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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

OLAVO DE CARVALHO - Intelectuais, MÁFIA e PODER: o jogo sujo por trás da POLÍTICA moderna

 

O comunismo nunca foi um erro bem-intencionado, esse é o projeto criminoso mais perigoso da história.   Roubo, assassinato, infiltração cultural, controle intelectual: nada é improviso.  Neste vídeo, Olavo fala sobre a farsa da “ideologia inocente” e mostra como o crime político funciona de verdade: não na base do caos, mas da organização fria, silenciosa e contínua.   Quem domina a vida intelectual domina o resto. 

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0:00 Quer dizer, você rouba para comprar armas para cometer homicídio em massa. Sempre foi assim! Você vê que essa articulação profunda entre o comunismo e o crime é o fato dominante da história do século XX. Ninguém cometeu mais crime do que os comunistas. Se você pegar todos os crimes avulsos cometidos pela máfia, não dá nada comparado com que os comunistas fizeram. Não é isso? E também não deixem de ler o livro da Claire Sterling, que era repórter do Reader's Digest. O livro se chama "O mundo dos Ladrões", "Thieves’ World". E ela mostra que por volta de 2003 a máfia russa (que é o próprio Partido Comunista, não é outra coisa, é a máfia russa, é o governo russo, o qual é o Partido Comunista, o qual é a KGB) havia conseguido unificar todas as máfias do mundo, de modo que as guerras de máfia iam acabar. Não tem mais guerra, tá tudo em ordem, porque se um brigar com o outro, a máfia russa manda matar todo mundo. Então ficaram todos bonzinhos, né? Então a conexão entre comunismo e crime é íntima e inseparável.  E os crimes pequenos cometidos por comunistas nunca são crimes individuais cometidos por iniciativa deles mesmo. Ao contrário, estão todos dentro do plano e são crimes para fomentar e facilitar a prática de outros crimes maiores. É sempre assim! Quer dizer, você rouba para comprar armas para cometer homicídio em massa. Sempre foi assim. Você veja, do que o Partido Comunista Russo, ele no começo viveu de assaltar trens. Quem era o assaltante máximo de trens? Stalin, né? E ele por ter sustentado o partido, ele ganhou um prestígio muito grande e acabou virando o chefe daquela porcaria, não é isso? Então, todo o nosso combate à corrupção foi assim extra ideológico. Não mexemos  ideologia, nós somos puros, nós somos técnicos, nós somos positivistas, nós só ligamos para a letra da lei. A realidade por trás não nos interessa. Só interessa o formalismo jurídico que nos ajuda a encobri-la, a encobrir o crime sob aparência de combate ao crime. Olavo de Carvalho

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"Vejam só o caso da Rússia: com o seu contingente duplicado, a KGB conta, hoje em dia, com milhares de pseudópodos espalhados pelo mundo, operando legalmente sob o disfarce de bancos, indústrias, firmas de consultoria, o diabo; tem ademais a seu serviço a máfia russa, que desde o começo dos anos 90 possui o domínio sobre todas as grandes redes criminosas do mundo, da Sibéria à Venezuela e à Colômbia (v. Claire Sterling, Thieves’ World: The Threat of the New Global Network of Organized Crime, New York, Simon & Schuster, 1994, bem como Helène Blanc e Renata Lesnik, L’Empire de Toutes les Mafias, Paris, Presses de la Cité, 1998), mais o terrorismo islâmico que é criatura sua (v. Ion Mihai Pacepa, “The Arafat I Knew” em http://www.weizmann.ac.il/home/comartin/israel/pacepa-wsj.html) e todos os movimentos revolucionários militantes do mundo, agora unidos a ela por laços cada vez mais complexos e difíceis de rastrear. Que poder, no mundo, jamais se organizou para enfrentar uma coisa dessas? Por favor, não caiam no ridículo de mencionar a CIA, organização incomparavelmente menor, cuja inermidade ante essa máquina infernal já se comprovou centenas de vezes."  A tradição revolucionária – 3  Olavo de Carvalho 2011

segunda-feira, 16 de junho de 2014

TREZENTOS MEMBROS DA ESCÓRIA INTELECTUAL BRASILEIRA ASSINAM MANIFESTO EM DEFESA DO BANDIDO MENSALEIRO PETISTA JOSÉ DIRCEU

TREZENTOS MEMBROS DA ESCÓRIA INTELECTUAL BRASILEIRA ASSINAM MANIFESTO EM DEFESA DO BANDIDO MENSALEIRO PETISTA JOSÉ DIRCEU

Um manifesto assinado por 300 membros da escória intelectual brasileira apela aos juízes do Supremo Tribunal Federal para que "corrijam as arbitrariedades praticadas pelo presidente da corte", ministro Joaquim Barbosa, na execução das penas em regime semiaberto estabelecidas no
Mensalão do PT. "O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto", assinalam os pretensos intelectuais: "Com isso, ameaça levar ao caos o sistema prisional brasileiro". A tese central do documento é o de que a perseguição empreendida por Joaquim Barbosa contra os ex-presidentes do PT, os bandidos mensaleiros José Dirceu e José Genoíno, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, proibidos de exercer trabalho externo durante o cumprimento de suas penas, prejudica "dezenas de milhares de famílias de sentenciados que cumprem penas em regime semiaberto, trabalhando para sustentar suas mães, esposas e filhos. Milhares de famílias dependem dos salários deles para sobreviver". O argumento é semelhante ao do advogado de José Dirceu, que foi expulso da tribuna do STF, por ordem de Joaquim Barbosa. Veja o teor dessa escória intelectual, que não se peja mais de levar o pensamento brasileiro à completa execração: "Senhores ministros, O Brasil assiste perplexo à escalada de arbitrariedades cometidas pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. Já não se trata de contestar o resultado do julgamento da chamada AP 470 – embora muitos de nossos pátrios juristas ainda discutam inovações polêmicas daquele julgamento, como a chamada "teoria do domínio do fato", por substituir a presunção de inocência pela presunção de culpabilidade. O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto. Com isso ameaça levar ao caos o sistema prisional brasileiro, pois, aceito o precedente, cria-se jurisprudência não somente em desfavor dos presos e sentenciados, mas contrária ao espírito democrático que rege as leis de execução penal, inclusive. É o caso de sua exigência de cumprimento em regime fechado de um sexto da pena de réus condenados a uma sanção a ser iniciada no regime semiaberto. Adotada, à revelia de entendimento do pleno desse Supremo Tribunal Federal, tendo como alvo os sentenciados, todos ao regime semiaberto, inclusive Delúbio Soares, João Paulo Cunha, José Dirceu de Oliveira e Silva e José Genoíno, levará angustia e desespero não somente a eles e seus familiares, mas a dezenas de milhares de famílias de sentenciados que cumprem penas em regime semiaberto, trabalhando para sustentar suas mães, esposas e filhos. É preciso que o plenário do Supremo Tribunal Federal impeça a continuidade dessa agressão ao Estado de Direito Democrático. Concitamos, portanto, os Senhores Ministros integrantes dessa Corte Constitucional de Justiça a que revejam e corrijam tal violação de direitos praticada pelo Exmo. Sr. Presidente do STF, acatando o agravo impetrado pelos advogados dos réus. O desrespeito aos direitos de um único cidadão coloca em risco o direito de todos, e o Brasil já sofreu demais nas mãos de quem ditava leis e atos institucionais, atacando os mais elementares direitos democráticos". Agora veja a lista desses que se arvoram intelectuais, mas não passam de sabujos e capachos do petismo: Adriana Facina, antropóloga Museu Nacional; Adriana Nalesso, vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro; Adriano Diogo, deputado estadual PT/SP; Alessandra Dadona, Secretaria de Movimentos Populares e Políticas Setoriais; Alex Martins, Presidente da OAB de Volta Redonda – RJ; Alexandre Cesar Costa Teixeira, coordenador do Núcleo do Barão de Itararé do RJ; Aline Amorim Cavalcanti Rolandi, bancária; Aline Sasahara, documentarista; Alípio Freire, jornalista; Almir Aguiar, presidente Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro; Altamiro Borges, jornalista; Aluisio Almeida Schumacher, professor universitário e economista; Alvaro Luis Carneiro, Jornalista. Ana Corbisier, socióloga; Ana Laura dos Reis Corrêa, professora da Universidade de Brasília; Ana Maria dos Santos Cardoso, educadora social. Ana Maria Müller, advogada; Ana Perugini, deputada estadual PT/SP; Ana Rita, senadora PT/ES e presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal; André Klotzel, diretor e roteirista cinematográfico; André Rota Sena, advogado; André Tokarski, secretário de juventude do PCdoB; André Tomio Lopes Amano, pós-graduando da FFLCH/USP; Andrea Maria Altino de Campos Loparic, Profa. Senior do Dep. de Filosofia FFLCH/USP; Andrei Koerner, professor do depto. de Ciência Política IFCH-Unicamp; Aníbal Diniz, senador PT/AC; Anselmo de Jesus, deputado federal PT/RO; Antonio Martins, jornalista; Antonio Mentor, deputado estadual PT/SP; Antonio Neiva, membro do diretório estadual PT-RJ; Antonio Othon Pires Rolim, economista; Araken Vaz Galvão, escritor; Armando Boito, professor de Ciência Política da Unicamp; Arthur Poerner, escritor, jornalista e advogado; Artur Bruno, deputado federal PT/CE; Artur Henrique da Silva Santos, secretário municipal do Trabalho da Prefeitura de São Paulo; Artur Scavone, jornalista. Aton Fon Filho, advogado; Beatriz Labaki, socióloga; Bepe Damasco, jornalista; Beth Sahão, deputada estadual PT/SP; Campos Machado, deputado estadual e líder PTB/SP; Carina Vitral, presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo; Carlos Alberto Valadares, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação; Carlos Augusto Abicalil, ex-deputado federal PT/MT, mestre em gestão de políticas públicas; Carlos Enrique Ruiz Ferreira, professor universitário; Carlos Gilberto Pereira, metalúrgico aposentado e anistiado político; Carlos Lungarzo, professor titular aposentado da Unicamp; Carlos Neder, deputado estadual PT/SP; Carlos Odas, Coordenador de juventude do governo do Distrito Federal; Cassio Nogueira da Conceição, membro da Executiva Nacional da JPT e do Diretório Nacional do PT; Celso Horta, jornalista; Chico César, cantor; Chico Diaz, Ator; Cid Barbosa Lima Júnior, engenheiro civil; Cilene Marcondes, jornalista; Clarisse Abujamra, Diretora de Teatro; Cláudio José Oliveira, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niterói; Conceição Aparecida Pereira Rezende, psicóloga; Consuelo de Castro, dramaturga; Dalva Figueiredo, deputada federal PT/AP; Danilo Camargo, advogado; Danilo Vianna Lopes, vice-presidente nacional da União Brasileira de Estudantes Secundaristas; Darby Igayara, presidente CUT-RJ; David Stival, professor universitário; Débora Duboc, atriz; Décio Lima, deputado federal PT/SC; Denise Paraná, jornalista; Dermeval Saviani, professor emérito da UNICAMP e pesquisador emérito do CNPq; Dilson Marcon, deputado federal PT/RS; Dr. Rosinha, deputado federal PT/PR; Durval Ângelo, deputado estadual PT/MG e presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG; Edison Munhoz, membro da executiva Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro; Edison Tessele, advogado; Edson Santos, deputado federal PT/RJ; Eduardo Fagnani, economista e professor do Instituto de Economia da Unicamp; Eduardo Suplicy, senador PT/SP; Elói Pietá, ex-prefeito de Guarulhos; Elzira Vilela, médica; Emilia Maria Mendonça de Morais, professora aposentada da UFPB Recife - PE; Emilia Viotti da Costa, Professora Universitária - USP e Universidade de Yale (USA); Emir Sader, sociólogo; Enio Tatto, deputado estadual PT/SP; Enzo Luis Nico Jr, geólogo; Eric Nepomuceno, escritor; Erik Bouzan, estudante de Gestão de Políticas Públicas- USP e secretário municipal da JPT; Erika Mazon, jornalista; Erminia Maricato, arquiteta e urbanista; Esther Bemerguy de Albuquerque, economista; Fábio Lau, jornalista e editor de Conexão Jornalismo; Fátima Cleide, servidora pública e ex-senadora PT/AC; Felipe Lindoso, antropólogo; Fernando Morais, jornalista e escritor; Fernando Nogueira da Costa, economista; Fernando Pacheco, economista; Gaudencio Frigotto, professor da UERJ; Geniberto Campos, médico cardiologista; Geraldo Cruz, deputado estadual PT/SP; Gerson Bittencourt, deputado estadual PT/SP; Gilberto Nahum, jornalista; Gilson Caroni Filho, professor universitário; Glauber Piva, produtor cultural; Guiomar Silva Lopes, médica e coordenadora de políticas para idosos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo; Guto Pires, jornalista; Hamilton Pereira, deputado estadual PT/SP; Hélcio Antônio Silva, deputado federal PT/SP; Heloísa Fernandes, socióloga; Henrique Fontana, deputado federal PT/RS; Hersch Basbaum, escritor; Herta Vicci Pidner, professora universitária; Hildegard Angel, jornalista; Hugo Carvana, ator; Humberto Costa, senador PT/PE; Iara Bernardi, deputada federal PT/SP; Inácio Arruda, senador do PCdoB/CE; Iriny Lopes, deputada federal PT/ES; Izaias Almada, escritor e dramaturgo; Jacy Afonso - Executiva CUT Nacional; Jaime Cesar Coelho, Professor; Jean Tible, professor; Jefferson Lima, secretário Nacional de Juventude do PT; João Antonio de Moraes, presidente da Federação Única dos Petroleiros; João Batista Barbosa Silva, membro do PT/PA; João Capiberibe, ex-governador do Amapá e senador PSB/AP; João Cyrino, Conselheiro Universitário da UFG e Diretor do DCE-UFG; João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical; João Paulo Lima, deputado federal PT/PE; João Paulo Rillo - Dep Estadual PT/SP; João Paulo Soares, jornalista; João Pedro Stédile, coordenador do MST e Via Campesina Brasil; João Vicente Augusto Neves, advogado e secretário de Assuntos Jurídicos e da Cidadania de Franco da Rocha/SP; João Vicente Goulart, presidente do Instituto João Goulart; Joceli Jaison José Andrioli, coordenador nacional do MAB (Movimento de Atingidos por Barragens); José Antonio Garcia Lima, membro da executiva CUT-RJ; José Augusto Valente, engenheiro; José Ivo Vannuchi, advogado e ex-prefeito São Joaquim da Barra - SP; José Luiz Deu Roio, consultor; José Maria Rangel, presidente do Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense; José Roberto Pereira Novaes, professor UFRJ; José Zico Prado, deputado estadual PT/SP; Julia Helena Barbosa Costa Afonso, estudante; Juliana Borges da Silva, secretária Municipal de Mulheres do PT São Paulo; Juliana Cardoso, vereadora PT/SP; Júlio Turra, membro Comissão Executiva Nacional da CUT; Ladislau Dowbor, economista; Lafaiete Neves, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná; Laura Tavares, Professora; Laurindo Lalo Leal Filho, jornalista e professor; Lauro César Muniz, dramaturgo; Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor; Leopoldino Ferreira de Paula Martins, Coordenador do Sindicato dos Petroleiros/MG e diretor da FUP; Leopoldo Vieira, servidor público; Lia Ribeiro, jornalista; Ligia Chiappini Moraes Leite, profa. aposentada da FFLCH USP; Ligia Deslandes - Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Rio de Janeiro; Lilian Ribeiro, advogada; Lincoln Secco, professor titular do Departamento de História/USP; Luciana Santos, deputada federal e vice-presidenta nacional do PCdoB; Luciano D'Angelo, professor Lucila Chebel Labaki, professora Unicamp; Lucy Barreto, produtora cultural; Luis Antonio Souza da Silva, presidente Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro; Luiz Carlos Barreto, cineasta; Luiz Carlos Barros Bettarello, médico; Luiz Carlos Gomes, físico e professor doutor da USP; Luiz Claudio Marcolino, deputado estadual PT/SP; Luiz Couto, deputado federal PT/PB; Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado; Luiz Fernando Lobo, ator e diretor; Luiz Roberto Simon do Monte, ex-vereador; Manoel Cyrillo de Oliveira Netto, publicitário; Marcelo Magalhães, publicitário; Marcelo Rodrigues, membro da direção da CUT-RJ; Marcelo Santa Cruz, advogado, militante dos direitos humanos e vereador de Olinda pelo PT; Marcia Miranda, educadora popular, cofundadora e consultora do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis; Márcio Macêdo, deputado federal PT/SE; Marcio Meira, antropólogo; Marco Aurélio de Souza, deputado estadual PT/SP; Marco Aurélio Weissheimer, jornalista; Marcos Del Roio, professor da Unesp; Margarida Salomão, deputada federal PT/MG; Margret Althuon, economista; Maria Aparecida Antunes Horta, professora; Maria Aparecida da Silva Abreu, secretária nacional de Combate ao Racismo do PT; Maria Aparecida de Jesus, Chefe de gabinete do Deputato Estadual Durval Ângelo; Maria Aparecida Dellinghausen Motta; Maria Cecília Velasco e Cruz, professora doutora da UFBA; Maria Cristina Fernandes de Oliveira, contadora e assessora parlamentar; Maria da Conceição Tavares, Economista; Maria da Piedade Peixoto dos Santos; Maria do Carmo Lara, Ex-prefeita de Betim MG; Maria do Socorro Diógenes, Professora; Maria Fernanda Coelho, servidora da Caixa; Maria Fernanda Seibel, advogada; Maria Inês Nassif, jornalista; Maria José Silveira, escritora; Maria Lucia Alves Ferreira, produtora cultural; Maria Lúcia Prandi, deputada federal PT/SP e presidente do Diretório Municipal do PT de Santos/SP; Maria Luiza de Carvalho Armando, professora aposentada da UFRGS; Maria Luiza Franco Busse, Jornalista; Maria Luiza Tonelli, advogada e professora;
Maria Regina Sousa, aposentada Piauí; Maria Silvia Portela de Castro, socióloga; Marilena Chauí, filósofa; Marilia Guimarães, Presidente da Rede Internacional de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade – Capítulo Brasileiro; Marilza de Melo Foucher, jornalista e economista; Markus Sokol, membro Diretório Nacional – PT; Marlos Bessa Mendes da Rocha, Professor associado da UFJF; Michel Chebel Labaki Junior, engenheiro; Mina Nahum, aposentada; Misa Boito, membro Diretório Estadual – PT/SP; Morgana Eneile, gestora cultural e assessora parlamentar da comissão de cultura Alerj; Nelson Canesin, sociólogo; Nelson Pellegrino, deputado federal PT/BA; Osmar Prado, ator; Padre Ton, deputado federal PT/RO; Padre João, deputado federal PT/MG; Paulo Faria - Dramaturgo e Diretor de Teatro; Paulo Paim, senador PT/RS; Paulo Roberto Feldmann, economista e professor da USP; Paulo Roberto Ribeiro, jornalista; Paulo Serpa, antropólogo; Pedro Martinez, estudante de Direito; Pio Perreira dos Santos, Médico; Policarpo, deputado federal PT/DF; Regina Elza Solitrenick, médica; Regina Galdino, diretora teatral; Regina Célia Reyes Novaes, professora UFRJ; Renan Alencar, presidente da UJS; Renata Silveira Corrêa, economista; Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB; Renato Simões, deputado federal PT/SP; Ricardo Abreu, secretário de Relações Internacionais do PCdoB; Ricardo Gebrim, advogado, Consulta Popular; Roberto Requião, ex-governador do Paraná e senador PMDB/PR; Rodrigo de Sousa Soares, advogado; Rogério Sottili, secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo; Ronald Luiz dos Santos, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes; Roque Barbieri, deputado estadual PTB/SP; Rose Nogueira, Jornalista e defensora dos Direitos Humanos; Roseli Coelho, socióloga, professora Escola de Sociologia e Política; Rubem Murilo Leão Rego, professor livre docente da Unicamp; Rui Falcão, deputado estadual PT/SP e Presidente Nacional do PT; Samara Carvalho, bancária; Samuel Pinheiro Guimarães, diplomata; Sebastião Velasco e Cruz, professor titular do Departamento de Ciência Política da Unicamp; Sérgio Magalhães Gianetto, presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro; Sergio Mamberti, ator; Sergio Muniz, documentarista; Silas Cardoso de Souza, advogado; Silvana Barolo, socióloga; Silvia Contreras, socióloga - BH/MG; Simão Pedro Chiovetti, sociólogo, deputado estadual PT/SP e Secretário Municipal de Serviços da PMSP; Solange de Souza, historiadora do CEDEM/ Unesp; Stella Bruna Santo, advogada; Suzana Guerra Albornoz, escritora e professora universitária; Syr-Daria Carvalho Mesquita, coordenadora geral da Articulação de Lésbicas - Artlés; Takao Amano, advogado e membro da Comissão da Verdade da OAB/SP; Tania Cristina Barros Aguiar; Tania Nahum, advogada; Tata Amaral, cineasta; Tatiana Oliveira, cientista política e militante da MMM-RJ; Telma de Souza, deputado estadual PT/SP; Teresinha Pinto, PT/SP; Theotonio dos Santos, economista; Thiago Barreto, secretário executivo adjunto da ABRASCO; Thiago Rogerio Kimura, estudante; Thomaz Ferreira Jensen, economista; Tito – deputado estadual PT/SP; Toni Reis, secretário de educação e ex-presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais); Tuca Moraes, atriz e produtora; Úrsula Prudente Oliveira , membro da Frente Popular de Lutas - Barra Mansa, RJ; Vagner Freitas, presidente da nacional da CUT; Valéria Moraes, economista; Valmir Assunção, deputado federal PT/BA; Vanessa Grazziotin, senadora PCdoB/AM; Venício A. de Lima, professor universitário e jornalista; Vera Claudino, secretária; Vicente Candido, deputado federal PT/SP; Vicente Paulo da Silva, deputado federal PT/SP e líder do PT na Câmara; Virgílio de Mattos, Professor MG; Virna Pereira Teixeira, professora e membro do Diretório Nacional do PT; Vitor Carvalho, membro da executiva da CUT Nacional; Vitor Quarenta, secretário geral da União Estadual dos Estudantes de São Paulo; Wadih Damous, advogado; Wagner Homem, Escritor; Walnice Nogueira Galvão, professora de letras/USP; Wanderley Guilherme dos Santos, professor titular de Teoria Política (aposentado) da UFRJ; Waquíria Leão Rêgo, professora Titular de Teoria Social IFCH - Unicamp; Washington Luiz Cardoso Siqueira, presidente do diretório estadual do PT-RJ; Wellington Dias, Senador PT/PI; Wesley Caçador Soares, médico; Wilma Ary, jornalista; Wolf Gauer, diretor de cinema; Zé de Abreu, ator; Zenaide Lustosa, funcionária pública federal. Dá para ver que 90% dos que colocam sua assinatura são petistas juramentados. Os outros 10% são de gente completamente subalterna ao petismo. A publicação da lista permite se constatar o nível de indigência a que chegou a cultura e o pensamento no Brasil nesta era do regime petista, algo nunca visto antes neste País.


sábado, 9 de novembro de 2013

REVOLUÇÃO DE INTELECTUAIS - PATRULHAS IDEOLÓGICAS - JOSÉ GUILHERME MERQUIOR

 


A seguir um excerto do livro HISTÓRIA CONCISA DA REVOLUÇÃO RUSSA, de Richard Pipes, focalizando o papel desastroso dos intelectuais que transformam reinvindicações populares justas em revoluções sangrentas e regimes totalitários.

"A primeira revolução moderna ocorreu na França. Em sua fase inicial, o movimento foi espontâneo e inconsciente: em junho de 1789, quando os representantes dos três Estados fizeram o "Juramento do Jeu de Paume", ato de desafio que desencadeou a Revolução, o que se tinha em vista era uma "regeneração nacional". Ocorre que a herança rebelde passou às mãos de ideólogos que viam no colapso da monarquia uma oportunidade única para pôr em prática os ideais do Iluminismo — algo muito além do escopo político limitado das revoluções inglesa e americana, aspirando nada menos do que à criação de uma nova ordem social e, mesmo, uma nova geração de seres humanos. No poder, os jacobinos imaginaram e puseram em prática medidas que por sua ousadia de concepção e brutalidade de execução anteciparam o regime comunista na Rússia. Daí em diante, "revolução" aludiu a planos grandiosos de transformação do mundo — não mais a mudanças que aconteciam, mas a mudanças que se realizavam.  

"No século XIX, a Europa testemunhou a emergência de revolucionários profissionais, intelectuais que devotavam tempo integral ao estudo da história de levantes anteriores, à procura de linhas mestras táticas e à análise de sua própria época, em busca de sinais de rebelião; quando os movimentos se desencadeavam, eles intervinham, procurando conduzir os sentimentos voluntários em objetivos conscientes. Esses intelectuais radicais anteviam um futuro marcado por conflitos violentos e o progresso condicionado à destruição do sistema tradicional de relações sociais. Sua meta era liberar a "verdadeira" natureza dos homens, suprimida pela propriedade privada e pelas instituições dela derivadas. Comunistas e anarquistas imaginaram a revolução como um processo de completa transformação, não só de toda ordem política e socioeconômica preestabelecida, mas da própria existência humana. Segundo Liev Trótski, o que eles queriam era "virar o mundo".  

"Essa tendência alcançou o apogeu na Revolução Russa de 1917. Embora o colapso da monarquia tenha decorrido de fatores internos, os bolcheviques, vencedores da batalha pós-czarista pelo poder, eram internacionalistas, adeptos de idéias comuns a todos os intelectuais radicais no Ocidente. Eles não assumiram o poder para mudar a Rússia, mas mudar o mundo, vendo seu próprio país como o "elo mais fraco na cadeia do imperialismo", nada mais que um trampolim para um levante global que alteraria totalmente a condição de vida dos povos, para reencenar o sexto dia da Criação.

"Todas as revoluções pós-1789 tiveram causas numerosas e complexas. Influenciados pela ideologia socialista e pelo modo de pensar sociológico, os observadores do século XX tendem a atribuí-las às reivindicações das massas, a atos de desespero, não passíveis de julgamento. Nos países anglo-saxões, em que a polarização ideológica nunca foi muito forte, esse pensamento atraiu muitos estudiosos. Mas a noção de que toda revolução é inevitável e, por conseguinte, justificada, é apenas em parte verdadeira. Claro que em um país cujo governo esmera-se em refletir os desejos da maioria do povo, onde os gabinetes se sucedem pacificamente ante os votos de desconfiança e reina a prosperidade, revoluções violentas são desnecessárias e improváveis; cada eleição é uma sublevação incruenta. Mas esse truísmo não referenda seu oposto: que, por meio de levantes violentos, a população sempre pretenda uma mudança completa do sistema político e econômico — isto é, uma "revolução", no sentido jacobino e bolchevique do termo. Historiadores observam que rebeliões populares são conservadoras, objetivando a restituição de direitos tradicionais injustamente cancelados; mirando o passado, suas intenções são específicas e limitadas. Os cahiers des doléances — listas de queixas — apresentados pelos camponeses franceses, em 1789, e, com outro nome pelos camponeses russos, em 1905, elencavam reivindicações concretas que o sistema vigente bem poderia ter satisfeito.

"São os intelectuais radicais que transformam as demandas imediatas em uma força destrutiva que tudo consome. Eles não desejam reformas, mas a obliteração completa do presente, para criar uma ordem inédita, fundamentada numa mítica Idade Dourada. Originários em sua maioria da classe média, os revolucionários profissionais consideram-se os únicos a expressar os verdadeiros interesses das "massas", cujas modestas reivindicações eles desprezam. Pela insistência de que nada pode ser mudado para melhor a menos que tudo seja mudado, convertem as revoltas populares em revoluções.  

"Essa filosofia, mistura complicada de idealismo e luxúria pelo poder, abre as portas a um conflito permanente. E uma vez que a sobrevivência das pessoas comuns vincula-se a um ambiente estável e previsível, todas as revoluções  pós-1789 têm terminado em desastre. 

"Demandas populares, portanto, explicam apenas em parte as revoluções, que não se realizam sem a infusão de idéias radicais. Seria difícil imaginar as revoltas que sacudiram a Rússia depois de fevereiro e 1917 sem o colapso da ordem pública, pressionada por uma Guerra Mundial que o governo em exercício não podia enfrentar. 

"O que levou país a uma torrente sem limite da utopia extrema foi o fanatismo dos intelectuais que, em outubro de 1917, tiraram vantagem da crescente anarquia para assumir o poder em nome do "povo", sem ousar uma única vez sequer, nem então ou durante os setenta anos seguintes, obter um mandato popular. 

"A Revolução Russa constituiu-se no acontecimento mais importante do nosso século. Não só desempenhou um papel decisivo em impedir a restauração da paz depois da Primeira Guerra Mundial, como teve relação direta com o surgimento, na Alemanha, do nacional-socialismo e com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, que o triunfo do nazismo tornou inevitável. Após a vitória dos Aliados, em 1945, o regime comunista que emergira da Revolução manteve o mundo em um estado de tensão permanente, chegando às vezes à iminência de outro conflito global. "

(...) 

A INTELLIGENTSIA

"Por que usar o termo — intelligentsia — quando dispomos de palavras como "intelectuais", ou "intelectualidade"? A resposta está em que precisamos de expressões diferentes para designar fenômenos distintos — nesse caso, para distinguir aqueles que contemplavam passivamente a vida, dos ativistas determinados a transformá-la. Sucintamente, Marx definira-se pela segunda posição, quando escreveu: "Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de vários modos; a questão, porém, é mudá-lo." Intelligentsia indica intelectuais que ambicionam o poder para mudar o mundo. Sua origem etimológica é latina, passando do idioma alemão para o russo, no século XIX, e para o inglês, após a Revolução de 1917.

"Conflitos e ressentimentos ocorrem em qualquer sociedade e são resolvidos pacificamente, ou explodem em revolução, dependendo da existência ou não de instituições democráticas capazes de encaminhar reivindicações por vias legais, e da presença ou ausência de uma intelligentsia determinada a atiçar as chamas do descontentamento popular, com o propósito de alcançar o poder. É a intelligentsia radical, formada por "administradores profissionais da revolução", que transforma reivindicações específicas e, portanto, remediáveis, na intransigente rejeição do status quo. Rebeliões acontecem; revoluções são feitas.

"Mas, para que a intelligentsia consiga emergir, são necessárias duas condições. A primeira delas é a ideologia materialista, que não vê seres humanos como criaturas dotadas de uma alma imortal, mas apenas como entidades físicas moldadas pelo meio. Um tal sistema de idéias torna possível sustentar que o reordenamento moral do habitat humano possa produzir uma nova raça de criaturas perfeitamente virtuosas. Munidos dessa crença, os membros da intelligentsia justificam suas ambições políticas e são elevados ao status de engenheiros sociais.

"A segunda condição aparece nas oportunidades econômicas que asseguram independência à intelligentsia. A dissolução das classes sociais tradicionais, o aparecimento de novas profissões liberais (como o jornalismo e o ensino universitário) e, paralelamente, uma economia industrial carente de especialistas, e um público leitor culto, tudo isso somado a garantias de liberdade de expressão e associação, emancipam os intelectuais da sujeição ao establishment, habilitando-os a assumir grande influência sobre a opinião pública, seu principal meio de alavancagem, política."






JOSÉ GUILHERME MERQUIOR E AS PATRULHAS

VEJA - O senhor quer dizer que os intelectuais são muito ciosos de seus interesses de classe?

MERQUIOR - Basta ver a prática da excomunhão em meios universitários, como se cassam mandatos intelectuais no Brasil. O AI-5 intelectual nunca foi revogado. É a classe se organizando em corporação. É típica a maneira como se reage no país à polêmica. Quando um intelectual no Brasil se sente incomodado por um crítico, ele não contra-ataca as idéias do crítico, ataca o próprio crítico. Foi o que aconteceu comigo, na polêmica com a professora Marilena Lefort...


VEJA - Quem?

MERQUIOR - Aliás, Marilena Chauí, que em seu último livro psicografou trechos inteiros do francês Claude Lefort. Quando eu denunciei isso em artigo, as pessoas que vieram em defesa da Marilena procuraram desqualificar minha pessoa, a pretexto de que eu trabalho para o governo. Eu me refiro a Maria Sylvia Carvalho Franco, conhecida patrulheira ideológica paulista. Há exceções, felizmente. Eu também critiquei Carlos Nelson Coutinho, porque não me convenceu sua tentativa de provar que leninismo e democracia são compatíveis. Ele entendeu que se tratava de uma discussão de idéias. Respondeu com seus contra-argumentos marxistas. Quando isso acontece, há polêmica. Do contrário, o que se tem é um bom exemplo do clero intelectual agindo como seita. É uma das características de toda seita é o puritanismo, a intransigência no plano da conduta e o dogmatismo.


VEJA - Aonde esse comportamento pode levar?

MERQUIOR - Está levando a uma grafocracia. Criticam-se muito as várias cracias, mas não a grafocracia, termo cunhado pelo marxista austríaco Karl Renner, depois da II Guerra, para designar essa vocação moderna do intelectual para exercer o poder através do que ensina ou escreve. O mal da grafocracia é que, com ela, o humanismo deixa de ser um movimento intelectual para se transformar numa ideologia, no sentido marxista da palavra, isto é, um sistema que reflete os interesses de uma camada intelectual que se comporta como clero.


VEJA - O filósofo Claude Lévi-Strauss, depois de ensinar na USP, escreveu que no Brasil todos querem ser eruditos, mas não têm a vocação nem o mérito. O senhor se considera um erudito?

MERQUIOR - Como categoria neutra, sem dar à palavra conotações de bem ou mal, admito que em alguns trabalhos realizei um certo esforço de erudição. Mas a minha preocupação com a erudição é instrumental, quero equipar-me com ela para tratar de determinados problemas. Mas essa conversa do erudito que leu o último livro é uma bobagem. Ninguém leu o último livro. Essa época acabou na Renascença, quando as grandes bibliotecas tinham 500 volumes. A minha tem 7 000 volumes e não tem o último livro. Por outro lado, a erudição também vai ganhando um ar pejorativo serve para descartar certas idéias, um certo tipo de pensamento a pretexto de que "são coisas de erudito". A insinuação é de que existe outro saber, por graça infusa, que dispensa seus iluminados do trabalho de serem eruditos. Basta estar na posição "correta". Eu gostaria de saber quem dá esse atestado de dispensa.

VEJA - Entre a esquerda e a direita, onde é que o senhor fica?MERQUIOR - Alguém definiu admiravelmente bem as pessoas de minha posição ideológica. Foi o polonês Leszek Kolakowski, num texto que é uma pérola - "Como ser conservador, liberal e socialista". No fundo da visão conservadora, existe um elemento muito positivo, que consiste em acreditar que nem todos os males humanos têm causas sociais, sendo portanto elimináveis através de mudanças sociais. Do lado liberal, a idéia básica, também verdadeira, é que a finalidade do Estado é dar segurança, sem esclerosar a sociedade com um sistema demasiado refratário à iniciativa individual. Enfim, o socialismo tem de válida a idéia de que o pessimismo antropológico, por trás da posição conservadora, não deve ter o poder absolutista de evitar as reformas sociais citadas pelo reformismo esclarecido.
VEJA - Trocando em miúdos...MERQUIOR - ...Eu me sinto um pouco um iluminista. Tenho confiança no progresso, acredito no progresso pela racionalidade. Essa crença já foi característica dos socialistas, mas hoje os socialistas mais sofisticados abandonaram seu compromisso histórico com o evolucionismo, direita e esquerda ficaram muito parecidas nesse aspecto: o repúdio aos tempos modernos. Adorno, que se proclamava neomarxista, chamou nossa época de satânica. No século XVIII, quem acreditava no progresso eram os filósofos. Atualmente, intelectual que acredita no progresso é coisa rara. Hoje em dia, quem acredita no progresso, felizmente, são as massas.

http://veja.abril.com.br/especiais/35_anos/ent_merquior.html
 


O PENSAMENTO CONSERVADOR


O QUE É SOCIALISMO? O SOCIALISMO REAL, CRIMES E ARGUMENTAÇÕES DESONESTAS - OLAVO DE CARVALHO
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REVOLUÇÃO DE INTELECTUAIS - PATRULHAS IDEOLÓGICAS - JOSÉ GUILHERME MERQUIOR


O PRAZER REVOLUCIONÁRIO DA DESTRUIÇÃO - O SONHO DA RAZÃO PRODUZ MONSTROS



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Um século de Aron – O combatente da liberdade

 

“Os intelectuais radicais não querem compreender nem transformar o mundo, querem denunciá-lo”.
 
Raymond Aron.
 
Raymond Aron nasceu em 14 de março de 1905, em Paris, e é natural que hoje os liberais lembrem-se dele como o grande combatente das liberdades, um dos mais atuantes na França do século passado, país dominado por Sartre, Merleau-Ponty, Lévi-Strauss, entre outros pensadores esquerdistas de peso.
 
A vida de Aron, que completaria 100 anos se estivesse vivo, foi um combate só. De início, homem de esquerda como Sartre, ao lado de quem estudou na Escola Normal Superior, na Rue d´Ulm (Paris), tornou-se, no seu tempo, para além de ativo professor universitário e jornalista, intérprete privilegiado dos fenômenos políticos e sociais à luz de vastos conhecimentos históricos, econômicos e sociológicos. A descrença em relação ao socialismo e, em especial, ao comunismo, levou-o a polêmicas ferozes com representação expressiva da “intelligentzyia” francesa, que nunca o perdoou pelo fato de, entre o culto à União Soviética de Stálin e a defesa dos Estados Unidos, postar-se ao lado dos americanos, chegando mesmo a articular, na ordem prática das coisas, a marcante Aliança Atlântica - uma barreira contra o expansionismo comunista que no pós-guerra dominava metade da Europa e ameaçava tomar o continente inteiro. Pensando em Aron, o amigo de quem se tornou rival, Sartre escreveu: “Todos os anti-comunistas são cães”.
 
Mas Aron conhecia o comunismo de sobra e, a despeito de justificativas criadas nos salões da aristocracia esquerdista, não imputava os males do regime totalitário apenas ao stalinismo. Melhor que ninguém, virou pelo avesso a obra de Marx, a quem dedicou livro minucioso, “O Marxismo de Marx” (Editora Arx, 2004) nela descortinando a sintomatologia do universo concentracionário que acompanha o pensamento (totalizador) do pai do “socialismo cientifico”. O próprio Aron confessa, no prefácio do livro, que atravessou 32 anos de sua vida estudando os escritos de Marx, para chegar a uma conclusão sobre o comunismo: “Creio não haver doutrina tão grandiosa no equívoco, e tão equívoca na grandeza. Foi por isso que a ela dediquei tantas horas...”
Ao pensador que viveu precisos 78 anos, nunca faltou a energia e a capacidade de expressar a avaliação do mundo que o cercava. Entre milhares de artigos, depoimentos e entrevistas, escreveu livros fundamentais para a compreensão crítica dos fenômenos sociais e políticos. De fato, em obras como “Introdução à Filosofia da História” (Gallimard, 1938), ensaio contundente sobre problemas teóricos do conhecimento histórico; as “Dezoito Lições sobre a sociedade industrial” (Gallimard, 1962), que traça o perfil positivo da sociedade industrial no Ocidente; o percuciente “Paz e Guerra entre as nações”, estudo sobre a raiz dos conflitos bélicos na democracia e nos sistemas totalitários; o instigante “De uma sagrada família a outra” (Gallimard, 1969), coletânea de ensaios sobre os marxismos imaginários e, sobretudo, em “Plaidoyer pour l`Europe decadente” (Robert Laffont, 1977), livro nunca editado no Brasil, mas que faz a lúcida defesa da civilização ocidental - Raymond Aron justifica plenamente o porquê do antagonismo sartreano e a extraordinária dimensão que atingiu na história do pensamento moderno.
 
No contundente “O Ópio dos Intelectuais” (1955), publicado no Brasil em 1980 pela UnB, escrito antes do degelo do regime socialista, Aron desmonta com precisão de relojoeiro os mitos da esquerda, da revolução e do operariado, desarticulando, com argumentos substanciais, a impostura do que chama “ideocracia” – o despotismo do preconceito ideológico – e, por extensão, a conhecida figura do “ideocrata” – o burocrata possuído por ideologias totalitárias. Neste particular, chega à perfeição traçando o perfil do intelectual que assume o papel de “confidente da providência”, o tipo que se vende como defensor dos dominados e entoa (em nome da “moral histórica” que diz ser portador) loas em torno de um mundo “mais justo e fraterno que virá no futuro” – e para o qual, na prática, nada tece além da pura “festividade”.
 
O solitário Aron - que repudiou o marxismo existencialista/irracional de Sartre e o “sintomalismo” de Althusser (o homem da “teoria lacunar”, que lia os “silêncios” de Marx) -, a despeito de admitir o contrário, representou muito mais do que mero “espectador engajado” (como chegou a auto-definir-se numa série de entrevistas que fez para a televisão e ensejou livro com o mesmo título de Jean-Louis Missika e Dominique Wolton, publicado pela Nova Fronteira, em 1982). Na realidade, além de bom combatente liberal, ele ajudou a entender como nenhum outro pensador europeu o problemático século 20 – com destaque, em retrospecto, para temas como a França dos anos 30, a segunda grande guerra, a guerra fria, a descolonização, o degelo soviético, a era da “coexistência pacífica”, a guerra do Vietnã, o maio de 68 – aprofundando a reflexão sobre a contradição existente entre liberdade e igualdade – sem jamais deixar de assinalar, sempre com ironia, que o império soviético, ambicionando as duas coisas, excluiu a liberdade sem ao menos “sintonizar” a igualdade. De fato, mais do que testemunha, Aron atuou firmemente no campo da discussão das idéias, na análise da evolução do pensamento contemporâneo e na reflexão dos grandes acontecimentos do seu tempo.
 
Como arauto da liberdade, o autor de “Histoire et dialetique de la Violence” encontrou na filosofia liberal “o sistema de valores que podia estruturar um modelo de ação”. Para ele, o liberalismo, respeitando o pluralismo das idéias e privilegiando o empirismo na análise e na ação, representa ainda o sistema “menos mau” para orientar o exercício da política. De resto, o pensador de origem judaica considerava que a atividade política não representa obrigatoriamente a luta entre o bem e o mal mas, sim, a escolha entre o “preferível e o detestável”. Pessoalmente, como liberal convicto, procurou mobilizar a crença na força da iniciativa individual, na livre concorrência e na importância da sociedade industrial - esta, como se sabe, permanentemente satanizada pelos fetichistas da “alienação”, a idéia proposta por Marx, exaustivamente explorada pela Escola de Frankfurt.
No seu livro mais cativante, “Memó ;rias” (Nova Fronteira, 1986) , publicado pouco antes de morrer, de leitura obrigatória para quem deseje vislumbrar com objetividade os principais acontecimentos do século XX, Aron confessa a grande influência que recebeu do pensamento alemão, em especial do historicismo de Max Weber, o sociólogo para quem o cientista social deve distinguir com rigor “aquilo que é do que deveria ser”, afirmando, como corolário, que nenhuma compreensão histórica e social está completa se não incluir a dimensão religiosa, política e moral dos agentes humanos.
 
Neste particular, embora “movido” pelo conceito da neutralidade que Weber considera preponderante para o alcance da objetividade do conhecimento nas ciências políticas e sociais, Aron, discordando do mestre, entendia que a “objetividade” da descrição não é garantida nem pela neutralidade, que considerava impossível, nem mesmo pela verdade dos fatos pois, segundo ele, “pode-se muito bem compor um retrato falso com fatos verdadeiros”.
Os pensadores mais afinados com a ortodoxia do liberalismo econômico encaram como “excentricidade” um certo distanciamento de Aron ao “individualismo metodológico” (adotado, na sua inteireza, por outro liberal convicto, o prêmio Nobel Friedrich von Hayek), que compreende os fatos sociais e suas explicações como estritamente decorrentes da conduta dos indivíduos - em contraposição, por exemplo, ao “holismo” de Karl Popper, com a visão sistêmica dos “conjuntos sociais”, em que a sociedade funciona por si mesma.
 
Aron não se inquietava com a questão. Ele admitia a linha da ambigüidade como resposta à supremacia das metodologias “holísticas” ou “individualistas”. No caso, essa postura parece explicar-se pelo fato do pensador, antes de se dedicar aos estudos isolados das questões econômicas, ter sido uma mente exercitada na análise da sociologia e da história, o que, no entanto, não excluía a crítica aberta ao planejamento econômico dos estados totalitários, de certo modo preconizada na concepção marxista de que “a natureza real do homem é a totalidade das relações sociais”.
 
Depois de mais de vinte anos de sua morte, ocorrida em 1983, a vasta e eclética obra de Aron continua a cada dia mais viva e atual. É difícil apontar, hoje, qual seria o seu substituto como interprete (e contendor) liberal sensível e polivalente. Outro importante pensador francês, Jean-François Revel, ensaísta liberal dos mais férteis e autor de obras analíticas do porte de “A Tentação Totalitária” e “Nem Marx nem Cristo”, e ainda o inglês Paul Johnson, historiador dos mais completos e ambiciosos do século, são dois nomes consideráveis para enfrentar os desafios das análises dos fenômenos econômicos, políticos e sociais que se avolumam diante dos nossos olhos. Mas terão eles, isoladamente, a argúcia, a abrangência e a originalidade de Aron?
 
A resposta pertence ao leitor.

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Os Intelectuais e o Poder
Intelectuais a serviço do poder, ou intelectuais assumindo o próprio pode

No último capítulo do seu livro O ópio dos intelectuais, Raymond Aron faz essa interrogação: “Fim da idade ideológica?” Após analisar os vários aspectos dos conflitos ideológicos, no confronto Estados Unidos e União Soviética, a criarem um contra o outro sistemas supranacionais e sustentado que “Liberalismo e Socialismo continuam inspirando convicções, animando controvérsias”, traz essa afirmação bastante significativa para os nossos tempos: “As revoluções do século XX não são proletárias, são pensadas e introduzidas por intelectuais”.

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O ÓPIO DOS INTELECTUAIS
 
Continuando a resenha do livro "O Ópio dos Intelectuais", de Aron, não pode nos escapar o trocadilho que ele fez no título com a famosa frase de Marx, de que "a religião é o ópio do povo". Aron não o fez por acaso: para ele o marxismo assumiu uma forma de religião secular, abraçada pela "intelectuária" do mundo.



 
 
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 Sobre Valores – Maynard Marques de Santa Rosa

"Quando um país se encontra à deriva, a vítima principal é a confiança, um ingrediente vital. Sem ela, grassa a insegurança e falta crédito na economia. Sem crédito, não há investimento. E sem investimento, não há progresso, nem emprego.
"O revisionismo cultural produzido pela opinião ideológica é antinatural e corrosivo. A Dra. Marie Louise von Franz concluiu, na década de 1950, que: “O sucesso da propaganda provoca uma repressão das reações inconscientes. E a repressão da massa leva à dissociação neurótica e à enfermidade mental, já que está em oposição aos nossos instintos”
 
 
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 A PROIBIÇÃO DE PERGUNTAR - "Por linguagem ideológica, refiro-me ao fenômeno diagnosticado por Eric Voegelin em uma fração considerável do pensamento político moderno e que marcaria um ineditismo em relação à antiguidade clássica: a "PROIBIÇÃO DE PERGUNTAR". Não se trata aí, diz Voegelin, de uma simples resistência à análise, coisa que, decerto, também existia no passado. Não estamos falando apenas de um apego passional a opiniões (doxai) em face de uma análise (episteme) que as contrarie. Como esclarece o filósofo alemão: "Em vez disso, confrontamos-nos aqui com pessoas que sabem que, e por que, suas opiniões não podem resistir a uma análise crítica, e que, portanto, fazem da proibição do exame de suas premissas parte do seu dogma." (Eric Voegelin). Essa linguagem ideológica, sustentada sobre a proibição de perguntar, é um dos traços mais característicos do ambiente intelectual marxista e esquerdista de modo geral. (...) Gramsci foi, inegavelmente, um dos mais hábeis técnicos em linguagem ideológica." (FLÁVIO GORDON - A CORRUPÇÃO DA INTELIGÊNCIA)