Olavo de Carvalho e Carlos Josaphat discutem os riscos do moralismo cínico - A abrangência da moral
Em tempos de alegada pós-modernidade, não seria anacrônico falar, ainda, em moral? No momento em que o relativismo ético (a partir do qual, em nome do "respeito" às diferenças, se concretizam a glorificação das desigualdades) invade as múltiplas facetas da vida social e individual, haveria lugar para tal reflexão? Em torno dessa questão começou uma conversa de duas horas na noite de 29 de setembro, tendo como dialogadores o teólogo e frade dominicano Carlos Josaphat e o ensaísta e jornalista Olavo de Carvalho.
"A Moral", sétimo programa da série/98 dos Diálogos Impertinentes (já no seu quarto ano como promoção conjunta da Folha/Sesc/PUC-SP), aconteceu no Teatro da Universidade Católica na capital paulista, com transmissão ao vivo pela TV PUC, e teve, também, mediação de Sérgio Dávila, editor da Ilustrada.
Os dialogadores, ao relacionarem o tema com a política, a sexualidade, a mídia e a religião, defenderam a atualidade do problema moral e os riscos do moralismo cínico que conduz a uma cisão interior perigosa. Olavo de Carvalho afirmou: "Se hoje, por um lado, predominam as concepções de que todas as morais se equivalem (sendo puras convenções ou criações culturais), por outro lado, as mesmas pessoas que advogam teorias relativistas expressam uma indignação moral muito profunda. Nunca se duvidou tanto da moral na esfera intelectual e nunca as pessoas se apegaram tanto a ela do ponto de vista emocional. Quer dizer, pensam como relativistas, mas, julgam como absolutistas; isso significa que as nossas idéias não estão atendendo às necessidades reais das pessoas para fundamentar a sua conduta".
Quando a conversa foi para o campo da atuação ética dos intelectuais, o ensaísta Carvalho foi enfático: "Há pessoas que na esfera intelectual estão agindo da maneira mais imoral possível. Falta honestidade na qual é preciso não dizer que sabe aquilo que você não sabe e não dizer que não sabe aquilo que você sabe perfeitamente bem; é isso que venho chamando de o Imbecil Coletivo".
Não foi o caso nesse diálogo.
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9:03 Não tem nem dúvida de que o Politicamente correto é um código Moral. Na verdade o conteúdo dele a meu ver, é imoral. Mas para ser imoral é necessário ter uma estrutura tipo moral, é um código que separa o certo do errado, o aceitável do inaceitável, de acordo com o critério dos grupos interessados. Apenas a diferença é que o politicamente correto e tem o fundamento diretamente político, ele expressa o interesse e a vontade política de determinados grupos, mas ainda assim o grupo ofendido reage como se a ofensa fosse objetivamente imoral e não apenas contrário a sua política. Quando há divergência apenas políticas, aí se introduz, vamos ver, um fator atenuante, um fator de tolerância para uma pessoa que pode ser inimiga política da outra, mas nem por isso vai ser considerada um sujeito mau ou imoral. Mas hoje em dia, dentro do código do Politicamente correto as ofensas encontram reações de profunda indignação moral. Quer dizer que o indivíduo que fere o interesse, ou o orgulho de uma determinada comunidade é condenado como se ele fosse um pecador ou às vezes um criminoso. (moral ideológica)
E o senhor acha o conteúdo politicamente correto imoral por quê?
Pelo simples fato da origem política oportunista. Eu lhe dou um exemplo. Uns anos atrás o presidente do Zimbabwe acho que Robert mugabe ficou indignado com a interferência do establishment gay norte-americano na educação do seu país, que mandava para lá comissões e davam palpite no Ministério da Educação e queriam moldar tudo ali de acordo com a preferência deles. Mugabe ficou indignado com isso, achou que era uma interferência estrangeira indevida e mandou todo mundo embora. Bem, o mundo inteiro caiu de pau em cima do pobre Mugabe, embora dentro do Zimbabwe ele tivesse apoio integral da população. A população aplaudiu, mas no resto do mundo, na Suíça teve passeata contra ele, chamado de criminoso, de preconceituoso e até de genocida. Muito bem, onde foi parar a antiga autodeterminação dos povos? Cadê o princípio da autodeterminação dos povos? Que foi durante um século proclamada e defendida por todo mundo, de repente ele é revogado em função do interesse de um grupo em especial. Essa conduta é flagrantemente imoral.
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Quando
é que Trump vai mexer com a CENSURA do GOOGLE? O povo é ignorante por PRIVAÇÃO do conhecimento que nós estamos impedidos de compartilhar!
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COMO A VENEZUELA CAIU NA ARMADILHA SOCIALISTA https://conspiratio3.blogspot.com/2026/01/eu-ajudei-expor-o-narcotrafico-na.html
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"Todo psicopata é , por definição, psicologicamente invencível. Por mais que você lhe mostre seus erros e prove seus crimes, ele continuará não só proclamando inocência, mas cantando vitória. " Olavo de Carvalho*
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"TUDO, na vida intelectual, depende de uma distinção clara entre o que
você SABE, o que lhe PARECE RAZOÁVEL, o que você ACHA e o que você
apenas IMAGINA. Os quatro discursos de Aristóteles."
Olavo de Carvalho
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"Filho
do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e
não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque é casa rebelde." Ezequiel 12:2
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"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas" "Por vossa mansidão divina, ó Jesus manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça."
GRANDES PROMESSAS https://youtu.be/TuAsi3ZTrZI
*REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE. Ela está em perigo de extinção, substituída por ideologias e pretextos.


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