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quinta-feira, 25 de abril de 2024

PAULO FIGUEIREDO - Congresso Americano Aumenta Pressão em Alexandre de Moraes - Google vai censurar em período eleitoral

 

 

 

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2018  GOOGLE, FACEBOOK E TWITTER deixam de ser plataformas de liberdade de expressão e passam a adotar censura de acordo com documento do Google O documento diz que as empresas atenderam os pedidos de usuários, governos e anunciantes que exigem maior censura https://www.epochtimes.com.br/ciencia/google-facebook-e-twitter-deixam-de-ser-plataformas-de-liberdade-de-expressao-e-passam-a-adotar-censura-de-acordo-com-documento-do-google-115710.html

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DESTRUIÇÃO E AUTODESTRUIÇÃO DO OCIDENTE 

Vladimir Bukovsky "Em 1992 foi convidado por Yeltsin para depor no julgamento da Corte Constitucional Russa para determinar se o PCUS (Partido Comunista da União Soviética) tinha sido uma instituição criminosa, e teve acesso a inúmeros documentos secretos e escaneou secretamente muitos deles, mandando-os para o Ocidente. Desencantou-se quando percebeu que, o que ele imaginara como um Julgamento de Nuremberg, só adotou meias medidas e declarou: "Não conseguindo liquidar de forma cabal o sistema comunista, estamos frente ao perigo de integrar o monstro resultante (destes julgamentos) ao nosso mundo. Não se chamará mais comunismo, mas terá a maioria de suas perigosas características. Até que se faça um julgamento de Nuremberg de todos os crimes cometidos pelos comunismo, ele não morrerá e a luta não acabará."  

"O mundo Ocidental como um todo, e os Estados Unidos em particular, se equivocaram seriamente sobre a natureza das mudanças no mundo comunista. Não estamos testemunhando a morte do comunismo, mas uma nova ofensiva estratégica de desinformação." Anatoliy Golitsyn" 

"Mas, como praticada pelo KGB, desinformação ... inclui a distribuição de documentos, cartas, manuscritos e fotografias forjados; a propagação de rumores enganosos e maliciosos e inteligência errada; ludibriar os visitantes quando visitando os países comunistas; ações físicas para fabricar efeitos psicológicos. Estas técnicas são usadas de forma variada para influenciar a política de países estrangeiros, romper relações entre nações, minar a confiança das populações em seus líderes e instituições, desacreditar indivíduos e grupos que se opõem às políticas comunistas, enganar a respeito de suas reais intenções e, aos visitantes estrangeiros, esconder as reais condições da vida nos países comunistas." 

"Em 1984 o ex-agente do HGB exilado, Yuri Bezmenov explicou, em entrevista a G. Edward Griffin, que o KGB só empregava 15% dos seus esforços em "espionagem" tradicional. O restante era destinado a "medidas ativas" e de "influência: um processo de desmoralização e lavagem cerebral dos ocidentais feito de forma tão gradual e ininterrupta que, ao fim do processo, as pessoas submetidas a elas agiam como se fossem agentes anticapitalistas ou anti-americanos. O processo levava no mínimo três gerações para dar resultado. O "dar resultado" significava cooptar um número tão grande  de simpatizantes que, quando esta geração galgasse posições de poder e controle dentro da sociedade, o processo se auto-alimentava, criando mais e mais "simpatizantes". A profundidade da "estampagem mental" obtida era tal que, usando as palavras de Biezmenov, "argumentos, nem mesmo a verdade, serviriam para abrir os olhos destes indivíduos, Mesmo que se mostrasse um campo de concentração em pleno funcionamento a toda esta gente, eles nem assim iriam acreditar"." 

"O resultado é dramaticamente descrito por Nyquist: "A resposta mais simples é: fomos subvertidos, infiltrados, ludibriados e manipulados pelos comunistas e esquerdistas. Estávamos tão ocupados com nossas carreiras e satisfções pessoais que nem nos demos conta. E agora nosso país tem suas próprias estruturas comunistas ocultas (ou nem tão ocultas)."

"Para vencer precisamos do elemento surpresa, a burguesia deverá ser amortecida, anestesiada, por um falso senso de segurança. Um dia começaremos a espalhar o mais teatral movimento pacifista que o mundo já viu. Faremos inacreditáveis concessões. Os países capitalistas, estúpidos e decadentes cairão na armadilha oferecida pela possibilidade de fazer novos amigos e mercados, e cooperarão na SUA PRÓPRIA DESTRUIÇÃO." Dmitri Manuilsky 1931

Heitor de Paola - O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial  


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TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html

 


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"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas"  https://youtu.be/Po12Ny6K2kI?t=26

GRANDES PROMESSAS https://youtu.be/TuAsi3ZTrZI

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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho

REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE. Ela está em perigo de extinção permanente, substituída por ideologias e pretextos. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

A BATATA DE XANDÃO ESTÁ ASSANDO? - Walter Biancardine

 

Isto é a direita:

"Chesterton escreveu, há mais de um século: "Fogos serão acesos para testemunhar que dois e dois são quatro. Espadas serão sacadas para provar que folhas são verdes no verão." Este tempo chegou, senhores. Estamos prontos." GIORGIA MELONI, primeira ministra da Itália https://youtu.be/RH52xK70UOI?t=1063

“Fires will be kindled,” she quoted, “to testify that two and two make four. Swords will be drawn to prove that leaves are green in the summer.” Chesterton’s wise words come from the end of his book “Heretics” (1905).

“The great march of mental destruction will go on,” he writes. “Everything will be denied. Everything will become a creed.” https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:PXPl1ng1kL0J:https://www.theepochtimes.com/giorgia-meloni-and-commonsense_4754996.html&cd=8&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=br

“Fogos serão acesos para atestar que dois mais dois são quatro. Espadas serão sacadas para provar que as folhas são verdes no verão.” As sábias palavras de Chesterton vêm do final de seu livro “Heretics” (1905). “A grande marcha da destruição mental continuará”, escreve ele. “Tudo será negado. Tudo se tornará um credo.” 

Da Burrice ao Totalitarismo / Taiguara Fernandes de Sousa https://conspiratio3.blogspot.com/2020/11/video-fundamental-por-que-voce-aceita.html

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Direita é a normalidade transformada em movimento político em reação à provocação da esquerda.

 


quarta-feira, 15 de setembro de 2021

THE TRUTH ABOUT BRAZIL - ALLAN DOS SANTOS - INFOWARS

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20 ou 30 MILHÕES NAS RUAS?
https://youtu.be/Lfz6G4bSdMg?t=3850

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President Bolsonaro Makes His Strongest Speech in São Paulo: “I Will No Longer Abide to Orders Issued by Justice Alexandre de Moraes” “I want to tell you that this presidente will no longer abide to any decision issued by justice Alexandre de Moraes. The people’s patience has run out. He [Alexandre de Moraes] still has time to get out. And for us, he does not exist any more. Freedom to the political prisoners! Stop the censorship! Stop the persecution to the conservatives and to those who care about Brazil”. https://criticanacional.com.br/2021/09/07/president-bolsonaro-makes-his-strongest-speech-in-sao-paulo-i-will-no-longer-abide-to-orders-issued-by-justice-alexandre-de-moraes/

President Jair Bolsonaro Says in Brasília: “We Cannot Accept Only One Person Acting To Put in Risk Our Freedom”  https://criticanacional.com.br/2021/09/07/president-jair-bolsonaro-says-in-brasilia-we-cannot-accept-only-one-person-acting-to-put-in-risk-our-freedom/

Livro "Sereis como Deuses" - STF e a Subversão da Justça - Agentes de Transformação Social - Inquérito do Fim do Mundo https://conspiratio3.blogspot.com/2021/06/ricardo-felicio-sereis-como-deuses-stf.html 

LIVRO "INQUÉRITO DO FIM DO MUNDO" de Cláudia R. de Morais Piovezan - No livro “Inquérito do Fim do Mundo”, lançado hoje pela Editora E.D.A., juristas brasileiros discutem a maior aberração jurídica da história do país: o Inquérito 4.781, presidido por Alexandre de Moraes https://conspiratio3.blogspot.com/2020/08/livro-inquerito-do-fim-do-mundo-de.html

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Os mais de 150 crimes, provocações e infrações do STF contra o povo brasileiro https://relevante.news/colunistas/os-mais-de-150-crimes-provocacoes-e-infracoes-do-stf-contra-o-povo-brasileiro/

MATÉRIA HISTÓRICA  Intenção ou coincidências? Eis 123 decisões que indicam provável ativismo Judicial no STF https://www.tribunadiaria.com.br/noticia/2572/materia-historica.html

 

 

STF SÓ ATUA QUANDO PROVOCADO? ZÉ MARIA TRINDADE Os tribunais superiores aqui no Brasil sempre foram reconhecidamente políticos. O que não era é de uma forma tão escancarada asssim. (...) https://youtu.be/w1IWcAYRnn4?t=1577 

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OLAVO DE CARVALHO - "Truth Decay, Segundo os sábios da Rand Corporation, uma das causas desse fenômeno é a "declining trust in formerly respected sources of factual information". Isso é uma inversão completa. O problema não é o declínio da confiança NAS fontes, e sim o da confiabilidade DAS fontes."
"A esquerda mundial tem a mentira e a desinformação no sangue. Onde quer que ela se torne dominante, haverá Truth Decay." 
 
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A direita é aquela, mencionada por Chesterton, que precisa provar que a grama é verde, que tem de ir às ruas pelo direito de afirmar o que seus olhos veem e não o que a ideologia manda. Direita é a razoabilidade, o bom senso, a normalidade obrigada a se tornar um movimento político para reagir à guerra, declarada e clandestina, da esquerda contra ela. A normalidade atacada se torna a direita, essa é a minha impressão até agora. Por isso ela é maioria, mesmo em baixo das botas de um tirano.

A esquerda sempre tem de fingir que é mais e maior do que é.

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Olavo de Carvalho "Vocês não viram ainda o que é uma ditadura fascista. Ajudem a derrubar o Bolsonaro, e verão."

OLAVO DE CARVALHO - “O óbvio dos óbvios. Uma democracia não pode ser instaurada por meios democráticos: para isso ela teria de existir antes de existir. Nem pode, quando moribunda, ser salva por meios democráticos: para isso teria de continuar saudável enquanto vai morrendo.
"O assassino da democracia leva sempre vantagem sobre os defensores dela. Ele vai suprimindo os meios de ação democráticos e, quando alguém tenta salvar a democracia por outros meios — os únicos possíveis –, ele o acusa de antidemocrático.
É assim que os mais pérfidos inimigos da democracia posam de supremos heróis da vida democrática.”

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Os inimigos da liberdade estão tramando contra nós. Eles não têm escolha porque a verdade, que nos favorece, destrói seus planos e os codena à prisão. Possivelmente estão armando ataques simultâneos e a censura faz parte deles. Você será atacado e será crime de ódio se gritar, pedir socorro, ou denunciar. Essa é a corja que pretende nos governar. (2018) 

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

PINGOS NOS IS - NEM O DATAFOLHA SALVA O ATO DO MBL - VACINA EXPERIMENTAL OBRIGATÓRIA - 13/09/21

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Fiuza, a direita é aquela, mencionada por Chesterton, que precisa provar que a grama é verde, que tem de ir às ruas pelo direito de afirmar o que seus olhos veem e não o que a ideologia manda. Direita é a razoabilidade, o bom senso, a normalidade obrigada a se tornar um movimento político para reagir à guerra, declarada e clandestina, da esquerda contra ela. A normalidade atacada se torna a direita, essa é a minha impressão até agora. Por isso ela é maioria, mesmo em baixo das botas de um tirano.

A esquerda sempre tem de fingir que é mais e maior do que é.

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 Cristian Derosa  · Não existe direita, conservadorismo. Existe o senso normal das coisas que é chamado por estes nomes pela esquerda, o que para ela soa pejorativo. Quando não funciona, apelam para o "fascista".

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Olavo de Carvalhoorerdul  Vocês já repararam que o processo normal de concorrência de opiniões na democracia -- o debate franco e aberto em busca da aprovação da platéia -- foi totalmente eliminado, substituído por intimidações, boicotes financeiros, processos judiciais, censura, supressão de notícias e documentos, etc.? Em suma: acabou a civilização, estamos em plena barbárie. E tudo isso por obra dos bonzinhos e educadinhos. adeptos dos "direitos humanos", né?


Olavo de Carvalho "Vocês não viram ainda o que é uma ditadura fascista. Ajudem a derrubar o Bolsonaro, e verão." 

CANCELAMENTO NA URSS - "Na União Soviética (e regimes comunistas) a população estava organizada com base em critérios de exclusão e PRIVAÇÕES DOS DIREITOS CIVIS de acordo com os imperativos ideológicos e tarefas do desenvolvimento estabelecidos pelo partido. "na União Soviética, houve cidadãos e cidadãos". Como na Alemanha nazista, os direitos do cidadão cada vez mais se metamorfosearam numa fronteira entre os pertencentes ao sistema e os criminalizados, entre o "eu-nacional" e os "outros-inimigos", como indicador de amigos e inimigos." (Do livro de Vladimir Tismaneanu, O Diabo na História) 

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ELES TÊM DE PROVAR

Nós sabemos, até certo ponto, que essa corja é criminosa e vai continuar seguindo nessa via criminosa, totalitária, cada vez mais. Mas, estranhamente, nós agimos como se fossêmos os criminosos, como se devêssemos ser exigidos, pressionados e não o inverso. Nós é que temos de cobrá-los e eles é que têm de PROVAR que as violações de direitos são absolutamente necessárias, que não existem opções e que, enfim, a "solução" não é pior que o problema.

Eu creio que eles tiveram de apressar os planos: aproveitaram a onda corona para impor, descaradamente, à força o "novo normal" e FREAR O AVANÇO DA DIREITA. Nós somos perigosos para eles, mas dependemos de mais gente debatendo, questionando, acusando. E eles só podem responder com a única coisa que têm: poder. O poder de censurar, cancelar e perseguir, de nos rotular e nos pôr uns contra os outros para blindar suas mentiras inconsistentes.  

MORDAÇA É A RESPOSTA DE QUEM TEM PODER, MAS NÃO TEM ARGUMENTO. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

GUILHERME FIUZA - O Muro de Berlim voltou - Direita e Esquerda - apenas rótulos?

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DIREITA E ESQUERDA SÃO APENAS RÓTULOS?

OLAVO DE CARVALHO - "Direita e esquerda passaram por inúmeras variações e combinações ao longo dos últimos séculos. Mas, onde quer que se perfilem com força suficiente para hostilizar-se mutuamente no palco da política, essa distinção permanece no fundo dos seus discursos: direita é o que se legitima em nome da antigüidade, da experiência consolidada, do conhecimento adquirido, da segurança e da prudência, ainda quando, na prática, esqueça a experiência, despreze o conhecimento e, cometendo toda sorte de imprudências, ponha em risco a segurança geral; esquerda é o que se arroga no presente a autoridade e o prestígio de um belo mundo futuro de justiça, paz e liberdade, mesmo quando, na prática, espalhe a maldade e a injustiça em doses maiores do que tudo o que se acumulou no passado."  

"Por meio dessa distinção é possível captar a unidade entre diferentes tipos históricos de direitismo e esquerdismo cuja variedade, de outra maneira, nos desorientaria. Um adepto do capitalismo liberal clássico, portanto, podia ser um esquerdista no século XVIII, porque apostava numa utopia de liberdade econômica da qual não tinha experiência concreta num universo de mercantilismo e estatismo monárquico. Mas é um conservador no século XXI porque fala em nome da experiência adquirida de dois séculos de capitalismo moderno e já não pretende chegar a um paraíso libertário e sim apenas conservar, prudentemente intactos, os meios de ação comprovadamente capazes de fomentar a prosperidade geral. Pode, no entanto, tornar-se um revolucionário no instante seguinte, quando aposta que a expansão geral da economia de mercado produzirá a utopia global de um mundo sem violência. Em cada etapa dessas transformações, o coeficiente de esquerdismo e direitismo de sua posição pode ser medido com precisão razoável."

"É inevitável, também, que, pelo menos em certos momentos do processo, esquerdistas e direitistas se equivoquem profundamente no julgamento de si próprios ou de seus adversários. Da parte dos direitistas, tanto hoje como ao longo de todo o século XX, a grande ilusão é a da equivalência. Como estão acostumados à idéia de que direita e esquerda existem como dados mais ou menos estáveis da ordem democrática, acreditam que essa ordem pode ser preservada intacta e que para isso é possível “educar” os esquerdistas para que se afeiçoem às regras do jogo e não tentem mais destruir a ordem vigente. Pelo lado esquerdista, porém, essa acomodação é impossível. No mundo dos direitistas pode haver direitistas e esquerdistas, mas, no mundo dos esquerdistas, só esquerdistas têm o direito de existir: o advento do reino esquerdista consiste, essencialmente, na eliminação de todos os direitistas, na erradicação completa da autoridade do antigo. Foi por essas razões que os EUA retiraram pacificamente suas tropas dos países europeus ocupados depois da II Guerra Mundial, acreditando que os russos iam fazer o mesmo, quando os russos, ao contrário, tinham de ficar lá de qualquer modo, porque, na perspectiva da revolução, o fim de uma guerra era apenas o começo de outra e de outra e de outra, até à extinção final do capitalismo. A sucessão quase inacreditável de fracassos estratégicos da direita no mundo deve-se, no fundo, a uma limitação estrutural do direitismo: eliminar a esquerda completamente seria uma utopia, mas a direita não pode tornar-se utópica sem deixar de ser o que é e transformar-se ela própria em revolucionária, absorvendo valores e símbolos da esquerda ao ponto de destruir a própria ordem estabelecida que desejava preservar. O fascismo, como demonstrou Erik von Kuenhelt-Leddin no clássico “Leftism: From De Sade and Marx to Hitler and Marcuse” (1974), nasce da esquerda e arrebata a direita na ilusão suicida da revolução contra-revolucionária. Ser direitista é oscilar perpetuamente entre uma tolerância debilitante e acessos periódicos de ódio vingativo descontrolado e quase sempre vão. Mas a direita no Brasil está em decomposição há décadas e não tem graça nenhuma falar dela."

"A esquerda, por sua vez, como se apóia integralmente na imagem móvel de um futuro hipotético, não pode julgar-se a si própria pelos padrões atualmente existentes, condenados “a priori” como resíduos de um passado abominável. Seu único compromisso é com o futuro, mas quem inventa esse futuro e o modifica conforme as necessidades estratégicas e táticas do presente é ela própria. Por fatalidade constitutiva do seu símbolo fundador, ela é sempre o legislador que, não tendo autoridade acima de si, legisla em causa própria, faz o que bem entende e, a seus olhos, tem razão em todas as circunstâncias, embriagando-se na contemplação vaidosa de uma imagem de pureza e santidade infinitas, mesmo quando chafurda num lamaçal de crimes e iniqüidades incomparavelmente superiores a todos os males passados que prometia eliminar. Ser esquerdista é viver num estado de desorientação moral profunda, estrutural e incurável. É mergulhar as mãos em sangue e fezes jurando que as banha nas águas lustrais de uma redenção divina." https://olavodecarvalho.org/direita-e-esquerda-origem-e-fim/

Os termos "direita" e "esquerda" têm vários níveis de significado, que correspondem a fenômenos reais especificamente diferentes, que os nossos lindos doutrinadores e comentaristas de mídia confundem até chegar à alucinação completa.
1. Desde logo significam “ideologias”, isto é, modelos gerais de sociedade, documentados historicamente em textos e justificados por interpretações da realidade histórico-social modeladas numa linguagem aparentemente científica, mas criadas propositadamente para justificá-los.
2. Vêm em seguida as auto-imagens justificadoras dos grupos políticos ativistas, as quais só correspondem às ideologias muito esquematicamente, apelando não raro à imitação da linguagem adversária, como por exemplo quando uma facção direitista se apresenta como defensora da “justiça social” ou o esquerdista apela a “valores cristãos”.
Esses dois níveis não podem, de maneira alguma ser descritos e analisados com os mesmos conceitos.
3. Num outro nível, existem os grupos e partidos reais, liderança e militância. Suas ações só coincidem com a auto-imagem e com a ideologia de maneira remota e hipotética, pois, mesmo supondo-se que tenham o sincero desejo de realizar as metas ali delineadas, têm de primeiro tomar o poder. Estratégia e tática de tomada do poder confundem ainda mais os vários níveis de discurso, por causa das exigências imediatas da disputa, das alianças e da propaganda.
Temos, portanto, não uma oposição dual, mas uma complexa dialética de SEIS elementos que se combinam das maneiras mais imprevistas em cada situação concreta. A confusão leva os observadores mais inexperientes a desistir de saber o que são direita e esquerda e, portanto, até a negar que elas existam. Essa incapacidade camufla-se, com freqüência, numa afetação de superioridade olímpica, onde o sujeito, justamente por não conseguir entender o fenômeno, acredita que o “superou”.
O dr. Feuerstein destaca, entre as principais deficiências da inteligência humana, a dificuldade de seguir DUAS linhas de raciocínio ao mesmo tempo. Imaginem agora o que os nossos iluminados doutrinários e comentaristas conseguiriam fazer com SEIS linhas simultâneas. Anos de treino no modelo dialético da cruz de seis pontas são o mínimo necessário para fazer de alguém um verdadeiro cientista político. 
 
https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/590169347801810/


Nazismo é coletivista, concentra poder na mão do Estado, é socialismo. Comunistas não podem dispensar um disfarce, jogam suas feiuras em cima dos outros e roubam seus méritos. 

Gente, é muito simples: a mentira favorece a esquerda e a verdade favorece a direita. A direita se baseia em conhecimento, e a esquerda, em poder.

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Olavo de Carvalho Já estou com o saco cheio desses pretensos eruditos em teorias da conspiração segundo os quais direita e esquerda não existem, só existe o poder soberano das sociedades secretas, que "criam" essas duas corrrentes para controlar a massa ignara. Isso é de uma inépcia histórica formidável. Direita e esquerda não são "criadas" pelas sociedades secretas, mas existem dentro delas e ali disputam o poder sobre essas sociedades, não raro de forma violenta e mortífera. Santo Agosrtinho ensinava que nada agrada mais aos demônios do que exagerar o poder que eles têm.

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"Karl Marx não foi nenhum gênio, nenhum grande pensador, nenhum cientista social notável. Foi uma besta quadrada, incapaz de dominar os problemas filosóficos mais elementares e de se orientar no meio da mixórdia verbal que ele próprio criou. Seu único talento foi o do vigarista intelectual capaz de angariar prestígio por meio do blefe, do boicote e da intimidação. Estudem a atuação dele na I Internacional e verão do que estou falando."  https://olavodecarvalho.org/a-direita-a-servico-da-esquerda/

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"O resultado do referendo sobre as armas, o apoio de parcela expressiva da população à pena de morte e outras indicações mostram que o povo brasileiro é maciçamente de direita no que se refere a cultura, moral, costumes. Mas, como só existem partidos de esquerda, acaba-se votando na esquerda. É hora de criar uma opção partidária de direita. Um verdadeiro partido conservador não tem de defender apenas o livre mercado, mas tem de defender um estilo de vida." https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1502200608.htm

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"Qual seria o programa de um verdadeiro partido de direita no Brasil? - 1. Anticomunismo. Não queremos comunismo na América Latina. Tchau, tchau e bênção. Adeus, Fidel Castro; adeus, Hugo Chávez, não queremos nada disso; 2. Livre empresa e respeito à propriedade; 3. Moral judaico-cristã; 4. Educação clássica. As pessoas têm de ter os valores fundamentais da civilização; 5. A verdadeira liberdade de discussão. 50% a 50%. Equilíbrio entre as correntes." https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1502200608.htm

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Quando me perguntam como quebrar a hegemonia esquerdista, a primeira fórmula que me ocorre é a do poeta austríaco Hugo von Hofmannsthal: “Nada se torna realidade na política de um país se antes não está presente, como espírito, na sua literatura.” A palavra “literatura”, aí, tem a acepção ampla de cultura superior escrita. Criem uma cultura superior na qual predominem os valores liberais e conservadores, e a esquerda não terá mais chance na política. Este resultado não se seguirá automaticamente, é claro, mas sem essa limpeza prévia do terreno mental nenhuma iniciativa política poderá prosperar contra o esquerdismo triunfante e monopolístico. https://olavodecarvalho.org/a-direita-autocastrada/


"De outro lado, o esquerdismo usa uma linguagem nas suas discussões internas, outra para falar com o povo, e só na primeira delas assume sua verdadeira identidade ideológica. Na outra ele dilui sua imagem em generalidades moralistas, nacionalistas e populistas. É um discurso maliciosamente escorregadio, que evita o jargão marxista e impede o povo de identificar a esquerda brasileira com a revolução neocomunista continental. Até observadores estrangeiros qualificados, mas que desconhecem os documentos internos do PT e do Foro de São Paulo, como por exemplo Álvaro Vargas Llosa, Otto Reich e o próprio subsecretário Tom Shannon, se deixaram enganar por essa falsa aparência, imaginando o esquerdismo brasileiro como populista em vez de comunista. A população local, é claro, cai no engodo ainda mais facilmente. Mesmo entre pessoas letradas é comum a reação: “Lula, comunista? Você está doido.” O próprio Lula pôde dizer, sem que ninguém o contestasse, que não apenas nunca foi comunista como não é nem mesmo esquerdista. Essa declaração seria considerada cínica, inaceitável e até criminosa se a platéia não ignorasse que o declarante foi fundador e presidente da maior organização pró-comunista do continente." 

"Somem esses três fatores e compreenderão por que um povo conservador vota em candidatos comunistas: ele não sabe que são comunistas, não sabe o que há um movimento comunista ativíssimo no continente, não tem a menor idéia das conseqüências do seu voto. As eleições brasileiras são uma farsa no sentido mais exato e integral do termo." https://olavodecarvalho.org/por-que-o-brasileiro-vota-na-esquerda/

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COMO DEBATER COM ESQUERDISTAS

Olavo de Carvalho - 20 de junho de 2007

Os liberais e conservadores deste país nunca hão de tirar o pé da lama enquanto continuarem acreditando que nada mais os separa dos esquerdistas senão uma divergência de idéias, apta a ser objeto de polidas discussões entre pessoas igualmente honestas, igualmente respeitáveis. A diferença específica do movimento revolucionário mundial é que ele infunde em seus adeptos, servidores e mesmo simpatizantes uma substância moral e psicológica radicalmente diversa daquela que circula nos corações e mentes da humanidade normal. O revolucionário sente-se membro de uma supra-humanidade ungida, portadora de direitos especiais negados ao homem comum e até mesmo inacessíveis à sua imaginação. Quando você discute com um esquerdista, ele se apóia amplamente nesses direitos, que você ignora por completo. A regra comum do debate, que você segue à risca esperando que ele faça o mesmo, é para ele apenas uma cláusula parcial num código mais vasto e complexo, que confere a ele meios de ação incomparavelmente mais flexíveis que os do adversário. Para você, uma prova de incoerência é um golpe mortal desferido a um argumento. Para ele, a incoerência pode ser um instrumento precioso para induzir o adversário à perplexidade e subjugá-lo psicologicamente. Para você, a contradição entre atos e palavras é uma prova de desonestidade. Para ele, é uma questão de método. A própria visão do confronto polêmico como uma disputa de idéias é algo que só vale para você. Para o revolucionário, as idéias são partes integrantes do processo dialético da luta pelo poder; elas nada valem por si; podem ser trocadas como meias ou cuécas. Todo revolucionário está disposto a defender “x” ou o contrário de “x” conforme as conveniências táticas do momento. Se você o vence na disputa de “idéias”, ele tratará de integrar a idéia vencedora num jogo estratégico que a faça funcionar, na prática, em sentido contrário ao do seu enunciado verbal. Você ganha, mas não leva. A disputa com o revolucionário é sempre regida por dois códigos simultâneos, dos quais você só conhece um. Quando você menos espera, ele apela ao código secreto e lhe dá uma rasteira.

Você pode se escandalizar de que um desertor das tropas nacionais seja promovido a general post mortem enquanto no regime que ele desejava implantar no país o fuzilamento sumário é o destino não só dos desertores, mas de meros civis que tentem abandonar o território. Você acha que denunciando essa monstruosa contradição acertou um golpe mortal nas convicções do revolucionário. Mas, por dentro, ele sabe que a contradição, quanto menos explicada e mais escandalosa, mais serve para habituar o público à crença implícita de que os revolucionários não podem ser julgados pela moral comum. A derrota no campo dos argumentos lógicos é uma vitória psicológica incomparavelmente mais valiosa. Serve para colocar a causa revolucionária acima do alcance da lógica.

Você não pode derrotar o revolucionário mediante simples “argumentos”. A eles é preciso acrescentar o desmascaramento psicológico integral de uma tática que não visa a vencer debates, mas a usar como um instrumento de poder até mesmo a própria inferioridade de argumentos. Em cada situação de debate é preciso transcender a esfera do confronto lógico e pôr à mostra o esquema de ação em que o revolucionário insere a troca de argumentos e qual o proveito psicológico e político que pretende tirar dela para muito além do seu resultado aparente.

Mas isso quer dizer que o único debate eficiente com esquerdistas é aquele que não consente em ficar preso nas regras formais num confronto de argumentos, mas se aprofunda num desmascaramento psicológico completo e impiedoso. Provar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado. Faça isso e você fará essa gente chorar de desespero, porque no fundo ela se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem civilizada tecida com a pele do adversário ingênuo.
https://olavodecarvalho.org/como-debater-com-esquerdistas/

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Para se ter uma ideia do problema, experimente-se procurar por alguns dos principais nomes do pensamento conservador internacional nos bancos de teses e dissertações da Capes, da BDTD (Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações) ou de alguma de nossas principais universidades. Fiz a experiência e o resultado é digno de nota. Roger Scruton e Russell Kirk, por exemplo, talvez os maiores expoentes do conservadorismo britânico e americano, respectivamente, na segunda metade do século XX (Scruton ainda em plena atividade), não constam nos registros como objeto de estudo, senão apenas como raras e esporádicas citações (e, no caso de Kirk, nem mesmo isso). Simplesmente parece não haver no Brasil trabalhos acadêmicos que abordem detidamente o pensamento desses dois autores, fundamentais não apenas por suas ideias, mas também por serem ambos excelentes historiadores da tradição intelectual conservadora iniciada com Edmund Burke no século XVIII. 
Michael Oakeshott, outro clássico daquela tradição, aparece no banco de dados com apenas um trabalho dedicado especificamente ao seu pensamento. Irving Babbit, Richard M. Weaver, Erik von Kuehnelt-Leddihn, Thomas Sowell, Eugen Rosenstock-Huessy, Theodore Dalrymple, Irving Kristol, Gertrude Himmelfarb, John Kekes, Kenneth Minogue, Jean-François Revel, David Horowitz, Roger Kimball, nenhum desses intelectuais, enfim, figura como objeto de pesquisa nas universidades brasileiras. Os trabalhos que mencionam alguns deles (quase sempre de passagem) são raríssimos, dissolvendo-se como gotas de vinho num oceano de estudos devotados a Marx, Engels, Gramsci, Marcuse, Lukács, Althusser, Sartre, Foucault, Deleuze, Bourdieu e Paulo Freire. No domínio das humanidades brasileiras, portanto, a direita não é mais que uma assombração
A CORRUPÇÃO DA INTELIGÊNCIA - Flávio Gordon  

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OPINIÃO - penso que a direita é a normalidade obrigada a se tornar um movimento político para reagir à guerra, declarada e clandestina, da esquerda contra ela. A normalidade atacada se torna a direita, essa é a minha impressão até agora. Por isso ela sempre será maioria, mesmo em baixo das botas de um tirano.



quinta-feira, 12 de abril de 2018

A ORDEM NATURAL - Neste Terça Livre Guilherme Ferreira e Renato Romano falam sobre o livro de Carlos Sacheri

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Olavo de Carvalho No estágio que fez nos EUA quando jovem, o Eric Voegelin descobriu que a ordem legal americana copiava quase que exatamente as regras do senso comum, os costumes do povão, ao contrário do que acontecia na Europa, onde os legisladores se entendiam como mestres e reformadores da sociedade, remodeladores do povo.
A ordem social americana refletia a "homoonoia"(para usar o termo de S. Paulo Apóstolo), a unidade espiritual do povo.
Nas últimas décadas, com a imigração forçada, a unidade espiritual vem se desfazendo e a intervenção do Estado modelador se torna cada vez mais intensa.
Notem que, no Brasil, a simples idéia de os legisladores obedecerem à vontade do povo soa escandalosa e "fascista", o que já basta para explicar o sucesso dos grupos criminosos.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Gavin Mcinnes - A revolução da normalidade.



COMUNISMO TEM COTAS PARA  PSICOPATAS

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FELIPE G MARTINSNa Idade Média, o direito não era percebido como algo que podia ou devia ser criado; seja por reis, por legisladores permanentes, por juízes ou mesmo por autoridades eclesiásticas. O direito, como de resto toda a lei moral, era percebido como algo que tinha existência própria, autônoma, pré-existente e que, a um só tempo, refletia e integrava a própria estrutura da realidade, de modo que essas autoridades deveriam apenas descobri-lo e protegê-lo das invencionices humanas que volta e meia eram apresentadas como alternativas ao direito natural.
De algum modo, essa noção ainda existe nas bases da Common Law britânica e no seu filho primogênito, o constitucionalismo americano, que ainda hoje vê o direito como um reflexo da lei eterna que nos foi dada por Deus; algo a ser mantido e preservado a todo custo.
Gostemos ou não, o fato é que enquanto esse espírito não florescer por aqui, e enquanto não voltarmos ao jusnaturalismo dos nossos primeiros pais, teremos de sofrer os Gilmar Mendes e, o que é ainda pior, os Luís Roberto Barroso da vida -- verdadeiros detentores de um poder supra-legal, pequenos tiranos a ditar direitos e deveres, almas toscas a desordenar a sociedade a suas imagens, de acordo com a suas vis semelhanças; figuras que seriam fortes candidatos ao tiranocídio defendido pelos escolásticos e pelo melhor da tradição filosófica ocidental.
https://www.facebook.com/filipe.garcia.5621/posts/1273692292775118

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Olavo de Carvalho No estágio que fez nos EUA quando jovem, o Eric Voegelin descobriu que a ordem legal americana copiava quase que exatamente as regras do senso comum, os costumes do povão, ao contrário do que acontecia na Europa, onde os legisladores se entendiam como mestres e reformadores da sociedade, remodeladores do povo.
A ordem social americana refletia a "homoonoia"(para usar o termo de S. Paulo Apóstolo), a unidade espiritual do povo.
Nas últimas décadas, com a imigração forçada, a unidade espiritual vem se desfazendo e a intervenção do Estado modelador se torna cada vez mais intensa.
Notem que, no Brasil, a simples idéia de os legisladores obedecerem à vontade do povo soa escandalosa e "fascista", o que já basta para explicar o sucesso dos grupos criminosos.

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OS DEZ MANDAMENTO DA ESCRAVIDÃO MORAL 
https://medicinaefilosofia.blogspot.com/2017/04/os-dez-mandamentos-da-escravidao-moral.html

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OLAVO DE CARVALHO  “Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem.

Autoglorificação do Super-Homem, a mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si, independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em diferentes circunstâncias e ocasiões.

Recusando-se a prestar satisfações senão a um futuro hipotético de sua própria invenção e firmemente disposto a destruir pela astúcia ou pela força todo obstáculo que se oponha à remoldagem do mundo à sua própria imagem e semelhança, o revolucionário é o inimigo máximo da espécie humana, perto do qual os tiranos e conquistadores da antigüidade impressionam pela modéstia das suas pretensões e por uma notável circunspecção no emprego dos meios.
http://www.olavodecarvalho.org/a-mentalidade-revolucionaria/