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terça-feira, 12 de março de 2019

O DONO DA MÍDIA - TERÇA LIVRE - ALLAN DOS SANTOS E DANIEL LOPEZ

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URGENTE: Jawad Rhalib, que denunciou Constança, reafirma a veracidade de sua matéria
O jornalista francês Jawad Rhalib, autor da matéria que denuncia Constança Rezende, repórter do Estadão, se manifestou em seu blog, hospedado no site Media Apart, nesta terça-feira (12). Após ataques coordenados da “grande” mídia contra o portal Terça Livre TV e a mim, por terem traduzido e divulgado o artigo do francês, Rhalib desafia a imprensa a provar que sua matéria é falsa.
https://www.tercalivre.com.br/urgente-jawad-rhalib-que-denunciou-constanca-se-manifesta-e-reafirma-a-veracidade-de-sua-materia/


Ipojuca Pontes - "Vejamos o que revela um áudio de funcionário da Globo sobre o cerco a Bolsonaro, vazado na Internet:
- A ordem das editorias é pra descer o pau no Bolsonaro em assuntos que possam remeter o nome dele para a população ficar batendo que o cara é homofóbico, que o cara é nazista... O cara não é nada disso. E muita gente aqui está sendo perseguida porque votou nele. A coisa está ficando feia. A Globo abriu pra seu exército de atrizes e de atores falar contra Bolsonaro... tá tudo certinho, entendeu? Qualquer coisa que possa acontecer de ruim no País é culpa do Bolsonaro, principalmente na Globo News... Tá ficando um negócio nojento.
- Realmente, eles estão com muito medo. Eles sabem que não têm a mesma força que tinham no passado. A Globo não contava com a força do facebook, do instagram... O maior medo é do whatsApp, porque o whatsApp você não controla. E se eles tentarem controlar o whats App ... neguinho vai entrar por outro aplicativo... É esse o maior medo. O Jornal Nacional, que dava 40 pontos de audiência, está dando 12 em certas praças. Ninguém está suportando mais. E o pior é se Bolsonaro abrir a caixa preta da Globo... De minha parte, considero que o jornalismo impresso tem os seus dias contados, especialmente o jornalismo tendencioso: Internet, redes sociais, youtube, facebook, whatsApp são ferramentas (perdoem a má palavra) irreversíveis. Quem vai fazer assinatura de O Globo ou qualquer jornal tendo ao dispor milhares de sites democráticos, confiáveis e melhor escritos?"

https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10156995340652192
  

 (...) Quatro fatores contribuíram para libertar a mídia nacional desses escrúpulos de realismo.

O primeiro foi a solidariedade maior entre as empresas, forjada durante o regime militar para a defesa comum contra as imposições do governo. As denúncias mútuas de fraude e de mau jornalismo desapareceram quase que por completo, colocando cada empresa jornalística na posição confortável de poder mentir a salvo de represálias dos concorrentes. Na mesma medida, a disputa de mercado praticamente cessou, distribuindo-se os leitores mais ou menos equitativamente entre as maiores publicações.

O segundo foi a diversificação das atividades lucrativas das empresas jornalísticas, que passaram a depender cada vez menos da aprovação dos leitores. A prova máxima dessa transformação é que essas empresas se tornaram formidavelmente mais ricas e poderosas sem que a tiragem de seus jornais aumentasse no mais mínimo que fosse. Com a escolaridade crescente, o número de leitores potenciais subiu de ano para ano, mas os maiores jornais brasileiros não vendem, hoje em dia, mais exemplares do que nos anos 50. É um fenômeno único no jornalismo mundial.

Em terceiro lugar, a obrigatoriedade do diploma universitário promoveu a uniformização cultural e ideológica da classe jornalística, de modo que já não há diferenças substantivas entre os climas de opinião nas várias redações de jornais e revistas. Na homogeneidade geral, as exceções individuais tornam-se irrelevantes.

Por último, as influências intelectuais que vieram a dominar as faculdades de jornalismo, deprimindo a confiança nos velhos critérios de objetividade e enfatizando antes a função dos jornalistas como “agentes de transformação social”, acabaram transmutando maciçamente as redações em grupos militantes imbuídos de uma agenda político-cultural e dispostos a implementá-la por todos os meios. Por isso é que, de milhares de profissionais de mídia que ocultaram a existência do Foro de São Paulo por dezesseis anos, só um, um único, mostrou algum arrependimento. Os outros, inclusive os autonomeados fiscais da moralidade jornalística alheia, preferiram, retroativamente, ocultar a ocultação – e não perderam um minuto de sono por isso.

Some-se a tudo isso um quinto fator, de dimensões internacionais: o tremendo desenvolvimento, nas últimas décadas, das técnicas de engenharia social e da sua aplicação pelos meios de comunicação.

Quem pode impedir que empresas mutuamente solidárias, libertas até mesmo do temor ao público, tendo a seu serviço uma massa bem adestrada de “transformadores do mundo” e um conjunto de instrumentos de ação tão discretos quanto eficientes, mandem às favas todo senso objetivo das proporções e se empenhem em criar uma “segunda realidade”, uma nova ordem dos fatores, totalmente inventada, legitimando de antemão qualquer nova mentira que lhes ocorra distribuir amanhã ou depois?

Nessas condições, toda presunção de “objetividade jornalística”, personificada ou não nessa moderna versão do bobo-da-côrte que é o ombudsman, tornou-se hoje apenas um adorno publicitário sem qualquer eficácia real na prática das redações.

O total desprezo pelos critérios quantitativos de aferição da importância das notícias tornou-se, portanto, a norma usual e corriqueira em todas as maiores publicações. Não havendo padrão de medida exterior pelo qual o jornalismo possa ser julgado, os jornais passaram a viver de um noticiário autofágico e uniforme, publicando todos as mesmas coisas, com igual destaque, e confirmando-se uns aos outros no auto-engano comum.

(...) Uma coisa é a realidade da vida social, outra a sua imagem na mídia e nos debates públicos. A segunda pode estar muito deslocada da primeira, fazendo com que a atenção pública se aliene da realidade ao ponto de a população tornar-se incapaz de compreender o que está acontecendo. O deslocamento completo assinala um estado de psicose social. 
http://wpress.olavodecarvalho.org/a-briga-que-ninguem-quer-comprar/

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