODOS os países onde o comunismo foi implantado, o povo estava maciçamente contra, e nada pôde fazer. A violência, o cinismo e a determinação da elite revolucionária não têm limites. Combatê-las com meias-medidas é fortalicê-las. OLAVO DE CARVALHO
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COMUNISMO DOMINOU CUBA COM MENTIRA, APARELHAMENTO, DISCURSO DE ÓDIO, TERROR E POBREZA
https://youtu.be/QNGbeBv4uFc
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QUEM É MARCO AURÉLIO GARCIA
"Temos que dar a impressão de que somos democratas. Inicialmente temos que aceitar certas coisas, porém isso não durará muito", declarou Marco Aurélio Garcia , o marxista com influência por trás do presidente Luis Inácio Lula da Silva, recordando que Fidel Castro teve que fazer o mesmo. Ou seja, dizer que era democrata e que não era comunista, para poder consolidar-se no poder até agora, 50 anos depois do golpe em Cuba!
http://www.averdadesufocada.com/index.php/vale-a-pena-ler-de-novo-especial-86/2206-1108-quem--marco-aurlio-Garcia
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segunda-feira, 30 de março de 2015

MEMÓRIAS COMUNISTAS - OSVALDO PERALVA - ANTÕNIO PAIM


Condor Choca Militantes

Janer Cristaldo
Baguete Diário, 26/5/2000

Para eles, as nações não tinham fronteiras e o palco de lutas era o planeta todo. Em 35, uma judia berlinense, oficial do Exército Vermelho soviético, veio coordenar a revolução no Brasil, assessorada por aparatchiks belgas, alemães, franceses e argentinos. Osvaldo Peralva, membro brasileiro do Kominform, sediado em Bucareste, ao denunciar a conspiração toda em O Retrato (Editora Globo, 1962), foi banido do mundo intelectual e classificado como agente da CIA. O que Peralva denunciou com conhecimento de causa foi mais tarde documentado por William Waack, no excelente Camaradas (Companhia das Letras, 1993), com pesquisas nos arquivos do Kremlin.
Em 36, foram todos para a Espanha, dar apoio bélico e moral a Stalin, que tentava imobilizar a Europa estrangulando-a com o controle do Mediterrâneo. Juan Negrín, ministro da Fazenda do governo Largo Caballero, raspou os cofres da Espanha em troca de aviões, carros de combates, canhões, morteiros e metralhadoras russas. Ao celebrar com um banquete no Kremlin a chegada das 7.800 caixas com 65 quilos de ouro cada uma (três quartos das reservas espanholas), Stalin, evocando um ditado russo, comemorou: "Os espanhóis não voltarão a ver seu ouro, da mesma forma que ninguém pode ver as orelhas". Aproveitando a vaza, um vigarista malaguenho fez fortuna internacional, dando o título de Guernica a um quadro em torno à morte de um toureiro.
Em 59, eles deram apoio logístico e de mídia a Fidel e Che, para instalar a mais longa ditadura da América Latina. De Paris, um filósofo feio, baixinho e confuso veio dar seu aval ao tirano do Caribe. Uma foto da época é das mais emblemáticas: Sartre, de pescoço espichado para o alto, adorando Castro como um Deus. Em La Lune et le Caudillo (Gallimard, 1989), Jeannine Verdès Leroux nos relembra este momento de extraordinária poesia.
-- Todos os homens têm direito a tudo que eles pedem - pontifica Castro. - E se eles pedem a lua? - pergunta Sartre. O ditador retoma seu charuto e se volta para o filósofo baixinho: - Se eles pedem a lua, é porque têm necessidade dela.
Pediam a lua no bestunto do ditador e do filósofo. Em verdade, queriam dólares, pão e liberdade. Da mesma forma que a Espanha, em 36, foi um campo de treinamento para a Segunda Guerra, a América Latina era laboratório de experimentos sociais para os filosofadores europeus que, no dizer de Camus, assestavam suas poltronas no sentido da História.
Também dos salões de Paris vinha o apoio teórico a Che Guevara e seus celerados, através de Régis Debray, mais tarde ministro de Mitterrand. Che morreu em odor de santidade e hoje é cultuado na Bolívia, como San Ernesto de la Higuera. Danielle Mitterrand, a viúva enamorada pela figura romântica do guerrillero, dá apoio a guerrilha zapatista em Chiapas, comandada por um agitprop branco travestido de líder indígena, o subcomandante Marcos. E a mulher de Debray criou a biografia fictícia da guatemalteca Rigoberta Menchú, embuste que mereceu o prêmio Nobel da Paz de 92.
Nos anos 60, eles tentaram reeditar no Brasil a Intentona de 35. Para isso, foram treinados na China, União Soviética, Cuba e Argélia. Fracassados e escorraçados em 64, os sobreviventes migraram ao Chile para assessorar Allende e ao Uruguai para dar apoio aos tupamaros. De Cuba, vinha o brado de guerra: "un, dos, tres, mil Vietnãs". Derrotados no Uruguai em 73 por Bordaderry, deixaram o país conhecido como a "Suíça latino-americana" em destroços, com mais da metade de sua população ativa refugiada no exterior. Para simbolizar o apoio de Cuba ao regime marxista que se instalara no Chile, Castro presenteou Allende com uma submetralhadora. Presente de grego: foi a mesma que o líder marxista usou para suicidar-se em 73. Derrubado o regime de Allende, eles rumaram à Argentina e Portugal, onde a "Idéia" estava em marcha. Em 76, instaura-se, com Videla, a ditadura militar na Argentina. Era o momento de dar de rédeas rumo a outros nortes.
Em 75, alguns militares lusos, entusiasmados com a derrocada de um salazarismo já moribundo, tentaram instalar na península ibérica a república socialista que os espanhóis já haviam exorcizado. A esperança migrara para Portugal. Ou para o Peru, onde o Sendero Luminoso e o Tupac Amaru assassinaram, nos 80, milhares de peruanos, sob a inspiração humanitária do Grande Timoneiro.
Era o que, em Paris, chamávamos de la grande randonée. Aventureiros de todos os quadrantes, alguns imbuídos de nobres ideais, outros de ressentimentos e vontade de poder, migravam de um país a outro para "fazer a Revolução". Em qualquer geografia sentiam-se em casa: sempre havia um comitê para recebê-los como heróis e delegar-lhes novas tarefas. Só no Rio de Janeiro, o cardeal Eugenio Sales alugou 80 apartamentos para abrigar aparatchiks de toda a América Latina, que chegaram a acolher grupos de 150, simultaneamente. O total de militantes hospedados, entre 76 e 82, chegou a cinco mil pessoas.
Eles percorreram o século e o continente latino-americano, receberam doutrinação ideológica e treinamento de guerrilha em diversos países. Quem atesta esta internacionalização são os próprios guerrilheiros em suas memórias. Foram financiados pela China, ex-URSS e até pela miserável Cuba. Além de dispor santuários para onde quer que fugissem, gozavam de exílios confortáveis nas sociais-democracias européias. Se um aparatchik era preso na mais discreta fronteira do mundo, no outro dia manifestantes em Paris, Berlim, Estocolmo ou Londres pediam sua libertação. A luta não tinha fronteiras. Agora condenam, indignados, a chamada operação Condor.
Que horror! Os militares da América Latina trocavam informações e serviços para combatê-los. Isto me lembra um debate dos anos 70 em Estocolmo. Pacifistas denunciavam as Forças Armadas suecas, porque estas usavam armas que feriam e matavam. Um oficial, muito pedagógico, teve de vir a público para esclarecer: "a função de uma arma é ferir e matar".
Consta que os responsáveis pela operação Condor até se comunicavam em código. Maquiavélicos, estes senhores.
É interessante observar que a guerra civil espanhola contra Franco estava abarrotada de infiltração comunista financiada por Stalin. Caso tivessem vencido, a Espanha seria hoje uma ditadura comunista. É assim que eles fazem, aproveitam-se da guerra por mais liberdade ou democracia e dissimuladamente tomam o poder, como em Cuba. Se comunismo fosse bom, seria implantado honestamente.


“Marxismo e descendência”, de Antônio Paim (Vide Editorial, 596 páginas), inscreve-se numa respeitável linha de estudos de largo alcance sobre o marxismo, da qual fazem parte o polonês Leszek Kowalowski, com seu “Main currents of Marxism: its origin, growth and dissolution”, e François Furet, com “O Passado de uma ilusão” . O trabalho deste acadêmico baiano, especialista em filosofia política, autor de importantes obras sobre o pensamento político luso-brasileiro, tem contudo alguns pontos diferenciadores importantes. Tendo vivido na URSS nos anos 50, onde estudou na universidade Lomonossov, em Moscou, Paim viu o regime comunista e seus problemas em primeira mão, a ponto de deixar o Partido Comunista Brasileiro – ao qual era filiado – e a filosofia marxista. Daí vem a impressionante familiaridade de Paim com os textos de Marx, Engels, Lênin, Stalin e outros dos nomes mais importantes do pensamento socialista – familiaridade, diga-se, raramente encontrada nos próprios marxistas. Sempre que é possível, Paim dá voz aos próprios autores para sustentar seus apontamentos. E é implacável em sua análise: ataca com vigor certos mitos acalentados por alguns que, incomodados pelos fatos ligados ao stalinismo, procuram desvinculá-lo do marxismo-leninismo e colocá-lo como um “desvio” dele. Paim mostra que isso é irreal: a ligação é mais do que próxima e impossível de ser desfeita. Destaca-se também a análise que faz do Partido Comunista Francês e das relações do marxismo com o positivismo e o estruturalismo, tão presentes nas ciências humanas da segunda metade do século XX.
Onde encontrar:
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A VERDADE: EU MENTI - Mirian Macedo http://blogdemirianmacedo.blogspot.com.br/2011/06/verdade-eu-menti_05.html
 
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Leonardo Padura, em "El Hombre que Amaba a los Perros", traz uma preciosa lição sobre a degradação dos valores individuais pelo comunismo http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/mensagem_do_passado
"Hoje os brasileiros se espantam ante um governo que lhes rouba bilhões de reais enquanto, com a maior cara dura, continua posando de paladino da moralidade, e, rejeitado por noventa por cento da população, ainda se faz de porta-voz do “povo” contra a “elite”.  Se conhecessem algo da história do comunismo, como a trama urdida por Stalin para dar cabo de Trotski, entenderiam que a mendacidade psicopática, em proporções tão vastas que raiam o diabolismo puro e simples, não é uma invenção do PT: é inerente à mentalidade comunista em todas as épocas e lugares."
OLAVO DE CARVALHO
http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/mensagem_do_passado

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

INFILTRAÇÃO COMUNISTA NO BRASIL - OLAVO DE CARVALHO




 
Por que a grande mídia mente tanto? Em 1993, vinte e um anos atrás, A CUT confessou que tinha OITOCENTOS jornalistas na sua folha de pagamentos. Só a CUT. Quantos ela, o PT, o MST, o Foro de São Paulo, as Farc e outras organizações têm hoje?

https://www.facebook.com/carvalho.olavo/photos/a.275188992633182.1073741828.275181425967272/402406193244794/?type=1&theater

Olavo de Carvalho Ontem

Há sessenta anos milhares de historiadores, jornalistas, professores universitários, analistas estratégicos e tutti quanti nos asseguram que a CIA organizou o golpe de 1964, e até hoje não conseguiram apontar UM ÚNICO nome de agente da CIA lotado no Brasil na época. O Mauro Abranches, com uns poucos meses de pesquisas, já descobriu algumas dezenas de agentes da KGB infiltrados no governo Goulart. Essa diferença já diz tudo.

Canal HISTÓRIA HERÓICA do MAURO ABRANCHES

https://www.youtube.com/channel/UCiZoxp05rBA9wdBT2Gelzkg/vídeos

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Os gringos estão para invadir o Brasil, mas não se preocupem: Cuba e a Venezuela, com a ajuda da Rússia, da China, do Hamas e do Hezbollah, se anteciparão e ocuparão preventivamente o nosso território, protegendo a nossa democracia contra o imperialismo fascista. NÃO TENHAM A MENOR DÚVIDA de que ESSE é o sentido da mensagem do sr. Fidel Castro ao anunciar que os EUA "estão preparando um dispositivo militar" para "deter o desenvolvimento da América Latina". Também não se espantem de que essa mensagem venha a ser repetida por aquelas MESMAS inteligências iluminadas que, para provar que a ameaça comunista é pura "teoria da conspiração", asseguram que as relações entre o Brasil e os EUA são hoje as melhores de todos os tempos, quase um caso de amor.http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI606200-EI306,00-EUA+estao+dispostos+a+invadir+o+Brasil+diz+Fidel.html

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QUEM DISSE QUE A MP 657 NÃO TINHA SIDO APROVADA?
DILMA SEMPRE CONSEGUE O QUE QUER, E MAIS UMA VEZ CONSEGUIU.
MP 657 FOI APROVADA ONTEM - FIM DA POLÍCIA FEDERAL E CRIAÇÃO DA "GESTAPO BRASILEIRA"
MP 657/14 - ALERTA AO POVO BRASILEIRO
https://www.facebook.com/lucia.pirozzelli/posts/560639830734739


07/11/2014 MP 657 foi um verdadeiro rolo compressor, diz deputado - Delegados, Governo e Oposição racham a Polícia Federal
http://www.fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/45503


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Folha Política: Dilma firma parceria de cooperação militar com a China
http://www.folhapolitica.org/2014/02/dilma-firma-parceria-de-cooperacao.html  

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Folha Política: Rússia avança negociações para aumentar presença militar na América Latina
http://www.folhapolitica.org/2014/03/russia-avanca-negociacoes-para-aumentar.html
 
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 Folha Política: General dos EUA alerta para aumento da influência militar da Rússia na América...
http://www.folhapolitica.org/2014/03/general-dos-eua-alerta-para-aumento-da.html

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Exército Brasileiro será desativado na fronteira Brasil/Bolívia
http://sociologiapolitica.com.br/2014/02/14/exercito-brasileiro-sera-desativado-na-fronteira-brasilbolivia/

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ELES SE FINGEM DE DEMOCRATAS PARA TOMAR O PODER
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/03/eles-se-fingem-de-democratas-para-tomar.html

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SEM MENTIRA, NÃO EXISTE COMUNISMO. Eles fazem uma revolução "democrática" e aproveitam a bagunça para dar o golpe totalitário. A revolução é sempre assim, é um conto do vigário, uma armadilha, eles se fingem de democratas e depois do caos, tomam o poder. Destituem um ditador, como no caso de Cuba, para pôr um tirano muito pior no lugar, usando o descontentamento do povo como combustível da luta. É preciso muito cuidado com esses impostores. 

COMUNISMO DOMINOU CUBA COM MENTIRA, APARELHAMENTO, DISCURSO DE ÓDIO, TERROR E POBREZA
https://youtu.be/QNGbeBv4uFc
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QUEM É MARCO AURÉLIO GARCIA
"Temos que dar a impressão de que somos democratas. Inicialmente temos que aceitar certas coisas, porém isso não durará muito", declarou Marco Aurélio Garcia , o marxista com influência por trás do presidente Luis Inácio Lula da Silva, recordando que Fidel Castro teve que fazer o mesmo. Ou seja, dizer que era democrata e que não era comunista, para poder consolidar-se no poder até agora, 50 anos depois do golpe em Cuba!
http://www.averdadesufocada.com/index.php/vale-a-pena-ler-de-novo-especial-86/2206-1108-quem--marco-aurlio-Garcia
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A VIDA LOUCA DOS REVOLUCIONÁRIOS - DEMÉTRIO MAGNOLI



A turma do quebra - tudo

Em doze ensaios biográficos, o sociólogo Demétrio Magnoli revela quanto os intelectuais revolucionários foram movidos por conflitos e ambições pessoais (18/12/13) Duda Teixeira - Foi o toque de uma mulher bêbada no corpo de Sayyid Qutb que levou o funcionário do Ministério da Educação do Egito a radicalizar suas ideias. Hoje uma inspiração para terroristas islâmicos do mundo todo, ele estava em viagem aos Estados Unidos, onde viveu por dois anos e meio a mando de seu governo. A experiência foi tão traumática que o funcionário antecipou a volta. Das jovens americanas, concluiu que o poder de sedução estava "nos seios redondos, nas nádegas cheias, nas coxas bem torneadas e nas pernas elegantes'". Para sua completa repulsa, elas nada faziam para esconder seus tesouros. As igrejas não passavam de "praças de recreio sexual". No Cairo, nos anos 1950, Qutb ingressou no grupo radical da Irmandade Muçulmana. Em seu livro Milestones (Marcos), escrito no cárcere, ele desenvolveu o conceito da jihad como uma guerra contra os infiéis do Ocideme. Em meio à globalização, homens como ele viram que, por meio da jihad, poderiam afastar o futuro que os amedrontava e, de quebra, impor seu poder sobre aquilo que estava ao alcanc e: suas próprias mulheres. Quando um demente atira contra cristãos em um shopping no 42 Quênia ou contra urna menina no caminho da escola no Paquistão está, no fundo, seguindo os passos de Qutb — um homem que dizia não ter se casado porque não encontrara uma mulher suficientemente pura.

Expor os problemas privados dos outros é uma tática rasteira, usada com frequência para atacar rivais ideológicos. Desvios sexuais, infidelidades conjugais ou a relação familiar não são medidores confiáveis da qualidade de uma figura pública. Excecões devem ser abertas aos revolucionários. Padecendo de problemas pessoais, muitos deles procuraram resolvê - los destruindo o muodo à sua volta para moldá - lo ao seu interior doentio. Essa é uma das conclusões que se podem tirar de A Vi da Louca dos Revolucionários (Leya; 240 páginas; 39,90 reais), do sociólogo Demétrio Magnoli. A obra recém - lançada traz doze ensaios sobre personagens corno Qutb: com aspirações desmedidas, traumas de infância e preconceitos étnicos. Suas palavras empolada s e em prol de uma humanidade melhor só resistiram até provocar a primeira morte.

No Camboja, o comunista Pol Pot é conhecido por ter levado um quarto da população nacional à morte entre 1975 e 1979. Sem conseguir implantar uma sociedade igualitária nas c idades, obrigou todos os habitantes a mudar - se para o campo. Milhares morreram de fome. Pol Pot dividiu a população em três grupos: o povo, os candidatos a povo e as "novas pessoas", que deveriam ser eliminadas. O alvo dos golpes de picareta, o principal m étodo de assassinato, eram principalmente aqueles com ascendência ou origem vietnamita, pelos quais Pol Pot nutria enorme antipatia. Enquanto os desafetos de Pol Pot eram os vietnamitas, os da alemã Ulrike Meinhof eram os nazistas — de sua própria família. O conhecimento de que seu pai tinha pertencido ao partido de Adolf Hitler a levou a fundar a organização terrorista Baader - Meinhof. Ela dizia que a Alemanha Ocidental, uma democracia em pleno vigor, era um Estado fascista contra o qual toda violência seri a legítima. Ao confundir democracia e totalitarismo, ela expiava a culpa que trazia no sangue. Todos os revolucionários eram membros da classe média. Pol Pot estudou em uma escola francesa de elite. Ulrike era uma jornalista bem - sucedida, mãe de dois filh os. Para Magnoli, o achado não foi uma surpresa; "Os revolucionários são o resultado da abundância do capitalismo". A inclinação pela revolução seria um sintoma da ambição pelo poder. Ao desmomarern o Estado, eles poderiam se tornar os novos monarcas, ou s eus conselheiros diretos. Mesmo quando cometeram a revolução, o cálculo nem sempre funcionou. Com o caos instalado e as instituições corrompidas, eles encontraram o castigo no próprio sucesso.

http://sistemas.mre.gov.br/kitweb/datafiles/Oslo/pt-br/file/Arquivo%20de%20Noticias/Sele%C3%A7%C3%A3o%20de%20Not%C3%ADcias%20Culturais%20-%20168.pdf

'A Vida Louca dos Revolucionários' examina a obsessão pela ruptura


A Revolução Francesa desencadeou um desejo de mudança que marca esta era, defende Demétrio Magnoli em "A Vida Louca dos Revolucionários". No livro, Magnoli examina a vida e as motivações de doze personagens fora do círculo das celebridades revolucionárias. A ideia é tentar compreender a natureza do pensamento que o autor considera utópico.

"A nossa era histórica está marcada precisamente pela obsessão moderna com a ruptura, que forma uma curiosa tradição", escreve. "O culto ao novo é seu traço mais fundamental: desde que caiu a Bastilha, o 'antigo' converteu-se em sinônimo de anacrônico ou ultrapassado".

John Reed (1887-1920), Victor Serge (1890-1947), Filippo Marinetti (1876-1944), Marcus Garvey (1887-1940), Cyril L. R. James (1901-1989), George Orwell (1903-1950), Juan Lechín Oquendo (1914-2001), Frantz Fanon (1925-1961), Sayyid Qutb (1906-1966), Ulrike Marie Meinhof (1934-1976), Steve Biko (1946-1977) e Pol Pot (1925-1998) foram os escolhidos pelo autor. "De alguma forma, os doze vultos desse livro continuam entre nós", diz.


Divulgação
 
Os protagonistas deste livro desejavam uma mudança drástica em suas vidas
Revolução é uma obsessão de nossa era histórica, diz Magnoli

"A Revolução Russa provavelmente seria narrada de outra forma, não fosse pelo célebre livro de Reed. Sem Marinetti, talvez jamais existisse o futurismo italiano. Sem Orwell, pode-se apostar que uma parcela muito menor da humanidade tomasse consciência do totalitarismo".

As personalidades escolhidas compartilharam, por ideais e meios distintos, o desejo de mudar o mundo. "Pátria não é um país ou uma nação para a maior parte dos doze", conta.

Formado em ciências sociais e jornalismo pela USP (Universidade de São Paulo) e doutor em geografia humana pela mesma instituição, Demétrio Magnoli foi professor universitário e colunista da Folha (2004-06).

Entre outros títulos, Magnoli assina "Uma Gota de Sangue", "O Mundo em Desordem" e "O Leviatã Desafiado"

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"A Vida Louca dos Revolucionários"
Autor: Demétrio Magnoli
Editora: LeYa
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da
Livraria da Folha

 
O erro de Demétrio Magnoli 
 
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anarquismo