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domingo, 29 de março de 2026

FLÁVIO EXPLICA O VOTO NO PROJETO DA MISOGINIA - ESTRATÉGIA DA ESQUERDA - TÉCNICA DO PRETEXTO - LaudelinoRJ

 

Neste corte, discutimos a estratégia política por trás da votação unânime sobre a lei da misoginia no Senado. Não é coincidência que 100% dos senadores tenham votado a favor — é pura técnica legislativa da esquerda. Veja como a direita cai numa guilhotina com duas lâminas: aprova uma lei ruim ou vira inimigo das mulheres.  A gente analisa a diferença entre estar contra um texto inconstitucional e ser contra a proteção feminina. E por que essa estratégia funciona tão bem? Porque embrulha um texto horrível numa causa sagrada que ninguém pode criticar sem ser cancelado. Flávio Bolsonaro errou ou foi uma cilada? Descubra como a esquerda vence duas vezes nesse jogo político. 

Perguntaram para o Flávio, lá no CPAC, lá nos Estados Unidos, sobre o voto que ele deu para a questão da lei da misoginia. Vamos escutar a resposta dele aqui: 

"Estamos em ano eleitoral e essa é uma grande armadilha do PT para mim. Qual a dificuldade de entender isso? Você acha que eu, ou quem é de direita, vai ser a favor de algum projeto que dê instrumentos para o governo censurar a liberdade de expressão, a liberdade de opinião nas redes sociais? É claro que não. Mas está um circo todo armado, com uma lei que não defende as mulheres, uma lei que, na prática, como você falou, vai gerar uma censura, muito subjetiva. E eu sabia que no Senado não tinha ambiente para fazer alteração nela. Então vocês viram o placar. Então eu sabia que o projeto ia voltar para a Câmara dos Deputados e lá os deputados vão fazer um grande trabalho, se Deus quiser, para arquivar essa lei ou para fazer alterações que garantam que a liberdade de expressão nas redes sociais não estará em risco. Agora, as pessoas têm que ter maturidade. Se a esquerda defendesse as mulheres, eles não votariam contra o aumento de pena para estuprador. Se o Lula defendesse as mulheres, ele já tinha criado o Cadastro Nacional de Pedófilos que está aí há sete meses na lei, e até hoje ele não produziu. Se a esquerda defendesse as mulheres, teria classificado grupos terroristas como CV, PCC como organizações terroristas de verdade, porque nenhuma mãe quer o seu filho enfiado no mundo das drogas. E o que o Lula faz o tempo inteiro é sinalizar na parte do combate às drogas que ele é a favor de liberação de droga, que ele é a favor de liberação de maconha. Ele não tem nenhuma política firme para tirar as pessoas dessa vida ou para punir aqueles traficantes que levam droga para a porta da escola das mães nesse Brasil. Então a esquerda, o tempo inteiro, usa de hipocrisia, a esquerda usa a dor das mulheres, que a gente não pode desprezar. As mulheres sofrem, sim, são vítimas de machismo, são vítimas de misoginia, não só nas redes sociais como em qualquer lugar,  mas certamente não é essa lei que vai impedir que isso aconteça ou que vai punir severamente aqueles que mereçam ser punidos por de alguma forma covarde atacar as mulheres. Então você sempre é a favor de leis que defendam de verdade as mulheres." 

Vamos ver uma última questão, a gente está aqui, mas vamos... Vamos lá, deixa eu dar minha contribuição aqui. Eu acho, Flávio, que tu errou, tá? Mas eu tenho que explicar uma coisa antes, que eu quase não vi, acho que eu não vi em lugar nenhum. A gente está arranhando, até ele comentou, foi uma armadilha da esquerda, mas como é que foi isso? Essa é uma técnica legislativa que não é uma técnica de debate, não é democracia. A esquerda aprendeu a fazer isso muito bem. Eu recomendo para todo mundo ter um livro do David Horowitz, A Arte da Guerra Política. Está tudo descrito ali, que ele ficou acompanhando os debates, levantou muita documentação, debates americanos, democratas, republicanos e tal. Ele descreve todas as estratégias da esquerda para vencer o debate e essa era mais uma delas, essa estratégia legislativa, que é o seguinte: você monta uma armadilha. Foi usada agora com maestria. 100% dos votos do Senado significa que a estratégia foi absolutamente perfeita, da esquerda. O mecanismo ali é simples, você pega uma causa legítima, que é a proteção às mulheres, uma causa que ninguém em sã consciência vai abraçar o lado oposto, aí você escreve um texto horroroso, inconstitucional, mal redigido, cheio de brecha, ou pior, cheio de instrumentos autoritários embrulhados numa linguagem protetiva e você vai lá e pauta a votação. Lembrem, a estratégia também tem que contar com o apoio das engrenagens do Senado, Alcolumbre faz parte dessa estratégia,  e você vai lá e pauta a votação. Aí, o parlamentar que é honesto, ele cai numa guilhotina, porque se ele vota a favor, ele aprova um texto ruim. A base eleitoral vai em cima dele, como eu estou indo agora. Você aprovou isso? É a pergunta que todo mundo fez. Se você vota contra, o adversário já está clipando, já está produzindo o corte, o clipe, mostrando que você foi contra. São três segundos de edição de vídeo ali, pulando: votou contra a proteção das mulheres. É uma armadilha. Então, o vídeo ia rodar o mundo, sem contexto, sem texto, sem explicação, só aquele voto nu ali e a narrativa toda por cima. E o Flávio falou, era uma armadilha, era uma armadilha. Só que isso não é um dilema político. É uma guilhotina com duas lâminas. E ela é construída assim de propósito, porque a esquerda vence duas vezes. Porque se você votar a favor, eles vão produzir o material, e se você está contra, eles vão produzir o material, e se você votar a favor, você tem problema com a sua militância, com a sua base de apoio. Para a direita, a derrota é garantida. Em qualquer situação, a derrota é garantida. E ela é construída assim de propósito, porque... 

Olha o que acontece quando você embrulha uma lei ruim num tema sagrado. Qualquer crítica ao texto, a esquerda transforma em crítica ao tema. Qualquer questionamento técnico vira insensibilidade daquele político. Qualquer oposição que você faça vira cumplicidade com o agressor. Acabamos de ver a Janja usando a oposição ao texto como cumplicidade com o assassinato. Então, o tema é que se torna o refém. O texto ruim é o sequestrador. E o tema vira refém. E o texto começa a exigir o resgate. O parlamentar honesto vai pagar o resgate em qualquer situação. 

Qual era a minha dica para o Flávio numa situação dessa? Tem uma solução que é a menos ruim de todas. Que é: NÃO apareça para votar. Nesse dia você estava numa viagem. Não deu tempo de votar. Não apareça. E aqui, a maioria da análise política erra feio, porque... O pessoal trata a ausência como um tipo de covardia, uma covardia automática, mas ela não é. Há uma ausência por covardia. Ela existe. E há a ausência por consciência (ausência estratégica). Isso, gente, faz parte da política. A ausência covarde é aquela ausência do cara que some, fica quieto, deixa o adversário pautar a narrativa, o cara faz tudo sozinho e ele não reage. Essa é uma ausência covarde. A ausência de consciência é outra coisa. É o parlamentar que raciocina assim. Eu não posso votar a favor, porque o texto faz mal à sociedade. E eu não posso votar contra, porque o adversário vai mentir sobre o meu voto. Logo, participar dessa votação é legitimar uma armadilha que eu não armei. Isso não é uma fuga. É uma recusa a você ser um cúmplice de um jogo sujo. E, politicamente, a ausência faz mais ainda, porque sem o voto registrado não tem o clipe, não tem o corte, não tem como editar, não tem como recortar, o material do ataque simplesmente não existe. E, naturalmente, não tem a oposição da própria base de apoio. Mais do que isso, quem não votou preserva a própria voz para depois poder dizer com legitimidade total: "Eu não aprovei esse texto. Não porque eu sou contra a defesa das mulheres, mas porque esse texto específico é uma fraude com boa intenção no rótulo." Aí você explica com dados, com argumento, com a frieza de quem não caiu na armadilha e teve tempo para poder estudar o tema. Mas tem uma condição, cara, só tem uma só condição, que é o seguinte: A ausência legítima exige uma explicação pública. O parlamentar que se ausenta e depois explica o defeito do texto, ele não fugiu da batalha. Ele escolheu um campo onde ele tem uma mínima chance de vencer. O que some, fica quieto é covarde. Então, a diferença entre os dois não é o voto. É sempre o que vem depois. Porque agora, nesse finalzinho, vem um paradoxo que fecha tudo. O parlamentar que vota a favor de um texto ruim, por medo de parecer contra as mulheres, ele faz mais mal às mulheres do que aquele que se recusa a participar da farsa. (Ele faz mal ao mundo!) Esse texto na sociedade faz mais mal do que aquele que se recusou a participar disso tudo. Porque a legislação defeituosa, ela não protege ninguém. Ela cria uma jurisprudência confusa, injusta. Ela abre brecha para o agressor usar isso na defesa, para mais crimes acontecerem e menos proteção. A gente sabe que quando você vai ler a lei da misoginia, ela quase não tem nenhuma relação com os atos físicos. Ela tem muita relação com ideias e palavras, ou seja, é uma lei ideológica. Você abre uma brecha tremenda aí,  gera insegurança jurídica e depois de tudo isso, ainda carrega o nome de quem votou favorável. A causa justa, ela merece um texto competente com aquela causa. Então, aprovar a lei ruim em nome da causa boa não é uma proteção. Aprovar um texto ruim dizendo que não, ele será corrigido no Congresso Nacional, por quê? E se o fenômeno se repetir no Congresso Nacional? O pessoal com medo de votar porque vai ser taxado no ano eleitoral como alguém que apoia. Pode ter o mesmo fenômeno. Se o Senado não teve coragem de fazer isso, por que a Câmara teria coragem? O jogo é o mesmo, é o mesmo tabuleiro, as mesmas condições, o mesmo texto, as mesmas regras. Então, aprovar a lei ruim em nome de causa boa não é proteção alguma. Isso é uma forma de negligência. Quem construiu essa armadilha sabe muito bem disso, sempre soube disso. A causa nunca foi o objetivo. O objetivo era fazer os cortes, pegar o voto de cada um de vocês. Ou seja, a solução única para uma situação com uma armadilha como essa aí, está lá no David Horowitz, meu querido. Tem que ler, esse pessoal tem que estudar mais, cara. A sua ausência, você se negando a participar, esta era a melhor resposta. Esta é a melhor resposta. Porque você não perde a sua base de apoio, a esquerda vai reclamar, vai querer que...  Ah, mas faltou... Não, eu estava nos Estados Unidos. Estava lá nos Estados Unidos, não pude. Você vai saber que a armadilha está montada? Já, pronta a viagem, vai embora. Mas você não pode votar a favor de um texto ruim. Você nunca verá o PT votando a favor de um texto com uma pauta moral, uma pauta legítima, para que aquilo não caia mal para ele. Ele não tem o menor pudor. Eles vão lá e votam contra, como fizeram com a CPMI. Eles não estão nem aí. 

Eu ainda vou além, cara. Eu, na condição de senador, eu ia presencialmente votar contra. Mas tem que postar um motivo: O texto não protege mulheres, o texto é mentiroso. Você não pode dar uma explicação muito detalhada. Isso está lá no David Horowitz, tá? A arte da guerra política. Você não pode dar uma explicação detalhada. Você tem que dar uma explicação de 10 segundos, 15 segundos. Qualquer pessoa tenta entender. Você vai falar: "O texto é mentiroso. Não protege as mulheres. É mentira, estão enganando vocês! O meu texto, o meu voto é contrário." Ué, por que o deputado votou contrário? Vamos ver o que ele falou: "O texto é mentiroso. Estão enganando vocês. Não protege as mulheres. Eu votei contrário." Fica difícil você falar que esse cara está apoiando a violência contra as mulheres. Então são as duas soluções. Ou você faz a sua ausência da votação. Para não legitimar a armadilha, tá? Não encontra a desaprovação da sua base. Não estaria recebendo aqui o comentário do palhaço. Ou você vota contra com uma exposição de explicação curtíssima e violentíssima. Falando, é mentiroso, é falso. Não protege as mulheres. Estão enganando todos vocês. Vocês estão sendo enganados por esse texto. Acabou a explicação. Não entre em detalhes. Não, porque é alheio aquilo, aquilo, aquilo. Esqueça isso. Esqueça isso. Beleza? Então, espero que a crítica chegue aí ao pessoal do Flávio. E tenha uma boa colhida. Porque a gente que está de fora aqui é muito mais fácil avaliar essas coisas. Eu sei que é complicado aí de dentro. A coisa é acelerada. O ritmo é acelerado. O jogo é sujo. O jogo é sujo." 

Mas tem uma hora que será preciso entrar em detalhes e educar o povo.

LIVRO CITADO:  David Horowitz, "A Arte da Guerra Politica". Existe em PDF

É interessante para a direita saber se defender. No entanto, usar esquemas desonestos podem nos transformar na esquerda que abominamos justamente por isso. Acho que o Flávio foi desleal com a verdade que é o que mais falta no mundo hoje. Foi a sinceridade que fez a "revolução" bolsonarista e é o que Flávio tem de restabelecer no Brasil. Flávio não tem tanto conhecimento quanto Eduardo.

 Vista geral de IA

"A Arte da Guerra Política", de David Horowitz, é um guia estratégico que defende que a política é uma forma de guerra conduzida por outros meios, focada em vencer. O livro enfatiza a necessidade de ser agressivo, controlar a narrativa, definir o campo de batalha e usar símbolos que evoquem medo e esperança para derrotar o oponente.
Princípios Chave da Guerra Política de Horowitz:
  • Política como Guerra: A política não é uma busca por consenso, mas uma luta de posições onde o agressor, geralmente, prevalece.
  • O Agressor Vence: Não espere que o inimigo desista; tome a iniciativa e defina o debate.
  • Armas de Narrativa: Use símbolos e temas que mobilizem o medo e a esperança do eleitor.
  • Campo de Batalha: Defina as regras e o campo de batalha em vez de apenas reagir ao oponente.
  • Crítica ao Conservadorismo: Horowitz critica o Partido Republicano por não assumir a responsabilidade e por culpar fatores externos por suas derrotas, argumentando que a vitória exige uma postura de combate, conforme discutido em análises de seu trabalho no site Touché Livros.

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