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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

POR QUE todo mundo está virando católico? | Ação Católica #030 Centro Dom Bosco

 

 

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TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html

 

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"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas"  "Por vossa mansidão divina, ó Jesus manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça."

GRANDES PROMESSAS https://youtu.be/TuAsi3ZTrZI 

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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho

REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE. Ela está em perigo de extinção, substituída por ideologias e pretextos. 

terça-feira, 18 de junho de 2024

CONEXÃO KGB – Esquerda e mídia: unidas pelo assassinato de bebês

 

 

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Introdução ao Aborto e Globalismo - Bernardo Kuster https://youtu.be/P1i5-1fYbRs


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Clique num nome de deputado e mande um e-mail contra os projetos de censura, aborto, impostos, desarmamento, impunidade, etc. https://placarcongresso.com/pages/ranking.html



Dep Jilmar Tatto
Dep Lídice da Mata
Dep Erika Hilton
Dep Orlando Silva
 
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Neste segmento, Pavinatto diz que o fenômeno da mentira sempre existiu, mas que a internet o intensificou. https://youtu.be/ESn5EYO5jsw?t=460

Sim, este é um dado importante: a Internet acelerou e multiplicou tudo, inclusive a verdade. E é isto o que incomoda os mentirosos/censores, a INTERNET ACELEROU A VERDADE, ou seja a triagem e o desmascaramento da mentira. Esta é a causa REAL da censura. https://youtu.be/ESn5EYO5jsw?t=460

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Allan dos Santos "O movimento revolucionário é velado até que ele seja irreversível."

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A mentira repetida mil vezes só vira "verdade" sem críticas e sem perguntas. Nenhuma outra opção deve emergir nas mentes. Eles sabem que a democracia se faz pelo debate livre, pela livre concorrência de ideias, pela busca da verdade. É ISTO o que elege os melhores. E este é o problema deles. O comunismo é um sistema sem verdade e sem a liberdade de buscá-la. Onde só existe a voz dos censores.  https://conspiratio3.blogspot.com/p/triagem-filtragem-confronto-de.html

A CENSURA sai da esfera democrática do debate, regido pela busca da verdade e dos fatos, e entra na esfera da ditadura da palavra sem os fatos, que CRIMINALIZA A BUSCA DA VERDADE.

OLAVO DE CARVALHO 🔴 - TEORIA DOS JOGOS DE LINGUAGEM DE WITTGENSTEIN "LEGITIMA" A MENTIRA https://conspiratio3.blogspot.com/2024/05/olavo-de-carvalho-truques-linguisticos.html

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 "Aquele que luta pela verdade tem momentos de vacilação e dúvida, porque avança de descoberta em descoberta e vai esbarrando nas contradições e ambiguidades do real. Mas aquele que aposta na mentira não vacila nem duvida, porque nada busca nem descobre: está fechado para sempre dentro da sua mentira, que é, ao mesmo tempo, sua fortaleza e seu túmulo." Olavo de Carvalho 

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TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html

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PAULO FIGUEIREDO: "É o que Soljenitsin diz, não tem ditadura que não passe pela corrupção moral do povo."

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"Hoje entendo que o esquerdismo não é um ideal, uma crença, uma filosofia: é uma doença moral horrível, a substituição do senso instintivo do bem e do mal por um conjunto de artifícios lógicos que, por etapas, vão levando da mera perversão à inversão completa, à santificação do mal e à condenação do bem." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/05/olavo-de-carvalho-forca-diabolica-que.html

 

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"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas"  https://youtu.be/Po12Ny6K2kI?t=26

GRANDES PROMESSAS https://youtu.be/TuAsi3ZTrZI 
 
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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho

REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE. Ela está em perigo de extinção permanente, substituída por ideologias e pretextos. 

sábado, 2 de março de 2024

TERRORISTAS ATACAM IGREJA e MATAM 15 PESSOAS durante MISSA. E ninguém se importa - Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

 

 


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"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas" https://youtu.be/Po12Ny6K2kI?t=26

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Profecia do Cometa: Coincidência ou Aviso Divino? https://youtu.be/KE3jIy9w3vM?t=181

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Tucker Carlson, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo denunciam nos EUA a ditadura no Brasil https://conspiratio3.blogspot.com/2024/03/tucker-carlson-entrevista-eduardo.html


Tucker Carlson entrevista Eduardo Bolsonaro (legendado) https://youtu.be/cST-0zdIWTg

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A ESQUERDA NÃO É A FAVOR DA LIBERDADE PORQUE A LIBERDADE TRAZ A VERDADE. 

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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho

REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE.

Ela está em perigo de extinção permanente, substituída por ideologias e pretextos. 

sábado, 19 de agosto de 2023

quarta-feira, 5 de junho de 2019

LEI DA HOMOFOBIA SERÁ USADA PARA PERSEGUIR CRISTÃOS


04/06/2019 Marlon Derosa

Todos os cristãos passam a ser considerados homofóbicos, mas será dado a eles um excludente de ilicitude, para praticarem sua religião criminosa e homofóbica dentro da igreja. É isso que, em outras palavras, diz o PLS 672/2019 e creem os que o defendem. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) vai na mesma linha, em um movimento de teatro das tesouras. Na prática, a perseguição dos cristãos ganhará amparo legal.

A lei define “homofobia” como crime de racismo e dá uma grande margem de subjetividade no que é discriminação, por fim, traz como excepcionalidade o fato de que a lei não se aplica dentro de igrejas. Isso significa que cristãos serão todos considerados homofóbicos, mas contarão com excludente de ilicitude quando praticarem seus crimes de “homofobia” dentro da igreja.

Basta ler o artigo publicado na revista Fórum em 28 de maio para ver claramente isso, se já não foi possível concluir essa realidade com a leitura do projeto de lei.

No artigo publicado na Revista Fórum, o autor, lamentando-se pelo fato de haver essa excepcionalidade para as igrejas, questiona ao leitor:

“A homofobia vai ser crime, mas…se ela acontecer dentro de uma Igreja, não vai ser crime. Qual é a lógica disso? Crime é crime!” (sic)

E ele continua:

“Por que as igrejas têm uma lei diferente pra elas? Por que elas podem quase tudo? (…) Uma Igreja não paga imposto. Dentro da Igreja pode ser racista.” (…) “E, agora, vão poder ser homofóbicos o quanto quiserem…Quando as igrejas vão vir pro mundo real?” (sic)

O autor está correto, crime é crime. E exatamente por isso, podemos dizer que o cristianismo está sendo criminalizado com excludente de ilicitude da prática, desde que seja das igrejas.

Se não houvesse a excepcionalidade, toda a subjetividade colocaria em risco qualquer explicação sobre a doutrina dos cristãos, bem como sobre os textos bíblicos, no que se refere a considerar a homossexualidade um pecado ou algo que afasta o ser humano do projeto de Deus. Embora o cristianismo não puna ou discrimine pessoas que estejam vivendo em pecado, seja lá quais forem, mas se restringe em orientá-los e auxiliá-los para superar, caso assim desejem, não é novidade para ninguém que há uma forte militância que vê nessa doutrina vem uma discriminação e atitude de homofobia.

Mas se houver a aprovação da lei com a excepcionalidade, talvez seja pior, porque a própria excepcionalidade afirma, implicitamente, mas de forma muito clara, que nas igrejas as pessoas são homofóbicas. É óbvio que isso não é verdade. Se algum cristão cometer atitude de fato homofóbica, este deverá ser punido e já existem leis para isso. O problema dessa lei será sempre o conceito, condições e situações nas quais algo será considerado homofobia.

Assim, a existência da excepcionalidade na lei coloca as igrejas como que em um excludente de ilicitude e reforça toda uma narrativa, onde qualquer ensinamentos sobre sexualidade humana diferente do que apregoam alguns grupos, é considerado crime de homofobia. A manchete do O Globo também deixa claro, como mais um exemplo, de como as igrejas serão vistas como local de prática do crime de homofobia sem punição: Senado aprova projeto de criminalização da homofobia, com exceção para templos religiosos A lei que colocaria João Paulo II na cadeia

Quando o Papa São João Paulo II disse, inúmeras vezes, que o sexo precisa ter sempre as finalidades unitivas e procriativas juntas, segundo a nova lei e a interpretação de muitos, ele teria sido homofóbico. Hipoteticamente, se estivesse vivo e viesse ao Brasil, ao ensinar isso dentro da igreja ele seria enquadrado no “excludente de ilicitude”. Se o Papa falasse isso fora da igreja, poderia significar até 3 anos de prisão ao pontífice. Vale destacar que ele sempre ensinou a finalidade da sexualidade humana de forma geral, o que inclui (e enfoca) os heterossexuais, dando-lhes os porquês da proibição de contraceptivos, vasectomia e os atos sexuais que utilizam outras partes do corpo humano que não são propriamente os órgãos sexuais reprodutores, culminando com relações sexuais incapazes de gerar vidas. Esse ensinamento automaticamente inclui os homossexuais.

O artigo da revista Fórum mostra que o próximo passo será entrar nas igrejas. Talvez sejam propostos novos livros para a bíblia, catecismo, revogação de Encíclicas Papais (ou não aplicabilidade de algumas Encíclicas para o Brasil). A lei também proíbe se opor à ideologia de gênero

Ao incluir na caracterização do crime de “homofobia” os termos identidade de gênero, equiparando-os ao crime de racismo, fica ameaçado também o direito de críticas às teorias de gênero, chamados hoje de ideologia de gênero (não sabemos se o termo ideologia de gênero, que em geral carrega por si um significado crítico, poderá continuar a ser usado sem maiores complicações). Teatro das tesouras entre Senado e STF

É curioso verificar também que alguns defensores da criminalização da “homofobia” têm tentado criar a narrativa de que, diante da atitude do STF em legislar na criminalização da “homofobia”, “setores conservadores” no Senado teriam buscado se impor contra o ativismo judicial por meio do PLS 672/2019, criminalizando a “homofobia” com suas próprias regras via Senado. Primeiro, o projeto de Lei no Senado é de autoria de um Senador do PDT de Ciro Gomes; Segundo, entre as propostas de criminalização no STF e no Senado, não há diferença substancial. Isso lembra o tempo em que no Brasil se acreditava que o defensor da legalização da maconha, senhor Fernando Henrique Cardoso, seria um representante da direita, na falsa oposição ideológica entre PT e PSDB, que reinou em “desinformação” por décadas no país. A estratégia de oponentes fictícios é sempre vantajosa, pois qualquer que seja o vencedor, a vitória está garantida para aquele que manipula o jogo.


https://estudosnacionais.com/genero/lei-da-homofobia-sera-usada-para-perseguir-cristaos/

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Ser contra ideologia de gênero poderá dar 3 anos de prisão
“trata-se de uma armadilha, pois uma leitura atenta do texto do PL deixa claro que o objetivo é inviabilizar toda e qualquer manifestação contrária à ideologia de gênero por parte de pais e educadores. Os que o fizerem serão punidos com 1 a 3 anos de detenção.”
https://estudosnacionais.com/noticias/brasil/se-opor-a-ideologia-de-genero-podera-resultar-em-3-anos-de-prisao-se-pl-672-19-for-aprovado/
 
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Brasil vive grave crise institucional e clima misto entre medo de censura e revolta contra STF
Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou inquéritos e ações contra o que alega ser fake news difamatórias contra a corte e seus membros, brasileiros têm se dividido entre revoltados e receosos. Enquanto o mote “#STFNaoVaiNosCalar” fica em segundo lugar no Twitter (17/04), muitas pessoas manifestam receio de criticar os atos da corte, por temor de consequências incertas, imprevisíveis.
https://estudosnacionais.com/noticias/brasil-vive-grave-crise-institucional-e-clima-misto-entre-medo-de-censura-e-revolta-contra-stf/

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O "direito" de perseguir e matar decorre do direito de condenar e demonizar adversários (inimigos) e, antes disso, de redefinir o que é bem e mal, certo e errado, verdade e mentira, com o aval da população manipulada e acovardada. https://conspiratio3.blogspot.com/p/antiga-tecnica-totalitaria-da.html

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Parece que não caiu a ficha para os brasileiros:
CENSURAR É DESARMAMAR VOCÊ do único poder que você tem para informar e ser informado, para vigiar e denunciar os poderes que controlam sua vida. Sem liberdade de expressão, não podemos manter o Estado de Direito, e a Democracia se EXTINGUE!  


Um poder não pode interferir no outro e, já que a imprensa, mentirosa, abriu mão desse posto, AGORA NÓS SOMOS O QUARTO PODER...

Eles têm de atacar e destruir URGENTEMENTE três ameaças: Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho e redes sociais (liberdade de expressão). E vão sair vitoriosos se não os desmascararmos oficialmente, com pesquisas documentadas, estatísticas, fatos e lógica, num documento que possa ser apresentado até em tribunais internacionais. Isto ainda pode ser feito. 

A democracia não se sustenta sem a vigilância do povo que é impedida pela censura. Se conseguirem nos calar e retirarem nosso único poder para fiscalizar e pressionar os poderes, poderão fazer TUDO o que quiserem. E isto é um problema infinatamente maior do que figuras públicas serem incomodadas por opiniões sem importância.


A reação natural ao mal está sendo inibida pelo Estado: o direito de legítima defesa, o direito de punir criminosos, o direito de livre expressão, entre outros. Isso não é uma confissão assinada de que o crime tomou o Estado e está fazendo as regras?


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BRUNO DORNELLES
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A DIREITA PRECISA DA VERDADE, A ESQUERDA PRECISA DA CENSURA
https://youtu.be/-YscciuTg5w

O que irrita um esquerdista é a verdade, o que irrita um direitista é a mentira.  (Carole Seymour Jones) 

"Uma pessoa que diz que a verdade é relativa está pedindo para que você não acredite nela." (Roger Scruton)

Olavo de Carvalho "A uniformidade de opiniões, ódios e preconceitos, as estratégias coordenadas com a velocidade do raio, a completa ausência de pluralismo e debate já deveriam bastar para qualquer pessoa inteligente perceber que a mídia brasileira é um órgão de controle social ditatorial, não de promoção da democracia. Mas, como essa realidade é chocante e assustadora, muitos preferem fingir que não a enxergam."

REPRESSÃO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO 
"Por outro lado, a discriminação ideológica nos sistemas comunistas tem a finalidade de proibir outras idéias e de impor as suas. São duas surpreendentes formas de tirania inacreditável, total. O pensamento é a mais criadora das forças: descobre o que é novo. O homem não pode viver nem produzir se não pensar e meditar. Mesmo que possam negá-lo, os comunistas são forçados a aceitar, na prática, esta verdade. Por isso, procuram tornar impossível o predomínio de outro pensamento que não seja o deles.  O homem pode renunciar a muitas coisas, mas tem necessidade de pensar e comunicar seus pensamentos. É um sofrimento profundo ser compelido a silenciar quando se tem necessidade de expressão. OBRIGAR O HOMEM A NÃO PENSAR, A EXPRESSAR PENSAMENTOS QUE NÃO SÃO OS SEUS, É A PIOR FORMA DE TIRANIA.  A limitação da liberdade de pensamento não constitui apenas um ataque a direitos sociais e políticos específicos, mas também ao próprio ser humano como tal."   

SEM CENSURA, A MENTIRA NÃO COLA - "O cidadão, no sistema comunista, vive oprimido (...) Em última análise, todos os jornais são oficiais, bem como o rádio e outros meios de comunicação. Os resultados de tudo isso não são grandes, e em nenhum caso correspondem aos meios e medidas empregados. Porém, resultados consideráveis são conseguidos tornando IMPOSSÍVEL A MANIFESTAÇÃO DE OPINIÕES que não sejam as oficiais e combatendo as idéias contrárias. " (Milovan Djilas – “A Nova Classe”)

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Olavo de Carvalho - "A experiência de todos os países comunistas prova, sem a menor margem de dúvida, que a esquerda revolucionária sempre esteve consciente da importância crucial da censura e dos limites à liberdade de expressão para a conquista e o exercício do poder. Essa é a única razão pela qual os esquerdistas tanto combatem essas coisas numa democracia sobre a qual ainda não tenham o poder total: para assegurar que elas estarão sempre sob o seu controle monopolístico, sem que o adversário tenha a menor chance de usá-las -- ou de usar qualquer recurso que remotamente se pareça com elas -- para a manutenção da ordem legal vigente.
https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10155627390667192


PARTIDO COMUNISTA CHINÊS PROÍBE CRÍTICAS AO GOVERNO



Olavo de Carvalho "A uniformidade de opiniões, ódios e preconceitos, as estratégias coordenadas com a velocidade do raio, a completa ausência de pluralismo e debate já deveriam bastar para qualquer pessoa inteligente perceber que a mídia brasileira é um órgão de controle social ditatorial, não de promoção da democracia. Mas, como essa realidade é chocante e assustadora, muitos preferem fingir que não a enxergam." 

Olavo de Carvalho Repetir incansavelmente a mentira, ignorando os desmentidos e as provas em contrário como se não existissem, não é um pecado ocasional, é a NORMA da intelectualidade esquerdista. Goebbels ainda usava fraldas quando os comunistas já eram mestres nessa coisa.

Olavo de Carvalho - Quando irão os nossos direitistas entender que, para pessoas formadas na mentalidade comunista (sejam elas ou não conscientemente comunistas), mentir a favor da causa é MÉRITO? Quando vão entender que, para essa gente, a palavra "verdade" vale apenas como rótulo embelezador da mentira conveniente.

O IMPÉRIO DA VONTADE OLAVO DE CARVALHO - O relativismo militante é um véu de análise racional feito para camuflar a imposição, pela força, de uma vontade irracional. Sua função é cansar, esgotar e calar a inteligência para abrir caminho ao “Triunfo da Vontade”. É um método de discussão inconfundivelmente nazista. Se você estudar Nietzsche direitinho, verá que toda a filosofia dele não é senão a sistematização e a apologética desse método, hoje adotado pela tropa inteira dos ativistas politicamente corretos. Por trás de toda a sua estudada complexidade, a estratégia do nietzscheísmo é bem simples: trata-se de dissolver em paradoxos relativistas a confiança no conhecimento objetivo, para que, no vácuo restante, a pura vontade de poder tenha espaço para se impor como única autoridade efetiva. Descontada a veemência do estilo pseudoprofético, não raro inflado de hiperbolismo kitsch , não há aí novidade nenhuma. É o velho Eu soberano de Fichte, que abole a estrutura da realidade e impera sobre o nada. É a velha subjetividade transcendental de Kant, que dita regras ao universo em vez de tentar conhecê-lo.
http://www.olavodecarvalho.org/semana/060105jb.htm



COMO DEBATER COM UM ESQUERDISTA
A disputa com o revolucionário é sempre regida por dois códigos simultâneos, dos quais você só conhece um. Quando você menos espera, ele apela ao código secreto e lhe dá uma rasteira.
Provar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado. Faça isso e você fará essa gente chorar de desespero, porque no fundo ela se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem civilizada tecida com a pele do adversário ingênuo.
http://wpress.olavodecarvalho.org/como-debater-com-esquerdistas/


"Em breve estaremos em um mundo no qual um homem pode ser vaiado por dizer que dois e dois fazem quatro, no qual gritos de partido furiosos serão levantados contra qualquer um que diga que as vacas têm chifres, nas quais as pessoas irão perseguir a heresia de chamar um triângulo, uma figura de três lados, e enforcar um homem por enlouquecer a multidão com a notícia de que a grama é verde." [Gilbert Chesterton]

A MENTIRA ESQUERDISTA PRETENDE APAGAR A DIFERENÇA ENTRE VERDADE E MENTIRA - OLAVO DE CARVALHO 
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2016/09/a-mentira-esquerdista-pretende-eliminar.html
 
 

Olavo de Carvalho


ROGER SCRUTON "A ideologia comunista descartou a idéia de verdade como se fosse uma construção burguesa. O que importava era poder — e você batizou como verdade aquelas doutrinas que o fornecem. Essa maneira invencível de marginalizar a realidade foi exposta para todos por Orwell, Koestler, Solzhenitsyn e, mais recentemente, Havel. Somente a educação em uma universidade moderna, com doses repetidas de Foucault, Deleuze e Vattimo, pode cegar para os perigos de uma filosofia que vê o poder como o verdadeiro objetivo do discurso. Infelizmente, essa educação existe, e temos que viver com o resultado disso.
Todos os que encontraram a máquina comunista estavam familiarizados com a abolição da distinção entre verdade e poder, incluindo companheiros de viagem como Eric Hobsbawm e Ralph Miliband, que aprovaram isso. O que importava ao Partido Comunista era a meta: a instalação do controle comunista sobre o máximo possível do mundo civilizado. O mito do “cerco capitalista” — a descrição da expansão militar soviética como uma “ofensiva de paz”, as invasões da Hungria, da Tchecoslováquia e do Afeganistão como “assistência fraterna”: tudo parte da diplomacia da pós-verdade. A falsificação do discurso político estendia-se às minúcias. Os judeus eram perseguidos não como judeus, mas como parte da conspiração burguesa-sionista-capitalista. Os católicos foram presos por “subversão da república em colaboração com uma potência estrangeira”. As tentativas da OTAN de instalar defesas antimísseis tornaram-se “atos de agressão que desestabilizavam a Europa”. E assim por diante. O resultado era uma espécie de discurso paranóico que não podia ser respondido com argumento racional, já que cada argumento era mais uma prova de que todos os que denunciavam as mentiras também as diziam. A máquina de propaganda soviética enfrentava todos os fatos gritando a plenos pulmões “mentiras!”, como um lógico louco que grita “essa frase é falsa!” 

ARTIGO 13 - AUTORIDADES EUROPÉIAS PLANEJAM CENSURAR A INTERNET
https://conspiratio3.blogspot.com/2019/03/tlgp-267-autoridades-europeias-planejam.html

Censura é o maior perigo. Não dá pra defender o capitalismo democrático, o estado de direito, a justiça, a verdade, e ameaçar a liberdade de expressão ao mesmo tempo. Sem liberdade de expressão a democracia se extingue.





sábado, 27 de abril de 2019

O ATAQUE DE MOSCOU AO VATICANO - ION MIHAI PACEPA

O site Mídia Sem Máscara está indisponível há bastante tempo, por isso estou repostando alguns dos seus artigos aqui. Para recuperá-los utilizo a máquina do tempo da web: https://web.archive.org
 


O ATAQUE DE MOSCOU AO VATICANO


Escrito por Ion Mihai Pacepa
16 Janeiro 2015 
Artigos - Desinformação

Corromper a Igreja é uma das prioridades da KGB.

A União Soviética jamais se sentiu à vontade tendo que conviver com o Vaticano neste mundo. Descobertas recentes provam que o Kremlin estava disposto a não medir esforços para neutralizar o forte anti-comunismo da Igreja Católica.

Em março de 2006, uma comissão parlamentar italiana concluiu que “além de toda dúvida razoável, os líderes da União Soviética tomaram a iniciativa de eliminar o papa Karol Wojtyla” em retaliação à sua ajuda ao movimento dissidente Solidariedade na Polônia. Em janeiro de 2007, quando documentos mostraram a colaboração do recém-nomeado arcebispo de Warsaw, Stanislaw Wielgus, com a polícia política na época da Polônia comunista, ele admitiu a acusação e se aposentou. No dia seguinte, o prior da Catedral Wawel de Cracóvia, local de sepultamento de reis e rainhas poloneses, se aposentou pela mesma razão. Em seguida, soube-se que Michal Jagosz, um membro do tribunal do Vaticano que estuda a santidade do depois Papa João Paulo II, foi acusado de ser um antigo agente da polícia secreta comunista; de acordo com a mídia polonesa, ele foi recrutado em 1984, antes de deixar a Polônia para assumir um cargo no Vaticano. Atualmente, está prestes a ser publicado um livro que irá revelar a identidade de outros 39 sacerdotes cujos nomes foram descobertos nos arquivos da polícia secreta de Cracóvia, alguns deles bispos atualmente. Além disso, essas revelações parecem ser apenas a ponta do iceberg. Uma comissão especial em breve iniciará uma investigação sobre a atuação de todos os religiosos durante a era comunista, quando, acredita-se, milhares de sacerdotes católicos daquele país colaboraram com a polícia secreta. Isto apenas na Polônia – os arquivos da KGB e os da polícia política nos demais países do antigo bloco soviético ainda precisam ser abertos para investigar as operações contra o Vaticano.

Na minha outra vida, quando estava no centro das operações de guerra de inteligência estrangeira de Moscou, me vi envolvido em um esforço deliberado do Kremlin para manchar a reputação do Vaticano, retratando o Papa Pio XII como um frio simpatizante do nazismo. No fim das contas, a operação não causou nenhum dano duradouro, mas deixou um amargo sabor residual de difícil eliminação. A história jamais foi contada antes.

O ATAQUE À IGREJA Em fevereiro de 1960, Nikita Khrushchev aprovou um plano ultra-secreto para destruir a autoridade moral do Vaticano na Europa Ocidental. O plano era um criativo fruto de Aleksandr Shelepin, chefe da KGB, e de Aleksey Kirichenko, membro do Politburo soviético responsável por políticas internacionais. Até aquele momento, a KGB tinha lutado contra o seu “inimigo mortal” na Europa Oriental, onde a Santa Sé havia sido cruelmente atacada como um covil de espiões a soldo do imperialismo americano, e os seus representantes haviam sido sumariamente presos sob acusação de espionagem. Agora, Moscou queria desacreditar o Vaticano imputando-lhe a pecha de bastião do nazismo, usando os seus próprios sacerdotes, em seu próprio território.

Eugenio Pacelli, o Papa Pio XII, foi escolhido como alvo prioritário da KGB – a sua encarnação do demônio – pois havia deixado este mundo em 1958. “Mortos não podem se defender” era o slogan da KGB na época. Moscou acabara de ganhar um soco no olho por ter falsamente incriminado e encarcerado um prelado do Vaticano, o cardeal József Mindszenty, primaz da Hungria, em 1948. Durante a revolução húngara de 1956, ele escapara da prisão e pedira asilo na embaixada americana em Budapeste, onde começou escrever as suas memórias. Quando os detalhes de como ele havia sido condenado se tornaram conhecidos de jornalistas ocidentais, foi visto por todos como um santo herói e mártir.

Como Pio XII havia sido núncio papal em Munique e em Berlin quando os nazistas estavam iniciando a sua tentativa de chegar ao poder, a KGB queria retratá-lo como um anti-semita encorajador do Holocausto. O desafio era realizar a operação sem dar o menor sinal do envolvimento do bloco soviético. Todo o trabalho sujo devia ser feito por mãos ocidentais, usando evidências do próprio Vaticano. Isto corrigiria outro erro cometido no caso de Mindszenty, incriminado com documentos soviéticos e húngaros falsificados. (Em 6 de fevereiro de 1949, alguns dias após o julgamento de Mindszenty, Hanna Sulner, a especialista húngara em caligrafia que havia fabricado a “evidência” usada para incriminar o cardeal, fugiu para Viena e exibiu os microfilmes dos “documentos” em que se baseara o julgamento encenado. Hanna demonstrou, em um testemunho minuciosamente detalhado, que os documentos eram todos forjados, produzidos por ela, “alguns pretensamente escritos pelo cardeal, outras exibindo a sua suposta assinatura”.)

Para evitar outra catástrofe como a de Mindszently, a KGB precisava de alguns documentos originais do Vaticano, mesmo remotamente ligados a Pio XII, os quais os seus especialistas em desinformação poderiam modificar levemente e projetar “na luz apropriada” para provar as “verdadeiras cores” do Papa. A KGB, entretanto, não tinha acesso aos arquivos do Vaticano, e aí entrou o meu DIE, o serviço romeno de inteligência estrangeira. O novo chefe do serviço de inteligência estrangeira soviético, general Aleksandr Sakharovsky, havia criado o DIE em 1949 e havia sido até pouco tempo antes o nosso conselheiro-chefe soviético; o DIE, ele sabia, estava em excelente posição para contactar o Vaticano e obter aprovação para pesquisa em seus arquivos. Em 1959, quando fui nomeado para a Alemanha Oriental no disfarçado cargo de representante-chefe da Missão Romena, havia conduzido uma “troca de espiões” na qual dois oficiais do DIE (coronel Gheorghe Horobet e major Nicolae Ciuciulin), pegos com em flagrante na Alemanha Ocidental, foram trocados pelo bispo católico Augustin Pacha, preso pela KGB sob uma espúria acusação de espionagem, e que finalmente retornava ao Vaticano via Alemanha Ocidental.

INFILTRAÇÃO NO VATICANO “Seat 12” era o codinome dado a essa operação contra Pio XII e eu me tornei o seu ponta-de-lança romeno. Para facilitar o meu trabalho, Sakharovsky me autorizou a informar (falsamente) o Vaticano que a Romênia estava pronta para restabelecer as relações cortadas com a Santa Sé, em troca ao acesso aos seus arquivos e um empréstimo sem juros de um bilhão de dólares por 25 anos. (As relações da Romênia com o Vaticano haviam sido cortadas em 1951, quando Moscou acusou a nunciatura do Vaticano na Romênia de ser um front da CIA disfarçado e fechou os seus escritórios. Os edifícios da nunciatura em Bucareste haviam sido revertidos ao DIE e hoje abrigam uma escola de idioma estrangeiro.) O acesso aos arquivos papais, eu havia dito ao Vaticano, era necessário para encontrar raízes históricas que ajudariam o governo romeno a justificar publicamente a sua mudança de atitude em relação à Santa Sé. O dinheiro – bilhão de dólares (não, isto não é erro de digitação) -, me disseram, havia sido introduzido no jogo para tornar a alegada mudança de opinião romena mais plausível. “Se há uma coisa que estes monges entendem é de dinheiro” disse Sakharovsky.

A minha atuação na troca do bispo Pacha pelos dois oficiais do DIE realmente abriram as portas para mim. Um mês após ter recebido as instruções da KGB, fiz meu primeiro contato com um representante do Vaticano. Por razões de segredo, o encontro – e a maioria das reuniões seguintes – ocorreu em um hotel em Genebra, Suíça. Fui apresentado a um “membro influente do corpo diplomático” que, me disseram, havia começado a carreira trabalhando nos arquivos do Vaticano. O seu nome era Agostino Casaroli, e eu logo perceberia a sua grande influência. Imediatamente, este monsenhor deu-me acesso aos arquivos do Vaticano, e logo três jovens oficiais do DIE disfarçados de sacerdotes romenos estavam mergulhados nos arquivos papais. Casaroli também concordou “em princípio” com o pedido de Bucareste pelo empréstimo sem juros, mas disse que o Vaticano desejava impor certas condições. (Até 1978, quando deixei a Romênia para sempre, eu ainda estava negociando o empréstimo, diminuído então para 200 milhões de dólares.)

Durante os anos 1960-62, o DIE conseguiu furtar dos Arquivos do Vaticano e da Biblioteca Apostólica centenas de documentos ligados, de alguma forma, ao Papa Pio XII. Tudo era imediatamente enviado para a KGB por um correio especial. Na realidade, nenhum material incriminador contra o Pontífice emergiu de todos aqueles documentos secretamente fotografados. A maior parte eram cópias de cartas pessoais e transcrições de reuniões e discursos, tudo formatado na rotineira linguagem diplomática esperada. A KGB, entretanto, continuava pedindo mais documentos. E nós enviávamos mais.

A KGB PRODUZ UMA PEÇA Em 1963, o general Ivan Agayants, o famoso chefe do departamento de desinformação da KGB, foi a Bucareste para nos agradecer pela ajuda. Disse-nos que a operação “Seat-12” havia se materializado em uma poderosa peça de ataque contra o Papa Pio XII intitulada The Deputy (O Representante), uma referência indireta ao Papa como representante de Cristo na terra. Agayants levou o crédito pelo formato da peça, e nos disse que ela tinha extensos apêndices de documentos para lhe dar sustentação, anexados pelos seus especialistas com a ajuda de documentos furtados por nós do Vaticano. Agayants também nos disse que o produtor da The Deputy, Erwin Piscator, era um comunista devoto com um relacionamento de longa data com Moscou. Em 1929, ele havia fundado o Teatro do Proletariado em Berlim, e em seguida procurado asilo político na União Soviética quando Hitler chegou ao poder, e, poucos anos depois, “emigrou” para os EUA. Em 1962, Piscator voltou a Berlim Ocidental para produzir The Deputy.

Em todos os meus anos na Romênia, sempre lidei com os meus chefes da KGB com um certo cuidado pois eles costumavam manejar os acontecimentos de forma a fazer a inteligência soviética a mãe e o pai de tudo. Mas eu tinha razões para acreditar na declaração auto-elogiosa de Agayants. Ele era uma lenda viva no campo da desinformação. Em 1943, morando no Irã, Agayants lançara o relatório de desinformação segundo o qual Hitler havia montado uma equipe especial para sequestrar o presidente Franklin Roosevelt da embaixada americana em Teerã durante a Conferência de Cúpula Aliada a ser realizada lá. Por isso, Roosevelt concordou em montar o seu quartel-general em uma vila sob a “segurança” do complexo da Embaixada Soviética, protegida por uma grande unidade militar. Todo o pessoal soviético designado para aquela vila era composto por oficiais de inteligência disfarçados, com domínio do idioma inglês, mas, com poucas exceções, eles mantinham isto em segredo para poder escutar as conversas. Mesmo com as capacidades técnicas limitadas da época, Agayants conseguiu proporcionar a Stalin, de hora em hora, relatórios de acompanhamento sobre os hóspedes americanos e britânicos. Isto ajudou Stalin a obter o acordo tácito de Roosevelt para deixá-lo manter sob domínio os países bálticos e os demais territórios ocupados pela União Soviética em 1939-40. Agayants também levou o crédito por ter induzido Roosevelt a usar o familiar tratamento “Tio Joe” para Stalin naquele encontro. De acordo com o relato de Sakharovsky para nós, Stalin estava mais orgulhoso disso até mesmo do que dos territórios ganhos. “O aleijado é meu!” teria exultado.

Exatamente um ano antes do lançamento da peça The Deputy, Agayants realizou outra ação bem sucedida. Inventou um manuscrito concebido para convencer o Ocidente de que, no fundo, o Kremlin pensava bem dos judeus; isto foi publicado na Europa Ocidental, com muito sucesso entre o público, na forma de um livro intitulado Notes for a Journal. O manuscrito foi abribuído a Maxim Litvinov, nascido Meir Walach, o aposentado comissário soviético para relações exteriores, demitido em 1939 quando Stalin purgou o seu aparato diplomático de judeus em preparação para a assinatura do pacto de “não-agressão” com Hitler. (O Pacto de Nâo-Agressão Stalin-Hitler foi assinado em 23 de agosto de 1939 em Moscou. Continha um Protocolo secreto dividindo a Polônia entre os dois signatários e dava aos soviéticos autoridade sobre Estônia, Letônia, Finlândia, Bessarábia e Bucovina do Norte.) Este livro de Agayants estava tão perfeitamente falsificado que o mais proeminente estudioso da Rússia Soviética, o historiador Edward Hallet Carr, ficou totalmente convencido da sua autenticidade e até escreveu uma introdução para ele. (Carr havia escrito uma História da Rússia Soviética, em 10 volumes.)

A peça The Deputy foi lançada em 1963 como um trabalho de um desconhecido alemão oriental chamado Rolf Hochhuth, sob o título Der Stellvertreter, Ein christliches Trauerspiel (The Deputy, a Christian Tragedy). A tese central era que Pio XII havia apoiado Hitler e o encorajara a ir adiante com o Holocausto Judeu. O livro acendeu imediatamente uma gigantesca controvérsia acerca de Pio XII, descrito como um homem frio e sem coração, mais preocupado com as propriedades do Vaticano do que com o destino das vítimas de Hitler. O texto original apresentava uma peça de oito horas, apoiada por cerca de 40 a 80 páginas (dependendo da edição) do que Hochhuth chamou de “documentação histórica”. Em um artigo de jornal publicado na Alemanha em 1963, Hochhuth defende a sua representação de Pio XII dizendo: “Os fatos estão aí – quarenta páginas repletas de documentos no apêndice da minha peça.” Em uma entrevista de rádio em Nova Iorque em 1964, quando The Deputy estreiou naquela cidade, Hochhuth disse “Eu considerei necessário adicionar à peça um apêndice histórico, de cinquenta a oitenta páginas (dependendo do tamanho da impressão)”. Na edição original, o apêndice é intitulado Historische Streiflichter (fragmentos históricos). The Deputy foi traduzida para cerca de 20 idiomais, drasticamente cortada e normalmente sem o apêndice.

Antes de escrever The Deputy, Hochhuth, que não tinha diploma secundário (Abitur), estava trabalhando em diversos trabalhos desimportantes para o grupo editorial Bertelsmann. Em entrevista, declarou que em 1959 obtivera uma licença de ausência de trabalho e fôra a Roma, onde passara três meses conversando e, em seguida, escrevento o primeiro rascunho da peça, e onde havia proposto uma “série de questões” a um bispo cujo nome recusou a revelar. Até parece! Quase na mesma época, eu costumava visitar o Vaticano regularmente como representante credenciado de um chefe de estado, e nunca encontrei nenhum bispo tagarela para conversar no corredor comigo – e não foi por falta de tentativa. Os oficiais ilegais do DIE infiltrados por nós no Vaticano também encontraram quase as mesmas dificuldades insuperáveis para penetrar nos arquivos secretos do Vaticano, mesmo com o inexpugnável disfarce de sacerdote.

Nos meus velhos tempos do DIE, quando podia pedir ao meu chefe pessoal, general Nicolae Ceausescu (o irmão do ditador) um relatório detalhado sobre algum subordinado, ele sempre perguntava “Para promover ou rebaixar?” (NT: For promotion or demotion?, no original.) Durante os seus primeiros dez anos de vida, The Deputy tendeu na direção do rebaixamento do Papa. Gerou uma enxurrada de livros e artigos, alguns acusando, outros defendendo o pontífice. Alguns chegaram até a jogar a culpa pelas atrocidades em Auschwitz nas costas do Papa, outros meticulosamente reduziram os argumentos de Hochhuth a pó, mas todos contribuíram para a enorme atenção recebida na época por esta peça trapaceira. Hoje, muitas pessoas que jamais ouviram falar na The Deputy estão sinceramente convencidas que Pio XII foi um homem frio e malvado que odiava os judeus e ajudou Hitler a eliminá-los. Como Yury Andropov – chefe da KGB e inigualável mestre da enganação soviética – costumava me dizer, as pessoas são mais propensas a acreditar em sujidade do que em santidade.

CALÚNIAS ENFRAQUECIDAS Em meados da década de 1970, The Deputy começou a perder força. Em 1974, Andropov admitiu para nós que, se soubéssemos antes o que sabíamos então, jamais teríamos ido atrás do Papa Pio XII. Referia-se a informações recentemente liberadas mostrando que Hitler, longe de ser amigo de Pio XII, na verdade tramou contra ele.

Poucos dias antes da admissão de Andropov, o antigo comandante supremo do esquadrão da SS alemã (Schutztaffel) na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, general Friedrich Otto Wolff, havia sido solto da cadeia e confessado que em 1943 Hitler havia lhe ordenado que raptasse o Papa Pio XII do Vaticano. Aquela ordem havia sido tão confidencial que jamais foi trazida à tona após a guerra em nenhum arquivo nazista. Nem surgiu em nenhuma das inúmeras prestações de contas de oficiais da Gestapo e SS conduzidas pelos Aliados vitoriosos. Segundo a sua confissão, Wolff teria replicado a Hitler que a ordem levaria seis semanas para ser cumprida. Hitler, que culpava o Papa pela derrota do ditador italiano Benito Mussolini, queria a ordem cumprida imediatamente. Por fim, Wolff persuadiu Hitler que haveria uma forte reação negativa se o plano fôsse implementado, e o Führer o abandonou.

Também em 1974, o cardeal Mindszenty publicou o seu livro Memoirs, no qual descreve em dolorosos detalhes como foi falsamente incriminado na Hungria comunista. Com provas baseadas em documentos fabricados, ele foi acusado de “traição, mal uso de moeda estrangeira e conspiração”, ofensas “todas passíveis de pena de morte ou prisão perpétua”. Ele também desceve como a sua falsa “confissão” ganhou então vida própria. “Qualquer um, parecia para mim, podia ter reconhecido imediatamente este documento como uma falsificação grosseira, pois era o produto de um trabalho malfeito e de uma mente inculta”, escreveu o cardeal. “Mas quando depois eu li os livros, jornais e revistas estrangeiros que lidaram com o meu caso e comentaram a minha “confissão”, percebi que o público deve ter concluído que a “confissão” havia sido realmente feita por mim, apesar de ter sido feita em estado semiconsciente e sob a influência de lavagem cerebral… o fato de a polícia ter publicado um documento fabricado por ela mesma parecia muito descarado para se acreditar”. Além de tudo isso, Hanna Sulner, a especialista em caligrafia húngara usada incriminar o cardeal, havia escapado para Viena, e confirmou ter forjado a “confissão” de Mindszenty.

Alguns anos depois, o Papa João Paulo II iniciou o processo de beatificação de Pio XII, e testemunhas do mundo inteiro provaram, de modo constrangedor para os adversários, que Pio XII era um inimigo, não um amigo, de Hitler. Israel Zoller, o rabi-chefe de Roma entre 1943-44, quando Hitler tomou a cidade, devotou um capítulo inteiro das suas memórias louvando a liderança de Pio XII. “O Santo Padre enviou uma carta para ser entregue em mãos aos bispos instruindo-os para levantar o claustro de conventos e monastérios, para poderem se tornar refúgio para os judeus. Sei de um convento onde as Irmãs dormiram no porão, emprestando as suas camas para os refugiados judeus”. Em 25 de julho de 1944, Zoller foi recebido pelo Papa Pio XII. Notas tomadas pelo secretário de estado do Vaticano, Giovanni Battista Montini (que se tornaria o Papa Paulo VI) mostram a gratidão do rabi Zoller ao Santo Padre por toda a sua ajuda para salvar a comunidade judaica em Roma – e os seus agradecimentos foram transmitidos pelo rádio. Em 13 de fevereiro de 1945, o rabi Zoller foi batizado pelo bispo auxiliar de Roma, Luigi Traglia, na igreja de Santa Maria degli Angeli. Em agradecimento a Pio XII, Zoller tomou o nome cristão de Eugênio (o nome do Papa). Um ano depois, a esposa e a filha de Zoller também foram batizadas.

David G. Dalin, em The Myth of Hitler´s Pope: How Pope Pius XII Rescued Jews From the Nazis, publicado poucos meses atrás, compilou provas indiscutíveis da amizade entre Eugenio Pacelli e os judeus, iniciada bem antes dele ser papa. No começo da Segunda Guerra Mundial, a primeira encíclica do Papa Pio XII foi tão anti-Hitler que a Real Força Aérea e a força aérea francesa lançaram 88 mil cópias do documento sobre a Alemanha.

Ao longo dos 16 últimos anos, a liberdade de religião foi restaurada na Rússia e uma nova geração vem lutando para desenvolver uma nova identidade nacional. Só podemos esperar que o presidente Vladimir Putin decida abrir os arquivos da KGB e os coloque sobre a mesa para que todos possam ver como os comunistas caluniaram um dos mais importantes Papas do último século.

O general Ion Mihai Pacepa é o oficial de mais alta patente que desertou do Bloco Soviético. O seu livro Red Horizons foi traduzido para 27 idiomas.

Este texto é tradução do artigo Moscow’s Assault on the Vatican, publicado no National Review em 25 de janeiro de 2007.

Tradução: Ricardo R Hashimoto
https://web.archive.org/web/20160411093517/http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/15631-o-ataque-de-moscou-ao-vaticano.html


ATENÇÃO: FRANCISCO ENVOLVIDO EM NOVO GRANDE ESCÂNDALO
https://youtu.be/6FmWKBnZ0l8 

PAPA BENTO XVI, WikiLeaks e o Deep State - Daniel Ferraz
https://conspiratio3.blogspot.com/2019/04/papa-bento-xvi-wikileaks-e-o-deep-state.html


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OLAVO, O HOMEM QUE ME SALVOU DA MENTIRA
Paulo Briguet

"Um só é o vosso mestre, Cristo." (Mt 23, 10)

Há cerca de 20 anos, eu estava mergulhado na mentira, no hedonismo e no desespero. Não acreditava em Deus, não acreditava na verdade, não acreditava em ninguém. Minhas únicas fontes de consolação eram meus pais e uns poucos amigos (Preto, Zé, Marcelo...). Trabalhava apenas por obrigação; não tinha o menor amor por aquilo que fazia. Só acreditava em um deus chamado Revolução. Com a alma absolutamente desordenada, caminhava a passos largos para a loucura ou a morte.

Meu problema não era exatamente a ideologia, nem a descrença; era combinação explosiva das duas coisas, que eu chamo hoje de rebelião metafísica. Não se tratava apenas lutar contra o poder político, o sistema econômico ou a religião: muito mais do que isso, minha revolta e meu ódio tinham como alvo a própria realidade. Eu odiava a existência em si, e queria destruí-la.

Alguns acontecimentos me fizeram despertar desse pesadelo. Hoje falarei sobre um deles. Em julho de 2000, logo após ter pedido demissão do emprego, e bastante deprimido, li numa revista um artigo intitulado "Sem testemunhas", do filósofo Olavo de Carvalho. No texto, Olavo contava uma história sobre a infância do médico, teólogo e filantropo Albert Schweitzer. Aos três anos de idade, o pequeno Albert fora picado por uma abelha, e começou a chorar. Imediatamente, familiares e vizinhos correram para acudir o menino. Em determinado instante, Albert percebeu que a dor havia passado, mas mesmo assim continuava chorando apenas para chamar a atenção dos outros.

Essa minúscula mentira, que um homem septuagenário lembrava com vergonha, e da qual ele próprio havia sido a única testemunha, é utilizada por Olavo de Carvalho, no referido artigo, como poderosa imagem ilustrativa do drama da consciência humana. A verdade mais absoluta vem a ser aquela que o indivíduo conhece na solidão de sua consciência, diante de Deus. Não é por acaso que a própria Verdade acabou sendo pregada e abandonada por todos na cruz.

Naquele momento, descobri que minha vida estava absolutamente dominada pela mentira. Ela, a mentira, era o ar que eu respirava, a bebida que eu bebia, a roupa que eu vestia, a língua que eu falava. A mentira era o meu deus. Toda minha alma se concentrava em uma única atividade: enganar a mim mesmo.

Jamais poderia imaginar que, alguns anos depois, o homem que começou a me tirar do pântano do desespero se tornaria meu amigo e meu professor. Muito menos poderia supor que esse homem começaria a tirar o Brasil do lamaçal da mentira em que estivemos mergulhados por tanto tempo. Ele ajudou a salvar minha vida, e agora ajuda a salvar o País.

Quando vejo Olavo sendo atacado por pessoas que jamais se deram ao trabalho de ler um livro seu, e que pinçam frases soltas e piadas para tentar assassinar a sua reputação, sinto-me pessoalmente ofendido. Mas aí me lembro de outro ensinamento do professor: o de que o perdão é a lei estrutural do universo. Tudo que é nunca deixará de ser - exceto os nossos pecados, apagados com o sangue de Jesus Cristo.

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