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terça-feira, 23 de abril de 2013

A CONSPIRAÇÃO - ATUALIDADES - OLAVO DE CARVALHO



True Outspeak - Olavo de Carvalho - 22 de abril de 2013

O LIVRO DA VIDA - KRISHNAMURTI

O LIVRO DA VIDA




A história da humanidade está em você: a vasta experiência, os medos profundamente arraigados, as ansiedades, a dor, o prazer e todas as crenças que o homem acumulou através dos milênios. Você é esse livro. Ele não foi publicado por nenhum editor; não está à venda. Inútil ir a algum analista, porque o livro dele é o mesmo que o seu. Sem ler esse livro cuidadosa, paciente, hesitantemente, você nunca será capaz de transformar a sociedade em que vivemos, a sociedade que é corrupta, imoral. Existe muita pobreza, injustiça, e assim por diante. Qualquer pessoa séria estaria preocupada com o estado das coisas no mundo atual, com todo o caos a corrupção, guerra – o maior de todos os crimes é a guerra. Para produzir uma mudança radical em nossa sociedade e em sua estrutura, a pessoa tem que ser capaz de ler esse livro que é ela própria; e a sociedade em que vivemos foi criada por nós, cada um de nós, por nossos pais, avós e assim por diante. Todos os seres humanos criaram essa sociedade e, enquanto a sociedade não for transformada, haverá mais corrupção, mais guerra e destruição da mente humana. Assim, para ler esse livro que é a própria pessoa, é preciso aprender a arte de escutar o que o livro está dizendo. Escutar implica não interpretar. Apenas observar, como você observa uma nuvem. Não se pode fazer nada a respeito da nuvem ou das folhas da palmeira balançando ao vento, ou em relação à beleza do pôr-do-sol; não se pode alterá-los. Da mesma forma, é preciso aprender a arte de escutar o que o livro está dizendo. O livro é você; ele revelará tudo.
Há outra arte, a da observação, a arte de ver. Quando você lê o livro que é você mesmo, não existem você e o livro. Não existe o leitor e o livro separado. O livro é você.

Há ainda outra arte, a arte de aprender. Os computadores podem aprender; eles podem ser programados e repetirão aquilo que lhes foi ordenado. Primeiro nós experimentamos, acumulamos conhecimentos, e os armazenamos no cérebro; então o pensamento nasce sob a forma de memória e segue-se a ação. Dessa ação você aprende. Assim, aprender é acumular mais conhecimento. Isso é o que a mente que está atenta, desperta, está fazendo todo o tempo, como um computador. Experiência, conhecimento, memória, pensamento, ação – eis o que estamos fazendo todo o tempo, o que chamamos “aprender” – aprender com a experiência. Essa tem sido a história do homem – constante desafio e resposta a esse desafio. O livro é todo o conhecimento da humanidade, que é você.

Sei que vocês provavelmente são muito cultos, muito educados, mas estou expondo tudo isso em uma linguagem muito, muito simples. Entretanto, a palavra não é a coisa. Por favor, tenham isso em mente todo o tempo: a palavra não é a coisa. O símbolo nunca é o real. Desse modo, como eu disse, existe a arte de ver, a arte de escutar e a arte de aprender. O homem nunca é livre do conhecido; por isso, nosso aprendizado torna-se mecânico. A arte de aprender implica algo totalmente diferente. Aprender significa investigar os limites do conhecimento e mover-se. Agora, com esses três processos – escutar, observar, aprender – vamos juntos ler o livro da vida. Você está lendo o livro junto comigo; não estou lendo o seu livro. Estamos lendo o livro humano que é você, o orador e o resto da humanidade. Por favor, dê um pouco de atenção a isso. Se sabemos como ler o livro que somos nós mesmos, todos os conflitos e dores, chegam a um fim. Somente essa é a mente religiosa, não a que acredita; não a que executa todos os rituais, mas a que é livre. Tendo lido completamente o livro, é apenas essa mente que recebe a benção da verdade.


Qual o primeiro capítulo nesse livro?

É o seu livro, qual é o conteúdo desse capítulo? À parte a existência física, o organismo com todos os males do corpo: a doença, a preguiça, a morosidade, a falta de alimento apropriado, de nutrição conveniente – à parte tudo isso, qual é o primeiro movimento? Você pode ter olhado para o seu rosto, penteado o cabelo, empoado a face e tudo o mais, mas nunca olhou para dentro. Se olhar para dentro de si mesmo, você não se descobre um ser humano de segunda-mão? Pode ser bastante desagradável considerar-se um ser humano de segunda-mão. Mas estamos cheios de conhecimento de outras pessoas – o que alguém ou algum mestre ou guru disse, o que Buda disse, o que o Cristo disse, e assim por diante. Estamos cheios disso. Da mesma forma, se você foi à escola, faculdade ou universidade, lá também lhe foi dito o que fazer, o que pensar. Assim, se compreender que é um ente de segunda-mão, você poderá pôr isso de lado e olhar.

Acompanhe-me, por gentileza: a primeira observação é que vivemos em contradição, que não há ordem em nós. Ordem não é programação. É colocar tudo no lugar certo. Mas ordem implica algo muito maior que a disciplina mecânica de um hábito particular, ou de uma função normal. Desta forma, a pessoa descobre nesse livro, no primeiro capítulo, que vivemos uma vida extraordinariamente confusa, desordenada – querendo uma coisa e negando que a queremos, dizendo uma coisa e fazendo outra, pensando uma coisa e fazendo outra. Assim, há contradição constante. Onde há contradição, tem de haver conflito. Você está acompanhando o livro que é você mesmo vivendo de uma maneira desordenada, em perpétuo conflito. Esse conflito alastrou-se como ambição, realização, identificação com uma pessoa, um país, uma idéia, sem nunca viver com o real. Assim, vivemos em desordem – politicamente, religiosamente, em nossa vida familiar.

Temos de descobrir o que é ordem. O livro irá lhe contar, se você souber como lê-lo. Ele diz que você vive em desordem. Acompanhe-o, vire a próxima página. Então você descobrirá o que significa viver em desordem. Se uma pessoa compreende a natureza da desordem, não intelectual, ou verbalmente, mas de fato, o livro está dizendo: não traduza, não transforme isso num conceito intelectual, mas leia-o apropriadamente. Quando você o lê, ele diz que suas contradições existem, e elas só irão terminar se você compreender a natureza da contradição. Contradição existe quando há divisão como hindus e muçulmanos, judeus e árabes, comunistas e não-comunistas, esse constante processo divisório entre os vários tipos de Budistas, os vários tipos de Hindus, Cristãos e assim por diante. Onde há divisão, tem de haver conflito, que é desordem. Quando você compreende a natureza da desordem, dessa compreensão, das profundezas dessa compreensão da natureza da desordem, vem, naturalmente, ordem.

Ordem é como uma flor desabrochando naturalmente, e essa ordem, essa flor, nunca fenece. Sempre há ordem na própria vida quando se lê realmente o livro, que diz: onde há divisão, tem de haver conflito.


O próximo capítulo diz: enquanto você estiver funcionando centrado, rumo à periferia, tem de haver contradição. Isto é, enquanto estiver agindo de forma autocentrada, egoística, egocêntrica e personalisticamente, restringindo a totalidade dessa vida imensurável a esse pequeno “eu”, você inevitavelmente criará desordem. O “eu” é algo muito pequeno, criado pelo pensamento. O pensamento, o nome, a forma, a estrutura psicológica e a imagem que ela construiu de si mesma, dizem: “Eu sou alguém”. Enquanto existir atividade autocentrada, tem de haver contradição, tem de haver desordem. E o livro diz: não pergunte como não ser autocentrado. Quando você pergunta como, você está pedindo um método. Se você segue o método, essa é outra forma de atividade autocentrada. O livro está dizendo a você tudo isso, não eu. O orador não está traduzindo o livro. Estamos lendo-o juntos. Enquanto você pertencer a qualquer seita, grupo, religião, estará obrigado a criar conflito. Isso é difícil de engolir porque todos nós acreditamos em alguma coisa. Você acredita em deus, outro não; outro acredita no Buda, outro em Jesus, e o Islã diz existir alguma outra coisa. Assim, a crença produz divisão no relacionamento entre as pessoas. Não há necessidade alguma de crença quando você está unicamente preocupado com fatos – fato sendo aquilo que está realmente acontecendo em seu livro.

Então surge o problema de como ler o livro, se você está separado dele. Quando pega um romance ou uma novela de suspense, você lê como alguém de fora, virando as páginas, na companhia de toda excitante história, e assim por diante. Mas aqui o leitor é o livro. Ele o está lendo como se estivesse lendo uma parte de si mesmo; não está lendo um livro qualquer. O livro também diz que o homem tem vivido sob a autoridade – política, religiosa, do líder, do guru, do homem que sabe, do intelectual, do filósofo. Sempre se conformou com um padrão de autoridade. Por favor, escute muito cuidadosamente o que o livro está dizendo: existe a autoridade da lei – existe a autoridade do policial, de um governo eleito, do ditador. Não estamos falando desse tipo de autoridade. Estamos lendo a respeito da autoridade que a mente busca com o propósito de sentir-se segura.

A mente está sempre buscando segurança. O livro diz: quando você está buscando segurança psicológica, está inevitavelmente criando autoridade – a autoridade do sacerdote, da imagem, do homem que diz: “Sou iluminado, vou esclarecê-lo”. Assim o livro diz: livre-se de todo esse tipo de autoridade; o que significa: seja uma luz para você mesmo. Não dependa de ninguém para a compreensão da vida, para a compreensão desse livro. Para ler esse livro não deve haver ninguém entre você e ele – nenhum filósofo, nenhum sacerdote, nenhum guru, nenhum deus, nada. Você é o livro que está lendo. Portanto, deve haver libertação da autoridade do outro, seja a do marido ou a da esposa. Isso significa ser capaz de ficar sozinho.

O livro diz: você discutiu, leu o primeiro capítulo sobre a desordem, a ordem e a autoridade.

O próximo capítulo diz: vida é relacionamento; relacionamento em ação. Não somente com aqueles de quem é intimo: você está relacionado com toda a humanidade. Você é semelhante ao resto dos seres humanos, onde quer que eles vivam, porque eles sofrem, você sofre, e tudo o mais. Psicologicamente, você é o mundo e o mundo é você. Portanto, você tem tremenda responsabilidade. Então o livro diz no capítulo seguinte: o homem tem vivido com medo desde tempos imemoriais – medo, não somente da natureza, do ambiente, da doença, de acidentes e assim por diante, mas também as muito profundas camadas de medo, as profundas, inconscientes, inexploradas ondas de medo. Vamos ler o livro juntos até o capítulo e terminar e dizer: “Observe o medo e você será capaz de pôr fim a ele”. O livro outra vez pergunta, na página seguinte: que é medo? Como ele surge, qual a sua natureza? Por que o homem não resolveu o problema? Por que vive com ele? Acostumou-se a ele? Aceitou-o como forma de vida? Por que o homem, o ser humano, não solucionou o problema para que a mente seja totalmente livre do medo? Enquanto houver medo, você viverá na escuridão. E se sua adoração resultar dessa escuridão, ela será absolutamente sem sentido.

É muito importante penetrar mais fundo na natureza do medo. Como surge o medo? Da lembrança de coisas passadas – lembrança de alguma dor, de alguma coisa que você fez, que não devia ter feito; uma mentira que contou, não quer que seja descoberta e teme que o seja; uma ação que corrompeu sua mente. Você pode estar com medo daquela corrupção, daquela ação? Ou pode estar com medo do futuro, de perder um emprego, ou de não se tornar cidadão proeminente em um quintalzinho qualquer. Temos inumeráveis formas de medo. As pessoas têm medo do escuro, da opinião pública, da morte, de não se realizar – o que quer que isso signifique. E há o medo da doença; a pessoa pode ter muita dor física que fica registrada na mente e ela tem medo que volte. Assim o livro diz: siga em frente, leia mais; o que é medo? É ele criado pelo pensamento? É ele criado pelo tempo? Estou saudável agora, mas quando envelhecer ficarei doente e isso me assusta. Isso é tempo. Ou o pensamento diz: algo pode me acontecer, posso perder o meu emprego, ficar cego, perder minha esposa, o que quer que seja. É essa a raiz do medo? – o livro está perguntando. Assim você diz: vire a página e descobrirá a resposta você mesmo; não o orador. O livro diz que o pensamento e o tempo são fatores do medo. Que pensamento é tempo.

A página seguinte pergunta:
é possível à mente humana, a você que está lendo o livro que é você mesmo, ser completamente livre do medo, de tal forma que não haja mais o leve sopro de medo? O livro diz novamente: não peça um método. Métodos significam repetição, um sistema; o sistema que você inventar não dissolverá o medo, porque então você estará seguindo um sistema e não compreendendo a natureza do medo. Portanto, não busque um sistema, mas simplesmente compreenda a natureza do medo. Ele interroga: o que você quer dizer por compreender? Ou você compreende a construção verbal e o significado da palavra, o que é uma forma especifica de atividade intelectual, ou você vê a verdade. Quando você enxerga a verdade, então a coisa desaparece. Quando enxergar claramente, por si próprio, que o pensamento e o tempo são fatores do medo, não como uma afirmação verbal, mas como uma parte de você mesmo – em seu sangue, em sua mente, no seu coração, que o tempo é o fator – então verá que o medo não tem mais lugar, somente o tempo. Porque o medo foi criado pelo tempo. E pelo pensamento. Tenho medo do que possa acontecer, tenho medo de minha solidão. Nunca examino minha solidão – o que ela significa – mas tenho medo dela, o que significa que fujo dela; mas essa solidão é a minha sombra, ela me persegue. Não se pode fugir da própria sombra. Do mesmo modo, se você tiver a paciência da observação, que não é fugir, mas observar, olhar, escutar, ouvir o que o livro está dizendo, ele dirá que o tempo é o fator, não o medo; por isso você tem de compreender o tempo. Se compreender o tempo, talvez então não haja um fim para o medo.


O livro está pedindo a você para descobrir qual é a relação entre tempo e pensamento. Pensamento é um movimento do conhecido para o conhecido. É um movimento: as lembranças do passado encontrando o presente, modificando-se e seguindo adiante. Esse movimento do ontem para o hoje e para o amanhã é o movimento do tempo, através do nascer ao pôr-do-sol. Existe também o tempo psicológico. Conheci a dor, espero que ela não se repita, mas ela pode acontecer de novo – esse é o movimento do passado através do presente, modificando-se e deslocando-se em direção ao futuro. Existe o tempo medido pelo relógio. Existe o tempo interior: você espera ser; não é, mas espera ser; você é violento, mas espera ser não-violento. Você é ganancioso, invejoso, mas, através do tempo, através da evolução, espera que gradualmente se livrará disso. Conseqüentemente, tempo é um movimento a partir do passado e do presente em direção ao futuro. Pensamento também vem do passado – conhecimento, memória, movimento. Portanto, tempo é pensamento.

A próxima pergunta é muito mais difícil de responder. Você tem que ter paciência para ir mais longe. Estou usando a palavra “paciência” num sentido especifico: ausência de tempo. Geralmente paciência significa: vá devagar, seja paciente, espere um pouco, não reaja apressadamente, aquiete-se, tenha calma, dê ao outro a oportunidade de se expressar, e assim por diante. Não estamos usando a palavra “paciência” nesse sentido. Estamos dizendo que paciência significa esquecer o tempo de modo que você possa olhar, possa observar; mas se observar através do tempo, será impaciente. Pode ser que você precise ter paciência para ler o próximo capítulo. Tempo é o fator do medo. Pensamento é tempo. Enquanto o pensamento estiver funcionando, você está condenado a ter medo.

O capítulo seguinte indaga: existirá uma interrupção do tempo, o fim do tempo? O tempo é o fator maior em nossa vida – não sou, mas serei; não sei, mas saberei; não sei essa língua particular, mas aprenderei, dê-me tempo. O tempo curará nossas feridas. O tempo embota a sensibilidade. O tempo destrói o relacionamento. O tempo destrói a compreensão porque a compreensão é imediata: não “aprenderei a compreender”. Por isso o livro está dizendo que o tempo desempenha um papel extraordinariamente importante em nossa vida. Nossos cérebros evoluíram através do tempo. Não é seu cérebro, ou meu cérebro, mas o cérebro humano, a mente humana, que é você. Você identificou esse cérebro como seu cérebro, como sua mente; mas não é sua mente ou seu cérebro, mas o cérebro humano, que evoluiu através de milhões de anos. Você vê que o cérebro, que é condicionado pelo tempo, pode unicamente operar no tempo. Estamos pedindo ao cérebro para fazer algo totalmente diferente. O livro afirma que seu cérebro, sua mente, funcionam no tempo. O tempo desempenhou um papel importante em sua vida. Não é solução de problema algum, exceto problema tecnológicos. Não o use para solucionar um problema – entre você e a sua esposa, entre você e seu emprego, assim por diante. É muito difícil compreender isso. Por favor, consagre sua mente a isso, a ler o livro apropriadamente.

Assim o livro pergunta: pode o tempo acabar? Se você não puser um fim a ele, o medo prosseguirá, com todas as suas conseqüências. E o livro diz: não pergunte como dar-lhe fim. Você não pode perguntar a alguém como acabar com o medo; ele não leu o livro, ele lhe dará apenas uma teoria. Pergunto-me se você compreende isso. Essa é a verdadeira meditação. Meditar é inquirir se o tempo pode parar. O orador diz que pode e que isso acontece; o orador diz isso, não o seu livro. O orador afirma que o tempo termina. Mas se acreditar nisso, você não está lendo o seu livro, estará vivendo apenas de palavras, e viver de palavras não dissolve o medo. Por isso você tem de ler o livro do tempo – entrar nele e explorar a natureza do tempo, ver como você reage ao tempo, como seu relacionamento é baseado no tempo. Mergulhe nisso. Isso significa que conhecimento é tempo. Se você está usando o conhecimento como um meio de avanço, está aprisionado ao tempo e, portanto, o medo, a ansiedade e o processo inteiro seguem em frente. Para inquirir sobre a natureza do fim do tempo, requer-se uma mente silenciosa, uma mente livre para observar, não amedrontada, livre para observar o movimento do tempo em você mesmo, como você depende dele. Se alguém lhe dissesse que não existe tal coisa como a esperança, você ficaria horrorizado, não ficaria? Compreende o que estou dizendo? Esperança é tempo.

Assim, você tem de investigar a natureza do tempo e compreender que seu cérebro, sua mente e seu coração, que são um, estão funcionando no tempo. Eles estão condicionados ao tempo e, portanto, você está pedindo algo totalmente novo. Você está pedindo ao cérebro, e à mente, para funcionar de outra forma e isso requer grande atenção

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Poderá também gostar de:



Paz Interior (Eckhart Tolle)

O que estou fazendo aqui ?!?


A Natureza do Eu - JOEL S. GOLDSMITH



Krishnamurti - Mentalidade Religiosa

comentário:
  1. Oi, vc tem a fonte deste texto? Ele é muito interessante, mas será mesmo de Krishnamurti? Atualmente estou voltada para Teoria da Conspiração, que investiga algumas causas da doença social, e estou pensando em postar alguma coisa sobre os remédios para ela. Por isso gostaria de postá-lo no meu blog com seu endereço como referência, tudo bem?


    Celia
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KRISHNAMURTI DIZ:

O importante é o ser
e não o vir a ser; um não é o oposto do outro, havendo o oposto ou a oposição, cessa o ser. Ao findar o esforço para vir-a-ser, surge a plenitude do ser, que não é estático;
não se trata de aceitação; o vir-a-ser depende do tempo e do espaço. O esforço deve cessar; disso nasce o ser que transcende os limites da moral e da virtude social, e abala os alicerces da sociedade. Esta maneira de ser é a própria vida, não mero padrão social. Lá, onde existe vida, não existe perfeição; a perfeição é uma idéia, uma palavra; o próprio ato de viver e existir transcende toda forma de pensamento e surge do aniquilamento da palavra, do modelo, do padrão.


MAIS:

A SOBERANIA DA CONSCIÊNCIA http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/04/a-soberania-da-consciencia-voz-da-alma.html

VIDA E ÚLTIMA MENSAGEM DE KRISHNAMURTI http://conspiratio.blogs.sapo.pt/143883.html 

DESCOBRINDO O SENTIDO DA VIDA 
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/08/descobrindo-o-sentido-da-vida.html

*

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domingo, 21 de abril de 2013

O POLÍTICAMENTE CORRETO COMO ARMA - DESCONSTRUINDO A MENTE - RACISMO E CENSURA MENTAL

Olavo de Carvalho

Na edição de 14 de setembro do Estadinho, suplemento infantil de O Estado de S. Paulo, Eduardo Martins, autor do Manual de redação e estilo desse jornal, toma a iniciativa de doutrinar as crianças contra o uso de expressões como “a situação está preta”, “negra infelicidade”, “destino negro”, etc., que a seu ver são racistas.

O uso de crianças como “agentes de transformação social” é um expediente desonesto do Estado modernizador e dos intelectuais ativistas para fazer que as novas crenças que desejam inocular na sociedade, transportadas por pequenos inocentes úteis, possam penetrar no senso comum (no sentido gramsciano do termo) sem passarem pelo filtro da discussão consciente. Esse expediente, inventado pelos Estados totalitários, foi depois imitado pelas democracias e hoje se tornou prática corriqueira, que já nem escandaliza mais uma opinião pública extenuada pelos estupros repetidos.

No caso, porém, esse ardil se torna ainda mais perverso porque é empregado para disseminar um hábito lesivo à inteligência: para reprimir, sob pretextos políticos de ocasião, o uso de metáforas naturais que remontam às origens da espécie humana e que se tornaram, ao longo dos milênios, fundamentos indispensáveis da nossa percepção do mundo. O simbolismo do claro e do escuro vem do tempo das cavernas, das sensações primevas de terror e deslumbramento. O negro do destino negro não é o marrom da pele dos nossos irmãos, mas a escuridão da noite. É a pura e simples ausência de luz. O sentido natural dessa experiência é vivenciado de maneira perfeitamente idêntica por pessoas de raça negra e branca, como se vê pelo simbolismo das cores na tradição Yoruba: nosso improvisado professor de moralidade das cores pode conferi-lo, por exemplo, no estudo Yoruba Traditional Religion do filólogo nigeriano Dr. Wande Abimbola (Tehran, Imperial Academy of Philosophy, 1977). Só a mentalidade torpe do moderno intelectual ativista pode procurar associar esse nobre simbolismo arcaico a motivações racistas e bani-lo do vocabulário humano como “politicamente incorreto”. Reprimir o uso de expressões que refletem uma experiência primordial e universal é impedir o ser humano de pensar, é introduzir entre a percepção e a fala um bloqueio paralisante, é perverter todo o sentido das comunicações entre sensação e pensamento, é neurotizar e desestruturar a mente infantil. E tudo isso para quê? Para atender às exigências de uma suscetibilidade mórbida e antinatural que os mesmos intelectuais ativistas, por outro lado, buscam cultivar nas pessoas de raça negra, com a finalidade de torná-las perpetuamente imaturas e sempre manipuláveis por slogans demagógicos.
 
Se proibidas de associar a cor negra ao perigo e ao sofrimento da ausência de luz, as crianças submetidas a essa lavagem cerebral serão forçadas, pelo superego politicamente correto, a negar a realidade de sua experiência sensível mais direta e a substituí-la por um sistema de artificiosos rodeios verbais desnecessários e sem sentido. Com isso, aprenderão a duvidar do que sentem e a crer, em vez disto, no que ouvem dizer, tornando-se cada vez mais incapazes de julgamento independente e mais necessitadas de ser guiadas por intelectuais prestativos como o Sr. Eduardo Martins. Para apressar este resultado, o Sr. Martins, além de empregar na educação das crianças o método pavloviano de criar reflexos irracionais de repulsa ante certas palavras, ainda reforça seu procedimento mediante o recurso francamente blasfematório a uma falsa retórica teológica, afirmando que o uso dessas palavras, além de crime, “é pecado”. Pecado, digo eu, é desprezar a advertência de Cristo: “O mal que fizerdes ao menor destes pequeninos, a mim o fizestes”.
 
Conforme bem viu Christopher Lasch, a nova classe dominante de burocratas e de intelectuais ativistas, que velozmente vai tomando o lugar da burguesia no império do mundo, não governa pela posse jurídica dos meios de produção, mas pelo jogo da informação; mais ambiciosa que sua antecessora, ela não se contenta em ter poder sobre a força de trabalho das pessoas, mas quer moldar sua mente, seus valores, sua vida e o sentido da sua vida; não quer só possuir o mundo, mas reinventá-lo à sua imagem e semelhança.
 
Infinitamente confiante no seu próprio poder de moldar a realidade, a nova classe não tem satisfações a prestar à lógica, à história ou à biologia: se para alcançar seus objetivos for preciso remexer todo o mapa do cérebro humano, desmontar a tapas a complexa rede de símbolos e sentimentos que constitui o legado cognitivo de uma evolução milenar e provocar um curto-circuito generalizado na inteligência de milhões de crianças, ela o fará sem o menor constrangimento. É uma classe destituída de toda autoconsciência moral e firmemente imbuída da convicção de que a ética consiste em cultivar nas pessoas um senso neuroticamente ampliado de suas próprias necessidades e frustrações, para mantê-las perpetuamente indignadas umas contra as outras. No fundo, trata-se do velho divide ut regnes, praticado sob falsos pretextos moralizantes que não enganam a ninguém. Exceto às crianças, naturalmente.
(Olavo de Carvalho, em O Imbecil Coletivo I – pp. 457 a 460)


MAIS:




LAVAGEM CEREBRAL - ALDOUS HUXLEY
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EDUCAÇÃO NA NOVA ORDEM MUNDIAL - MAQUIAVEL PEDAGOGO - PASCAL BERNARDIN

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A OBRA ANTI-GLOBALISTA DE PASCAL BERNARDIN

DOSTOIEVSKY, EX-REVOLUCIONÁRIO CONTA TUDO EM OS DEMÔNIOS

DOSTOIEVSKY, EX-REVOLUCIONÁRIO CONTA TUDO EM OS DEMÔNIOS 

Pelo que compreendi — e era impossível não o compreender — o senhor, uma vez, de início, e outra vez mais tarde falou com bastante eloqüência — embora por demais teóricamente — da vasta rede que cobre a Rússia inteira e da qual nosso grupo é uma das malhas. Cada um desses grupos, fazem prosélitos e se ramificando até ao infinito, por meio de uma propaganda sistemática, deve sabotar o poder das autoridades locais, espalhar a desordem pelo campo, provocar escândalo, estimular o cinismo e a incredulidade, suscitar o desejo de um melhor destino, e enfim, recorrer aos incêndios como a um método eminentemente popular para, no momento oportuno, mergulhar o país no desespêro. Serão essas exatamente as suas palavras? Procurei gravá-las todas. Não é esse o programa que nos comunicou como delegado de um tal de Comitê Central que nós ainda não conhecemos e que nos parece quase fantástico?

http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/05/dostoievsky-publicou-os-demonios-em.html

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QUANTO PIOR, MELHOR: DIALÉTICA DA PERVERSIDADE E REVOLUÇÃO CULTURAL - GRAMSCI E O POLITICAMENTE CORRETO COMO ARMA
  http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/05/quanto-pior-melhor-dialetica-da.html



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O efeito do politicamente correto no Brasil
 http://youtu.be/4D09VbaXMaA

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CHOCANTE: O QUE A ONU E O PT ESTÃO FAZENDO CONTRA NOSSAS CRIANÇAS
 Dr Damares Alves Saiba o que estão querendo fazer com nossas Crianças
http://www.youtube.com/watch?v=4jJPhoQiSrU&feature=share&list=PLGROH9klOLuU_Y9hq3Fj9p63IUhYSQpR2
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O IMBECIL COLETIVO
http://bvespirita.com/O%20Imbecil%20Coletivo%20(Olavo%20de%20Carvalho).pdf
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POLITICAMENTE CORRETO TEM COTAS PARA PSICOPATAS - Cotas substituem critérios objetivos, de mérito, por politicagem, o que destrói nossas defesas contra psicopatas em cargos de poder. Não é à toa que o comunismo é governado por tiranos genocidas e dominado pela injustiça.

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terça-feira, 16 de abril de 2013

JUIZ RECONHECE QUE A BBC SABIA DA QUEDA DA TERCEIRA TORRE EM 11/9 ANTES DE ACONTECER





Tony Rooke recusou-se a pagar uma taxa de licença de TV, porque a BBC intencionalmente deturpou fatos sobre os ataques 9/11, alegou. It is widely known that the BBC reported the collapse of World Trade Center Building 7 over 20 minutes before it occurred. É amplamente conhecido que a BBC informou o colapso do World Trade Center Edifício 7 mais de 20 minutos antes que ocorresse! WTC 7 was a 47-story skyscraper that was not hit by a plane on 9/11 but collapsed at free-fall speed later that day. WTC 7 era um arranha-céu de 47 andares que não foi atingido por um avião, em 9/11, mas caiu em queda livre mais tarde naquele dia. So Rooke said the BBC had to have had prior knowledge to a terror attack making them complicit in the attack. Então Rooke, disse que a BBC teve conhecimento prévio de um ataque terrorista tornando-cúmplice no ataque. He presented the BBC footage to the judge along with a slew of other evidence, and the judge agreed that Rooke had a reasonable case to protest. Ele apresentou a filmagem da BBC ao juiz, juntamente com uma série de outras provas, e o juiz concordou que Rooke teve um caso razoável para protestar. Rooke was found not guilty and he was not fined for failure to pay the licensing fee. Rooke não foi considerado culpado e ele não foi multado por falta de pagamento da taxa de licenciamento.


Os filmes:
http://www.activistpost.com/2013/04/uk-man-wins-court-victory-over-bbc-for.html

Outros:

La tercera torre (1/2) -Subtítulos en español

http://www.youtube.com/watch?v=yaKExhg_0pQ

WTC 7 Freefall by David Chandler - legendas em português http://www.youtube.com/watch?v=J9yZ9a-b9aI


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A MÚSICA DE HOJE VIBRA NA FREQUÊNCIA ILLUMINATI?




A música de hoje trabalha para o lado negro da força

por

Não, isso não é um protesto contra o heavy metal “do demo” ou o sertanejo. A frase acima serve para praticamente todas as músicas que ouvimos atualmente. Até um Mozart ou um Verdi.

Hoje, praticamente todos os instrumentos e e todas as músicas que escutamos estão afinadas na frequência 440 Hz (vibrações por segundo – afinal, som é uma vibração). Mas não foi sempre assim. Na época de Mozart, Verdi e todos os outros compositores até o início do século XX, a frequência usada para afinação na música era de 432 Hz. Era uma frequencia perfeita, harmônica, já que é a mesma frequência do universo.

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A frequência 432 Hz utiliza a fórmula Pi, conhecida como regra de ouro. É capaz de reproduzir de forma natural a “espiral musical pitagórica”. É a sequência seguida por toda forma de vida. Está em ressonância com cada célula de nosso corpo. É a frequencia dos batimentos cardíacos. Estimula a produção de serotonina e o lado direito do cérebro. Essa é a frequência de afinação dos violinos Stradivarius que, não por acaso, soam muito melhor do que os violinos convencionais. Está de acordo com padrões matemáticos perfeitos. Por exemplo: como convenção, utiliza-se o Lá como base de afinação, sendo que a afinação das outras notas são uma consequência. Nessa afinação, a frequência do Dó, nas diferentes oitavas, segue uma progressão da potência de 2:

128 Hz = 27256 Hz = 28512 Hz = 29

Então, por estar de acordo com o universo e suas leis, a frequência 432 Hz inspira paz, lógica, harmonia, perfeição e universalidade.
Em 1939, houve um decreto na Europa para mudar a afinação de 432 Hz para 440 Hz. Uma frequência dissonante com o universo. Que, por isso, pode gerar os efeitos contrários à afinação 432 Hz: distorções, inadequação, podendo inspirar caos social, estresse e até guerras. E adivinha quem proclamou essa mudança? Joseph Goebbels, o ministro da propaganda nazista, durante o período de ascensão do nazismo, para causar vulnerabilidade e caos na Alemanha.

Anos depois, em 1953, o decreto de Goebbels foi aprovado pelo ISO (Organização Internacional de Padronização), e passou a servir para todo o mundo, dominando os instrumentos, as orquestras e a indústria fonográfica. Então, hoje, quando você escuta um Mozart, ou um Bach, está escutando em uma frequência diferente daquela em que foi escrita.

Dá para ter uma noção da diferença das frequências no vídeo abaixo. A música tocada na versão 432 Hz parece muito mais harmônica e perfeita. Já a mesma música tocada em 440Hz gera uma certa aflição.


Aqui, você consegue baixar um editor para converter suas músicas para 432 Hz.

Hoje em dia, há diversos músicos e institutos lançando movimentos para se voltar ao padrão de afinação de 432 Hz. Então, na próxima vez em que o U2 quiser lançar uma música pela paz, é bom começar compondo na frequência 432 Hz.

Curiosidade: a mudança de 432 Hz para 440 Hz reflete um aumento de 1,776% na frequência. 1776 foi o ano da criação dos Illuminati, na Baviera. Mas essa já é outra história.

A SOBERANIA DA CONSCIÊNCIA - A VOZ DA ALMA E A VOZ DO MUNDO

Reuni num mesmo post estes textos de Olavo de Carvalho porque eles tocam no tema da percepção e da fonte interior do conhecimento. Acho que se pode dizer que são instâncias da mente, ou possibilidades da consciência  individual que na atualidade vêm sofrendo violento ataque do mundo (ou crime organizado: ONU, governos, educação, mídia, etc.), que quer nos convencer de que tudo pode ser terceirizado, por assim dizer, que só podemos ter "vivências de segunda mão" e depender de um coletivo que tem a autoridade para destruir ou construir a "verdade".

 


Texto de Olavo de Carvalho

"Jesus Cristo afirmou que seu sacrifício se destinava a salvar almas humanas do jugo da Lei. Se professamos acreditar nisto, entendemos que cada ser humano pode optar entre a ordem exterior da Lei e a ordem interior da caridade. Se opta pela primeira, cai nas malhas da opinião dominante, isto é do “mundo”. Se escolhe a segunda, não tem outro senhor senão Cristo, e Cristo não está em parte alguma senão no segredo interior de um coração humilde, onde um homem, conhecendo a si mesmo, conhece a seu Senhor – bem longe do que o “mundo” enxerga.

"Podemos aceitar ou rejeitar esta mensagem. O que não podemos é ter dúvidas quanto ao seu sentido: não existe, acima da consciência do indivíduo, outra autoridade, outro juiz, senão o Cristo mesmo. Mas este “acima” quer dizer na verdade, “dentro”. Deus não está acima de nós no sentido em que o capitão está acima do tenente. In interiore hominis habitat veritas, explicou Sto. Agostinho. Deus não é exterior à consciência: é o seu núcleo mais íntimo e pessoal, Aquele que, segundo Claudel, “é em mim mais do que eu mesmo”.  Todo ser humano possui esse núcleo e, logo,  está apto a distinguir o verdadeiro do falso, o bem e o mal, o útil e o nocivo. Nenhum Estado, nenhuma sociedade, nenhuma agremiação ou partido pode ter autoridade maior que a do homem interior. A Igreja mesma, que tantas vezes abusou de seu poder de mestra, sempre reconheceu, como fronteira intransponível, a soberania da consciência individual."

Olavo de Carvalho - VERDADE SEM DONO

Artigo na íntegra:

http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/081197/artigos2.htm

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APEIROKALIA
Olavo de Carvalho

(...)

Os gregos chamavam-no apeirokalia. Quer dizer simplesmente "falta de experiência das coisas mais belas". Sob esse termo, entendia-se que o indivíduo que fosse privado, durante as etapas decisivas de sua formação, de certas experiências interiores que despertassem nele a ânsia do belo, do bem e do verdadeiro, jamais poderia compreender as conversações dos sábios, por mais que se adestrasse nas ciências, nas letras e na retórica. Platão diria que esse homem é o prisioneiro da caverna. Aristóteles, em linguagem mais técnica, dizia que os ritos não têm por finalidade transmitir aos homens um ensinamento definido, mas deixar em suas almas uma profunda impressão. Quem conhece a importância decisiva que Aristóteles atribui às impressões imaginativas, entende a gravidade extrema do que ele quer dizer: essas impressões profundas exercem na alma um impacto iluminante e estruturador. Na ausência delas, a inteligência fica patinando em falso sobre a multidão dos dados sensíveis, sem captar neles o nexo simbólico que, fazendo a ponte entre as abstrações e a realidade, não deixa que nossos raciocínios se dispersem numa combinatória alucinante de silogismos vazios, expressões pedantes da impotência de conhecer.

Mas é claro que as experiências interiores a que Aristóteles se refere não são fornecidas apenas pelos "ritos", no sentido técnico e estrito do termo. O teatro e a poesia também podem abrir as almas a um influxo do alto. À música — a certas músicas — não se pode negar o poder de gerar efeito semelhante. A simples contemplação da natureza, um acaso providencial, ou mesmo, nas almas sensíveis, certos estados de arrebatamento amoroso, quando associados a um forte apelo moral (lembrem-se de Raskolnikov diante de Sônia, em Crime e Castigo), podem colocar a alma numa espécie de êxtase que a liberte da caverna e da apeirokalia.

Porém, com mais probabilidade, as experiências mais intensas que um homem tenha tido ao longo de sua vida serão de índole a desviá-lo do tipo de coisa que Aristóteles tem em vista. Pois o que caracteriza a impressão vivificante que o filósofo menciona é justamente a impossibilidade de separar, no seu conteúdo, a verdade, o bem e a beleza. De Platão a Leibniz, não houve um só filósofo digno do nome que não proclamasse da maneira mais enfática a unidade desses três aspectos do Ser. E aí começa o problema: muitos homens não tiveram jamais alguma experiência na qual o belo, o bem e o verdadeiro não aparecessem separados por abismos intransponíveis. Esses homens são vítimas da apeirokalia — e entre eles contam-se alguns dos mais notórios intelectuais que hoje fazem a cabeça do mundo.

Infelizmente, o número dessas vítimas parece destinado a crescer. Já em 1918, Max Weber assinalava, como um dos traços proeminentes da época que nascia, a perda de unidade dos valores ético-religiosos, estéticos e cognitivos. O bem, o belo e a verdade afastavam-se velozmente, num movimento centrífugo, e em decorrência

"os valores mais sublimes retiraram-se da vida pública, seja para o reino transcendental da vida mística, seja para a fraternidade das relações humanas diretas e pessoais... Não é por acaso que hoje somente nos círculos menores e mais íntimos, em situações humanas pessoais, é que pulsa alguma coisa que corresponda ao pneuma profético, que nos tempos antigos varria as grandes comunidades como um incêndio".1

As duas fortalezas do sublime, que Weber menciona, não demoraram a ceder: a vida mística, assediada pela maré de pseudo-esoterismo que se apropriou de sua linguagem e de seu prestígio, acabou por se recolher à marginalidade e ao silêncio para não se contaminar da tagarelice profana. A intimidade, vasculhada pela mídia, violada pela intromissão do Estado, tornada objeto de exibicionismo histérico e de bisbilhotices sádicas, desapropriada de sua linguagem pela exploração comercial e ideológica de seus símbolos, simplesmente não existe mais.

Toda a literatura do século XX reflete esse estado de coisas: primeiro a "incomunicabilidade" dos egos, depois a supressão do próprio ego: a "dissolução do personagem". Mas, desde Weber, muita água rolou. Nas proximidades do fim do milênio, o que se entende por mística é um cerebralismo de filólogos; por intimidade, o contato carnal entre desconhecidos, através de uma película de borracha. Os três valores supremos já não são apenas autônomos, mas antagônicos. O belo já não é apenas alheio ao bem: é decididamente mau; o bem é hipócrita, pseudo-sentimental e tolo; a verdade, feia, estúpida e deprimente. A estética celebra os vampiros, a morte da alma, a crueldade, o macho que mete o braço até o cotovelo no ânus de outro macho. A ética reduz-se a um discurso acusatório de cada um contra seus desafetos, aliado à mais cínica auto-indulgência. A verdade nada mais é o consenso estatístico de uma comunidade acadêmica corrompida até à medula.

Nessas condições, é um verdadeiro milagre que um indivíduo possa escapar por instantes da redoma de chumbo da apeirokalia, e outro milagre que, ao retornar ao pesadelo que ele denomina "vida real", esses instantes não lhe pareçam apenas um sonho, que não se deve mencionar em público. Mas nada proíbe um escritor de dirigir-se, em suas obras, aos sobreviventes do naufrágio espiritual do século XX, na esperança de que existam e não sejam demasiado poucos. Acossados pelo assédio conjunto da banalidade e da brutalidade, esses podem conservar ainda uma vaga suspeita de que em seus sonhos e esperanças ocultos há uma verdade mais certa do que em tudo quanto o mundo de hoje nos impõe com o rótulo de "realidade", garantido pelo aval da comunidade acadêmica e da Food and Drug Administration. É a tais pessoas que me dirijo exclusivamente, ciente de que não se encontram com mais freqüência entre as classes letradas do que entre os pobres e os desvalidos.

NOTAS Max Weber, "A ciência como vocação", em Ensaios de Sociologia, org. H. H. Gerth e C. Wright Mills, trad. Waltensir Dutra, rev. por Fernando Henrique Cardoso, 5ª ed., Rio, Guanabara, 1982, p.182. 

Texto integral em:
http://www.olavodecarvalho.org/livros/apeirokalia.htm


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"Por isso mesmo, é bom lembrar ao leitor, com insistência, que a capacidade de argumentar, por necessária que seja nas circunstâncias práticas da vida intelectual, é habilidade menor e derivada em relação ao perceber e ao intuir; que mesmo a prova, no sentido da demonstração apodíctica, é apenas serva e discípula da verdade intuída; que mais vale saber sem poder provar do que produzir um milhão de provas daquilo que, no fundo, não se intui de maneira alguma. No mais das vezes, a simples afirmação direta do que se enxerga tem mais força do que muitos argumentos. Contra as tentações do erro e da fantasia, não há outra arma senão dizer a verdade com tal clareza, com tal precisão, que nenhuma finta, nenhum rodeio, nenhum jogo de cena ou artifício de palavras possa prevalecer contra ela.

Ora, essa clareza não se obtém sem um tremendo esforço de atenção que é quase um exercício ascético. Olhando fixamente para dentro de seu coração, um homem "lê" o que está inscrito na sua consciência íntima, como palavras de um texto supremamente auto-evidente. Ao subir para a periferia da mente onde estão depositadas, como redes superpostas, a gramática do idioma pátrio, as regras de estilo, os usos do vocabulário comum, os esquemas argumentativos padronizados e as exigências da moda —, as palavras do discurso íntimo se embaralham, entrando por automatismo nesses canais e arranjos pré-moldados que as desfiguram e as afastam infinitamente do significado originário. Então é preciso mergulhar de novo e de novo, até que a imagem do discurso interior fique tão nítida na memória, que as formas da linguagem externa se amoldem a ela como meras vestimentas, sem deformá-la ou incomodá-la.

Esse é todo o trabalho do autêntico escritor: dizer exatamente o que percebeu desde o centro do coração, afeiçoando o discurso ao conteúdo intuído, sem que este se deixe arrastar pelas exigências daquele. Essa é também sua única força: ela sobe com um impulso avassalador que rompe os muros da indiferença, rasga as máscaras do fingimento e demole a fortaleza de palha da tagarelice.

Talvez por pressentir essa força é que o adversário maldoso busca sempre desviar-se do centro das questões para algum detalhe miúdo e periférico que possa, bem explorado, dar margem a controvérsias sem fim; ou — o que dá na mesma — colocar alguma objeção sabidamente tola, mas que não possa ser contestada sem longas e tediosas explicações; ou, ainda, obrigar-nos, mediante resistências fingidas, às vezes sublinhadas com emocionalismo teatral, a repetir mil vezes nosso discurso sob mil formas diferentes, descendo a exemplos e detalhes cada vez mais elementares, até à exaustão. Ele sabe que, quanto mais tivermos de nos gastar no esforço de provar ninharias,mais excitado ficará o nosso cérebro e mais longe estaremos do centro do nosso coração. E este é o seu verdadeiro propósito: tornar-nos iguais a ele, fazer de nós uns sonsos tagarelas, irritados, maliciosos, revoltados, cínicos, sem consciência nem inteligência. Uma vez neutralizada a diferença qualitativa que era nossa única superioridade, ele pode nos vencer pelo mais simples dos expedientes: reúne meia dúzia de comparsas e nos esmaga pela força do número.

Ir ao centro já é difícil. Ir e voltar muitas vezes, velozmente, é uma habilidade que não se conquista sem décadas de treino, e o melhor dos treinos é lutar contra as nossas próprias mentiras. Por isto, em geral, o superior de uma ordem religiosa proíbe os noviços de entrar em disputa com o argumentador mundano, pelo menos até estar seguro de que não se perderão no caminho entre o coração e o mundo. Mais vale, às vezes, a verdade muda, conservada no fundo da alma, mesmo na linguagem pessoalíssima de um sonho, de uma imagem, do que sua expressão clara e distinta em termos lógicos, a qual, por perfeita que seja, há se ser alvo de malentendidos tão logo caia no mundo, e tornar-se objeto de controvérsias tediosas que reduzirão a cinzas o fogo da sua intuição originaria.

Somente um longo aprendizado da concentração habilita o homem a sair imune dessas controvérsias, de modo a poder retornar, sempre que queira, àquele centro de si mesmo, àquela fonte viva onde a alma e a verdade se interpenetram. Para quem não esteja seguro de possuir essa via de retorno, os combates de argumentos são uma dispersão fatal no mundanismo.

"O primado da interioridade, tal como aqui o defendo, não deve porém ser compreendido como apologia do irracional, nem muito menos como proclamação da superioridade da "arte" em relação ao saber científico, e à reflexão filosófica."

Do livro de Olavo de Carvalho
“COMO VENCER UM DEBATE SEM PRECISAR TER RAZÃO

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FORMAÇÃO DO IMBECIL COLETIVO PELA EDUCAÇÃO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/formacao-do-imbecil-coletivo-pela.html

EDUCAÇÃO NA NOVA ORDEM MUNDIAL - MAQUIAVEL PEDAGOGO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/educacao-na-nova-ordem-mundial-e.html

CRISES, CRIMES E MENTIRAS SÃO FERRAMENTA DE TRABALHO (MARXISTA/ILLUMINATI, NOVA ORDEM MUNDIAL) http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/crimes-e-mentiras-sao-ferramenta-de.html

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"O imbecil coletivo não é, de fato, a mera soma de um certo número de imbecis individuais. É, ao contrário, uma coletividade de pessoas de inteligência normal ou mesmo superior que se reúnem movidas pelo desejo comum de imbecilizar-se umas às outras. Se é desejo consciente ou inconsciente não vem ao caso: o que importa é que o objetivo geralmente é alcançado. Como? O processo tem três fases. Primeiro, cada membro da coletividade compromete-se a nada perceber que não esteja também sendo percebido simultaneamente por todos os outros. Segundo, todos juram crer que o recorte minimizados assim obtido é o único verdadeiro mundo. Terceiro, todos professam que o mínimo divisor comum mental que opera esse recorte é infinitamente mais inteligente do que qualquer indivíduo humano de dentro ou de fora do grupo, já que, segundo uma autorizada porta-voz dessa entidade coletiva, "a psicanálise, com o conceito de inconsciente, e o marxismo, com o de ideologia, estabeleceram limites intransponíveis para a crença no poderio total da consciência autônoma, enfatizando seus limites" ( sic )13. Assim, se um dos membros da coletividade é mordido por um cachorro, deve imediatamente telefonar para os demais e perguntar-lhes se foi de fato mordido por um cachorro. Se lhe responderem que se trata de mera impressão subjetiva ( o que se dará na maioria dos casos, já que é altamente improvável que os cachorros entrem num acordo de só morder as pessoas na presença de uma parcela significativa da comunidade letrada ), ele deve incontinente renunciar a considerar esse episódio um fato objetivo, podendo porém continuar a falar dele em público, se o quiser, a título de expressão pessoal criativa ou de crença religiosa. Para o imbecil coletivo, tudo o que não possa ser confirmado pelo testemunho unânime da Intelligentzia, simplesmente não existe."  (O IMBECIL COLETIVO, de Olavo de Carvalho)

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A ROUPA NOVA DO REI  


Não permitas que o CENSOR cale teu SENSOR. A mentira divide e a verdade integra. Depois de matarem uma parte de si, ELES podem matar qualquer coisa. Com as armas da mentira, eles obtém o que querem: a tua MENTE DISSOCIADA, superficial e submissa, preparada para acatar tudo. O caminho de volta é a sinceridade interior, é voltar a dar atenção à tua própria percepção, e pensar dialogando com ela.


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COMO VENCER UM DEBATE SEM PRECISAR TER RAZÃO - ARTHUR SCHOPENHAUER -
http://livraria.seminariodefilosofia.org/Olavo-de-Carvalho/Como-Vencer-Um-Debate-Sem-Precisar-Ter-Razão/flypage.tpl.html

"é um tratado de patifaria intelectual, não para uso dos patifes e sim de suas possíveis vítimas, isto é, nós, o povo. Obra de um espírito arguto e particularmente sensível aos ardis da malícia humana, é um receituário de precauções contra a argumentação desonesta - aquele tipo de polêmica interesseira onde o que importa não é provar, mas vencer. No Brasil de hoje, a edição deste livro é um empreendimento de saúde pública." Comentado por Olavo de Carvalho

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A PERCEPÇÃO HUMANA NÃO SE ENGANA FACILMENTE - OLAVO DE CARVALHO
 
http://www.youtube.com/watch?v=nQrMrnA1Kwo


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O POLÍTICAMENTE CORRETO COMO ARMA - DESCONSTRUINDO A MENTE - RACISMO E CENSURA MENTAL

http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/04/o-politicamente-correto-como-arma.html


Olavo de Carvalho

Na edição de 14 de setembro do Estadinho, suplemento infantil de O Estado de S. Paulo, Eduardo Martins, autor do Manual de redação e estilo desse jornal, toma a iniciativa de doutrinar as crianças contra o uso de expressões como “a situação está preta”, “negra infelicidade”, “destino negro”, etc., que a seu ver são racistas.
O uso de crianças como “agentes de transformação social” é um expediente desonesto do Estado modernizador e dos intelectuais ativistas para fazer que as novas crenças que desejam inocular na sociedade, transportadas por pequenos inocentes úteis, possam penetrar no senso comum (no sentido gramsciano do termo) sem passarem pelo filtro da discussão consciente. Esse expediente, inventado pelos Estados totalitários, foi depois imitado pelas democracias e hoje se tornou prática corriqueira, que já nem escandaliza mais uma opinião pública extenuada pelos estupros repetidos.

No caso, porém, esse ardil se torna ainda mais perverso porque é empregado para disseminar um hábito lesivo à inteligência: para reprimir, sob pretextos políticos de ocasião, o uso de metáforas naturais que remontam às origens da espécie humana e que se tornaram, ao longo dos milênios, fundamentos indispensáveis da nossa percepção do mundo. O simbolismo do claro e do escuro vem do tempo das cavernas, das sensações primevas de terror e deslumbramento. O negro do destino negro não é o marrom da pele dos nossos irmãos, mas a escuridão da noite. É a pura e simples ausência de luz. O sentido natural dessa experiência é vivenciado de maneira perfeitamente idêntica por pessoas de raça negra e branca, como se vê pelo simbolismo das cores na tradição Yoruba: nosso improvisado professor de moralidade das cores pode conferi-lo, por exemplo, no estudo Yoruba Traditional Religion do filólogo nigeriano Dr. Wande Abimbola (Tehran, Imperial Academy of Philosophy, 1977). Só a mentalidade torpe do moderno intelectual ativista pode procurar associar esse nobre simbolismo arcaico a motivações racistas e bani-lo do vocabulário humano como “politicamente incorreto”. Reprimir o uso de expressões que refletem uma experiência primordial e universal é impedir o ser humano de pensar, é introduzir entre a percepção e a fala um bloqueio paralisante, é perverter todo o sentido das comunicações entre sensação e pensamento, é neurotizar e desestruturar a mente infantil. E tudo isso para quê? Para atender às exigências de uma suscetibilidade mórbida e antinatural que os mesmos intelectuais ativistas, por outro lado, buscam cultivar nas pessoas de raça negra, com a finalidade de torná-las perpetuamente imaturas e sempre manipuláveis por slogans demagógicos.
Se proibidas de associar a cor negra ao perigo e ao sofrimento da ausência de luz, as crianças submetidas a essa lavagem cerebral serão forçadas, pelo superego politicamente correto, a negar a realidade de sua experiência sensível mais direta e a substituí-la por um sistema de artificiosos rodeios verbais desnecessários e sem sentido. Com isso, aprenderão a duvidar do que sentem e a crer, em vez disto, no que ouvem dizer, tornando-se cada vez mais incapazes de julgamento independente e mais necessitadas de ser guiadas por intelectuais prestativos como o Sr. Eduardo Martins. Para apressar este resultado, o Sr. Martins, além de empregar na educação das crianças o método pavloviano de criar reflexos irracionais de repulsa ante certas palavras, ainda reforça seu procedimento mediante o recurso francamente blasfematório a uma falsa retórica teológica, afirmando que o uso dessas palavras, além de crime, “é pecado”. Pecado, digo eu, é desprezar a advertência de Cristo: “O mal que fizerdes ao menor destes pequeninos, a mim o fizestes”.
Conforme bem viu Christopher Lasch, a nova classe dominante de burocratas e de intelectuais ativistas, que velozmente vai tomando o lugar da burguesia no império do mundo, não governa pela posse jurídica dos meios de produção, mas pelo jogo da informação; mais ambiciosa que sua antecessora, ela não se contenta em ter poder sobre a força de trabalho das pessoas, mas quer moldar sua mente, seus valores, sua vida e o sentido da sua vida; não quer só possuir o mundo, mas reinventá-lo à sua imagem e semelhança.

Infinitamente confiante no seu próprio poder de moldar a realidade, a nova classe não tem satisfações a prestar à lógica, à história ou à biologia: se para alcançar seus objetivos for preciso remexer todo o mapa do cérebro humano, desmontar a tapas a complexa rede de símbolos e sentimentos que constitui o legado cognitivo de uma evolução milenar e provocar um curto-circuito generalizado na inteligência de milhões de crianças, ela o fará sem o menor constrangimento. É uma classe destituída de toda autoconsciência moral e firmemente imbuída da convicção de que a ética consiste em cultivar nas pessoas um senso neuroticamente ampliado de suas próprias necessidades e frustrações, para mantê-las perpetuamente indignadas umas contra as outras. No fundo, trata-se do velho divide ut regnes, praticado sob falsos pretextos moralizantes que não enganam a ninguém. Exceto às crianças, naturalmente.
(Olavo de Carvalho, em O Imbecil Coletivo I – pp. 457 a 460)




A gente sabe, mas não sabe que sabe. E só chega a esse saber assumindo que não sabe. Isso começou a fazer mais sentido para mim em 2009, quando dei de frente com a Conspiração sob a forma de "pandemia" de gripe suína. Daí em diante não parei mais de me surpreender com minha ignorância e com um certo saber que começou a emergir de dentro. Talvez seja o perigo que nos põe em alerta e nos obriga a abrir para outras possibilidades salvadoras e outras atenções para percebê-las.

Assim, montando o quebra-cabeça da Conspiração Global  sou, ao mesmo tempo, obrigada a fazer um trabalho de integração interior.  Uma busca honesta deflagra a sondagem das impressões interiores, sendo uma delas a que sabe, ou tem uma pista consistente. Na verdade, isso depende da sinceridade e da coragem de mergulhar mais fundo. 

Nós não somos só pensamento e emoção. Se entrarmos numa guerra só com pensamento e emoção, não temos condições de sobreviver; temos que estar inteiramente alertas, com nossa percepção, intuição, instintos, tudo. E na guerra Illuminati  nosso lado interior também está vulnerável, também será atacado se não tivermos a atenção redobrada para o que está acontecendo por dentro, onde ninguém pode ver. É lá que se encontra nossa fonte primária de informação ou de triagem e confirmação/rejeição das informações que nos chegam.

Agora não podemos nos dar ao luxo de ser maria-vai-com-as-outras, porque é assim que ELES estão nos engolindo. Abandonando nossa percepção própria, ficamos à mercê da guerra de idéias pré-fabricadas pela ONU e suas  armas politicamente corretas. As maiores carnificinas já foram iniciadas e continuam sendo cometidas com essas armas. E posso supor que o sadismo e as perdas de vidas não foram  tão  devastadores quanto a destruição que se processou, invisivel, da mente e da alma.



SE NÃO INVESTIRMOS EM CONSCIÊNCIA, O TOTALITARISMO SERÁ INEVITÁVEL?
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/04/se-nao-investirmos-em-consciencia-o_1916.html

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DESCOBRINDO O SENTIDO DA VIDA 
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/08/descobrindo-o-sentido-da-vida.html

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A PROIBIÇÃO DA REALIDADE
"Nossos momentos são vividos em sucessão, fugindo irreparavelmente. Não obstante, sabemos que o fogo-fátuo que brilhou um instante na superfície das aparências, desaparecendo em seguida, nunca mais será revogado, nunca mais poderá tornar-se “um nada”. O acontecido não desacontece: passado e esquecido, o que uma vez ingressou no real está inscrito para sempre no registro do ser. Cada momento é, nesse sentido, eterno. Se não tivéssemos uma clara antevisão disso, não haveria consciência de tempo histórico. Se não soubéssemos que para além do horizonte que lembramos há milhões de coisas a ser lembradas, tão reais quanto as que lembramos, não haveria memória humana. Muito menos haveria o sistema dos tempos verbais que, em todas as línguas, organizam as vivências de tempos diversos, passados e futuros, reais e possíveis, em torno de um “não-tempo” que é o presente eterno.
Não possuímos a eternidade no nosso ser temporal, mas não poderíamos sequer apreender a temporalidade se nada possuíssemos da eternidade intelectivamente. É uma posse precária, imperfeita. Mas, sem ela, não saberíamos nem mesmo da nossa própria imperfeição e precariedade. Não podemos nem alcançar a eternidade nem pular fora dela. Por isso, dizia Platão, vivemos num território intermediário, num entremundo."
https://olavodecarvalho.org/a-proibicao-da-realidade/
 

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"Hoje entendo que o esquerdismo não é um ideal, uma crença, uma filosofia: é uma doença moral horrível, a substituição do senso instintivo do bem e do mal por um conjunto de artifícios lógicos que, por etapas, vão levando da mera perversão à inversão completa, à santificação do mal e à condenação do bem." Olavo de Carvalho https://conspiratio3.blogspot.com/2023/05/olavo-de-carvalho-forca-diabolica-que.html

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Táticas dos abusadores - Superasas

 https://www.youtube.com/ 

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TOTALITARISMO E IDEOLOGIA - VACLAV HAVEL "No sistema "pós-totalitário", portanto, viver dentro da verdade tem mais do que uma mera dimensão existencial (devolvendo a humanidade à sua natureza inerente), ou uma dimensão noética (revelando a realidade como ela é), ou uma dimensão moral (dando um exemplo para outros). Tem também uma dimensão política inequívoca. Se o principal pilar do sistema é viver uma mentira, então não é surpreendente que a ameaça fundamental ao mesmo seja viver a verdade. É por isso que deve ser reprimido mais severamente do que qualquer outra coisa." https://conspiratio3.blogspot.com/2023/11/tudo-e-politica.html

 

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"Salvarei o Brasil se ouvir em todas as casas ao menos uma jaculatória da minha Coroa das Lágrimas"  "Por vossa mansidão divina, ó Jesus manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça."

GRANDES*PROMESSAS*https://youtu.be/TuAsi3ZTrZI 

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"O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio." Olavo de Carvalho

REZE PELO BRASIL. REZE PELA VERDADE. Ela está em perigo de extinção, substituída por ideologias e pretextos.