Vladimir
Bukovsky "Em 1992 foi convidado por Yeltsin para depor no julgamento da
Corte Constitucional Russa para determinar se o PCUS (Partido Comunista
da União Soviética) tinha sido uma instituição criminosa, e teve acesso
a inúmeros documentos secretos e escaneou secretamente muitos deles,
mandando-os para o Ocidente. Desencantou-se quando percebeu que, o que
ele imaginara como um Julgamento de Nuremberg, só adotou meias medidas e
declarou: "Não conseguindo liquidar de forma cabal o sistema comunista,
estamos frente ao perigo de integrar o monstro resultante (destes
julgamentos) ao nosso mundo. Não se chamará mais comunismo, mas terá a
maioria de suas perigosas características. Até que se faça um julgamento
de Nuremberg de todos os crimes cometidos pelos comunismo, ele não
morrerá e a luta não acabará."
"O
mundo Ocidental como um todo, e os Estados Unidos em particular, se
equivocaram seriamente sobre a natureza das mudanças no mundo comunista.
Não estamos testemunhando a morte do comunismo, mas uma nova ofensiva
estratégica de desinformação." Anatoliy Golitsyn"
"Mas,
como praticada pelo KGB, desinformação ... inclui a distribuição de
documentos, cartas, manuscritos e fotografias forjados; a propagação de
rumores enganosos e maliciosos e inteligência errada; ludibriar os
visitantes quando visitando os países comunistas; ações físicas para
fabricar efeitos psicológicos. Estas técnicas são usadas de forma
variada para influenciar a política de países estrangeiros, romper
relações entre nações, minar a confiança das populações em seus líderes e
instituições, desacreditar indivíduos e grupos que se opõem às
políticas comunistas, enganar a respeito de suas reais intenções e, aos
visitantes estrangeiros, esconder as reais condições da vida nos países
comunistas."
"Em 1984 o ex-agente do HGB exilado, Yuri Bezmenov
explicou, em entrevista a G. Edward Griffin, que o KGB só empregava 15%
dos seus esforços em "espionagem" tradicional. O restante era destinado
a "medidas ativas" e de "influência: um processo de desmoralização e
lavagem cerebral dos ocidentais feito de forma tão gradual e
ininterrupta que, ao fim do processo, as pessoas submetidas a elas agiam
como se fossem agentes anticapitalistas ou anti-americanos. O processo
levava no mínimo três gerações para dar resultado. O "dar resultado"
significava cooptar um número tão grande de simpatizantes que, quando
esta geração galgasse posições de poder e controle dentro da sociedade, o
processo se auto-alimentava, criando mais e mais "simpatizantes". A
profundidade da "estampagem mental" obtida era tal que, usando as
palavras de Biezmenov, "argumentos, nem mesmo a verdade, serviriam para
abrir os olhos destes indivíduos, Mesmo que se mostrasse um campo de
concentração em pleno funcionamento a toda esta gente, eles nem assim
iriam acreditar"."
"O
resultado é dramaticamente descrito por Nyquist: "A resposta mais
simples é: fomos subvertidos, infiltrados, ludibriados e manipulados
pelos comunistas e esquerdistas. Estávamos tão ocupados com nossas
carreiras e satisfções pessoais que nem nos demos conta. E agora nosso
país tem suas próprias estruturas comunistas ocultas (ou nem tão
ocultas)."
"Para
vencer precisamos do elemento surpresa, a burguesia deverá ser
amortecida, anestesiada, por um falso senso de segurança. Um dia
começaremos a espalhar o mais teatral movimento pacifista que o mundo já
viu. Faremos inacreditáveis concessões. Os países capitalistas,
estúpidos e decadentes cairão na armadilha oferecida pela possibilidade
de fazer novos amigos e mercados, e cooperarão na SUA PRÓPRIA
DESTRUIÇÃO." Dmitri Manuilsky 1931
TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais
do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua
natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como
ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também
uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é
viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao
mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais
severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html
* * * *
"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas" https://youtu.be/Po12Ny6K2kI?t=26
"Chesterton escreveu, há mais de um século: "Fogos serão acesos para testemunhar que dois e dois são quatro. Espadas serão sacadas para provar que folhas são verdes no verão." Este tempo chegou, senhores. Estamos prontos." GIORGIA MELONI, primeira ministra da Itália https://youtu.be/RH52xK70UOI?t=1063
“Fires will be kindled,” she quoted, “to testify that two and two make four. Swords will be drawn to prove that leaves are green in the summer.” Chesterton’s wise words come from the end of his book “Heretics” (1905).
“Fogos serão acesos para atestar que dois mais dois são quatro. Espadas serão sacadas para provar que as folhas são verdes no verão.” As sábias palavras de Chesterton vêm do final de seu livro “Heretics” (1905). “A grande marcha da destruição mental continuará”, escreve ele. “Tudo será negado. Tudo se tornará um credo.”
LIVRO "INQUÉRITO DO FIM DO MUNDO" de Cláudia R. de Morais Piovezan - No
livro “Inquérito do Fim do Mundo”, lançado hoje pela Editora E.D.A.,
juristas brasileiros discutem a maior aberração jurídica da história do
país: o Inquérito 4.781, presidido por Alexandre de Moraes https://conspiratio3.blogspot.com/2020/08/livro-inquerito-do-fim-do-mundo-de.html
OLAVO
DE CARVALHO - "Truth Decay, Segundo os sábios da Rand Corporation, uma
das causas desse fenômeno é a "declining trust in formerly respected
sources of factual information". Isso é uma inversão completa. O
problema não é o declínio da confiança NAS fontes, e sim o da
confiabilidade DAS fontes."
"A esquerda mundial tem a mentira e a desinformação no sangue. Onde quer que ela se torne dominante, haverá Truth Decay."
*
A direita é aquela, mencionada por Chesterton, que precisa
provar que a grama é verde, que tem de ir às ruas pelo direito de
afirmar o que seus olhos veem e não o que a ideologia manda.
Direita é a razoabilidade, o bom senso, a normalidade obrigada a se
tornar um movimento político para reagir à guerra, declarada e
clandestina, da esquerda contra ela. A normalidade atacada se torna a
direita, essa é a minha impressão até agora. Por isso ela é maioria,
mesmo em baixo das botas de um tirano.
A esquerda sempre tem de fingir que é mais e maior do que é.
*
Olavo de Carvalho"Vocês não viram ainda o que é uma ditadura fascista. Ajudem a derrubar o Bolsonaro, e verão."
OLAVO DE CARVALHO - “O óbvio dos óbvios. Uma democracia não pode ser
instaurada por meios democráticos: para isso ela teria de existir antes
de existir. Nem pode, quando moribunda, ser salva por meios
democráticos: para isso teria de continuar saudável enquanto vai
morrendo. "O assassino
da democracia leva sempre vantagem sobre os defensores dela. Ele vai
suprimindo os meios de ação democráticos e, quando alguém tenta salvar a
democracia por outros meios — os únicos possíveis –, ele o acusa de
antidemocrático.
É assim que os mais pérfidos inimigos da democracia posam de supremos heróis da vida democrática.”
*
Os inimigos da liberdade estão tramando contra nós. Eles não têm
escolha porque a verdade, que nos favorece, destrói seus planos e os
codena à prisão. Possivelmente estão armando ataques simultâneos e a
censura faz parte deles. Você será atacado e será crime de ódio se gritar, pedir socorro, ou denunciar. Essa é a corja que pretende nos governar. (2018)
Fiuza, a direita é aquela, mencionada por Chesterton, que precisa provar que a grama é verde, que tem de ir às ruas pelo direito de afirmar o que seus olhos veem e não o que a ideologia manda.
Direita é a razoabilidade, o bom senso, a normalidade obrigada a se tornar um movimento político para reagir à guerra, declarada e clandestina, da esquerda contra ela. A normalidade atacada se torna a direita, essa é a minha impressão até agora. Por isso ela é maioria, mesmo em baixo das botas de um tirano.
A esquerda sempre tem de fingir que é mais e maior do que é.
*
Cristian Derosa · Não
existe direita, conservadorismo. Existe o senso normal das coisas que é
chamado por estes nomes pela esquerda, o que para ela soa pejorativo.
Quando não funciona, apelam para o "fascista".
*
Olavo de Carvalhoorerdul · Vocês
já repararam que o processo normal de concorrência de opiniões na
democracia -- o debate franco e aberto em busca da aprovação da platéia
-- foi totalmente eliminado, substituído por intimidações, boicotes
financeiros, processos judiciais, censura, supressão de notícias e
documentos, etc.? Em suma: acabou a civilização, estamos em plena
barbárie. E tudo isso por obra dos bonzinhos e educadinhos. adeptos dos
"direitos humanos", né?
*
Olavo de Carvalho"Vocês não viram ainda o que é uma ditadura fascista. Ajudem a derrubar o Bolsonaro, e verão."
CANCELAMENTO NA URSS - "Na União Soviética (e regimes comunistas) a população
estava organizada com base em critérios de exclusão e PRIVAÇÕES DOS
DIREITOS CIVIS de acordo com os imperativos ideológicos e tarefas do
desenvolvimento estabelecidos pelo partido. "na União Soviética, houve
cidadãos e cidadãos". Como na Alemanha nazista, os direitos do cidadão
cada vez mais se metamorfosearam numa fronteira entre os pertencentes ao
sistema e os criminalizados, entre o "eu-nacional" e os
"outros-inimigos", como indicador de amigos e inimigos." (Do livro de
Vladimir Tismaneanu, O Diabo na História)
*
ELES TÊM DE PROVAR
Nós sabemos, até certo ponto, que essa corja é criminosa e vai continuar
seguindo nessa via criminosa, totalitária, cada vez mais. Mas, estranhamente, nós
agimos como se fossêmos os criminosos, como se devêssemos ser exigidos, pressionados e
não o inverso. Nós é que temos de cobrá-los e eles é que
têm de PROVAR que as violações de direitos são absolutamente
necessárias, que não existem opções e que, enfim, a "solução" não é pior que o problema.
Eu
creio que eles tiveram de apressar os planos: aproveitaram a onda
corona para impor, descaradamente, à força o "novo normal" e FREAR O
AVANÇO DA DIREITA. Nós somos perigosos para eles, mas dependemos de mais
gente debatendo, questionando, acusando. E eles só podem responder com a
única coisa que têm: poder. O poder de censurar, cancelar e perseguir,
de nos rotular e nos pôr uns contra os outros para blindar suas mentiras
inconsistentes.
MORDAÇA É A RESPOSTA DE QUEM TEM PODER, MAS NÃO TEM ARGUMENTO.
OLAVO DE CARVALHO - "Direita e esquerda passaram por inúmeras variações e
combinações ao longo dos últimos séculos. Mas, onde quer que se
perfilem com força suficiente para hostilizar-se mutuamente no palco da
política, essa distinção permanece no fundo dos seus discursos: direita é
o que se legitima em nome da antigüidade, da experiência consolidada,
do conhecimento adquirido, da segurança e da prudência, ainda quando, na
prática, esqueça a experiência, despreze o conhecimento e, cometendo
toda sorte de imprudências, ponha em risco a segurança geral; esquerda é
o que se arroga no presente a autoridade e o prestígio de um belo mundo
futuro de justiça, paz e liberdade, mesmo quando, na prática, espalhe a
maldade e a injustiça em doses maiores do que tudo o que se acumulou no
passado."
"Por meio dessa distinção é possível captar a unidade entre diferentes
tipos históricos de direitismo e esquerdismo cuja variedade, de outra
maneira, nos desorientaria. Um adepto do capitalismo liberal clássico,
portanto, podia ser um esquerdista no século XVIII, porque apostava numa
utopia de liberdade econômica da qual não tinha experiência concreta
num universo de mercantilismo e estatismo monárquico. Mas é um
conservador no século XXI porque fala em nome da experiência adquirida
de dois séculos de capitalismo moderno e já não pretende chegar a um
paraíso libertário e sim apenas conservar, prudentemente intactos, os
meios de ação comprovadamente capazes de fomentar a prosperidade geral.
Pode, no entanto, tornar-se um revolucionário no instante seguinte,
quando aposta que a expansão geral da economia de mercado produzirá a
utopia global de um mundo sem violência. Em cada etapa dessas
transformações, o coeficiente de esquerdismo e direitismo de sua posição
pode ser medido com precisão razoável."
"É inevitável, também, que, pelo menos em certos momentos do processo,
esquerdistas e direitistas se equivoquem profundamente no julgamento de
si próprios ou de seus adversários. Da parte dos direitistas, tanto hoje
como ao longo de todo o século XX, a grande ilusão é a da equivalência.
Como estão acostumados à idéia de que direita e esquerda existem como
dados mais ou menos estáveis da ordem democrática, acreditam que essa
ordem pode ser preservada intacta e que para isso é possível “educar” os
esquerdistas para que se afeiçoem às regras do jogo e não tentem mais
destruir a ordem vigente. Pelo lado esquerdista, porém, essa acomodação é
impossível. No mundo dos direitistas pode haver direitistas e
esquerdistas, mas, no mundo dos esquerdistas, só esquerdistas têm o
direito de existir: o advento do reino esquerdista consiste,
essencialmente, na eliminação de todos os direitistas, na erradicação
completa da autoridade do antigo. Foi por essas razões que os EUA
retiraram pacificamente suas tropas dos países europeus ocupados depois
da II Guerra Mundial, acreditando que os russos iam fazer o mesmo,
quando os russos, ao contrário, tinham de ficar lá de qualquer modo,
porque, na perspectiva da revolução, o fim de uma guerra era apenas o
começo de outra e de outra e de outra, até à extinção final do
capitalismo. A sucessão quase inacreditável de fracassos estratégicos da
direita no mundo deve-se, no fundo, a uma limitação estrutural do
direitismo: eliminar a esquerda completamente seria uma utopia, mas a
direita não pode tornar-se utópica sem deixar de ser o que é e
transformar-se ela própria em revolucionária, absorvendo valores e
símbolos da esquerda ao ponto de destruir a própria ordem estabelecida
que desejava preservar. O fascismo, como demonstrou Erik von
Kuenhelt-Leddin no clássico “Leftism: From De Sade and Marx to Hitler
and Marcuse” (1974), nasce da esquerda e arrebata a direita na ilusão
suicida da revolução contra-revolucionária. Ser direitista é oscilar
perpetuamente entre uma tolerância debilitante e acessos periódicos de
ódio vingativo descontrolado e quase sempre vão. Mas a direita no Brasil
está em decomposição há décadas e não tem graça nenhuma falar dela."
"A esquerda, por sua vez, como se apóia integralmente na imagem móvel de
um futuro hipotético, não pode julgar-se a si própria pelos padrões
atualmente existentes, condenados “a priori” como resíduos de um passado
abominável. Seu único compromisso é com o futuro, mas quem inventa esse
futuro e o modifica conforme as necessidades estratégicas e táticas do
presente é ela própria. Por fatalidade constitutiva do seu símbolo
fundador, ela é sempre o legislador que, não tendo autoridade acima de
si, legisla em causa própria, faz o que bem entende e, a seus olhos, tem
razão em todas as circunstâncias, embriagando-se na contemplação
vaidosa de uma imagem de pureza e santidade infinitas, mesmo quando
chafurda num lamaçal de crimes e iniqüidades incomparavelmente
superiores a todos os males passados que prometia eliminar. Ser
esquerdista é viver num estado de desorientação moral profunda,
estrutural e incurável. É mergulhar as mãos em sangue e fezes jurando
que as banha nas águas lustrais de uma redenção divina." https://olavodecarvalho.org/direita-e-esquerda-origem-e-fim/
Os
termos "direita" e "esquerda" têm vários níveis de significado, que
correspondem a fenômenos reais especificamente diferentes, que os nossos
lindos doutrinadores e comentaristas de mídia confundem até chegar à
alucinação completa.
1.
Desde logo significam “ideologias”, isto é, modelos gerais de
sociedade, documentados historicamente em textos e justificados por
interpretações da realidade histórico-social modeladas numa linguagem
aparentemente científica, mas criadas propositadamente para
justificá-los.
2. Vêm
em seguida as auto-imagens justificadoras dos grupos políticos
ativistas, as quais só correspondem às ideologias muito
esquematicamente, apelando não raro à imitação da linguagem adversária,
como por exemplo quando uma facção direitista se apresenta como
defensora da “justiça social” ou o esquerdista apela a “valores
cristãos”.
Esses dois níveis não podem, de maneira alguma ser descritos e analisados com os mesmos conceitos.
3.
Num outro nível, existem os grupos e partidos reais, liderança e
militância. Suas ações só coincidem com a auto-imagem e com a ideologia
de maneira remota e hipotética, pois, mesmo supondo-se que tenham o
sincero desejo de realizar as metas ali delineadas, têm de primeiro
tomar o poder. Estratégia e tática de tomada do poder confundem ainda
mais os vários níveis de discurso, por causa das exigências imediatas da
disputa, das alianças e da propaganda.
Temos,
portanto, não uma oposição dual, mas uma complexa dialética de SEIS
elementos que se combinam das maneiras mais imprevistas em cada situação
concreta. A confusão leva os observadores mais inexperientes a
desistir de saber o que são direita e esquerda e, portanto, até a negar
que elas existam. Essa incapacidade camufla-se, com freqüência, numa
afetação de superioridade olímpica, onde o sujeito, justamente por não
conseguir entender o fenômeno, acredita que o “superou”.
O
dr. Feuerstein destaca, entre as principais deficiências da
inteligência humana, a dificuldade de seguir DUAS linhas de raciocínio
ao mesmo tempo. Imaginem agora o que os nossos iluminados doutrinários e
comentaristas conseguiriam fazer com SEIS linhas simultâneas. Anos de
treino no modelo dialético da cruz de seis pontas são o mínimo
necessário para fazer de alguém um verdadeiro cientista político.
Nazismo é coletivista, concentra poder na mão do
Estado, é socialismo. Comunistas não podem dispensar um disfarce, jogam suas feiuras
em cima dos outros e roubam seus méritos.
Gente, é muito
simples: a mentira favorece a esquerda e a verdade favorece a direita. A
direita se baseia em conhecimento, e a esquerda, em poder.
*
Olavo de Carvalho · Já
estou com o saco cheio desses pretensos eruditos em teorias da
conspiração segundo os quais direita e esquerda não existem, só existe o
poder soberano das sociedades secretas, que "criam" essas duas
corrrentes para controlar a massa ignara. Isso é de uma inépcia
histórica formidável. Direita e esquerda não são "criadas" pelas
sociedades secretas, mas existem dentro delas e ali disputam o poder
sobre essas sociedades, não raro de forma violenta e mortífera. Santo
Agosrtinho ensinava que nada agrada mais aos demônios do que exagerar o
poder que eles têm.
*
"Karl Marx não foi nenhum gênio, nenhum grande pensador, nenhum cientista
social notável. Foi uma besta quadrada, incapaz de dominar os problemas
filosóficos mais elementares e de se orientar no meio da mixórdia
verbal que ele próprio criou. Seu único talento foi o do vigarista
intelectual capaz de angariar prestígio por meio do blefe, do boicote e
da intimidação. Estudem a atuação dele na I Internacional e verão do que
estou falando." https://olavodecarvalho.org/a-direita-a-servico-da-esquerda/
*
"O resultado do referendo sobre as armas, o apoio de parcela expressiva da população à pena de morte e outras indicações mostram que o povo brasileiro é maciçamente de direita no que se refere a cultura, moral, costumes. Mas, como só existem partidos de esquerda, acaba-se votando na esquerda. É hora de criar uma opção partidária de direita. Um verdadeiro partido conservador não tem de defender apenas o livre mercado, mas tem de defender um estilo de vida." https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1502200608.htm
*
"Qual seria o programa de um verdadeiro partido de direita no Brasil? - 1. Anticomunismo. Não queremos comunismo na América Latina. Tchau, tchau e bênção. Adeus, Fidel Castro; adeus, Hugo Chávez, não queremos nada disso; 2. Livre empresa e respeito à propriedade; 3. Moral judaico-cristã; 4. Educação clássica. As pessoas têm de ter os valores fundamentais da civilização; 5. A verdadeira liberdade de discussão. 50% a 50%. Equilíbrio entre as correntes." https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1502200608.htm
*
Quando me perguntam como quebrar a hegemonia esquerdista, a primeira
fórmula que me ocorre é a do poeta austríaco Hugo von Hofmannsthal:
“Nada se torna realidade na política de um país se antes não está
presente, como espírito, na sua literatura.” A palavra “literatura”, aí,
tem a acepção ampla de cultura superior escrita. Criem uma cultura
superior na qual predominem os valores liberais e conservadores, e a
esquerda não terá mais chance na política. Este resultado não se seguirá
automaticamente, é claro, mas sem essa limpeza prévia do terreno mental
nenhuma iniciativa política poderá prosperar contra o esquerdismo
triunfante e monopolístico. https://olavodecarvalho.org/a-direita-autocastrada/
*
"De outro lado, o esquerdismo usa uma linguagem nas
suas discussões internas, outra para falar com o povo, e só na primeira
delas assume sua verdadeira identidade ideológica. Na outra ele dilui
sua imagem em generalidades moralistas, nacionalistas e populistas. É um
discurso maliciosamente escorregadio, que evita o jargão marxista e
impede o povo de identificar a esquerda brasileira com a revolução
neocomunista continental. Até observadores estrangeiros qualificados,
mas que desconhecem os documentos internos do PT e do Foro de São Paulo,
como por exemplo Álvaro Vargas Llosa, Otto Reich e o próprio
subsecretário Tom Shannon, se deixaram enganar por essa falsa aparência,
imaginando o esquerdismo brasileiro como populista em vez de comunista.
A população local, é claro, cai no engodo ainda mais facilmente. Mesmo
entre pessoas letradas é comum a reação: “Lula, comunista? Você está
doido.” O próprio Lula pôde dizer, sem que ninguém o contestasse, que
não apenas nunca foi comunista como não é nem mesmo esquerdista. Essa
declaração seria considerada cínica, inaceitável e até criminosa se a
platéia não ignorasse que o declarante foi fundador e presidente da
maior organização pró-comunista do continente."
"Somem esses três fatores e compreenderão por que um
povo conservador vota em candidatos comunistas: ele não sabe que são
comunistas, não sabe o que há um movimento comunista ativíssimo no
continente, não tem a menor idéia das conseqüências do seu voto. As
eleições brasileiras são uma farsa no sentido mais exato e integral do
termo." https://olavodecarvalho.org/por-que-o-brasileiro-vota-na-esquerda/
Os liberais e conservadores deste país nunca hão de tirar o pé da lama enquanto continuarem acreditando que nada mais os separa dos esquerdistas senão uma divergência de idéias, apta a ser objeto de polidas discussões entre pessoas igualmente honestas, igualmente respeitáveis. A diferença específica do movimento revolucionário mundial é que ele infunde em seus adeptos, servidores e mesmo simpatizantes uma substância moral e psicológica radicalmente diversa daquela que circula nos corações e mentes da humanidade normal. O revolucionário sente-se membro de uma supra-humanidade ungida, portadora de direitos especiais negados ao homem comum e até mesmo inacessíveis à sua imaginação. Quando você discute com um esquerdista, ele se apóia amplamente nesses direitos, que você ignora por completo. A regra comum do debate, que você segue à risca esperando que ele faça o mesmo, é para ele apenas uma cláusula parcial num código mais vasto e complexo, que confere a ele meios de ação incomparavelmente mais flexíveis que os do adversário. Para você, uma prova de incoerência é um golpe mortal desferido a um argumento. Para ele, a incoerência pode ser um instrumento precioso para induzir o adversário à perplexidade e subjugá-lo psicologicamente. Para você, a contradição entre atos e palavras é uma prova de desonestidade. Para ele, é uma questão de método. A própria visão do confronto polêmico como uma disputa de idéias é algo que só vale para você. Para o revolucionário, as idéias são partes integrantes do processo dialético da luta pelo poder; elas nada valem por si; podem ser trocadas como meias ou cuécas. Todo revolucionário está disposto a defender “x” ou o contrário de “x” conforme as conveniências táticas do momento. Se você o vence na disputa de “idéias”, ele tratará de integrar a idéia vencedora num jogo estratégico que a faça funcionar, na prática, em sentido contrário ao do seu enunciado verbal. Você ganha, mas não leva. A disputa com o revolucionário é sempre regida por dois códigos simultâneos, dos quais você só conhece um. Quando você menos espera, ele apela ao código secreto e lhe dá uma rasteira.
Você pode se escandalizar de que um desertor das tropas nacionais seja promovido a general post mortem enquanto no regime que ele desejava implantar no país o fuzilamento sumário é o destino não só dos desertores, mas de meros civis que tentem abandonar o território. Você acha que denunciando essa monstruosa contradição acertou um golpe mortal nas convicções do revolucionário. Mas, por dentro, ele sabe que a contradição, quanto menos explicada e mais escandalosa, mais serve para habituar o público à crença implícita de que os revolucionários não podem ser julgados pela moral comum. A derrota no campo dos argumentos lógicos é uma vitória psicológica incomparavelmente mais valiosa. Serve para colocar a causa revolucionária acima do alcance da lógica.
Você não pode derrotar o revolucionário mediante simples “argumentos”. A eles é preciso acrescentar o desmascaramento psicológico integral de uma tática que não visa a vencer debates, mas a usar como um instrumento de poder até mesmo a própria inferioridade de argumentos. Em cada situação de debate é preciso transcender a esfera do confronto lógico e pôr à mostra o esquema de ação em que o revolucionário insere a troca de argumentos e qual o proveito psicológico e político que pretende tirar dela para muito além do seu resultado aparente.
Mas isso quer dizer que o único debate eficiente com esquerdistas é aquele que não consente em ficar preso nas regras formais num confronto de argumentos, mas se aprofunda num desmascaramento psicológico completo e impiedoso. Provar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado. Faça isso e você fará essa gente chorar de desespero, porque no fundo ela se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem civilizada tecida com a pele do adversário ingênuo. https://olavodecarvalho.org/como-debater-com-esquerdistas/
*
Para se ter uma ideia do problema, experimente-se procurar por alguns
dos principais nomes do pensamento conservador internacional nos bancos
de teses e dissertações da Capes, da BDTD (Biblioteca Digital
Brasileira de Teses e Dissertações) ou de alguma de nossas principais
universidades. Fiz a experiência e o resultado é digno de nota.
Roger Scruton e Russell Kirk, por exemplo, talvez os maiores expoentes
do conservadorismo
britânico e americano, respectivamente, na segunda metade do século XX
(Scruton ainda em plena
atividade), não constam nos registros como objeto de estudo, senão
apenas como raras e esporádicas citações (e, no caso de Kirk, nem mesmo
isso). Simplesmente parece não haver no Brasil trabalhos acadêmicos que
abordem detidamente o pensamento desses dois autores, fundamentais não
apenas por suas ideias, mas também por serem ambos excelentes
historiadores da tradição intelectual conservadora iniciada com Edmund
Burke no século XVIII. Michael Oakeshott, outro clássico daquela tradição, aparece no banco
de dados com apenas um
trabalho dedicado especificamente ao seu pensamento. Irving Babbit,
Richard M. Weaver, Erik von
Kuehnelt-Leddihn, Thomas Sowell, Eugen Rosenstock-Huessy, Theodore
Dalrymple, Irving Kristol, Gertrude Himmelfarb, John Kekes, Kenneth
Minogue, Jean-François Revel, David Horowitz, Roger Kimball, nenhum
desses intelectuais, enfim, figura como objeto de pesquisa nas
universidades brasileiras. Os trabalhos que mencionam alguns deles
(quase sempre de passagem) são raríssimos, dissolvendo-se como gotas de
vinho num oceano de estudos devotados a Marx, Engels, Gramsci, Marcuse,
Lukács, Althusser, Sartre, Foucault, Deleuze, Bourdieu e Paulo Freire.
No domínio das humanidades brasileiras, portanto, a direita não é mais
que uma assombração A CORRUPÇÃO DA INTELIGÊNCIA - Flávio Gordon
*
OPINIÃO - penso que a direita é a normalidade obrigada a se tornar um movimento
político para reagir à guerra, declarada e clandestina, da esquerda contra
ela. A normalidade atacada se torna a direita, essa é a minha impressão
até agora. Por isso ela sempre será maioria, mesmo em baixo das botas
de um tirano.
Olavo de Carvalho · No
estágio que fez nos EUA quando jovem, o Eric Voegelin descobriu que a
ordem legal americana copiava quase que exatamente as regras do senso
comum, os costumes do povão, ao contrário do que acontecia na Europa,
onde os legisladores se entendiam como mestres e reformadores da
sociedade, remodeladores do povo.
A ordem social americana refletia a "homoonoia"(para usar o termo de S. Paulo Apóstolo), a unidade espiritual do povo.
Nas últimas décadas, com a imigração forçada, a unidade espiritual vem
se desfazendo e a intervenção do Estado modelador se torna cada vez mais
intensa. Notem que, no Brasil, a simples idéia de os legisladores
obedecerem à vontade do povo soa escandalosa e "fascista", o que já
basta para explicar o sucesso dos grupos criminosos.
FELIPE G MARTINS · Na
Idade Média, o direito não era percebido como algo que podia ou devia
ser criado; seja por reis, por legisladores permanentes, por juízes ou
mesmo por autoridades eclesiásticas. O direito, como de resto toda a lei
moral, era percebido como algo que tinha existência própria, autônoma,
pré-existente e que, a um só tempo, refletia e integrava a própria
estrutura da realidade, de modo que essas autoridades deveriam apenas
descobri-lo e protegê-lo das invencionices humanas que volta e meia eram
apresentadas como alternativas ao direito natural.
De algum
modo, essa noção ainda existe nas bases da Common Law britânica e no seu
filho primogênito, o constitucionalismo americano, que ainda hoje vê o
direito como um reflexo da lei eterna que nos foi dada por Deus; algo a
ser mantido e preservado a todo custo. Gostemos ou não, o fato é
que enquanto esse espírito não florescer por aqui, e enquanto não
voltarmos ao jusnaturalismo dos nossos primeiros pais, teremos de sofrer
os Gilmar Mendes e, o que é ainda pior, os Luís Roberto Barroso da vida
-- verdadeiros detentores de um poder supra-legal, pequenos tiranos a
ditar direitos e deveres, almas toscas a desordenar a sociedade a suas
imagens, de acordo com a suas vis semelhanças; figuras que seriam fortes
candidatos ao tiranocídio defendido pelos escolásticos e pelo melhor da
tradição filosófica ocidental. https://www.facebook.com/filipe.garcia.5621/posts/1273692292775118
*
Olavo de Carvalho · No
estágio que fez nos EUA quando jovem, o Eric Voegelin descobriu que a
ordem legal americana copiava quase que exatamente as regras do senso
comum, os costumes do povão, ao contrário do que acontecia na Europa,
onde os legisladores se entendiam como mestres e reformadores da
sociedade, remodeladores do povo.
A ordem social americana refletia a "homoonoia"(para usar o termo de S. Paulo Apóstolo), a unidade espiritual do povo.
Nas últimas décadas, com a imigração forçada, a unidade espiritual vem
se desfazendo e a intervenção do Estado modelador se torna cada vez mais
intensa. Notem que, no Brasil, a simples idéia de os legisladores
obedecerem à vontade do povo soa escandalosa e "fascista", o que já
basta para explicar o sucesso dos grupos criminosos.
* OLAVO DE CARVALHO“Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou
transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar
o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio
da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro
melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou
passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o
tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que
esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa
sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo
representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz
soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade,
passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as
leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas
as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está
tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de
Super-Homem.
Autoglorificação do Super-Homem, a
mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si,
independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em
diferentes circunstâncias e ocasiões.
Recusando-se a prestar satisfações senão
a um futuro hipotético de sua própria invenção e firmemente disposto a
destruir pela astúcia ou pela força todo obstáculo que se oponha à
remoldagem do mundo à sua própria imagem e semelhança, o revolucionário é
o inimigo máximo da espécie humana, perto do qual os tiranos e
conquistadores da antigüidade impressionam pela modéstia das suas
pretensões e por uma notável circunspecção no emprego dos meios. http://www.olavodecarvalho.org/a-mentalidade-revolucionaria/